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segunda-feira, 20 de julho de 2015

À atenção do FCP


Durante várias décadas o clube azul e branco teve o condão de saber liderar a hegemonia do futebol português, hegemonia essa que teve o seu lançamento nos tempos de José Maria Pedroto, que com a carismática liderança de Pinto da Costa iniciaram em conjunto um ciclo vitorioso sem precedentes no nosso país, muito ao invés do que tem acontecido com o SCP, que praticamente no mesmo período de tempo, esteve quase sempre arredado dos principais títulos em Portugal e que neste momento se prepara para relançar esse desiderato, ao apresentar-se este ano como um sério candidato a vencer todos os títulos em disputa, pelo menos parece ser esse o principal objectivo da Direção do SCP, ao contratar contra todas as expectativas JJ ao SLB, reforçar-se com alguns jogadores de renome sem fazer muitos estragos na sua atual equipa, e fazer retornar ao clube individualidades de renome e carisma leonino como Otávio Machado e Manuel Fernandes, que no entanto, só o tempo e principalmente os resultados desportivos ditarão se foram boas ou más escolhas para o clube de Alvalade, independentemente das suas capacidades profissionais e desportivas. 

Neste enquadramento, se o FCP quiser continuar a ser o clube português e mundial que melhor tem sabido tirar partido das melhores transações de jogadores e de mais-valias, se quiser retornar com pujança à liderança do clube em Portugal com mais títulos conquistados, com o melhor modelo de gestão e organização desportiva, e ainda, com o maior poder financeiro para continuar a contratar jogadores de topo, sendo hoje todo este projecto desportivo objeto de uma profunda análise e imitação de muitos outros clubes no estrangeiro e a nível nacional, e afirmo isto mesmo correndo o risco de saber que muitos dos leitores que irão ler esta crónica, certamente que terão toda a liberdade para discordar deste princípio de raciocínio, tendo em conta o que se passou, ou não, com o famigerado “Apito Dourado”, que apesar de nunca se provar a culpabilidade do mesmo em termos jurídicos, continua a manifestar-se fora do reino do dragão como um argumento de arremesso de responsabilidades, sempre que é preciso justificar os fracassos dos nossos adversários, como se tudo o que se tenha passado, ou não, tenha por direito próprio de perdurar para sempre no tempo como uma desculpa esfarrapada por quem não tem capacidade de resposta para contrariar e justificar as vitórias do FCP, ou então, as últimas afirmações do árbitro Marco Ferreira também teriam que ser esmiuçadas até às últimas consequências pela gravidade que as mesmas se pronunciaram na praça pública, mas na realidade na comunicação social, o que se tem visto sobre esta matéria é uma espécie de amnésia total com todo o sentido do encobrimento absoluto do facto, como se nada se tenha passado para aqueles lados, mas certamente se fosse ao contrário estaríamos já em cena com um enorme romance à volta do acontecimento, situação para a qual já estamos habituados ao longo dos anos, e à qual damos como resposta cabal a conquista de mais títulos.

Ao pretender chamar a atenção do FCP para o atual panorama do nosso futebol, prende-se essencialmente com o facto de os nossos eternos rivais de Lisboa se prepararem para tentarem contrariar a hegemonia do FCP nas quatro linhas, ou não, não que os mesmos não tenham o mesmo direito por também se configurarem como dois grandes clubes que são de facto, mas na verdade, tendo em conta toda a forma como têm ultimamente gerido os seus clubes, não será difícil perceber que o método de gestão que utilizam no momento passa muito por uma cópia em forma de plágio recôndito do que tem sido exibido pelo FCP nestes últimos anos, razão pela qual o FCP deverá preparar-se para o impacto que aí vem, pois se não estivermos devidamente atentos e nos desviarmos nem que seja um milímetro da mesma linha de raciocínio, se não estivermos sempre num processo evolutivo e sempre acima dos nossos eternos rivais, podemos ser igualados ou até ultrapassados pois vontade não lhes falta.

Por: Natachas.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

O mercado de transferências ao rubro


Portugal apresenta-se sempre aos olhos do mundo como um pequeno país europeu periférico de fracos recursos económicos e sociais, mas no que diz respeito ao mundo futebolístico esta consideração muda totalmente de figura e de conceito, podendo mesmo dizer-se que no panorama desportivo, e essencialmente no que o futebol diz respeito, consegue ser mesmo um país que se evidencia pelo número de transferências realizadas, pelo elevado valor que as mesmas atingem no mercado, e ainda pela qualidade dos jogadores que movimenta, e que todos os anos consegue bater recordes de verbas transacionadas para outros campeonatos mais competitivos e com maior poder económico, o que de facto é extraordinário e paradigmático para um país com cerca de 10 milhões de habitantes, mas com uma apetência especial para esta modalidade desportiva.

Ainda a procissão vai no adro da igreja em termos do período de fecho do mercado de transferências, mas as notícias sobre transações de jogadores e treinadores a atuarem no nosso campeonato já está ao rubro e não dá mostras de se ficar por aqui, podendo mesmo vir a confirmar-se este defeso como um ano histórico, tendo em conta as bombásticas transferências já realizadas e as que, porventura, se possam vir a perfilar de acordo com as notícias que nos vão chegando através dos órgãos de comunicação social.

Assim, se a saída de Jackson Martinez do FCP já era esperada há muito tempo, sendo mesmo mais uma vez considerada como um excelente negócio financeiro para o clube azul e branco, já a notícia oficial da passagem de armas e bagagens de JJ do SLB para o vizinho rival SCP, traduziu-se numa autêntica bomba nuclear nos meandros do mundo da bola indígena, pela forma e conteúdo como o negócio foi realizado, tendo em conta os valores em causa e a débil situação financeira do clube leonino, que até aqui não era muito afeito a aventuras deste género, e que ao mesmo tempo continua a afirmar a pés juntos que não existe por detrás deste negócio nenhum apoio estrangeiro, e mesmo sabendo da simpatia que JJ sempre nutriu pelo SCP, acho que poucos acreditavam nesta possibilidade, que a correr mal todo este processo em termos desportivos pode vir a degenerar uma crise financeira bastante grave para as bandas de Alvalade, sabendo-se que o SCP ainda tem pela frente uma pré-eliminatória da Liga dos Campeões que não pode falhar, sob pena de perder mais de 10 milhões de euros para o seu orçamento anual. 

Quanto à propalada transferência do ano do carismático Maxi Pereira para o FCP, que tem servido de gáudio para toda a comunicação social e não só, e que tanto tem dividido ambas as hostes rivais, não só pelos números do negócio que têm vindo a público, mas também pelo facto de estarmos na presença de um jogador de 31 anos, e por esse motivo não se prever nenhuma mais-valia numa eventual transferência futura, como tem sido usual e com enorme êxito para as bandas do dragão, eu mesmo, como ainda no momento que escrevo estas linhas nada está decidido, confesso que ainda me encontro também dividido, não pela qualidade do jogador em causa, pois se vier com o mesmo empenho que patenteava no SLB, não tenho dúvidas que o lugar ficará bem preenchido, para além de o FCP com esta opção não precisar de ir ao mercado pagar o valor de uma nova transferência, a que teria forçosamente de juntar os honorários de um outro jogador, que a este nível não ficariam menos dispendiosos do que o FCP propôs a Maxi, havendo ainda o risco de uma adaptação imediata ao nosso futebol, como já aconteceu com alguns jogadores que por cá passaram. 

Ainda sobre estas transferências do Maxi e do JJ, parece-me que mais uma vez o SLB foi apanhado desprevenido e agiu como um clube provinciano, por um lado nunca pensou que o SCP se aventura-se a contratar JJ, já que o seu receio estava concentrado mais na possibilidade de o mesmo ir para o FCP, e quando teve a certeza de que Lopettegui iria continuar, mesmo que não estivesse interessado em renovar com JJ, sempre pensou que o seu treinador iria optar pelo mercado estrangeiro, já no caso do Maxi deixou prolongar em demasia a resolução da renovação do contrato, pensando que o seu carismático jogador nunca ousaria trocar o clube que o lançou na rivalta desportiva pelo seu principal rival do norte.

