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quinta-feira, 11 de maio de 2017

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

SILÊNCIO!?



É ficar calado
Perante a batota –
Qu’ela mal se nota!!
Nesse resultado…

Que niss’o critério
Por todos seguido,
Tem-nos entretido
No seu adultério…

No distinto juízo
Consoante a cor –
A entrad’a matador
Não dá prejuízo!

Trajado de verde
A entrada de sola,
Pressupõe a bola
No jogo de quem perde…

Mas de azul-e-branco
Já val’a intenção…
E lá vem cartão,
Dum vermelho e tanto!

E o Nuno Almeida
Tão pródigo em regras,
Expulsou, sem reservas,
Nessa cor garrida!

Se foss’o João Mário
Em vez do Imbulla,
Tod’a entrada chula
Sobr’o adversário

Tinh’o mesmo tacto
Qu’a leve chapada,
Qu’o Slimani dava
Sem se ver o impacto…

E sem intenção
Pois, de magoar,
Quem o vai expulsar
Por bater c’a mão?

Só na outra cor
Val’a intenção,
Pois que tod’a acção
Pressupõe, pois, dor!

E neste silêncio
Que lá vem da SAD,
Quem é que lhes sabe
Se não há comércio!?

Estarão por pagar
Algumas sentenças,
Qu’obrigam a ausências
Quando importa falar?

Há nisto restrições
Sobr’a esta roubalheira,
Qu’uma SAD inteira
Não vej’os cartões?

E esta duplicidade
No saber dos árbitros,
Ond’os velhos hábitos
Foram pr’a Alvalade!?

Ninguém s’impõe
Sobre esta vergonha?
Não há quem deponha
Sobre o que nos dói?

Vão ficar calados,
Pois mais uma vez?
Vão falar cortês
Em pequenos recados?

Que antipatiza
Lá com o azul?
E vindo do sul
Nisso hostiliza?

É suficiente
O “Dragões Diário”,
Se um salafrário
Rouba, indiferente?

Perdeu-se essa voz
Que falava alto?
E se nesse facto
Quem fala por nós?

Vamos-nos calar
Perante a desfaçatez,
E mais uma vez
Vamos apoiar?

Foi-se o espanhol
Por falar demais,
Defendendo os tais
Que calam o futebol?

E se não é pouco
Quem fala do jogo?
É este o Porto novo?
Que o crê, por louco?

Vamos quê? Ganhar?
C’o esta estratégia?
Na falsa modéstia
Qu’aquilo é jogar?

Contr’o Boavista
Que pois, sarrafou!?
Que Porto jogou?
Dêem-me uma pista!

Aquilo é denodo,
Vê-se réstia de táctica?
Só na matemática
O Porto vai a jogo…

Queria estar errado
Nesta apreciação,
Mas nem com união
Vamos a qualquer lado…

Só com um milagre
Que nos desse VIDA,
E da época perdida
Fazer-se um alarde!

E alguém falar
Com essa contundência,
Que lhes falt’a paciência
Neste modo d’estar!

E vir a terreiro
Denunciar o logro!
E lá ver o povo
A ser o primeiro

A catapultar
O que é ser o Porto…
Qu’hoje estando morto,
Pode assim falar?


Por: Joker

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Escorregão?


Depois de ganh’a aposta
Desse jogo na Europa,
Foi o sporting a Arouca
Vencer como mais gosta!

C’o golo aos noventa
E o pénalti perdoado!
E o jogo falseado
Na Tv por quem comenta….

E não viram essa falta
Evidente e escandalosa!
E o árbitro, vista-grossa,
Pois o Naldo é pernalta!

E caindo no terreno
Projectou-se ao avançado…
E na cabeça foi tocado,
Nesse corte quase pleno!

Qu’ele queria ir à bola
Diz o homem na TV!
O adversário é que não vê
Essa cor da camisola…

E na falta bem marcada
Do juiz contr’o Arouca,
É tão só na cor da roupa
Qu’a mesma é ajuizada…

Se foss’ao ao inverso
E o Naldo fosse ceifado,
Pelo corte “debruçado”
Quem ficaria perplexo?

E nessa recta final
Ganhass’o assim o jogo,
Numa falta, cujo logro,
É não dar expulsão igual!!

Pois o vermelho directo
Perante o golo eminente,
Contr’o sporting é diferente…
S’o corte não for erecto!

E se nele “escorregar”,
O defesa por “placagem”,
Toda essa abordagem
Ao lance é de louvar…

Evita-se assim o golo
Num lance que deu falta!?
Ao contrário, mas que lata!!
Este Cosme não é tolo….

