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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

QUAL É A PRESSA?

#FCPorto #JorgeNunoPintodaCosta #Campeões #pressa #benfica #sporting

Não tenho pressa. 

Esta foi uma semana calma depois do stress da anterior. 

Chego a Domingo à noite olho para o calendário e vejo que não há Porto-Benfica na 4ª feira. Foi adiado. Ainda bem. Qual é a pressa?

Na minha vida de portista já assisti a períodos tão ou mais complicados que este. O Porto de Octávio pré- Mourinho e o Porto de Ivic pré-Robson foram talvez piores a nível de resultados e exibições.






Nesses períodos sinto uma obrigatoriedade ainda maior de ver o jogo. Está nos estatutos da alma de um portista que é imperdoável não ver um Dinamo Kiev-Porto com Jesualdo pós derrotas consecutivas e um Shakthar-Porto com Vitor Pereira pós catástrofe de Coimbra.






A penitência da falta de comparência perante um Spartak Moscovo- Porto com André Villas Boas ou de um Dinamo Kiev-Porto com Vitor Pereira é bem menor. Maluquices.

Nestes momentos de crise os nossos olhos têm que lá estar. No Dragão, onde o Porto jogar ou num qualquer ecrã de tv ou stream da internet.

Se tudo isto for impossível e os olhos lá não estiverem os ouvidos não podem falhar. Relato.

Senti sempre essa obrigatoriedade dos sentidos. Com Octávio, com a 2ª passagem de Ivic e agora com Paulo Fonseca. Nada de estranho.

O estranho é que agora não tenho pressa e nesses outros 2 períodos nunca deixei de a ter.

Também tinha medo de não ganhar ou de sofrer em demasia com Octávio e Ivic.

Também cheguei a ter uma certeza absoluta que com eles o Porto não ia a lado nenhum mas nunca me faltou a pressa.

“Quando é que joga o Porto? Sábado? Fixe! Domingo à Noite? Xiiiiiiiii….ainda falta tanto!”

Agora continuo a querer ver o Porto mas não tenho pressa que chegue o fim-de-semana. 

Nunca, mas mesmo nunca me lembro de ter tão pouca pressa. 

Se o jogo for na 2ª melhor do que se for no sábado.

Sinto-me o António José Seguro dos adeptos.

É uma chatice que a Liga Europa já aí venha. Precisávamos de mais umas semanas para burilar uns pormenores.

É uma felicidade que a Taça da Liga esteja num imbróglio jurídico.

É porreiro que a 1ª eliminatória da Taça seja só lá para final de Março.


Curioso é pensar que nos únicos 2 termos de comparação que faço com o período de Paulo Fonseca o tempo nos veio dizer que a única coisa que hoje se pode questionar é o timing.


A pressa.

Teria Robson conseguido o título se entra mais cedo? E Mourinho? Daria para chegar lá?

É também inegável que Ivic, Octávio e Paulo Fonseca têm atenuantes.

Ivic fez uma época de sonho depois da partida de Artur Jorge pós-Viena. 

Octávio foi o adjunto modelo durante anos no clube e quem esteve ao lado do Rei Artur nas campanhas vitoriosas.

Paulo Fonseca conseguiu fazer uma época fabulosa capaz de rivalizar – dada a dificuldade da tarefa - com qualquer outro feito de um treinador no campeonato português nos últimos 10 anos.

A única e talvez relevante diferença é que Ivic e Octávio tinham conseguido esse crédito no Futebol Clube do Porto quando as coisas começaram a correr mal.

Paulo Fonseca fê-lo no Futebol Clube Paços de Ferreira.

Todos os outros termos de comparação de períodos complicados foram mais doces que este. Até no de Victor Fernandez/Couceiro não se via a descrença no futuro que se vê hoje e a subjugação que o Porto é vítima jogo após jogo.

Podíamos entrar mal no jogo – como Paulo Fonseca tem referido em 7 dos últimos 8 jogos -, mas essa má entrada não implicava o desnorte e o descontrole do eixo defensivo da equipa.

