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sábado, 19 de julho de 2014

Zé António: O Xerife do Oeste. (Por Breogán)



 O homem e o seu percurso:


Um bom western à americana tem que ter um xerife, essa figura que faz cumprir a lei numa terra selvagem.

Portugal também tem o seu Oeste. À boa maneira portuguesa, é uma terra bem mais ordeira e de costumes mais brandos. Não há cactos, mas há pomares de pêra-rocha. Não há areias do deserto, mas os areais costeiras das praias de Santa Cruz e do Baleal. Não há tendas de índios nas colinas, mas moinhos de vento caiados de branco a perder de vista.

É neste Oeste à portuguesa que Zé António começa a sua jornada no futebol. Inicia-se nas camadas jovens do Sport Clube União Torreense, o clube da sua terra natal. Joga a médio defensivo, posição onde o seu talento mais influi o rendimento da equipa, mas também faz jogos a central. Aos 17 anos, é chamado à equipa principal do Torreense que disputava a então chamada liga de honra.

A época não corre bem à equipa de Torres Vedras e a despromoção é inevitável. Na segunda B, Zé António fixa-se em definitivo no plantel principal do Torreense. A médio defensivo, lidera, dois anos depois, o retorno à liga de honra. O regresso do Torreense à liga de honra é curto. O Torrense volta a descer, mas Zé António não, pelo contrário. O empenho em campo do médio defensivo chama demasiadas atenções. No fim da época, há muita disputa pelo jovem de 21 anos. Quem levaria o imberbe xerife do Oeste? O coração fala mais alto. 

O chamamento do FC Porto é irresistível.

De Oeste para Norte, o jovem médio tenta agarrar o seu lugar na equipa principal portista, mas o plantel portista está servido com Paulinho Santos, Doriva e Chaínho. O FC Porto redirecciona o seu jovem dragão para Leça. O Leça FC era um clube “abrigo” de vários jovens talentos do FC Porto e disputava a liga de honra. Agarra a titularidade e volta a dar sinais de crescimento sustentável. Na época seguinte, as oportunidades no plantel principal voltam a escassear. O seu destino seria Alverca, próximo de casa e a disputar a primeira liga. Volta a ser titular e a garantir uma oportunidade no FC Porto.



O ano seguinte, haveria uma novidade no seu regresso à Invicta. O FC Porto tinha iniciado o seu projecto de criação de uma equipa B. Zé António é integrado no projecto, com a possibilidade de saltar para a equipa A a qualquer momento. Duas pesadas limitações começaram a prejudicar o seu crescimento: o FC Porto B disputava a segunda divisão B, duas divisões abaixo da que competira no ano anterior; e as oportunidades na equipa A teimavam a rarear. Assim que possível, o Alverca volta a acolhê-lo e completa a época 2000/2001 na localidade ribatejana e já solidificado a posição de central. Volta a representar o Alverca em 2001/2002 por empréstimo e no término da temporada, também chega ao fim do contracto com o FC Porto.



O sonho de jogar pelo FC Porto acabara.


A carreira continuou na Póvoa de Varzim. No clube poveiro, assume a titularidade, até que, uma lesão o afasta durante meia temporada. Pior, o Varzim é despromovido e Zé António volta a ter que mudar o rumo à sua carreira. O seu próximo clube é a A. Académica de Coimbra. Na Briosa cumpre duas épocas, é titularíssimo, chega a capitão e torna-se figura incontornável do clube.






Uma liga estrangeira é o passo lógico a tomar de seguida na sua carreira. É um clube histórico da Bundesliga o seu próximo destino: Borussia VfL 1900 Mönchengladbach e. V.. No Borussia ganha rapidamente a titularidade e a admiração de um dos públicos mais exigentes do futebol alemão. Chega a capitão do Borussia e é homem de confiança de duas velhas raposas do futebol germânico: Köppel e Heynckes.





É com os galões de duas épocas de gabarito na Alemanha que entra nos planos da selecção Portuguesa. Na disputa pela qualificação para o Euro 2008, Zé António é chamado para a dupla jornada frente a Polónia e Azerbaijão em Outubro de 2007. Não sai do banco e a assim perde a oportunidade de ser internacional português. 

No seu clube, a sua situação mudara. O Borussia é despromovido e com a chegada de um novo técnico a Mönchengladbach é relegado para o banco. 

Pressionado pela possível presença no Euro 2008, Zé António sai para representar por empréstimo o Manisaspor da liga Turca.

