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sexta-feira, 21 de março de 2014

Liga Europa, 8 Avos - 2ª Mão: Nápoles 2 - 2 FC Porto ( 2 - 3 )

#FCPorto #LigaEuropa #Itália #Portugal#Nápoles



Rebenta Vesúvio!

 O estádio tem nome de santo por um bom motivo. O FC Porto conseguiu ontem um milagre no San Paolo. Foi um milagre com ajuda santificada, mas também fruto de trabalho, personalidade, humildade e de saber corrigir.

 Levávamos vantagem na eliminatória, mas muitas outras desvantagens na equipa. Fabiano assume a baliza, após lesão grave de Helton. Alex Sandro castigado fica de fora e dois centrais também estão indisponíveis. Abdoulaye por impedimento de inscrição e Maicon por lesão. Foi uma defesa recauchutada, direi até, completamente inventada, aquela que tinha que defender a eliminatória num estádio cheio de napolitanos esperançosos e fanáticos no seu amor azul celeste.

 


Mas a estas contrariedades, graves e limitantes, Luís Castro somaria mais opções técnicas que iriam provocar inibição à equipa. O meio campo voltou a ser o mesmo que se apresentou no Campo Grande de segunda circular, onde não se impôs e passou a jogo todo a correr atrás. No ataque, Varela relega, uma vez mais, Ghilas para o banco.




A isto, soma-se a pressão de se ter perdido o confronto directo no assalto ao segundo lugar no Domingo passado.

É pois, um Nápoles explosivo, mas numa explosividade “vesuviana”, aquele que cai sobre o FC Porto logo após o apito inicial do árbitro. São 25 minutos de lava, cinzas piroclásticas e gazes sulfurosos sobre a remendada defesa portista. Massacre e sofrimento. Até que o Nápoles empata a eliminatória.

Mas a raça e o brio portista vieram à tona. Quando se pensava que as ocorrências vulcânicas só poderiam piorar, a equipa portista consegue equilibrar o jogo aos poucos. É verdade que Benítez, o mais italiano dos treinadores espanhóis, ajuda a causa portista. Tenta gerir o esforço dos seus rapazes e travar-lhes o ímpeto, pensado que a alma portista já havia sido quebrada. No fundo, era uma questão de tempo.

O que é certo é que o FC Porto aproveita a folga para crescer e sai para o intervalo com duas oportunidades desperdiçadas por Jackson e Varela.








Para a segunda parte, pediam-se mudanças. O FC Porto tinha que ter controlo do jogo a meio campo e mais veneno no ataque. Exigia-se verticalidade na transição ofensiva e alguém com capacidade finalizadora para juntar a Jackson e Quaresma.





Mas é um FC Porto igual ao inicial aquele que retorna da cabine. O Nápoles, sempre empurrados por um estádio em ebulição, entra ainda mais sôfrego, mais explosivo. O Vesúvio roncava e rangia sobre a baliza portista. Fabiano mantinha-se firme no posto e o FC Porto sobrevivia. Até que, ao minuto 63, São Paulo, traindo os seus, intercede junto de Luís Castro e intercede por todos nós!

O FC Porto muda em 3 minutos. Josué entra para o lugar de Carlos Eduardo e Ghilas para o lugar de Varela. A primeira substituição nem parece ser muito promissora, mas Josué consegue dar verticalidade ao jogo e pega na bola mais atrás que Carlos Eduardo. Já Ghilas é uma brutal injecção de talento, afinco, capacidade física e técnica.

De um momento para o outro, o Vesúvio engasga-se na sua fúria. Já não lança lava, cinzas e gazes para o ar. Nem ronca. Está em silêncio. Como que pacificado.
Isto porque, ao minuto 69, o FC Porto ganha um meio campo. Um outro meio campo, estranho, talentoso, mas competente. Jackson faz de 8. Fernando faz de 10 e Ghilas entope a goela napolitana com um golo miraculoso.

Milagre? Que importa! Sobrevivemos, mesmo às vezes no limite, mas esta é a fibra do Dragão. A nossa raça. A nossa alma.





E o jogo muda. Assim mesmo, de um segundo para o outro. É o FC Porto quem comanda, quem atormenta, quem vibra no San Paolo. Logo depois, Defour atira ao poste, num lance de contra-ataque. Cinco minutos após o golo portista, Josué dá de calcanhar para Quaresma. Este, tomado por mil demónios, finta tudo o que não vestia de branco e mete a bola no ângulo da baliza de Reina.




