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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Muro das lamentações*

#Benfica #Sporting #FCPorto #Joker



No muro das lamentações
Choram-se pontos perdidos…
Serão os lamentos ouvidos
E por tantos erros, perdões?

O Conselho dos anciões
Ach’o decurso normal
Pela margem pontual
Das águias sobr’os Dragões!

Que jogando contra dez
Em jornadas consecutivas
Tenham aqueles sete vidas
Para jogar com o Perez?

Erros sucessivos de Deus
Nessa escolha do apito
Qu’estando o clube, aflito
Opta sempre p’los “hebreus”?

É o povo escolhido
Diz o Velho Testamento
E a cada novo sofrimento
Aparec’o jogo resolvido?

É o que diz as Escrituras
Que nunca percas a fé!
Batendo palmas de pé
Mesm’às fracas figuras…

Pois se perderes
Com outras fés
Sabes que Moisés
Tem outros poderes!

E nessa Judeia
Mesmo derrotada
Sabe-se que Massada
Era pequena aldeia…

E que vind’o Zénite
E que vind’o Chelsea
Não é derrota excelsa
Sofrida no limite!

E pode-se aplaudir
E evidenciar!
Esse belo jogar!!!
Mesmo a perder….

E perdendo na mínima
Fazes disso vitória!
Como rez’a história
Essa triste sina…

E s’empatares o Porto
Lembras o Borisov!
Que nisso se move
O clube (do mar) morto!

E bem s’evidencia
Na Bíblia vermelha
A grande epopéia
Vista lá de cima!

Pois o qu’interessa
É a fé de “Israel”
A terra do mel
Qu’o mundo cobiça!

Pois tem tal fortuna
Em bens e activos
Que tod’os passivos
São mera calúnia!

Por isso da fé
Nunca se reclama!
E dela se mama
Deitado ou de pé!

Que bem protegidos
Andam os “judeus”
Qu’os outros “ateus”
Nem são referidos…

Empataram a Leste
Um jogo-perdido
Que foi subtraído
Um golo no teste!

E nas parangonas
Fomos salvos, afinal!
Nesse vendaval
Qu’os deixou nas lonas!

Pois já preparavam
As primeiras capas!
Mas foram empatas…
E nisso se salvaram?

E os que perderam
Aplaudiram de pé!
E o destaque é:
O qu’eles mereceram!!!

Não levaram cinco
Pois Santo Patrício
Lá lhes deu enguiço
Jogand’a trico!

E hoje o qu’espero?
Um milagre, pois
Perdendo por dois
Sem margem pr’a erro!

Pois qu’a cartilha
Do apito europeu
Não é só “judeu”
Faz-se na bastilha!

E como Jacobino
Opõe-se a Deus!?
E tom’os ateus
Por valor divino!

Por isso é rezar
Por mais um milagre!
E qu’o Enzo não pague
O que está por pagar…

Por iss’o lamento
De quem de direito
P’lo pénalti feito
Ou a bola lá dentro!

Possa pois provar
A desigualdade!
Qu’em boa verdade
Veio pr’a ficar?

E que no discurso
De mau pagador
Venh’o pecador
Mostrar-se a concurso!?

Dizendo que quer
O campeonato cá dentro
E o seu epicentro
No burgo s’infere!

Já qu’as ajudas
Não chegam lá fora
Não mama, mas chora
As sucessivas “purgas”!

    * O autor insiste em reafirmar o seu máximo respeito por todos os credos e religiões, e se faz graça com o conteúdo das mesmas, fá-lo apenas por mero recurso linguístico e enquadramento histórico num paralelismo poético que se impõe, face à terminologia empregue no mundo do futebol em Portugal. Obrigado.


Por: Joker

sábado, 9 de agosto de 2014

West Bromwich - FC Porto 1-3 : PREPARADOS

#FCPorto #WestBromwich-FCPorto1-3 #Inglaterra #JacksonMartinez ##West Bromwich

PREPARADOS

A equipa continua a crescer.

 Apesar  de o rival ser de menor dificuldade face ao Everton, o que se viu esta tarde foi o Porto a transformar uma equipa média da Liga Inglesa, que costuma causar problemas aos grandes que lá passam, numa equipa mediana da Liga Portuguesa.

Lopetegui não inventa muito. Parece claro que o seu Porto tem 7 titulares seguros. Danilo, Maicon, Indi, Alex, Herrera, Oliver e Jackson.