Qu’o Jesus sab’o segredo
Daquilo do ano passado…
E o Cosme, preocupado,
Iria “errar” por seu dedo?

Nunca se sab’o que sabe
O mentor desse “colinho”,
E este ano, o desalinho,
É não vencer o d’Alvalade!

Por isso é bem apitar,
Por conselho do Conselho,
Qu’o seguro morreu de velho,
E o Naldo só quis “jogar”…


Por: Joker

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ABERRAÇÃO



E o visado respondeu,
Nesse contraditório!
Motivando o falatório
Nos três pontos qu’escreveu:

“S’a razão é da estrutura
E pois dela é o segredo,
Como se joga pois, a medo
Contr’a própria criatura?

É porque feit’a mudança
O monstro ganhou intelecto,
E o médico qu’estava certo…
Da fórmula, ganhou cagança?

E nisto a aberração
Tomou mais do qu’a vitória,
Ganhou um lugar na história,
Vencendo como vilão!!”

E a história que de terror
Se verteu num conto de riso,
Aos três, pareceu conciso,
Na resposta como relator!

Os pontos foram sapientes
Na fórmula por si ensaiada,
E passa mais um jornada
No cúmulo, por inconsequentes?

É vê-lo a olho nu
Tomando já o fim da história,
Qu’o monstro leva moratória
Pr’a vencer já como guru!

E assim é apreciar
Os cientistas da nossa praça,
Tomarem toda aquela graça
De qu’o monstro não sabe falar!?

E assim seguirem convictos
Que caçam essa (sua) criação!
E o monstro seguir campeão,
É história qu’os leva aflitos!!

Não tenho, pr’a meu desengano,
A dúvida sobr’o desenlace…
Ao monstro não há quem o encalce
Até se volver humano!!

E depois temos que levar,
Qu’o médico já re-transformado!?
Criando novo monstro jogado
No mito qu’ainda vai durar…

Ao Lope já m’abstenho
No mito da sua criatura,
Qu’o jogo ainda s’atura,
Mas se com isso não ganho??

Não sei mais o que criar
Nas pontas desta minha estória,
S’ao monstro não lhe dou a glória,
Que mais posso eu contar???

O mote desta criação,
Não pode fugir ao seu destino!
E o poeta tem-se sem o tino
Se molda outra aberração!!…



Por: Joker

sábado, 4 de abril de 2015

TOCA TOCA SEM PLANO B




Esta foi a semana em que Lopetegui se desdobrou em entrevistas. Numa delas, o jornal MARCA escrevia erradamente que o basco tinha chegado ao Porto com o intuito de mudar o modelo que o Porto tinha instituido desde José Mourinho. Aquele em que uma equipa se suportava no erro do adversário, na garra e na manhosice o único modo de vida.

Na realidade o Porto já tenta jogar desta forma aproximada à do Barça desde Vitor Pereira. E os adeptos que viveram esses anos e estão a viver este sabem melhor do que ninguém o que é que este modelo nos dá (capacidade de controlar o jogo e de o jogar quase em exclusivo no meio-campo adversário) e aquilo que ele nos tira (incapacidade de invadir a grande área adversária em quantidade e de criar oportunidades perante equipas em bloco baixo).

Nas entrevistas dadas quando lhe perguntaram pelo modelo de jogo Lopetegui repetiu o que gosta sempre de dizer: “QUEREMOS TUDO”

Na realidade, nós adeptos sabemos que este modelo dos últimos 4 anos (intercalado com o Titanic Paulo Fonseca) não tem plano B.
Quem QUER TUDO tem que ter PLANO A, PLANO B, PLANO C, PLANO...Z.

Nós paramos no PLANO A que se limita ao TOCA TOCA e TOCA. Mesmo quando Lopetegui mexe estruturalmente na equipa, fazendo pensar o mundo que mudando a tactica e o perfil de jogadores em campo o Porto jogará diferente, o que se vê é que a filosofia treinada e colada no ADN do TOCA TOCA não deixa mudar nada.

Joga com 3 defesas e 2 pontas de lança mas a equipa sai a jogar como de costume. Plantam-se jogadores na área e os extremos continuam a não os procurar e apenas TOCAM.

Lopetegui fez as poupanças que seriam esperadas e talvez compreendidas dado o arrastão fisico que nos liquidou na Choupana e o calendário que se avizinha.

O perfil do jogo é estranho até ao minuto 10. O Maritimo salta na pressão alta e parece convencido e a convencer-nos que pode jogar de igual para igual com o Porto.

Como de costume o Porto entra no jogo de forma amorfa sem tomar conta dele e a apalpar terreno.

