Mostrar mensagens com a etiqueta Eintracht Frankfurt. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eintracht Frankfurt. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Liga Europa, 16 Avos - 2ª Mão; Eintracht Frankfurt 3 - 3 FC Porto

Épico.

  
Foi um jogo épico. Pela emoção, pela labuta, pelo evoluir do resultado e por passearmos entre o inferno e o purgatório.

O sentido do épico é bem mais lato. Foi épico na atitude, comparando com o que se tem passado na temporada. Mas isso não é uma novidade. Qualquer portista atento à capa do O Jogo de ontem sabia que hoje outro galo cantaria. Fatal.

Foi épico também no disparate, nos erros defensivos graves, outros gravíssimos e nas recepções disparatadas de Jackson no ataque. 

Foi épico porque tivemos o pássaro na mão no 2-2 e ainda assim fugiu, para logo ser caçado no 3-3.

Foi épico porque o meio campo foi quase sempre um desastre, mas a equipa nunca se afundou.
  
Foi épico porque é um jogo que rejeitou racionalidade, controlo e competência. Foi coração, alma e uma espécie de poker de dados, onde a sorte rola sobre a mesa. 

Foi épico porque passamos sem ganhar um jogo, é épico porque continuamos sem ganhar nas competições europeias, marcando e sofrendo cinco golos.

Eintracht Frankfurt vs FC Porto (EPA) 




Um jogo louco, absurdo e apaixonante. Sim, se aqui não se ignoram as muitas fragilidades que este jogo, uma vez mais, revelou, também é daqueles jogos que se perpetuam na memória portista. Onde o coração tem mais arritmias que sangue bombeado. Onde os nervos saem em frangalhos, entre a depressão e a euforia. Onde uns minutos voam e outros não passam. Tudo isso em quase duas horas de loucura.





O jogo começa com duas alterações no onze inicial. Maicon no lugar de Abdoulaye, impedido de jogar na liga Europa, e Carlos Eduardo no lugar de Josué.

O Eintracht aborda o jogo com a táctica do caracol. Começa metido na concha. Se esta resistir ao choque, começa a esticar a cabeça para fora da hélix, para, por fim, colocar os pauzinhos ao sol. E tem sucesso.

Os primeiros minutos são do FC Porto. Sôfrego e acossado, o FC Porto atira-se ao Eintracht. Jackson, num longo rol de disparates, aniquila o que se vai criando. A organização a meio campo vive em função da capacidade de Herrera se libertar do duplo pivot. Com os extremos apostados no jogo interior, fica para os laterais o jogo flanqueado. Para lá do desperdício de Jackson, só Herrera ameaça a baliza do Eintracht.

Foi meia hora de pressão e para lá de umas lascas, a concha do caracol estava intacta. Lentamente, o gastrópode começou a esticar a cabeça. E foi pelo meio campo. Os médios do Eintracht avançam e Herrera é bloqueado atrás. O jogo vira. Até que a sete minutos do intervalo, a defesa do FC Porto assiste de camarote ao golo do Eintracht. Um sucessão épica de disparates, erros de marcação e fífias, ao qual o Eintracht juntou alguma arte e movimentos simples. E não foi por falta de aviso. Já Flum havia falhado por pouco num lance igual. Estava feito o 1-0 e o intervalo chegava pouco depois.

Eintracht Frankfurt vs FC Porto (REUTERS) 




A segunda parte traz um FC Porto ainda pior. Um minuto e já todos os portistas suavam frio. E se a sete minutos do intervalo o Eintracht ganhou vantagem, aos sete minutos depois do intervalo amplia-a. Maicon adormece no fora de jogo e os alemães fazem a festa.








Depressão. Que grande buraco. Como vamos sair disto?!

A resposta acaba por ser estranha. Se tivemos um ponta de lança que mais pareceu um central, também tivemos um central que foi ponta de lança.  Só um jogo deste tipo para tanta loucura.
  
O meio campo continuava imerso na sua capacidade e a nossa salvação acaba por vir das bolas paradas. O primeiro golo, aos 58 minutos, por Mangala, tem na sua origem um lance de bola parada que permite a fixação do central na área contrária. Aos 71 minutos, Mangala repete a dose, mas desta vez com brinde! 

