quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Soma e segue!

Após a vitória europeia, o FCPorto B voltou a ganhar, desta feita a contar para o campeonato da 2ª liga.

Na recepção ao Mafra, os jovens dragões venceram por 2-0, com o colombiano Leonardo Ruiz a bisar no encontro.

No onze portista, destaque para o regresso à titularidade de Omar Govea e para a manutenção no onze do jovem Rui Moreira (médio adaptado a central) e do extremo Cláudio.

O jogo não foi fácil para o FCPorto B. A equipa do Mafra apresentou-se num bloco muito baixo e compacto, aproveitando sempre o contra ataque para visar a baliza de Raul Gudino.

Foi mesmo o guarda redes do Porto a negar por duas vezes o golo à equipa visitante nos instantes iniciais do jogo.

O FCPorto tinha mais bola e respondia. João Graça por duas vezes esteve também muito perto do golo.

No entanto, o resultado teimava em não se alterar e a partir dos 15 minutos o jogo entrou num limbo. O Porto não conseguia furar a muralha do Mafra e só em raras ocasiões levou perigo à baliza de Diaw. A oportunidade mais flagrante acabou por ser um remate já na pequena área de André Silva, a corresponder a um cruzamento venenoso de Rafa.

O jogo exigia mais criatividade e como a bola raramente chegava à área, André Silva foi muitas vezes obrigado a recuar. Exigia-se mais criatividade aos médios centro, mas foi quase sempre um lateral a desequilibrar, Rafa.

O jogo acabou por chegar empatado ao intervalo.

No reatamento da partida, Luis Castro surpreende ao retirar André Silva e colocar o ex-junior Leonardo Ruiz (no final do jogo o treinador do Porto B explicou porquê...).

Mas até foi o Mafra a entrar melhor e a acertar na barra de Gudino.

Passado o susto, o FCPorto voltou a mandar na partida mas a muralha do Mafra continuava em pé. Foi preciso mais um cruzamento venenoso do lateral Rafa e uma execução fantástica de Leonardo Ruiz para derrubar o muro. Fantástico o golo do jovem ponta de lança colombiano.

Feito o mais difícil, o jogo abriu ligeiramente e foi por pouco que Francisco Ramos não marca um grande golo, depois de um passe delicioso de calcanhar de Ismael.

Mas foi mesmo Leonardo Ruiz que voltou a deixar a sua marca num remate colocado à entrada da área.

O Mafra ainda tentou a resposta, mas nada feito. O FCPorto voltou a vencer e a reforçar a liderança.

Nota final: Parece que a saída de André Silva ao intervalo foi mesmo a pedido de Julen Lopetegui. Será por isso expectável que o avançado entre nas contas para o jogo frente ao Tondela.


 
Análise individual:


Raul Gudino: Seguro. Por 2 vezes negou o golo ao Mafra. Boas intervenções nas saídas dos postes.

Victor Garcia: Seguro na defesa, tentou furar no ataque mas sem grande sorte.

Verdasca: Impecável no centro da defesa. Na segunda parte tem no entanto um erro que podia ter levado algum perigo à baliza de Gudino.

Rui Moreira: Começou tremido com falhas de posicionamento. Melhorou com o decorrer do jogo.

Rafa: Ofensivamente foi sem dúvida o maior desequilibrador com os seus cruzamentos milimétricos. Na defesa deixou algum espaço.

Omar Govea: A habitual eficácia defensiva.

Francisco Ramos: Nunca joga mal, mas esteve mais apagado do que é habitual. Podia ainda assim ter marcado num grande remate.

Graça: Dá tudo ao jogo e acaba quase sempre por sair exausto. Começou bem e podia ter marcado por 2 ocasiões.

Ismael: Sem espaço para as suas arrancadas, acabou por passar ao lado do jogo.

Cláudio: Entrou bem com algumas iniciativas pelo lado direito, mas foi-se apagando.

André Silva: Muita luta, mas com pouca bola para fazer mais.


Leonardo Ruiz: Melhor em campo. Entrou e fez o mais difícil, o golo. Não precisa de tocar muito na bola, só vê baliza, só vê golo.

Fede Varela: Sem grande registo.

Tomás: Entrou para segurar o resultado.


FICHA DE JOGO
FC PORTO B-MAFRA, 2-0
Segunda Liga, 16.ª jornada
25 de Novembro de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Hélder Malheiro (Lisboa)
Ássistentes:Hugo Ribeiro e José Luzia
Quarto árbitro: Bruno Vieira

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Víctor García, Diogo Verdasca, Rui Moreira e Rafa; Omar Govea, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Cláudio, Ismael Díaz e André Silva
Substituições: Leonardo por André Silva (46m), Fede Varela por Graça (59m), Tomás Podstawski por Cláudio (76m)
Não utilizados: João Costa (g.r.), Maurício, Pité e Rodrigo
Treinador: Luís Castro

