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segunda-feira, 3 de março de 2014

Liga Zon Sagres, 21ª Jornada; Vit. Guimarães 2 - 2 FC Porto

#FCPorto #Portugal #PauloFonseca #PintodaCosta #Guimarães

Desastre.

 Consumado o desastre, o que fazer? 

 Começar já acautelar os objectivos ainda não perdidos? 

 Começar já a construir o futuro? 

 Começar a unificar os adeptos em torno de um novo projecto?

Não. Braço armado sobre quem contesta, quem já não aguenta. Mais, já ultrapassada a fronteira entre a persistência e a teimosia, o que é o mesmo que dizer entre a inteligência e a burrice mais obtusa, mantém-se o problema adiado no leme da equipa. Problema adiado?! Erro meu. Já consumado, isso sim.

foto1




Lembram-se há quanto tempo o FC Porto estava a 9 pontos da liderança com 9 jogos para o fim?







Deixando de lado o “politicamente correcto” de que o FC Porto nunca deita a toalha ao chão, lembram-se de o FC Porto estar fora da corrida para o título a 9 jornadas do fim?

 E sublinho eu, o 4º classificado está a 4 pontos e tem vantagem no confronto directo!

Há quatro jogos que o FC Porto não ganha e tem uma média de 2 golos sofridos por jogo.

Fomos os últimos a entrar em campo. Já sabíamos que tínhamos que ganhar. Nem assim.

Bárbaro.

Indo ao jogo, Paulo Fonseca é forçado a mexer no onze titular. O castigo de Mangala permite a manutenção de Maicon no onze inicial, com Abdoulaye a reassumir a titularidade. No ataque, Jackson e Varela, com problemas físicos, dão lugar a Ghilas e Licá.

Há algum equilíbrio inicial, mas o FC Porto toma conta do jogo. A “moral” do último jogo europeu faz-se sentir e os jogadores tentam funcionar como equipa. Há ânimo, mas não consistência táctica. Ainda assim, o golo chega, num penalti claro.

 E começa a degradação do FC Porto. Incapaz de controlar o jogo, o FC Porto permite ao Vitória de Guimarães entrar numa parada e resposta. É claro, o FC Porto é mais perigoso e tem em Ghilas oportunidades de sobra para aumentar a vantagem. Mas o Vitória mantém-se sempre agarrado ao jogo e com possibilidades de controlar o jogo a meio campo.

 Chega o 0-2 a cinco minutos do intervalo e, paradoxalmente, o FC Porto piora abruptamente. A urgência do Vitória em voltar à discussão do resultado, varre o meio campo portista e começa a fazer tremer a nossa defesa. Cinco minutos bastaram para o Vitória cozinhar um golo. O intervalo traz esperança à equipa de casa e velhos fantasmas ao FC Porto.

 O que se assistiu após o intervalo, para além de um atestado de incompetência de Paulo Fonseca, é a demonstração cabal que neste FC Porto nem uma ideia de equipa há!

O FC Porto volta assustado e o Vitória empenhado. Logo chegaria o empate e é então que entramos no jogo dos bancos. Paulo Fonseca, no seu típico desespero, tratou de desmantelar o meio campo. Meteu um jogador lesionado, algo escabroso e patético, criou um molhinho na frente e um vácuo a meio campo. A Rui Vitória faltou coragem. Tratou de defender, por respeito e consideração, mas manteve sempre o controlo da situação. Aos poucos começou a acordar para o facto do Vitória poder ganhar o jogo. E só não o ganhou já no fim porque o poste e Danilo sobre a linha de golo evitaram o avolumar da vergonha.





Pensava eu que a desgraça havia chegado ao fim. Que este desastre já não podia causar maior dano. Eis que surge Paulo Fonseca na entrevista rápida. Atira-se aos jogadores. Diz ele que estes já deveriam ter aprendido com os erros defensivos e com a sua recorrência. Sem dúvida, e tu Paulo?! Que responsabilidade tens nisto? Quem é o líder?! Logo tu, que até colocas um jogador com limitações físicas em campo!





Por fim, diz que não entende como na segunda parte deixamos de controlar o jogo a meio campo e nos limitamos a fazer futebol directo para a frente. O treinador desmantela o meio campo, acaba o jogo com um duo a meio campo composto por Fernando e Quintero e não percebe como acabamos a jogar com futebol directo. Admito incompetência. Gozo, não!



Agora que o principal objectivo anda na rua da amargura. Agora que o Arouca no Dragão se aproxima, vai a SAD continuar a persistir no erro e ficar à espera que esse jogo sirva para enganar um pouco mais os incautos e pobres de espírito?

