segunda-feira, 8 de abril de 2013

FC Porto 3 - 1 SC Braga: V7P6 (Crónica de Breogán)


V7P6






A epidemia alastra. Mais um jogo e razia completa de extremos. Todos dizimados do onze inicial. No entanto, há progressos. Já identificou a estirpe do vírus gripal: V7P6. As letras V e P são, obviamente, a homenagem ao criador deste “Influenza” táctico do 4-3-3 sem extremos. Os números remetem para os minutos necessários para que a sintomatologia gripal abandone o paciente. Felizmente, a recuperação é espectacular e raramente deixa sequelas.






E este jogo foi isto. Enquanto o V7P6 incomodou o hospedeiro, até Peseiro batia palmas. Quando o hospedeiro se libertou do V7P6, foi de virada até ao 3-1.

Comecemos pelo Braga, esse clube que parece que luta pela Champions, mas que vem ao Dragão de autopullman, daqueles bem grandes, com um dístico laranja de “veículo longo” colado atrás. Peseiro mete a equipa atrás no Dragão, aliás, o mais atrás possível.

Se os outros o fazem e, às vezes, dão-se bem, porque não ele? Primeiro, porque tem plantel para mais que isso e, segundo, tem obrigação para mais que isso. Mas o que interessa é travar o FC Porto. Custe o que custar. Após o empate do Paços de Ferreira na Madeira, um ponto do Dragão já faz Peseiro feliz. Além disso, já é público o incómodo que este FC Porto tem com equipas tão fechadas e com gente capaz de contra-atacar. Peseiro requenta a fórmula e serve-a à sua maneira.

Do lado azul e branco, é o mesmo de sempre. Já nem vale a pena esmiuçar o que já nem dá para esmiuçar. Sem extremos, sem 10, tudo num molhinho e Jackson a lutar contra toda a defesa do Braga. De uma ponta à outra da defesa bracarense e ainda a descer para vir buscar jogo. V7P6!

 Para este jogo, Vítor Pereira volta às suas opções habituais. A baliza volta para Helton e na defesa o quarteto habitual. Com uma excepção, a suspensão de Mangala abre as portas da titularidade a Maicon. No meio campo, o trio da preferência e no ataque o surto gripal do costume. James a “extremo”, Defour a “”extremo”” (as duplas aspas não são gralha) e Jackson contra todos.

Era uma final para ganhar, em casa e já sabendo o resultado da véspera. Nem isso afastou o V7P6 e o resultado foi o expectável.

O FC Porto entra dominador, mais por consentimento bracarense, que por méritos próprios. É sem surpresa que o primeiro lance de perigo do FC Porto seja uma demonstração de toda a sintomatologia gripal que afecta o ataque do FC Porto. Aos 9 minutos, Moutinho segue com a bola no seu meio campo. Ainda antes de cruzar a linha de meio campo, já procura lá na frente o único farol ofensivo da equipa. Sem demora, faz o passe longo para Jackson, que recebe a bola fora da grande área, acossado pela dupla de centrais bracarenses e sem apoio por perto. O Cha-cha-cha já conhece a obstrução ofensiva que o surto de V7P6 costuma causar e vai à luta. Recebe com classe, roda sobre Nuno André Coelho e remata cruzado fora da área. A bola sai rente ao poste de Quim.

Novo lance de perigo, só aos 15 minutos. Moutinho descai no flanco e cruza tenso ao segundo poste.autopullman acender os quatro piscas. Mas o influenza táctico não permitia à equipa libertar-se e aproveitaria o Braga para espevitar o ataque.

Lucho aparece nas costas do lateral do Braga e sem deixar cair a bola, remata de primeira e cruzado, para uma defesa apertada de Quim. Bastava uma mudança de flanco rápida para o






Ao minuto 19, o Braga deixa o aviso e Otamendi é o carteiro. Balão de Quim para a frente e Otamendi, sem pressão alguma, falha o corte de cabeça. Ainda assim, é dono e senhor do lance, mas tenta um atraso de cabeça para Helton quase desde a linha do meio campo! Escusado será dizer que o “passe” sai curto. Aproveita João Pedro, que galopa para a área portista, mas de tão feliz e contente por tão choruda lotaria, falha na cara de Helton, em plena grande área e com a baliza à mercê.






Nesse mesmo minuto, Alan ensaia um remate em arco fora da área, que sai à figura de Helton. Estava o ensaio completo. Segue-se a acção.