 Finalmente, um lance de bola parada estudado! Aleluia!

Entre estes dois lances do nosso contentamento, não surge o terceiro do Eintracht por milagre. Carlos Eduardo falha um passe na transição ofensiva e a equipa é apanhada no contra-pé. O Eintracht é implacável e só não marca por milagre, num lance que ameaçou entrar para o anedotário!

Volta o Eintracht a comandar o jogo. Surpreendentemente! Após o 2-2 é a equipa alemã que tenta chegar ao golo da vitória. E consegue! Nova sucessão de erros de marcação e golo. Faltava ao FC Porto cerca de 15 minutos (mais compensação) para chegar ao golo. O meio campo portista era inexistente, Paulo Fonseca não opta por dar-lhe consistência, mas por juntar Licá a Ghilas e Jackson. Pontapé para a frente, jogo directo e muita fé.

Até que o lance aparece. Biqueirada de Maicon da nossa área lá para a frente. Licá ganha a bola na entrada da outra área e tabela com Ghilas. O remate é forte e o argelino acorre ao ressalto. Golo!!!! A cinco minutos dos 90, sem meio campo e num jogo de destes?! Loucura!

Restava aguentar. Paulo Fonseca retira Jackson para colocar Reyes. Mais valia reforçar o meio campo, mas o Eintracht já não tinha mais forças.

 




Continuamos a não ganhar na Europa. Mas há empates que sabem a vitória, como os há que sabem a derrota. Este sabe a vitória, mais do que algumas que o foram.






Mas o problema de base está lá. E foi evidente neste jogo. Evidente demais. Veremos se a equipa arrebita, animada pela passagem, ou se é nuvem passageira. E mais capas do O Jogo como a de ontem…só assim!



Análises Individuais:

Helton – Não foi mal batido em nenhum dos golos, mas no primeiro podia ter feito mais. De resto, o mesmo número habitual de dança na primeira parte do jogo.

Danilo – Muito assertivo no ataque, sobretudo na primeira parte. Um desastre a defender.

Alex Sandro – Se Danilo foi um desastre, Alex Sandro foi uma calamidade. Aquele terceiro golo do Eintracht é anedótico. No ataque, sofrível.

Maicon – Ganha o título de “mais pior mau” da defesa. Totalmente perdido, fora de tempo, fora de contexto, fora da marcação. Fora de tudo. Valeu pelo chutão lá para a frente a acabar.

Mangala – Há dois Mangalas. O central foi tão nabo como os outros defesas. Menos culpado que Maicon, mas tão sofrível como os restantes. O ponta de lança esteve implacável na área do adversário.

Fernando – Joga muito pior com um jogador ao seu lado, mas Paulo Fonseca insiste em arranjar-lhe companhia. Não foi tão sólido como costuma ser, nem tão influente no jogo. Grande cruzamento para o segundo golo.

Herrera – Boa primeira parte, soltando-se sempre que podia. Foi por ele que passou o nosso melhor futebol, sobretudo na primeira parte. Aos poucos desligou-se da frente, mas não foi por sua culpa. Sai na segunda parte, imerecidamente, e o meio campo do FC Porto eclipsa-se. O que vale é que era o Eintracht.

Carlos Eduardo – Exibição muito fraca. Pouco intenso no processo ofensivo, ainda deu barraca nas transições! Quase nos custava o 3-1, num lance que mete medo!

Varela – Não fez mossa e pouco se notou. De volta à sua fase lunar? Bem substituído.

Quaresma – Perdeu muito lances, sobretudo na primeira parte, chamando a si o protagonismo. Mas já sabemos o que a casa gasta. Mas a recompensa veio depois. Assistência para o primeiro golo (bom cruzamento). Felizmente, no segundo golo, optou por surpreender ao colocar em Fernando.

Jackson – Jogo medonho. Um assassino de lances ofensivos. Um autêntico central, pé de chumbo, a ponta de lança. O que foi aquilo?! Armado em otário?! Espero que tenha sido só um daqueles dias para os quais não há explicação. Só isso, espero.



