segunda-feira, 31 de agosto de 2015

DROGA


DROGA

Tomou-se por droga
O desconcerto!?…
O jogo incerto
Qu’o Porto joga…
E na vitória
Chovem assobios…
Mas os calafrios
Vêm c’a euforia…

É a sensação
Da cocaína,
Com’a morfina
Na operação…

Pois extasiados
Nesse seu jogo,
A droga é o logro
Pr’os “agarrados”…

Uma inalação
No pó da coca,
Dá essa moca
De “campeão”!?

Vencer no final
Essa partida…
É nova vida
Pr’o “marginal”!?

E no “delito”
Por esse vício,
Tem outro início
Como favorito!?

Já qu’em flagrante
C’a mercadoria…
Quem o imaginaria
Como traficante?

Uma “instituição”
Desta sociedade…
Na clandestinidade
Da operação!?

E ao “funcionário”
Sobejam as culpas,
Que é de tais condutas,
O único indiciário…

E um só “drogado”
Nesta alienação?
Tem-se um “campeão”…
E um único culpado?

Na porta d’entrada
Fazia o negócio,
À vista do sócio…
E não se passa nada?

Ah, que desilusão…
Esse desgraçado!!
Estar de braço-dado
C’a “instituição”!!

E nessa viatura
D’ex-funcionário…
Outro milionário
Da maior compostura!

E no departamento
D’apoio ao jogador…
Só há do melhor,
E a cem por cento!!

Uma forma pura
Nesse seu serviço,
Que só por reboliço
A coisa não dura…

Tinha qu’o Jornal
Falar do assunto…
Que já estava morto
No editorial…

E pr’a revelar
A forte suspeita,
Que daquela seita
Há muito pó no ar!!

E que sem o banco
Pr’a lavar dinheiro,
Só no estrangeiro
Tod’o pó é branco!!

E em tal resquício,
Há pois euforia!!
Haja alegria
Onde “não há” indício…

Só assim s’entende
O estado de espírito,
Que no Porto é crítico
E na luz, convence!!

Tem que ser do pó
Qu’ainda ali gravita!
Pois gritar “benfica”
É digno de dó…

E em tal euforia
Por assim vencer,
Quem se pode crer…
Que tal não vicia?


Por: Joker
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