domingo, 21 de abril de 2013

FC Porto 40 - 20 Sp. Horta - Muda aos 20 e acaba aos 40!









O FC Porto recebeu e cilindrou a equipa do Sp. Horta na 5ª jornada desta fase final. Com este resultado recupera a liderança em igualdade pontual com um clube que equipa de vermelho.






Sabendo do resultado do nosso rival, este jogo poderia ser o da nossa recolagem. Os nossos atletas sabiam-no e desde o 1º minuto que foram em busca desse objectivo.

Entramos com uma novidade no nosso 7 titular, Sérgio Rola foi titular, substituindo Ricardo Moreira, provavelmente ainda a recuperar da lesão sofrida ao serviço da selecção portuguesa.

Existe um ditado que refere que o ataque ganha jogos e a defesa ganha campeonatos. Hoje os tetracampeões mostraram que uma defesa sólida também ganha jogos. Fomos brilhantes na defesa. Só nos primeiros minutos, meia dúzia de intersecções e outros tantos blocos. E, quando a bola passava, um guarda redes seguríssimo. 

No ataque tudo como previsto. A defesa proporcionava rápidas saídas no contra-golpe que íamos aproveitando com sucesso (destaque para Rola na conclusão dos lances deste género) e, quando em ataque organizado sabíamos aproveitar o momento certo para rematar. Spínola principalmente teve jogadas de elevada execução técnica. Está em grande forma.

Por estes motivos não foi de admirar que aos 10 minutos o resultado já nos era favorável por 7 - 4. Parece pouco após tamanha supremacia? Nem por isso, se repararmos que 3 dos golos sofridos foram de livres de 7 metros e 1 após um ressalto. 

Se o 1º terço desta primeira parte foi de grande nível  até ao intervalo foi ainda superior. Uma superioridade inquestionável.  Podemos facilmente verificar isso pela marcha no marcador. Aos 20 minutos o resultado era já de 15 - 6, um parcial de 8 -2. Ao intervalo a diferença ainda era mais evidente. 20 - 7, apenas 1 golo sofrido nestes 10 minutos. Nenhuma equipa que não tenha atletas de qualidade e com uma sede de vitória e entrega ao jogo como a nossa, o conseguiria. 

De realçar, que nesta primeira parte, todos os atletas de campo (excepto Ricardo Moreira) tiveram tempo de jogo. Acho que isto nos  faz sentir ainda mais orgulho. Vermos os nossos jovens, alguns com idade de júnior, a entrar em campo numa fase final e continuar a boa exibição até então, só nos pode deixar confiantes com o nosso futuro e com o trabalho realizado por Obradovic.


Começa a 2ª parte com os que iniciaram a partida, apenas com a já habitual troca de guarda-redes. E, tal como em todo o jogo, a superioridade foi abissal. Aos 5 minutos, o marcador mostrava 25 - 9. Elias, que até então tinha estado infeliz na finalização, marcou 3 golos seguidos, o últimos deles numa bonita jogada aérea dos nossos atletas. 

O nosso pior período no jogo (bem, sejamos justos, o menos bom período) ocorreu a meio desta 2ª parte. Normal, muitas alterações, algum relaxamento e a tentativa de brindar o público no Dragãozinho com golos rápidos de  belo efeito. Felizmente, foi curto este período, uma meia dúzia de ataques.

Sensivelmente aos 15 minutos deu-se um caso que não era necessário. O treinador do Sp. Horta foi expulso por palavras à mesa. Não me apercebi se houve ou não motivo, pessoalmente não ouvi nada e estava ali perto, mas foi desnecessário. A equipa açoreana viaja com pouco staff (a equipa médica do nosso clube assistia ambas as equipas por exemplo), não tinha mais nenhum técnico no banco. Como isto aconteceu, nem desconto de tempo puderam pedir. Vamos partir do pressuposto que foi uma expulsão justa. O treinador adversário não teve nenhum motivo para se queixar e deixou a equipa ainda mais fragilizada. 

Nos últimos 10 minutos, Obradovic já tinha os mais rotinados a descansar, e um mar de jovens (bem auxiliados sempre por alguém experiente) em campo. Tal como antes resultou e de que maneira. Novamente apenas 1 golo sofrido neste tempo. Muito bem, excelente espirito competitivo.

O resultado final de 40 - 20 mostra claramente a diferença de qualidade entre os conjuntos. Na parte que nos toca, se é que tal ainda era necessário, serviu para constatar que estamos na luta e que tudo daremos para o inédito penta.

Arbitragem sem problemas, ainda que com falhas pontuais. 

Destaque individual é complicado, todos estiveram bem. Mas uma referência para o hoje titular Sérgio Rola. Foi o único a fazer os 60 minutos e esteve muito bem. Finalizou muitas jogadas e esteve abnegado a defender. Tem crescido muito e é cada vez mais uma aposta segura. 

Uma última nota para outra modalidade

Ontem o hóquei do FC Porto trouxe de Réus uma desvantagem miníma (2 - 3) nos quartos de final desta edição da "Champions hoquista". Virar este resultado está perfeitamente ao nosso alcance. Será ainda mais possivel se conseguirmos encher as bancadas no apoio aos nossos. É um sonho que já perseguimos há alguns anos e que juntos temos hipóteses de a conquistar. Fica aqui o repto a todos nós...  


Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Hugo Laurentino, Sérgio Rola (7), Wilson Davyes (2), Gilberto Duarte (4), Tiago Rocha (3), Elias Nogueira (3) e Pedro Spínola (5)
Jogaram ainda: Alfredo Quintana, Nuno Carvalhais, João Ramos, João Ferraz (3), Filipe Mota (3), Belmiro Alves (2), Daymaro Salina (6) e Hugo Rosário (2). 


Por: Paulinho Santos

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