 A experiência na Turquia não corre bem e o sonho da selecção esfuma-se. O ciclo em Mönchengladbach estava encerrado. Seguiu-se o futebol espanhol e o Racing de Santander.







No “el Sardinero” nada correu bem. Em um ano e meio de Cantábria, jogou um par de jogos na taça do rei e nada mais. Aos 32 anos o regresso a Portugal impunha-se. A U. Leiria seria a sua porta de regresso. Aí volta a agarrar a titularidade, mas o infortúnio não o abandona. Salários em atraso e uma lesão a meio da segunda época na cidade do Lis fizeram com que tirasse um “ano sabático” na época 2011/2012.





Uma carreira coroada a espinhos e rosas. Titularidade absoluta ou bancada. Capitão ou quase marginalizado do grupo. O massacre das despromoções e a glória das promoções. Ilusão e decepção de braço dado. As cicatrizes e honrarias de combate fizeram este xerife do Oeste ganhar a sua estrela. Nada no futebol é mais desconhecido.


A página do facebook do Torreense exibe uma entrevista a um ex-director desportivo do clube. Eis o que diz:

Melhor jogador com quem já trabalhaste directamente?

Tecnicamente foram muitos, mas como profissional houve um jogador que me impressionou muito: Zé António. Foi, sem dúvida, o mais profissional dos jogadores com quem trabalhei. O Zé António tem tudo o que o profissional de futebol deve ter.

Só falta sublinhar que quem faz esta afirmação já atravessou o nosso caminho. No ano passado, em Leiria, Antero Henrique e este ex-director desportivo do Torreense tiveram um episódio. Como prémio, o ex-director desportivo do Torreense (e U. Leiria) integra a estrutura do lado vermelho da segunda circular em Lisboa. Se até eles…

Felizmente, a carreira de Zé António tem mais um capítulo por escrever. Um jogador de carreira feita aceita juntar a sua experiência ao talento emergente no FC Porto B. Numa equipa selvagem em talento e cheia de ilusões, há quem garante orientação e um rumo. O xerife do Oeste é exemplo, comando e conselho amigo. 

Um líder dentro de campo e no balneário. 

À Dragão, como sempre foi!




 Por: Breogán

domingo, 9 de março de 2014

Segunda Liga, 33.ª jornada: CHAVES 2-1 FC PORTO B

#FCPortoB #FCPorto #DesportivodeChaves #Chaves

Na estreia de Luis Guilherme como treinador da equipa, o Porto B foi a casa do Chaves perder por duas bolas a uma.

O Porto B apresentou apenas uma alteração no onze, a troca de Mikel (castigado) por Tomás.






O Chaves entrou forte e pressionante, com o Porto a mostrar muita dificuldade para reagir. Com um meio campo muito desligado o Porto foi sempre dominado e nunca conseguiu travar as investidas rápidas do Chaves, quase sempre por intermédio do extremo Arnold.






O Chaves acaba por chegar à vantagem num canto. Bura aparece sem marcação a finalizar. Vantagem justa do Chaves que criava oportunidades de golo.

A partir do golo, o Chaves diminuiu a intensidade no jogo. O Porto aproveita para ter mais circulação de bola, que, no entanto, é sempre uma posse de bola inconsequente.

No único lance de real perigo para a baliza do Chaves, o Porto chega ao empate. Depois de uma insistência pela esquerda de Gonçalo Paciência, Tozé aparece solto na pequena área para finalizar.

Até ao intervalo o marcador não se alterou. Era por essa altura um resultado lisonjeiro para o Porto B.

Na segunda parte, Luis Guilherme começa por fazer sair Tomás para a entrada de Leandro. O Porto melhora sobretudo em termos de transição ofensiva, mas continua desiquilibrado na transição defensiva.

E é numa dessas jogadas que, depois de uma perda de bola no meio campo portista, Arnold aparece solto à direita e cruza para mais um golo do Chaves.

O jogo não muda muito até final, com o Porto a tentar ter o controlo, mas o Chaves sempre mais objectivo e perigoso.

Tozé ainda falha um penalti, que podia ter dado outra história ao jogo.

Foi sobretudo um mau jogo do colectivo portista, com vários jogadores muito abaixo do seu nível exibicional. Aceita-se assim a vitória do Chaves como justa.




Análise individual:

Kadu: Sem culpas nos golos, exibição regular.

David Bruno: Algumas dificuldades em fechar o flanco. Com culpas no segundo golo do Chaves ao deixar-se antecipar.

Zé António: Algumas dificuldades face à velocidade dos avançados do Chaves.