Por fim, e apesar de ainda ser um pouco cedo para se fazer uma análise bem fundamentada quanto ao principal candidato para vencer o próximo campeonato nacional, a julgar pelo que tem vindo a público nos jornais da especialidade, parece não restar dúvidas que iremos ter um campeonato emotivo e com as três principais equipas portuguesas a lutarem entre si pelo título até às últimas jornadas, e na minha opinião com algum favoritismo por parte do FCP que não está habituado a perder dois anos seguidos, se bem que até à data ainda não tenha preenchido a vaga do seu artilheiro mor, Jackon Martinez, que deixará saudades como foram também os casos de Jardel, Lizandro Lopez, Hulk, Falcao, entre outros, e que o FCP sempre soube substituir com mestria.

Esta minha análise em termos de um certo favoritismo que atribuo ao FCP para o próximo ano, prende-se com o facto lógico de Lopetegui já conhecer melhor os cantos à casa, e de provavelmente não irá repetir os mesmos erros que cometeu no início da época anterior, com as alterações constantes na composição do esqueleto padrão da equipa, para além de se estar a reforçar com qualidade no meio campo, se bem que ainda não tenha resolvido o problema com a substituição do seu goleador, ao invés dos seus rivais que terão que passar por novos processos e metodologias de treino, e ainda, com a forte possibilidade de virem a ficar sem alguns jogadores da sua equipa base, e por último, no caso do SCP, se não se reforçar com mais dois ou três jogadores de qualidade, não chegará só um Jesus por muito milagreiro que o nome indique.

Uma última nota sobre todas estas peripécias que se passam à volta do mundo da bola, que mais uma vez só vêm provar que estamos na presença de uma sociedade à parte daquela que estamos habituados e inseridos, pois no futebol atual não existem cadeiras de sonho, amor às camisolas ou qualquer outro atributo substantivo, existe sim uma corja de empresários sem escrúpulos que vivem à custa dos jogadores, e por vezes são eles os principais culpados por os clubes estarem de relações cortadas.
 
Por:  Natachas.



quinta-feira, 4 de junho de 2015

O que passará na cabeça de JJ?


Como quase todos os treinadores de nomeada também Jorge Jesus construiu a sua carreira de baixo para cima, embora com alguns solavancos menos positivos pelo meio, lá foi paulatinamente conseguindo o seu lugar de topo no panorama nacional, sendo hoje considerado no nosso meio o treinador do momento, idolatrado pela massa benfiquista que o considera uma espécie de Deus associado ao seu nome, e desejado pelos dois mais emblemáticos clubes portugueses que não se importariam de o ter nas suas fileiras, e eu mesmo como incondicional adepto do FCP também não enjeitaria essa possibilidade, se bem que, o sistema tático que JJ mais aprecia não é de todo aquele que o meu clube pratica em toda a linha, desde a equipa principal até à formação, situação que poderia trazer alguns problemas de ordem estrutural para o meu clube.

Mas no panorama atual, ou seja, depois de ter conseguido ganhar dois campeonatos seguidos na sua já longa estadia como treinador do SLB, o que se passará realmente na mente de JJ? Será que quererá continuar no SLB por mais alguns anos, a exemplo de um Alex Fergunson ou Arsène Wengerno Reino Unido, ou estará disposto a sair e apostar noutros mercados e outros projetos mais audaciosos para provar que também está capacitado? Esta será, porventura, a pergunta que muitos de nós gostávamos que fosse respondida pelo próprio nos próximos dias, ao contrário da comunicação social especializada que lhe interessará mais prolongar este enigma para vender mais informação como será óbvio.

Na minha opinião, a mente de JJ deve estar dividida entre duas alternativas, passando a primeira por uma situação de mais fácil resolução e de menor risco assumido, passando pela continuação do atual projeto alicerçado na vontade incondicional dos seus adeptos, mas com algumas restrições da SAD tendo em conta os atuais valores do seu contrato, que a mesma já se pronunciou no sentido de ter de haver uma revisão salarial e uma aposta na formação, e a segunda por JJ ter no seu horizonte desportivo vontade para mostrar a si próprio e ao público em geral que também é competente fora do seu ninho de águias, um pouco ao que acontece com Leonel Messi, em que eu continuo a hesitar se o hei-de considerar o melhor jogador do mundo da atualidade, pelo simples facto de que nunca mostrou que também o poderia fazer fora do seu habitat de sempre, o Barcelona, ao contrário de Cristiano Ronaldo que já o provou por diversas vezes.

Ainda sobre a possibilidade de JJ sair do SLB, que eu continuo a acreditar que esteja numa percentagem a rondar os 50/50, a minha dúvida quanto à sua saída para encabeçar um novo projeto fora do seu país, não estará de modo algum pela falta de competências técnico/taticas onde já demonstrou serviço, mas sim, preferencialmente, por razões de ordem psicológica e de capacidade de enfrentar outro tipo de cultura desportiva, muito ao jeito do que Mourinho sempre foi capaz de realizar com o sucesso que muitos de nós lhe reconhecemos e que ele tão bem domina, na vertente dos, “Mind Games e do conceito de Coaching”.

Por último, e apesar de os órgãos de comunicação social começarem a alimentar a hipótese de JJ sair do SLB e se transferir com armas e bagagens para o seu rival da 2ª circular, o que seria uma espécie de bomba atómica entre rivais que no nosso meio não estamos habituados a ver, ou até a muito improvável opção para o FCP, eu ainda acredito que tudo não passará de boatos de ocasião, dado que em causa não estaria só a mudança de clubes, mas também, o risco que a própria troca poderia causar no próprio JJ, não só de ordem desportiva como também no convívio com os adeptos do vizinho do lado, que nunca mais lhe perdoariam a ausadia da sua mudança, podendo mesmo chegar ao ponto de represálias contra JJ e entre os adeptos dos dois rivais da 2ª circular.

Por: Natachas.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Os critérios e as nomeações dos árbitros



Sempre que falamos individualmente como cidadãos comuns, ou se discute em grupo sobre o futebol indígena nos meios de comunicação social, um dos principais problemas que se colocam nesta modalidade desportiva tão querida do povo português, é sem sombra de dúvida a controversa que está sempre subjacente às decisões da arbitragem durante um determinado jogo, às próprias nomeações dos árbitros para determinados jogos pelo organismo competente, e do que delas representa ou pode vir a representar no escalonamento das equipas na tabela classificativa.

Se por um lado a opção das nomeações diretas dos árbitros poder parecer a priori coerente e positiva, por visar preferencialmente a escolha do melhor árbitro que melhor se perfile para um determinado jogo, mesmo tendo em conta a ótica sempre subjetiva do organismo competente, esta opção por muito que seja argumentada e condicionada não colhe sempre as preferências ou a concordância dos clubes, o que pode levantar logo por si só, uma suspeita elegível na forma e no conteúdo das escolhas de cada árbitro para cada jogo.

Por outro lado, na eventualidade de se optar por um sorteio puro dos árbitros, esta opção poderia trazer à modalidade uma maior credibilidade do processo de atribuição dos árbitros para os jogos em disputa, pese embora, em termos estritamente qualitativos, eventualmente, não termos os árbitros melhor classificados nos jogos de maior interesse ou importância, embora fosse recomendável que houvesse um maior equilíbrio de qualidade entre os árbitros de primeira linha.

Há também aqui a considerar que em termos da concepção e filosofia do apuramento dos melhores árbitros em exercício num determinado ano, como os relatórios dos observadores dos mesmos não são tornados públicos para análise da opinião pública, há sempre a possibilidade de se poder adulterar, manipular e operar no sentido que mais beneficie o clube A em detrimento do clube B, razão pela qual todos os anos assistimos a situações de enorme controvérsia por parte dos árbitros no escalonamento das suas classificações finais.

Por último, e não menos importante e polémico do que as razões acima expostas, serão certamente os vários critérios que os árbitros usam e abusam na análise dos lances que têm de ajuizar, que na minha opinião não deveria ter uma componente técnica individualizada, árbitro a árbitro e de escolha pessoal no julgamento dos lances dos jogos, mas ao contrário desta opção a que estamos habituados a ver nos campos de futebol, os árbitros deveriam reger-se sob regras rígidas previamente estabelecidas e definidas pelo organismo competente, passando assim a não haver vários juízos diferentes para lances perfeitamente iguais, onde podemos destacar os que têm a ver com árbitros mais rigorosos na aplicação dos cartões de disciplina, se forem mostrados logo no primeiro lance ou noutro período do jogo, se são mais afeitos a deixarem jogar mais em vez de apitarem com maior frequência, ou até, no relacionamento direto dos árbitros com os próprios intervenientes do jogo, visto que na minha ótica, só deveria existir um único conceito ou filosofia de processos na arbitragem, sendo que aos árbitros só lhes competiria cumprir com as regras estipuladas, tornando-se assim muito mais fácil e visível o seu julgamento por quem de direito.