A partir do minuto 10 acontece o rotineiro embora com menos intensidade face ao habitual: O Porto toma conta sem dominar de forma ampla e Hernâni com os seus safanões e Oliver ligado à corrente começam a dar mando a quem é melhor.

Quaresma entra na festa com uma visita de médico e em 2 boas combinações com Oliver o Porto cheira o 1-0.

Até que o pezinhos de lã Evandro vê uma bola cair-lhe no pé e mete chumbo grosso na baliza de Salin. Seria de esperar que o Porto pudesse aproveitar a vantagem para se acomodar e aproveitar a velocidade de Hernâni no contra-ataque.

Não deu tempo. Ricardo comportou-se na grande área defensiva como se fosse um avançado excitado, entregou o 1-1 ao Maritimo e voltou a lançar o jogo nas bases do terror vivido para o campeonato.

Depois de duas ameaças o 2-1 nasce da passividade no jogo aéreo defensivo e do mau posicionamento de Oliver no 2.º poste a aí estava de volta o pesadelo do campeonato sem Jackson, Danilo, Alex, Tello e Herrera.

Ao contrário do jogo do campeonato desta vez Lopetegui mexeu bem. Experimentou alargar a frente de ataque em criatividade (Brahimi nas costas de Aboubakar) e em potência/altura (Gonçalo + Aboubakar) mas sempre sem esventrar o meio-campo. Manteve inteligentemente a base para ter um suporte estável para estancar o Maritimo e se lançar em busca do empate.

Ao contrário do jogo do campeonato desta vez a equipa nunca teve chispa nem conseguiu transmitir a ideias que o empate poderia estar próximo.

Lopetegui mexeu bem no banco mas o trabalho estrutural que tem feito desde o inicio da época foi mais forte e a equipa seguiu “intentando” sempre da mesma maneira, sempre com a cultura do passe em vez do cruzamento/remate, sempre com a cultura da bola em vez da cultura do espaço, sempre com a cultura da paciência em vez da cultura da urgência.

O Maritimo comportou-se como qualquer equipa que nos estude e nos seja inferior deve fazer. Bloco baixo e não desmobilizar a defesa que o adversário gastará 90% do tempo a tentar encontrar uma agulha no palheiro.

O tempo útil em que o Porto procura de facto o empate é muito reduzido. Eu percebo as vantagens do controle e do domínio e já tive a oportunidade de viver as alegrias de grandes exibições do Porto com base “NA BOLA É NOSSA”.

O que não entendo é esta forma como o Porto enfrenta problemas distintos sempre com base no livro teórico. Não tentamos chuveiro, não cruzamos bolas, não se vê no comportamento dos jogadores nada que indicie que há diferenças entre estarmos a 5 minutos do fim ou a 50 minutos do fim do jogo.

Não se vê urgência nem se consegue perceber se estamos a perder 2-1 ou a ganhar 3-0.

Aqui não é uma questão de atitude porque se olharmos bem para o jogo é por excesso de vontade e de movimentação fisica que o Ricardo vai e não espera e o Oliver sai e não fica.

É uma questão de QUERER TUDO e  de não limitar a equipa a uma única forma de jogar que a impede de mudar de estratégia ainda que se altere a tactica e que não a permite responder adequadamente conforme a especificidade de cada problema.  




Análises Individuais:

Helton – Uma partida sem grande trabalho. Não passou por ele o segurar a vitória, impedir a derrota ou algo similar. Defendeu o que tinha que defender e teve a qualidade habitual a jogar com os pés.

Ricardo – Começou no defesa direito a nossa eliminação da Taça da Liga. Um lance absolutamente banal é transformado no 1-1 com 2 erros básicos que um defesa não pode ter.
Primeiro que tudo um defesa só salta e só se faz ao lance se é para intervir. Se corta, se chega ao lance, se desvia a trajectoria e corta o perigo. Aqui funciona um pouco como um guarda-redes quando resolve abandonar a baliza na saída a um cruzamento.
Há um defesa na 1ª liga eximio nessas decisões. Chama-se Luisão. Só salta quando ganha.
Muitas vezes não salta porque tem medo de não ganhar mas a certeza que se ficar cá em baixo pode encostar, beliscar, fazer cócegas e qualquer coisa de útil para a sua equipa.
Ricardo com voluntarismo e pouca cultura de defesa faz-se a todos os lances como se não houvesse amanhã. Salta sempre e faz-se à bola sempre.
Não chegou à bola e logo a seguir acertou no adversário.
Atitude a mais e inteligência defensiva a menos.
No ataque não se conseguiu soltar. Maicon em 10 minutos foi mais profundo que Ricardo em todo o tempo de jogo.