MAFRA: Mory Diaw (g.r.); André Teixeira, Sandro Silva, Rafael Mattos e Joel Ferreira; Tiago Costa (cap.), Leo, Laurindo Tavares;Vasco Varão, Diogo Ribeiro e Ivan Fidalgo
Substituições: Alisson por Diogo Ribeiro (48m), Érico Junior por Vasco Varão (66m), Luís Carlos por Laurindo Tavares (81m)
Não utilizados: Filipe Leão (g.r.), Pengfei Han, Luís Carlos e Diogo Gouveia
Treinador: Jorge Neves

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Leonardo (63m e 87m)

Disciplina
: cartão amarelo a Omar Govea (56m), Francisco Ramos (71m), Tiago Costa (74m) e Diogo Verdasca (79m)




Por: Prodígio

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O ERRO MAIS IMPORTANTE DO ANO



Na temporada passada Lopetegui cometeu alguns erros. O principal foi ter subestimado o Sporting a a importância daquela eliminatória da Taça com um 4-4-2 com Adrian e Quintero no 11.

Pensei que um erro do género não seria possível de repetir com 18 meses de Porto. Já conhece a cidade, o clube, os adeptos e a exigência. Aqui não se brinca.

Na 2ª feira disse, em plena conferência de imprensa, que o jogo contra o Dinamo de Kiev era, até à data, o jogo mais importante da época.

A frase é forte e tinha razão de ser. O Porto estava a fazer uma boa Champions mas o sonho facilmente viraria pesadelo com um desaire.

Virou. O jogo desta 3ª feira é daqueles que permitem que daqui a uns tempos treinadores/jogadores/comentadores digam aquelas famosas frases em que atiram para as calendas do passado a responsabilidade de uma eliminação.

“Na realidade o Porto não foi eliminado hoje. Foi contra o Kiev que o apuramento se perdeu”.
Um dos problemas de Lopetegui são as consequências da sua reacção face ao inesperado. Muitas vezes ele é capaz de pensar e reagir bem mas ignora a capacidade que a sua equipa e jogadores têm para mudar a agulha ou tentar algo diferente. 

Neste caso é pior. A frase de 2ª feira revelava que ele sabia o que esperava. Tinha tempo para reagir e tinha tempo para preparar a equipa para a reacção.

Em jogos de dificuldade elevada era hábito o Porto jogar com 4 médios. Com isso conseguia controlar a partida e, por essa via, ser sólido defensivamente.

A única partida de Champions em que nos apresentamos com 3 médios foi a que jogamos em casa com o Maccabi. A 1ª parte dessa partida com Rúben, Imbula e André deveria ter sido vista e revista.
O meio-campo passador quando se joga com um jogador que acha que só está em jogo quando tem bola e outro que tenta estar em jogo sempre mas só o consegue fazer quando tem bola.
Só 1 médio a pressionar não chega.

Esse mesmo meio-campo a 3 tinha jogado contra o Benfica naquela 1ª parte em que Casillas nos deu vida.

Nos 2 jogos foi preciso dar Danilo à equipa para, pelo menos, ter 2 médios com força na pressão, capacidade na disputa de duelos individuais e recuperação de bola.
Contra o Braga também abdicamos do controle da partida que os 4 médios nos costumam dar sem que tal tenha sido recompensado com o talento desequilibrante do avançado que se soma.

Aqui na Tribuna Portista deixei claro qual o principal motivo da perda de pontos:
O FARDO FRANCÊS.
Ora, na 2ª feira Lopetegui diz que vem aí o jogo mais importante do ano.
Para o jogo mais importante do ano deixa de fora o até agora melhor jogador do ano.
Para o jogo mais importante do ano deixa de lado o até agora melhor modelo tactico do ano.
Para o jogo mais importante do ano dá à equipa o pior meio-campo do ano.
Com um Rúben Neves que é dos melhores da equipa quando o Porto controla o jogo mas é dos piores quando o Porto ainda não controla mas precisa de controlar.
Com um Imbula que é o Adrian de 2015/16 com a agravante que é mais dramático jogar com menos um numa zona nevralgica do terreno do que na frente de ataque.
Imbula e Rúben Neves são 2 jogadores que só mostram o seu melhor quando a equipa controla as partidas e lhes dá espaço para mostrarem o seu talento individual.
Lopetegui começa a perder a partida aqui.

Ao forçar o Fardo francês no jogo mais importante do ano.

Ao pensar que o Rúben de 18 anos chega para jogar por ele, pelo fardo e para suportar o meio-campo da selecção da Ucrânia.

Para além do erro colossal de Lopetegui podemos somar o azar. Azar porque Maxi jogou como se tivesse 40 anos e com o cu pesadissimo.

Azar porque Tello foi o da pior versão. Azar porque o Aboubakar foi o pior do ano.
Azar porque Brahimi não era o dos melhores dias. Azar porque Casillas frangou.
Podia somar estes azares e ilibar Lopetegui do erro colossal.
Estou mais tentado a pensar que o erro colossal provocou alguns desses azares. Provavelmente o cu de Maxi não ficaria mais leve, mas Tello, Brahimi e Aboubakar teriam mais e melhor jogo.
De certeza absoluta que Danilo, Layun, Indi e Marcano ficariam menos expostos.
Foi o pior jogo do ano.
Tirando os primeiros 15 minutos onde um Dinamo Kiev mais acabrunhado nos deixou esticar os braços, a partir daí mandou quem teve meio-campo.
Quem jogou com um 6 claro (Rybalka) ao contrário de um modelo hibrido desresponsabilizante (Danilo ou Rúben).