Desta forma, as regras de arbitragem seriam mais evidentes, objetivas e mais lógicas, se os juízes do apito fossem obrigados a ter um único critério para aplicar na apreciação dos principais lances, menos controlo no apuramento do resultado final que sempre me pareceu exagerado e uma ação mais centralizada na verdade desportiva, que nunca mais chega aos campos de futebol para gáudio de uma determinada elite instalada por conveniência própria no panorama desportivo.
   
Por: Natachas.


terça-feira, 24 de março de 2015

Este é o Quaresma que eu sempre quis.


Quando pronunciado pelo nome de, Ricardo Andrade Quaresma Bernardo, talvez muitos de nós não se apercebam de quem estamos propriamente a falar, mas se o designarmos só por Quaresma, certamente que não teremos dificuldade alguma em dizer que estamos na presença de um dos maiores talentosos jogadores que militam no nosso futebol indígena, e apesar de já ter 31 anos e uma carreira repleta de títulos, e com participações nos melhores clubes europeus e na Seleção Nacional, está a atravessar aquele que eu considero o seu melhor período enquanto futebolista completo e talentoso no FCP.

Curiosamente, Quaresma estreou-se na equipa principal do SCP contra o seu clube do momento pela mão de László Bölöni com apenas 17 anos e oriundo da formação da equipa leonina, conquistando nesse mesmo ano o Campeonato Nacional e a Taça, feito que o SCP nunca mais conseguiu, e ao mesmo estilo de Cristiano Ronaldo, outra descoberta da formação leonina, também ele começou a dar nas vistas muito cedo devido às suas constantes e imprevisíveis fintas que colocavam os seus adversários em sérias dificuldades, e onde começava a despontar a sua especialidade no tão propagandeado cruzamento de trivela, gesto técnico que ainda hoje o pratica com êxito.

Depois de ter sido vendido pelo SCP ao Barcelona, Quaresma ingressou no FCP em 2004 funcionando como moeda de troca e mais uns tantos milhões de euros no negócio entre o FCP e o Barcelona na aquisição de Deco para o clube catalão, sendo que após a entrada no clube azul e branco, o seu talento que no momento estava em declínio voltou a breve trecho a vir ao de cima, pois a sua capacidade técnica de jogador de eleição nunca deixou de existir, e JNPC como mestre neste tipo de pesquisa de boas oportunidades de negócio soube tirar partido disso conseguindo vários títulos conquistados, onde Quaresma era uma peça fundamental no esquema da equipa.

Em termos puramente técnicos há quem diga mesmo que Quaresma estará mesmo a um nível superior a Cristiano Ronaldo, o que só o valoriza ainda mais enquanto profissional de futebol, porém, no que diz respeito à sua irreverente personalidade o efeito mediático tem sido outro, originando mesmo nos últimos anos problemas acrescidos na sua carreira desportiva, já que, por sistema denota uma débil mentalidade psicológica ao lidar com situações que se lhe deparam, devido talvez à sua própria rebeldia genética, e ao seu egocentrismo bem espelhado na forma como encara por vezes os problemas que se lhe deparam e os lances sem qualquer rigor coletivo em prol da equipa, se bem que, por vezes, o seu enorme talento se traduza em grandes jogadas e golos fantásticos, daqui advir para a análise dos psicólogos a sua integração no grupo das personalidades dos “Artísticos”, ou não seja ele um “artista” da bola.

Só que entretanto, com a vinda de Lopetegui para o FCP, e apesar de no início da temporada o temperamento de Quaresma parecer aos nossos olhos pouco ou nada diferente do habitual, com o decorrer do campeonato temos assistido a uma profunda alteração de comportamentos para melhor, onde certamente o seu treinador e demais equipa técnica tiveram uma intervenção de excelente nível na área da liderança comportamental que se saúda e se aplaude, conseguindo resultados a todos os níveis notáveis para bem do próprio jogador e para toda a equipa, razão pela qual eu agora posso dizer com absoluta certeza que, “Este é o Quaresma que eu sempre quis”, tolerante, disciplinado, coletivo e altruísta.
 
Por: Natachas

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Deixem jogar os miúdos portugueses


Com o período de mercado de transferências já fechado, será tempo de fazermos uma reflexão mais cuidada sobre potenciais aquisições, que por razões de vária ordem, não foram objeto de compra pelos três principais clubes portugueses, tendo em conta alguns bons negócios e alternativas que se podiam perfilar no mercado português.

Começo por afirmar, que na minha opinião e a breve trecho, os nossos clubes portugueses terão que se consciencializar que, quer queiram quer não, não terão outra alternativa senão reforçarem os seus plantéis com jogadores formados nas suas academias, sendo estes de origem portuguesa, ou mesmo provenientes de outros países de outros continentes mas com alguma formação de base realizada em Portugal.

Assim a meu ver, existem preferencialmente nas academias dos três grandes clubes, e não só, a que acrescento aqui a qualidade e o bom trabalho da formação do Guimarães, que ainda há bem pouco tempo foi campeão nos Sub-19, estando já a dar frutos na 1ª equipa o seu projeto desportivo, e principalmente nas equipas B, jogadores de inegável talento e com larga margem de progressão dada a sua juventude e raça, se bem orientados e aproveitados devidamente, como comprova, por exemplo, o caso do Rúben Neves no FCP e o João Mário no SCP, em que só foi preciso dar-lhes a tal oportunidade para eles passarem de uma situação de promessas para uma certeza absoluta, se bem que, e cá está a tal oportunidade, no caso do jogador do FCP se deveu a uma lesão prolongada do Mikel, e também se de uma forma definitiva se entender que a habitual apetência para contratar jogadores fora deste contexto, só enche os bolsos de empresários e dirigentes desportivos.

Nestas circunstâncias, passo a indicar alguns jogadores que militam no campeonato português ou nas equipas B, e que na minha ótica, se lhes derem a tal oportunidade que eles tanto precisam, poderão ser a breve trecho potenciais jogadores para os seus clubes fazerem as necessárias mais-valias nas transações dos seus principais ativos, que como sabemos, por razões económicas e financeiras não se podem negar em concretizar.

FCPorto – Gudiño; Ivo Rodrigues, Gonçalo Paciência, André Silva; Lichenovky, Rafa, Kaembé, Francisco Ramos; Leandro; Vitor Garcia, Otávio e Hernâni, contratado ao Guimarães no período aberto de transferências. 

Benfica - Gonçalo Guedes, João Teixeira, Bruno Gaspar; Rúben Pinto, Helder Costa e Rui Fonte.

Sporting – Paulo Oliveira, ex. Guimarães e Tobias Figueiredo, já a atuar como titular; Nuno Reis; Yuri  Medeiros; Cristian Ponde e Zezinho.

Guimarães – João Afonso, Josué, André André, Hernâni, Bernard; Alex; Tomané.

Braga – Matheus, Aderlan Santos, André Pinto, Danilo, Rafa, Pedro Tiba.

P. Ferreira – Seri; Sérgio Oliveira, já com vínculo para o ano com o FCP.

Rio Ave – Marcelo; Del Valle; Diego Lopes.

Estoril – A. Esiti; Tozé; Sebá. 

Marítimo – Danilo Pereira.

Belenenses – Pelé; Dálcio.

Nacional – Ali Ghazal.

Matéria e talento puro não falta em Portugal, por isso começo pelo princípio que faz título a este meu artigo, apostem e deixem jogar os miúdos portugueses.

Por: Natachas.



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Será que a FPF está de volta ao passado?


A FPF celebrou o seu primeiro centenário com uma gala com toda a pompa e circunstância, onde teve oportunidade de premiar os que, na sua ótica pessoal ou através de uma votação on-line, mais se distinguiram no desempenho das suas várias funções naquela instituição desportiva, evento que de certa forma até se deve aplaudir pela iniciativa e oportunidade, pois, é sempre bom para quem contribuiu durante anos com o seu esforço e dedicação, sentir por parte da instituição que representa, ou representou, um merecido carinho e uma lembrança que pontifique para memória futura.