Ghilas – É o melhor em campo. Entra para o molhinho na frente, mas já percebeu que não se pode entregar só a isso. Procurou jogo e caiu nos flancos. Trouxe alegria e força ao ataque. Marca o golo da “vitória-empate” e não merece voltar a jogar 3 minutos nos jogos seguintes.

Licá – Boa entrada, desta vez sim, para a sua posição. Aproveitando o balanceamento do Eintracht, sempre na diagonal e a escapar para segundo avançado. Excelente movimento no último golo, com um remate forte que colocou Trapp em dificuldades.

Reyes – Para segurar e queimar tempo.


Ficha de Jogo:

Eintracht Frankfurt: Trapp; Jung, Zambrano, Madlung e Oczipka; Schwegler e Flum; Aigner (Rosenthal, 69), Meier e Barnetta; Joselu (Lanig, 85).
Suplentes: Wiedwald, Djakpa, Rosenthal, Inui, Lanig, Weis e Kadlec.
Treinador: Armin Veh

FC Porto: Helton; Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Carlos Eduardo e Herrera (Ghilas, 54); Varela (Licá,78), Jackson (Reyes, 90) e Quaresma.
Suplentes: Fabiano, Reyes, Josué, Licá, Defour, Ghilas e Ricardo.
Treinador: Paulo Fonseca

Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Angelo Boonman e Erwin Zeinstra; Richard Liesveld e Ed Janssen
4º Árbitro: Charles Schaap

Golos:  Aigner (37), Meier (52, 76), Mangala (58,71) e Ghilas (86)





Por: Breogán

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Confiança cega

#FCPORTO #PauloFonseca #PintodaCosta


Tenho uma confiança cega
Qu’este barco não s’entrega
E ond’os ratos possam urdir
Acabarão por fugir…

Pois o exemplo sobressai
Nesse homem do leme
Que navegando, se teme
Nos longos anos que vai!

Mas o marinheiro descrente
Por uma viagem incerta
Já s’amotina na coberta!
Quer o imediato presente!

Pr’o despedir na insensatez
De ter mudado o sistema
Quando outrora, o tema
Era a falta d’ intrepidez!

Pois bem vencendo ‘aventura
Não se bastava na arte
Faltando arrojo, combate!
Que na conquista s’atura!

E mudado o comando
Por uma visão mais ousada
A tripulação está formada
Num pretenso bando!

É o desconcerto, o arreio 
A desventura, o grotesco
O insucesso, o burlesco!
C’o processo a meio…

E o timoneiro faz prova
Perant’o declarado motim
Qu’a guerra se vence no fim
Em coragem e manobra!

Pois claudicar é render-se
A essas hostes totalitárias
Que nessas provas “catilinárias”
Podem já ler-se!

É o fim de ciclo, de “nobre gente”
É a derrocada de tal insígnia
É o homem velho, a ignomínia 
É o dealbar do dirigente!…

E os escrivães Serpas
Velhos do Restelo!
Folgam em sê-lo
Sem as descobertas!

Por isso a nau vai navegar
D’encontro à glória!
Fazendo a história
Que s’irá contar!

E mesmo no rochedo 
Em que nos encontramos 
Náufragos não estamos!
E não temos medo!

Não nos intimida
O Adamastor!
Pois além da dor
Está a nossa vida!

E bem o sabemos
Qu’os ratos vão sair
Quand’a comporta abrir
Para os novos remos!

E ainda que suspeite
Qu’o imediato é inseguro
O timoneiro é duro!
A rendição não é aceite!

Por isso é navegar
Por essa europa acima
Até ao Reno, qu’o clima
Vai melhorar!

E tomaremos Francoforte
Como lança de mudança
Até ond’a vista alcança
Será tudo norte!

Pois no caminho pr’o sul
Somaremos sete pontos!
E no tempo dos descontos
Sobrevirá o azul!

Só precisamos d’entrega
No combate a tempo inteiro!
Que na liderança do timoneiro…
Há confiança cega!
Confiança cega!