 A busca dos 4 que faltam é o work in progress desta época. Andrés ou Fabiano; Casemiro ou Ruben e........toda a malta talentosa a tentar sacar os outros 2 lugares.

O Porto começa outra vez com um 4-3-3 cambado ou, se quiserem, com um 4-4-2 tombado.
3 médios + 1. Se contra o Everton a bola suplementar foi Oliver, contra o West Bromwich deu a vez a Brahimi.

Gostei do que vi. A equipa pressiona bem, sufoca a saída de bola do adversário e toma conta do jogo lançando-se no carrossel já aqui falado. A mecanização e organização da equipa das primeiras partes é próxima da equipa que Vitor Pereira tinha deixado a Paulo Fonseca.

Um factor curioso nesta 1ª parte é o de que as exibições individuais foram, à vista desarmada, inferiores às do jogo de Goodison Park mas a eficácia e qualidade da pressão colectiva superior.

Desta vez estava lá Jackson e não Adrian mas não foi por isso que o Porto conseguiu tornear o grande problema das primeiras partes: inoperância ofensiva.

A equipa está muito tempo no meio-campo adversário mas pouco tempo na grande área adversária. Não cria, parece não querer criar e espera que algo caia do céu ou que algum talento tire um coelho da cartola.
Caiu do céu. Canto, toda a gente a dormir e Casemiro esbarra na bola na pequena área.

Foi um 1-0 justo pelo dominio territorial e 1-0 injusto porque demasiado produtivo face às oportunidades não criadas.

Para além da chuva mais benesses viriam do céu. Num canto do West Bromwich a defesa  homem a homem de Lopetegui mostra as suas fragilidades. Danilo não conseguem neutralizar o bloqueio do adversário e Andrés Fernandes fica preso à linha de golo.

A partir daí Olsson ganha naturalmente a Casemiro e Oliver não faz com eficácia o que é suposto que um jogador que protege o poste faça.

Quem marca individualmente nas bolas paradas tem que ter varios jogadores fortes nesse dominio de jogo.
Quem marca individualmente entrega a definição posicional do lote de jogadores que estão na grande área ao adversário. Cada um vai atrás do seu em vez de se posicionarem em equipa.
A rever por Lopetegui.

Na 2ª parte soltam-se as amarras. O West Bromwich é desamarrado e o nosso ataque desatado.

Tipica mudança que um avançado agradece e que a um defesa central entristece.

Quaresma entra melhor que Tello e mostra ao catalão que parte à frente na luta pela titularidade. Quer mais bola, faz mais com ela e entrega-se mais ao jogo.



Ruben The Rocket Neves entra e a equipa fica com menos peso e mais olhos.
Brahimi passa a tricotar onde gosta.
Herrera solta-se e aproveita o menor preenchimento do centro para lavrar tudo o que lhe aparece à frente.
Jackson mostra que é uma espécie em vias de extinção na posição de Ponta de Lança puro, duro e com classe.

Em 5 minutos o Porto marca 2 golos em que Quaresma, Alex e Jackson mostram Champions League material. Fruta a mais para o West Bromwich.

Com o jogo arrumado e o West Bromwich atarantado Lopetegui aproveita o resto do jogo para ir testando Adrian em todas as posições, ir acertando o lugar de Quintero e Ricardo e dando minutos a Angel, Evandro e Sami.

Aqui chegados parece claro que Sami, Kelvin, Ricardo Nunes (GR)  e Carlos Eduardo não treinarão no Olival a 1 de Setembro.
O ponto de interrogação estará em Evandro e Ricardo. No primeiro caso a possível dispensa seria injusta e no segundo eventualmente necessária para bem do próprio.

Terá Lopetegui encontrado os 4 que faltavam? Julgo que sim. Intuo que Fabiano, Ruben Neves, Quaresma e Brahimi serão os escolhidos.
Terá Lopetegui despromovido algum dos 7 que já la estavam? Tenho a certeza que não.
O que aqui importa é que se notou evolução e trabalho na pré-época.

Acabou a brincadeira. Estamos preparados.



Análises Individuais:

Andrés Fernandez – Fez uma defesa de grande nivel e ficou preso no lance do golo sem ter grandes culpas no cartório. Não deu para ver muito.