No entanto, quando se tem em mente como princípio de base, homenagear personalidades num universo tão diversificado como este, deve-se ter sempre o cuidado de ser o mais isento possível, ter a sensibilidade de escolher com rigor para não ferir idiossincrasias, e não deixar esquecidas personalidades ímpares que a própria história tenha por si só já enaltecido, avaliado e perpetuado como muito importantes durante um determinado período de tempo, sob pena de estarmos a contribuir diretamente para a proliferação de conflitos de interesses associados a ódios antigos de orientações clubistas, que por sua vez, alguns jornais da especialidade e outros órgãos da comunicação social bem apreciam e tentam reintroduzir de imediato no meio futebolístico nacional, tendo em conta o pseudo ressurgimento do SLB na hegemonia do futebol português, que durante várias décadas a perdeu a favor do seu rival do norte, o FCP, aparecendo agora uma nova campanha instalada na opinião pública, no sentido de preparar e alterar certos princípios de base no que toca à liderança do futebol português, não sendo por isso na minha ótica, estranha esta forma de atuação de uma FPF que sempre esteve ligada na sua génese aos interesses dos clubes do Terreiro do Paço da capital portuguesa.

Neste enquadramento, e sem me surpreender de todo esta forma de agir e estar no mundo do desporto português e dos seus agiotas, a que a gente do norte sempre esteve habituada a lidar com esta situação, tendo nas últimas décadas sabido dar uma resposta cabal ao seu melhor nível, o que se lamenta é o esquecimento puro e simples, hipócrita, injusto, vingador e traiçoeiro na referida gala de personalidades que tanto deram e contribuíram para engrandecer o desporto nacional e o futebol em particular, pois, a FPF ao esquecer-se pura e simplesmente, nem mesmo fazendo uma menção honrosa, a personalidades como, Pinto da Costa, que queiram ou não, que tentem ou não surripiar da realidade, será sempre lembrado como o melhor e o maior presidente da história do futebol mundial, não só pela notável obra realizada ao serviço do seu clube, como também pelos títulos nacionais e internacionais conquistados durante a sua vigência, que não podem ser negados por ninguém, e que tanto têm incomodado muita gente frustrada que por aí gravita, da mesma forma que é lamentável a mesma FPF, ter-se esquecido do trabalho realizado por José Maria Pedroto, um símbolo do futebol português como treinador e mentor, pelas barreiras que ajudou a derrubar, tanto ao serviço do FCP, como também ao serviço da própria instituição desportiva que não o reconheceu como tal, o que considero ambas as situações uma afronta e um desrespeito total à nação portista e ao povo português em geral, pelo menos aquele verdadeiro povo do norte que sabe e entende de futebol, e não está ligado a altos interesses instalados na sociedade.

Por fim, e parafraseando um dos premiados na cerimónia da gala organizada pela FPF, a que eu me associo e subscrevo como sustentáculo substantivo da minha crónica, diria também que, “É tempo de varrer a porcaria que há na FPF“.
 
Por: Natachas.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Qual o melhor modelo de gestão para os clubes


Uma das principais dificuldades que a maior parte dos clubes de futebol se debatem hoje em dia para resolverem as suas obrigações contratuais com os seus jogadores e demais fornecedores, em parte, prende-se com o tipo de modelo de gestão que praticam, ou que acham que seja o mais adequado para fazer face às enormes despesas que contraem na sua organização desportiva, vivendo quase todos os clubes acima das suas reais possibilidades, dando azo todos os anos a casos de incumprimento de remunerações por parte das suas débeis tesourarias, situação que não é nova e que nem tão pouco é desconhecida da opinião pública, para não dizer mesmo que até é perfeitamente natural e pacífica para os tempos que correm, que esta situação se verifique com total normalidade na sociedade moderna, bem ao jeito da maioria dos países que também se encontram endividados perante as suas contas públicas e que também andam sempre com deficit enormes, e que ninguém acredita que alguma vez as dívidas sejam totalmente liquidadas, atirando toda esta problemática financeira sempre para as gerações vindouras, baseado naquela ideia peregrina do, “Quem vier que resolva ou feche a porta”.

Foi desta forma que durante todos estes anos de convivência conturbada em termos de finanças que os clubes se propuseram a encontrar meios de financiamento, começando no início a viverem exclusivamente da cotização dos seus associados e das receitas dos jogos que realizavam entre si, para depois passarem a enveredar pela alocação de Bingos e bombas de gasolina, publicidade e outros patrocínios, e presentemente lá vão sobrevivendo com o acréscimo das receitas das transmissões desportivas, presenças nas Ligas Europeias, venda dos seus principais jogadores, inclusão do modelo de SADs desportivas, financiamento através da banca que entretanto lhes fechou a porta, e ultimamente com a introdução de fundos de capitais de risco tendo como base de apoio financeiro o valor de alguns passes de jogadores influentes na equipa e com mercado europeu. 

Porém, como o tempo não pára e por vezes tende a fazer alterações de percurso gerando ainda mais dificuldades, os clubes têm necessidades imperiosas de estarem sempre a criar novos modelos de financiamento para substituírem os que ainda sobejam, mas com fortes possibilidades de virem a desaparecer como certamente irá acontecer com os famigerados fundos de capitais de risco, em que os clubes portugueses, espanhóis e da América do Sul foram os principais interessados no recurso a este tipo de diversificação de financiamento na contratação de jogadores, consubstanciado através da partilha de percentagens dos passes dos seus ativos, e que segundo um estudo encomendado pela Associação Europeia de Clubes à KPMG e divulgado em Novembro de 2013 indicava que até 36% dos jogadores no mercado português estariam sob o universo da "third party ownership", sendo que, o comércio em torno dos direitos económicos dos jogadores está muitas vezes associado a práticas opacas ou fraudulentas nas transações, investidores fantasmas e beneficiários desconhecidos", razão pela qual, a UEFA entendeu já proibir a partir do dia 1 de maio da cena desportiva esta alternativa ao crédito, por, segundo aquele organismo desportivo, não terem os famigerados fundos razão substantiva em termos de existência legislativa e desportiva.

Acontece que para os principais clubes portugueses, se bem que no caso do SCP pelos vistos esta situação não lhe irá trazer problemas, uma vez que já se pronunciou oficialmente contra a subscrição destes fundos, e o futuro é que irá dizer se terá razão ou não, terão então pelo menos o FCP e SLB de ajustarem outros mecanismos financeiros para continuarem no mesmo nível desportivo que patenteiam e a que nos vêm habituando, o que não será fácil pois o tempo dos mecenas já lá vai, e os poucos investidores que existem e que ainda estão interessados em investir nos clubes, naturalmente que exigem uma contrapartida que passa pelo controlo total ou maioritário do próprio clube, situação que pelo menos o FCP já se manifestou totalmente contra e em defesa da hegemonia do clube e dos seus adeptos, que também preferem o modelo atual que lhes dá um controlo absoluto do clube e da SAD.

Todavia, este sentimento clubista e conservador que os clubes portugueses ainda estão presos, não tenho dúvidas que a breve trecho terá que ser alterado e revisto para o bem dos mesmos e para a sua própria sobrevivência, e isto se quiserem continuar no pelotão da frente da Europa em termos de feitos desportivos, e os seus apaniguados adeptos terão que se adaptar rapidamente às novas circunstâncias próprias dos tempos em que vivemos, dando lugar como já acontece por toda a Europa, a um novo modelo de gestão desportiva que passará pela venda do próprio clube a investidores estrangeiros, ou então, enveredar por um maior aproveitamento das camadas jovens, que infelizmente em Portugal é só uma espécie de miragem com muito poucas exceções à regra, pese embora, as excelentes prestações de vários jovens com enorme talento e potencial que por cá há, que para mostrarem o seu real valor têm que infelizmente partir para outras paragens, demonstrando assim que os clubes que os formaram não os aproveitaram da melhor forma, em detrimento de outras opções estrangeiras duvidosas que se vêm a tornar um autentico fracasso desportivo e financeiro, para gáudio e aproveitamento de alguns dirigentes e empresários que por aí andam, que só têm como principal objetivo encher os seus bolsos de milhões de euros.



Por: Natachas.