Maicon – Está a voltar ao estilo Beckenbauer do inicio da época. Sente-se mais confiante, mais patrão e as pernas parecem mais soltas.
Como aspecto negativo partilha com Marcano a incapacidade de controlar os lances aereos que na 1ª parte criaram sempre perigo perto da baliza de Helton.
No ataque, foi o jogador na 2ª parte que conseguiu ser mais profundo e o unico que parecia ter conhecimentos teóricos sobre a importância de atacar o espaço vazio em detrimento do vazio de 45 minutos de bola de pé para pé.

Marcano – Tem qualidade para ir mais além do que o mero deposito da bola no médio mais próximo quando em construção.
Na 2ª parte os avançados do Maritimo davam espaço para Marcano subir com bola e era essencial que o espanhol tivesse comido esses metros para obrigar a que o autocarro madeirense se tivesse que desmobilizar com os defesas deixando médios e avançados com mais espaço.
Defensivamente esteve na linha do habitual partilhando com Maicon os pecados do não dominio da grande área nas bolas paradas.

José Angel – Uma boa primeira parte enquanto as diagonais de Hernani lhe deram campo para correr. Sabe sempre o que fazer com a bola e tem pés para dar corpo ao que decide fazer.
Com Quaresma e Brahimi como parceiros e com a defesa a 3 imposta por Lopetegui ,José Angel deixou de ter campo para correr e limitou-se a ser mais um jogador a passar e receber a bola no pé sem qualquer ideia ou tentativa de desequilibrio.

Casemiro – Cumpriu com os minimos de agressividade e intensidade que se exigem no meio-campo. Esteve no limiar de marcar um golo candidato ao Premio Puskas mas não foi capaz de ter qualquer intervenção capaz de tirar a equipa do deserto de ideias e da absoluta incapacidade e vontade de tentar um plano B.

Evandro – Tem uma caracteristica comum a todos os jogos que tem feito no Porto. Raramente decide mal e raramente executa mal. Decidir bem e executar bem deveriam ser um cartão de visita suficiente para ser titular indiscutivel do Porto.
Não são. Evandro precisa de se dar mais ao jogo, de se mostrar mais e de se achar mais porque tem qualidade e inteligência para isso.
É o médio mais completo do Porto porque passa bem, decide bem, consegue arrancar com bola, tem meia distância (que Golão!) e defende com inteligência tactica.
Se não se achar e continuar a correr pelo relvado à espera que se lembrem dele ou à espera que lhe caia uma bola para fulminar o redes adversário vai deixar de ser titular e passar ao lado de uma carreira que tem tudo para ser positiva e marcante no FC Porto.

Oliver – Ao contrário de Evandro é raro haver jogo em que Oliver não se dê e mostre a toda a hora. Quer sempre bola, “obriga” os seus companheiros a procurá-lo e está sempre de pilhas carregadas de forma irrequieta procurando protagonismo.
Na minha opinião Oliver é um jogador modelo para o tipo de jogo que equipas como o Porto quer praticar mas deveria ser mais central e um pouco mais cerebral à semelhança do que o melhor Xavi fez no Barcelona.
Deveria ser o maestro com 5 linhas de passe sempre abertas potenciando o que ele tem de melhor (para além da capacidade de se desenvencilhar da pressão e de esconder a bola).
A linha directa para o 9, as 2 diagonais curtas e longas para os médios, extremos e laterais.
Infelizmente vejo-o muito colado a um dos lados e demasiado ligado a apenas 2 jogadores (o lateral e o extremo da sua ala) quando toda a equipa devia ser colada por ele.
Fez um jogo esforçado sem grande brilhantismo, foi prejudicado pela sua postura pouco central e é responsável por não ter cumprido com a obrigação de proteger o 2.º poste.

Quaresma – Passou ao lado do jogo e esteve uns furos abaixo de Hernani. Na 1ª parte ainda teve 2 bons apontamentos em articulação com Oliver mas nunca foi um jogador capaz de meter 2 mudanças acima da bitola letargica com que a equipa trocava a bola.
Não desequilibrou, não acelerou nem se distinguiu dos demais.

Hernâni – Foi o acelerador e o mais importante jogador da equipa enquanto esteve em campo. Estranhamente deu-se melhor na ala esquerda do que na direita que, em teoria, favorecia as diagonais.
Começa a ser claro que o Porto TOCA-TOCA precisa a gritos de jogadores que pelas suas caracteristicas individuais consigam dar à equipa aquilo que a sua estratégia de jogo considera ser um pecado: PLANO B.
Foi substituido porque não tem estatuto e não porque não estivesse a ser, a léguas, o melhor elemento do ataque.