Danilo – É dele o erro capital no lance do golo ao não perceber que fazendo exemplarmente o seu trabalho estava a impedir que o redes fizesse o dele.
Menos afoito e mais errático do que na semana passada nos lances ofensivos embora tenha participado em boas ligações com Tello/Quaresma.
É dos que aprende. Num canto da 2ª parte não caiu na armadilha da 1ª e para além de marcar em cima, empurrou o adversário para longe. A confusão foi tal que até o arbitro teve que intervir para os separar.

Alex Sandro – Teve a paragem cerebral habitual na 1ª parte. No resto foi dos melhores em campo. Quando se tem talento para dar e vender e se está fresco fisicamente só pode sair disto.
Foi o melhor extremo esquerdo do Porto.

Maicon – Foi o lider da defesa e esteve quase sempre bem. Demasiada passividade no lance que obriga Andrés a brilhar.

Reyes - Parece muito mais intranquilo jogando à esquerda de Maicon do que quando se estreava na equipa principal à direita de Mangala. Esteve certinho embora sempre sem passar a sensação de autoridade e segurança.

Casemiro – Está condenado a ser titular quando a sua condição fisica o permitir. A 6 ou a 8.
É bom com bola e sabe passar, cobrir, rematar, cabecear. É daqueles que tem peso no jogo.
Falta-lhe maior velocidade de pernas e melhor posicionamenteo defensivo. Quem joga na posição 6 tem que ter tanto cerebro como pés. Tem que ter pernas.
Está a crescer de jogo a jogo.

Herrera – A pré-época correu-lhe bem. É um médio que marca o contraste no perfil de jogadores que o Porto tem. Se os outros tricotam ele lavra. Se os outros se agarram à bola ele foge com ela. Se os outros temporizam ele sprinta.
É o médio que melhor liga o meio-campo com o ataque. Na 2ª parte viu-se muitas vezes a receber a bola na 1ª fase de construção. É melhor que Lopetegui reveja mais uns joguitos do duplo pivot de Paulo Fonseca para que o que começa a ser um sonho mexicano não acabe em pesadelo.

Oliver – A pior exibição de Oliver desde que cá chegou. Parecia um juvenil com jeito no jogo de seniores. Alinhado na pressão mas estranhamente errante com bola e sôfrego sem ela.

Brahimi – É muito bom nos duelos individuais.  Esconde, dribla, arranca. A bola tem que estar sempre perto e quando lá chega tem que a acarinhar antes de nova despedida. Na 1ª parte foi quem tentou dar um abanão no último terço.
Na 2ª quando o Porto ganhou asas voltou a mostrar todo o talento que tem. Está muito próximo da titularidade.

Tello –  Como de costume começa bem. Como de costume desaparece do jogo após 2/3 boas combinações com Danilo e 1 ou 2 arrancadas.
Não pode ficar à espera que a bola lhe chegue. Tem que puxar por si. Mostrar ao mundo que a equipa precisa dele e que tem que o procurar.
Nessa altura poderá abandonar a postura expectante porque terá provado. Até lá é dar no duro.

Jackson – Preferia ter perdido 5-1 do que ver o craque da equipa lesionado. É um ponta de lança de mão cheia. Provou-o aqui sem nunca ter metade do serviço que Jardel ou Falcao tiveram.
Quando para o ano accionarem a clausula de rescisão levarão um avançado que nos vai render tantos milhões quantos golos marcados em 2014/15.

Ruben “The Rocket” Neves – Quando vejo o puto parece que estou a ver snooker no Eurosport.  A mesa é verde, o objecto é a bola só que este Rocket tem 2 tacos. A bola vai para o buraco do meio ou para o do fundo com a mesma precisão. Diagonal curta, diagonal longa. Sempre a deslizar.
Para além do passe antecipa posicionalmente qual a melhor forma de receber a bola. A movimentação que faz quando a bola está na iminência de lhe chegar dá-lhe décimos de segundos preciosos quando a tem que passar.
Hoje mostrou mais agressividade na luta pela bola. Como é sereno e inteligente confio que saberá ganhar o que lhe falta para poder ser o 6 que o Porto pode precisar que ele seja.

Adrian Lopez – Vejo o mesmissimo jogador que vi no Atlético de Madrid de Simeone. Isso deveria ser uma grande noticia porque o acabamos de contratar por 11M / 60% do passe.
O que é estranho é que é uma péssima noticia. É um jogador omniausente.

Quaresma – Ganhou o bilhete para 6ª feira. A cruzar, a tabelar, a partir para cima do defesa foi de longe o melhor extremo do Porto.