Queremos salvar algo desta época, ou é para a desgraça total. Um armagedão no que nos propusemos no inicio da temporada.

Vitória Guimarães vs FC Porto (LUSA)







Paulo Fonseca não é o único culpado, nem o mais culpado. Os que se escondem atrás dele levam grande parte das culpas.






Mas é um homem finito, acabado, arrasado. Não é líder, não tem orientação táctica e no desespero em que anda atira-se ao absurdo. Rebenta com o meio campo e depois vem dizer que não percebe o que se passou. Pior, o que hoje vimos Jackson fazer é algo que embaraça o clube.





Análises Individuais:

Helton – Sem hipóteses nos golos, deu segurança em algumas defesas.


Danilo – Bom critério ofensivo, revelou alguma fragilidade defensiva. Na segunda parte, o Vitória tapou bem as suas incursões e o futebol ofensivo do FC Porto ressentiu-se muito.

Alex Sandro – É rever o segundo golo do Vitória. O espaço que dá entre si o central para Marco Matias correr desenfreado é inaceitável. A dada altura, perdeu o norte a defender e limitou-se a distribuir pancada. A atacar revelou mais acerto.

Abdoulaye – Não sei se foi o regresso. Não sei se foram os assobios. Uma exibição miserável do princípio ao fim. Estático, mais reactivo que activo, foi comido por todos os seus ex-companheiros. Pavoroso.

Maicon – O menos mau a defender, mas mesmo assim, muito longo do que já mostrou. É verdade que o meio campo portista expõe a sua defesa em demasia. Mas mesmo assim, não há solidez neste sector.

Fernando – Uma boa exibição, embora distante do Fernando imperial. Perde muito tempo a tentar empurrar os restantes médios do FC Porto, que teimam em vir ocupar o seu espaço.

Herrera – Bom jogo, embora ainda passe muito tempo agarrado a Fernando. Tem que se libertar mais, mesmo que Paulo Fonseca o tente amarrar. Tem que ser mais fiável do ponto de vista técnico. Não pode fazer tantos erros primários.

Carlos Eduardo – Boa meia hora e depois decai muito de produção. À medida que o meio campo do Vitória crescia, Carlos Eduardo desaparecia. Herrera precisa de jogar mais próximo de si para crescer no jogo.

Licá – Um golo, algumas jogadas de generosidade e pouco mais. O FC Porto precisa de rasgo no flanco. Licá não dá isso. Não ganha no um para um. Não ameaça, sequer.

Quaresma – Muito agarrado à bola, perde leitura colectiva e emperra a equipa. É verdade, não se esconde. Assume e não tem medo de errar. Mas emperra a equipa porque teima resolver. Teima o difícil e rejeita o fácil, o mais conveniente e o mais correcto.

Ghilas – A boa notícia desta noite. Em quatro dias, Abdoulaye era titular. Ghilas coleccionou 2 finais em não sei quantos jogos. Mostrou que é um jogador que muito nos teria dado jeito. Que poderia ter tido outro rendimento se a utilização tivesse sido a correcta. Voltou a revelar explosão e uma diagonal demolidora. Teria sido a nossa solução para os flancos? É possível. Mas o Paulo Fonseca assim quis.



Varela – Ligeiramente melhor que Licá. Não é um elogio.

Jackson – O que Paulo Fonseca lhe fez é vergonhoso. Ponto. Colocar um jogador limitado fisicamente em campo para tentar salvar-lhe o pescoço é aberrante. Não trouxe nenhuma vantagem, como é óbvio. Simplesmente tornou mais miserável este resultado e, sobretudo, este status quo.

Quintero – Mesmo acabando o jogo na mesma linha que Fernando, mostrou à evidência que é uma mais-valia no plantel e que não pode andar a ser ostracizado por tanto tempo. E como ele, outro. Espaço K.




Ficha de Jogo:

Vitória Guimarães: Douglas; Pedro Correia, Moreno, Paulo Oliveira e Addy; André Santos, André André e Crivellaro; Malonga, Maazou e Marco Matias
Suplentes: Assis, Josué, Tomané, Nii Plange, Hernâni, Leonel Olímpio e Tiago Rodrigues
Treinador: Rui Vitória

FC Porto: Helton; Danilo, Maicon, Abdoulaye e Alex Sandro; Fernando e Herrera; Quaresma, Carlos Eduardo e Licá; Ghilas
Suplentes: Fabiano, Josué, Jackson, Quintero, Reyes, Varela e Defour
Treinador: Paulo Fonseca

Árbitro: Marco Ferreira

Golos:  Quaresma (18), Licá (41), Maazou (45+1) e Marco Matias (52)


Por: Breogán

domingo, 26 de janeiro de 2014

Coisinhos 6 - 1 FC Porto - Que foi isto?







