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terça-feira, 15 de abril de 2014

Uma época para esquecer ou relembrar?

#FCPorto #Futebol #Portugal #Campeões #Mística 





Devo confessar que o título que tinha em mente para dar início a esta crónica, era há bem pouco tempo completamente oposto ou em contraciclo com o actual estado de graça da nação portista, tinha eu concebido como título inicial, “Perfila-se um FCP em construção”, pois tinha acabado a era de Paulo Fonseca e com a entrada de Luís Castro, parecia haver uma luz ao fundo do túnel que conjeturava um retrocesso ao nosso próprio ADN em termos de sistema de jogo que nestas últimas décadas nos deram tantos êxitos desportivos e financeiros.




Contudo, a paupérrima e desgarrada exibição da equipa em Sevilha para a Liga Europeia foi a gota de água que me faltava para mudar de opinião, pois talvez tenha espelhado a realidade actual da equipa e as carências que ela própria vem patenteando durante esta época. 

O que me apraz a fazer alguns comentários sobre este assunto.Já em devido tempo tinha tecido por aqui alguns comentários sobre a forma como este ano o FCP tinha programado a constituição da sua principal equipa de futebol, dizia eu na altura que na minha opinião, e tendo em conta os reforços que entretanto foram contratados, fazia crer que PC ao se aperceber que o SLB não iria negociar nenhum jogador crucial do seu plantel, atacando fortemente a conquista dum campeonato que não lhe pertencia há já 3 anos, e ainda acrescido do facto de se ter reforçado com mais alguns jogadores de bom nível, que se deu ao luxo de ir jogar a Inglaterra com um banco onde pontificavam jogadores como, Nico Gaitan; Enzo Perez; Markovic e Lima, PC resolveu enveredar por um investimento menos oneroso, concentrando mais as suas aquisições em eventuais talentos de jogadores a jogarem em portugal, que até a esta data ainda não foram capazes de produzirem os resultados desportivos que se esperavam, estando neste lote jogadores como, Licá; Carlos Eduardo; Josué; Ricardo e Ghilas no mercado português, e Herrera e Reys no mercado estrangeiro.

Se a tudo isto juntarmos a (má) opção que foi na altura encontrada pelo PC, (por vezes também ele se engana!), na escolha de Paulo Fonseca  para treinador principal do FCP, podemos ter aqui algumas razões potenciais e criteriosas que possam explicar o descalabro de toda uma época desportiva, que no que diz respeito ao treinador inicial teve como pecado capital, a teimosia compulsiva em alterar o esquema usado pelo FCP durante anos, e a sua pouca inteligência e arrogância de princípios ou de filosofia de jogo, a só se aperceber tardiamente de que só poderia jogar e ter êxito no clube num esquema tático com o triangulo do meio campo invertido, uma referência do clube de há várias décadas que tantos e tão bons resultados têm dado.

Só que para mal das hostes portistas ainda tivemos de aguentar com um SCP transfigurado para muito melhor, com um treinador que era uma das minhas principais opções para início da época, pese embora que bem cedo tenha ficado só com a incumbência de lutar pelo campeonato nacional, poupando-lhe assim muitas energias e alternâncias na equipa a que seriam obrigados, e que nos vai certamente obrigar a passar por uma eliminatória para chegarmos à Liga dos Campeões, situação impensável nos últimos anos no FCP, e que nos vai sujeitar a uma reorganização de planos para o início da próxima época em termos do tempo de estágio da equipa, o que pode no fim da época vir a trazer problemas de desgaste físico e mental.

Quanto à próxima época, e se quisermos continuar a lutar taco a taco com o nosso principal rival de sempre, o SLB, voltando a ter a hegemonia do nosso futebol interno e não deixar que este ciclo vitorioso se feche por algum tempo a favor de terceiros, não poderá o FCP alhear-se de fazer algumas correcções de percurso desportivo, reforçando-se pelo menos no meio campo e nas alas do terreno, mesmo sabendo que alguns jogadores de topo deverão sair para adquirir mais-valias necessárias à revitalização financeira da SAD, situação que nada tem de anormal ou que não estejamos habituados, mas não se poderão cometer os mesmos erros deste ano, ao deixarmos sair jogadores do nível de um João Moutinho ou James Rodriguez, sem que como sempre era apanágio no clube azul e branco, termos já jogadores nos nossos quadros para os substituir de imediato pelo menos ao mesmo nível futebolístico, não esquecendo aqui também a falta de jogadores que sintam mais o clube na sua génesis, que tenham o carisma de outros tempos e sejam as tais referências de que o clube sempre teve e produziu nas camadas jovens.