Quem meteu 2 médios centro verdadeiramente pressionantes (Sydorchuk e Gramash) à frente da saída de bola do Porto e que permitiu que Derlis e Yarmolenko recebessem a bola no último terço ao contrário de Brahimi e Tello que se quisessem ter bola tinham que vir ocupar o imenso buraco vazio atrás de Aboubakar.

Tello já se sabe que não quer. Brahimi já se percebeu que era melhor que não quisesse.
Foi mau demais. O que se tinha visto na 1ª parte do Porto – Maccabi foi replicado no Porto – Kiev. Para pior porque toda a equipa do Kiev é melhor. 

Para pior porque não havia um jogador na zona central que pressionasse a nivel Champions entre Aboubakar e Danilo Pereira.

O golo nasceu meio torto mas o resultado no final da 1ª parte era justo, muito justo, justissimo.
Ao intervalo pensei com os meus botões:
Pelo rendimento individual e estratégia colectiva eu faria umas 4 substituições.
Tiraria Rúben, Imbula, Tello e Aboubakar e incluiria André André, Evandro, Corona e Osvaldo.
Ainda pensei em Bueno por Brahimi mas tenho sempre medo de tirar o argelino (o jogo deu-me razão).

Se tivesse Maicon no banco também tiraria Maxi.
Lopetegui viu bem que Maxi estava a jogar mal mas ficou cego para o mundo de problemas que a equipa demonstrava.
Aquele Layun à direita e o Indi à esquerda seriam à partida melhores que o Maxi pesadão à direita e o Layun à esquerda.
Só que.....
Marcano e Indi a centrais são melhores que uma dupla Danilo e Marcano.
Danilo a trinco é melhor que Rúben Neves. Principalmente num contexto em que o jogo é repartido e o Porto precisa primeiro de mandar, para depois pensar em como mandar.
Imbula ficou lá. Imbula ficou lá. COMO FOI POSSIVEL?
Se há uma 1ª substituição obrigatória era André André por Imbula.

Assim, melhorou a capacidade de pressão alta, a capacidade de desequilíbrio com mais um médio com chegada, a capacidade de controlo defensivo da faixa mas manteve a inferioridade numérica numa zona nevrálgica, a inferioridade na capacidade de choque e piorou a estabilidade do eixo central defensivo.

A soma de todos estes efeitos até foi positiva logo de inicio. Na realidade, dar André André ao Porto de 2015/16 é tão bom que desconfio que qualquer jogador que saísse geraria um efeito positivo no rendimento da equipa.

Durou pouco mais de 10 minutos este efeito. A partir daqui voltaram os problemas que Lopetegui não resolveu no meio-campo.

A partir daí o problema dum 6 mais macio e de um central que não é central ficou à vista.
Brahimi no papel de 8 perde uma bola no meio-campo defensivo e entre Derlis e Casillas só havia o central Danilo. Sai uma frangalhada que castigou justamente o Porto de Lopetegui.
Imediatamente Lopetegui reage como um treinador que as bancadas apreciam. Com cojones.
Mete mais avançados e vamos a eles.
Esqueceu-se de um pequeno pormenor. A equipa não sabe jogar assim. A equipa não está preparada para jogar assim.
Jogou como está treinada para fazer com um fato que não cabia nesse estilo.
Um desastre autêntico. Os últimos 30 minutos foram vexantes tamanho o contraste do que se devia tentar fazer com o modo como se tentou fazer.
Um losango amputado dos vértices laterais com Rúben a 6 e André a 10 e os erráticos Tello e Corona na linha da dupla de pontas de lança.
Depois, defesa a 3 com Danilo a subir mas com o vazio entre Rúben e André a persistir.
Tudo o que Lopetegui tentou falhou. Tudo o que Lopetegui tentasse falharia.
Falharia porque esta equipa está bem treinada para o Plano A. A posse, o controle, a segurança defensiva que daí resulta e a capacidade de transformar a quantidade de futebol ofensivo (consequente e inconsequente) em golos que garantam a vitória equipa.
Não tem Plano B, nem C, nem D.
O Plano A é bom e já provou que resulta.
O Plano B é mau, o C é péssimo e o D é pior que péssimo porque a equipa só sabe jogar num plano em que está confortável.
A partir daqui há 2 leituras.
Lopetegui tem que treinar outros modelos!
Depende, digo eu.
Não há garantias que mudar de Plano nos faça virar jogos. O que temos visto (o ano passado e este ano) é que a mudança de plano no meio do jogo acaba sempre mal.
O meu conselho para Lopetegui é que faça aquelas substituições que irritam as bancadas sempre que o resultado não é do nosso agrado.
Uma como Aboubakar por Osvaldo como no Dragão contra o Benfica. Resistir a mudar de plano normalmente corre melhor do que revolucionar a equipa.
Está à vista de todos.
Jogar só com o Plano A.
Não subestimar a importância que os melhores jogadores da equipa têm para a rentabilidade do Plano B.
Acreditar no que faz bem, nunca nunca nunca subestimar um adversário, esquecer a rotatividade que nos tira fora de competições e ser teimoso como uma mula aos apelos das bancadas. Osvaldo por Aboubakar mais vezes. Plano A.
Pode ser inútil mas pelo menos não estraga.