Entre o êxtase e o alívio, foi por aí onde andou a minha alma nesses cinco minutos.

A partir daqui, o Vesúvio passou de um enorme cone vulcânico e uma tímida lomba no horizonte portista. Incrédulos, os napolitanos ficaram mudos e quietos.


Até ao fim, o FC Porto desperdiçou o 1-3 por Ghilas e sofreu o 2-2 já em descontos, quando a defesa remendada já não dava para mais.

Espero que Luís Castro respeite os heróis de Nápoles. Espero que Luís Castro não espere pelo minuto 65 para solucionar problemas com que inicia as partidas. Há jogadores que não podem continuar a titulares e outros que não podem continuar a suplentes.
Ontem, se Luís Castro assim o quiser, ganhou a oportunidade de se libertar do legado que herdou. Uma equipa com uma nova mentalidade, nova ambição, nova confiança e nova qualidade, se ele assim der a oportunidade a quem a merece.

Vamos FC Porto!



Análises Individuais:

Fabiano – Primeiro jogo a titular a sério. Primeira vez a número UM! Sem volta. Jogo de “mata ou morre”. Um massacre medonho. Um gigante na baliza. O dragão de Mundo Novo foi firme. Nem tudo correu bem, tem defeitos que precisa de corrigir e foi um jogo muito propício para as suas características. Mas salvou-nos três vezes e mais umas quantas em que ajudou o Vesúvio a cuspir lava para o lado. O melhor em campo e uma noite para recordar.

Danilo – Um jogo em constante montanha russa. Por cada corte defeituoso, fazia um decisivo. Por cada vez que era apanhado desposicionado, lá vinha a dobra salvadora ao central. No ataque, subiu com medo, mas com critério. No segundo golo, lá está ele a dar profundidade ao flanco. É um jogador que procura treinador. Noutras mãos seria um lateral tremendo.
ampo e uma noite para recordar.
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Ricardo – Um herói. Longe de uma boa exibição, com erros, com cortes falhados e lapsos técnicos. Mas um herói. Se estivesse no banco portista, após o apito final, era o primeiro que iria abraçar. Mas aquele abraço! Nunca foi lateral esquerdo, apanhou com um velocista belga, levou na cabeça naqueles 25 minutos iniciais que meteu impressão, mas levantou-se sempre do tapete. E de cada vez que se levantava do tapete, vinha com mais determinação, mais vontade e mais raça. Estrear-se no FC Porto, sim, posso dizer que foi a sua estreia, desta forma é de louvar. Tudo contra e o menino não arreda o pé. Herói!

Reyes – Teve 25 minutos, logo a abrir, de uma aula prática do que é futebol europeu ao mais alto nível. Que aula! É um jogador muito verde, mas tal como Ricardo, nunca se escondeu da briga. Tem que pensar mais rápido e ser mais determinado. Tem uma lacuna física, mas grande parte do seu problema é a formatação do seu disco rígido. Tem que ser mais pró-activo na defesa e mais assertivo nas decisões que toma. Mostrou raça, o que já é um bom começo. Tecnicamente, é de elevada qualidade.

Mangala – Surpreendentemente calmo, controlado e ciente de como a equipa, em particular a sua defesa, precisavam dele. Tirando o lance de pé em riste sobre Albiol, foi o esteio que esta equipa precisava. Felizmente, assentou-lhe bem a braçadeira de capitão.

Fernando – Um monstro a meio campo. Levou com tudo naqueles 25 minutos, tentando filtrar o mais que podia. Faltou-lhe um meio campo capaz à sua frente. Foi o primeiro a estabilizar o FC Porto e deu sempre qualidade na luta a meio campo. Encarou Inler e saiu por cima. Sai de campo com a assistência para Ghilas. Um tratado.

Defour – É um lutador, mas andou sempre à deriva. Escudou-se em Fernando em vez de tentar chegar a Carlos Eduardo. Teve sempre dificuldades em levar a equipa para a frente e raramente arriscou na verticalização do jogo. Melhorou quando a equipa melhorou, mas sobretudo quando deixou de ser por ele que a transição ofensiva se iniciava.