Por: Natachas.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Meio campo de Lucho?




#FCPorto #LuchoGonzalez #PauloFonseca

El Comandante Lucho Gonzalez deixou o plantel do F.C. Porto no mercado de Inverno, quando poucos o previam. A justificação pública, tanto do clube – pela voz de Paulo Fonseca - como do jogador, apontam no sentido de se ter tratado de uma oportunidade única nesta fase da carreira do jogador, que assim faz um contrato milionário a apenas 6 meses de terminar o vínculo anterior.





Contudo, na opinião de vários adeptos e mesmo comentadores, a facilidade com que o clube deixou sair Lucho deve-se essencialmente ao seu abaixamento de forma nos últimos tempos, abaixamento esse que tem sido associado à sua idade. A perda de influência do antigo capitão no jogo portista era evidente, e muitos associaram esta saída – sem retorno financeiro directo para o clube – como uma boa resolução tanto para o treinador, como para o jogador, evitando-se assim uma situação de banco para um símbolo do clube.

Mas será verdade que Lucho não tinha mais para oferecer ao jogo portista? E será que o seu rendimento estava abaixo da bitola média da equipa?

Facto: tirando breves momentos em alguns jogos (como a 1ª parte no Dragão contra o Guimarães e a 2ª com o Braga), nunca a equipa do Porto este ano jogou com um 8, um jogador com as características de Lucho. O argentino foi sendo encostado ora à frente (jogando entre a posição 10 e 2º avançado, algo que o desgastava muito mais que a qualquer outro elemento em campo) ora atrás (integrando o famoso duplo pivot, ao lado de Fernando). Com isto chega-se ao óbvio: Lucho praticamente nunca jogou na sua posição esta época. Se a número 10 ainda foi disfarçando, devido à grande cultura tática que tem e, ao contrário da opinião generalizada, à frescura física que apresentou nos primeiros meses da época; no duplo pivot jogou sempre abaixo do seu nível. 

Justificações há muitas: a começar pelo seu decréscimo de forma (por se ter andado a desgastar em demasia quando jogava a 10), passando pela anarquia táctica da equipa que se vem acentuando de mês para mês, para terminar no facto de Lucho nunca ter tido as características que este lugar, neste sistema, pede: um jogador rápido, rotativo e intenso, sendo que para este ponto também contribui muito a sua quebra física.

Respondendo à questão em cima: Lucho tinha mais para oferecer à equipa, mas para isso tinha de ser melhor gerido e a equipa necessitava de jogar de outra forma. E aqui vem a 2ª questão. Não faz sentido adaptar a equipa a apenas um jogador como Lucho, mas a verdade é que Lucho não estava abaixo da bitola. Logo, o problema nunca foi Lucho, mas sim todo sistema táctico que, desde início, emperra no meio campo.

Além destes pontos, há a questão do balneário, sendo Lucho unanimemente reconhecido como grande profissional e uma voz ouvida e respeitada no balneário.

Numa época complicada, onde o título está difícil, fará sentido deixar partir o capitão a meio? Ainda para mais com perspectivas de se perder o outro esteio do meio campo (Fernando), por questões extra futebol?
Desde a saída de Lucho já aconteceram 2 jogos, ambos contra o mesmo adversário, o Marítimo, e em ambos o problema do meio campo não só se manteve, como se acentuou.

No jogo do Dragão, a equipa começou com Fernando, Defour e Carlos Eduardo, solução lógica no momento. Mas os problemas eram os mesmos, sendo que foram claramente acentuados quando, cedo na partida, Fernando se lesionou e deu lugar a Josué, que partilhou o duplo pivot com Defour. O que se viu? Uma equipa sem capacidade de pressionar no meio campo, com saída de bola ainda mais deficiente que o comum e com os 2 médios mais defensivos bem longe de Carlos Eduardo e sem capacidade de chegada à frente.

A solução seguinte nesse encontro foi a entrada de Quintero para o lugar de Defour, recuando Carlos Eduardo. A equipa acabou por vencer, mas mais por sorte e querer dos jogadores, do que por engenho táctico. O “buraco” do meio campo era evidente, a incapacidade de recuperar bolas gritante. Mas a vitória surgiu, num jogo onde a equipa teve de dar a volta.