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Clubes e treinadores pequenos “Os pobres coitados”

Para quem como eu tem o costume diário de folhear os jornais desportivos, ou fazendo uma passagem geral pelos principais sites da especialidade desportiva, fica desde logo com a perfeita noção que o poder ou o cerne desta questão, raramente passa pelos clubes menos poderosos ou tidos como tais, estando toda esta forma de estar na vida ligada à hipocrisia das sociedades modernas, que só se preocupa com os altos interesses dos principais lóbis que gravitam na sociedade, e chutando para o lado de uma forma desprezível tudo o que não se encaixa neste enquadramento de raciocínio.

É por isso que raramente assistimos nos principais órgãos de comunicação social desportiva, à exaltação ou à ocupação de um determinado espaço de tempo dos clubes julgados de menor importância, mesmo que alguns deles em termos de condições de trabalho e de instalações desportivas não estejam assim tão longe dos denominados, “Eleitos”, refiro-me naturalmente ao FCP, SLB e SCP, clubes que em Portugal pelo seu passado e estatuto atual dominam tudo e todos nesta área desportiva, que muitas vezes se assemelha a uma autentica guerra de conflitos numa espécie de selva desportiva, não dando qualquer hipótese a quem ousar intrometer-se na liderança da Liga ou nos seus interesses pessoais.

Assim em jeito de memória lembro-me que esporadicamente, aparece um ou outro clube que se atreve a juntar a este triunvirato há muito eleito pelo sistema instalado, como foram em tempos idos o Belenenses e Boavista que conquistaram um campeonato para logo serem desterrados ou despromovidos destas lides, dos casos mais recentes do Guimarães e o Braga que tentaram uma aproximação ao grandes, da mesma maneira como neste momento se apresentam o Belenenses e o P. Ferreira e o V. Guimarães, mas certamente que não será por muito tempo, pois o próprio sistema montado pelo tal triunvirato se encarregará de não permitir tal desiderato, utilizando todos os meios ao seu alcance para travar qualquer tentativa para uma aproximação, foi assim na época em que o Braga lutou até ao fim pela conquista do campeonato sem sucesso, aparecendo na altura pesados castigos a jogadores nucleares da equipa que travaram o clube minhoto de melhores voos desportivos e financeiros.

De igual forma, no que concerne ao panorama dos treinadores de menor nomeada que militam em equipas de segundo plano, também raramente se lhes dá o verdadeiro valor que merecem pelo trabalho realizado, sendo muitas vezes preteridos em detrimento de outros menos capazes mas já com algum cartel passageiro e fugaz num ou noutro clube de maior dimensão, e que por vezes se vem a provar que seriam boas apostas se lhes tivessem dado as mesmas condições de trabalho, como acontece com alguns que têm de fazer carreira fora do país.

Na prática, os ditos de bons treinadores tendem sempre a treinar os melhores clubes, aqueles que lhes podem oferecer os melhores jogadores e condições remuneratórias excepcionais, não sendo estas condições muitas vezes sinónimo de só boa qualidade por parte destes, já que as condições de trabalho também são diferentes para melhor, veja-se por exemplo o caso de Mourinho, que teve a sorte de ter uma oportunidade no FCP, para depois de uma forma inteligente saber gerir a sua carreira, com passagem pelo Chelsea quando o clube estava na mó de baixo, mas existiam condições financeiras para formar uma boa equipa, ou de igual modo e nas mesmas condições do caso anterior, quando passou pelo Inter de Milão, sem nunca aceitar um projeto desportivo onde não via que estivessem reunidas todas estas valências.

É por esta razão que sempre me interroguei sobre o conceito de “bom treinador”, já que raramente se podem fazer comparações iguais entre treinadores com as mesmas condições de trabalho e nos mesmos clubes, pois, se por exemplo, Paulo Fonseca o ano passado tivesse ao seu dispor o mesmo plantel deste atual FCP, nunca iremos saber ao certo se os resultados desportivos e financeiros por ele obtidos seriam melhores ou piores do que conseguiu na passagem fugaz pelo clube azul e branco.

Voltando de novo ao poder do citado triunvirato, ao contrário de outras ligas europeias em que raramente se repete o mesmo campeão e se divide o bolo por um rol de vários clubes, o que em Portugal seria impensável e realizável pois certamente que cairia o Carmo e a Trindade, enquanto não se alterarem certas regras regulamentares e de jogo de bastidores, no sentido de dar uma visão mais consentânea com a verdade desportiva, onde os três denominados de “grandes” são sempre os mais favorecidos, como aconteceu na última jornada do campeonato, seria importante e justo introduzir-se num curto espaço de tempo algumas alterações de regras processuais e estrutorais a saber:

• Os relatórios dos árbitros e dos observadores dos mesmos poderem ser lidos e analisados publicamente, ou por quem assim o entender;

• Análise e revisão de todos os jogos após conclusão dos mesmos através das imagens televisivas;

• Alteração ou retificação de castigos disciplinares nos casos de erros de arbitragem por mau julgamento, no sentido de dar um cunho de maior justiça ao jogo;

• Aplicação de castigos disciplinares após os jogos, quando o árbitro por razões perfeitamente evidentes e inexplicáveis, não forem objeto de punição durante o jogo;

• Possibilidade de exclusão temporária de 5 minutos dos jogadores após amostragem do 2º cartão (cartão azul);

• Exclusão temporária do jogador que pratique uma falta violenta, no mesmo espaço de tempo que o jogador adversário estiver a ser assistido pela equipa médica.

• Diligenciar no sentido de futuramente, ser possível recorrer às imagens televisivas para no próprio jogo se poder fazer a verdadeira justiça desportiva, dos lances em que o jogo fica parado por decisão do árbitro, ou por a bola se encontrar fora das quatro linhas do relvado.


Por: Natachas

domingo, 16 de novembro de 2014

Os elos mais fracos do atual FCP

#FCPorto

Este ano, tendo em conta a má prestação em termos desportivos e financeiros do ano anterior, o FCP viu-se obrigado a traçar novos rumos e planos, no sentido de dar uma nova imagem e filosofia de gestão desportiva ao seu percurso vitorioso dos últimos anos.

Já por estas bandas o disse, e continuo com a mesma opinião que Lopetegui foi uma boa escolha do nosso presidente para iniciar um novo ciclo de vitórias do FCP, mesmo sabendo que o seu curriculum não lhe confere muitas valências em termos de competências técnicas e táticas, mas também já não é a primeira vez que assim sucede no clube com excelentes resultados com treinadores até então desconhecidos, e que posteriormente vêm a fazer história no mundo do futebol, foi assim com o atual selecionador nacional, Fernando Santos, o special one, José Mourinho, e o seu antigo adjunto, Villas-Boas, são exemplos paradigmáticos deste raciocínio.

Todavia, por uma razão ou qualquer outra, por vezes as coisas nem sempre correm bem de início, sendo preciso dar algum tempo aos treinadores para conhecerem melhor o clube, os jogadores e todas as incidências da nossa Liga que é sempre fértil em casos de dualidade de critérios na arbitragem, e que este ano, ao contrário de outros, são os árbitros auxiliares os protagonistas dos jogos, como se viu na última jornada na Madeira no jogo entre o Nacional e o Benfica.

Voltando a Lopetegui, continuo a dizer que me agrada sobremaneira o seu discurso lato, explícito e perpetuado numa constância de união de grupo e visão consistente do que realmente pretende construir e introduzir no clube, todavia, como tudo na vida não há bela sem senão, e Lopetegui que parecia que estava no bom caminho ao consolidar uma equipa tipo que precisa de criar rotinas e mecanismos de jogo para evoluir, resolveu mais uma vez borrar a pintura toda, alterando mais uma vez o estilo de jogo e sendo um dos elos mais fracos em termos de ordem tatica, diminuindo com isso o poder no meio campo onde o FCP sempre foi forte e convincente como se viu em Bilbau, e que na minha opinião foi a melhor exibição deste ano em toda a linha.

O outro elo mais fraco da equipa, e que certamente muitos de nós estaremos de acordo é Adrian Lopes, reforço que veio rotulado de craque do Atlético de Madrid, tido como o jogador mais caro contratado esta época e que até a esta altura tem sido um autêntico flop, não conseguindo trazer nenhuma mais-valia à equipa, antes pelo contrário, quando lhe é dada uma oportunidade a equipa ressente-se e não consegue colocar em prática algum futebol de bom nível que já conseguiu a espaços, e que eu apesar de tudo ainda acredito que melhores dias virão, pese embora a forte possibilidade de ficarmos por algum tempo sem o Bhrahim, um jogador que tem feita a diferença pela positiva com jogadas e assistências de alto nível, e que num futuro próximo irá trazer ao clube um bom encaixe financeiro.