Até que chega o minuto 22. Mossoró avança sobre a defesa portista, mas os centrais do FC Porto não se incomodam. Em pezinhos de lã, como é típico em Mossoró, já a jogada estava na área portista, mas para a defesa azul e branca, mais parecia que nem tinha passado o meio campo. Mossoró dá em Alan e este devolve a Mossoró para penetrar na área. Mossoró percebe a triangulação proposta por Alan e devolve logo a bola. Com espaço, em posição privilegiada e já com remate ensaiado, restava o golo. E foi golo, com a defesa do FC Porto a assistir na primeira fila e de boca aberta.

Peseiro nem queria acreditar. Afinal a táctica à Olhanense resulta! Decide, então aprimorar. Em vez de aproveitar a desorientação portista, junta um atrelado ao autopullman. Ainda assim, e por mais diabólico que possa parecer, à meia hora de jogo, o Braga hiperrecuado tinha mais remates à baliza que o FC Porto. 

Só enfatiza a carga viral a que este FC Porto é sujeito, mesmo jogando em sua casa!

O FC Porto arrasta-se no jogo. Nem pela direita e nem pela esquerda. Não havia quem assumisse o drible ou um pique até à linha de fundo. Nada. Pelo centro, a Olhanense toda vestida de Braga.

Só uma pedrada no charco é que nos faria voltar a este jogo. E veio pelo suspeito do costume. Um dos poucos jogadores do plantel que podem ganhar um jogo num momento de inspiração. O “extremo” preferido do V7P6. Aos 37 minutos, farto de estar submerso no “seu” flanco, James vem ao centro respirar. Já tinha vindo aos 31 minutos, mas tal como Alan, a primeira vez foi para ensaiar e Quim defendeu. Desta vez, e após bom passe de Danilo, roda sobre Custódio para onde é perigoso e em zona central (a 10!) desfere um remate, ainda fora da área e indefensável para Quim. É uma onda de entusiasmo que varre o estádio. Os jogadores respiram fundo, o público empolga-se e Vítor Pereira exorciza os seus fantasmas sentados na bancada atrás do banco do FC Porto.




O golo é uma bóia de talento. Os jogadores e o público agarram-se a ela com tanta força que o FC Porto parte para o seu melhor período no jogo. Pura força anímica a sobrepor-se às maleitas virais que afectam a equipa. Logo dois minutos depois do golo, Danilo cruza com critério e encontra James ao segundo poste, para cabecear ligeiramente ao lado. O Dragão desperta, sente-se a sua força e os quatro piscas do autopullman. Mais dois minutos, e Jackson tem um lance de arte e força. Grandiosa recepção de peito, rotação primorosa, aguenta a dupla marcação e acossado, remata cruzado a passar rente ao poste de Quim. Merecia golo! Puro talento e músculo em mais uma demonstração de tenacidade em jogar fora da área. Que jogador!



O intervalo chega pouco depois, não sem antes Maicon lesionar-se e ameaçar não voltar do intervalo.

A segunda parte começa com a confirmação da lesão de Maicon. Abdoulaye é chamado para ocupar a vaga ao lado de Otamendi. Fora esta substituição forçada, Vítor Pereira decide manter tudo na mesma, desperdiçando o entusiasmo que a equipa demonstrou no final da primeira parte.

O Braga aproveita o intervalo para respirar e confia na manutenção do status quo do lado portista. Feita a vontade ao Braga, não admira pois que sejam os visitantes a entrarem melhor na segunda parte. Sem criarem perigo, mas tendo um conjunto de situações de aproximação à baliza portista.

Vítor Pereira percebe, então, que o FC Porto ameaça uma segunda parte com dificuldades acrescidas na criação de jogo ofensivo. James e Lucho estão em quebra física evidente e o meio campo descola, em definitivo, de Jackson. Reage, aos 62 minutos, tirando Defour e colocando Atsu. É um alívio colossal em toda a sintomatologia gripal. Pelo menos há alguém que corre por um flanco abaixo e Alex Sandro já tem um “limpa-neves” à sua frente, mesmo que não seja um “limpa-neves” bestial.

O FC Porto melhora quase instantaneamente. Aos 66 minutos, livre cobrado por Moutinho e Otamendi cabeceia à trave. Volta o entusiasmo, é palpável. Três minutos depois, Atsu ganha a linha de fundo, mas, no último momento, Santos antecipa-se a Jackson e corta o lance. Cinco minutos depois, lançamento lateral longo, com Jackson a ganhar nas alturas e a dar para a zona da marca de penalti. James remata com estilo, mas a bola desvia em Santos para canto. O FC Porto mantém a pressão e do canto volta a criar perigo. O canto é bem cobrado, mas a defesa do Braga alivia. Alex Sandro apanha a sobra na em zona frontal à grande área e de primeira, remata de pé direito à barra de Quim. A bola ainda ressalta em Quim, mas, caprichosamente, fica à mercê do guarda-redes bracarense.