 
Análises Individuais

Casillas – A verdade verdadinha é que tirando o jogo com o Benfica não há clara mais-valia na baliza do Porto. Na Champions já deu o frango à Helton e fica atrás de Fabiano que nos levou aos quartos.
Na 1ª parte ainda evitou o pior mas aquela mãozinha morta, mãozinha morta veio bater a porta da Champions na nossa cara.

Maxi – Se não me tivessem dito pensaria que o uruguaio teria chegado na 2ª feira à noite da selecção. Começou o jogo como se estivessemos no prolongamento. Ainda estávamos na 1ª parte e pôs-se a ajeitar as meias e as caneleiras na linha de fundo ofensiva como se o jogo esperasse por ele.
Pareceu faltar muita energia e não fosse o exemplar profissionalismo de Maxi já revelado há 8 anos diria que a atitude seria de questionar.

Layun – A este não faltou energia mas capacidade defensiva. Teve o azar de apanhar pela frente o melhor extremo do Kiev em cada parte. Na 1ª Yarmolenko que beneficiava da superioridade que os ucranianos tinham na ala (Brahimi não ajuda) e no meio (a defender Imbula e Rúben não faziam 1 jogador). Na 2ª parte Derlis que aproveitou bem o desgaste fisico e o buraco no meio-campo que Lopetegui não tapou.

Indi – Os centrais estão mal habituados. Quando a equipa controla o jogo têm que intervir umas 4/5 vezes e algumas com bolas semi-mortas. Isto vale para Angrense mas também pode valer para Basileia, Bilbao, Chelsea e Bayern.
Se a equipa está estruturada os defesas centrais estão protegidos.
Quando isso não acontece são obrigados a intervir umas 15/20 vezes e em lances de 1 para 1 ou 2 para 2.
Com um meio-campo assim Junior Moraes parecia o Schevchenko. Indi foi à luta e quando perdeu fez falta. Na esquerda cumpriu não deixando Yarmolenko brilhar na 2ª parte.

Marcano – Outro mal habituado. Teve que fazer o que Brahimi não faz com Layun e foi obrigado a ajudar Danilo nos buracos que o meio-campo suicida de Lopetegui abriu.
Lutou como de costume mas foi exposto como nunca. No jogo em que perdemos 0-2 os 3 melhores jogadores em campo foram os centrais e o AVP de sempre.

Danilo Pereira – Nesta altura da temporada era suposto que Lopetegui tivesse a afirmar Danilo como o 6 da equipa. Em vez de isso continua num carrossel de médios e de modelos que adiam a rotina que todo o meio-campo precisa. É só pensar na 2ª volta do ano passado para perceber que quando se estabiliza um meio-campo e um modelo a equipa só tem a ganhar.
A médio-defensivo fez o que pode perante o buraco. A defesa-central fez o que pode perante o buraco. Não foi o suficiente para impedir Derlis de rematar frouxo em direcção à mão morta de Casillas.

Rúben Neves – Imprescindivel se o Porto mandar no jogo. Se o Porto tiver 65% ou mais de posse de bole.
Vê melhor que os outros, quais os melhores caminhos para a bola e tem uma capacidade única de a lá colocar com o passe. Pode falhar, mas é muito bom nesse domínio.
Como Ryan Giggs no Manchester (quando jogava no meio) ou Andrea Pirlo na Juventus tem a inteligência toda do mundo mas não tem a capacidade e a potência fisica para dar resposta defensiva cabal quando está no centro do furacão.
Pirlo e Giggs já não tinham e Rúben ainda não tem. Essa é a nossa vantagem. Ele ainda vai ter.
Rúben foi dos mais esclarecidos na distribuição mas não consegue roubar bolas, não consegue encostar e roubar, não mete medo, não ganha duelos.
Tenta mas não dá. Com 3 médios e ele no centro do furacão fica curto. Com Danilo e o Fardo Francês fica cabeça, pescoço, pés e joelhos destapados tão curto é o tapete.