Nestes últimos 20 anos quando se dizia que o “Porto jogava mal” isso implicava automaticamente que atacávamos mal, seja por deficiência de talento, de atitude ou de táctica.

A questão do domínio de jogo ou de padrões mínimos de segurança defensiva não entravam para esses epítetos.

Podíamos levar 3,4 ou 5 como chegou a acontecer nos últimos anos mas esse placard não tinha cariz estrutural. Levando 4 ou 5 de equipas inglesas de nomeada logo chegávamos ao confronto com equipas mais modestas e voltava o domínio e o controle do jogo.

Podíamos jogar mal, entrar mal no jogo, empatar ou perder mas ninguém vinha ao Dragão com o espirito de que é possível discutir cá o jogo, ter tantas ou mais oportunidades de golo e sem medo de ser posto em sentido.

Este ano isso deixou de acontecer com o Gil Vicente, o Guimarães, o Atlético de Madrid, o Zenit, o Sporting, o Nacional, o Áustria de Viena, o Braga, o Marítimo, o Estoril e o Paços de Ferreira.

Não podemos cair no erro de fazer uma análise descontextualizada.

Lembrem-se que “No FC Porto a analise que se faz ao futebol é quase sempre depreciativa. Neste momento, é muito fácil dizer mal do FC Porto.”

A 2ª parte dominadora do Gil foi porque os jogadores estavam com a cabeça em Viena.

A 2ª parte dominadora do Guimarães foi porque os jogadores ficaram inseguros por causa das imensas oportunidades falhadas na 1ª parte.

O período entre os 25 e os 65 minutos contra o Atlético foi porque o Porto estava a ganhar e era o Atlético que tinha que correr atrás. A isto acresce que o Atlético é uma grande equipa e tinha envergonhado o Real no Bernabéu.

Contra o Zenit a culpa foi do Herrera. Com 11 não tínhamos sido dominados.

No início da 2ª parte contra o Sporting fomos encostados porque o Porto, ao contrário do Sporting, vinha de uma intensa e desgastante jornada europeia a jogar com 10 durante 84 minutos.

Contra o Nacional o período foi mais curto. Foi sorte do Manuel Machado que mexe na equipa aos 70/75 minutos e cria instabilidade. Tal como contra o Guimarães o resultado curto mexe com a parte emocional dos jogadores e a equipa treme à conta disso.

Contra o Áustria vínhamos na ressaca do inesperado empate com o Nacional e a equipa parece duvidar dela própria. A isto acresce a pressão de o Zenit ter desperdiçado pontos no jogo da tarde o que nos obrigava a ganhar. A forte reacção na 2ª parte prova que o problema era, sobretudo, mental.
Na 1ª parte contra o Braga o clima era de cortar à faca depois da sequência Nacional, Áustria e Académica. O público não ajuda e começa a assobiar cedo e a bola queima. Foi só por isso que fomos dominados. Por isso e pelo duplo pivot. Por isso e pelo Lucho em vez do Carlos Eduardo.

Contra o Marítimo tínhamos 2 problemas. A saída inesperada e traumática do capitão e o sprint pela qualificação com o Sporting que nos obrigava a atacar e a desguarnecer o sector defensivo. Lembro que o Marítimo jogava sem pressão.

Contra o Estoril é Taça. Jogo de Taça tem surpresas. É certo que a equipa podia estar a perder 2-0 à meia hora de jogo. É também certo que só tivemos o primeiro canto ao minuto 60 mas a reacção da equipa no suspiro final mostra fibra.

Contra o Paços entramos mal no jogo. O Calisto foi esperto e colocou os velocistas tentando aproveitar as deficiências físicas dos desgastados laterais. Não esquecer que fomos obrigados a fazer mudanças na zona nevrálgica do meio-campo dada a lesão do Carlos Eduardo.


Sei que ainda vamos a Barcelos, Guimarães, Alvalade, Choupana e Braga.

Temos mais 4 jogos com o Benfica e 2 com o Frankfurt mas……
………..QUAL É A PRESSA?

Nunca é demais relembrar:

“No FC Porto a analise que se faz ao futebol é quase sempre depreciativa. Neste momento, é muito fácil dizer mal do FC Porto.”

