Com toda a legitimidade que lhe é devida por direito próprio como selecionador nacional, Paulo Bento deu a conhecer a todos os portugueses e a quem o quis ouvir, os 23 eleitos para o próximo europeu de futebol na Polónia e Ucrânia.
Como não podia deixar de ser, logo após alguns minutos da divulgação em directo da convocatória, começaram logo a ser debuxados alguns comentários de aceitação controversa e contraditória, tendo em conta algumas opções do selecionador nacional que sob pena de melhor opinião, poderão ser pouco condizentes com certas vontades e justificações técnicas e táticas do cidadão comum.
Na minha qualidade de pessoa atenta a estas situações desportivas sempre de ordem discutível e por vezes de difícil justificação, entendo que a convocatória de Paulo Bento de uma forma geral foi elaborada com o rigor que se esperava, justificada de uma forma clara e assumida com a frontalidade que o caracteriza, no que concerne a tomadas de decisão anteriores, muito ao jeito do nosso selecionador nacional, todavia, nestas coisas de escolhas limitadas haverá sempre lugar a certas injustiças ou mesmo esquecimentos, tendo bem patente o rendimento de certos jogadores convocados em relação a outros que ficaram de fora das opções de Paulo Bento.