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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Prenda de Natal

  
Chegou o Natal;
Vai nascer Jesus!
E ao mundo a luz
Vai chegar no tal…

Vem a sabedoria
Do saber divino;
Mas não é do menino
Que vem a mestria!

É do treinador
Qu’ainda vai à frente…
Que atrás vem gente
Num saber pior…

Mas pode vencer
Essa maior mente!
E s’assim de repente
Isso acontecer?

Pod’o salvador,
Esse génio do jogo,
Lá perder o fôlego
Como ontem, Senhor!?

Pois gast’as pilhas
Só se viu o Braga,
E de pernas, nada,
Depois de tantas milhas!?

Já ninguém corria
No prolongamento…
E há nisto sacramento
S’o Jesus nã’o queria?

E ver lá os velhos
A correr c’o olhar,
Qu’eu posso acreditar
Noutros evangelhos?

Posso ver no Lope
Esse anti-Cristo,
Que também viu isto –
Esse fraco trote!?

Podemos vencer
Lá por Alvalade,
Porque a “mocidade”
Não pode correr!?

E c’o rabo cansado
Pois até o Lope,
Lá vai de galope
Contr’o compassado!

Já não há pernil
Para dar à sola?
E jogar à bola
Sem correr a mil?

Acham qu’o Bruno
Pode resolver,
Se se não correr
Já num outro rumo?

E mesmo em graça
Contr’o bom do Lope;
S’ele faz um STOP,
E o sporting tropeça?

Vai-se inverter
Toda essa corrida,
Que ontem já tremida…
Deita tud’a perder!?

E deixar o desígnio
Da data festiva,
A qu’o Natal obriga
Por seu vaticínio!

Lá vai o leão
Nisto dar à sola,
E s’a bola rola
E não há pulmão?

Pode o Solimão
Continuar a bater,
Mesmo sem correr
Antes do ramadão?

E abrir os braços
Já pedindo a falta,
Que nisto a malta
Já lhe segu’os passos!

Ou então o bloqueio
Na jogada d’estudo,
Pois que nisto há mudo
Em tudo’o que leio…

E só o Porto ganha
No labor do árbitro!
E já se torna um hábito
Ali mesmo sem o Manha!

Mas mesmo no Natal
Há prendas de valor…
Qu’até o andor
Foi ao Nacional!

E nesse erro
Se viu a época…
Mas não há réplica!?
É só desespero…

Pois pod’o Lope
Contr’as previsões,
Ganhar aos leões
Sem ser por sorte?

É só deixar
Esbater a pressão…
Que depois o leão,
Sabe gatinhar…

Por: Joker

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A TAÇA ENSINA


O Porto apresentou-se na Póvoa para o verdadeiro jogo de festa da taça depois de travestidos para campo neutro os encontros dos dois grandes de Lisboa.

Da equipa inicial estiveram presentes apenas 2 habituais titulares mas as palavras de Lopetegui na antevisão foram levadas a sério pela grande maioria dos jogadores ao perceberem que, para além do apuramento, o rendimento de cada um poderia ter peso para os encontros seguintes.
O primeiro grande problema foi o meio-campo. 

Ter o Imbula a 6 é a mesma coisa que o Brahimi a 8. O pior que se pode fazer ao talento individual dos jogadores e o pior que se pode fazer ao rendimento colectivo da equipa.

O jogo fica preso, a defesa não fica segura e o adversário percebe que se forçar na pressão pode causar problemas.

Evandro veio dar uma mão e em vez do Imbula a 6 tivemos um duplo pivot. 

Ter o Imbula a duplo pivot é como ter o Brahimi a 10. Limita o talento individual e o rendimento colectivo só funciona a espaços.

A equipa não engrenou mas a superior qualidade individual dos jogadores acabou por descomplicar a resistência tenaz dos poveiros.

Num lance de pura classe Bueno esventra a defesa para Tello se enquadrar na cara da baliza e fazer o 1-0.
O talento individual e a quimica entre 2 jogadores de grande qualidade acabou por minorar o problema da organização do meio-campo da equipa. Hoje, ninguém se vai lembrar das dificuldades que o Porto teve na construção nem nas deficiências que a equipa revelou na hora de recuperar a bola.