Peseiro já havia trocado Mossoró por Carlão. Se a mobilidade de Mossoró havia feito a cabeça em água aos defesas portistas, o corpanzil de Carlão era bem mais fácil domar. Com a defesa mais estável, a equipa (e o público) pedia a Vítor Pereira luz verde em todas as faixas do ataque.

Até que chega o minuto 76, e o V7P6 é irradicado. Sai Lucho esgotado e sem nada mais para dar à equipa e entra Kelvin. O FC Porto abre-se no ataque e o autopullman bracarense passa rapidamente a carrinho de mão. Kelvin nem entra muito assertivo, mas tal como Atsu, só a possibilidade de haver mais alguém capaz de ganhar a linha de fundo já atemoriza a defesa bracarense.

O Braga recua, tentando manter o seu precioso ponto. Por sua vez, o FC Porto ataca em busca da vitória. James, mesmo já no último esforço, pega na batuta da equipa e começa a distribuir jogo pelos três corredores.







Até que, ao minuto 83, a redenção! James cai no flanco esquerdo e tenta servir a diagonal de Jackson. Nuno André Colho corta, mas desta vez há mais gente por próximo. Kelvin havia ganho o espaço nas costas de Jackson, fica com a sobra e de fora da área, remata para o fundo da baliza de Quim.





Vantagem portista e o ânimo é contagiante. O Braga perde-se e aproveita o FC Porto. A pressão ofensiva do FC Porto resulta em mais um canto, ao minuto 86. James cobra longo mas procurando Kelvin ao segundo poste. O extremo (este sem aspas!) remata de primeira, sem deixar a bola cair e concretiza o seu segundo golo na partida. A bola ainda desvia em Santos, mas o mérito é todo de menino. Estava feita a virada numa equipa que respirava saúde futebolística , sem rasto do vírus influenza V7P6.

Até final, fica a nota para o desespero de Peseiro. Duas substituições tardias, tentando levar a equipa para a frente quando esta já estava derrotada. Também um sublinhado final para a brincadeirinha de Helton. Tão típico e tão desnecessário.

Foi bom voltar a ver um FC Porto sem V7P6. Segundo Vítor Pereira, podia ter corrido bem, como podia ter corrido mal. É verdade, mas as probabilidades não são nada semelhantes.

Permitam-me a inconfidência. Até a lesão de Maicon ajudou. Algo me diz que se Vítor Pereira tivesse ainda uma substituição por fazer após o 2-1, James saía do jogo mais rapidamente do jogo, do que um foguetão da NASA a rasgar os céus. Assim, a equipa manteve-se activa e encostou o Braga atrás até ao fim.

E agora? Vamos voltar ao mesmo?




Análises Individuais:


Helton – Defesa importantíssima, na primeira parte, no lance de João Pedro. Brincadeirinha ao cair do pano. De resto, um espectador que nada podia fazer no golo bracarense.

Danilo – Tem uma grande mancha, que é o golo do Braga. Deu espaço a Alan que dá para construir uma moradia. Muito mal nessa marcação. No resto, confirmou o que de bom vinha fazendo nos últimos dois jogos. Seguro a defender e preciso a atacar.

Alex Sandro – Voltou a misturar o bom com passes perdidos. Mostrou-se mais agressivo e com melhor capacidade física para o jogo. Na primeira parte, foi importante para manter uma dinâmica basal no flanco esquerdo.

Otamendi – A primeira meia hora de jogo é um hino épico ao absurdo. Depois disso, foi montanha russa à Otamendi. Grande corte, grande disparate. Grande corte, grande disparate. Logo ele, que já parecia já estar mais consistente. Faltou-lhe uma ponta de sorte no cabeceamento à trave. Divide com Maicon o prémio de mais babado a ver o golo do Braga.

Maicon – Ainda assim, em abono da verdade, Maicon ganha o prémio. Nem pegou em Alan, nem acompanhou Mossoró. Duplo babado. Não se sentiu cómodo com a viscosidade de Mossoró na marcação. Nem ele, nem Otamendi.