Tiago Ferreira: Começou bem com alguns cortes providenciais, mas com o tempo foram cada vez mais evidentes as falhas no posicionamento.

Quinones: Foi penoso de assistir. Foi quase sempre pelo seu lado que o Chaves atacou. Foram inúmeras as jogadas em que "apanhou" com Arnold em velocidade. Ganhou alguns lances, perdeu outros. Falhou, mas devia ter sido mais apoiado pela equipa e, mais concretamente, pelo extremo do seu lado.

Tomás: Passou completamente ao lado do jogo. Faltou-lhe intensidade. Saiu e bem ao intervalo.

Pedro Moreira: Andou perdido na 1ª parte. Parecia dividido entre ajudar o ataque e ajudar Tomás na defesa. Nem fez uma coisa nem outra. Melhorou quando recuou no terreno com a saída de Tomás.

Tozé: Muito apagado, sem conseguir escapar à teia do Chaves. O golo salvou-lhe uma exibição pobre. Falhou um penalti.

Ivo: Mau jogo do jovem extremo portista. Sempre muito agarrado à bola, inventou de mais.

Kayembe: Muito combativo, mas pouco inspirado. Não fugiu à má exibição.

Gonçalo: Melhor em campo. Foi o único motivo de alegria neste jogo. Uma série de excelentes pormenores técnicos, boa visão de jogo. Construiu o lance do primeiro golo e sofreu o penalti que Tozé falhou.


Leandro: Entrou bem no jogo, mas foi caindo de produção. Ainda assim de assinalar um grande remate para uma excelente defesa do guarda redes do Chaves.

André Silva: Nada a assinalar.




FICHA DE JOGO

CHAVES-FC PORTO B, 2-1
Segunda Liga, 33.ª jornada
9 de Março de 2014
Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves

Árbitro: Luís Ferreira (Braga)
Assistentes: Alfredo Braga e Nuno Eiras
Quarto árbitro: Pedro Ferreira

CHAVES: Nuno Dias; João Góis, Bura, Miguel Ângelo e Nélson; Ricardo Chaves (cap.), Bruno Magalhães e Kuca; Arnold, Barry e Luís Pinto
Substituições: Ricardo Chaves por Siaka Bamba (3m), João Góis por Sagna (60m) e Arnold por Mário Mendonça (85m)
Não utilizados: Paulo Ribeiro, João Fernandes, Clayton e Bruno Moreira
Treinador: Quim Machado

FC PORTO B: Kadú; David Bruno, Zé António, Tiago Ferreira e Quiño; Tomás Podstawski, Pedro Moreira (cap.) e Tozé; Kayembe, Gonçalo Paciência e Ivo
Substituições: Tomás Podstawski por Leandro (intervalo), Ivo por Frederic (84m) e David Bruno por André Silva (88m)
Não utilizados: Stefanovic, Pavlovski, Bruno Silva e Rafa
Treinador: José Guilherme

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Bura (10m), Tozé (35m) e Luís Pinto (61m)
Disciplina: cartão amarelo a Ivo (22m), Nélson (64m), Zé António (68m), Sagna (81m), Bura (82m) e Nuno Dias (83m)

Por: Prodígio



domingo, 7 de abril de 2013

Segunda Liga: FC Porto B 2 - 0 Arouca (Crónica de Eddie the Head)


Boa vitória do conjunto portista em jogo da 34ª jornada da II Liga, frente ao 2º classificado Arouca.







Sem Sebá e Dellatorre, castigados, e Pedro Moreira, lesionado para o que resta da época, Rui Gomes optou por lançar Caballero (este em estreia a titular), Vion e Mikel para os seus lugares, lançando por opção Edu no lugar de Sérgio Oliveira.






Ambas as equipas entraram em campo com o objectivo da vitória, sendo isso, de certa forma, uma novidade para a equipa portista, que costuma enfrentar adversários mais fechados quando joga em casa. 
Mesmo com essa tendência ofensiva das equipas, as oportunidades de golo foram escassas na 1ª parte, pertencendo sempre ao F.C. Porto o domínio do jogo. 

Para isso muito contribuiu a falta de um jogador que conseguisse ter bola no meio campo portista. Tozé apareceu amarrado à ala esquerda, estando sempre muito vigiado, e Seri jogou demasiado ao lado de Mikel, não se soltando o suficiente. Não sendo Edu um jogador que transporte bem a bola, os momentos de maior inspiração do futebol portista aconteceram quando Tozé aparecia em zonas centrais ou em acções individuais de Victor Luis pelo flanco esquerdo. 