O golo, momento supremo do futebol, esconde tudo. Apaga tudo e esquece tudo.  

A primeira parte foi assim aos solavancos com pingos de classe a limparem as dificuldades orgânicas do meio-campo.

Para este quadro em muito contribuiu o comportamento dos varzinistas que encararam a maratona dos 90 minutos com a energia de quem corre 5000 metros. Foram a todas, correram muito hoje porque o amanhã vinha longe.

O amanhã chega sempre. Na 2ª parte o estouro do lado de lá foi evidente. Menor capacidade de combate, o espaço livre de relvado a aumentar, deficit de pernas a pôr a nu o diferencial de talento entre Porto e Varzim e lesões resultantes do épico esforço da 1ª parte.

Mesmo com um meio-campo desestruturado o Porto conseguiu vincar a sua superioridade e as oportunidades de golo nos pés de Tello e Osvaldo sucederam-se. Quando Lopetegui coloca em campo o meio-campo Champions percebe-se quão importante são as rotinas e ter jogadores confortáveis nos papeis que ocupam.
 
O jogo da Taça, para além de formalidade, deu ensinamentos que devem ser aproveitados para futuro em jogos de maior grau de dificuldade.

O principal: Organização do meio-campo e saber o que fazer com Imbula.

O relevante: A sociedade Tello/Bueno que não pode ser desperdiçada.

O tranquilizante: Indi dá garantias de ser, pelo menos, tão eficaz como a dupla de centrais titulares.

 
ANÁLISES INDIVIDUAIS:
 
Helton – Continuou no ponto em que tinha terminado em 2014/15. Concentração, agilidade e segurança no pouco trabalho que teve.

Layun – Jogando do lado direito seria expectável que tivesse mais apetência para subir pelo flanco. Revelou-se tão cuidadoso com o Varzim como foi contra o Benfica e foi tão mais defesa e tão menos lateral jogando à direita como é quando joga à esquerda.

Lichnovski – Enquanto defesa que se tem que saber posicionar para efectuar cortes e recuperações esteve em bom nível. Enquanto transportador de bola caiu no engodo poveiro. Muitas vezes foi convidado a ser David Luiz e sair da sua zona em posse e quase sempre não resistiu à tentação de ser pôr em trabalhos e arriscar uma perda de bola em zona perigosa.
Tudo somado fica o conselho para tentar subir a escada dentro do plantel do Porto pela via da descrição e não da espectacularidade.

Indi – Patrão. Assertivo na disputa de bola e criterioso quando a tinha em seu poder. Nenhuma lesão chega em boa altura mas pelo que Indi joga merece ter oportunidade para ter uma sequência de partidas onde possa comprovar o que vale.

Cissokho – É um jogador demasiado fisico e nada cerebral. Entrega-se ao jogo mas muitas vezes parece não o perceber. Correr, cruzar, cortar, correr, cruzar, passar, correr, cruzar como se estivesse numa ilha e não numa cidade com mais 21 habitantes em que é preciso pensar o que fazer e saber que terrenos pisar.

Imbula – Enormes dificuldades quando foi o médio mais defensivo obrigando o 112 Evandro a vir em seu resgate. Prendeu muito a bola com ares de miúdo assustado num quarto escuro sem saber o que fazer. Quando Evandro baixa fazendo um quase duplo pivot Imbula acende a luz do candeeiro e começa a sair do marasmo exibicional.
Na 2ª parte vai melhorando atingindo uma bitola de qualidade elevada quando Danilo e André André lhe abriram as janelas para o relvado deixando entrar a claridade que Imbula tem no seu jogo quando actua em terrenos mais avançados.

Evandro – Foi o melhor jogador em campo nos primeiros 15 minutos numa altura em que foi preciso compensar o pânico de Imbula. Deu oxigénio à equipa, pegou na bola quase na defesa e fê-la chegar ao ataque seja pela via do passe como pela progressão.
A partir desse momento foi eficaz embora discreto. Na 2ª parte acusou fisicamente o esforço de ligar sectores queixando-se de câimbras até à substituição.