Fernando – Jogo sóbrio e muito competente. Na primeira parte, foi quem mais lutou para manter o meio campo do Braga bem afastado dos seus ciclistas da linha ofensiva. Viana nem se viu no jogo e até foi Fernando quem mais apareceu com perigo no ataque. Na segunda parte, segura quase sozinho o meio campo. É o melhor desempenho da noite.

Moutinho – Nota-se que tem uma certa limitação física e que isso limita o seu desempenho, sobretudo no aspecto ofensivo. Ainda assim, foi um jogador muito importante na luta a meio campo.

Lucho – Procurou aparecer o maior número possível de vezes na área contrária. Mas nunca foi a muleta que Jackson precisava. Brilhou mais por libertar James para zonas interiores que pela sua própria dinâmica. Sai esgotado e sem mais nada para dar à equipa. Deveria ter saído mais cedo.

DefourQuem faz o que pode, a mais não é obrigado. Tenho a certeza que no dia em que o puserem à baliza vai atirar-se a todas as bolas, se as defende ou não é outra questão. Defour é assim. Vai a tudo, se depois rende o que a equipa precisa, isso é outro assunto. Até admito que Defour é bastante plástico e rende o suficiente em muitas posições. Mas só um ataque viral de V7P6 pode explicar o uso recorrente de um 8 defensivo a “”extremo””.

James – Lá foi para a sua cruz. Tentou sempre corresponder e fugir dela sempre que podia. Numa dessas fugas, inspira-se e dá o empate e alento à equipa. Volta a desaparecer no início da segunda parte e quando ameaça quebrar fisicamente, leve um novo sopro de alento. Passa para a sua zona de conforto e, tal foi a alegria, que está na base da reviravolta do marcador. Um 10 a 10 é outra coisa.

Jackson – É um jogador brutal. Aquele lance no final da primeira parte é enorme. Pena é que não tenhamos jogo para alimentar este talento. Mais um jogo de total sofrimento, excepto os últimos 15 minutos.


Abdoulaye – Enquanto Mossoró esteve em campo, até parecia que trocava as pernas. Mal entrou Carlão, algo mais palpável e menos escorregadio, acalmou e acertou a marcação.

Atsu – Esticou jogo pelo seu flanco. Umas vezes bem, outras nem por isso. Uma coisa é certa, Baiano deixou de aparecer na frente e Alex Sandro subiu mais vezes pelo seu corredor. O FC Porto abriu com a sua entrada.

KelvinAcaba por ser o “Joker”da partida. Entrou temerário, mas foi acalmando. Tem mérito nos golos. No primeiro, soube fazer o movimento interior e aproveitar as costas da diagonal de Jackson. No fundo, apareceu na área (ou perto dela), em vez de ficar agarrado ao seu flanco. No segundo, não inventou. Sem espaço para receber, bola vem, bola vai. O Kelvin que chegou do Brasil iria tentar dominar aquela bola e fintar todos até à linha de golo.




Ficha do Jogo:


FC Porto-SC Braga, 3-1
Liga portuguesa, 25.ª jornada
8 de Abril de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.210 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Pedro Vilaça

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Defour
Substituições: Maicon por Abdoulaye (ao intervalo), Defour por Atsu (62m) e Lucho por Kelvin (76m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Castro e Liedson
Treinador: Vítor Pereira

SC BRAGA: Quim; Baiano, Santos, Nuno André Coelho e Elderson; Custódio, Hugo Viana e Mauro; João Pedro, Mossoró e Alan (cap.)
Substituições: Mossoró por Carlão (68m), Hugo Viana por Rúben Micael (86m) e João Pedro por Hélder Barbosa (90m)
Não utilizados: Kritciuk, Haas, Rúben Amorim e Zé Luís
Treinador: José Peseiro

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Alan (22m), James (37m) e Kelvin (83m e 86m)
Cartão amarelo: Quim (67m)




Análise dos Intervenientes:

Vítor Pereira: 

«Demonstração de capacidade»

Estava difícil rentabilizar a posse de bola, depois apostou em Kelvin e ganhou…

Apostei fundamentalmente na equipa, que foi igual a si própria, mesmo perante um adversário que se organizou bem defensivamente e tinha as coisas bem preparadas. O Braga apresentou um bloco muito compacto, que é difícil de contrariar, mas não perdemos a identidade. Fomos serenos, mesmo em desvantagem. Tivemos sempre serenidade para circular a bola e procurar o melhor espaço, sem precipitações, de forma a conseguir uma ou outra situação de ruptura para chegar ao golo. O que devo valorizar é o comportamento colectivo da equipa, sem desmerecer esse apontamento individual do Kelvin, que é um miúdo com qualidade, que entrou bem e foi feliz. Quem não toma decisões lá dentro acerta sempre: se por acaso o Kelvin não tivesse sido feliz e tivesse tocado poucas vezes na bola, estaríamos aqui a comentar que a entrada não tinha sido bem pensada. As coisas aconteceram não por meu mérito, mas por mérito do Kelvin, que tem dois apontamentos de qualidade, tal como o James teve um na primeira parte.