Para além das vicissitudes apontadas que só podem ser escamoteadas por quem goste de dizer mal convém não esquecer o seguinte:

a) A arbitragem do Senhor Manuel Mota no Estoril;

b) O livre estilo BD e o golo em fora-de-jogo do Arda Turan;

c) A expulsão do Herrera contra o Zenit;

d) A paragem cerebral do Mangala contra o Belenenses;

e) As paragens cerebrais de Mangala, Alex e Helton contra o Zenit. O incrível penalty feito pelo       Otamendi no mesmo jogo;

f) A paragem cerebral do Danilo contra o Áustria de Viena;

g) O penalti falhado do Danilo contra a Académica;

h) Mais um golo à Euromilhões do Atlético de Madrid. As 4 bolas no poste. O penalti do Josué;

i) A expulsão do Carlos Eduardo em Alvalade que nos obriga a ser mais conservadores;

j) A arbitragem do Senhor Artur Soares Dias e os penaltis escamoteados na Luz;

k) O inacreditável penalti que Danilo faz nos Barreiros.


Tudo isto são externalidades ao comando de um treinador. Sorte do adversário, aselhice própria de jogadores que têm paragens cerebrais, arbitragens incompetentes ou mal-intencionadas.

Quando tudo isto não acontecer, o público não enervar a equipa com os assobios, a equipa superar o desgaste físico e/ou emocional do jogo anterior, a equipa não sofrer por antecipação com o desgaste físico e/ou emocional do jogo posterior tudo vai correr bem.

Eu sei que ainda vamos a Barcelos, Guimarães, Alvalade, Choupana e Braga.

Eu seu que temos mais 4 jogos com o Benfica e 2 com o Frankfurt mas…..
……QUAL É A PRESSA?


Por: Walter Casagrande

terça-feira, 26 de março de 2013

Revista de Imprensa - 26 de Março 2013


Pinto da Costa versus Seleção, Lima e Jesualdo fazem as manchetes



 Em dia de jogo decisivo para a seleção nacional, apenas um dos jornais desportivos faz manchete com a equipa das quinas, mas dando mais eco à troca de palavras entre o selecionador Paulo Bento e o presidente do FC Porto, Pinto da Costa.
Lima, em entrevista, é outro dos destaques, frisando que o Benfica quer ganhar em todas as frentes, e Jesualdo ocupa outra manchete.



O Jogo:

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- FC Porto: "Preocupa-me ver a seleção jogar tão mal", Pinto da Costa responde ao selecionador.



Jesualdo é o treinador de Carvalho: presidente recém-eleito quer estender contrato que termina no final da época; hipótese Ghilas ganha força; "Já houve algum encontro de ideias", Freitas Lobo confessa-se aliciado depois de ter participado em duas reuniões com a nova direção
- "Djuricic pode ser concorrente de Lima", Filipovic também diz que Sulejmani vai fazer muitas assistências; Melgarejo também regressa mais cedo
Azerbaijão - Portugal às 17h: "Podem continuar a mandar postas de pescada", Paulo Bento puxa dos galões na resposta a Pinto da Costa sobre João Moutinho; Danny faz de Ronaldo


Record:

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- FC Porto: "Ver Portugal jogar tão mal é que me incomoda", Pinto da Costa ataca de novo


- Europa é a meta; Bruno de Carvalho já definiu primeiro objetivo do mandato no Sporting
- "Benfica pode fazer história", Lima ambiciona conquistar campeonato, Taça e Liga Europa; "Sonho marcar 30 golos", faltam 9 esta época
- Azerbaijão - Portugal às 17h: "Que continue a debitar postas de pescada", Paulo Bento responde ao líder portista; Vieirinha e Danny titulares.