O que faz Paulo Fonseca no jogo seguinte? Começa com Defour, Josué e Carlos Eduardo, devido à “lesão” de Fernando e , quando se vê a perder, não perde muito tempo e troca Defour por Quintero, ignorando todos os sinais de alerta do jogo anterior, olhando apenas para o resultado.

Desta vez a vitória não surgiu, nem sequer o empate. Os problemas foram os mesmos, problemas esses que não afectam apenas a defesa, mas também o ataque, porque a capacidade desta equipa recuperar bolas no meio campo é perto de nula.

Portanto, o problema não era seguramente Lucho, sendo que a saída do Capitão agrava ainda mais o estado do meio campo se não houver Fernando, dificultando a transição.

Contudo, não é por ter Lucho que estes problemas estariam resolvidos.

O problema é o treinador, e a solução só pode ser uma: mudança!

Todas estas questões já foram analisadas e discutidas e Paulo Fonseca teve tempo suficiente para repensar a sua ideia de jogo e aplicar as mudanças. Nunca o fez, nem deu sinais de o pretender. O ciclo terminou, apenas se espera a demissão. E num curto espaço de tempo, sob pena de hipotecar o resto da época.

Por último devo referir outro dos aspectos apontados por alguns adeptos para a forma como a saída de Lucho foi facilitada: o facto de a SAD já dar esta época como perdida.

Refiro este ponto, mas não dou grande importância porque me recuso a acreditar que numa época que vai a meio, e com tanto para ganhar, alguém da direcção desista.


Por: Eddie the Head

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A 1ª Liga ao rubro, os atritos dos clubes e o mercado








Há muitos anos que não se assistia na nossa 1ª Liga a uma situação como esta, ou dito de uma forma mais explicita, os três principais clubes portugueses a lutarem entre si pelo título de campeão nacional de uma forma tão clara e evidente, e a julgar pelos bons indicadores que as equipas têm apresentado no terreno até a esta data, é de prever uma luta contínua e titânica até ao fim do campeonato.





Quando muito boa gente ligada aos mentideiros do futebol pensava que o SCP, dificilmente e a breve prazo, voltaria a discutir taco a taco a nossa Liga da forma como estávamos habituados, eis que o leão moribundo e adormecido volta à carga de unhas afiadas, pois certamente com alguma relevância dirão os seus eternos rivais da 2ª circular, “Já tínhamos de nos preocupar com o FCP, e agora só faltava o renascimento do nosso vizinho!”, ou de igual forma dirão os habituais vencedores do norte do país, “Há que redobrar esforços, pois este ano temos que contar com os dois eternos rivais ao melhor nível!”, faltará só saber se o SCP terá estaleca competitiva para aguentar o campeonato até ao fim, se bem que, em termos de dialética desportiva e metodologia de gestão, o clube de Alvalade através do seu presidente, num estilo fanfarrão com aquele tipo de voz esfarrapada e por vezes a roçar a prepotência, tem vindo paulatinamente a alterar algumas filosofias de estar na atividade desportiva, a que só o tempo dirá se este novo e mais intempestivo sistema de atuação clubista resultará em melhores resultados desportivos.

No que concerne ao SLB, parece que tudo se está a conjugar para se voltar à frase do velho contentamento frustrado, “Desta vez é que vai ser!”, pois, com o FCP uns furos abaixo do nível habitual em termos de exibições concludentes, controlo total de jogo, e superioridade inequívoca no confronto direto com os seus adversários, dá a nítida impressão que o SLB começa a ver uma luz ao fundo do túnel para este ano, só que para os lados do dragão nunca se brinca em serviço, e ainda faltará pelo menos o tal minuto fatídico para resolver a questão no último jogo do campeonato, no entretanto, as águias lá vão dando tiros no próprio pé com a venda do seu principal jogador de meio campo, Matic, por metade da cláusula de rescisão, quando há bem pouco tempo o seu presidente afirmava ser impossível de acontecer, e ainda ao que parece com a venda dos direitos desportivos de André Gomes, que, ao me engano muito, ou ainda iremos ouvir falar deste menino num dos principais clubes europeus, e o mais estranho e curioso disto tudo, é o SLB continuar numa espécie de show of a declarar publicamente que vai apostar na formação, mas ao mesmo tempo não ter a coragem ou a lucidez para o demonstrar na prática.