 Por: Natachas

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quem semeia ventos, colhe tempestades

#Sporting #FCPorto



Já por aqui tive oportunidade de afirmar, em crónicas da minha autoria neste e noutros painéis da especialidade, que tenho alguma simpatia pelo SCP, clube que até há bem pouco tempo sempre se soube afirmar no desporto de uma forma educada e civilizada, no entanto, após a vigência do seu novo presidente, parece que este rótulo a que todos estávamos habituados, tem vindo a descambar em ataques constantes e soezes aos seus principais adversários, onde o FCP tem sido o seu principal alvo.

Assim, através do seu presidente, num estilo fanfarrão com aquele tipo de voz esfarrapada e por vezes a roçar a prepotência e os princípios básicos da boa convivência entre clubes e instituições, tem vindo paulatinamente a alterar algumas filosofias de estar na atividade desportiva pela via negativa, a que só o tempo dirá se este novo e mais intempestivo sistema de atuação clubista resultará em melhores resultados desportivos.

Sem que nada o justificasse, a não ser estarmos perto de mais um confronto direto entre o FCP e o SCP para a Taça de Portugal, o presidente do clube leonino deu uma entrevista que saíu nos órgãos de comunicação social, onde atacou de uma forma direta e inqualificável o FCP, declarando para quem se deu ao trabalho de ouvir e ler a seguinte afirmação: “Nós representamos Portugal e os outros representam províncias ou bairros”, frase que só por si só pode ser entendida por má formação desportiva do seu autor e representativa de um estado de espírito de ódio, inveja e de egocentrismo desportivo doentio duma região, dum clube representado por um presidente que só envergonha a sua própria instituição com este tipo de discurso, que só está nos anais da história europeia por um único golo marcado de canto direto, já que o FCP há muito tempo que deixou estas paragens bairristas para mal dos pecados dos seus eternos adversários, para se tornar hoje o principal embaixador e representante do nosso futebol por todo o mundo, por muito que custe a este senhor que só agora chegou ao futebol, que não se lhe reconhece ainda estatuto desportivo e intelectual para se afirmar desta forma, e que até há data nada tem trazido de novo ao desporto-rei, a não ser uma tentativa libertina de ataques provocatórios aos seus concorrentes, e que estranhamente a Comissão de Disciplina da Liga de Clubes ainda não interviu como se justificava, pois se alguma coisa correr mal no próximo confronto direto das duas equipas, só o presidente do SCP será o responsável direto por estar a incitar as massas associativas a reagirem uma contra a outra, muito à feição da Lei de Talião, código babilônico de  Hamurabi (datado de 1.770 antes de Cristo), uma das mais antigas leis da história que dá direito ao princípio da reciprocidade, muito ao jeito de, “olho por olho, dente por dente”.
Já a posição do FCP sobre toda esta tentativa de destabilização por parte do presidente do SCP, para já estranha-se o silêncio de JNPC que não costuma deixar sem resposta certas ratazanas que andam no desporto, no entanto, por vezes o desprezo e o alheamento a estas situações, são as melhores formas de resposta a quem pretende algum protagonismo barato e imediatismo compulsivo pela via errada e mais fácil. 

Por: Natachas

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O modelo espanhol em equação no FCP



Desde o tempo do holandês Co Adriaance na época de 2005/2006, que passou pela equipa técnica do FCP com resultados sofríveis, pese embora, por um lado, talvez não lhe tivessem dado o tempo suficiente para impor as suas ideias de jogo, e por outro, como o mesmo há bem pouco tempo afirmou numa entrevista a um jornal da especialidade no nosso país, também optou por uma saída precipitada quando deixou o FCP, situação que ainda agora se penitencia por achar que a sua carreira poderia ter levado um rumo muito diferente para melhor em termos da sua performance desportiva enquanto técnico de futebol.



Passados que foram todos estes anos de interregno, em que o FCP enveredou por contratar consecutivamente técnicos portugueses, e em boa hora o fez pois os resultados positivos falam por si, já que os treinadores portugueses parecem continuar a estar na moda com todo o merecimento, na época em curso o FCP resolveu virar a sua preferência para o mercado espanhol, não só em termos de treinador principal, mas também apostando na qualidade de muitos jovens talentos que pontificavam nas principais equipas do país vizinho, e que por estarem tapados pelos grandes craques do futebol mundial não tinham possibilidade de se imporem nas suas equipas.

Confesso que desde as primeiras conferências de imprensa de Julien Lupetegui que fiquei com uma excelente impressão da sua personalidade, da forma como lidava com os órgãos de comunicação social, na constância num discurso onde ficava latente a importância do coletivo em detrimento do interesse individual, (e Quaresma que o diga), e apesar de alguns resultados menos conseguidos ainda comungo da mesma opinião.

No entanto, há um chavão muito antigo no mundo do futebol que tem dado os seus frutos que diz sic, “Em equipa que ganha não se mexe!”, e apesar de entender que o plantel do FCP desta época tem qualidade suficiente para se alterar esta prerrogativa, também penso que na minha ótica ainda será cedo para colocar em prática tanta rotatividade no plantel, já que o mesmo ainda está em aprendizagem de novos processos de jogo, e é notório em alguns jogadores um certo desconhecimento e desfasamento na forma como encaram determinadas situações de jogo, que só com o tempo e resiliência se conseguem bons resultados. 

Todavia, a procissão ainda vai no adro e ainda há muito tempo para retificar algumas coisas menos conseguidas na equipa, mas uma coisa é certa, desta vez não podemos dizer que não temos um plantel de qualidade e recheado de várias opções no banco, por isso, continuo a acreditar que quando se atingir o ponto crucial do campeonato, o FCP saberá dar uma resposta positiva aos seus sócios e simpatizantes.

Por: Natachas.

domingo, 17 de agosto de 2014

O Mercado de Transferências vs Talentos Perdidos








Em princípio poderá até não haver uma correlação direta de forças entre os dois títulos em epígrafe, todavia, perante o que se tem passado no panorama nacional e internacional com estes dois temas, resolvi por bem fazer os seguintes considerandos para uma eventual discussão neste painel sobre estes assuntos:




1.     Quanto ao que concerne ao primeiro título, “mercado de transferências”, o que será que faltará para as instâncias responsáveis da UEFA e os clubes em geral se reunirem e se organizarem em conjunto, no sentido de estipularem uma data única para o fecho do mercado, acabando de vez com esta situação bipartida e anómala que só confunde e prejudica a maior parte dos clubes, em detrimento de um favoritismo isolado e injustificado para uma pequena parcela de clubes?

2.     Não seria mais prático, coerente e racional para todos os clubes europeus, saberem de antemão com o que podem ou não contar no seio dos seus plantéis, antes do início dos seus campeonatos, e não terem surpresas desagradáveis no último dia do mercado de transferências, sem terem depois tempo e possibilidade de retocarem as suas equipas?

3.     O que estará então por detrás de toda esta polémica decisão? Qual será a razão principal de os clubes lesados ainda não se terem unido para tentarem resolver entre si um problema que a todos diz respeito, que escamotiamente e hipocritamente todos se queixam, e se tem arrastado no tempo e que só os prejudica?

4.     Quanto ao segundo tema, “talentos perdidos”, também se me oferece dizer que, quer queiram ou não, por mais que tentem adiar esta situação, mais tarde ou mais cedo os clubes vendedores, como os nossos denominados de “três grandes”, se quiserem continuar a competir diretamente com os grandes colossos económicos europeus, aparecendo continuamente ou fugazmente em finais europeias, não terão outra alternativa do que apostar definitivamente nos talentosos jogadores que têm formado nas suas academias, e para que isso seja uma pura realidade, só têm que lhes dar as oportunidades que eles precisam e justificam, mesmo que por qualquer razão de início não o demonstrem, pois, só o tempo, a perseverança e o trabalho contínuo em campo é que conseguirá trazer bons resultados.