Imbula – Se Rúben percebe, tenta, mas não consegue o francês que virou fardo não percebe, não tem noção que precisa de tentar e por isso não consegue.
Para Imbula pressionar o portador adversário é correr em direcção a ele e parar, especado, a 20 centimetros de distância. Não tenta roubar nem sequer disputar a bola.
Imbula só disputa a bola quando ela fica dividida na sequência de uma jogada que ele próprio inicia. Só nessa circunstância – em que o francês perspectiva o final de uma das suas iniciativas individuais – é que ele mete o corpo, o pé e vai à luta para reconquistar o que ele próprio tinha perdido.
Só quando ele está em causa é que Imbula percebe, tenta e consegue.
Para Imbula o desafio são lances individuais. Uma boa exibição é saber se o que faz quando tem a bola é bem sucedido. Joga como se fosse um Fórmula 1 numa sessão de qualificação em que uma melhor volta apaga 5 despistes.
O estado aéreo é tal que a única vez em que mete o pé a defender é na nossa grande área e num lance que não tinha perigo absolutamente nenhum.
Exibição miserável. Tinha que ter saído ao intervalo. Era obrigatório.

Tello – Já todos sabemos o que Tello (não) vale. Perante blocos baixos não rende.
Quando a equipa não está em dia sim não rende.
Quando a equipa não o procura não rende.
Quando...... não rende.
Um perfil de jogador que exige que o céu esteja estrelado, os planetas alinhados e tudo na mais infima perfeição não pode ganhar o que Tello ganha.
Na 1ª parte foi incapaz de desequilibrar e na 2ª parte incapaz de finalizar quando Brahimi lhe deu um bombom.
Tello começa a mostrar que não é jogador de equipa grande. Do outro lado estava outro hablante de espanhol que mostra que a rapidez é importante mas não é tudo.

Brahimi – É o mais desequilibrante dos extremos do Porto. É guloso, por vezes chato mas é o que temos. Cabe ao Porto tirar melhor partido do que tem e acautelar-se com os defeitos que Brahimi tem.
Um bom meio-campo que o obrigue a ser avançado seria um bom começo.
Um mau meio-campo ou um meio-campo inexistente faz com que Brahimi caia na tentação de ser construtor. Deu no que deu. Assistência para Derlis e 2-0.
Quando saiu a equipa morreu ofensivamente. Perante o que estávamos a ver em toda a equipa castigar o erro de Brahimi foi um péssimo negócio para Lopetegui.

Aboubakar – Foi inexistente. Não jogou mal porque não teve jogo. Não tocou na bola porque não foi capaz de se dar tanto ao jogo como seu viu no ínicio da época.
Está em baixo de forma e o estado da equipa só o afunda mais.


André André – Estava a 100%. Que puta de brincadeira foi essa Lopetegui?
Um jogador que tem sido sistematicamente o melhor em campo é colocado no banco.
Um jogador que não tem conseguido integrar-se na equipa e com exibições cinzentas vai para o 11.
No jogo mais importante do ano? É para rir?
André André foi o Always Valuable Player do Costume. Jogou como de costume e mexeu na equipa ofensivamente como de costume sem deixar de meter o pé a defender.
Que puta de brincadeira foi esta Lopetegui?

Corona – É desculpado por ter entrado na pior fase na equipa mas conseguiu ser mais errático do que Tello. Cada tiro cada melro.

Osvaldo - Entrou na fase em que Lopetegui destruiu a mecânica da equipa sem que a equipa jogasse em consonância. 2 avançados espadaúdos e 0 jogo directo.
Foi uma inutilidade com responsabilidade de Lopetegui.

 
Ficha de Jogo
 
FC Porto 0 - 2 D. Kiev
UEFA Champions League, Grupo G, 5.ª jornada
ter, 24 Novembro 2015 • 19:45
Estádio: Dragão, Porto

Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha)
Assistentes: Roberto Alonso e Juan Yuste; Jesús Gil Manzano e Carlos Del Cerro (Espanha)
Quarto Árbitro: Angel Nevado Rodriguez (Espanha)

FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Layún, Danilo Pereira, Rúben Neves (c), Imbula, Tello, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Helton, Herrera, Evandro, André André (46' Maxi Pereira), Corona (67' Imbula), Bueno, Dani Osvaldo (67' Brahimi).
Treinador: Julen Lopetegui.

DÍNAMO KIEV: Shovkovskiy (c), Danilo Silva, Khacheridi, Dragovic, Antunes, Sydorchuk, Rybalka, Garmash, Yarmolenko, Júnior Moraes, Derlis González.
Suplentes: Rybka, Miguel Veloso, Petrovic, Gusev, Buyalskiy (84' Sydorchuk), Belhanda (78' Derlis González), Teodorczyk (86' Júnior Moraes).
Treinador: Serhiy Rebrov.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Yarmolenko (35’ pen), Derlis González (64’).
Disciplina: cartão amarelo a Danilo Silva (36'), Garmash (38'), Sydorchuk (68').

 



Ya te fuiste, Lope!


Ya te fuiste, Lope!
Nadie ya, te cree…
Y aquel que no ve
Este tremendo golpe

Como toda la ruina
Duna epoca entera…
Que la parte financera
No es mas que la sina

Qu’el deportivo mostra
Con tal ineptitude!
Donde nos falta salud
Para ganar a l’aposta!

De ser campeones!
Por todo ele pago,
E si, ay un culpado
En estos “dragones”!

