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sexta-feira, 22 de junho de 2012

João Moutinho - O Carregador de piano









João Moutinho atingiu neste Europeu o nível de jogador de sonho, um tanto ofuscado pelo crescimento de Ronaldo, João Moutinho vem também crescendo de jogo para jogo, trabalhando, correndo o campo todo, pautando o ritmo da equipa, tornando-se um baluarte e um barómetro desta equipa de Paulo Bento, em grande destaque contra a Holanda é neste jogo contra a Republica Checa que Moutinho atinge o seu máximo neste europeu.










Omnipresente, está em todo o lado, corre qual formiguinha laboriosa ajudando nas acções defensivas,  desmultiplicando-se qual roda pedaleira sendo o primeiro a aparecer na zona de tiro (numa selecção que constantemente joga com 10 elementos à falta de um PL capaz e com um Meireles em dificuldades físicas...) é obra.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que se passa (ou passou) com CR7 na seleção.








Sem qualquer sombra de dúvidas, Cristiano Ronaldo é já considerado como um dos maiores fenómenos desportivos e futebolísticos do velho continente, juntamente com Leonel Messi divide há já vários anos o título do melhor jogador do planeta, se bem que nesta qualificação eu entenda que o jogador argentino estará uns furos acima do português, tendo em conta vários factores de exigência do nível futebolístico que os dois têm exibido nos seus clubes e nas respetivas seleções, porém, nesta minha apreciação existe um factor único que nunca foi testado, que tem a ver com o facto de Messi nunca ter jogado noutra equipa nem noutro sistema de jogo para além do Barcelona, ao passo que CR7 já demonstrou que é um talento em força e em evolução nos dois principais clubes por onde já jogou, Manchester United e Real Madrid, dois colossos do futebol mundial.








quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quo Vadis Seleção Portuguesa (CRÓNICA)







Ao contrário do que tem acontecido em outras participações da nossa seleção nacional de futebol em eventos europeus e mundiais, quer-me parecer que desta vez o sentimento que orienta a maioria do povo português se manifesta de uma forma menos entusiasta, com sérias dúvidas numa representação condigna com os nossos pergaminhos desportivos, ou ainda, devido aos últimos resultados menos conseguidos nos jogos de preparação, que podem indiciar algumas lacunas em determinados setores da equipa e levantar alguns fantasmas que pareciam estar esquecidos.






No entanto, para os nossos jogadores, equipa técnica e direção da FPF, tudo parece rolar sobre os carris da boa disposição desmedida e na confiança nas suas reais capacidades, como comprova a sua estadia e estágio em Óbidos, onde no último dia todos podemos assistir a um cortejo de coches alegóricos, transportando os jogadores e respetiva comitiva em delírio como se de uma festa se tratasse, que para quem não esteja bem alinhado com esta forma muito peculiar de a FPF encarar este tipo de manifestação popular, que terá um pouco a ver com a nossa filosofia de vida e cultura do nosso povo, ao deitar os foguetes antes de a festa estar concluída, até se poderia confundir com os festejos legítimos e finais de uma participação da seleção que todos nós desejamos e ansiamos que seja repleta de êxitos, mas sempre salvaguardando as diferenças e as distâncias entre o querer e o fazer.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

AS ESCOLHAS DE PAULO BENTO, E AS MINHAS (CRÓNICA)









Com toda a legitimidade que lhe é devida por direito próprio como selecionador nacional, Paulo Bento deu a conhecer a todos os portugueses e a quem o quis ouvir, os 23 eleitos para o próximo europeu de futebol na Polónia e Ucrânia.

Como não podia deixar de ser, logo após alguns minutos da divulgação em directo da convocatória, começaram logo a ser debuxados alguns comentários de aceitação controversa e contraditória, tendo em conta algumas opções do selecionador nacional que sob pena de melhor opinião, poderão ser pouco condizentes com certas vontades e justificações técnicas e táticas do cidadão comum.









Na minha qualidade de pessoa atenta a estas situações desportivas sempre de ordem discutível e por vezes de difícil justificação, entendo que a convocatória de Paulo Bento de uma forma geral foi elaborada com o rigor que se esperava, justificada de uma forma clara e assumida com a frontalidade que o caracteriza, no que concerne a tomadas de decisão anteriores, muito ao jeito do nosso selecionador nacional, todavia, nestas coisas de escolhas limitadas haverá sempre lugar a certas injustiças ou mesmo esquecimentos, tendo bem patente o rendimento de certos jogadores convocados em relação a outros que ficaram de fora das opções de Paulo Bento.

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