Ricardo – Tem vida dificil. Recebe minutos mais como tapa-buracos do que como uma oportunidade de mostrar o que vale na sua posição. Foi para extremo sem Jackson e passados uns minutos foi para lateral porque não há Opare e para Danilo descansar.

Quintero – Não será titular mas tem que jogar sempre. É de tal forma impactante no curto prazo que tem que saltar do banco e estar jogo sim, jogo sim nos 14. Quando entrou mostrou que com bola no pés e fogo no rabo não tem rival. Nem Brahimi.
Pena que o fogo dure pouco.

Evandro – A vida dá muitas voltas. O ano passado ficou em terra e viu os seus companheiros a abalarem para um grande. Este ano luta ao sprint com Carlos Eduardo para ficar em terra. É fundamental no plantel pela mesma razão que Herrera. É um médio diferente de todos os outros. É bom e vai ser muito útil. Hoje não deu para muito.

José Angel – Bons pormenores. Não deu para mais.

Sami – Uns minutos para a despedida.


Ficha do jogo:

FC Porto:  Andrés Fernández; Danilo (Evandro 79´), Maicon, Reyes, Alex Sandro (José Ángel 86´); Casemiro (Rúben Neves 46´), Herrera (Sami 86´), Óliver Torres (Adrián López 46´); Tello (Quaresma 46´), Jackson Martínez (Ricardo Pereira 65´), Brahimi (Quintero 69´).

West Bromwich: Ben Foster, Wisdom, Olsson, Pocognoli, Craig Dawson, Baird, Gardner, Brunt, Dorrans, Mulumbu, Berahinoiennar, Naismith



 Por: Walter casagrande

terça-feira, 29 de julho de 2014

Um plantel para gerir como uma “família”

#FCPorto #Campeões #Portugal #Futebol


Dou por mim a pensar em todas as caras novas que estão confirmadas para o FC Porto 2014/2015, em particular no invulgar número de atletas oriundos de Espanha, igualmente país do treinador contratado para a nova época, e fico a desejar que impere o bom senso e não sucedam situações que podem deixar “feridas profundas no balneário azul e branco”.


Desde que exista um tratamento igual, justo, frontal, honesto e transparente a todos os atletas estará tudo bem, naturalmente existirão situações mais ou menos desagradáveis como em qualquer época futebolística, cabe ao treinador saber gerir as sensibilidades e personalidades dos jogadores que terá ao seu dispor.

Por exemplo, questiono-me se o novo guarda-redes que aparentemente virá a caminho vem com a promessa da titularidade. Seria extremamente injusto para o Fabiano que tem estado irrepreensível, e a quem já agora aproveito para agradecer ter evitado uma humilhação no cinzento e amargo jogo de apresentação aos sócios no Estádio do Dragão recentemente.

Esta situação que começa no sector talvez mais sensível duma equipa pode criar “ondas de choque” e abalar a saúde de balneário, mais uma vez insisto que espero que exista bom senso e boa capacidade de gestão das situações e pessoas.

Porque os jogadores são seres humanos e como qualquer ser humano alimentam expectativas e sonhos, devem ser devidamente acompanhados, incentivados, orientados, e devem sentir que têm sempre no treinador alguém pronto a ajudar e ouvir, e também alguém justo e imparcial.

O treinador deve saber passar a mensagem e a imagem que orienta as suas escolhas em função do que a cada momento serve os interesses da equipa da melhor forma, até porque perante qualquer dúvida haverá sempre o comentário “de esquina”, escolheu fulano e sicrano porque é Espanhol ou porque é isto ou aquilo, ou porque foi uma contratação com o seu dedo.

Haverá ao longo da dura e desgastante época que se avizinha insatisfação de alguns por jogar pouco (isso é perfeitamente normal), e talvez insatisfação de alguns por jogarem em posições onde não gostam (a evitar).

Espero que não aconteçam as chamadas “adaptações” de jogadores a posições que não são originalmente as suas, a menos que ocorram numa situação excecional motivadas por ondas de lesões ou sanções disciplinares que “dizimam” as alternativas para certas posições em campo. E já agora que essas ondas de lesões e punições por indisciplina sejam raras no FC Porto 2014/2015, tal seria uma enorme ajuda para catapultar-nos rumo à concretização dos nossos objetivos.

Até agora não existiu uma contratação que eu possa afirmar estar contra ou estar desiludido, todas as confirmadas até agora trazem já de origem “um selo de garantia”, resta saber como e quanto tempo levarão a integrar-se e adaptar-se à nova realidade de uma Cidade nova e de um Clube com o nível de exigência do FC Porto.