Também nas bolas paradas o perigo apareceu, com Victor a mostrar mais uma vez o seu excelente pé esquerdo, com o golo a não aparecer por pouco.

A falta de extremos voltou a sentir-se neste primeiro tempo, sendo que Vion disfarçava bem a adaptação devido à grande verticalidade do seu jogo, mas falhava muito no momento de decisão. Um problema do seu jogo.

O intervalo chegou assim com o empate a zero a ser uma naturalidade, mas sempre com domínio portista.



A 2ª parte iniciou sem mudanças no conjunto portista, sendo de estranhar a manutenção de Sérgio Oliveira no banco e Edu no jogo, dado os problemas evidenciados no 1º tempo. 

Pouco depois do reatar surgiu a melhor oportunidade do jogo para o conjunto visitante com Stefanovic a deixar escapar um remate de Claro que Zé António cortou em cima da linha, salvando o 1-0. 

A equipa do Arouca teve depois deste momento um período de maior pressão, mas sem criar verdadeiras ocasiões de perigo, continuando o F.C. Porto a apresentar os mesmos problemas da 1ª parte. A equipa apenas ia criando algum perigo com as investidas de Tozé.

Aos 68 minutos surgiu finalmente o golo, através de Zé António na sequência de um canto batido por Tozé.

Grande golo do veterano central, a atacar bem a bola. Ainda mais bonito foi o gesto seguinte ao dedicar o golo a Pedro Moreira em nome da equipa!

A primeira alteração efectuada por Rui Gomes surgiu apenas aos 77 minutos, com a expectável entrada de Sérgio Oliveira para o lugar de Edu. Uma alteração prevista por muitos desde cedo, mas que o treinador portista deixou para perto do fim do jogo.

Três minutos depois surgiu o segundo golo, por autoria de Vion. Bola batida longa por Stefanovic e o francês a ter uma boa desmarcação seguida de um excelente lance individual, tirando um defesa da frente e desviando ainda Sérginho, encostando de seguida para o golo.

Até ao final do jogo apenas o destaque para a estreia de Guilherme, sendo que o brasileiro apenas entrou no último minuto de descontos, estando a equipa em vantagem desde os 80. Não se percebe esta opção de Rui Gomes, dado que poderia ter dado mais minutos e mais moral a um estreante.

Acaba por ser um excelente resultado no regresso às vitórias da equipa portista depois de 2 derrotas, frente ao 2º classificado desta liga e talvez o principal candidato a acompanhar o Belenenses na promoção directa à primeira liga. Apesar do jogo não ter sido brilhante, o resultado não pode sofrer qualquer contestação dada a sua justiça.



Análises individuais:

Stefanovic: Não teve muito trabalho, mas sacudiu bem as bolas aéreas que sobrevoaram a área nas bolas paradas. Ia borrando a pintura no início do 2º tempo quando deixou escapar o remate relativamente simples de Claro;

David: Não deu muito nas vistas, aparecendo pouco a atacar, mas foi sempre muito certo a defender. Destaque para o excelente corte ao segundo poste aos 77 minutos a evitar lance evidente de golo dos visitantes;

Victor Luis: Grande jogo do brasileiro, sendo um dos principais desequilibradores ofensivos da equipa, não comprometendo a defender. Excelente pé esquerdo com destaque para a forma como bate os cantos;

Zé António: Imperial, o melhor em campo. Na defesa limpou tudo que havia para limpar e ainda abriu o marcador num excelente golpe de cabeça. É um líder nesta equipa de jovens;

Tiago Ferreira: Mais sóbrio que o colega de sector, esteve contudo eficaz não permitindo grande perigo ao ataque do Arouca;

Mikel: Boa primeira parte, onde limpou bem a zona do meio campo e ainda teve tempo para se soltar com bola em alguns momentos, esteve menos visível no 2º tempo, apesar de igualmente assertivo. Esta ponta final de época será essencial para perceber a evolução do nigeriano, um jogador com enorme potencial físico e que ficará com o lugar do lesionado Pedro Moreira;

Seri: Esteve demasiado preso em campo, não se libertando o suficiente da linha de Mikel. Não fez o mau jogo, mas pedia-se que progredisse mais com e sem bola entre linhas, de forma a criar desequilíbrios na defesa do Arouca;

Edu: Demasiado lento e pouco agressivo para o que se exige a este nível. Esteve bastante tempo em campo e nunca foi aquilo que a equipa precisava na posição;

