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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

FC Porto 28 - 24 derrotados - A força dos Campeões.


Hoje estamos portistas felizes e orgulhosos da nossa equipa. Por muitos motivos. 

Ontem ganhamos aos que odiamos, mostramos que somos os melhores. Só isso chegava. Mas temos muito mais para sorrir. Mostramos a raça, a garra que muitos desejam mas poucos a têm. Vimos o nosso futuro a entrar e no alto dos seus 17 anos a lutar com competência na defesa e a espalhar magia no ataque. Vimos o nosso público a dizer presente e com uma postura exemplar. Bancadas praticamente cheias, apoio do primeiro ao último minuto, mesmo quando as coisas não estavam a sair bem. Tudo perfeito!

Foi um jogo a contar para a 11ª jornada, a última da 1ª volta. Tínhamos vencido todos os anteriores e igualamos o anterior registo de vitórias consecutivas. Vínhamos de um apuramento muito saboroso em Espanha. 

Podia haver algum cansaço mas era com otimismo que se encarava este jogo. Como sempre, o público aderiu, praticamente enchendo todos os lugares disponíveis.

Temos de reconhecer que entramos muito mal na partida. Defensivamente com dificuldades em parar Semedo e Borragan. Ofensivamente com dificuldades em organizar e pouco acertados no remate. Estivemos em desvantagem desde o 1º minuto. A meio da 1ª parte o resultado mostrava um 2 - 7. Apenas 2 golos marcados em 15 minutos é pouco, muito pouco para nós mas ilustrativo das dificuldades que sentíamos. 

A juntar às dificuldades sentidas pelo próprio jogo sofríamos também com as exclusões constantes. 

Ainda conseguimos recuperar no marcador e reduzir a desvantagem, pelo que ao intervalo apenas 2 golos separaram as duas equipas. 11-13.

Nestes minutos de intervalo um motivo de orgulho. Ninguém naquele pavilhão deixava de estar convicto que íamos dar a volta. Todos estávamos confiantes. Não havia assobios, não havia descontentamento. Havia apoio, estávamos com a equipa.

Enquanto uns recolheram ao balneário, alguns suplentes na 1ª parte foram aquecer como habitual. E sobre o  aquecimento permitam-me uma nota. Segui o aquecimento dos que começaram a suplente. Por vezes a postura corporal de um jogador diz tudo. Não sei se assim será mas quase aposto que Miguel Martins é portista desde o berço. Se não tem essa felicidade, pelo menos é certamente agora. A cara dele dizia tudo. Mudou os equipamentos para o banco certo, pegou numa bola e começou a aquecer. Tudo de rosto fechado, afinal estávamos a perder. Dá umas corridas, recria-se com a bola e expira fundo. Estava libertada a tensão. Durante o aquecimento a expressão foi mudando. Estava pronto...


Recomeça o jogo e estivemos perto de empatar a 13. Tivemos duas oportunidades para tal mas não conseguimos. O visitante a cada ataque dispôs de livres de 7 metros. Voltaram a destacar-se com um parcial de 0 - 3. Estávamos novamente com 4 golos de desvantagem e tinham passado mais 10 minutos.

Obradovic faz alterações. Uma dessas foi Miguel Martins. Na defesa ia bater-se com Borragan, o jogador que mais problemas estava a causar. No ataque ia coordenar os nossos movimentos. 

O jogo começou a mudar a partir daqui. Um parcial de 4 - 0 levou-nos ao primeiro empate depois do inicio do jogo. Golos de Gilberto (2), Miguel Martins e finalmente um contra-ataque de Ricardo Moreira a fazer o 17 - 17. Estava feito o mais difícil.

A 10 minutos do final, e após novo parcial de 4 - 0, já vencíamos por 24 - 21. Nem os gêmeos do apito (fraca exibição) conseguiu travar esta vantagem.

Vários destaques nesta fase. Quintana estava bem na baliza. Laurentino entrou e defendeu um livre de 7 metros de Dario. Gilberto estava de mão quente (acabou com 8 golos, o melhor do jogo), Miguel Martins estava brilhante a defender e no ataque distribuía passes fenomenais para os 6 metros. Ele próprio também marcava. Estava a fazer um jogaço!

O Dragãozinho estava em êxtase. A vitória já não ia fugir. Os cânticos, que estiveram sempre presentes, continuavam com força. Os jogadores davam tudo desde o inicio do jogo. 

Foi em festa que começou e foi em festa que acabou. 28 - 24. 11 vitórias consecutivas. Liderança muito confortável, importante para garantir o factor casa nos playoff (e numa casa como esta ninguém passa). 

Já várias vezes elogiamos esta equipa. São justos, dão valor ao emblema que envergam. Recuperaram de uma desvantagem grande e venceram. Tiveram garra e talento. Sabemos que irá chegar um dia que não vão ganhar. Pela postura desta equipa talvez não seja tão brevemente como isso. Mas uma certeza fica. Nesse dia, as camisolas vão sair muito suadas e sob aplausos do nosso público.

Sábado temos novo jogo com a recepção ao Passos Manuel. Uma vitória dá-nos o recorde de vitórias consecutivas. Não dá títulos mas é uma marca agradável.

Uma nota final. Hoje realizou-se o sorteio da fase de grupos da Taça EHF. Defrontaremos o Vojvodina da Sérvia, o poderoso conjunto alemão do Fuchse Berlin e o Skjern da Dinamarca. Veremos o que conseguimos fazer também na Europa... 