Bueno – Tem uma caracteristica de passe que o difere de todo o plantel. Procura a distribuição de jogo ofensivo rasgando por dentro em vez de fugir por fora. Via-o muito como um 2.º avançado com caracteristicas de puro finalizador mas o espanhol é bem mais do que isto.
Os passes que faz entre o lateral e o central são manteiga no pão para jogadores como Tello. Se o extremo foi o MVP da partida tem que agradecer a Bueno que entende na perfeição o que Tello precisa.
Se Bueno conseguir ser mais intenso na partida e mais cooperante defensivamente é titular de caras nesta equipa porque lhe dá muito golo para lá do 9 e dá-lhe um tipo de passe mortal de que a equipa foge.

Varela – Ausentou-se da partida quando Imbula e Evandro demoraram a casar. Nessa altura Varela não quis saber do provérbio e esperou sentado que a Montanha e Maomé fizessem as pazes.
A partir da meia-hora percebeu que ia jogar tanto como Brahimi sentado no banco se não resolvesse dar 2 passos atrás. Foi mais colectivo mas não deixou que o cinzentismo marcasse negativamente a sua exibição.

Tello – Grande jogo. Foi à trilogia Spoting-Braga-Nacional. Contundente sobre o lateral e sem perdas de tempo aquando da recepção. Letal sempre que havia alguém na equipa (leia-se Bueno) que entendia na perfeição como potenciar jogadores com as caracteristicas de Tello. Os passes devem atalhar terreno e pôr o avançado em rota de colisão com a baliza em vez de deixarem o extremo ainda com um defesa à perna.
MVP de longe e é de todo conveniente aproveitar a sociedade criada na Póvoa.

Osvaldo – Quem só olhar para o resumo dirá que Osvaldo não foi digno de ostentar a camisola dada a displicência com que se fez aos lances de finalização. Se com bola pareceu armar-se em Bola de Ouro nos segundinhos todos dos 90 minutos foi um verdadeiro mouro (dos bons!) de trabalho. Pressionando, dando linhas de passe e correndo até à exaustão foi o guerreiro que todo o portista gosta em contraponto com a postura de prima dona quando Ricardo estava pela frente.
A exibição de quem falha golos como falhou não pode ser boa mas as indicações de dedicação e comprometimento com a equipa são óptimas.

Danilo – Entrou à titular para pôr ordem no jogo e dar o comando definitivo à equipa. Com um Varzim já encostado às cordas a entrada de Danilo e a libertação consequente de Imbula só não foi a estocada final porque Osvaldo esteve em dia não.

André André – Entrou à titular e como se estivesse em Minsk ou em Pero Pinheiro. Fez faltas e sofreu faltas e lutou como se aquele campo nada lhe dissesse de especial. A forma como com o corpo transformou um passe para um cruzamento numa assistência para golo revela a inteligência deste jogador.
 

Ficha de Jogo:
Varzim 0-2 FC Porto
Taça Portugal, 3.ª eliminatória
Sábado, 17 Outubro 2015 - 20:15
Estádio: Varzim Sport Club, Póvoa de Varzim

Árbitro: Manuel Oliveira (Porto).
Assistentes: Pedro Ribeiro e Carlos Campos.
4º Árbitro: José Rodrigues.

VARZIM: Ricardo, Adilson, Sandro, Abel, João Carneiro, Pedro Sá, Rodrigo Dantas, Nelsinho, Elísio, Stanley, Rui Coentrão.
Suplentes: Pedro Soares, Tiago Lopes, Vítor Hugo (66' Elísio), Bruno Moraes, Pedro Santos (63' Abel), Sérgio Organista, Hernâni (73' Stanley).
Treinador: Quim Berto.