Que ya no pelean
Por la pelota!
Y esta derrota…
Que mal nos dean!

Es pues, finito,
Todo esto apoyo!
Y nesse “pollo”
También no me fio…

Todo es perdido,
Grita la afición!
No ay mas dragón
En su olvido….

Todo se pierde
En una derrota…
En el juego de pelota,
El pueblo hierve!

Y ya contesta
Toda la administración,
Que a la selección
Dio su respuesta

Pues no queria
Verlos a jugar,
Para los poupar
Pr’a este dia…

Y el en juego vital
Se quedar en banquillo,
El André “filho”
Por estar muy mal…

Y resolver
Meter Imbulla,
Que como mula,
Lo volvió a ser!

Haciendo falta
Sin necessidade…
Y en la penalidade
Dejando marca!

Y entrado André,
Mejor no hizo!
Pues qu’el hechizo
Salió de su pié!

Y ya nos fuimos
De lo “campeones”!
No hay soluciones…
Porque perdimos!!

Y porque d’España
Nada es bueno,
En el bardo eterno
Que nos enseña:

Ni la hermosa
Qu’el viento trae,
De mal nos cae…
Si para esposa!

Solo para amante
La chica es buena,
Pues se queda amena
Por estar distante!!

Y si por poeta
No queremos Lope,
Que se pong’a trote
Que no es Vega!

Y que se venga
Un otro linguista,
Pues el portista
Ya no s’aguenta!


Por: Joker

domingo, 22 de novembro de 2015

Os miúdos querem deixar marca.

Depois de uma pausa longa para jogos de selecções, o FCPorto B voltou à competição, desta feita, a contar para a Premier League International Cup. A equipa B do Porto já tinha uma vitória na competição frente ao Shalke 04 e voltou a vencer, desta vez a equipa do Everton por 3-2.

Luis Castro fez várias alterações no onze habitual. Raul Gudino manteve-se na baliza, mas para a linha defensiva entraram Rodrigo (Victor Garcia jogou pela equipa principal) e Rui Moreira (o jovem médio foi adaptado a central) que se juntaram aos mais rodados Verdasca e Rafa. No meio campo, Tomás voltou a ser titular fazendo companhia aos habituais titulares Francisco Ramos e Graça. No ataque a grande novidade foi Cláudio (extremo emprestado pelo Vitória de Guimarães). Ismael Diaz e André Silva completaram o trio atacante.

De realçar que a equipa de reservas do Everton foi reforçada para este jogo com jogadores da equipa principal.

Mas vamos ao jogo...

A equipa B do FCPorto entrou com enorme personalidade no jogo e exerceu grande domínio em toda a primeira parte. Grande parte desse domínio deveu-se ao meio campo. Tomás cortava as linhas de passe do adversário, Francisco Ramos pautava todo o jogo do Porto e Graça esteve incansável (como é costume) na procura da bola.

Os homens da frente agradeciam. Ismael Diaz nunca pediu licença para acelerar e deixar para trás meia equipa do Everton, enquanto André Silva e Cláudio optavam por um jogo de combinações.

Não foi preciso esperar muito para ver o primeiro golo portista. Numa jogada de contra ataque, Ismael liberta Rafa na esquerda e o lateral galga metros para servir na perfeição André Silva. Simples mas bonito.

No entanto, o FCPorto não parou por aí. Mais uma vez Ismael Diaz esteve na jogada. Desta vez serviu Cláudio que com um belo remate colocado aumenta a vantagem.

O Everton parecia perdido em campo, banalizado pelo talento destes miúdos. E o resultado podia mesmo ter aumentado, não fossem as perdidas de Ismael e Cláudio.

Do outro lado, a defesa portista assistia calmamente ao jogo e Gudino resolvia com serenidade todos os percalços.

Intervalo. O FCPorto vencia justamente por 2-0.

O início de segunda parte não foi muito diferente. Mais uma vez o FCPorto por cima no jogo. Cláudio viu mesmo cartão amarelo por simulação num lance em que devia ter sido marcada uma grande penalidade.

O Porto continuava a jogar bem, sempre em apoios e com grande maturidade.

No entanto, aos 60 minutos, Luis Castro decide retirar Francisco Ramos e colocar Omar Govea (provavelmente para poupar o médio). Esta alteração mexe sem dúvida com a equipa, que recua demasiado no terreno e se torna muito mais passiva. Graça também já estava esgotado por esta altura.

O Everton passa assim a comandar o jogo. Mais bola e mais perigo junto à área do FCPorto. Nesta fase, Rodrigo sobretudo passa por dificuldades. No entanto, Gudino exibiu-se a grande nível e só não conseguiu mesmo parar o remate fulminante de Connolly.

Previa-se algum sofrimento extra para os jovens dragões, mas numa chegada à frente Ismael Diaz sofre falta para grande penalidade e ele próprio converte o castigo máximo.

O Porto ainda cria mais oportunidades por Fede Varela (que entrou entretanto), Rodrigo, Ismael e Leonardo (também entrou).