Quanto ao meu clube, o FCP, apesar de continuar na terceira posição do campeonato, lá vai continuando a fazer pela vida, e apesar de ter perdido o seu experiente e carismático capitão, Lucho Gonzalez, penso que se por um lado era um dever da direção do FCP lhe conceder, porventura, a última oportunidade de fazer um excelente contrato devido ao que ele deu e representou para o clube, por outro lado parece-me também, que foi mais um bom negócio para o clube, tendo em conta a idade do jogador, os valores dos seus honorários e as alternativas que tem no seu plantel, e se a tudo isto, juntarmos a boa notícia do regresso de Ricardo Quaresma ao seu melhor nível, para uma posição específica em que havia falta de soluções de alto rendimento, será como a cereja em cima do bolo, para termos mais uma vez um FCP em pleno vigor e em chamas azuis e brancas a flamejar num dragão vitorioso.


Por Natachas.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Taça da Liga 1ª Jornada; Sporting 0 - 0 FC Porto: Mecânico e martelo.


 



Paulo Fonseca é um problema a adiado. Relembro o jogo em que escrevi. Foi após o nosso jogo frente ao Rio Ave, onde saímos de uma série negra. Foi um jogo onde a lógica imperou, mas que Paulo Fonseca logo avisou que não seria para repetir durante muito tempo. A andadura é algo lhe que custa a tomar e se se toma, pouco lhe dura. Lancei um apelo: mesmo que não perceba as vantagens de um meio campo estruturado, que as respeite!

 



Erro meu. Não é um problema adiado. É um problema camuflado, quanto muito, mas sempre presente.

Pois bem, voltamos ao duplo pivot. Em força.

Voltamos à miséria por onde insiste arrastar a equipa. Faz-me lembrar aquele mecânico incompetente, que sem perceber o problema do veículo ou a sua origem, pega logo no martelo para esmoucar algo. Assim é Paulo Fonseca. O duplo pivot é o seu martelo.

Não bastava o martelo, como ainda as imposições regulamentares da competição exacerbam as suas dificuldades. Tínhamos que jogar com dois jogadores formados localmente. Varela era óbvio. Sobrava Ricardo, Licá e Josué. A escolha foi à Paulo Fonseca. Tão quadrada como absurda. Mesmo passando a imposição de o ter que utilizar por 45 minutos, Paulo Fonseca segue em frente.




 
 Assim quis, assim teve! Ele e nós! Tivemos um FC Porto absurdo a brincar com a sorte. Um FC Porto que leva a base do seu melhor onze e que sai deste jogo com o credo na boca. Um FC Porto que acaba o jogo acantonado na sua área à Paços de Ferreira. Um FC Porto que quase não chegou à frente. Que foi dominado desde que o Ghilas falhou a única oportunidade, aos 7 minutos de jogo, até o árbitro apitou para o fim. Só Fernando assustou pelo meio, mas após um canto. Tudo o resto foi incapacidade de o FC Porto chegar à frente, embora somando minutos de posse de bola, mais por não saber o que lhe fazer.

 


Voltamos a ser sofríveis no jogo flanqueado (sem meio campo estruturado é a primeira coisa a ir ao ar) e assistimos entrincheirados aos raides constantes dos laterais do adversário! Mais, vimos como Paulo Fonseca foi incapaz de corrigir essa deficiência.

Não perdemos, mas capitulamos. Isto não é FC Porto.

E se não bastasse o que se passou em campo, logo vem a conferência de imprensa. Onde Paulo Fonseca debita mais alucinações e Jardim lhe come as papas na cabeça.

Não tem remédio. Logo, remediado está.




Análises individuais:

Fabiano – Sai de campo como o homem do jogo. Boas defesas, algumas decisivas. Voltou a revelar fragilidade na saída a cruzamentos, mas no “tiro ao boneco” é brutal. Pareceu o típico guarda-redes de equipa pequena que engata frente a nós. Não é uma crítica ao Fabiano.

Danilo – Boa primeira parte, mas a segunda é um conjunto de atrapalhações. Quando entrou Carrillo sofreu, pois não havia extremo do seu lado que fizesse um vigésimo do que fazia o Peruano.

Alex Sandro – Mais constante que Danilo, sofreu das mesmas maleitas. Cédric aparecia sempre e não havia Licá que o parasse.

Maicon – Meteu Slimani no bolso. Montero? Entrou?

Mangala – Divide os méritos com Maicon. Os centrais mataram tudo.

Fernando – O FC Porto sentiu a sua saída. Mas continua a não ser usado em conformidade. É um 6 de excelência e Paulo Fonseca insiste fazer dele uma espécie de alucinado que, de vez em quando, arranca por ali fora.