Há derrotas e derrotas. Há derrotas que encaramos com (relativa) facilidade. Outras não se engolem. Hoje foi o último caso. Já lá vamos...







O nosso clube entrou em ringue a saber da derrota do Valongo, o 1º classificado. Podíamos alcançar o 1º lugar em igualdade com eles. Queríamos a liderança. Além disso íamos jogar a casa dos maiores rivais e com vontade de vingança... Era para ganhar, quem se metesse entre nós e esse desejo tinha de sair vergado a uma derrota.

Por uma questão de honestidade tenho de vos alertar que não vi o jogo em directo. O FC Porto prepara-se para jogar no Dragão pouco depois. Deixei a gravar na Bola Tv. Já sabia que eles apenas contavam meias verdades, não fazia era ideia que também cortavam nas transmissões. Se tivesse a assistir em directo tinha corrido o risco de um qualquer vírus no computador e tinha ido ver um qualquer stream na televisão dos coisinhos...

Assim quando começaram a transmissão o vencedor de 11 dos últimos 12 campeonatos (é bom relembrar) já perdia por 2 - 0. Pelo que disseram sofremos 2 golos no espaço de um minuto e o cronómetro marcava cerca de 7 minutos. Mau... 

Para piorar o 3º golo surgiu logo depois. Alguma sorte na forma como a bola entrou mas foi um bom gesto técnico, com uma picadinha depois de rodar por trás da baliza. Alguma passividade nossa.

Com esta vantagem os rivais claramente pausaram o jogo. Arrefecer o ritmo, jogar devagar, controlar. na nossa equipa notava-se ansiedade, tentava-se ir para cima deles rápido mas muitas vezes era mal executado. Também tivemos as nossas chances de marcar neste período, algumas claras. Por exemplo, Caio falhou uma clamorosa. Existe um primeiro remate, a bola sobra para Caio, o guarda-redes está desposicionado e Caio, em boa posição, atira ao poste... 

Tó Neves fez o que se esperava, tentou mudar o rumo dos acontecimento. Hélder Nunes e Tiago Losna entram quase na mesma altura. Pouco depois Vitor Hugo. foram alterações com lógica, sobretudo a entrada de Hélder um bom defensor estava a ser necessário.

No entanto, nada mudou. Num contra-ataque o rival faz o 4º. Uma passividade defensiva dificil de encaixar... Dendemos de forma lamentavel.

Estava a ser um espetaculo deprimente. As fitas dos adversários ainda irritavam mais. Num lance nos minutos finais, sem lhe tocarem um jogador queixa-se de algo na cabeça. É assistido. já depois disso e com a bola na nossa posse cai de novo com as mesmas queixas. Jogo novamente interrompido. 

Após um penalti que me pareceu ficar por assinalar tivemos direito a um livre directo (10ª falta deles). Na conversão Hélder Nunes, não acerta na baliza. Não havia forma de marcar...

Pouco depois o intervalo. Perdíamos por 4 - 0. Inacreditavel, inadmissivel. Imagino que o intervalo não tenha sido uma conversa meiga, espero que não o tenha sido. 

Esperava-se que a 2ª parte fosse diferente, que reagíssemos. Pura ilusão. Sofremos novo golo aos 6 minutos (e felizmente Edo defendeu antes um livre directo).

Estava tudo visto. A falha de mais um livre directo por Jorge Silva (bola ao poste) tornava tudo pior. Se nem os lances de bola parada aproveitávamos...

Eles ainda fariam o 6º. Apenas Caio marcou para a nossa equipa.

Até final registo apenas para a enormidade de cartões azuis (4 no total).

Esta derrota custa a digerir. Detesto perder com estes, ainda para mais desta forma. Detesto perder quando podia ser líder. Detesto perder quando uma vitória nossa afastaria quase irrremediavelmente estes seres da luta pelo campeonato. Há derrotas que não se têm, contra estes é inadmissivel ser goleado. Estou magoado com o que a equipa fez hoje. No próximo jogo, dia 1 de Fevereiro, receberemos o Candelária. Lá estarei para apoiar os 50 minutos. Espero que a desilusão comece a passar. Façam por isso... Queremos ver a imagem que se segue no fim.