Carlos Eduardo – Não está no seu melhor e isso foi, uma vez mais, visível neste jogo. É um jogador tecnicamente muito apurado, mas que tem que ser mais intenso. É outro jogador que procura treinador. Alguém que o leve a outra dimensão. Que lhe ensine a arte de ser um médio de transição, onde julgo ser a sua posição. Tem dimensão física e técnica para isso e, até, maturidade táctica.

Varela – Continua no seu eclipse onde nem muito ajuda à frente ou atrás. Tropeçou e caiu sobre a bola. Cruzou e chutou para lado algum. Nem deu muita ajuda a quem tinha que defender. Merece um lugar no banco.

Quaresma – Fabiano leva-lhe os louros, mas não a glória. Foi um tormento para Henrique e quem deu sempre uma saída de bola ao nossa jogo ofensivo. O único que ligou a Jackson e quem meteu a defesa do Nápoles em respeito na primeira parte. Mata a eliminatória com um golo de génio que emudece o estádio.

Jackson – Foi um sofrimento atroz. Dois centrais muito competentes e muito físicos e um jogo que não lhe chegava. Sofreu a bom sofrer. Levou castanhada. Mas soube esperar pelo seu momento. Aproveitou quando o FC Porto tinha talento em campo, desceu ao meio campo, agarrou numa bola, deu-lhe saída e foi golo. Anda por um fio, mas neste momento é imprescindível.


Josué – É o primeiro a saltar do banco e altera logo o jogo. Mais “ranhoso” que Carlos Eduardo e mais autoconfiante, tratou de se fazer sentir no jogo de imediato. Desceu mais que Carlos Eduardo, o que deu logo uma via de transição à equipa, quando Defour não conseguia. No segundo golo, dá de calcanhar para a obra de arte de Quaresma.

Ghilas – O teu lugar não é no banco. O teu lugar não é onde joga Jackson. O teu lugar é ali, par aonde entraste só aos 65 minutos, quando deveria ser de início e de onde saíste para o 1-1. Meteu a cabeça em água à defensiva do Nápoles. Podia ter marcado mais um e sai de campo com um trabalho de qualidade a nível defensivo. Voltar para o banco? Impensável.

Licá – Era preciso meter gelo no jogo e entrou para isso. Ainda deu o segundo a Ghilas.





Ficha de Jogo:

Nápoles: Pepe Reina, Henrique, Federico Fernández, Raul Albiol, Faouzi Ghoulam, Dries Mertens, Lorenzo Insigne, Gokhan Inler, Valon Behrami, Gonzalo Higuaín e Goran Pandev
Treinador: Rafa Benitez

FC Porto: Fabiano, Danilo, Eliaquim Mangala, Diego Reyes, Quaresma (81, Licá), Carlos Eduardo (63,Josué), Steven Defour, Fernando, Varela (66, Ghilas) e Jackson Martínez
Treinador: Luís Castro

Árbitro: Martin Atkinson (ENG)


Por: Breogán

sexta-feira, 14 de março de 2014

Liga Europa, 8 Avos - 1ª Mão: FC Porto 1-0 Nápoles

#FCPorto #LigaEuropa #Itália #Portugal

Gelo fino.

Piruetas sobre gelo fino. Foi um pouco assim o jogo do FC Porto. E é assim que tinha que ser. O FC Porto é uma equipa em evolução, arrancada ao estado de transe a que estava sujeita sob Paulo Fonseca e com um ciclo terrível de jogos pela frente, onde tem que fazer muitas coisas bem e em pouco tempo.

Por isso, abusa-se da sorte, especula-se com o jogo, vai-se um pouco para lá do limite, tudo se justifica numa tentativa de ganhar tempo, ganhar processos, ganhar jogadores e, sobretudo, empatia com o público. Só não direi acordar o morto, embora me apeteça, porque é um pouco forte demais para Paulo Fonseca. Justiça lhe seja feita.





Mas é isso o que Luís Castro tem feito. Primeiro, dar o que a equipa precisa. Depois, dar o que o povo quer. Até dar demais. Mas é o único caminho: piruetas em gelo fino. Esperar que a fina camada de água sólida não se estilhace com o nosso peso, tentando fazer umas piruetas engraçadas que dêem gosto a quem as realiza e entusiasmem quem vê e apoia.