Herrera – Custar o que custou e ter erros tão básicos, tão primários, tão grosseiros e tão miseráveis no plano técnico é surreal. Não sabe jogar em duplo pivot. Não sabe! Precisa de liberdade ofensiva, tudo o que fez de bom no jogo foi quando se libertou das rédeas de Paulo Fonseca. Mas é impressionante a quantidade de passes errados e alguns deles são inacreditáveis!

Carlos Eduardo – Foi mais vítima que réu. O meio campo atrás de si não funcionava e virou vítima fácil para a marcação que lhe foi movida. Ainda tentou cair nos flancos, mas por ali também só havia miséria.

Varela – Mais um jogo a roçar Licá. Tão fraquinho, como inoperante. Claro, aquele meio campo não ajuda ninguém. Mas não é desculpa.

Licá – A melhor forma que um extremo tem de ajudar a defender, é atacar. Um extremo que é perigoso, que é ameaçador, é meio caminho andado para impor respeito. Sobre Licá não tenho mais nada a escrever. Paulo Fonseca não percebe para o que serve, em que fase do jogo faz sentido a sua utilização e quais as suas limitações. Já quantas despedidas solenes da titularidade teve? Só Paulo Fonseca não as escuta.

Ghilas – Jogo ingrato. Falhou o único lance ofensivo da equipa, mas nada de escandaloso. Depois, amargou naquele deserto ofensivo do FC Porto. Andou a tentar apanhar balões com a oposição de Rojo e pouco mais. Como prémio, sai de campo e fica Licá. Ou seja, quando Ghilas poderia ser testado para ser solução no flanco, sai e entrega-se Jackson ao mesmo deserto. Brilhante.


Lucho – Boa entrada, mostrando que é o melhor 8 do FC Porto. É triste ver os jogadores forçados a tentarem dar sentido àquilo que é loucamente imaginado no banco. Foi isso que Lucho fez. Deu sentido, percebeu que tinha que jogar à frente do 6. E fê-lo.

Defour – Voluntarioso e cumpridor. Não aperta tanto como Fernando, mas não destoa.

Jackson – Tem mais qualidade que Ghilas, mas não faz milagres.


Ficha de Jogo:


Sporting: Marcelo Boeck, Cédric, Eric Dier, Rojo, Jefferson, William Carvalho, Adrien Silva, André Martins (Vítor, 77), Wilson Eduardo, Capel (Carrillo, 67) e Slimani (Montero, 63).

Treinador: Leonardo Jardim

FC Porto: Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando (Defour,63), Herrera (Lucho, 59), Carlos Eduardo, Licá, Varela e Ghilas (Jackson Martinez, 77).
Treinador: Paulo Fonseca

Arbitro: Olegário Benquerença

Por: Breogán

domingo, 1 de setembro de 2013

Liga Zon/Sagres; 3ªJornada: Paços Ferreira - FC Porto (Antevisão)









Com o empate registado no derby da Segunda Circular, o FC Porto poderá aumentar o fosso em relação aos seus adversários directos e para tal terá que derrotar em Felgueiras, a equipa do Paços de Ferreira, numa partida onde haverá de certa forma uma carga emocional tremenda de ambos os lados, uma vez que na turma pacense, o médio Sérgio Oliveira defronta a sua ex-equipa, enquanto o técnico Paulo Fonseca e o médio Josué, jogam pela primeira vez frente ao Paços, após as saídas do clube.







O Paços de Ferreira é uma das equipas "tradição" desta Liga e por norma revela bons jogadores e técnicos que depois têm dado saltos para projectos mais ambiciosos, como foi o caso de Paulo Fonseca. A época pacense foi única e será missão praticamente impossível alcançar novamente a terceira posição, ainda por cima com a saída de jogadores que foram elementos preponderantes para este feito histórico.

Até ao momento o início da Liga por parte dos comandados de Costinha - a sua chegada ao clube não deixou de ser surpreendente - não tem sido de todo o mais favorável, contando de momento com duas derrotas em outros tantos jogos. Na ronda inaugural, a equipa do Paços saiu derrotado em casa perante o Braga por duas bolas a zero e na semana passada, não voltou a ser feliz, saindo derrotado na deslocação ao Algarve, perdendo frente ao Olhanense por 1-0, num resultado que até poderá ser considerado injusto, em virtude do largo domínio imperado pelo Paços ao longo dos 90 minutos, tendo desperdiçado inúmeras ocasiões para marcar, mas no final, acabou mais uma vez a ficar a zero e assim ser uma das cinco formações, que até ao momento não sabe o que é pontuar neste campeonato.