FICHA DE JOGO 

FC PORTO-BENFICA, 28-24
Andebol 1, 11.ª jornada
3 de Dezembro de 2014
Dragão Caixa, no Porto

Árbitros: Daniel Martins e Roberto Martins

FC PORTO: Hugo Laurentino (g.r.); Gilberto Duarte (8), Yoel Morales (3), Daymaro Salina (1), Ricardo Moreira (3), Alexis Hernandez (3) e Mick Schubert
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), Nuno Roque (2), João Ferraz (2), Hugo Santos (2)
Edgar Landim, Miguel Martins (4), Wesley Freitas e Nuno Gonçalves
Treinador: Ljubomir Obradovic

BENFICA: Vicente Álamo (g.r.), Javier Borragan (7), Tiago Pereira (1), António Areia, Dario Andrade (5), Elledy Semedo (6) e José Costa (2)
Jogaram ainda: Hugo Figueira (g.r.), Davide Carvalho (1), João Pais, Cláudio Pedroso (1), Paulo Moreno (1), Alexandre Cavalcanti e Flávio Fortes
Treinador: Mariano Ortega

Ao intervalo
: 11-13



Por: Paulinho Santos

domingo, 22 de dezembro de 2013

ABC 25 - 22 FC Porto - Díficil de explicar







O FC Porto deslocou-se a Braga este sábado para defrontar a equipa do ABC em jogo da 17ª jornada. Entrávamos nesta jornada na liderança, pelo que se esperava que tal se verificasse no fim da mesma. Tal não aconteceu e neste momento estamos em 4º lugar, embora a 2 pontos apenas da liderança.





Como referimos no título deste texto é um jogo díficil de explicar. Sabíamos que seria um jogo muito complicado, a equipa bracarense está em grande forma e é bem conduzida pelo nosso conhecido Carlos Resende. Somos melhores colectiva e individualmente, penso que é unânime. 

Ontem isso não aconteceu, nem como equipa e foi uma noite má para alguns jogadores chave. 

Eles foram melhores, tiveram mais garra, foram mais concentrados e souberam ultrapassar os obstáculos com que se foram deparando. Naquilo que nos interessa, a nossa equipa, só podemos lamentar o jogo de ontem. A ausência de Obradovic do banco não é justificação, Ricardo Costa sabe muito bem o que faz. O cansaço também não, já ultrapassamos períodos mais complicados e saímos vitoriosos. As lesões? Ontem Schubert até regressou... Quem nos costuma ler sabe a admiração que temos por esta equipa. Ela mantém-se obviamente. São talentosos, determinados e convém não esquecer somos penta-campeões. Por tudo isso, temos fé que este tenha sido apenas uma má noite.

Vamos ao jogo. Como quase sempre, um bom ambiente no Flávio Sá Leite. Os nossos adeptos a fazerem-se ouvir no apoio à equipa. 

A partida inicia-se e desde cedo é jogado a um ritmo intenso. Os primeiros minutos são equilibrados. A nossa defesa distribuia-se no já habitual 6*0. A equipa bracarense inicia numa defesa 5*1.

Embora o jogo estivesse equilibrado, o ABC logo nos primeiros minutos conseguiu uma vantagem superior a 1 golo, com um 4 - 2. Hugo Santos com um remate aos 6 metros do seu posto reduziu logo no ataque seguinte. Foi assim que chegamos aos 5 minutos, com um 4 - 3 no marcador.

Notava-se que a nossa equipa estava ansiosa. Nota disso é o golo que nos fez ficar a perder por 3 pela 1ª vez. Estávamos nós no ataque. Um passe é executado à queima e o adversário faz uma intercepção. Segue para a baliza e facilmente consegue bater Laurentino. Era o 6 - 3.

A juntar a isso, sofríamos agora uma série de exclusões e 7 metros contra. Primeiro Alexis, logo a seguir Gilberto. Foram 4 minutos quase consecutivos a jogar apenas com 6. Se já estava complicado pior era assim. Contudo, a equipa ia-se aguentando. No fim destes minutos com menos jogadores o resultado era de 9 - 5.

A equipa bracarense tinha alterado o seu sistema defensivo, apresentava-se agora num 6*0. A nossaa equipa mostrava-se sem ideias para ultrapassar com sucesso esta muralha em ataque organizado, Pesqueira com sempre ia batendo e como habitualmente muito ia passando. Raríssimas vezes também o conseguíamos em contra-ataque. 

Todos estes factores foram decisivos para o avolumar deste atraso no resultado. A desvantagem ia crescendo. Pouco depois dos 20 minutos de jogo atingiu os 6 golos (13 - 7). Podia até ser mais um, mas um desconto de tempo pedido por Carlos Resende anulou (bem) mais um golo sofrido.

Ricardo Costa não estava a gostar e tenta encontrar soluções. Quintana entra para a baliza, Schubert entra para o lugar de Hugo Santos e Hugo Rosário está presente também nos processos ofensivos. 

O ontem treinador tentou, testou outras peças. Mas nem assim conseguíamos. Ao intervalo perdíamos por 5 golos (15 - 10). Tínhamos de ser uns gigantes para levar um bom resultado. Não era impossivel, o ano passado fizemos igual contra o mesmo adversário e igualmente num jogo fora. 

Os primeiros minutos do segundo tempo continuaram a não correr bem. Nem um golo marcado até aos 5 minutos. Pior, como sofremos 1 a diferença era agora de 6 golos.

Temos de realçar que a nossa equipa nunca baixou os braços, entregou-se a esta luta. Bateram-se como puderam. A verdade é que paulatinamente, nos íamos aproximando no marcador. A 15 minutos do fim só 3 golos nos separavam. Ainda era possivel. Era uma luta intensa. 

Esta diferença de golos foi-se mantendo quase sempre. Quando a podíamos baixar deparámo-nos com um Humberto Gomes ontem a bom nível. No final do tempo o resultado era de 25 - 22.

O campeonato sofre agora um interregno. A próxima jornada é apenas no dia 18 de Janeiro na recepção ao Ismai. Não estamos no lugar que ambicionamos mas estamos muito a tempo de o conseguir. Os adversários ainda vão perder pontos nesta 1ª fase, podemos até conseguir terminar o campeonato regular na liderança. Vamos à luta...