A Bola:

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- FC Porto: Pinto da Costa vai continuar no poder


- Bruno de Carvalho quer Jesualdo na próxima época
- em risco para o Rio Ave; Maxi, Melgarejo e Cardozo a recuperar de lesões
- Azerbaijão - Portugal às 17h: Peixeirada; reação dura de Paulo Bento aos recados de Pinto da Costa; em véspera de jogo decisivo de Portugal no Azerbaijão, selecionador mostra pulso firme no caso Moutinho


Notícias sobre o FC Porto:





Pinto da Costa responde a Paulo Bento: «Se aquilo foi estar a cem por cento então o Moutinho desaprendeu de jogar»

Pinto da Costa criticou, Paulo Bento respondeu, e eis que o presidente do FC Porto não deixa o selecionador nacional sem resposta: «Se aquilo foi estar a cem por cento então fico muito preocupado porque nestes dias o Moutinho desaprendeu de jogar».

«Acho que foi óbvio que ele não estava a cem por cento, porque se aquilo foi estar a cem por cento então fico muito preocupado porque nestes dias o Moutinho desaprendeu de jogar», disse o presidente dos dragões, no final da Gala do Centenário da Associação de Futebol do Porto, cuja cerimónia decorreu ontem à noite no Coliseu do Porto.

Pinto da Costa mostrou-se muito crítico em relação a Paulo Bento e à seleção nacional, e respondeu ao selecionador, que ontem, em conferência de imprensa, já havia respondido às críticas do dirigente: «O João jogou porque quem faz o 11 da seleção nacional sou eu e mais ninguém. Com a concordância do departamento médico e do jogador, entendemos que ele tinha condições para jogar. É muito fácil entender por que tomámos essa decisão e quem não entende vai continuar a mandar postas de pescada», afirmou Paulo Bento.

Cáustico, Pinto da Costa também teceu considerações sobre a atuação de Portugal contra a seleção de Israel: «Fiquei preocupado por ver a seleção jogar tão mal. Acredito que vamos estar no Mundial mas é triste ver uma equipa com alguns dos melhores jogadores do Mundo, recheada de tantos valores, fazer exibições como a que vimos em Israel. Quem viu esse jogo ficou aliviado com o golo no último minuto mas, certamente, ficou desiludido com o resultado», atirou, continuando.

«Não se pode dizer que Portugal não venceu por falta de eficácia, porque isto não é andebol. Uma equipa que marca três golos não pode não vencer por falta de eficácia. Só se for falta de eficácia defensiva», apontou, mostrando-se, no entanto, convicto de que a equipa das quinas vai conseguir o apuramento para o Mundial 2014.



Villas-Boas: «Ano no FC Porto marca a minha vida»

André Villas-Boas foi considerado, esta noite, o «treinador revelação do século» para a Associação de Futebol do Porto.

O atual treinador do Tottenham, que se distinguiu ao serviço do FC Porto, lembrou o ano que passou no Dragão e considerou-o fundamental para a distinção de que foi alvo.

«Tenho uma carreira muito curta e este prémio ultrapassa os troféus que ainda espero vir a ganhar. O que fiz no FC Porto contribuiu para esta distinção. Foi um período excecional, ganhámos tudo e isso marca a minha vida. Marcará para sempre a minha carreira», afirmou o ex-treinador dos azuis e brancos, que espera ver os dragões a levarem a melhor sobre o Benfica na luta pelo título.

«Há uma grande expectativa, o campeonato está a ser muito disputado. O Benfica tem uma ligeira vantagem, mas espero que o FC Porto consiga eliminá-la e que seja campeão. É o meu grande desejo».


Manchester United de olho em Alex Sandro

O Manchester United já pensa na sucessão do lateral esquerdo Patrice Evra, que tem apenas mais um ano de contrato com os red devils. Alex Sandro, lateral do FC Porto, é um dos nomes ventilados esta segunda-feira.

O jornal britânico Daily Mail garante que Alex Ferguson vê com agrado a contratação do internacional brasileiro, que tem sido observado com atenção pelos emissários do atual líder da Premier League.

O clube inglês fez-se representar nos dois encontros do FC Porto com o Málaga nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões com o propósito de observar in loco o lateral.

Recorde-se que Alex Sandro chegou ao FC Porto na época passada, proveniente do Santos, tendo custado aos dragões 9,6 milhões de euros.