Quanto à equipa a apresentar pelo treinador Costinha, o sistema 4-2-3-1 é dado como garantido, apresentando um quarteto defensivo formado pelo Rodrigo António na direita e o Hélder Lopes sobre a esquerda, apostando no centro da defesa numa dupla experiente e rodada a este nível, casos de Gregory e Ricardo, com o guardião Degra a ocupar as redes.

Sobre o meio-campo, o André Leão surge como intocável - um dos melhores trincos do campeonato - sendo acompanhado pelo ex-portista Sérgio Oliveira e o Vítor (por enquanto ainda pertence aos quadros do clube), com o tridente ofensivo a ser ocupado nas alas pelo irrequieto Hurtado e o Manuel José, ocupando o brasileiro Carlão, lugar de destaque no centro do ataque.

No FC Porto, as grandes novidades acabam por ser os regressos de Abdoulaye e Ricardo, dois jogadores, que iniciarão certamente o encontro no banco, numa partida onde o central Mangala será a grande baixa, ele que saiu lesionado no confronto anterior diante do Marítimo, sendo substituído no onze pelo Maicon, que assim vai actuar ao lado do argentino Otamendi.


Por: Dragão Orgulhoso

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

V. Setúbal 0 - 3 FC Porto (Por Breogán)


Ele há cada um!






É daqueles jogos em que não há muito a discutir. Vencemos bem, sem margem para dúvidas. Somamos três pontos e seguimos na linha do nosso objectivo. Mantemos a pressão sobre quem não nos quer ver no topo. Mas estamos lá.







É, pois, um jogo que nos deixa um sorriso, mas poucas memórias. Mais um daqueles jogos que se faz no percurso para ser campeão. Mais eficaz que brilhante. Mais duro que espectacular.

Nada que já não fosse esperado. Muitas eram as baixas para este jogo. Lesionados, castigados, ausentes em compromissos internacionais e, até, impedidos pelos meandros regulamentares. Acrescenta-se ainda um terreno de jogo pesado (mas praticável, ao contrário da primeira tentativa em Setúbal) e um adversário que vinha esmagado de Braga. Polvilhe-se com o efeito José Mota, uma forma requentada do futebol trauliteiro à Pacheco e temos um jogo que é tudo menos um mimo para os olhos.

Ainda assim, e no meio de tanto nó para desatar, ganhamos o jogo no banco e com algumas exibições individuais brilhantes. Não dá para pedir mais!

Vítor Pereira inicia o encontro com uma alteração no onze inicial. Fernando sai do onze por castigo, recuando Defour para a sua posição. Na ala, Vítor Pereira coloca Kelvin, dando uma nova oportunidade ao jovem jogador.

O jogo começa, uma vez mais, com um FC Porto forte e a procurar a baliza contrária. A pressão do FC Porto é intensa e o Vitória de Setúbal tem dificuldades em sair a jogar. Aos 7 minutos, a pressão alta do FC Porto dá frutos. Alex Sandro rouba a bola a Pedro Santos, apanhando o Vitória de Setúbal no início da transição ofensiva. Rapidamente, liberta para Varela que ataca a área sadina. Em desespero, Pedro Santos carrega Varela, originando um penalti a favor do FC Porto. Jackson, implacável, cobra o penalti com classe e coloca o FC Porto a vencer.

Dois minutos depois, Kelvin esbanja uma boa oportunidade para aumentar a vantagem. Desta vez, é um lance de construção no meio campo sadino. Varela abre na direita para Lucho que beneficia da fífia de Nélson Pedroso. O capitão avança sobre a área do Vitória de Setúbal e coloca uma bola perfeita na desmarcação de Kelvin. Sozinho e de frente para a baliza, Kelvin permite a defesa a Kieszek. Que perdida!
O Vitória de Setúbal acorda e começa a subir as suas linhas a meio campo. O FC Porto passa a ter maiores dificuldades de controlo do jogo a meio campo, sobretudo, pelo constante recuo de Defour para a zona dos centrais. Esse espaço a meio campo é bem aproveitado por Bruno Amaro para lançar os contra-ataques do Vitória de Setúbal. O primeiro aviso é lançado por Meyong, ao minuto 21, mas Mangala aguenta bem a posição e corta o lance. Três minutos depois e novo duelo. Desta feita, Meyong aproveita melhor a vantagem que tem no lance, foge a Otamendi e enfrenta Mangala. Apesar da boa réplica dada pelo francês, Meyong atira à baliza, mas desviado.