Felizmente todas as contratações confirmadas até agora foram para setores carenciados no plantel que terminou a época 2013/2014 (terminou a época de cócoras deveria ter eu escrito!). A confirmar-se a vinda de um central, guarda-redes, médio defensivo e avançado, só levanto uma questão quanto ao guarda-redes.

Não que considere a contratação de mais um guarda-redes dispensável, uma vez que tudo indica que o Helton estará de saída, e mesmo que continuasse a grave lesão que sofreu impede-o de dar o seu contributo à equipa por largos meses, e o Ricardo (nome com estigma negativo no que se refere a guarda-redes só me lembra o “afilhado” do Scolari) apesar de ter feito uma grande época na Académica poderá acusar a pressão de vestir a camisola do FC Porto.

A grande questão neste momento na minha opinião resume-se a que perfil de guarda-redes foi considerado como o desejado numa possível contratação? Será que a ideia é trazer um titular indiscutível? Pelo que o Fabiano tem mostrado e já mostrou o ano passado (mesmo evidenciando pontualmente algumas fraquezas que no entanto podem ser trabalhadas) está claro que temos guarda-redes que nos dá garantias como titular.

Como se sentiria o Fabiano se em gíria futebolística “aterrasse de para-quedas” no Clube um novo guarda-redes e de repente passasse a ser o titular da baliza do FC Porto? E para “apimentar” ainda mais as coisas fosse um guarda-redes de nacionalidade Espanhola indicado pelo treinador? Se o Fabiano tivesse dado sinais de fraqueza até poderia ser compreensível a mudança.

O treinador será o responsável para o bem e para o mal de todas as escolhas que serão feitas, se atingir os objetivos que lhe foram pedidos todas as questões, especulações ou dúvidas levantadas até lá perderão força e interesse. Apenas faço um exercício especulativo (admito!) pois não quero que exista mau ambiente no balneário e que isso mine o sucesso do Clube nesta nova época, e há situações que devem ser evitadas pois têm o potencial de causar problemas.

Se há necessidade de mudar algo por qualquer motivo, tal deve ser feito com bom senso e respeito pelos atletas que como qualquer ser humano gostam de ser tratados com consideração e justiça, havendo diálogo e transparência muitas situações mais delicadas poderão ser ultrapassadas sem “mossas”.

Outra situação delicada é a do Jackson Martinez, pode ser implicância minha, mas cada vez que este senhor abre a boca parece ter vontade de tudo menos de ficar no clube, mesmo quando jura estar preparado para ficar e deixar essa decisão nas mãos do clube. 



Mais uma vez volto a escrevê-lo vendam o Jackson Martinez se surgir uma boa proposta, este indivíduo não inspira confiança nenhuma, é mil vezes melhor ter alguém motivado (o Mexicano Raúl Jiménez por exemplo) e disposto e dar tudo para singrar no Clube que um indivíduo cheio de “artimanhas”, “vícios” e “oscilações de humor” que podem colocar em causa os objetivos da equipa para nem falar do mau ambiente que cria entre os seus colegas.

Reparei que os “assobiadores profissionais” marcaram presença no Dragão, embora compreenda o que tais pessoas sentiram perante o paupérrimo espetáculo proporcionado, é bom que compreendam que o FC Porto tem um treinador novo ainda a conhecer os “cantos à casa” e está a formar uma equipa completamente nova. Terá de haver paciência especialmente na pré-época onde os jogos servem exatamente para fazer experiências, o que os torna à partida algo imprevisíveis, por vezes sonolentos e desinteressantes.

Acredito que há razões para um otimismo moderado, há grande qualidade no plantel 2014/2015, pelos vistos este plantel ainda será mais reforçado, e após o seu “redimensionamento” com a dispensa de quem não preenche os requisitos, estará criada a base de trabalho que o treinador necessita para “levar a nau a Bom Porto”. O treinador parece ter a capacidade de liderança e ambição que se impõe não só porque treina o Gigante FC Porto, mas também porque o “trauma de 2013/2014” paira como um fantasma no imaginário dos adeptos e simpatizantes Portistas.

Boa sorte Julen Lopetegui, boa sorte valorosos atletas do FC Porto, se vocês forem capazes de diariamente funcionar como uma família que encontra sempre forças, motivação, arte e engenho para enfrentar e superar obstáculos e desafios, com certeza no final estarão a saborear o doce sabor do triunfo e a glória dos vencedores.