Por: Cubillas

sábado, 18 de agosto de 2012

Figuras menores




O bom soldado é aquele que nunca aspira a ser general. A frase carrega-se de uma fatalidade exasperante. Mas é verdadeira. O bom soldado faz o que tem a fazer, mas sabe que o seu nome não perdurará na história. Para ele as medalhas são uma raridade, para o general são abundância.



No xadrez o peão é a peça menos protegida e a menos preciosa. Será verdade? Permitam-me citar um dos grandes deste mundo:

“A força do peão aumenta  na proporção da diminuição do número de peças sobre o tabuleiro." – Capablanca.

No futebol a realidade é semelhante. Um plantel tem oficiais e praças. Se assim não fosse, não existiria equilíbrio nem harmonia. Se os generais empolgam as bancadas com génio, os peões trabalham para os resultados não fujam da senda das vitórias.

Bem sei que é uma opinião pessoal, mas sempre achei que um dos segredos do nosso sucesso é a forma como acarinhávamos os nossos soldados e peões. Era algo intrínseco a ser FC Porto!
As nossas vitórias dependiam disso.

A memória no futebol é muito volátil. Proponho percorrer páginas recentes da nossa história.

21 de Maio de 2003, Sevilha – O FC Porto volta às finais Europeias, 15 anos depois. Mourinho monta a sua teia para caçar a mosca de Glasgow. Dez minutos de jogo e Costinha sai por lesão. E agora? Mesmo com um 6 no banco (Tiago), Mourinho é pronto na decisão. Avança o peão. Ricardo Costa entra em campo. Um central que nunca deslumbrou o Dragão. Cumpre e o FC Porto ganha. Alguém se lembra dele nessa final?

24 de Maio de 2004, Gelsenkirchen – De volta à final da liga dos Campeões, 17 anos depois. Moutinho volta a tecer uma teia para a mosca do principado dos Grimaldi. McCarthy e Alenitchev no banco. A titular aparece Pedro Mendes. O seu papel no controlo de jogo a meio campo é decisivo. Faz os 90 minutos e é campeão Europeu. No fim dessa época, sai para o Tottenham como moeda de troca. O FC Porto, para lá de uns bons milhões, entrega ao clube inglês o passe do seu bom “soldado”. Em troca, recebe um Postiga fora de forma e bem pago.

12 de Dezembro de 2004, Yokohama – De volta ao Japão, 17 anos depois. Nuno Valente não estava disponível e Areias não era solução. Quem avança para defesa esquerdo? A solução é uma repetição de Sevilha. Ricardo Costa cerra os dentes e sofre pela equipa. O penalti decisivo, com olhar de matador, é cobrado por Pedro Emanuel. Nunca foi internacional e não era um titular absoluto no FC Porto. Pouco sobrava de Ricardo Carvalho, Jorge Costa, Pepe e Bruno Alves. Alguma vez nos falhou?

8 de Abril de 2005, Lisboa – FC Porto vai a Alvalade jogar o jogo do título. No onze aparece Jorginho. Aos 84 minutos, marca o golo da vitória. Está ganho! Em campo, já estava Adriano. O suplente de um McCarthy desejoso de ir conhecer a rainha de Inglaterra. Pouco mais de um mês depois, seria Adriano a marcar o golo que selaria a dobradinha frente ao Vitória de Setúbal.

13 de Maio de 2007, Paços de Ferreira – No ombro a ombro com a equipa de Paulo Bento, o FC Porto tem uma deslocação difícil à Mata Real. A vitória é o objectivo, mas não perder é imperioso. O jogo começa mal. O Paços ganha vantagem no marcador aos 20 minutos. O FC Porto ganha um precioso ponto. No último quarto de hora do jogo, Adriano marca o golo do empate. Um ponto precioso. Foi por essa margem que o FC Porto ganhou esse campeonato.

6 de Novembro de 2007, Porto – Frente ao Marselha, o FC Porto jogava a passagem na fase de grupos da Champions. Deste jogo perdurará o golo de Tarik. De quase dispensado a arma secreta do ano. Passagem garantida e passo decisivo para ganhar ao grupo ao Liverpool, finalista da Champions no ano anterior.