Equipa e marcadores:

Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (4), Wilson Davyes (1), Tiago Rocha (2), Hugo Santos (2), Ricardo Moreira (6) e Pedro Spínola (1). 

Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), João Ferraz (1), Alexis Hernandez, Hugo Rosário (2), Miguel Sarmento e Mick Schubert (3)



Por:Paulinho Santos

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Avanca 20 - 31 FC Porto - Jogo fácil e conseguido

O FC Porto deslocou-se esta noite ao Pavilhão Comendador Adelino Dias Costa para defrontar o Avanca em jogo em atraso do campeonato nacional de Andebol. Como era esperado, ganhou com tranquilidade e está empatado na liderança com 43 pontos, tal como o Sporting. 

Desde cedo a supremacia dos nossos atletas foi bem visivel. Ricardo Moreira inaugurou o marcador da linha de 7 metros e pouco depois Gilberto aumentava a vantagem.



Foi com este resultado de 2 - 0 que chegamos aos 5 minutos. Laurentino começava-se a evidenciar com um punhado de grandes defesas que ia adiando o 1º golo adversário.

A nossa equipa ia alternando o seu esquema defensivo entre um 6*0 e um 5*1. A nenhum dos esquemas a Avanca conseguiu criar dificuldades. Ofensivamente, mesmo sem intensidade máxima e com uma ou outra falha técnica, íamos encontrando com relativa facilidade auma forma para ir marcando assiduamente.

Assim, aos 10 minutos a diferença era já de 4 golos (6 - 2).

Não estava um jogo que apelasse pela competitividade, mas tinha outros interesses. Os pormenores técnicos dos nossos atletas era um deles. Exemplo disso foi o nosso 7º golo, com uma grande recepção a uma mão de Tiago Rocha para uma finalização de nível.

Aos 20 minutos tínhamos o dobro dos golos da equipa visitada, 12 - 6.

Obradovic ia começando a rodar a equipa. Hugo Rosário já ia entrando para os processos defensivos e Belmiro Alves entrou também na partida. Era um justo prémio para estes jovens e um igualmente merecido descanso para quem tem tantos minutos este ano.

Os penta-campeões estavam bem defensivamente, concentrados e pressionantes, obrigaram algumas vezes o Avanca a jogar na iminência de jogo passivo. Apenas baixaram a guarda nos últimos minutos antes do intervalo, que permitiu que marcassem em 10 minutos o mesmo que haviam marcado em 20. 

Ao intervalo, o marcador mostrava um 12 - 6 favoravel ao nosso clube.

No recomeço, várias alterações. Além da já habitual troca de guarda-redees, entrava Miguel Sarmento. Vasco Santos entrou igualmente.

Não foi um grande inicio. Nos primeiros 2 minutos, 2 golos sofridos. Contudo uma exclusão de um jogador adversário levou a que a vantagem de 5 golos fosse novamente reposta. Aliás, nós tivemos igualmente duas exclusões quase seguidas e nem assim a diferença no marcador parava de aumentar. Ao fim dos primeiros 10 minutos o marcador mostrava 15 - 22.



Defensivamente estávamos ao melhor nivel. Quintana começava uma exibição brilhante com várias defesas seguidas, basta dizer que nos 23 minutos que esteve em campo sofreu 6 golos. E nas circunstâncias que já falaremos...

A mesa de jogo pediu à dupla de arbitragem para expulsar Obradovic. Eles acederam e mostraram o cartão vermelho ao nosso técnico por protestos. Não se entende muito bem o motivo. Como nessa altura já tínhamos uma exclusão, ficamos apenas com 4 jogadores de campo. Mas nem assim eles se aproximaram, nós marcamos logo no ataque seguinte. Eles marcariam pouco depois mas de 7 metros.

A diferença de 2 digitos surgiu a cerca de 10 minutos do fim, após um golo de Spínola. 


A nossa equipa era já um mar repleto de jovens talentos. Na baliza João Moniz tinha entrado. Jogadores de campo nenhum tinha começado o jogo. Destaque para os primeiros minutos de Miguel Batista, um lateral esquerdino.

No fim do jogo 11 golos de diferença, 20 - 31.

Uma última nota para o público portista presente. Excelente atitude. Muito apoio, sempre com cânticos. Foi dito que nesse grupo de adeptos estava uma comitiva pela casa do FC Porto que se deslocou de Estarreja. Deram espetáculo e mostraram como é importante a existência das nossas casas. 


Equipa e marcadores:

Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (5), Wilson Davyes (5), Tiago Rocha (2), Hugo Santos (3), Ricardo Moreira (4) e Pedro Spínola (6) 

Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), João Moniz (gr), Ricardo Mourão (1), Vasco Santos (1), Belmiro Alves, Hugo Rosário (2), Miguel Sarmento (1) e Miguel Baptista (1)



Por: Paulinho Santos

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FC Porto 23 - 25 Regime - Muito campeonato para jogar

O FC Porto recebeu esta noite aqueles seres no nosso Dragãozinho para a 14ª jornada da fase inicial do campeonato. O resultado não foi o desejado mas tudo continua igual, seremos Hexa. 
Temos um jogo em atraso com o Avanca, ganhando, ficamos a 1 ponto destes reles seres. 

O 7 inicial reservou-nos algumas mini surpresas. Tiago Rocha e Wilson não estavam de início. Não foi uma surpresa completa, sabemos que ainda estão limitados fisicamente. Também Schubert não entrou, mas essa ausência era certa. Na baliza começou Laurentino, ao contrário dos últimos jogos.

O Dragãozinho esteve quase cheio e com um público excelente. Apoiar sempre, com fervor e a dar aquela força extra.


A nossa equipa entrou a bom nível. Um golo de João Ferraz e outro de Gilberto, intercalados por uma defesa de Laurentino garantiram-nos uma vantagem inicial. Aos 5 minutos o resultado era-nos favoravel por 3- 1.