Por: Joker

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Tradutor precisa-se!

#PauloFonseca #Miséria #FCPorto #AndasaDormir!




Conhece Hamburgo e Estugarda
Dortmund e Leverkusen!
Confunde-se com Gelsenkirchen
Frankfurt? Santa bujarda!?

Este germanófilo de cepa
Não sabe a que terra virar!
E pôr essa equipa a jogar
Se nem no adversário acerta?

Confundiu-o com o Milão
Nessas cores rubras e negras!
E por essas bancadas repletas
Ouviu-se cantar em alemão!

E vai tamanh’o crime
Neste assassínio de massas
Onde um Dragão já sem asas
Emite um canto de cisne!

E é tão forte o declínio
No jogo como na palavra
Ond’o timoneiro s’engasga
Na senda do seu próprio fascínio!

E por essa “Germânia” discorre
Não sabe da terra do Meno 
Na encruzilhada do Reno
Na fronteira desse franco forte!

Como última fronteira romana
Do mundo antes “civilizado”
Quiçá por nunca ter estudado
Confunde com tod’a terra ariana!

Mas se fosse só a confusão
Que reina na sua geopolítica 
Eu ria-me só do benfica
E do Jesus na sua prelecção!

Assim tenho que confessar
Qu’é preferível conviver c’um esperto
Que não sendo politicamente correcto
Sabe qu’adversário derrotar!

E não se confundido na língua
Só nas palavras em que filosofa 
É homem pr’a ser “poliglota”
Falando em alemão da pinga!

Mas escolhe a cidade correcta
E sabe as cores do adversário 
Transcorrendo tod’o abecedário
Acerta, em posição incorrecta!

Mas nós c’o este treinador
Não temos uma ponta de sorte!
E sabemos que pr’a Francoforte
Não levamos sequer tradutor!



Por: Joker

Liga Europa, 16 Avos - 1ª Mão; FC Porto 2 - 2 Eintracht Frankfurt

Gatinhar

O FC Porto gatinha. Já se tenta pôr de pé, mas logo vai com o rabo ao chão. Mas já gatinha. Ao menos já tem uma ideia de locomoção. Eu que pensava que iríamos passar a época toda na fase de sentado.

Este Eintracht de Frankfurt é um bom exemplo de uma equipa que já caminha pelo seu próprio pé. Ideias claras, linhas sempre juntas, saber sofrer sem nunca perder de vista o ataque, bons princípios de jogo flanqueado. Podem não ter um andar muito adulto ou que dê para altos voos, mas sabem andar e sabem colocar um pé à frente do outro.


foto1





O FC Porto, não! O FC Porto está na sua pré-época. Finalmente, percebeu para que servem as pernas. Ainda só gatinha. E a liga Europa não se compadece.







Só agora, temos uma ideia clara de como se deve montar o meio campo do FC Porto. Ainda assim, na segunda parte, foi massivamente assassinada. Mas já lá vamos.

Finalmente, começamos com um meio campo estruturado. Fernando já respira, temos um 8 forte e poderoso nas transições e um criativo. Só ainda não sabem jogar em conjunto. “Só”. O Fernando andou a jogar em duplo pivot. O Herrera desterrado na B. E o Josué um pouco por toda a parte do meio campo e até a falso extremo. A questão é simples, o ponto onde estamos hoje deveria ter sido vivido na fase final da pré-época. Passamos meio ano em experiências alucinadas e isso tem um preço. Enquanto outras equipas estão em velocidade cruzeiro, nós ainda estamos com os soluços do arranque.

  
O jogo deixa aquele amargo de boca. Caramba, já fomos brutalmente mais incompetentes esta época e safamo-nos. Neste jogo, até fizemos uma boa primeira parte, bom ritmo, boa amplitude e dominadores a meio campo. A segunda, mesmo em perda acentuada, com dedinho de mestre da mula russa, também não foi tão execrável como tantas outras nesta época. Oferecemos golos, falhamos alguns e já estamos condenados a ter que ir ganhar a Frankfurt. Mesmo que Paulo Fonseca teime em ir para Leverkusen.