FC PORTO: Helton, Layún, Lichnovsky, Martins Indi, Cissokho, Imbula, Evandro, Bueno, Varela, Dani Osvaldo, Tello.
Suplentes: Casillas, Danilo Pereira (64' Varela), André André (78' Evandro), Herrera, Brahimi, Corona, Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Tello (20'), André André (90').
Disciplina: cartão amarelo a Layún (31'), Adilson (41').


Por: Walter Casagrande

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O perdão

#FCPorto #Benfica #Joker


Só por duas razões
Sai o Vítor Pereira da toca:
S’o Benfica mostr’a “batota”
E o obriga a declarações

Ou s’o Proença denuncia
A sua gestão d’arbitragem
E nisso fic’a imagem
Da liderança vazia…

Pois lá declara
Tão a propósito!?
Qu’o erro é lógico
E a regra clara!

Pois se nos embates
Dos jogos grandes
Não houve flagrantes(!?)
Erros, nos empates!?

Em Guimarães, em Alvalade
Erros cruciais
Por si tão “normais”
Não tiveram maldade!?

Foi o Valter Rufo
Foi o Benquerença…
Há nisto parecença?
Há nisto abuso?

Não, é o erro “normal”
Pois não influenciou
E o jogo acabou
Como começou, tudo igual!

É esta a lógica
Do Presidente dos árbitros
Desculpando os “estrábicos”
Por errar coisa módica!

Em outras partidas
Há erros inversos!
São erros complexos
Pr’a travar as subidas…

Qu’o dig’a o Rio Ave
No jogo da Luz
Ond’o Samaris, em cruz
Ceifou como sabe?

E viu o amarelo
Pois não é o Maicon!
E é pois de bom tom
Um grego sabê-lo!

Nesse historial
De gregas entradas
Cortand’as jogadas
Partindo, sem mal…

E os fora-de-jogo
Tirados a olho?
Na linha de fogo
A três metros do logro?

Por intuição
Marcou o assistente
Adivinhando a tangente
Desenhada na “televisão”!

Ou o “pé em riste”
Do jogador do Nacional!?
Outro erro normal…
C’a Paixão não resiste!

Ou o jogo do Estoril
Ond’o artista do Enzo
Em tudo bateu, e em suspenso
Expulsou por ardil?

Ou na entrada a matar
Ao atleta do Moreirense
Tudo feito, com ênfase
Pois não podia “travar”…

E o golo do Boavista
Anulado por off-side?
É normal, pois em braile
Lê-se golpe-de-vista!

E o pénalti do Lima
Sobre os Cónegos?
É dos cómicos
Pois até rima!!

E ontem na Taça
Novo pénalti “não visto”?
Vem cá baixo, ó Cristo!
Que ser cónego, não basta!

É tant’a normalidade
Que se vive n’arbitragem
Que lá fora, a clivagem
Resulta desta verdade!

Pois qu’habituados
A esta excelência
Qualquer outra ocorrência
Os deixa derrotados…

Que por cá, o “normal”
Chega para vencer!
Mas lá fora, perder
Já é sobrenatural…

“Não os deixam jogar”!
“Não os deixam vencer”!
E no “erro”, perder
É “saber” perdoar!?


Por: Joker

domingo, 18 de maio de 2014

Régio Rio Ave!

#RioAve #ViladoConde #Oeiras #Jamor #Benfica #Lampiões


Sou do Rio Ave!
Desde pequenino
Aind’a era menino
Hoje sou esta “trave”!…

E crescido que estou
Também sei apostar
Que quem vai ganhar
É quem menos ganhou!

Que depois de Turim
Já nada satisfaz…
Ainda qu’o eterno loquaz
Diga sempre que sim!

Que estão com moral
E cheios de raça
Pr’a vencerem a taça
De Portugal!

Como s’a outra equipa
O meu eterno Rio Ave!
Não jogasse o que sabe
E vencesse a bendita!

E sou do Rio Ave
Da bela Vila do Conde
Pois ainda que longe
Não me é um enclave!

Pois tem no poeta
O meu vínculo egrégio!
O eterno José Régio
Das palavras, profeta!