O Everton ainda viria a reduzir numa jogada em que Verdasca fica no chão lesionado. No entanto, a vitória do FCPorto viria mesmo a confirmar-se.

Os jovens dragões ficam assim apurados para a próxima fase da competição quando ainda falta jogar 1 jogo da fase de grupos.

Análise individual:

Raul Gudino: Impecável. Sempre seguro com defesas complicadas. Por duas vezes a tirar o golo "certo".

Rodrigo: Foi o mais massacrado da defesa já que o Everton preferiu quase sempre o seu lado para atacar. Perdeu e ganhou lances na defesa e tentou ajudar no ataque. Um erro grave num passe ia dando golo ao adversário.

Verdasca: Comandou a defesa e não desiludiu. Algum azar no último golo do Everton já que se lesiona e o Everton acaba por aproveitar-se disso para marcar.

Rui Moreira: Um belo passeio pela defesa. Dois cortes decisivos e uma série de boas intervenções.

Rafa: Crucial no primeiro golo. Fez uma exibição regular e madura.

Tomás: Muito bem no trabalho defensivo. Menos bem nos passes longos que tentou fazer. A entrada de Omar veio baralhar o meio campo e também ele baixou de produção.

Francisco Ramos: Melhor em campo. Viu-se a sua importância no momento em que saiu. Pautou o jogo com mestria e fez da equipa um espectáculo de marionetas que ele próprio dirigiu. Elemento crucial.

Graça: Muito bem enquanto as pilhas duraram. A habitual entrega ao jogo.

Ismael Diaz: Esteve nos 3 golos e foi decisivo. O resto foi o habitual: velocidade e potência.

Cláudio: Aproveitou bem esta oportunidade. Esteve sempre envolvido no ataque e marcou mesmo um golo de belo efeito. No entanto, podia ter ajudado mais nas tarefas defensivas onde deixou sempre Rodrigo muito sozinho.

André Silva: Um golo à ponta de lança e um belo jogo na sequência dos que tem feito.

Omar Govea: Entrou para uma posição que não costuma ocupar e acabou por empenar a máquina.

Fede Varela: Um bom remate.

Leonardo: Uma perdida escandalosa.

FICHA DE JOGO
EVERTON-FC PORTO B, 2-3
Premier League International Cup, Grupo B, 2.ª jornada
22 de Novembro de 2015
Goodison Park, em Liverpool

EVERTON: Joel Robles (g.r.); Tony Hibbert, Callum Connolly, Muhamed Besic, Mason Holgate, Jonjoe Kenny, Joe Williams, Leigthon Baines; Courtney Duffus, Kieran Dowell e Sam Byrne.
Substituições: Anthony Evans por Courtney Duffus (41m), Harry Charsley por Leighton Banes (46m), Liam Walsh por Muhamed Besic (65m)
Não utilizados: Mateusz Hewelt (g.r.), Davies. Jordan Thorniley, Tyrone Duffus
Treinador: David Unsworth

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Rodrigo, Diogo Verdasca, Rui Moreira e Rafa; Tomás Podstawski, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Cláudio, Ismael Díaz e André Silva
Substituições: Omar Govea por Francisco Ramos (60m), Fede Varela por Graça (75m), Leonardo por André Silva (83m)
Não utilizados: Filipe Ferreira (g.r.), Enrick, Sérgio Ribeiro e Ruben Macedo
Treinador: Luís Castro

Ao intervalo: 0-2
Marcadores: André Silva (6m), Cláudio (12m), Callum Connolly (75m), Ismael Díaz (81m), Harry Charsley (86m)

Disciplina
:
cartão amarelo a Cláudio (55m), Harry Charsley (72m)


Por: Prodígio 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Honestidade


O que se tem por selecção
É uma escolha com rigor,
Em que sobressai’o melhor
Como fim da perfeição

E nesse intuito
A escolha é pródiga
Na sua lógica
E valor metódico

Vai o mais forte,
vai o mais ágil,
E o aspecto frágil
Não se dá à morte!

Quer-se vencer
Por selectivo!
E num grupo activo
Quem escolhe perder?

Lógica manifesta
Por um resultado!
E não há culpado
Se desonesta?

Seleccionar
Não é um teste,
Só porque s’investe
Em se poupar!

E s’a selecção
Comporta um grupo,
Não há um insulto
Na inacção?

Se há um líder
Que tudo escolhe,
Porque s’encolhe
Por desconvocar?

Quem nisto decide
É quem convoca,
Ou nisto se nota
Um outro alcaide?

Que se convoca
Quando dá jeito,
E mostr’o peito
Porque é janota!?

Mas quand’a feijões
Mand’os demais,
Pois são “iguais”
Em convocações…

E mesmo jogando
Contr’o pequeno,
Não se tem pleno
Esse comando…

Porque lá joga
Um outro interesse,
E então desse..,
Quem o derroga?

É capital
O maior valor,
E tod’o jogador
Desse local

Deve poupar
As suas forças,
Pr’a outras roças
Que vá plantar!