5.    Se fizermos uma análise mais aturada e rebuscada, facilmente encontraremos enormes talentos de jogadores portugueses que se perderam no tempo, e que mais tarde poderiam trazer enormes mais-valias aos clubes que os formaram, sendo que lamentavelmente alguns deles foram transacionados por verbas irrisórias para o talento nato que patenteavam, ou até simplesmente dispensados dos seus clubes de origem, apresentando-se de imediato em bom nível noutras ligas mais poderosas com excelentes performances, demonstrando desde logo que se lhes tivessem dado as oportunidades necessárias, poderiam ser agora figuras preponderantes no seu país natal, e talvez a própria seleção nacional não tivesse tantas dificuldades para encontrar jogadores para certas posições carenciadas.

6.    O problema é que os clubes continuam numa linha de estratégia desportiva errática, a apostar em jogadores de outras paragens, que muitas vezes nem de perto nem de longe, fazem a diferença para melhor do que aqueles que temos por cá, sendo claro que muito do que está em jogo e tem obstaculizado a inversão desta problemática, são os interesses pessoais de dirigentes e empresários que só pensam nas comissões sobre as transferências desses mesmos jogadores, em detrimento da aposta no produto nacional que já demontrou que tem qualidade. 

Por fim, e como diria a voz do famigerado Big Brother, “É tudo por agora”, ficando eu a aguardar as vossas sábias análises e os demais comentários sobre os temas em apreço.

Por: Natachas

sábado, 9 de agosto de 2014

De “Besta a Bestial” / “Clube Mau e Bom”

#FCPorto #Benfica #Portugal #Futebol #Aldraões #Lampiões




A sociedade moderna onde todos estamos inseridos por direito próprio, por vezes é useira e vezeira na forma e no conteúdo que ela própria cria e personifica perante todos nós, dando connosco automaticamente e sem que por vezes nem se quer temos bem a noção ou a perceção do que estamos a desenvolver, a contradizermos o que há bem pouco tempo tinhamos providenciado ou idealizado, e como por encanto ou um passe de magia, rapidamente apresentamos ou intitulamos algumas figuras públicas ou grupos de bestas a bestiais, sendo que o inverso também se torna verdadeiro.



 E o mais paradigmático de tudo isto, são sempre os mesmos do costume que sem analisarem bem as suas próprias afirmações e consequências, antecipam-se sem as devidas precauções e ideologias de circunstância, e vão caricaturando à sua medida e conveniência pessoal rótulos nessas mesmas figuras públicas ou grupos.

Neste enquadramento, se recuarmos apenas alguns meses atrás, facilmente encontramos nos vários órgãos de comunicação social da especialidade, afirmações e tomadas de posição de personalidades conhecidas com responsabilidades no meio desportivo, carregadas de um certo otimismo exacerbado em princípios de carater doentio e de clubite aguda, como acontece na ótica do SLB e do que aquele clube representou e mereceu para os seus apaniguados adeptos na última temporada futebolística, chegando mesmo a ouvir-se e a ler-se afirmações dando conta que o citado clube, a partir daquela altura iria romper de vez com a hegemonia do FCP, que nunca mais voltaria a cometer os erros do passado, e finalmente que a era de JNPC já tinha acabado por o seu eterno presidente já estar numa fase decadente e cansado.

Como diriam os velhinhos ditados populares, “palavras levam o vento”, e/ou “De boas intenções está o mundo cheio”, pois, certamente que todos nós ainda nos lembramos bem das efusivas declarações proferidas por LFV a um canal televisivo, durante e após a época passada, que tentava transmitir à opinião pública em geral e à massa associativa em particular, que o futuro caminho ou trilho do clube da águia a partir daquele momento, seria sempre a somar e na senda da vitória e dos êxitos desportivos.

O principal problema para os lados da águia é que o dragão nunca esteve dasativado, poderia isso sim, ter estado em hibernação por um ano como é costume para aquelas bandas de tempos a tempos, para aparecer de novo com labaredas azuis e brancas ao seu real nível, mas o que transparece para fora das quatro linhas é que por falta de uma boa gestão desportiva e financeira bem sustentada, de uma reestruturação bem delineada e pensada do atual plantel do SLB, em que se denotam enúmeras falhas na preparação da nova época, como serão os casos da venda vergonhosa e injustificável de Garay por valores inconcebíveis para um jogador daquela qualidade, da compra dos passes de jogadores como Djavan e Luís Felipe, que após algum tempo o departamento técnico decreta a sua não utilização, da venda precipitada de jogadores com enorme potencial a um fundo de jogadores, como, Ivan Cavaleiro, Bernardo Silva e João Cancelo, atletas formados na sua academia, na venda desmedida e incontrolável do núcleo duro da equipa sem que se avizinhe reforços credíveis e capazes de substituir os anteriores, o que deve preocupar e de que maneira os verdadeiros benfiquistas que se devem sentir enganados e desolados com toda esta situação anómala, e que deveria ser bem explicada pelos responsáveis do clube, tudo isto, dá para pensar que entre a época anterior e a atual, e parafraseando uma linha de pensamento muito na moda na área financeira, passamos num ápice de um antigo “Benfica Bom”, para termos na atualidade um “Benfica Mau”, ou então, o JJ ao ser obrigado a ter que utilizar o famigerado “Manel”, mais uma vez fará uma espécie de milagre das rosas, ou quem sabe, ele próprio dá também à soleta por falta de matéria-prima e de condições mínimas de trabalho, e quem sabe, por obra e graça do espírito santo de orelha.


Por: Natachas




segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ascensão e queda de uma equipa de futebol



Tendo em conta o positivo e merecido desempenho desportivo do SLB na temporada passada, decerto que a família benfiquista vaticinava para o ano em curso, e com pleno direito diga-se a propósito pela excelente campanha que proporcionou aos seus adeptos, pelo menos um ano tão bom como o anterior, ou no mínimo, poder manter parte dos índices desportivos com a obtenção de mais vitórias e títulos.  






No entanto, já durante a vigência do campeonato anterior, se vislumbrava no ar indícios de que qualquer coisa não estaria bem em termos financeiros e agrado de algumas pedras nucleares da equipa para os lados do clube da águia, pois, sem que nada o justificasse naquela altura, o SLB acertou com o Valência a alienação dos direitos desportivos dos passes de André Gomes e Rodrigo, se bem que, e não ficará mal aqui afirmá-lo, até foi um excelente negócio para o SLB, tendo em conta os valores que por aí se transacionam por jogadores do mesmo nível daqueles.





Estranhamente, e para mal dos apaniguados simpatizantes do clube que já vaticinavam um novo e duradouro ciclo de êxitos desportivos, retirando ao FCP a hegemonia do futebol indígena, pelo andar da carruagem das entradas e saídas do plantel do SLB e dos resultados da pré época, parece augurar-se ao contrário do que se previa um retorno ao passado recente, a menos que JJ como o seu nome indica consiga fazer mais alguns milagres de circunstância.

Entretanto, para os lados da nação portista e para desconforto e pesadelo de muitos bons benfiquistas, que vão assistindo a tudo isto incrédulos e impotentes para aceitar e compreender esta situação,  quando muitos já vaticinavam o fim da era do eterno presidente do FCP, JNPC, eis que este renasce mais uma vez das cinzas e surpreende tudo e todos, com a formação de um plantel de luxo recheado de jogadores de enorme valia técnica,  onde muito dificilmente pela qualidade dos jogadores já apresentados e de outros que ainda virão, se saberá jogo a jogo qual a formação base da equipa ou julgada como titular.

Como se costuma dizer na gíria popular, quem tem unhas é que pode tocar guitarra de nível superior, quem cria falsas expectativas aos seus adeptos sem um mínimo de garantia de sustentabilidade económica e durabilidade desportiva dá-se mal, pois só quem sabe gerir bem um clube é que pode retirar daí os respetivos dividendos, mesmo que para isso tenha que estagnar um ano para voltar à hegemonia do futebol português de pleno direito, e ao mesmo tempo assistir de poltrona presidencial à ascensão e queda do seu clube rival de sempre.  

Por: Natachas.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Uma época para esquecer ou relembrar?