Defensivamente, o nosso 6*0 estava compacto, era dificil penetrar. Assístiamos às trocas habituais nestes momentos. Spínola só estava no ataque, Rosário na defesa. Os coisinhos apostavam quase sempre na entrada de um ponta para o lugar de pivot para tentar abrir espaço, raramente o conseguiram. Apenas um senão, estávamos a permitir alguns contra-ataques deles. No nosso ataque apostávamos sobretudo na nossa 1ª linha. Expectavel, Tiago Rocha ainda não recuperou a forma, falhou algumas recepções, algo nada usual no nosso atleta. Além disso a dupla de arbitragem estava a permitir agarrões, empurrões à defensiva visitante.

O jogo manteve-se sempre com uma vantagem de 1/2 golos para o nosso lado. Aos 15 minutos o resultado era de 7 - 5. Por esta altura a nossa equipa estava claramente por cima do jogo. Mesmo com menos 1 em campo (as eclusões sucediam-se nestes minutos) eles não se aproximavam. Aos 20 minutos o resultado era de 8 - 6.

A dupla de Braga estava com um critério duplo incrivel. Damos 2 lances que ocorrem à passagem dos 20 minutos para exemplificar. O Porto recupera a bola, Gilberto sai no contra-ataque e é agarrado, cai. Apenas falta, quando se isolava. Inacreditável! Na sequência do nosso ataque, Tiago Rocha leva 2 minutos por empurrão bem menos violento. Mais escandaloso ainda foi não verem um empurrão a Hugo Santos num outro contra-ataque. Pior, Obradovic ainda levou um amarelo. A parcialidade no jogo passivo foi também evidente. Não os podemos culpar atenção. Relembremos a 1ª mão e aquele comunicado que os coisinhos lançaram onde se queixaram de um dos árbitros ser adepto do nosso clube. Esqueceram-se de referir que a página de uma rede social do outro árbitro mostra uma clara preferência pelos coisinhos. A arbitragem foi normal, justa, elogiada até. A dupla ainda está suspensa... Estes sabem arbitrar, mas na dúvida é sempre para o mesmo lado... Azar terão de nos ver festejar o hexa, acreditem. Atenção, não foi por eles que perdemos, mas não estiveram nada bem.

Aos 25 minutos o resultado era de 10 - 7. Com mais um marcado logo a seguir a diferença atingiu pela 1ª vez os 4 golos. Que se matve até menos de 2 minutos do fim (12 - 8).

Contudo uma desatenção defensiva e uma perda de bola inocente de Gilberto deixou que eles se aproximassem. Ao intervalo 12 -10.



Na 2ª parte a habitual troca na baliza, entra Quintana. 

Foi um péssimo reinício de jogo. Estávamos irreconhecíveis, sobretudo na defesa. A vantagem de 2 golos com que entramos, ao fim de 5 minutos era já uma desvantagem de 1 golo (12 - 13). Que raio se passou? Porquê esta entrada? 

A forma como defendíamos tinha descido imenso de qualidade. Tornava impossivel recuperar assim, mesmo marcando no ataque seguinte voltávamos a sofrer. Assim aos 15 minutos deste segundo tempo perdíamos por 2 (16 - 18). Um parcial de 4 - 8. 

Conseguimos, com dificuldade empatar a 20 quando ainda faltavam 10 minutos. Quintana, o salvador em tantos jogos não estava a acertar. O treinador faz reentrar Laurentino.

Contudo, voltamos a permitir que conseguissem 2 golos de vantagem. Notava-se cansaço e as falhas técnicas sucediam-se para nós nesta fase. Não nos lembramos de um jogo em que tivéssemos falhado tanto neste aspecto como nestes minutos finais, nos últimos anos é certamente um mau record.

No final 23 - 25. Os 15 golos sofridos no 2º tempo foram-nos fatais. Foi um dia mau. 

Nada está perdido nem ganho, o campeonato ainda nem na 2ª fase entrou. Vamos muito a tempo para festejar de novo. Temos treinadores e jogadores para isso. E as lesões não vão durar para sempre...


FICHA DE JOGO
 
FC PORTO VITALIS-regime, 23-25
Andebol 1, 14.ª jornada
4 de Dezembro de 2013
Dragão Caixa, no Porto
 
Árbitros: César Carvalho e Daniel Freitas (Braga)
 
FC PORTO VITALIS: Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (5), João Ferraz (6), Pedro Spínola (4), Ricardo Moreira (cap., 4), Alexis e Hugo Santos (2)
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), Tiago Rocha, Wilson Davyes (1) e Hugo Rosário (1)
Treinador: Ljubomir Obradovic
 
regime: Vicente Álamo (g.r., cap.), Danil Chernov, Carlos Carneiro (2), António Areia (2), José Costa (2), Inácio Carmo e Dario Andrade (5)
Jogaram ainda: Davide Carvalho, Tiago Pereira (1), Cláudio Pedroso (8), Elledy Semedo (5) e Álvaro Rodrigues
Treinador: Jorge Rito

Ao intervalo: 12-10   


Por: Paulinho Santos

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

FC Porto 24 - 25 Águas Santas - Após 4 anos, a derrota em casa








O FC Porto recebeu hoje à noite o Águas Santas para a 4ª jornada do campeonato nacional. Teve um mau dia e perdeu, após 4 anos e 60 encontros invictos. Perdeu não só o jogo como a liderança para o rival desta noite. Sem alarmismos, um dia iria acontecer. Foi hoje. Felizmente estamos muito a tempo de rectificar este resultado, foi numa fase numa prematuera da época.





Perante pouco público (o que para outros emblemas é uma boa casa, no nosso Dragãozinho já é pouco) a equipa penta-campeã entrou em campo com o 7 esperado. Não haveria muito por onde escolher, este 7 tem sido sempre o inicial.