E o seu Cântico Negro
Farol da minha vida
Na chegada e partida
Do qu’é ser-se íntegro!

E qu’um dia eu lá vi
Num declamar incandescente
Esse grande Presidente:
“…Sei que não vou por aí!”

Essa era a sua Glória
Caminhar seus próprios passos
C’as suas ironias e cansaços…
Mas sem perder a trajectória!

E só posso ser do Rio Ave!
Esse clube já condenado
Por este país encarnado
Tomado por mero entrave!

Tragam por isso a Taça
E festejem na marginal!
Não no Marquês de Pombal
Símbolo de crime e trapaça!

E junto à casa do poeta
Meditem nessas palavras
Premonitórias e sábias
De quem morre e desperta!

E nesse caminho, por fim
Não saber onde se vai
Não saber por onde se vai…
É saber que não se vai por aí!



Por: Joker

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Mansos!

#Benfica #TaçaPortugal #Proença #Mansos

Para quando, o Porto?
Para quando o Porto?

Já estava escrito
Qu’esta meia final
Da Taça de Portugal
Tinha tempo finito!

Só se joga oitenta
Mínutos de jogo!
Qu’a vitória do povo
Justifica e assenta!

E mesm’o artista
Qu’o apito moldou
O pénalti marcou!!
Sem erro de vista?

E basta escorregar
Qualquer jogador!
Que na área, o dador
Vai de certeza marcar!

Se não trajar d’azul
Qu’aí fica cego
E num semblante d’ego
Nada marca em prol!

E tudo s’invade
Para se perder o tempo
E as expulsões são vento
Pr’a mesma finalidade!

E nisto somos mansos
Pois nada vimos no campo
Que fosse agouro ou espanto
Nesse respeito por tantos!

Nada se passou d’anormal
Seja no apito ou táctica
Que contra dez, a prática
Fosse exactamente igual?

Somos amorfos, covardes
Perdemos a chama, a aura!
E a coragem, coisa rara
Que nos fez Andrades?

Que nada viu o Folha
Que nada viu o Castro!?
Mas qu’outro emplastro
Esta segunda escolha!

Onde está o sentido
Espírito do guerreiro?
Que não send’o primeiro
Não se tem por vencido?

Caímos no marasmo
Da presidência eterna!
E com’uma chaga enferma
Só nos dá pr’o pasmo!?

Fiquei furibundo
Porque fomos mansos!
E rodeado por tantos
Vi-me rubicundo!

E então despedi-me
O melhor que pude!
Pareci-lhes rude…
Neste triste filme!

Não conheç’o Porto
Que nem raiva tem!
E o maior desdém
É trajar-se a morto!

Prefiro morrer
Como tod’as árvores
De pé, como traves!
Do que fenecer…

Isto é o que sinto
Depois da derrota
Não pela batota
Que já sabia d’instinto!

É pela atitude
Desses outros tantos
De que somos mansos!?
E isso é uma virtude…





Por: Joker

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Hóquei em patins: Taça de Portugal, 16avos de final - FC Porto 4 - 3 Valongo

#hoqueiempatins #FCPorto #Portugal #Valongo #TaçadePortugal #


Ganhou a melhor equipa

 O FC Porto recebeu ontem o Valongo, em jogo a contar para os 16 avos de final da Taça de Portugal. Venceu num jogo emocionante e, como tem sido hábito, muito quente. Na sexta-feira conheceremos o adversário para os oitavos.






Antes do jogo, uma falha nossa, dos adeptos. Não enchemos o pavilhão. Foi pena, este jogo merecia um pavilhão a abarrotar de adeptos portistas. Mérito para os que foram, apoiaram sempre. O Valongo, como sempre, levou muita gente ao nosso Dragãozinho.





Tó Neves voltou ao 5 que mais vezes iniciou jogos no início da época. Reinaldo Ventura voltou ao 5 inicial depois da lesão. Pedro Moreira foi igualmente titular.

O jogo começou em bom ritmo. A nossa equipa sempre com maior controlo da bola, maior domínio e mais rematador. O Valongo bem mais comedido do que no recente jogo para o campeonato.