FICHA DE JOGO


SL Benfica-FC Porto Fidelidade, 6-1
Campeonato Nacional, 13.ª jornada
25 de Janeiro de 2014
Pavilhão da Luz, em Lisboa



Árbitros: Rui Torres e Paulo Rainha (Minho)



BENFICA: Guillem Trabal (g.r.), Valter Neves (cap.), Diogo Rafael, Carlos López e João Rodrigues
Jogaram ainda: Pedro Henriques (g.r.), Marc Coy, Esteban Aballos e Miguel Rocha
Treinador: Pedro Nunes



FC PORTO: Edo Bosch (g.r., cap.), Pedro Moreira, Caio, Ricardo Barreiros e Jorge Silva
Jogaram ainda: Nélson Filipe (g.r.), Hélder Nunes, Tiago Losna e Vítor Hugo
Treinador: Tó Neves



Ao intervalo: 4-0
Marcadores: Valter Neves (6m e 40m), Carlos López (7m), João Rodrigues (10m e 15m), Esteban Aballos (31m), Caio (44m)




Por: Paulinho Santos

domingo, 1 de dezembro de 2013

Académica 1 - 0 FC Porto - Desesperante



Não é fácil escrever sobre um jogo destes. Dizer o quê? Que merecemos perder, que vimos uma equipa desorganizada, pouco ambiciosa e, pior que isso, a parecer incapaz de dar a volta a qualquer contrariedade. Passamos o último mês com uma vitória em meia dúzia de jogos. Os 3 últimos jogos do campeonato registam perda de pontos com Belenenses, Nacional e Académica. A liderança confortavel passou uma provavel desvantagem...




Falamos da táctica? Que táctica?


Iniciamos o jogo no esquema habitual. Mas com trocas. Quintero, , foi para uma ala. Josué, que ali tinha estado, passou para 8. Como não resultava, entrou Licá depois, não para uma ala, mas para apoio a Jackson, um 442. Terminamos noutro esquema, Alex Sandro era já um extremo no fim, apenas 3 defesas num 352. Nos minutos finais Mangala passou para avançado, um 334 em forma de anarquia. 90 minutos, 4 esquemas... isto numa equipa ainda à procura do seu estilo.


A confusão é evidente. Nos últimos jogos o parceiro de sector de Fernando já foi Josué, Defour, Herrera e até Lucho jogou lá uns minutos. Chegados a Dezembro e aquele sector que sempre foi o nosso forte ainda está em construção. É possivel ganhar rotinas quando se troca a cada 90 minutos?


Com os extremos igual. O ontem 8, com formação a 10, já jogou em ambas as alas. Quintero já foi experimentado no centro, ontem foi aposta nos extremos.


Não há um plano, não há melhorias. A transição defensiva continua a dar demasiado espaço ao adversário. Ontem foi igual. A Académica tinha até ontem o pior ataque do campeonato. Surgiram isolados em frente a Hélton mais que uma vez. Exemplo disso uma jogada aos 27 minutos e a jogada que resultou no canto com que marcaram. A jogada aos 27 minutos é um exemplo perfeito. Foquemo-nos nesse lance. Bola perdida, espaço enorme para a saída do adversário. Fernando, sobre a meia esquerda corre a fechar no centro. O passe é longo para as costas de Maicon que perde em velocidade, o adversário já embalou. 


Falamos do querer vencer? Teremos de deixar a equipa de fora e focar a atenção nos adeptos que enfrentaram a noite fria de Coimbra.


Falamos do jogo e das nossas oportunidades? Sim, tivemos duas grandes chances, ambas já em desvantagem. Um penalti que não foi convertido e uma jogada digna dos apanhados com os nossos atletas a falharem de forma inacreditavel.


Ou falamos do futuro? Ele revela-se penoso. Volto a referir, iniciamos Novembro com 5 pontos de avanço. Terminamos este mês provavelmente atrás. Nada de jogos complicados, todos da parte inferior da tabela que apenas se preocupam em manter. A Champions será quase uma miragem.


Valerá a pena mudar? Basta falar com adeptos para ver a preferência. Basta ter visto as notícias de hoje com os protestos. Queremos mais e não há confiança em Paulo Fonseca para reverter este ciclo. Mudamos ou arriscamos e continua mais uns jogos, correndo o risco de perder ainda mais e depois já ser tarde?




Equipa e jogadores:



Helton: Terminou o jogo a subir à área contrária. Uma tradição no momento. Chamado a intervir esteve atento.


Danilo: Tentou subir, mas nunca se destacou. Falhou o penalti. Teve dificuldades perante Abdi e Djavan (um bom lateral)


Alex Sandro: Começou a lateral, terminou a médio. Lento a recuperar posição. Uma actuação displiscente.


Maicon: Não comprometeu muito. Neste jogo é um elogio.