Por: BluePunisher


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Liga…Europa!

#FCPorto #Benfica #UEFA #Verdade #Triplete

E essa vitória
Em terra irlandesa?
Com final Portuguesa
Não conta pr’a história?

Fizemos um Poker
Ganhamos as quatro!
Supertaça, Campeonato
Essa Taça e Liga Europa!

Bem sei que não é relevante
Porque não há Taça da Liga
E sem essa Taça muito antiga
Nada que venças, é sonante!

Pois só os “tripletes” da Luz
Contam pr’a ser fazer história
E sem a Europa, é a Glória
Que esta vitória traduz!

Por isso se ouvem foguetes
Nessa festa no Marquês!
E não há outro português
Que tenha por si, “tripletes”!?

Só o benfica açambarca
Tod’os os troféus numa época!
Menos essa Liga…Europa
Que nem é desta comarca!

Por isso a época é plena
E a história já está escrita!
Tanta conquista, benfica
E na Europa, a mesma cena?

Eu sei que te sentes completo
E qu’exultas nessas taças!
Mas vend’o Porto, caraças
Nessa Europa repleto!?

Tens um sentimento vazio
Pois sabes que ali a norte
Mesmo perdendo, em má sorte
Nessa Europa é um poderio!

Pois lá venceu várias taças
Desd’a égide d’Abril
C’o teu sentimento é febril
Nessas vitórias que traças!

Pois nada te sabe a vitória
Sem o gosto europeu!
E estas conquistas, sei eu
Não te põem em euforia

Por isso apontas à história
Pr’a reforçar a convicção
Do estatuto de campeão
Nessa espécie d’oratória!

E a comunicação social
Qu’exultando a batalha!?
Contr’o Rio Ave, que falha…
Num triz, a taça de Portugal!?

E tudo serv’ao Regime
Nesse estádio da época
E a tragédia, tão cerca…
Por essa causa, é crime?

Um estádio velho, caduco
Que serve apenas pr’a isto!?
Nesse reviver, bem insisto!
O Estado Novo, em luto?

E nist’a Europa como lufada
Do qu’é vencer-se em excelência!
Sem a maledicência
Propagandeada!

E pode haver quem diga
Que ganharam tudo!?
Qu’eu sei que lá no fundo….
Falta, na Europa…a Liga!


Por: Joker

domingo, 13 de abril de 2014

Segunda Liga, 38.ª jornada: FC PORTO B 1- 2 OLIVEIRENSE

#FCPorto #FCPortoB #SegundaLiga #Desporto #Futebol

O Porto B recebeu, neste Domingo, a Oliveirense (21º classificado) e perdeu por duas bolas a uma.




Novidade foi a colocação de Mikel a central, com Tomás a assumir o lugar de trinco e o regresso de David Bruno à lateral direita.





Num jogo sempre dominado pelo Porto B, a falta de eficácia portista foi determinante para o resultado, assim como as facilidades defensivas em momentos chave da partida.

O jogo começou morno, com ascendente portista. Sem criar grande perigo, era o Porto que controlava o jogo e se instalava no meio campo da Oliveirense. Ivo e Kayembe mexiam com o jogo em arrancadas velozes.

Foi num desses lances que Ivo rompeu da esquerda para dentro e só é travado em falta. Penalti para o Porto. Tozé converteu com tranquilidade.

A partir do golo a pressão do Porto aumentou e o perigo junto da baliza da Oliveirense também. Gonçalo desperdiçou duas oportunidades claras de golo.

O jogo chegava ao intervalo com claro ascendente portista.

Na segunda parte a história foi diferente. A Oliveirense equilibrou o jogo a meio campo. Luis Guilherme tentou responder a isso mesmo com a entrada do médio Leandro para o lugar de Ivo, mas 1 minuto passado e a Oliveirense chega ao empate. Cabeceamento do gigante Yero nas costas de Quino e golo.

Não demorou a chegar o segundo. Cinco minutos depois, cruzamento pela esquerda e Guima a antecipar-se a Mikel na área. 2 golos em duas oportunidades. Eficácia máxima para a Oliveirense.

Entretanto o Porto continuava a falhar golos e a complicar no último terço. E a Oliveirense aproveitava por esta altura alguns nervos para criar mais situações de perigo.

O jogo arrasta-se assim até final e o Porto perde uma oportunidade de ganhar face a um adversário acessível.