Aboubakar – Desde que saiu Falcao ser ponta-de-lança do Porto é profissão de risco. A equipa tem um perfil de jogo que inferniza a vida a qualquer 9 dada a exiguidade de bolas limpas que são servidas.
Kleber suicidou-se à conta disso e Jackson foi obrigado a mostrar que é dos pontas de lança mais completos do futebol europeu porque consegue criar mais jogo para a equipa do que a equipa cria para ele.
Neste estado de coisas as 3 ou 4 oportunidades que o 9 do Porto tem para se mostrar são a amostra possível para avaliar a qualidade de um avançado.
Numa equipa grande que servisse o seu avançado de forma normal os erros afogam-se no mar de momentos do jogo em que ele é obrigado a intervir.
No Porto qualquer falhanço é amplificadissimo porque a amostra é pequena.
Aboubakar não esteve bem porque a equipa não lhe deu jogo e está viciada em se servir de Jackson.


Tello – Deu um bocadinho do que Hernâni estava a dar na 1ª parte e percebeu-se pelo estado do jogo que tinham sido necessários os 2 jogadores ao mesmo tempo porque são os únicos que divergem de forma clara da filosofia de passe pastoso da equipa.
Quaresma e Brahimi juntam-se e agravam o pasto. Tello e Hernâni tentam tirar qualquer coisa dele.

Brahimi – Joga sempre da mesma maneira seja qual for o resultado parcial, o contexto do jogo, da competição. Isso seria um elogio se estivessemos a falar da atitude com que encara Bayern ou Sertanense.
Neste caso é uma critica porque Brahimi não é inteligente a jogar. Tenta meter sempre a fintinha mesmo que tenha 2 pontas de lança, 2 centrais e o guarda-redes na grande área a pedir o cruzamento.
Começo a estar preocupado com a carreira de Brahimi no clube. No inicio da época todos pensavamos que seria um Hulk e hoje nem a titularidade parece estar assegurada.

Gonçalo Paciência -  A entrada fez sentido mas a equipa continuou a jogar no TOCA-TOCA como se não tivesse 2 pontas de lança nem qualquer tipo de urgência em meter a bola na área.


 
Ficha de Jogo

Maritimo-FC Porto, 2-1
Taça da Liga, meia-final
Quinta-feira, 2 Abril 2015 - 19:45
Estádio: Estádio do Marítimo, Madeira
Assistência: -

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco).
Assistentes: Paulo Soares e Jorge Cruz.
4º Árbitro: Rui Rodrigues.

Marítimo: Salin, João Diogo, Bauer, Raúl Silva, Rúben Ferreira, Danilo Pereira, Alex Soares, Bruno Gallo, Edgar Costa, Marega, António Xavier.
Suplentes: Wellington, Dyego Sousa, Gêgê (87' Alex Soares), Briguel, Fransérgio (76' Bruno Gallo), Ebinho, Éber (79' Edgar Costa).
Treinador: Ivo Vieira.

FC Porto: Helton, Ricardo, Maicon, Marcano, José Ángel, Casemiro, Evandro, Óliver Torres, Quaresma, Aboubakar, Hernâni.
Suplentes: Andrés Fernández, Brahimi (66' Ricardo), Tello (57' Hernâni), Herrera, Campaña, Alex Sandro, Gonçalo Paciência (76' Quaresma).
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 2-1.
Marcadores: Evandro (32'), Bruno Gallo (37' pen), Marega (45').
Disciplina: cartão amarelo a Óliver Torres (28'), Ricardo (36'), Raúl Silva (73'), Gêgê (89'), Evandro (90').


Por: Walter Casagrande

segunda-feira, 9 de março de 2015

Alatriste

#Joker



Era espanhol, o “Capitão”
E do mundo fazia casa…
Do terço, tomav’a espada
Por desígnio e vocação…

Tinha por nome Diego
E um estatuto informal…
Era “Capitão” natural
Pela mestria no ferro…

E na chusma soldadesca
Todos guardavam respeito…
E a Alatriste, o direito
A uma cultura livresca!

Um homem do seu tempo
Nesse século dezassete
E do sabre ao florete
Tudo nele era talento!

Já travara mil batalhas
Nesses Estados Gerais…
E dos terços imperiais
Granjeara mil “medalhas”

O seu corpo, retalhado
Em actos de vida ou morte
Ond’o aço tinh’o corte
Na carreira de soldado!