Mangala: Salvou, já no final da 1ª parte, um golo. Começou a central, teve uns minutos como lateral e acabou a avançado. 


Fernando: O alivio que resultou no golo adversário foi uma falha enorme. Notou-se vontade de cobrir bem, mas o espaço é tão grande que é impossivel estar em todas. Ele bem tenta, mas...


Josué: Saiu tarde. Deu pouca profundidade e revela demasiada impetuosidade em lances perdidos.


Lucho: O que sofre com esta anarquia... Tenta ser apoio a Jackson quando não tem caracteristicas para tal. A bola não lhe chega, recua para a ter. Pressiona, desgasta-se e perdemos um excelente médio.


Varela: Parecia que ia arrancar uma boa exibição. Fogo de vista. Falhou inacreditavelmente um golo e terminou o jogo com uma escorregadela como tem acontecido.


Quintero: O 10, aquele que num lance resolve foi encostado à linha. Perdido em campo, nem teve a oportunidade de jogar onde rende.


Jackson: Algumas chances. Ainda atirou à trave. Mal servido.



Licá: Notou-se que tinha vontade de brilhar num campo onde já jogou. Foi um 2º avançado, mas nem uma verdadeira acção desiquilibradora, a bola não lhes chegava.


Carlos Eduardo: No meio da anarquia tentou estabelecer ordem. Ontem era impossivel.




Equipa:

Helton; Danilo, Maicon, Mangala, Alex  Sandro; Fernando; Lucho, Quintero (Licá 57'); Varela, Jackson, Josué (C.Eduardo 75')


Por: Paulinho Santos

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Hábito faz o Monge



Confesso que m’esqueci
Desse tempo d’outrora
Ond’a vitória duradoura
Er’a tão simples por si…

Nesse Dragão ou nas Antas
Ganhar era natural
Numa cadência habitual
Qu’hoje m’estranho, às tantas!?

E empatar é um feito
Contr’o Austria de Viena!?
Depois da hipótese pequena…
Doutro resultado de jeito?

E apesar dessas “abébias”
Dadas pela Gazprom!
Er’o Austria , o bombom 
Duma passagem com médias!?

Foste chumbado mais uma vez
E reprovado sem notas!
Um empate, duas derrotas…
Um ponto, no jogo três!?

E quando podíamos chegar
Por nossa decisão
A um jogo de galvanização!?
Acabamos a empatar!?

Sempre a táctica do “pirilau”
Quatro, três, três, sem extremos
C’o Licá, pr’a podermos
Cruzar c’uma perna-de-pau?

E o Josué como ala!?
O Alecsandro como interior
Que sendo o maior armador
É essa pobreza que rala!?

É certo que não temos sorte
Mas tudo é feito em esforço
C’o uma táctica do alvoroço
Ond’o golo é coisa torpe?

Se nem um grande craque
Consegue ter bolas úteis
Porquê tantas corridas inúteis
Nessa espécie d’ataque?

É certo que desaprendemos
A montar a estratégia
Numa equipa alérgica
À solidariedade dos membros

Onde o bloco não existe
E cada corpo é estanque
Os médios sem arranque
E uma defesa de kitsh?

Uma correria infernal
Desse Fernando no meio
Onde o seu grande esteio
Joga fora de Portugal?

A maçã faz muita falta
O pêndulo do nosso jogo
Da ligação, do arrojo
Da conjunção desta malta!?

Qu’agora vestem de azul e branco
Sem envergarem a camisola
Ond’o Lucho jog’a bola
Mas num desgaste sacro-santo!?

E o nosso homem do leme
Nesse discurso bacoco 
Tem-se por poeta ou louco?
Nesse seu lugar que já treme!?

Não tenho soluções
Como adepto da bola (mas)
Imaginam o que me desconsola 
Ver este futebol aos repelões!?

Não sei s’o Paulo vai ter tempo
De galvanizar outra equipa
Mas esta época está perdida
Na escolha do jovem “portento”

S’até sonho c’o Vitó!
Qu’ao menos havia harmonia 
Que nessa posse se sentia
Sem golos, mas c’o rocócó! 

Hoje não temos nada
Nem futebol, nem resultados
Nem golos, nem rendilhados!
Só uma equipa “estoirada”!

A culpa não é do Fonseca
Mas sim dessa aposta por alto
Onde vencer é um hábito
E qualquer um vence, de letra!

Hoj’o Dragão estava às moscas
E os assobios foram transversais
Não há mais desculpas, ou sais…
Ou vences, fazendo orelhas moucas!!

Falta d'hábito!



Por: Joker
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