segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vergonha total.

#FCPorto #Benfica #Futebol #vergonha #Portugal #Colômbia

A vergonha é como o universo. Em expansão e em velocidade acelerada. Tendencialmente infinita, deixando um vazio enorme que, ao que dizem, acolhe muita matéria negra, seja lá o que isso for.





A vergonha é o nosso universo. Em expansão e em velocidade acelerada. Tendencialmente infinita esta época, deixando um vazio enorme de títulos e dignidade, onde quem cuspiu para o ar, nem dignidade tem de aparecer (tínhamos muito que festejar Sr. Presidente?) e a matéria negra no universo FC Porto acumula-se às toneladas, sorvendo luz e matéria, leia-se portismo e vil metal.




Foi pago, com língua de palmo, como se diz na minha terra, todos os dislates, disparates e desventuras da SAD do FC Porto, com o seu presidente à cabeça.

É perceber que no campeonato damos graças a Deus do Estoril já não ter possibilidade matemática em chegar ao terceiro lugar e que a distância para os primeiros dois é ultrajante para os pergaminhos do FC Porto. Que nas competições a eliminar (as taças domésticas e a liga Europa), fomos sempre escorraçados, em jogos que tivemos vantagem numérica, que nunca foi inferior a 40 minutos de duração (!!!). Que nessas vantagens numéricas, de forma inexorável, afundamos sem qualquer explicação, ou concedendo golos ou nem conseguindo carregar sobre o adversário.

Superamos os limites da mediocridade e incompetência, que culmina numa fragilidade atroz, todo um processo de degradação e erosão que a SAD já se havia iniciado nas épocas anteriores.

A República Romana acha que Roma é eterna. Chama bárbaros aos povos que assaltam o seu território, que cobiçam o seu sucesso e aproveitam a sua soberba. Enquanto se divertem em guerras palacianas de poder, onde cada um luta por mais um áureo, convencidos que estão que a sua superioridade será suficiente para aplacar os bárbaros. As legiões são invencíveis, mesmo que tenham ganho a última batalha por milagre de Júpiter! E quando os bárbaros avançam, impreparados que estão para enfrentar e resistir, Roma sucumbe como um castelo de cartas.

Ontem fomos eliminados por um adversário em poupança, mas que sabia como nos ferir. Ficamos em vantagem numérica e nada soubemos fazer, ao contrário deles, sempre competentes e contando com a nossa desorientação.

Fomos a penaltis e por duas vezes tivemos vantagem, para logo a seguir a desperdiçar. No fim, levaram os despojos. Até nas entrevistas rápidas levamos baile, onde o jogador do adversário debitou a lição motivacional que lhes foi dada. Do nosso lado, nada. Nem revolta, nem incredulidade. Roma não perde para bárbaros.

Quanto ao jogo, e sendo muito rápido, entramos bem e desperdiçamos oportunidade atrás de oportunidade. Nem nisso fomos competentes. Com Jackson a perder golos de fazer corar qualquer infantil subnutrido da Colômbia.

Jorge Jesus percebe que está em Herrera a fonte do perigo e seca-nos a fonte. Pouco depois, o adversário fica reduzido a 10 e morde a língua. O FC Porto submerge no seu lodaçal de mediocridade e nem o intervalo nos traz à tona.

Até que Luís Castro mete Quintero na vez de Defour. O FC Porto dá mostras de melhoria. Jorge Jesus joga a sua última cartada. Retira um avançado e mete um médio. Com Markovic em campo, recuam e fecham.

Luís Castro queima as suas últimas substituições com pífias alterações homem por homem. Jamais ousou investir contra as linhas recuadas do adversário. Mudar de sistema? Mudar de atitude? Ousar? Investir? Um interino é um interino. Ainda dizia o presidente que haveríamos de festejar!

E lá ficamos nós, com dois centrais a marcarem um pedaço de ar, condenados a não ter superioridade numérica no meio campo, apesar de a termos no campo.







Acabam-se os 90 minutos, e se a vergonha já era imensa e crescia à velocidade da luz, nos penaltis, sobretudo o de Jackson, a vergonha é total.







Que se encha de vergonha quem planeou, dirigiu e ratificou esta temporada no FC Porto.



Análises Individuais:


Fabiano – Um espectador. Ainda nos deu vantagem nos penaltis. Logo a deitaram fora. É o melhor em campo. O único que não envergonhou o símbolo do FC Porto.