E a fama fez o terço
O mais temível exército
Qu’ao Mundo deu o séquito
Desse império por começo…

Alatriste, “Capitão”
Dessa coroa era súbdito
Habsburgo por austríaco…
Espanhol por condição!

(Sob a égide Filipina
Foi Portugal integrado
Nesse império, em ducado
Por sua rota marítima)

Em mil batalhas, imortal
No Romance de Reverte
O soldado nele existe
Por existência…real!

O homem suplant’a fama
Qu’essa obra apregoa
Na companhia de Balboa
Par’a a glória d’Espanha!

Na época d’Olivares
A que Quevedo deu mote
Tem-se a glória na morte
Nesse confronto d’altares!

A Reforma contr’o Papa
Teve palco na Holanda
E o império, por demanda
Nessa guerra lá s’empapa…

Sobressai o heroísmo
Dos frisios destemidos
Calvinistas “convertidos”
Contr’o catolicismo!!…

Um pouco mais d’História
A juntar ao lírico…
Qu’o Alatriste verídico
Também cantou vitória!

Nessas mil batalhas
Sobressaiu o nome
Imortal, conforme
Às suas mortalhas!

Qu’é isso que vence
A morte por sina
E a glória encima
O seu maior alcance!

É o que neste dia
Me vem à memória
Depois desta vitória
Qu’ele mais merecia…

Também ele espanhol
Rodeado p’lo seu terço
De gente do seu berço
No mundo do futebol…

Vingand’o dito
Que jamais vencera
Mas nunca cedera…
No qu’estaria escrito!

Daí a vitória
Com repercussões
Pois dos campeões
Nem só rez’a história!

E por lá nos têm
Ainda nessa luta
Que vencer, nos custa…
E perder também!!

E s’outros ganham
Nas suas manobras
Que dirão as obras
Qu’amanhã se tenham?

Terão um Alatriste
Por herói central
Aqui em Portugal
Qu’em Espanha se lesse?

Por: Joker

sábado, 14 de fevereiro de 2015

FC Porto 1 - 0 Vitória - Muito Porto para resultado tão escasso



Vigésima primeira jornada. A primeira das finais deste ciclo importante de jogos. Respiramos bem e para o continuarmos a fazer só um objectivo serve. Os 3 pontos. Neste e nos jogos seguintes.

Lopetegui, bem, já tinha avisado na antevisão. Nada mais importa senão este jogo até o árbitro apitar no fim dos 90 minutos. Os jogadores perceberam bem a mensagem. Em campo ia entrar um 11 muito parecido ao da ultima jornada, apenas uma alteração. 


Já muito se discutiu o estilo de jogo deste Porto. Tikitaka? Nem por sombras, nem é isso que se pretende. Desse estilo apenas fomos buscar o que de melhor esse estilo tem. Não, não me refiro à posse de bola. Isso é consequência de algo feito antes. A principal qualidade é a defesa que nem deixa o adversário organizar-se. O adversário recuperou a bola? Então, pressão neles. Saber fazê-lo de forma competente é extremamente dificil. Não é pressionar um a um, não é pressionar só quem tem a bola. É ter um bloco que atrapalha quem tem bola e não dá espaço nem tempo a quem a tenta receber. 



Essa característica este Porto versão 2014/15 tem ou tenta ter. 



Essa característica deu-nos uma entrada em grande. A equipa adversária tinha um handicap. Estava privada do jogador que melhor sabe lidar com isso. Arrisco dizer que mesmo com ele em campo, víamos o mesmo de ontem nos primeiros 45 minutos. Um Porto mandão, um Porto protagonista como o nosso técnico gosta de dizer.


Fabiano foi um espectador. Danilo e Alex Sandro viam-se mais no último terço do campo a criar desiquilibrios que na defesa. O adversário não consegiua sair do seu meio campo. Perigo só numa baliza, a deles.


Foram tantos, tantos lances. Jackson esteve perto do golo em mais que uma ocasião, Herrera teve chances, Quaresma teve chances, Danilo teve chances, Brahimi também.


Foram uns primeiros 45 minutos com futebol entusiasmante. Dominio absoluto. Muita bola. Jogo interior competente, médios muito activos com Herrera e Oliver a pautar o jogo, cada um no seu estilo. Extremos a conseguirem espaço para também criar jogo e até surgir no apoio ao avançado. 


Muito jogo, pouco aproveitamento. A cada lance bem construído, ineficácia e ingenuidade a finalizar. Golos só 1. De Brahimi. Não foi a primeira vez que marcou legalmente a este adversário mas foi a primeira vez que contou. Um lance que mostra muito do qu falamos antes. Oliver recebe a bola na área, bem pelo meio do terreno. Boa recepção, espera pelo apoio e encontra Brahimi na altura certa a surgir pela esquerda. passe bem medido e finalização eficaz. Simples, bonito, eficaz. Estava aberto o marcador.


