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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O Estado da nação



São só 17 milhões!?…
Qu’ele deve ao BPN
Uma fraude, coisa ténue…
Pr’ó Orelhas são tostões!

Pois nesse passivo são cem
Milhões, sempre a crescer!
Uma instituição pr’a vender
Se não ao BPN, a quem?

Ao Estado, pois então!
Qu’assume as suas dívidas
Por desfalque são escolhidas
Pr’as assumir por condão!

Fica aqui tudo por casa
São negócios de família
Do Duarte e companhia!
Uma nova série ou saga!

Mas s’o homem é multimilionário
Porqu’as assume o Estado?
17 milhões é trocado…
Pr’as assumir o erário!?

Mas os do Porto é que são
Corruptos até à medula
No benfica tudo chula 
Mas o DIAP diz que não…

E brigadas especiais
Pr’a combater estas fraudes?
São de Lisboa, compadres?
As do Porto são banais…

E se vierem dos Açores
De Vila Real, Madeira ou Faro
Nada vale pr´a Morgado
Se lá tiverem mais cores!

Por isso podem roubar!
Qu’o Estado vai assumir!
E o nosso dinheiro vai servir
Pr’a tudo vender e comprar!

E neste país tudo se corta
Desde que toque ao Zé Povinho
Ao manda-chuva, Zézinho
Não se pode mandar pr’a choça!

Isso é só nos filmes de Máfia
E feitos por Hollywood 
Por aqui, s’alguém alude
Nem que seja em simples metáfora…

Fazem mais filmes do Botelho
Em parceria c’o Vasconcelos
Demonstrando-se os maiores elos
Da conjura contr’o vermelho!

Qu’arregimentando as coristas
Fazem belos planos de pernas
C’o esses árbitros, palermas
Dispostos a dar nas vistas!

E mesmo que não as apreciem
Sempre gostaram da fruta!
De bananas, o que se desfruta!?
Já os Jacintos o diziam!…

Por isso o dinheiro é o menos
Eu pago pr’a esta cultura
Que bem singrando, perdura
Neste país, porque queremos!

E ganhando à bola aos Suecos
Fazemos disso motivo!
Pr’o nosso maior cultivo 
Nesta cultura dos matrecos! 

Por isso os nossos heróis
Só da bola podiam vir!
Porque tud’o resto, é só rir!
BPN? Por quem sois? 

Isso nunca existiu!
O sistema nunca ruiu!
O dinheiro a quem o investiu!
17 milhões? Quem o viu?



Por: Joker

terça-feira, 30 de julho de 2013

Vendido!




Ao Saragoça?
Não façam troça!
Foi ao Madrid!
Por troca c’o Pizzi!
Não foi ao Fundo?
Não falta muito!..

Não foi c´o Mendes?
Sim, sei o que sentes!
E a Comissão?
Sem fundamentação!
E a Procuradora?
Ah, antes o fôra…

Grande negócio!
Diz o sacerdócio!
Irrecusável!
Escreve o prestável!
Surpreendente!!!!
Que Presidente!!!

Quem, o Orelhas?
Ah, que azelhas!
Endrominou-os!
Tomou-os por tolos!
Aquele peru?
Só com tutu?

Não, com os fundos
Ah, outros mundos…
Oito milhões?
Tudo em acções!
O diz a Bola!
Quem, o estarola?

Não, o Querido!
O bem sucedido?
Sim, o da Cofina!
O Que vende em surdina!?
É redactor?
Não, o Director!

E não há crime?
Não, é sublime!
E é do benfica?
Que bem que fica!
Vendeu duas vezes?
Três, e sem reveses!

Não há tráfico?
Contra o seráfico?
Deves estar a brincar!
Não, queria pagar!
Só com acções!
Oito milhões?

E meio, mais cem!
Com convém!
Pras contas baterem?
E entreterem!
Quem, a mainada?
Não, a carneirada!

Mas está vendido?
Sim, é garantido!
Anunciado na bolsa?
Quem queres que ouça?
Chiu, caladinho…
Olhó caldinho!?

O Roberto?
É pois, certo!
irrecusável!!!
Inenarrável…
O sucedido!
Já está vendido!!!







Por: Joker

sexta-feira, 24 de maio de 2013

“Pelo peixe morre a boca” *




Estava o chiclas conferente
No seu “prognóstico” final
Descrevendo, tristemente
Porque não ganhara, afinal!

Estivera em tod’as decisões
Tomara-o pr’o ano no mesmo
Certo, não foram campeões
Mas agira com civismo!