Análise individual: 

Stefanovic: Um erro grave a permitir que Yero quase marcasse. Não teve grande trabalho.

David Bruno: Algumas dificuldades para parar os cruzamentos do seu lado. Uma boa iniciativa no ataque.

Mikel: Com culpas no segundo golo, mas no resto do jogo esteve muito bem e ainda deu impulso ao meio campo.

Tiago Ferreira: Muitas faltas sem necessidade.

Quino: Muito bem no apoio ao ataque. Não consegue ser mais forte que Yero no 1º golo, mas fez cortes importantes.

Tomás: Pouco intenso. Não foi o jogador que o Porto precisa na posição.

Pedro Moreira: Excelente jogo. Esteve em todo o lado quer a cortar inúmeras bolas quer na destribuição.

Tozé: Marcou bem o penalti, no resto esteve algo apagado.

Ivo: Alternou o bom com o menos bom, mas nunca se escondeu do jogo. Ganhou o penalti e foi dos mais irreverentes.

Kayembe: Melhor em campo. Explosivo pelo lado direito. Inventou jogadas, espírito lutador imenso. Assistiu 2 vezes Gonçalo para golos certos.

Gonçalo: Fez quase tudo bem, mas falhou na hora H. Técnica incrível, visão de jogo, capacidade de rotação, explosão. Faltou a finalização e só por isso não foi o melhor em campo.


Leandro: Entrou num mau momento e nunca conseguiu pegar no jogo da equipa.

Fred: Entrou activo e por pouco não marcou aos 84 minutos.

André Silva: Muito bem com algumas arrancadas pela esquerda. Pede mais minuto



FICHA DE JOGO

FC PORTO B-OLIVEIRENSE, 1-2
Segunda Liga, 38.ª jornada
13 de Abril de 2014
Estádio de Pedroso, Vila Nova de Gaia

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)
Árbitros assistentes: Pais António e Valter Pereira
Quarto árbitro: Luís Ramos

FC PORTO B: Stefanovic; David Bruno, Mikel, Tiago Ferreira e Quiño; Tomás Podstawski, Pedro Moreira (cap.) e Tozé; Kayembe, Ivo e Gonçalo Paciência
Substituições: Ivo por Leandro Silva (62m), Tomás Podstawski por Frederic (73m) e Kayembe por André Silva (77m)
Não utilizados: Caio, Bruno Silva, Pavlovski e Rúben Neves
Treinador: José Guilherme

OLIVEIRENSE: João Pinho; Carela, Sérgio, Ângelo e Califo; Duarte Duarte, Rui Lima (cap.), Laurindo, Hélder Silva e Guima; Yero
Substituições: Hélder Silva por Carlitos (46m), Laurindo por Renan (58m) e Duarte Duarte por Ely (60m)
Não utilizados: Mamadou, Paulinho, Zé Sousa e Pedro Oliveira
Treinador: Artur Marques


Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Tozé (29m, g.p.), Yero (63m) e Guima (68m)
Disciplina: cartão amarelo a Pedro Moreira (22m), Carela (28m), Califo (71m) e Guima (90m)


Por: Prodígio 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Fecho do Mercado de Transferências

#FCPorto #Benfica #Sporting #Portugal #Mercado







Com o mercado de transferências praticamente fechado para os clubes portugueses, se bem que ainda haja uma janela de transferências aberta por explorar, será tempo de fazer um breve balanço no sentido de avaliar pela positiva ou negativa, as diversas transações realizadas pelos três clubes que continuam a lutar pelo título de campeão nacional.





No que diz respeito ao SCP, e quando se julgava que o clube de Alvalade iria tentar fazer bons negócios de ocasião, vendendo alguns dos seus talentos da Academia ou outros ativos da equipa principal, por força do seu estado financeiro debilitado, fomos surpreendidos com uma outra politica de gestão desportiva, centrando-se até a aposta mais no reforço do seu plantel com as entradas de Heldon e Shikabala, que me parecem ser boas opções em termos de reforços da equipa, não descurando também a oportunidade para fazerem alguns ajustes no seu plantel, com jogadores que não se conseguiram impor no clube, como será o caso de Jéffren.