O intervalo chegou e apenas dois amargos de boca. Apenas um golo, quando podia e devia ser 4 ou 5. Alex Sandro, um dos 3 jogadores em risco de exclusão já tinha visto amarelo.


Depois do recomeço do jogo, bastou um minuto para o Guimarães fazer o que não havia feito até então. Chegar com perigo à nossa área. 


Eles subiram as suas linhas. A isso juntaram dureza. Não aquela dureza de futebol que se gosta. Também a tiveram. Mas aqui e ali ultrapassaram bastante essa linha que separa virilidade de quem quer ganhar, de bater forte e feio. 


Raramente assustaram Fabiano. Não tiveram verdadeiros lances de golo. Mas bastou para equilibrar o jogo.



Lopetegui gritava e dava indicações. Queria a equipa mais subida. Queria a mesma pressão. Queria Herrera a explorar espaços e não tão atrás. 


O certo é que a equipa não o conseguiu. Então vamos reorganizar, temos de estar por cima.



Sai o mexicano, entra Ruben. Não foi uma substituição defensiva. Foi uma substituição de quem quer dominar a cada lance. Oliver joga uns metros mais à frente do que antes. Ruben mais atrás. Casemiro na mesma função de sempre. 



Resultou. Casemiro estava atento. Soube perceber o jogo. Dobrou bem, posiciou-se bem. Na sua área de acção varria. Ruben foi importante nisso. 


Estava recuperado o ascendente na zona intermediária. E nem à patada o perdemos. 



Retive um lance em particular. Cafu, esse mestre da entrada a pés juntos, estava nas suas 7 quintas. Já devia ter sido amarelado antes. Não o foi. Podia esticar-se. Esticou-se demasiado. O árbitro deixou. A entrada a pés juntos sobre Casemiro merecia vermelho. Por bem menos Maicon foi expulso contra o Boavista. E numa noite bem diferente, com um terreno bem mais complicado. Pelos vistos mudaram o critério...



Se tínhamos recuperado o meio campo, vamos dar velocidade ao ataque e explorar o espaço que podia surgir. Tello lá dentro e Hernâni no fim. Mais uma vez bem. 



Estivemos bem mais perto do segundo do que eles do primeiro. Mesmo sem a exuberância da primeira parte. 



Apito final. Vencemos. Era o mais importante. Vencemos com mérito. Bom jogo. 



Ainda temos muitas de vencer muitas batalhas para vencer a guerra. Uma de cada vez. Segue-se uma batalha diferente. Basileia, na primeira mão dos oitavos da Champions. O objectivo é voltar às 8 melhores equipas da Europa. 



Um aspecto a melhorar. Não é de ontem, mas algo em que temos evoluído pouco. Pode parecer apenas um pormenor mas esse detalhe pode dar vitórias. Os lances de bola parada ofensiva. Tivemos 6 cantos, mais de uma dezena de livres, até um dentro da grande área. É verdade que conseguimos rematar 3 vezes e um dos lances até foi bem trabalhado. Mas a enorme maioria dos cantos, lançamentos e dos livres laterais não estão a sair bem. Ora falha o cruzamento, ora falha o passe, ora o lance parece mal ensaiado. Há ideias trabalhadas, nota-se isso. Mas falta saber colocá-las em prática. 






 Análise individuais: 



Fabiano: Poucas vezes foi chamado a parar verdadeiro perigo. A equipa vimaranense rematou uma meia dúzia de vezes mas quase sempre de longe e fraco. Quando foi preciso esteve seguro.



Danilo: Acabou o jogo e foi assistido após um lance com Casemiro. Sem qualquer problema defensivo com quem aparecia na sua zona, destacou-se ofensivamente. Esteve perto do golo em duas ocasiões, ambas finalizadas ao lado, após diagonais. Iniciou a jogada do golo. Viu um amarelo e não pode jogar no Bessa.



Maicon: O Vitória foi um adversário macio, não criando grandes problemas à nossa zona defensiva. Não permitiu espaços, esteve seguro nas dobras e imperial no ar. Quase marcava de cabeça na 2ª parte. Um reparo. Jogou longo e nem sempre com acerto quando tal não o justificava.



Marcano: Titular em detrimento de Indi pela segunda vez consecutiva. Não foi posto à prova mas teve um corte defeituoso nos descontos que permitiu um remate (sem perigo) já no fim do jogo. Boa visão de jogo a assistir Maicon num lance que deixou o companheiro muito perto de marcar.



