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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Toque de M(é)dias



O bom vendedor
Não é pois quem vende,
É quem mais surpreende
Como promissor!

E em tais propostas
Nega-as por curtas!
Qu’as vendas estão certas,
Nas novas apostas!

E vender promessas
Por esses valores?
Que são os melhores
Vistos às travessas!

Ter o italiano
Que não joga nada…
Que a si se paga
Tão só neste ano?

Por vinte milhões
Queria-o a Roma!?
Mas é parca soma
Pr’a estes glutões!

Veja-s’o Cavaleiro
Que saiu por muito!
Mas nesse intuito
O valor é feio…

Dizem os franceses
Que foi só por três!?
É vendê-lo outra vez
A esses fregueses!

E com’o Roberto
Uma tripla venda,
Para que s’aprenda
O valor correcto!!

Queriam o Guedes?
Também só por vinte!
Pois qu’isto é acinte
Dizer “hádes, hádes”!

E o bom do Nico
Não saiu porquê?
Porque não há quem dê
Menos qu’o seu triplo?

E s’até ao Jonas
S’elevou a cláusula,
Porque quem lhe pega
Paga mais nas retomas…

E s’até o Lima
Só saiu por sete,
Foi porque s’investe
Em promessa plena…

Pois c’o esse guito
Veio o Raúl,
C’o laçarote azul
Em embrulho bonito!

Mas se por metade
E se nem chegou…
O Mendes amortizou
O valor na SAD…

E em tantas vendas
Em páginas a soldo,
Se virmos o bolo…
Sobram as emendas!!

Sim, qu’é tudo lucro
Nas vendas etéreas,
E em propostas sérias
O valor é bruto!!

É tudo certezas
De chorudos negócios!
E os pasquins são sócios
Em notícias “tesas”…

Qu’o desejo é farto
De muito lucrar…
Mas por s’apurar,
Nem um só lagarto?

Nada pois vendido
Lá por Alvalade…
Tanta mocidade
E nem um só crescido?

Um negócio visto
Como peixe graúdo!
C’o país está mudo
No qu’o Porto é disto!

Mais de cem milhões
De vendas “fictícias”,
Que mal dão notícias
Nessas comparações…

Pois no que comprou
Investiu a rodos!
E só com maus modos,
É que muito lucrou…

E por comparação
Mais vale a promessa,
Que vender “à pressa”
“Sem lucro” na mão!

E vender da equipa,
Sete jogadores!?
Muitos promissores…
Na casa dos trinta?!

É pois preferível,
Anunciar a venda,
Sem que dessa encomenda
Haja um transferível??

Tanta “Literatura”
Em ditos “jornais…
São todos iguais,
Só muda a “moldura”!

Dizem-se vanguarda,
Bíblias do desporto,
E o país está morto
S’a “imprensa” salva…

Como pois viver,
No meio da mentira,
Pr’a fingir cultura
Neste ensandecer?

Quem pois acredita
Na democracia,
Se é este a via
De quem “a” publica?

Há nisto a lógica
Da pura verdade?
É esta a sociedade
Que transport’a ética?

Pr’a vender jornais
Tudo lá s’inventa…
E o povo aguenta
Pois disso quer mais!?

Há qu’alimentar
O sonho incessante,
Qu’até do Cristante
Se pode lucrar?

É disto que gosta
O meu povo ignaro:
Qu’o valor é caro
Mas de grande aposta…

E que vai lucrar
Pois milhões a eito,
E o negócio está feito!!
É só publicar!!?

Por: Joker

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Comandante!

#LuchoGonzalez #FCPorto #Capitão 


Até sempre, comandante!
Foste a sombra do sucesso
Nesse teu passo gigante…
Que por mais anos, não esqueço!
 
O teu comando no jogo
A tua visão rectilínea 
Essa tua entrega, o arrojo
Na tua veia “assassina”!
 
Esse comando das tropas
Por liderança natural
Tantas vitórias denotas
Nesse percurso marcial!
 
Esse caminhar altivo
Num rosto solene e simpático
Que nesse combate, o cultivo
Mostrava o sentido táctico!
 
E nas decisões mais gravosas
Sempre esse rosto sincero!
Nas provas mais valorosas
Por sua entrega e esmero!
 
E em cada centímetro tatuado
O símbolo maior da linhagem!
Do Porto, o escudo gravado!
No traço da sua imagem!
 