Em homenagem “sincera”
De joelhos se prostrou
Reconhecendo a austera
Conquista do que lhe ganhou!

Quase tirada a saca-rolhas
Mas ainda assim de fininho
O chiclas nas suas escolhas
Queri’o campeonato “limpinho”!

Mas não morrera na praia
Os outros é que se afogaram
Conversa de agrado d’arraia
Miúda, por certo ganharam!

Não contam pr’o Totobola
Os outros que nada venceram!
O inchaço é coisa da tola 
Por certo o melão, o comeram!

Pr’o ano é que vai ser d’arromba!
C’o chiclas a encher o baú
Dois anos, 8 milhões na sombra!
Campeonatos qu’é bom, nenhum!

Mas continuamos a “acarditar”
No “catedrático” do futebol
Equipas sempre a “melhorar”
Campeonatos num extenso rol!

Mas esteve em todas decisões!
Melhor que vencer campeonatos!
Há que enaltecer as sensações
De quem chora estes mandatos!

As prioridades é que era!
No início o ceptro nacional!
Depois? O que mais houvera!
O chiclas é o nosso maioral!

Mas há outro maior ainda
O grande presidente eleito
No mandato que não finda
Ainda há-de ganhar-lhe o jeito!

Nem que durem largos dias
E tenham bem mais de cem anos!
As nossas maiores alegrias
Virão na égide destes maganos!

Só faltam cinco pr’arrebatar
O ceptro do clube do regime
E um novo campeão aclamar
Na liberdade dum século insigne! 

* Título dedicado a esse grande pensador da língua portuguesa, Luís Filipe Vieira.




Por: Joker

domingo, 23 de dezembro de 2012

Carta do Orelhas ao Pai Natal (Por Joker)





Pai Natal, este ano escrevo-te em verso
Não é por mal, é para ser controverso!
Não sou eu que escrevo, é o assessor!
pois, como sabes, sou um transmissor!

Da vontade dos mais de seis milhões
Maior marca de Portugal: os lampiões!
E por isso temos o sagrado direito
De vencer três campeonatos a eito!

Isso te peço, mais a liga dos Campeões
Julgo que mereço, a escrever à Camões
Não eu, mas o assessor, o papagaio
Que escreve com'um doutor, o lacaio!

Sim, porque somos o mais maior do mundo
Saímos no guiness, em página de fundo
Temos na águia careca, um símbolo vivo
Um treinador que soletra, com'um fugitivo!

Pagamos a rodos, apesar do grande passivo
Não somos de modos, neste clube altivo
Pagamos quatro milhões, ao nosso chiclete
Para sermos campeões, sobr'os d'Alcochete!

E aqueles do Porto, que jogam com três?
Isto não é desporto, é uma insensatez!
Só ganham com fruta, com café com leite
Não é boa conduta, neste tempo d'enfeite

Por isso, Pai Natal, manda vir da Lapónia
Mais um vendaval, de túneis de cerimónia
Do novo tricampeonato, laureado p'lo Costa
O santo novato, não o da pronta resposta!

Qu'eu chamo Isabel, por referência à Santa
Literatura de cordel, que leio de garganta
Beatificado sou eu, que jejuei na Boa-Hora
Indiciado como Ateu, mas liberto sem demora

Só tinha assaltado, o armazém à mão armada
Com fraco resultado, arrombando a portada
Aldrabão era o outro, um criminoso infame
Eu sou mais aqueloutro, o artista do arame!

Como me porto tão bem, mereço muita Paixão
Um Augusto também, como título pra ladrão
Um Baptista muito santo, pra solene baptismo
Do Rodrigo, um encanto, pecador sem castigo!

Por isso, São Nicolau, envie-nos santinhos
Qu'eu não sou mau, sou menino de miminhos
Que costumo fazer, no aeroporto da Portela
A quem me contradizer, por minha clientela

Ah, que nos envie mais cartões vermelhos
Pr´ós outros, canastrões, dos grupelhos
Jogam com menos dois, contra o glorioso
E dizem aos despois, que até deu gozo!

E mais pénaltis pra vendermos o Cagoso
Vinte milhões de Maravedis, maravilhoso!
Um perneta de Deus, curado pelo Jasus
Qu'Abençoa os seus, pendurando-os na cruz!

E deixo mais um pedido, neste Santo Natal
Um apelo sentido, pró escriba deste anal 
Uma águia de ouro, por este declamatório
Não em forma de corno, mas de supositório!

Feliz Natal! 

That's all Folks!




Por: Joker
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