O início da segunda parte, com o Abdoulaye a entrar para o lugar do lesionado Maicon, foi difícil…

Defrontámos um Braga bem organizado, com qualidade individual e colectiva para sair em transição. Não é fácil entrar assim num jogo, a procurar contrariar uma equipa que, logo que ganha a bola, quer sair rapidamente em transição. Penso que o Abdoulaye fez o seu papel com qualidade, quando acalmou. Esteve ao nível dele, porque é um jogador com qualidade e temos quatro centrais que mantêm o nível muito alto. Ele também está de parabéns.

Acha que o adversário na luta pelo título ainda vai tropeçar?

Temos de fazer o nosso trabalho. Sabemos o que queremos, temos de nos focar no próximo jogo, quando o campeonato regressar. Hoje o Braga foi um rival difícil mas demonstrámos que estamos vivos. Demonstrámos força e qualidade individual e colectiva. Estou satisfeito e estamos prontos para fazer o nosso trabalho.

Pensa que é um jogo que vai marcar este campeonato, pela qualidade do adversário e atitude demonstrada pelo FC Porto?

Não sei responder. O que posso referir é que gostei muito da qualidade do jogo e da serenidade num momento destes. É natural que os próprios adeptos fiquem ansiosos, quando os golos não surgem cedo. Aproveitámos os 90 minutos para construir o resultado, mesmo partindo em desvantagem face ao golo do Braga. Estamos prontos para fazer o nosso trabalho e lutar pela revalidação do título.

Uma exibição como estas será suficiente para vencer o Braga na final da Taça da Liga, no sábado, ou será preciso algo diferente?

Não vou fugir ao habitual. Estou aqui para falar do jogo que acabámos de disputar e estarei na próxima conferência de imprensa para abordar o encontro da Taça da Liga. Cada jogo tem a sua história. O Braga provou que tem argumentos fortes, é uma equipa contra a qual não podemos baixar a guarda e que nos obriga a estar concentrados durante os 90 minutos. Hoje fomos fortes, conseguimos um bom resultado e uma exibição que me agrada.


Kelvin: 

«Tenho de crescer muito»

«Estou a trabalhar forte, à espera da hora certa. Agradeço a quem me apoia. Do banco via que a equipa precisava de atacar,o treinador disse para fazer o meu jogo. Pode ser que isto me dê mais tempo, o treinador é que decide. Tenho de crescer muito, estou a evoluir, preciso de força física e de melhorar a parte técnica».

José Peseiro: 

«Pensei que íamos empatar...»

«A estratégia na primeira parte era controlar a potencialidade do FC Porto, com mais transição, queríamos ter mais bola mas não conseguimos.

O FC Porto não teve melhores oportunidades do que nós. Na segunda parte queríamos ser um pouco mais agressivos, mais profundos, mas o FC Porto foi forte.

Foram dois remates de fora da área, mas valem todos.

Perdemos dois jogos nos últimos minutos, em casa e aqui.
Naquele momento em que o Kelvin marcou pensava que podíamos pelo menos empatar. Gostamos de dominar mais, mas o FC Porto é forte.

Mossoró fez trabalho tremendo, estava desgastado, tentámos dar um pouco mais de referência. Fê-lo bem, mas quando entendi que era momento de arriscar, saiu.

Paços? A pressão é a mesma. Sempre foi assim. Suportamos bem essa pressão. Vamos fazer tudo para ganhar os nossos jogos e esperar que eles não o consigam».

Alan: 

«Somos guerreiros!»

«Fizemos um bom jogo apesar da derrota. O FC Porto é muito forte em casa. Errámos, contra o FC Porto isso não pode acontecer. Não foram só erros defensivos, foi toda a equipa. Na primeira parte podíamos ter feito um golo, não fizemos. A luta com o Paços de Ferreira vai ser complicada, mas somos guerreiros e vamos conseguir».




Por: Breogán

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