Tozé: Mesmo num jogo menos bom, consegue desequilibrar. Voltou a jogar encostado à esquerda, aparecendo a espaços na zona central. As jogadas de maior perigo surgiram dos seus pés, tendo feito a assistência para o golo de Zé António;

Vion: Tem uma enorme garra, nesse capitulo é claramente um jogador à Porto. Voltou a jogar adaptado a uma ala e a sua velocidade torna-o um jogador facilmente adaptável à posição. Excelente o golo que marcou, o 1º nesta II liga, que poderá dar alguma moral a um jogador que passava por um período menos bom;

Caballero: Mostrou pouco, mas deixou excelentes indicadores. Bom física e tecnicamente, parece ter um estilo de jogo que encaixa bem na Europa, sem medo de ir ao choque. Apesar dos bons pormenores, ainda se mostrou algo desenquadrado com a equipa e, até, com a competição;

Sérgio Oliveira: Pouco tempo em jogo, deu para se notar novamente a excelente capacidade técnica que possui. Ainda tentou o golo num livre de longa distância;

Fábio Martins: Entrou para o lugar do desgastado Vion, já no final da partida;

Guilherme: Entrada para consumar a estreia do brasileiro, mas nem tempo teve de tocar na bola.




Por: Eddie the Head 


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Segunda Liga: FC Porto B 2 - 1 Portimonense






Vitória da competência, determinação e vontade em levar de vencida pelos três pontos. Num terreno bastante complicado para praticar bom futebol (o tempo assim não o permitiu), o FC Porto "B" somou o seu segundo triunfo consecutivo ao bater o Portimonense por 2-1, dando com isto um salto significativo na tabela classificativa uma vez que nesta jornada praticamente só deu empates e com isto os dragões passam a estar somente a cinco pontos do quarto classificado (precisamente o próximo adversário, neste caso o Desportivo das Aves). 




Assistiu-se a uma primeira parte muito jogada sobre o meio-campo, com muitas faltas e um Portimonense apresentar um estilo de jogo previsível, isto é, um 4-2-3-1 mas com bastantes precauções defensivas, tendo como principal recurso nos momentos com bola a utilização do futebol directo de forma a servir o ponta de lança Simy,  que inaugurou o marcador aproveitando um mau passe numa zona proibida por parte do médio Sérgio Oliveira. 

Apesar do deslize, o FC Porto não acusou o tento sofrido e rapidamente procurou cercar-se junto da baliza defendida pelo Márcio Ramos, chegando ao empate através por Edú, colocando justiça no marcador até porque a equipa azul e branca apresentava melhor qualidade de jogo, maior iniciativa de ataque e o empate veio ajustar-se naquele momento ao comportamento dos jogadores do FC Porto. 

Nos segundos 45 minutos é verdade que o terreno se encontrava em piores condições, mas curiosamente foi o período no qual o FC Porto conseguiu impor o seu jogo (mediante as limitações existentes), apresentando boa organização defensiva (exceptuando o tento sofrido, o Portimonense não criou mais nenhuma ocasião de perigo) e momentos colectivos interessantes. 

O segundo golo veio surgir nos últimos minutos, o central experiente e goleador Zé António surgiu na perfeição ao segundo poste, garantindo com isto aos dragões mais uma vitória neste campeonato.

Face às ausências certas de Quiño, Tozé e Sebá (ao serviço da equipa principal), o técnico Rui Gomes voltou a utilizar um quarteto na zona intermédia, com o Pedro Moreira a servir de pivot, interiores a ser formadas por Sérgio Oliveira e Edú, adiantando  Michael Seri nas costas dos jogadores mais adiantados, casos de Fábio Martins e o irrequieto Vion. 

No Portimonense o treinador Lázaro Oliveira acabou por apostar no onze expectável, contando somente como novidade do médio Bruno Gonzalez (em detrimento de Mica), apostando essencialmente numa equipa de contenção e mesmo quando o marcador estava empatado a uma bola, o risco foi mínimo e a verdade é que o conjunto de Portimão dava-se por satisfeito pelo pontinho. No entanto, do outro lado estava uma equipa que ambicionava vencer e apesar de todas as limitações existentes, não se fez rogado e alcançou três pontos, que acabam por ser extremamente preciosos nas contas deste campeonato.


ANÁLISES INDIVIDUAIS:


STEFANOVIC - pouco trabalho e sem responsabilidades no golo sofrido.