24 de Janeiro de 2009, Braga – Pedro Emanuel fazia o que podia a defesa esquerdo. Mas era por demais evidente que aquele era o ponto fraco da defesa. Em Janeiro, chega à cidade do Porto um defesa esquerdo quase desconhecido, comprado por uma ninharia em Setúbal. Aly Cissokho estreia-se, no campeonato, pelo FC Porto frente ao Braga de Jorge Jesus. O FC Porto ganha e o futuro clube de Jesus empata em Belém. O FC Porto salta para liderança e nunca mais a larga. No final do ano, Cissokho parte para Lyon por um balúrdio. Mas quanto pontos desse campeonato estão no suor de Pedro Emanuel, mesmo jogando fora de posição?


Podíamos continuar pela utilização de Sereno por Villas-Boas, numa fase em que não tinha lateral esquerdo ou lateral direito disponível. Podíamos usar o exemplo de Djalma com Vítor Pereira nos jogos de decisivos em Donetsk ou no salão de festas para o título.

Ainda não são memórias sedimentadas. São dois jogadores de saída do FC Porto. Um dia olharemos para trás, como no exercício anteriormente proposto. Um dia iremos reconhecer o valor destes jogadores.

Há jogadores para os quais o FC Porto não é porta de entrada ou trampolim para nada. Mas as bancadas não suspiram por eles. Há jogadores que não falam pelos empresários ou pelos progenitores. Mas não são os craques. Há jogadores que não usam as redes sociais para pressionarem o clube e dar matéria à comunicação social hostil. Mas não são esses que fazem parte do 11 ideal.

Soldados e generais. Peões e rainhas.


Por: Breogán

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dois Homens, Uma Mentira.



A semana passada comemoramos 30 anos de Presidência do HOMEM que perdurará para sempre na memória dos portistas.






Os que hoje tem 12, 15 anos e vivem futebol lembrar-se-ão daqui a 70 anos que o melhor Presidente de sempre da história do Desporto em Portugal foi Pinto da Costa.

Os que hoje acham que o Porto está suficientemente sedimentado para sobreviver incólume à saída de Pinto da Costa reconhecerão daqui a 10, 20 anos que estavam errados e que só temos hipótese de manter o sucesso que até aqui tivemos se o Porto se souber manter como uma escola de princípios, escola de comportamentos, de ideais.




Já que estou inspirado vou mais além.

É fundamental que a juventude que viverá o Porto daqui a 10, 20 anos tenha uma educação que respeite os valores do passado.

Para os portistas mais atentos que não leiam este texto na diagonal não passou despercebida a minha desinspiração.

Algumas das frases que acima deixei são plagiadas. Apesar de respeitarem fielmente o que penso foram objecto do famoso copy/paste.


Aqui chegados vou para o título da crónica e para os dois homens que deixaram a sua homenagem na Revista Dragões.

Depois de confessar a minha desinspiração que me leva a copiar frases de outros tenho também que admitir que me engano e sou enganável com facilidade.

Enganei-me quando após o jogo com o City no Dragão comecei a levantar a bandeira branca com o texto aqui escrito denominado “Fim da Ilusão”. Não devia ter abandonado a ilusão e me entregado apenas à fé irracional. O BI que está muito mais perto prova o meu erro.

Enganado fui por um destes 2 Homens. Julgo que não fui o único e que junto a mim estarão a grande maioria dos portistas.

Dentro dessa imensa maioria de enganados apercebo-me que faço parte de uma pequena minoria. 
Aquela que considera que a Escola de Princípios, escola de comportamentos e de ideais é mesmo importante para que a criação do sucesso absoluto dos 30 anos de Pinto da Costa se perpetue. 


sábado, 25 de fevereiro de 2012

BOXEUR






Quem se expõe a escrever o que vai pensando semana a semana sujeita-se ao erro.
Quando escrevia na passada semana que para a SAD tão importante como ganhar é a forma como ganha e os méritos de quem ganha esqueci-me de referir algo tão ou mais relevante nos dias de hoje.
Ganhar não é o único sentido. Profissionais competentes e experimentados sabem que podem perder e acautelam devidamente esse cenário.