Alex Sandro: Tal como Danilo destacou-se pelas acções ofensivas, funcionando muitas vezes como um 2º extremo. Combinou bem com Brahimi.



Casemiro: Gradualmente tem vindo a melhorar no que diz respeito ao posicionamento de 6. Ontem foi um desses casos. Serviu sempre como um tampão às investidas de Bernard, não lhe dando tempo nem espaço para pensar. Muito se fala da sua virilidade mas ontem foi o principal alvo dos adversários. Entradas a pés juntos, saltos com os braços abertos, rasteiras, pequenos e grandes toques. Sofreu de tudo um pouco. 



Herrera: Excelente primeira parte. Deu profundidade, criou espaços, soube surgir na área e cair entre linhas. Foi um dos principais responsáveis pelos muitos lances de perigo na primeira parte, em que interveio na maioria deles. Na segunda parte baixou de produção. Tentou segurar enquanto Lopetegui lhe pedia para avançar e criar desiquilibrios. 



Oliver: Tem a bola e sabemos que dificilmente não dá sequência ao lance. Xavi do Barcelona uma vez disse que a sua função era encontrar espaços. Oliver deve pensar o mesmo. Se der para jogar curto e em progressão fá-lo. Tem demasiada gente naquele lado do campo, vira o flanco. A isso acrescenta uma característica que encanta qualquer treinador. Não pára um segundo. Quem tem o privilégio de poder assistir em casa ou fora a um jogo da nossa equipa lanço um repto. Durante 5 minutos sigam-no a ele. Não irão perder nada do jogo, onde a bola está ele está perto. 



Quaresma: Não é o Harry Potter que decide sozinho como foi em tempos. Não é uma crítica, pelo contrário. Este Quaresma é hoje bem mais importante que apenas esses lances. Também os sabe ter se for preciso, mas primeiro é útil à equipa. Deixou de ter um par de lances mágicos por jogo e uma dezena de perdas de bola para ter apenas um lance mágico mas nas restantes dá mais sequência aos lances. 



Brahimi: Foi dele o golo do triunfo. Teve mais uns lances à Brahimi, daqueles em que "dá um nó" ao rim do defesa mas também ao cérebro. Todavia, ainda não é o Brahimi que encanta. Esse precisa de mais uns jogos e de voltar a ser mais prático. Mesmo assim, um dos melhores.



Jackson: Surpresa, não marcou. Teve oportunidades para isso mas não resultou. Teve uma má decisão quando num lance de 3*2 rematou quando Brahimi e até Quaresma davam linha de passe em melhor posição. Uma má decisão que não belisca a sua importância. É um craque e o porto seguro da equipa. Domina como ninguém, nunca se esconde do jogo e mesmo quando não é ele que finaliza sabe abrir espaços para os colegas arrastando marcações. 




Rúben: Substitui Herrera mas não entrou com as mesmas funções. A Herrera Lopetegui gritava para que o mexicano fosse mais incisivo no ataque. O nosso míudo maravilha entrou para dar estabilidade quando parecia que a podíamos perder. Como sempre esteve bem. 



Tello: Entrou bem mas nem sempre deu sequência. Ainda assim foi o principal responsavel pelos lances de maior aperto para a defesa adversária no fim da partida. 



Hêrnani: Estreou-se com a mais bela camisola do mundo no mais belo estádio do mundo. Entrou  e logo depois quase marcava. Pode vir a ser importante no futuro da equipa. Depende dele. Ontem os adeptos mostraram-lhe que acreditam no seu valor. 

Ficha do jogo: 

FC Porto 1-0 Vitória de Guimarães
Sexta-feira, 13 Fevereiro 2015 - 20:30
Competição: Primeira Liga 21.ª jornada
Estádio: Dragão, Porto (TV: SportTV)
Assistência: 26.108
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)
Assistentes: Paulo Ramos e Luís Ramos
4º Árbitro: Vasco Santos

FC Porto: Fabiano; Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro; Casemiro, Herrera (Rúben Neves 65') , Óliver Torres; Quaresma (87' Hernâni), Jackson Martínez (c), Brahimi (Tello 65').
Suplentes não utilizados: Helton, Martins Indi, Quintero,   Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui

V. Guimarães: Assis; Bruno Gaspar, Josué (c), João Afonso, Breno, Bouba Saré (Nassim 74'), Cafú, Bernard, Sami (Gui 59´), Alex (Tomané 82´), Jonatan Álvez.
Suplentes não utilizados: Douglas, Moreno, Otávio, Valente.
Treinador: Rui Vitória

Por: Paulinho Santos
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