E há sempre outro
Que paga as favas,
Que nisso as vagas
Desse pelouro

Dá sempre escolha
Desse meio-campo,
Que vale tanto
Pr’o trabalho trolha!?

Qu’o treinador
Nisso nem hesita,
Pois qu’ele “invita”
Como um mentor!

E se suplente
Em segunda escolha,
Pr’o Rúben olha
Já como gente!

E é efectivo
Por muito tempo,
Dando cumprimento
Ao seu “cultivo”…

E assim nascem
Como produtos,
Os que por frutos
Nunca s’esfalfem…

E se na Rússia
Se pode ser fraco,
Num jogo táctico…
E perder por astúcia!

No Grão-Ducado
Mesm’a brincar,
Há que ganhar,
Em jogo jogado!

Que tud’o resto
Já se perdeu,
Qu’ao Santos deu
Em ser “honesto”…

Por: Joker

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Escorregão?


Depois de ganh’a aposta
Desse jogo na Europa,
Foi o sporting a Arouca
Vencer como mais gosta!

C’o golo aos noventa
E o pénalti perdoado!
E o jogo falseado
Na Tv por quem comenta….

E não viram essa falta
Evidente e escandalosa!
E o árbitro, vista-grossa,
Pois o Naldo é pernalta!

E caindo no terreno
Projectou-se ao avançado…
E na cabeça foi tocado,
Nesse corte quase pleno!

Qu’ele queria ir à bola
Diz o homem na TV!
O adversário é que não vê
Essa cor da camisola…

E na falta bem marcada
Do juiz contr’o Arouca,
É tão só na cor da roupa
Qu’a mesma é ajuizada…

Se foss’ao ao inverso
E o Naldo fosse ceifado,
Pelo corte “debruçado”
Quem ficaria perplexo?

E nessa recta final
Ganhass’o assim o jogo,
Numa falta, cujo logro,
É não dar expulsão igual!!

Pois o vermelho directo
Perante o golo eminente,
Contr’o sporting é diferente…
S’o corte não for erecto!

E se nele “escorregar”,
O defesa por “placagem”,
Toda essa abordagem
Ao lance é de louvar…

Evita-se assim o golo
Num lance que deu falta!?
Ao contrário, mas que lata!!
Este Cosme não é tolo….

Qu’o Jesus sab’o segredo
Daquilo do ano passado…
E o Cosme, preocupado,
Iria “errar” por seu dedo?

Nunca se sab’o que sabe
O mentor desse “colinho”,
E este ano, o desalinho,
É não vencer o d’Alvalade!

Por isso é bem apitar,
Por conselho do Conselho,
Qu’o seguro morreu de velho,
E o Naldo só quis “jogar”…


Por: Joker

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Os Fariseus

Com tal facilidade
Se venceu os Hebreus…
Que há Fariseus
Pr’a cuja verdade
Tudo não passou
De parca demonstração
De superioridade!

Pois nisto vencer
Lá em Israel,
Seria pois mel
Deitar a perder
Todo esse trabalho
De lucro na Europa,
Pois nisso se topa
Já outro tresmalho…

E querem render
Já esse Rabi,
E naquilo que li
Queriam benzer
O bezerro d’ouro
Em pleno altar,
Não querendo ganhar
Sem o mau agouro…

Que veem já Cristo
Como uma ameaça!
E nisto quem passa,
Já não passa disto…
E há que mudar
Não de religião,
Mas da tentação
De se jejuar…

E nisto sem fé
Não há pois vitória,
Qu’os dê moratória
Qu’este ano é que é!!
E nisto a reza
É doutro Testamento
C’o argumento
De tal impureza!

E batem no muro
C’a sua cabeça,
Que nisto “ilesa”
No pensamento puro,
Não veem que Jesus
Foi crucificado,
Mesm’a ali ao lado…
E ainda sem Opus!

E nisto se vinga
Mais uma “derrota”,
Qu’a nossa por curta
Já pois ninguém liga!
E é nesta “fé”
Que nos “bendizemos”,
Qu’os outros de menos
Nos vencem na ré!

E mesmo vencidos,
Conquistam-nos crentes!
Que são condizentes
E estão convencidos!
E por Fariseus
Veem o messias,
Já vindo por dias
Caído dos céus…

E há nova esperança
Pr’a quem assobia,
E há alegria
Na nova aliança!
C’o novo Moisés
Ainda vai nascer,
E nist’o poder
Do jogo dos pés!

E muda-se o credo
Desta nova crença,
Que nisto quem vença
Nos incut’o medo!
E vencer os Hebreus
Na sua própria terra,
É coisa de guerra
Contr’os Fariseus!

Daí que s’entenda
Esta sublevação!
E nesta “religião”
Haja nova adenda;
Vencer não basta,
É preciso ganhar!
Pois nisso, jejuar
É coisa de casta!

Enquanto não vem
O novo Messias,
Passam-se os dias
Nesta Jerusalém!
Vencem-s’os Hebreus,
Mas não há conquistas!
E pr’a derrotistas
Bastam-n’os Fariseus!…


Por: Joker
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