Este jogo tem uma análise contraditória. Há duas grandes exibições no lado portista: Fernando e Defour. Mas é neste duo, ou melhor, nestas duas posições, onde a fragilidade deste novo FC Porto mais se nota. Temos duas peças que funcionaram bem, mas não de forma coordenada, afinada e constante. Foi por aqui que o Nápoles sobe no terreno no inicio da segunda parte e cria as suas melhores oportunidades e foi por aqui que o Nápoles esvazia a primeira meia hora de jogo do FC Porto, partindo para o quarto de hora final da primeira parte de forma bem mais tranquila.

Luís Castro apresentou o seu melhor onze. Julgo ser este o onze ideal, nesta fase, no plano de Luís Castro.
 O FC Porto entra forte e pressionante, tomando controlo do jogo a meio campo. Ao Nápoles, restava o contra-ataque, mas nem isso saiu muito bem nos primeiros 30 minutos. Foi um FC Porto com chama, intenso e vivo que ficou a dever a si próprio o golo faltou. A si (Jackson) e ao árbitro, que anulou um golo limpo de Carlos Eduardo.

Passado este período áureo, o Nápoles consegue libertar Behrami e a ligação a Hamsik começa a ter alguma fluência. O FC Porto não coordena a transição ofensiva. Fernando e Defour começam a ter dificuldades em soltarem-se para frente e pressionarem a saída de bola do Nápoles. Fica um aviso dado ao FC Porto antes do intervalo.

O intervalo trouxe um FC Porto mais intranquilo. Ainda assim, o primeiro lance de perigo é do FC Porto. Fernando quase marca o golo da sua vida do meio da rua.

A sintomatologia do último quarto de hora da primeira parte agrava-se e o Nápoles tem o seu melhor período no jogo. É o meio campo napolitano quem mais pressiona e quem leva vantagem. São três sustos de enfiada, dois deles enormes!

É neste período mais negro, que o FC Porto marca. Canto na direita, a bola sobra para Jackson que enche o pé! O golo traz tranquilidade à equipa, que volta a pressionar melhor, a ter mais posse de bola e a ser mais rápida na transição para o ataque.

É aqui que Luís Castro especula com o jogo. Primeiro, tira Carlos Eduardo e coloca Quintero. Depois, retira Varela para colocar Ghilas. Os antípodas de Paulo Fonseca. Arrojo, loucura, até insanidade, em vez de medo, cautela e temor.

O que é melhor? Nem 8 nem 80, lá diz o povo. Mas depois de tanto 8, o FC Porto precisa de um pouco de 80. Para animar, até mais que isso, para vitaminar! Bem sei que se as coisas tivessem corrido mal, cairia o carmo e a trindade. Mas é o risco a que estamos sujeitos agora. A SAD acordou tarde para época e agora vale quase tudo para a salvar.

O 2-0 ainda espreitou. Num lance onde o falhanço e o poste negaram a tranquilidade, mas que têm a curiosidade de terem como protagonistas os dois jogadores tão especulativamente lançados no jogo. O falhanço foi de Ghilas e o poste frustrou Quintero.

Até ao fim, só o Nápoles assustou. Já o jogo estava meio partido e com Luís Castro a recusar-se fechar a porta (trocaria Defour por Herrera), Maicon salva sobre a linha de golo.

É curto? É. Vai ser complicado no San Paolo? Vai.
Estou preocupado? Não.








Porque confio que vamos ganhar no penico do campo grande. E de vitamina em vitamina. De pirueta em pirueta sobre um fina camada de gelo, que cada vez mais vai engrossando. De correcção em correcção, com vitórias no papo. Esta equipa vai subir, vai melhorar e quando chegar a Itália vai ser mais madura, mais consistente e mais segura de si.





Ontem não sofremos golos, com sorte, é certo. Ontem ganhamos em casa para as competições Europeias. Ontem ganhamos vantagem na eliminatória. É um corte drástico com o passado recente.

E agora, venha o circo. Se é que entendem! Com força e sem ressentimento. Nem que miem de aflição, temos que ser implacáveis até ao fim.



Análises Individuais:

Helton – Parece que ficou amiguinho de Higuaín. Bem se esforçou por isso. Uma grande defesa e alguns momentos à Helton. Espero que em Itália não se lembre que está a jogar nas competições Europeias. E que deixe o amiguinho para lá.

Danilo – Seguro a defender, embora com alguns pecadilhos, foi algo ausente no ataque. Boas dobras aos centrais.