Desde cedo se percebeu que não seria fácil, o Águas Santas tem uma boa equipa, vinha motivada e disposta a aproveitar o nosso notório cansaço.

Mesmo assim, entramos bem, com intensidade na nossa defesa 6*0, sempre atentos às tentativas de jogo para os 6 metros e a reagir a tempo a remates da 1ª linha. Aliás, logo no º ataque do encontro realizámos 2 blocos. Outros se seguiriam.

Ofensivamente a equipa entrou cansada e com muito azar. As bolas ao poste iam-se sucedendo. Gilberto Duarte, Schubert, ferraz e Tiago Rocha viram remates seus serem devolvidos pela madeira da baliza durante o 1º tempo. Sem nenhum exagero, no minímo foram uma meia dúzia de remates a terem esse destino.

Aos 5 minutos, uma vanntagem minima por 2-1. João Ferraz mostrava-se bem neste momento, tem estado de mão quente. Evolui a cada jogo e da forma que joga muitas vezes esquecemo-nos da sua juventude. Melhorou muito quer defensiva, quer ofensivamente. 

A equipa maiata apostava em ataques longos embora com rápidas trocas de bola. Foi uma boa estratégia, obrigou-nos a muito trabalho defensivo.  Ofensivamente começava-se a notar o que temíamos, o cansaço. Muitas falhas técnicas devido a erros no passe, lentidão de processos e poucos víamos as já famosas saídas rápidas para o ataque. Era notório que estavam a surgir os efeitos de 4 jogos de alta dificuldade em 9 dias com uma viagem à Dinamarca pelo meio com todas as condicionantes de lesões já conhecidas.

Obradovic começou cedo a rotação da equipa cedo. Além do já habitual Salina, o jovem Belmiro também entrou nestas trocas. É importante que apareçam. Além de manter o nível de jogo proporcionou alguns minutos à intensamente sacrificada 1ª linha. 

A meio da 1ª parte ainda mantinha-mos a vantagem minima (7 - 6). Além do já citado João Ferraz é de destacar também as grandes defesas que Laurentino fez neste período. Apenas a 5 minutos do intervalo nos vimos em desvantagem (na altura 9 - 10).

Ao intervalo ainda um golo atrás, 10 - 11 no marcador.




Os primeiros minutos após o regresso dos balneários não foram os mais felizes. O exemplo das primeiras jogadas do reinício mostra isso mesmo. Uma falha na finalização de Gilberto Duarte. Na resposta eles marcaram após um livre de 7 metros. Bola ao meio e novo ataque nosso. O resultado foi o mesmo: remate de Gilberto para fora. Foi de facto uma noite infeliz do nosso nº 5. Ele que tantas e tantas vitórias já nos deu, o MVP de muitos jogos e campeonatos hoje esteve desastrado no remate...

Obradovic conhece bem o seu atleta e chamou-o ao banco para descansar e reencontrar o seu jogo habitual. Aproveitou e alterou o sistema. Em alguns ataques Salina juntou-se a Tiago Rocha, tendo assim 2 pivots.

Resultou, estávamos melhor ofensivamente. Aos 5 minutos desta etapa complementar chegamos ao empate num contra-ataque finalizado por Ricardo Moreira, após acção defensiva de Tiago Rocha (mais um bom jogo, talento e dedicação em todos os momentos).

Mesmo com a nossa melhoria exibicional o equilibrio continuava. Apenas já depois dos 12 minutos uma vantagem nossa por 18 - 17.

Seguiu-se o nosso meljhor período. Não ficamos pela vantagem miníma. Boas acções defensivas e o acerto de Schubert, 1º de livre de 7 metros e depois de contra-ataque (finalmente saíam) deu-nos uma vantagem de 3 golos.

Contudo desperdiçamos esta segurança na última metade deste 2º tempo. A 10 minutos do fim era apenas 1 golo de vantagem (22-21). 

Continuamos a falhar muito no nosso ataque. Nos 5 minutos seguintes, apenas 1 golo nosso e um empate a 23 golos. valeu-nos Quintana que com excelente defesas nos mantinha na luta pelo resultado.

O caso do jogo surgiu já nos 3 minutos finais. Um livre de 7 metros mal marcado, muito mal marcado, não havia motivo para tal deu-mos uma desvantagem de 2 golos. A arbitragem que até então tinha sido muito boa, borrou a pintura. 

Tínhamos já pouco tempo mas como sempre fomos à luta. Tiago Rocha marcou e era agora apenas um golo de diferença. Não podíamos falhar na defesa agora. Não marcaram, Quintana mais uma vez defendeu. 

Faltava um minuto e a bola era nossa, dependia do nosso ataque. Desconto de tempo pedido pelo nosso técnico. Ricardo Moreira a guarda-redes avançado para o último ataque.

Neste último ataque, conseguimos uma boa troca de bola, conseguimos criar uma boa situação de remate. Infelizmente neste aspecto falhámos, Schubert permitiu a defesa do guarda-redes. Acontece, tem de levantar a cabeça agora e continuar a trabalhar no duro. Notou-se o seu desânimo. É normal, nós todos ficamos tristes. Não tem é de achar que é o único culpado. Ganhamos juntos, perdemos juntos. Todos, público incluído.

Uma nota final de apreço para João Ferraz. Terminou o jogo com dores num pé, claramente em dificuldades. Não foi impedimento para não ir agradecer de perto o apoio dos que foram ao Dragãozinho. É de facto um ambiente à Porto. 

Segue-se novo jogo fora para a Champions. Continua o ciclo dificil. Agora com uma das melhores equipas europeias, o Kielce que na época passada ficaram em 3º na Champions. Mais um teste enorme neste ciclo terrível de jogos. Sem medo, vamos a eles, eles é que são os candidatos, nós nada temos a perder...

Para terminar, uma certeza. No próximo jogo em casa lá estaremos a apoiar como sempre esta equipa. Ainda com mais força, é agora que temos de nos unir ainda mais no apoio. 


Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (1), Wilson Davyes (5), Tiago Rocha (4), Mick Schubert (2), Ricardo Moreira (4) e João Ferraz (6). 
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Nuno Carvalhais, Belmiro Alves (1) e Daymaro Salina (1).





sábado, 7 de setembro de 2013

Andebol: FC Porto 37 - 18 Avanca - Rolo compressor da juventude



O FC Porto iniciou hoje a caminhada em busca do inédito Hexa. Nesta 1ª jornada, os campeões nacionais receberam e cilindraram o Avanca. 






Obradovic foi obrigado a algumas alterações no 7 inicial. Ricardo Moreira esteve os 60 minutos no banco, Tiago Rocha não podia dar o seu contributo. Assim uma 2ª linha muito diferente em relação a um passado recente. Mick Schubert, Daymaro Salina e Miguel Sarmento. 






Nenhuma destas alterações afectava em nada a nossa superioridade obviamente. Somos muito superiores e mostramos isso desde o 1º segundo.

Foi um começo arrasador. Em menos de 5 minutos, uma vantagem de 5 - 0. Excelente. Defesa agressiva, superioridade fisica e táctica. O Avanca foi inofensivo, além de não marcar raros foram os remates de verdadeiro perigo para Laurentino. No ataque Gilberto estava de mão quente e mostrava o rumo que queríamos dar ao jogo. Estava conquistado o primeiro objectivo. Uma larga vantagem conquistada numa altura prematura do jogo. 

Com tamanha superioridade, com tamanha vantagem e com a noção que o jogo seria o que nós quiséssemos notou-se uma descontracção natural. Baixamos o ritmo na nossa defesa (5*1 como habitual neste início de época)e ofensivamente estávamos a forçar situações de remate. 

O nosso adversário aproveitou para se aproximar ligeiramente no marcador. Conseguiram criar diversas situações para concretizações aos 6 metros, sobretudo através do seu pivot. Laurentino ainda defendeu algumas mas era impossível travar tudo. Como referimos, forçávamos o remate. muitas vezes para lá dos 9 metros. Até marcamos alguns mas começamos a diminuir a eficácia. 

Estes motivos levaram a que aos 15 minutos o marcador mostrasse apenas uma vantagem de 2 golos (8 - 6). Que diferença brutal. Um golo por minuto no inicio do jogo para apenas 3 golos em 10 minutos. Pior que isso, passamos de uma defesa intransponível para conceder situações aos 6 metros de fácil finalização.

É preciso realçar que nem por um segundo a vitória esteve em causa. Nem o Avanca acreditava nisso certamente.

Contudo, Obradovic entendeu ser a altura para apelar à concentração que tínhamos perdido. Bastou isso para voltar o andebol de grande nível. Começavam a destacar-se Salina, sempre um exemplo de dedicação à defesa e a facturar no ataque. Spínola, com a classe que lhe conhecemos começava igualmente a brilhar nos nossos ataques. Na baliza Laurentino dava o corpo aos tiros do adversário. Literalmente. Uma má execução do jogador do Avanca chegou inclusive a deixar a cara do nosso guardião com marcas de uma bolada. 

Permitam-me destacar um jogador nosso que até não jogou. Numa paragem do jogo para assistência médica a um atleta adversário Miguel Sarmento foi ao nosso banco refrescar-se. O nosso capitão e colega de posto aproveitou para lhe dar indicações. Também são momentos destes que fazem uma equipa campeã. Um jovem talentoso que provavelmente jogará menos tempo que Ricardo Moreira. Quando entra tem do lado de fora a passar-lhe a sua experiência e an ajudá-lo a ser cada vez melhor. Todos remam para o mesmo lado e isso é visivel até nestes pequenos detalhes...

Uma das mudanças que nos trouxe nova superioridade foi a intensidade defensiva. Não deu para contar os blocos a remates mas eles sucediam-se quase a todos os ataques do Avanca. Grande atitude.

Ao intervalo a diferença era já de 7 golos (18 - 11). 




No segundo tempo, nova entrada à Dragão. Novamente 5 minutos bastaram. 22 - 11 era o resultado na altura. Um parcial de 4 - 0 no arranque.

Estava ganho. Era a altura de rodar a equipa. Esta será uma época mais cansativa, com mais jogos em virtude da entrada da Champions. Esta rotação, que sempre foi importante, é agora vital e Obradovic sabe melhor que ninguém como é necessária.

Um a um os mais experientes foram saindo. Entravam os mais jovens. Primeiro Belmiro, depois Nuno Carvalhais e por aí fora. Era a altura de mostar o que sabem e continuarem a crescer.

Foi uma resposta a grande altura. Nota-se que sabem o que fazer e estão cheios de ganas de agarrar todas as oportunidades. A jogar como hoje terão muitas, cada vez mais. É um orgulho ver tanta juventude assim a defender o nosso emblema. O público do Dragãozinho fez questão de lhes mostrar isso mesmo. A cada defesa do ainda júnior João Moniz, muitas palmas. Golo de Belmiro, Carvalhais ou Hugo Santos? Entusiasmo. E se falhassem (o que era raro), apoio. Estamos com eles, escusam de recear o erro. Faz parte e com o tempo serão cada vez menos. O mais importante está lá. Qualidade e vontade.

Chegamos a ter em campo apenas do "grupo dos experientes" João Ferraz a partir dos 50 minutos. Elogios para ele, soube integrar e orientar o jogo para os novos brilharem. Quando era preciso assumia ele. 

O ritmo continuava igual. Eles marcavam 1, nós o dobro. 

Até ao fim foi apenas um desfilar de (boa) agressividade na nossa defesa, os nossos benjamins chegaram e sobraram. E atacar com critério. Quase todos marcaram e quase todos brilharam. Nota para a estreia de Francisco leitão, mais um prestes a surgir.