Uma visão do sol Argentino
Nesse respaldar das pampas!
Um Lucho num rosto menino:
O Comandante das Antas!
 
Até sempre, Comandante!
Ficarás na nossa memória
O teu legado é bastante:
És parte da nossa história!

 

Por: Joker

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O mercado que tarda em mexer (Por Eddie the Head)





Com o aproximar da data de encerramento do mercado de Inverno, torna-se indispensável tomar algumas decisões quanto ao nosso plantel.






Antes de mais, é necessário resolver a situação de Kleber. Sendo um jogador que aparentemente não conta para Vítor Pereira, o seu anunciado empréstimo tarda em ser consumado. Essa confirmação abrirá portas à chegada de outro ponta de lança, sendo que o nome de Liedson já não é surpresa (chegou inclusive ontem ao Porto).

No entanto, a situação mais preocupante neste momento é a falta de soluções para as alas no ataque. Há cerca de um mês escrevi neste mesmo espaço um texto sobre o mercado de inverno, no qual salientei a importância da SAD ir buscar um extremo diferente daqueles que temos atualmente, jogador esse que pudesse entrar facilmente no onze titular. Neste momento esse jogador ainda não chegou e, pelo que se lê e ouve, não estará para chegar. E isso é preocupante.






Se analisarmos o futebol da nossa equipa atualmente, verificamos que temos um estilo de jogo bem definido e interiorizado por todos os jogadores, que mostram confiança em campo, um estilo de jogo pressionante sem bola e que, com ela, privilegia a possa da mesma em jogo de passe curto essencialmente. E temos jogadores para esse estilo. O problema é que temos jogadores apenas para esse estilo, e faltam na frente jogadores diferentes. Se olharmos para equipas de top que jogam desta forma, verificamos que o Barça tem um Pedro Rodriguez, um Alexis ou até um David Villa; o Arsenal tem um Walcott ou até um Gervinho. Isto deve ser olhado em perspectiva: não se pede um jogador deste calibre para o Porto, pede-se sim pelo menos um jogador com estas características. Um jogador que procure constantemente o espaço, sem bola, e que, com ela, assuma o um para um quando os jogos estão mais “mornos”. Alguém que nos possa permitir, por vezes, jogar doutra forma.

No plantel actual há 2 jogadores próximos de encaixar nesta definição:

o primeiro é Atsu; o ganês é rapidíssimo, mas está mais formatado para explodir com bola; não é muito comum vermos Atsu a procurar movimentos de rotura sem bola, prefere ir no um para um e ultrapassar o defesa em velocidade. Apesar disso, é um jogador que poderia encaixar na definição de “extremo diferente”, mas que atualmente não está cá.

- o segundo é Iturbe. O argentino tem todas as características para ser esse jogador: é muito rápido, remata bem, sabe procurar o espaço. Mas teima em não colocar as suas qualidades ao serviço da equipa, tentado ser aquilo que não está preparado para ser. Quer sempre fazer tudo sozinho, com a bola nos pés, quando o seu jogo sairia favorecido se procurasse mais o espaço e menos a bola. Isto, a juntar a outras questões mentais, fazem com que neste momento não seja opção e deva mesmo ser emprestado.

Os outros extremos do plantel são diferentes: Varela é cada vez menos explosivo, sendo cada vez mais um avançado; James é um criativo que gosta de andar por toda a frente de ataque, mas é lento e muito colectivo e Kelvin ainda é um miúdo, apesar de estar a ganhar minutos e confiança: pode ser o jogador dos desequilíbrios com bola no pé, mas nunca será o jogador que dará agressividade ao ataque, procurando constantemente o espaço.  

A ausência de um jogador assim faz com que o nosso jogo perca, muitas vezes, velocidade no último terço; dificulta também que jogos mais fechados sejam desbloqueados.

Isto torna-se ainda mais grave no actual momento, pois Atsu está ausente na CAN, James está lesionado e Iturbe já está na Argentina, teoricamente para ser emprestado. Também Kleber está lesionado, diminuindo ainda mais as opções ofensivas.

Esta é a principal lacuna do plantel e, aparentemente, não vai ser resolvido. Já nem vou mencionar a falta de um lateral direito suplente, porque neste momento é uma questão secundária.

Resta-nos esperar por uma surpresa, ou confiar em quem nos tão bem tem dirigido ao longo destes anos. 