Quando se perde é preciso que fique inequívoco aos olhos de todos quem é o vilão.


A Grande farsa começa em 2009 quando o Paulo Bento sai do Sporting. É esse o momento em que as maquinações começam.

André Villas Boas depois dum jogo em Portimão deixa-se querer dizendo que espera que a Académica ouça o que o Sporting tem a dizer. No dia seguinte inverte a marcha tecendo juras de amor ao projecto e garantindo que permanece em Coimbra.
No banco do Porto está um treinador que desportiva e financeiramente foi talvez o que melhor entendeu e soube potenciar o modelo de gestão do clube.

No final do ano de 2009 ocorre o jogo da armadilha Hulk/Sapunaru em que perdemos 1-0 na Luz. Derrota no bucho, época natalícia e vai tudo de férias.

sábado, 28 de janeiro de 2012

LUCHO GONZALEZ


Tribuna Portista. É de desporto e de portismo que se fala aqui.


Hoje vou mudar um bocadinho a agulha. Começar por escrever sobre a nossa vida.
A vida de um país que está em crise. A vida de um país que, numa Europa em crise, escolhe um determinado caminho tendo a certeza que, quando chegar ao fim desse trajecto, estará pior do que hoje.

O meu vizinho grego precisava de pagar a prestação da casa e não tinha dinheiro para o fazer. Ia perder a casa. Foram lá três senhores do banco e disseram que lhe emprestavam dinheiro para pagar as contas se ele eliminasse 2 refeições diárias por dia (pequeno almoço e jantar), tirasse o filho da escola para poupar custos, trabalhasse à noite para conseguir um 2.º salário e evitasse idas ao médico e à farmácia para diminuir a despesa.



Viviam todos acima das possibilidades.



Já passaram 2 anos e já vimos que apesar de manter a casa, a família do meu vizinho está de rastos, envelheceu 20 anos em 2 e com as doenças que se acumulam lá por casa a esperança de vida não será grande. Dizem que os senhores do banco lá voltarão para os ajudar com novo empréstimo se preciso for. Presumo que a refeição diária chamada almoço será eliminada para angariar mais dinheiro para pagar os juros de nova ajuda.
E o meu vizinho terá que trabalhar de madrugada para arranjar um 3.º salário que pague os empréstimos que o ajudam a pagar a casa.

Na história do meu vizinho e na nossa história há diversos regimes de organização de poder e diversas teorias económicas que escolhem caminhos para sair da crise.
Eu também tenho teorias. A teoria que quero passar não é económica nem centra a resolução da crise em mais, menos ou melhores impostos.
Tudo pode ser feito para um lado ou para o outro mas o que é preciso em todos os grupos, em todas as famílias e em todos os países é que a mobilização seja feita e que se acredite. Acredite que quem gere a mudança o faz imbuído de um espírito genuíno.


 O pior do que hoje vivemos é sabermos que os sacrifícios são para o buraco. Hoje o meu vizinho trabalha mais 20 horas por semana mas a família empobrece de dia para dia. Ao lado vemos que quem nos manda vai para ali e para acolá e que quando se desvia o dinheiro X ou Y é o meu vizinho que tem que abdicar do lanche para pagar esses despautérios. E que os senhores do banco, que nunca viveram acima das suas possibilidades, vão acumulando riqueza. Mais camarão numa mesa nenhum pão na outra. Tem que ser, dizem-nos.

Não há uma crença colectiva de que o caminho que se faz é genuíno. Hoje em dia todos duvidam de todos, todos tem inveja de todos e todos pensam que estamos numa era de cada um por si e ninguém por todos. Vemos líderes do nosso país dizer que vivemos (todos) acima das possibilidades mas que eles, por causa disso, não conseguem pagar despesas com 10.000€ por mês.



É mesmo cada um por si. Ninguém por todos.


Precisamos de alguém por todos. Todos precisam de um Deus genuíno que restaure uma moral colectiva e que seja qual for o modelo a adoptar isso seja feito de uma forma integra, genuína e autêntica.


Onde é que isto liga com o Porto? Em tudo.

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