No final o resultado de 37 - 18 dava para tirar algumas conclusões. A primeira é que somos infinitamente superiores. Depois que esta equipa tem a inteligência para perceber quando deve subir ou baixar o ritmo. Por fim, que estamos a criar o futuro e que ele se mostra risonho.

Na próxima jornada, novo jogo em casa. Será já no próximo sábado (14 Setembro) pelas 17 horas contra o Sporting. Às 20h15 temos jogo no Dragão

Não há desculpas para não termos um grande ambiente. Temos uma equipa campeã, jogamos contra o rival e a seguir já lá estaríamos no Dragão. Vamos ajudar a nossa equipa a conquistar mais uma vitória...




Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Hugo Laurentino (g.r), Gilberto Duarte (7), Daymaro Salina (7), Wilson Davyes (3), Pedro Spínola (6), Mick Schubert (3) e Miguel Sarmento (2). 
Jogaram ainda: Alfredo Quintana e João Moniz (g.r), João Ferraz (3), Hugo Santos (1), Belmiro Alves (3), Nuno Carvalhais (2), Vasco Santos e Francisco Leitão.


Por: Paulinho Santos

domingo, 28 de abril de 2013

FC Porto 29 - 19 ABC - Líderes isolados




O FC Porto recebeu e venceu o ABC na 6ª jornada da 2ª fase do Campeonato Nacional. Em virtude do resultado dos nossos rivais em Águas Santas assumimos a liderança isolados. 





Com uma alteração no 7 inicial em relação ao verificado no último jogo - entrada de João Ferraz e saída de Spínola - e a manutenção de Sérgio Rola a ponta direito a nossa equipa entrou em grande estilo neste encontro. Mesmo com a lesão sofrida nos primeiros minutos por Elias António a forçar a mais uma mexida prematura, o domínio foi notório desde os instantes iniciais.





Com um excelente aproveitamento de uma das nossas maiores armas como é o caso do contra-ataque, uma defesa solidária e beneficiando da elevada percentagem de defesas de Hugo Laurentino o fosso entre os tetracampeões e a equipa bracarense foi imediato. Aos 10 minutos a vantagem era já de 4 golos (6 - 2). Aos 15 minutos, era 8 de diferença (10 - 2). Aos 20 minutos de 9 (12- 3)

Destaque nesta fase para os nossos pontas. Quer Sérgio Rola, quer Jacob tiveram um papel importante para este avolumar. no marcador. Ambos foram bastante solicitados e corresponderam, não só nas conclusões de ataques rápidos mas também em ataques planeados. Quase metade dos golos até esta altura surgiram desta zona do terreno (Elias com 1, Jacob 2 e Rola 3). É reconfortante vermos que jogue quem jogar, todos dão garantias. Uma palavra também para o nosso guardião Hugo Laurentino. É uma referência habitual neste espaço, mas ele assim nos "obriga" a jogar assim. Esteve brilhante, parou tudo, até 2 livres de 7 metros (ainda viria a defender um 3 ainda na 1ª parte, 100% eficácia). 

Após estes 20 minutos de grande nível que nos garantiu uma vantagem tão confortavel assistimos a alguns momentos de equilíbrio  Ofensivamente ainda conseguíamos arranjar boas jogadas de finalização, sobretudo através de Hugo Rosário e Spinola, defensivamente já não estávamos tão eficazes. Se nos 20 minutos anteriores tínhamos a incrível marca de 3 golos sofridos, nos 10 minutos antes do intervalo sofremos 5.  É normal alguns períodos assim, mesmo numa equipa tão competitiva como esta e na verdade a aproximação foi muito ténue para haver sequer uma dúvida sobre o vencedor.

Ao intervalo o resultado era de 16 - 8. 

A 2ª parte começou com uma boa noticia. Elias António recuperou e iniciou a jogar. 

Tal como aconteceu no 1º tempo os primeiros minutos mostraram a superioridade portista. E se na etapa anterior foi Laurentino a brilhar, Quintana fez-lo neste inicio. Sobretudo nos remates a 6 metros esteve imperial. Foi importante a sua acção, pois mesmo com alguns ataques falhados, voltamos a distanciar-nos no marcador. À passagem dos 10 minutos desta 2ª parte atingimos pela 1ª vez uma vantagem na casa das dezenas (21 -11).

E com diferença a 20 minutos do fim tivemos um ou outro momento de desconcentração. Cometemos algumas falhas técnicas e permitimos alguns golos fáceis à equipa bracarense. Tivemos o mérito de saber reagir a esta fase com calma e atitude. A diferença nunca baixou dos 7 - 8 golos e conseguimos nos momentos finais colocá-la novamente em 2 dígitos  já com os nossos benjamins em campo. Estes elementos mais novos têm sido integrados duma forma excelente por Obradovic e têm sabido merecer os minutos que o técnico lhe tem dado. Será importante esta rotação para estas últimas batalhas.

Arbitragem em bom nível, os eventuais erros são de meros detalhes.

Com a derrota daquele clube de vermelho estamos cada vez mais em melhor de conseguir o inédito penta. Para a semana recebemos o Águas Santas. Uma vitória será mais um passo importantante antes da dificil deslocação ao campo do Sporting.


Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte, Wilson Davyes (2), Tiago Rocha (2), Elias Nogueira (2), Sérgio Rola (6) e João Ferraz (4)
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Nuno Carvalhais, João Ramos (2), Filipe Mota (1), Belmiro Alves, Pedro Spínola (4), Daymaro Salina (4) e Hugo Rosário (2)


Por: Paulinho Santos



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Andebol: FC Porto 46 - 28 Sporting da Horta - Demasiado fácil.



O FC Porto recebeu e venceu com muita facilidade o Sporting da Horta em jogo da 21ª jornada e penúltima nesta fase, mantendo assim a liderança isolada. A diferença de 18 golos no final espelha a diferença de andamento e qualidade entre as equipas.