A resposta do FC Porto é imediata. Defour leva a bola de área a área e passa para Moutinho. Já na área sadina, o médio portista finta dois defesas do Vitória de Setúbal, mas não evita a boa defesa de Kieszek para canto. No canto, cobrança tensa de Moutinho, desvio de Jackson ao primeiro poste e Otamendi, isolado ao segundo poste, a atirar por cima com a baliza à sua mercê. Incrível! Duas oportunidades goradas de tranquilizar o jogo.





O Vitória de Setúbal volta a animar e com um jogo bastante duro, força a linha média do FC Porto a recuar. Bruno Amaro volta a ter tempo e espaço para distribuir jogo e Defour, de novo, demasiado encostado aos centrais. Até ao intervalo, o Vitória de Setúbal seria a única equipa a criar perigo e por duas vezes. Aos 33 minutos, Paulo Tavares chuta com perigo num pontapé de ressaca. Aos 37 minutos, Jorginho avança pelo flanco e cruza para Meyong, com Danilo, na dobra aos centrais, a cortar no último momento.






O FC Porto precisava de mudar para assegurar os três pontos. Precisava de mais presença nas laterais e mais dinâmica no meio campo.

Vítor Pereira introduz uma substituição ao intervalo. Retira Kelvin, perdido entre pantufadas e um futebol que ainda não se compadece com fintas a mais, e coloca em campo Maicon. O que, à partida, parece uma substituição demasiado defensiva é, no entanto, uma substituição que permite à equipa solidificar os seus processos e adaptar-se melhor ao adversário e ao terreno de jogo. Com a entrada de Maicon para central, Mangala é desviado para defesa esquerdo, subindo Alex Sandro para extremo. Também Danilo pode aparecer mais vezes no auxílio à linha média, já que a presença de três centrais distribuídos pela linha defensiva (um deles a lateral) permite maior liberdade ao lateral direito.

O FC Porto entra mais seguro e mais confiante na saída de bola. Até Defour melhora o rendimento, o que acaba por abafar a distribuição de jogo que Bruno Amaro vinha fazendo na linha média do Vitória de Setúbal.

Três minutos após o recomeço, o FC Porto tem nova oportunidade de dilatar a vantagem. Livre bem cobrado por Moutinho, com Maicon a falhar o desvio por milímetros. Dois minutos, Alex Sandro serve Jackson, mas Kieszek tira a bola ao avançado do FC Porto. Mais dois minutos jogados e Danilo cruza tenso para a área, embora ligeiramente atrasado. Jackson corresponde ao centro, mas não está em posição favorável face ao centro para fazer o desvio correcto. Os sintomas, no entanto, são muito positivos. O Vitória de Setúbal não passa a linha de meio campo e o FC Porto mostra amplitude no seu ataque.

O afundar do futebol ofensivo do Vitória de Setúbal foi de tal forma profundo, que teve de ser o FC Porto a criar a única oportunidade de golo para o Vitória de Setúbal na segunda parte. Após um passe de Mangala para Helton, o guarda-redes portista decide abusar da sorte. Entre tropeções, fintas, calafrios e ranger de dentes…lá se desfaz da bola como se de nada fosse. Haja coração.

Passado o momento circense da noite, o FC Porto volta ao pleno controlo da partida. Aos 70 minutos, Vítor Pereira troca Varela por Sebá. Cinco minutos depois, Lucho faz uma grande abertura para Jackson, mas este tropeça na bola já na área sadina, passando o perigo.

Aos 80 minutos, surge a factura do futebol trauliteiro à José Mota, com a primeira expulsão para jogadores do Vitória de Setúbal. Gallo é expulso por acumulação de amarelos, após ter-se safado à primeira com uma entrada bárbara sobre Moutinho. Cinco minutos depois, segue-lhe o exemplo Jorginho, após reprovação na arte dramática de bem fingir um penalti.

O Vitória de Setúbal desmoronou-se e só se pode queixar de si próprio. Um minuto depois da segunda expulsão, o FC Porto chega ao 0-2. Recuperação e cavalgada de Mangala desde o flanco esquerdo. Combinação com Jackson que, de calcanhar, serve Mangala já na área sadina. O Francês ganha posição na área e serve Jackson. O resto foi pura classe do Cha-Cha-Cha. Puxada para o pé certo, finta curta sobre o seu marcador e remate em arco para a rede.






Até final, tempo para mais uma assistência de Mangala. Ao minuto 91, Mangala com um passe longo e rasteiro serve na perfeição a diagonal de Lucho. Já na área, bastou desviar de Kieszek para o 0-3. E, assim, acabaria o jogo.