#FCPorto #Futebol #Portugal #Campeões #Mística 





Devo confessar que o título que tinha em mente para dar início a esta crónica, era há bem pouco tempo completamente oposto ou em contraciclo com o actual estado de graça da nação portista, tinha eu concebido como título inicial, “Perfila-se um FCP em construção”, pois tinha acabado a era de Paulo Fonseca e com a entrada de Luís Castro, parecia haver uma luz ao fundo do túnel que conjeturava um retrocesso ao nosso próprio ADN em termos de sistema de jogo que nestas últimas décadas nos deram tantos êxitos desportivos e financeiros.




Contudo, a paupérrima e desgarrada exibição da equipa em Sevilha para a Liga Europeia foi a gota de água que me faltava para mudar de opinião, pois talvez tenha espelhado a realidade actual da equipa e as carências que ela própria vem patenteando durante esta época. 

O que me apraz a fazer alguns comentários sobre este assunto.Já em devido tempo tinha tecido por aqui alguns comentários sobre a forma como este ano o FCP tinha programado a constituição da sua principal equipa de futebol, dizia eu na altura que na minha opinião, e tendo em conta os reforços que entretanto foram contratados, fazia crer que PC ao se aperceber que o SLB não iria negociar nenhum jogador crucial do seu plantel, atacando fortemente a conquista dum campeonato que não lhe pertencia há já 3 anos, e ainda acrescido do facto de se ter reforçado com mais alguns jogadores de bom nível, que se deu ao luxo de ir jogar a Inglaterra com um banco onde pontificavam jogadores como, Nico Gaitan; Enzo Perez; Markovic e Lima, PC resolveu enveredar por um investimento menos oneroso, concentrando mais as suas aquisições em eventuais talentos de jogadores a jogarem em portugal, que até a esta data ainda não foram capazes de produzirem os resultados desportivos que se esperavam, estando neste lote jogadores como, Licá; Carlos Eduardo; Josué; Ricardo e Ghilas no mercado português, e Herrera e Reys no mercado estrangeiro.

Se a tudo isto juntarmos a (má) opção que foi na altura encontrada pelo PC, (por vezes também ele se engana!), na escolha de Paulo Fonseca  para treinador principal do FCP, podemos ter aqui algumas razões potenciais e criteriosas que possam explicar o descalabro de toda uma época desportiva, que no que diz respeito ao treinador inicial teve como pecado capital, a teimosia compulsiva em alterar o esquema usado pelo FCP durante anos, e a sua pouca inteligência e arrogância de princípios ou de filosofia de jogo, a só se aperceber tardiamente de que só poderia jogar e ter êxito no clube num esquema tático com o triangulo do meio campo invertido, uma referência do clube de há várias décadas que tantos e tão bons resultados têm dado.

Só que para mal das hostes portistas ainda tivemos de aguentar com um SCP transfigurado para muito melhor, com um treinador que era uma das minhas principais opções para início da época, pese embora que bem cedo tenha ficado só com a incumbência de lutar pelo campeonato nacional, poupando-lhe assim muitas energias e alternâncias na equipa a que seriam obrigados, e que nos vai certamente obrigar a passar por uma eliminatória para chegarmos à Liga dos Campeões, situação impensável nos últimos anos no FCP, e que nos vai sujeitar a uma reorganização de planos para o início da próxima época em termos do tempo de estágio da equipa, o que pode no fim da época vir a trazer problemas de desgaste físico e mental.

Quanto à próxima época, e se quisermos continuar a lutar taco a taco com o nosso principal rival de sempre, o SLB, voltando a ter a hegemonia do nosso futebol interno e não deixar que este ciclo vitorioso se feche por algum tempo a favor de terceiros, não poderá o FCP alhear-se de fazer algumas correcções de percurso desportivo, reforçando-se pelo menos no meio campo e nas alas do terreno, mesmo sabendo que alguns jogadores de topo deverão sair para adquirir mais-valias necessárias à revitalização financeira da SAD, situação que nada tem de anormal ou que não estejamos habituados, mas não se poderão cometer os mesmos erros deste ano, ao deixarmos sair jogadores do nível de um João Moutinho ou James Rodriguez, sem que como sempre era apanágio no clube azul e branco, termos já jogadores nos nossos quadros para os substituir de imediato pelo menos ao mesmo nível futebolístico, não esquecendo aqui também a falta de jogadores que sintam mais o clube na sua génesis, que tenham o carisma de outros tempos e sejam as tais referências de que o clube sempre teve e produziu nas camadas jovens.


Por: Natachas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Fecho do Mercado de Transferências

#FCPorto #Benfica #Sporting #Portugal #Mercado







Com o mercado de transferências praticamente fechado para os clubes portugueses, se bem que ainda haja uma janela de transferências aberta por explorar, será tempo de fazer um breve balanço no sentido de avaliar pela positiva ou negativa, as diversas transações realizadas pelos três clubes que continuam a lutar pelo título de campeão nacional.





No que diz respeito ao SCP, e quando se julgava que o clube de Alvalade iria tentar fazer bons negócios de ocasião, vendendo alguns dos seus talentos da Academia ou outros ativos da equipa principal, por força do seu estado financeiro debilitado, fomos surpreendidos com uma outra politica de gestão desportiva, centrando-se até a aposta mais no reforço do seu plantel com as entradas de Heldon e Shikabala, que me parecem ser boas opções em termos de reforços da equipa, não descurando também a oportunidade para fazerem alguns ajustes no seu plantel, com jogadores que não se conseguiram impor no clube, como será o caso de Jéffren.

Já ali ao lado da 2ª Circular, o SLB viu-se privado do seu jogador nuclear do meio campo, Matic, que foi vendido por metade da cláusula de rescisão, o que deve surpreender e entristecer muitos benfiquistas, pois a equipa nunca mais será a mesma e pode trazer alguns problemas naquele meio campo até ao final da época, para além da forte possibilidade de ainda poder sair Garay, se bem que, por outro lado, o SLB tenha realizado bons negócios com a venda de Rodrigo e André Gomes, com a vantagem em termos desportivos de poderem continuar no clube até ao fim desta temporada, apesar de que a verba de 15 milhões de euros do segundo ainda irá dar muito que falar, mesmo estando na presença de um jogador talentoso que prevejo que ainda iremos falar bastante sobre ele, mas que o seu atual estatuto de jogador poucas vezes convocado para os jogos da primeira equipa, cause alguma estranheza e dúvidas quanto à forma como foi negociado.

Quanto ao que transparece no FCP, a oportunidade de negócio com o Quaresma foi uma boa opção, todavia, por outro lado o facto de terem saído Lucho que, apesar da sua idade ainda era bastante importante na equipa e no que ele representava como capitão, e Otamendi que me surpreendeu a sua saída, não que o FCP não tenha no momento substitutos à altura para aquele lugar, mas por se tratar de um valor inferior a metade da cláusula de rescisão do jogador, contrariando aqui um pouco as indicações emanadas da SAD portista, que curiosamente também o SLB comungava do mesmo princípio de raciocínio em termos de os clubes interessados terem de bater as cláusulas em vigor, o que não se veio a confirmar, demonstrando aqui mais uma vez que esta treta das cláusulas que os ativos dos clubes patenteiam nos seus contratos é uma pura demagogia e uma farsa, e só servem para fazerem manchetes de jornais da especialidade e enganar meninos. 

Em conclusão geral, e num exercício de puro raciocínio teórico, acho que o SCP foi o clube dos denominados de “grandes” que conseguiu os melhores resultados neste período de transferências, não que seja o principal candidato ao título, por ainda ter muitas lacunas para preencher com qualidade em certos lugares, como se constatou na Luz com a falta de William Carvalho, mas pela melhoria geral em termos de mais alternativas para a equipa, estando o SLB numa segunda linha pelas razões acima apresentadas e também pela qualidade e quantidade do valor do seu plantel, que no meu entender é este ano o principal candidato ao título, ficando o FCP numa posição inferior aos seus tradicionais rivais neste período de mercado aberto, pois não só debilitou a sua equipa em duas áreas do terreno, como também acho que desde o princípio da época como já o disse aqui anteriormente, lá bem no fundo, a sua SAD compreendeu que após três campeonatos seguidos, seria bastante difícil conseguir o tetra campeonato perante a forte oposição e aposta do SLB, e por isso não se tenha reforçado como é seu apanágio na época em curso devidamente, e com a qualidade que estamos habituados, apostando mais no mercado interno onde ainda abundam alguns talentos que precisam de algum tempo para se afirmarem, e também por ser um mercado mais barato e de fácil e rápida integração na equipa.

Por: Natachas.

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