Com consciência de que seria uma questão de tempo até ganharmos vantagem, os tetracampeões entraram em campo com uma defesa menos agressiva do que habitualmente e a cometer alguns erros técnicos na saída do contra-ataque nada habituais em jogadores com a qualidade dos nossos. Talvez por isso a primeira vantagem tenha surgido apenas a meio da 1ª parte com o momentâneo 8 - 7. 




Este inicio serviu de aviso e a partir daí os espectadores presentes tiveram o privilégio de assistir a andebol que só a nossa equipa consegue proporcionar em Portugal

Quem conseguir rever o jogo aconselho a fazê-lo. Vimos de tudo, assistências de Wilson para finalização fantástica de Tiago Rocha aos 6 metros, golos de Spínola a concluir contra-ataques bem delineados até um daqueles remates do João Ferraz bem longe ainda dos 9 metros. Espetacular, divertido e eficaz

Tão eficaz que a 10 minutos do intervalo a vantagem era já de 6 golos (16-10). Bastou acelarar e defender como habitualmente.

Ao intervalo o resultado de 22 - 15 só nos dava certezas. Certeza que somos muito melhores, certeza que temos uma grande equipa, certeza que a jogar como sabemos é muito dificil ganharem-nos. A única incerteza era por quantos ganharíamos. Seria por 10 golos de diferença? 15? 

A 2ª parte iniciou-se da mesma forma que decorreu a segunda metade do primeiro tempo. Dominio avassalador dos atletas de Obradovic, defesa concentrada, ataques bem conseguidos e golos a surgirem uns atrás dos outros. Aos 5 minutos desta etapa atingimos pela 1ª vez uma vantagem de dois digitos. 5 minutos depois já era de 12/13 golos. 

E, como é já habitual nas partidas com muita diferença, os mais novos tiveram direito a muitos minutos. E como é também já habitual corresponderam. Não pertencendo ao grupo dos "benjamins" temos de destacar igualmente 2 jogadores. Daymaro Salina e João Ferraz estavam de mão quente, tudo que tentavam acertavam. prova disso são os números com que terminam. O cubano com 8 e o português com 7 golos marcados.

No final o marcador mostrava 46 golos marcados. Sem forçar demasiado, o que diz muito da diferença entre os conjuntos. 

Nota para a lesão de Hugo Laurentino no aquecimento. Não pareceu nada de grave, no intervalo ainda fez uns exercicios com o responsável médico, mas não chegou a entrar. Uma pequena curiosidade que diz muito do ambiente e vontade dos nossos atletas. Hugo Laurentino tinha vontade de entrar, não havia que forçar e a primeira atitude depois de se sentar no banco foi dar ânimo a Quintana. 

E finalmente umas palavras para a "claque" de palmo e meio que marcou presença. Não só atrás da baliza norte (possivelmente de uma escola) mas também meia dúzia de crianças que actuam no Dragon Force. Apoiaram sempre, cantaram e disfrutaram. Bons sinais para o andebol portista...


Por: Paulinho Santos

sábado, 22 de dezembro de 2012

FC Porto 37 - 25 Fafe - Fácil e divertido




O FC Porto Vitalis venceu hoje ao final da tarde o Fafe por esclarecedores 37 -25 que permite manter a liderança do campeonato. O marcador reflecte a diferença entres as equipas, demasiado grande para outro resultado que não a vitória dos tetracampeões.





Não se esperava dificuldades e correu tudo como planeado. Obradovic fez algumas mudanças nos titulares. Gilberto Duarte e Spínola começaram no banco tendo Hugo Rosário e Ferraz feito o percurso inverso. O colombiano Quintana também entrou de inicio, tendo laurentino jogado a 2ª parte. O equilibrio na partida durou 5 minutos, a partir daí assistimos a um total domínio da melhor equipa. Aos 10 minutos já tinhamos uma vantagem de 3 golos, sobretudo à eficácia que íamos revelando aos 6 metros. 




Com o marcador a começar a ficar cada vez mais desnivelado e domínio em todos os aspectos do jogo, a equipa portista tentou agradar o pouco público presente com jogadas de maior efeito técnico. Tiago Rocha marcou com um chapéu sublime (aconselho os amantes desta modalidade a ver este golo), alguns jogadores começaram a ensaiar algumas jogadas aéreas, bonitos contra-ataques além das habituais "bombas" dos nossos especialistas em meia distância. Apesar da réplica que o conjunto de Fafe dava ao intervalo a distância já era de 7 golos (20-13).

A 2ª parte continuou na mesma toada. O FC Porto superior e o Fafe a lutar com as armas que tinha. Obradovic aproveitou para rodar todo o plantel, incluindo João Ramos que voltou após lesão numa mão. Os ainda júniores Belmiro Alves e Nuno Carvalhais também entraram nesta rotação, sendo mesmo muito solicitados para conduzir ou finalizar as jogadas de ataque a que responderam com acerto. Nuno Carvalhais chegou a ser escolhido pelo treinador para ir marcar um livre de 7 metros. Defensivamente também alternámos entre vários sistemas. Defendemos sobretudo em 5-1, mas tivemos momentos que utilizamos o 6-0 e até um 3-2-1. 

João Ferraz e Gilberto (MVP da partida) com 7 golos cada foram os melhores marcadores. Destaque para os 9 golos em contra-ataque.

Equipa e marcadores:

Treinador: Ljubomir Obradovic

Alfredo Quintana (g.r.), João Ferraz (7), Tiago Rocha (5), Ricardo Moreira (4), Elias Nogueira (1), Wilson Davyes e Hugo Rosário (1) 
Jogaram ainda Hugo Laurentino (g.r.), Nuno Carvalhais (2), João Ramos (4), Gilberto Duarte (7), Filipe Mota (1), Belmiro Alves (1), Pedro Spínola (2), Daymaro Salina e Sérgio Rola (2)



Por: Paulinho Santos
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