 Começamos muito bem. Fortes e rápidos. Somamos oportunidades de golo, com Jackson em destaque na hora de somar golos falhados. O nosso meio campo impunha-se, com Herrera avassalador sobre a transição do adversário. A bola circulava rápido, embora o ataque ao espaço fosse deficiente. Ainda só estamos a começar! O Eintracht de Frankfurt, sempre que podia, esticava a manta. Mas as investidas eram travadas com relativa facilidade.







O FC Porto nunca conseguiu ser avassalador, mas manteve sempre o controlo da partida. O golo tardava, até que o remate genial de Quaresma traz justiça ao marcador, já em cima do intervalo.






A vantagem era escassa, até demasiado escassa para o domínio portista. Restava tentar ampliar a vantagem na segunda parte e ganhar conforto para a visita à Alemanha. Mas não. O problema adiado do FC Porto ressurge. Herrera recua, Fernando ganha um parceiro indesejado e o Eintracht de Frankfurt começa a ganhar o domínio a meio campo.

Logo no reinício dispõe de duas oportunidades. Nem assim, o FC Porto corrige. O jogo vai caindo nas mãos alemãs e o FC Porto cada vez mais refugiado no contra-ataque. Jackson volta a ameaçar por duas vezes, até que Varela eleva para 2-0.


Estava ganho, julgávamos nós. Em cinco minutos, o Eintracht de Frankfurt empata, em dois lances que nos penalizam por erros individuais, com destaque para o segundo, verdadeiramente caricato. Mas mais que isso, fomos penalizados por abdicarmos do controlo do jogo, por abdicarmos de sermos os mais fortes na transição ofensiva. O lance que dá origem ao canto do segundo golo do Eintracht de Frankfurt é sintomático. Havíamos perdido o controlo a meio campo.

Abdicamos de ser o FC Porto frente a um “Bayern” para sermos o FC Paços de Ferreira frente ao Eintracht de Frankfurt. O problema adiado ataca sem apelo ou agravo!

Depois, veio o desespero. Se dúvida houvesse da qualidade táctica de Paulo Fonseca, a substituição aos 83 minutos acaba com ela. Ávidos para (re)ganhar o controlo a meio campo para atacar a baliza alemã, num assalto final para tentar ganhar alguma vantagem para a segunda mão, Paulo Fonseca retira Fernando e coloca Ghilas. Nada contra a entrada do avançado, como é óbvio, mas abdicar do nosso melhor recuperador de bolas e o jogador que equilibra o meio campo, não lembra ao careca! É a típica substituição do treinador fraquinho em desespero. Tirar Varela ou Quaresma? Nada disso. Molhinho lá na frente!

Já se nota que nem os jogadores percebem o que ele quer. Nem eles acreditam na sua liderança. É uma equipa à deriva à espera do desastre.

Nada estaria perdido. Temos mais que equipa para ir a Frankfurt ganhar. Só não temos treinador.
Mero detalhe!

Na entrevista pós-jogo, Paulo Fonseca afirma: “Temos feito bons jogos, tanto na Liga dos campeões como agora na Liga Europa. Com certeza que os adeptos saberão reconhecer o bom jogo que fizemos perante uma equipa difícil.”

Só uma breve nota de rodapé: sete jogos Europeus esta época, uma só vitória e zero jogos ganhos em casa.

Bem sei que Paulo Fonseca não diz isto por despeito, nem desrespeito a nós. Diz porque não sabe mais o que há-de dizer. Diz porque quer acreditar no que diz. Diz porque é a primeira coisa que lhe vem à cabeça, porque não tem discurso nem mensagem. Diz porque mais vale uma ilusão que a dureza da realidade. E sim, até tem um pingo de verdade. Hoje não fomos medonhamente maus, pelo contrário, tivemos uma primeira parte bem boa, mas deitada a perder pelas suas limitações.







A culpa não é dele. A culpa é quem o adia. A culpa é de quem se esconde atrás dele. Por isso, e por um mínimo de decoro, ao menos que o Rui Cerqueira, de uma vez por todas, arrume a questão. Paulo Fonseca, até ao dia que sair do FC Porto, não deveria ir muito além do “sim” ou “não” como resposta às perguntas que lhe são colocadas. E ainda assim, sabe Deus!