Alex Sandro – Muito intranquilo a defender e como resultado disso, falhará Nápoles por amarelo. A atacar teve momentos de elevada qualidade. Belo galope na segunda parte, onde arrasta meia equipa do Nápoles. Pena foi que não tivesse virado o flanco do jogo.

Maicon – Exibição irregular, embora consistente e competente. Híguain não é um avançado fácil. Melhorou qualitativamente em relação ao que vinha apresentando, o que ajuda a explicar a melhor prestação defensiva da equipa.

Mangala – Muito intranquilo a defender e quase oferecia um golo. Está difícil em conjugar esta dupla de centrais, quando, em teoria, têm características complementares.

Fernando – O melhor em campo. Cortes de grande nível e disponibilidade total para a luta. Dito isto, não pode ter períodos de jogo em que se cole tanto aos centrais. Bem sei que divide responsabilidades com Defour, principalmente, e com os extremos e o criativo. Mas é aqui que o FC Porto tem que dar o passo em frente. Temos que ser uma equipa mais pressionante, mais sufocante, mais curta e mais solidária. Hamsik não pode receber a bola em Nápoles. Se a receber, não pode rodar. Se rodar, não pode fazer um passe à vontade ou escolher o lado da baliza para onde vai rematar.

Defour – Muito bom jogo, mas insuficiente. Dos melhores jogos que o vi fazer na sua posição ou na posição para a qual foi contratado. Insuficiente porque, tal como Fernando, esta bitola ainda não é tranquilizante. Tem que ter mais poder de choque a defender e mais veneno a atacar. Bater mais e mais verticalidade. Essencial.

Carlos Eduardo – Boa primeira parte, metendo talento em muitas jogadas e causando desequilíbrios. Esmoreceu no último quarto de hora da primeira parte e, na segunda parte, mal se viu. É visível que ganha conforto no jogo quando embala desde uma posição mais recuada. A rever o seu posicionamento. Mas mais importante que isso é esticar o seu jogo no espaço temporal da partida.

Varela – O lado lunar de Varela é longo e demora a passar.

Quaresma – Bom jogo, com raiva e ganas. Nem tudo saiu bem, mas mostrou vontade e autocontrolo. Até liderou a equipa, em alguns momentos, pela persistência com que disputava o lance. É, neste momento, o extremo mais fiável do FC Porto.

Jackson – Falhou um golo cantado. Marcou um golaço. É esperar que esta letargia que o apoquenta passe. Agora há jogo, há flanqueadores, há um criativo, há alegria, só falta a sua e o seu saber fazer.

Quintero – Percebo a aposta de risco de Luís Castro. Carlos Eduardo apagava-se e o FC Porto não podia recuar. Quintero levanta o estádio e precisa de crescer. Atirou-o para o jogo, fechou os olhos e confiou que ia dar certo. Quase deu. Muito risco? Muito. Mas nesta fase da época as árvores têm que crescer do dia para a noite. De jogo para jogo.

Ghilas – Ajudou mais o lateral que Varela. Trouxe verticalidade e diagonais. Já sabíamos que sacava cruzamentos de letra e que era um perigo a arrancar do flanco. Agora, também sabemos que é competente a defender. Para quando a titularidade, com o Varela numa fase lunar?

Herrera – Muito bem, Luís Castro não fechou a porta. Se fazia a mesma coisa? Não. Mas tentou um assalto final. Aquela transição que só o Herrera tem. Aquele lavrar de arado a rasgar a terra que chega de um lado ao outro do campo em pouco tempo.



Ficha de Jogo:

FC Porto: Helton, Danilo, Mangala, Maicon, Alex Sandro, Defour (Héctor Herrera, 87), Varela (Nabil Ghilas, 72), Fernando, Carlos Eduardo (Juan Quintero, 67), Ricardo Quaresma, Jackson Martinez
Treinador: Luís Castro

Nápoles: José Reina, Miguel Britos, Anthony Réveillere, Faouzi Ghoulam, Raúl Albiol, Valon Behrami, Marek Hamsik (Dries Mertens, 74), Henrique, José Callejón (Goran Pandev, 79), Lorenzo Insigne, Gonzalo Higuaín (Duván Zapata, 83)

Árbitro: Pavel Kralovec

Por: Breogán
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