Pese embora este domínio, sofremos alguns sustos. Ainda vimos uma bola a bater no nosso poste, depois de uma defesa de Edo. Foi pior à passagem dos 7 minutos. cartão azul para Jorge Silva. O nosso avançado chocou com João Souto é certo, tocou-lhe com o peito. Foi um lance como muitos que existem durante um jogo. Contudo o teatro do cada vez mais ressabiado João Souto iludiu o árbitro. No livre directo, correspondente a este azul, Rafa marcou.

Muito injustamente estávamos a perder. nada de pânico, estávamos no início.

O Valongo estava a abusar da agressividade. Muitas faltas, iam chegar à 10ª ainda no primeiro tempo. E estava a ser empurrado para a sua área, os remates sucediam-se à baliza do visitante. Raramente conseguiam até sair para o contra-ataque, pelo que um golo nosso era mais que expectável.

Tó Neves começa a rodar a equipa. Após o azul a Jorge Silva, entrou Vitor Hugo. Pouco depois Caio rendeu Reinaldo. Por fim Hélder Nunes substitui Pedro Moreira.

As oportunidades aconteciam apenas numa baliza. mas estava a custar entrar. Algumas vezes devido a Girão, outras devido à sorte...

Mas de tanto insistir lá conseguimos. Faltavam 5 minutos para o intervalo. Jogada de insistência de Jorge Silva (entretanto tinha reentrado), a bola sobra para Vitor Hugo que no frente a frente com o guarda-redes adversário não perdoou. GOLO! Vamos lá...

Pouco depois azul para o Valongo. Falta feia sobre Caio. Livre directo que o mesmo Caio ia marcar. parte para a bola, consegue deslocar Girão e arranjar ângulo para atirar. A bola vai ao poste. A jogada prossegue e nova falta. Penalti... Íamos ter novo lance de bola parada numa questão de segundos.

Agora era Reinaldo a cobrar. A bola foi colocada, com muita força mas o guardião adversário defendeu o 1º remate e também a recarga. Mais uma falha de bola parada.

Era um ritmo louco. Poucos segundos depois, Vitor Hugo atira ao poste mais uma vez.

A 3 minutos do intervalo o Valongo comete a 10ª falta. Tó Neves manda Hélder Nunes marcar o livre directo. O nosso jovem fintou de forma espetacular o guarda-redes e marca. GOOOLO... 

Finalmente em vantagem. Mais que merecido.

Em 2 minutos demos a volta. Marcamos 2 golos, atiramos aos postes, falhamos livres directos e penaltis. Por aqui se vê como o domínio era enorme nesta altura. Avassalador, eles nem respiravam...

Até ao intervalo o marcador não mudaria. Vantagem mínima. Curto, muito curto para o que vimos, sobretudo após o golo inaugural. Nós rematamos 39 vezes, eles 12. Só por isto conseguem ter uma noção do que foi esta 1ª parte.

A 2ª parte iniciou da pior forma. Ainda não tínhamos 2 minutos de jogo quando num lance aparentemente normal eles marcaram. Mais uma vez Rafa.

O golo animou-os. O jogo foi bem mais equilibrado neste período. Convém realçar que continuávamos a ter muitos lances de perigo. Jorge Silva, por exemplo, falhou em frente à baliza do Valongo. Azar, o nosso avançado não costuma perdoar nestas situações.

Voltava tudo á estaca zero.







Aos 8 minutos um grande golo. Passe longo de Hélder Nunes para Jorge Silva. Este contemporiza e na altura certa um passe atrasado para Pedro Moreira que vinha embalado. O nosso jogador domina em velocidade e mete a bola no ângulo. 3 - 2 numa grande jogada.





Logo a seguir novo penalti favorável ao nosso emblema. Jorge Silva permitiu a defesa. Era o 3º lance de bola parado falhado.

Faltavam 9 minutos e o jogo continuava emocionante. O Valongo teve um golo (mal) anulado. Em compensação João Souto, o ressabiado continuava a sacar faltas inexistentes. Foi assim que cometemos a 10ª falta.