Mas que estamos na presença de um plantel demasiado curto, isso parece evidente.


Por: Eddie the Head

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Iturbe e a ânsia que o consome (Por Eddie the Head)








Iturbe chegou ao F.C. Porto com o rótulo de “novo Messi”, considerado um prodígio do futebol sul-americano tendo sido, inclusive, a sua nacionalidade disputada entre Paraguai e Argentina. O seu valor era, portanto, enorme na América do Sul, não sendo por isso de estranhar que muitos portistas acreditavam que o jovem ia entrar quase de caras no 11 campeão nacional.





Com o passar do tempo e algumas dificuldades de adaptação, fez-se o paralelismo com James Rodriguez, outro jovem portista que passou por um período semelhante, em que esteve vários meses sem jogar antes de começar a surgir na equipa. Contudo foi-se percebendo que eram casos diferentes, porque o argentino acabou a época com poucos minutos de jogo e esteve sempre fora nos momentos importantes.

Arranjaram-se vários culpados, desde a equipa técnica à direção, foi dito que este foi um caso muito mal gerido, mas a qualidade de Iturbe raramente, ou mesmo nunca, foi posta em causa pelos adeptos.

No arranque desta época começaram a surgir várias teorias sobre a sua escassa utilização, invocando interesses superiores para a sua escassa utilização, teorias essas que não contesto, mas que voltaram a aumentar a expectativa de alguns adeptos quanto ao jogador.

No entanto, a equipa B acabou por ser muito importante, tanto para Iturbe, como para os adeptos.

A ideia que sempre me deu era a de que Iturbe é um miúdo que se esforça, luta muito, treina, mas sempre acreditou naquilo que se dizia dele. Acreditou que podia chegar perto do nível de Messi, que era um prodígio do futebol, acreditou que já era capaz de singrar na Europa. Perante tudo isto, o jovem argentino esperava ter oportunidades com alguma facilidade, e terá até tido alguma arrogância na hora de aprender, o que lhe terá dificultado a evolução.



Contudo, quando começou a ter jogos consecutivos na equipa B, perceberam-se algumas das limitações de Iturbe: tecnicamente está longe de ser um dotado, prende-se ainda muito à bola mas a verdade é que não resolve nada com ela, mesmo na equipa B. Não é um jogador de bola colada no pé, apresenta até algumas dificuldades em termos de qualidade de passe e tem imensas limitações em termos de visão de jogo. A juntar a tudo isto, o jovem jogador tem sido prejudicado por uma enorme ânsia de se mostrar, parecendo por vezes um jogador mais limitado do que aquilo que realmente é. Esta ânsia faz com que Iturbe se prenda muito à bola, querendo fazer tudo sozinho e muito rápido, parecendo com isto um jogador ainda menos técnico, mais trapalhão e sem qualquer noção ofensiva dos jogos.



Estes jogos da B foram, para Iturbe, como bater contra uma parede e terá, certamente, percebido que está longe do nível que julgava ter. E já se vê um Iturbe mais disponível em campo, com uma capacidade de luta bastante superior e até nas suas declarações parece mais conformado com a luta que tem pela frente.

Do lado dos adeptos percebeu-se que afinal não estava aqui um novo Messi, mas sim um possível bom jogador no futuro, mas que tem ainda um enorme caminho à sua frente.

Iturbe tem qualidades: é muito explosivo, quando arranca é muito difícil de ser parado, aparenta ter um excelente remate a média distância, cruza bem e tem por onde crescer tecnicamente. Mas não é um prodígio técnico, não é daqueles jogadores que só de tocar na bola se percebe que está ali um talento. E isso é mais uma razão para que o trabalho de Iturbe seja redobrado. Esta equipa B pode ter-lhe aberto os olhos, para que se possa tornar num bom jogador. Tem de tirar da cabeça os Messis deste mundo, porque ele é doutro campeonato mas ainda nos pode ser útil.







Perante isto até se tem falado, nos últimos dias, duma suposta cedência do jogador. Estou contra esse cenário, porque o jogador neste momento tem margem para evoluir na equipa B, e mesmo noutro clube da primeira liga não é certo que seja titular. Emprestá-lo para a Argentina seria um erro ainda maior, um retrocesso na sua evolução.





Iturbe deve continuar cá e deve manter a humildade que ultimamente aparenta ter. Só assim se tornará importante no clube. 




Por: Eddie the Head
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