Análises Individuais:

Helton – Seguro no assalto inicial da segunda parte. No primeiro golo não tem hipótese, mas no segundo fica-me aquela sensação que deveria fazer mais. Não é frango, nada disso, mas uma coisa meia atrapalhada.

Danilo – Seguro a defender e disponível para atacar, na primeira parte. Após o intervalo desaparece do ataque. Ordens?!

Alex Sandro – Anda a precisar de dar com os dentes no banco. Amorfo a defender, algo que já vem a agravar-se há algum tempo. A atacar, sai a preceito mas define mal.

Maicon – Boa primeira parte, mostrando que só lhe fez bem o tratamento de banco após aquela vergonha frente ao Marítimo. Na segunda, erra no momento mais crítico.

Mangala – Anda demasiado intranquilo. Parece que não lhe assenta bem o papel de líder da defesa. Pavorosa a forma como é batido no segundo golo.

Fernando – Boa primeira parte, onde aniquila quase toda a criação de jogo do Eintracht de Frankfurt. Na segunda parte, Paulo Fonseca resolve voltar a Paços. A linha criativa dos alemães agita-se logo. Herrera é mais estorvo que ajuda e no píncaro da loucura, para não dizer burrice, Paulo Fonseca abre mão de Fernando.

Herrera – Grande primeira parte, pelo que fez neste período, merece ser o melhor em campo. Solto, agressivo e muito forte na transição ofensiva. Ganha imensa qualidade quando ataca. Como prenda, Paulo Fonseca, mete-o no duplo pivot na segunda parte. Danke Paulo Fonseca!

Josué – Depois de ter sido saco de pancada por todo o lado, começa uma nova etapa no seu lugar. Primeiro, está muito aquém da dinâmica que um 10 precisa. Tem que ser mais rápido, mais esperto e mais eficiente. Esse é um choque táctico que não vai ser dado por este treinador! Segundo, precisa de ter outra capacidade física.

Varela – Marcou um golo e pouco mais. Pouco influente no jogo, deveria ser ele a dar o lugar a Ghilas.

Quaresma – Tal como Varela, pouco influente no jogo. Salva-se o seu momento de génio, com um golo brutal a dar o 1-0. Espero que não lhe suba à cabeça.

Jackson – Anda azedo com os golos. Falhou demais. Nunca virou a cara à luta, mas a equipa precisa que volte a encontrar o caminho do golo. Para isso, seria preciso que o conjunto funcionasse e que Jackson recebesse mais jogo. O que não me parece que vá acontecer neste consolado.



Carlos Eduardo – Entrou numa fase onde o FC Porto já não tinha controlo sobre o meio campo. Meio a frio, ainda tentou dar alguma magia, mas rapidamente foi varrido pelo meio campo defensivo alemão.

Ghilas – Ainda a tempo de falhar um golo cantado, não teve grande impacto no jogo, pois foi para a “molhada”, quando o meio campo do FC Porto nem conseguia ter domínio


Ficha de Jogo:

FC Porto: Helton; Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Herrera e Josué; Quaresma, Varela e Jackson.
Suplentes: Fabiano, Reyes, Licá, Carlos Eduardo, Quintero, Ghilas e Ricardo.
Treinador: Paulo Fonseca

Eintracht Frankfurt: Trapp; Jung, Zambrano, Madlung e Oczipka; Schwegler e Russ; Rode, Meier e Flum; Joselu.
Suplentes: Wiedwald; Djakpa, Lanig, Aigner, Schrock, Barnetta e Kadlec.
Treinador: Armin Veh

Árbitro: Matej Jug (Eslovénia)
Assistentes: Matej Zunic e Roland Brandner; Dragoslav Peric e Dejan Balazic

4º Árbitro: Robert Vukan

Golos:  Quaresma (44), Varela (68), Joselu (72) e Alex Sandro (auto-golo, 77)

Assistência: 25.107 espectadores



Por: Breogán






>