Novo duelo entre Rafa e Edo. Edo faz uma grande defesa. O pavilhão sentiu e fez questão de cantar ao nosso guardião. É um monstro! Por isso mantínhamos a vantagem.

A 6 minutos do fim o Valongo empatou. Contra-ataque, conseguiram um 2 para 1 e marcaram. Falha nossa.

Tó Neves pede de imediato um desconto de tempo. Era tempo de assentar ideias e delinear estratégias. Fomos para cima deles novamente. O Valongo fechou-se, raramente conseguiu discutir o jogo pelo jogo.

Não demorou muito a marcarmos novamente. Hélder Nunes remata, Victor Hugo abre as pernas e a bola entra. GOOOLO!!!

Girão reclamou imenso. Gritou, insultou mesa e a dupla de arbitragem. O nosso jogador chamou a atenção ao árbitro para isso e leva 2 minutos. Inacreditável. Insultar a mãe dele não tem mal, chamar a atenção disso dá direito a 2 minutos. Palhaçada!

Eles estavam a jogar em power play. iam dar tudo. Fomos uns bravos. fechamos a baliza de Edo de forma irrepreensível. Passou incólume. Faltavam 2 minutos e meio e novamente 5 contra 5.

Tentávamos ataques longos, guardar a bola o máximo tempo possível. estivemos bem.

A palhaçada de Girão continuava. Faz falta sobre Hélder Nunes. O árbitro marcou. Não contente com isso levanta-se e encosta o peito ao nosso jogador. Nada aconteceu. Lembram-se do azul ao Jorge Silva que deu o golo inaugural? Também lhe tocou com o peito. Uma não foi intencional, esta foi. Porque é que esta não mereceu azul? Inacreditável como este guarda-redes num curto espaço de tempo insultou, encostou-se a um adversário e nada lhe acontece...

Fim do jogo. Ganhamos! Somos e fomos melhores.

O Valongo tem dificuldade em aceitar isso. Azar o deles. No último segundo de jogo uma tentativa de acertar com o stick nas costas de Hélder Nunes. Já não foi a 1ª situação. São provocadores e desrespeitosos quando obtêm um bom resultado e insultam e agridem quando perdem. 2 jogadores se destacam nisso. João Souto, o ressabiado, é um deles. Girão ontem foi igual. Nem tudo é mau, alguns deles souberam ter fair-play e voltar para cumprimentar os adversários e o seu público. Viterbo nisso, foi um exemplo.

A dupla de arbitragem não agradou a ninguém. Se ao Valongo anularam mal um golo, fecharam os olhos em situações que não deviam e permitiram sempre o teatro deles...


Sábado novo jogo grande. Vamos à Corunha este sábado para recuperar da desvantagem do 1º jogo. Nós conseguimos dar a volta. Vamos a eles!



FICHA DE JOGO

FC PORTO FIDELIDADE-VALONGO, 4-3
Taça de Portugal, 16-avos-de-final
9 de Abril de 2014
Dragão Caixa, no Porto

Assistência: 1.510 espectadores
Árbitros: Joaquim Pinto e José Pinto (Porto)

FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.); Pedro Moreira, Jorge Silva, Ricardo Barreiros e Reinaldo Ventura (cap.)
Jogaram ainda: Caio, Vítor Hugo e Hélder Nunes
Treinador: Tó Neves

Valongo: Ângelo Girão (g.r.), Nuno Araújo, Telmo Pinto, José Costa e João Silva
Jogaram ainda: Hugo Azevedo, Miguel Viterbo (cap.), Nuno Rodrigues e Henrique Magalhães
Treinador: Paulo Pereira

Ao intervalo: 2-1
Marcadores: José Costa (8m e 27m), Vítor Hugo (20m), Hélder Nunes (22m e 46m), Pedro Moreira (33m) e Telmo Pinto (44m)
Disciplina: cartão azul a Jorge Silva (8m), Nuno Araújo (21m) e Caio (46m)


Por: Paulinho Santos










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