DIOGO MATEUS - defensivamente não teve muito trabalho e sobretudo no segundo tempo esteve endiabrado no apoio ao ataque. Exibição positiva.

ANDERSON - infeliz nesta partida ao sair lesionado ainda nos primeiros 20 minutos da primeira parte.

ZÉ ANTÓNIO - é claramente o patrão do centro da defesa e além de toda a experiência que lhe é conferida, é um jogador perigoso nas bolas paradas ofensivas. O golo foi o coroar de uma exibição muito bem conseguida!

VICTOR LUÍS - esteve em maior foco do que o seu compatriota do lado direito, garantindo alta rotação sobre o flanco esquerdo. Na primeira parte quase marcou após excelente jogada individual.

PEDRO MOREIRA - está numa forma soberba! Elemento preponderante no equilíbrio defensivo e ofensivo, contando ainda com grande entrega ao jogo. Faz e bem uso da braçadeira de capitão desta equipa!

EDÚ - depois de um jogo discreto diante do União da Madeira, subiu de rendimento e além do golo apontado, esteve bastante interventivo em campo, terminando o encontro bastante desgastado.

SÉRGIO OLIVEIRA - erro crasso no golo do adversário, dando a volta por cima ao voltar a rubricar uma equipa muito bem conseguida. Outro jogador que atravessa um bom momento de forma.

MICHAEL SERI - pode ocupar qualquer posição do meio-campo e voltou a ser o jogador mais adiantado e com maior liberdade ofensiva, adaptando-se muito bem às condições do relvado. Bom jogador!

FÁBIO MARTINS - desta feita esteve mais em zonas interiores no ataque e próximo do Vion, não conseguindo aparecer no encontro conforme era desejável. Bem substituído.

VION - a entrega e raça de sempre, este jogo efectivamente pedia um jogador com as suas características, contudo mais uma vez voltou a revelar um desacerto na hora de finalizar.


TIAGO FERREIRA - entrou ainda durante a primeira parte de forma a substituir o Anderson. Seguro no centro da defesa ao lado do veterano Zé António.

DELLATORRE - entrou para refrescar o ataque.

FRED MACIEL - foi colocado a "10" nos últimos minutos e viu-se mais nas tarefas defensivas do que propriamente no ataque




FICHA DE JOGO:


FC Porto B-Portimonense, 2-1
Segunda Liga, 24.ª jornada
23 de Janeiro de 2013
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Luís Ferreira (Braga)

FC PORTO B: Stefanovic; Diogo Mateus, Anderson (Tiago Ferreira 26´), Zé António, Victor Luís; Pedro Moreira, Edú, Sérgio Oliveira, Michael Seri (Fred Maciel 79´); Fábio Martins (Dellatorre 57´), Vion.
Treinador: Rui Gomes.

PORTIMONENSE: Márcio Ramos, Chico, Ricardo Nascimento, Ruben Fernandes, Nelsinho, Wacaso, Zambujo, Vitor Gonçalves, Gonzalez (Dódó, 84) Márcio Madeira (Mika, 70) e Simy.
Treinador: Lázaro Oliveira.

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Simy (13m), Edu (31m), Zé António (83m)

Cartões amarelos: Michael (17), Diogo Mateus (35), Chico (44), Ricardo Nascimento (56), Wakaso (64), Nelsinho (83) e Zambujo (90).





Por: Dragão Orgulhoso

quinta-feira, 26 de julho de 2012

FC Porto B: Na gestão também se ganham craques, Zé António.




Aqui com Berbatov



Com a contratação de Zé António a estrutura do FC PORTO mostra estar na vanguarda do futebol nacional e mesmo internacional.

A principio estranha-se a contratação de um jogador com a idade de José António, mas a exemplo do que se passa em outras ligas com mais experiência nestas andanças (Espanhola e Alemã por exemplo), ter veteranos nas equipas B não é sinal de "cunhas" ou de "recompensas" por carreiras idas. Mas sim o valer-se do saber e de experiência feita que jogadores mais veteranos podem acrescentar a estas equipas, valer-se de inteligência competitiva e formadora.





O FC Porto não ficou atrás, sempre na vanguarda, ao tomar conhecimento que José António (um portista) se encontrava livre e em excelentes condições físicas para a prática desportiva ao mais alto nível, propôs-lhe um período de experiência (segundo consta nos media) e que culminou num contrato de 1 ano com perspectivas de futuro em outras áreas da formação azul e branca.

Ora bem centremo-nos no atleta e futebolista Zé António e no que ele poderá acrescentar a esta equipa B.


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