Já ali ao lado da 2ª Circular, o SLB viu-se privado do seu jogador nuclear do meio campo, Matic, que foi vendido por metade da cláusula de rescisão, o que deve surpreender e entristecer muitos benfiquistas, pois a equipa nunca mais será a mesma e pode trazer alguns problemas naquele meio campo até ao final da época, para além da forte possibilidade de ainda poder sair Garay, se bem que, por outro lado, o SLB tenha realizado bons negócios com a venda de Rodrigo e André Gomes, com a vantagem em termos desportivos de poderem continuar no clube até ao fim desta temporada, apesar de que a verba de 15 milhões de euros do segundo ainda irá dar muito que falar, mesmo estando na presença de um jogador talentoso que prevejo que ainda iremos falar bastante sobre ele, mas que o seu atual estatuto de jogador poucas vezes convocado para os jogos da primeira equipa, cause alguma estranheza e dúvidas quanto à forma como foi negociado.

Quanto ao que transparece no FCP, a oportunidade de negócio com o Quaresma foi uma boa opção, todavia, por outro lado o facto de terem saído Lucho que, apesar da sua idade ainda era bastante importante na equipa e no que ele representava como capitão, e Otamendi que me surpreendeu a sua saída, não que o FCP não tenha no momento substitutos à altura para aquele lugar, mas por se tratar de um valor inferior a metade da cláusula de rescisão do jogador, contrariando aqui um pouco as indicações emanadas da SAD portista, que curiosamente também o SLB comungava do mesmo princípio de raciocínio em termos de os clubes interessados terem de bater as cláusulas em vigor, o que não se veio a confirmar, demonstrando aqui mais uma vez que esta treta das cláusulas que os ativos dos clubes patenteiam nos seus contratos é uma pura demagogia e uma farsa, e só servem para fazerem manchetes de jornais da especialidade e enganar meninos. 

Em conclusão geral, e num exercício de puro raciocínio teórico, acho que o SCP foi o clube dos denominados de “grandes” que conseguiu os melhores resultados neste período de transferências, não que seja o principal candidato ao título, por ainda ter muitas lacunas para preencher com qualidade em certos lugares, como se constatou na Luz com a falta de William Carvalho, mas pela melhoria geral em termos de mais alternativas para a equipa, estando o SLB numa segunda linha pelas razões acima apresentadas e também pela qualidade e quantidade do valor do seu plantel, que no meu entender é este ano o principal candidato ao título, ficando o FCP numa posição inferior aos seus tradicionais rivais neste período de mercado aberto, pois não só debilitou a sua equipa em duas áreas do terreno, como também acho que desde o princípio da época como já o disse aqui anteriormente, lá bem no fundo, a sua SAD compreendeu que após três campeonatos seguidos, seria bastante difícil conseguir o tetra campeonato perante a forte oposição e aposta do SLB, e por isso não se tenha reforçado como é seu apanágio na época em curso devidamente, e com a qualidade que estamos habituados, apostando mais no mercado interno onde ainda abundam alguns talentos que precisam de algum tempo para se afirmarem, e também por ser um mercado mais barato e de fácil e rápida integração na equipa.

Por: Natachas.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Depois do “Incrível”, viva o “El Bandido”







Como se costuma dizer nesta vida, tudo tem o seu próprio período de tempo e o seu momento de exposição ao mundo onde todos estamos inseridos, a diferença é que alguns vêm ao mundo para marcar um ciclo e são por nós denominados como os predestinados, em contra ciclo com os outros que passam quase despercebidos na sociedade, e no reino do futebol esta constatação é ainda mais vincada derivado ao facto se ser uma atividade muito mais mediática.





James Rodriguez, ou “El Bandido”, como é apelidado por muitos dos seus admiradores, apesar da sua juventude já que só tem 21 anos de idade, é já hoje apontado como um dos maiores talentos do desporto rei, e a sua graciosidade, juventude e talento lembra-me um pouco os tempos áureos de Paulo Futre que também marcou uma época no clube, e se é verdade que o FCP perdeu Hulk que resolvia só por si muitos problemas da equipa, e acrescentava alguma espectacularidade e magia com o seu futebol, também não será menos verdade, que com a sua saída a equipa azul e branca ganhou um colectivo que há muito não se via no FCP desde os tempos de Deco.

Com James a jogar na posição denominada de 10 e com um sistema de jogo em 4-2-3-1, o jogo do FCP torna-se de facto mais fluído, o meio campo ganha vivacidade e por vezes apresenta até lampejos semelhantes ao futebol do Barcelona, conseguindo uma posse de bola mais prolongada e com uma recuperação de bola mais avançada e eficaz, que lhe permite sair para o contra ataque com mais profundidade e perigo na baliza adversária.


Por: Natachas.

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