Trabalho de casa feito. Jogo muito complicado de embrulhar, mas feito com preceito. Para os vindouros teremos mais soluções e mais qualidade. Mas os campeonatos também se ganham nestes jogos e é bom recordar que as equipas ganham-se mais sobre suor que sobre goleadas.

Como anedota final, José Mota. Aquele para quem não interessa se o penalti a favor do FC Porto existiu ou não. Simplesmente, não deveria ser marcado. Contra as suas equipas o primeiro golo nunca pode ser de penalti.

Ele há cada um!


Análises Individuais:

Helton – Seguro nos raides de Meyong. Aos 55 minutos, decide agitar o jogo e testar os rins a três jogadores do Vitória de Setúbal. Loucura.

Danilo – Mais um jogo em que fica a sensação que poderia dar mais. Falta-lhe confiança para ser um jogador mais produtivo.

Alex Sandro – Mais um grande jogo para a colecção. Brilhante a defesa-esquerdo e desconcertante a extremo. Este não engana.

Otamendi – Mais um jogo infestado de fífias com uma boa mescla de cortes de grande qualidade. Deixar fugir um Meyong que já só corre para Angola é demais. Tivesse eu 10 euros por cada golo que falha de baliza aberta!

Mangala – O melhor em campo. Muito bem a aguentar os raides do Meyong. Nunca foi à queima e aguentou. Num dos lances, ganhou o duelo. No outro, perdeu, mas foi humilde. Percebeu que a sua derrota era a vitória da equipa. Só um super remate de Meyong é que desfeitearia Helton. Quando passa para defesa esquerdo desata a jogar futebol que é uma barbaridade. Sai de campo com uma assistência!

Defour – O retono a 6 não correu nada bem. Muito distante de Moutinho e demasiado agarrado aos centrais. De positivo, o seu lance para Moutinho na primeira parte e uma segunda parte em crescendo.

Moutinho – Sentiu a falta de Fernando e teve que recuar. Passou uma parte do jogo a tentar controlar Bruno Amaro. Na segunda parte, jogou mais adiantado e a equipa circulou melhor a bola a meio campo.

Lucho – Mais um grande jogo no plano ofensivo. Sempre oportuno e sempre com um passe teleguiado. Um bom Lucho para assumir a batuta ofensiva da equipa e justamente premiado com um golo.

Varela – Boa entrada em jogo, com as suas movimentações a serem determinantes na entrada em jogo do FC Porto. Após essa entrada, a sua produtividade desceu muito, embora nunca tenha virado a cara a uma disputa de bola.

Kelvin – Alguns bons detalhes, mas sem consistência. Deixou-se abater pelo golo que falhou e não mais se encontrou. Até teve um arranque de jogo bem bom, mas só com tempo e oportunidades é que vai crescer.

Jackson – Que mais escrever? É um grande jogador e já leva 14 golos. O segundo golo é tudo o que Jackson é. Ali está a sua definição. Matador e super jogador.


Maicon – Entrou bem no jogo e quase que marcava logo no início da segunda parte. Volta a bater à porta da titularidade.

Sebá – Não trouxe nada de produtivo. Mostrou vontade.

Castro – Defour já não tinha fôlego.



FICHA DE JOGO:

Vitória de Setúbal-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 12.ª jornada
23 de Janeiro de 2013
Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Hélder Malheiro

VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Miguel Lourenço, Jorge Luiz e Nélson Pedroso; Paulo Tavares, Bruno Amaro (cap.) e Bruno Turco; Jorginho, Meyong e Pedro Santos
Substituições: Pedro Santos por Cristiano (60m), Paulo Tavares por Bruno Gallo (70m) e Meyong por Bruninho (88m)
Não utilizados: Caleb, Amoreirinha, José Pedro e Ney Santos
Treinador: José Mota

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); Kelvin, Jackson e Varela
Substituições: Kelvin por Maicon (intervalo), Varela por Sebá (70m) e Defour por Castro (81m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Abdoulaye e Tozé
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Jackson Martínez (9m, pen., e 86m) e Lucho (90m+1)
Cartões amarelos: Miguel Lourenço (8m), Jorginho (31m e 84m), João Moutinho (34m), Cristiano (64m) e Bruno Gallo (75m e 78m)
Cartões vermelhos: Bruno Gallo (78m, por acumulação de amarelos) e Jorginho (84m, por acumulação de amarelos)





Por: Breogán
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