Danilo – Defensivamente não teve trabalho. No plano ofensivo, raramente combinou com o seu extremo.

Alex Sandro – Displicente, mas afoito no ataque. Nem isso a equipa aproveitou.

Mangala – Perdido, uma vez mais. Entradas loucas e pouca clareza na altura de defender.

Maicon – Um ou outro disparate, mas no geral fez uma boa exibição. O seu penalti falhado abriu as portas para o inferno.

Fernando – Já está em poupança nos últimos jogos. Quem ganha campeonatos, pouco se importa com taças, sobretudo na hora do adeus. Despede-se com o penalti cheio de medinho ao poste que abre a festa de outros no Dragão.

Defour – Nada. Não joga nada. Nem para a frente. Nem para trás. Nem no banco.

Herrera – É um jogador em estado primitivo. Tem potencial, mas também tem 24 anos. Quando arranca para a baliza contrária parece que perde peso e aprende a jogar futebol. Quando tem que jogar parado, perto da nossa área, fica pesado e os seus pés são tijolos. É um proto grande jogador. Bastou meter um polícia e desapareceu.

Varela – Dois lances numa primeira parte em que pouco deu. Na segunda, parecia que nem regressou do balneário. Saudades do chuveiro.

Quaresma – É o espelho da degradação do FC Porto. Primeiro, basta lembrar o que tem sido o mercado de inverno no FC Porto nas últimas épocas. Quaresma não foge ao paradigma. Segundo, já percebeu que para sobreviver por cá basta bater no peito, beijar o símbolo, mostrá-lo a adeptos e adversários. Juntam-se uns tiques de vedeta: ser rei da bola parada chutada para a VCI, campeão das más decisões em campo e jamais ser hipótese para ser substituído. Eis Quaresma, um problema sério, dentro em breve.

Jackson – Uma vergonha. Falhou golos feitos. E arranca um penalti que não lembra ao diabo. Uma vergonha.





Quintero – O director geral do FC Porto ousou, há algum tempo, afirmar publicamente que o FC Porto não se preocupa em formar, mas em ganhar. Eis Roma. O FC Porto já não forma na formação. Forma na equipa principal. Dantes, procurávamos talentos. Depois, talentos prematuros. Agora, talentos proveta. Talentos que nem em fase embrionária estão. Têm ainda que ser criados in vitro. Um suplente do Pescara é a esperança do Dragão. Talentos in vitro cada vez mais caros, mais onerosos e mais longe da maturação. Quintero não tem culpa alguma que, esta época, a proveta não ser competente, mas olhar para um menino que pouco fez no Pescara como solução, só revela a política desportiva levada a cabo por esta SAD.

Ghilas – Substituição de cartilha. Zero capacidade de raciocínio ou leitura de jogo. Sai Quaresma, entra Ghilas. Homem por homem. Três defesas atrás, com Alex Sandro ou Danilo a extremo?! Meter mais um médio, para ganhar superioridade no meio campo?! Nem pensar!

Ricardo – Entrou para lateral ofensivo, algo que Danilo também é. Entrou a cinco minutos do fim, como um milagreiro. Homem por homem. Zero de aproveitamento da superioridade numérica. Mediocridade. Vergonha total.





Ficha de jogo


FC Porto, 0 (3)Benfica, 0 (4)
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência 26.109 espectadores

FC Porto: Fabiano, Danilo (Ricardo, 79'), Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour (Quintero, 55'), Herrera, Quaresma (Ghilas, 71'), Varela e Jackson Martínez.
Treinador: Luís Castro.

Benfica: Oblak, André Almeida, Jardel, Steven Vitória, Siqueira, Rúben Amorim (Enzo Perez, 77'), André Gomes, Ivan Cavaleiro, Sulejmani, Lima (Garay, 36') e Cardozo (Markovic, 63').
Treinador: Jorge Jesus.

Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira).

Amarelos: André Almeida (81') e Danilo (78')
Vermelho directo Steven Vitória (31').

Grandes penalidades 0-1, por Siqueira; 1-1, por Quintero; 1-1, por Garay (atirou à trave); 1-1, por Jackson (por cima da trave); 1-2, por Jardel; 2-2, por Ghilas; 2-2, por André Gomes (Fabiano defendeu); 2-2, por Maicon (Oblak defendeu); 2-3, por Enzo Pérez; 3-3, por Varela; 3-4, por Ivan Cavaleiro; 3-4, por Fernando (Oblak defendeu).



Por: Bréogan

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