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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Balanços e o futuro

#FC Porto #Benfica #Sporting #JorgeNunoPintodaCosta #Portugal #BluePunisher

Findou a época 2013/2014 para nós Portistas, certamente respiramos de alívio tais as desilusões que vivemos nesta malfadada época.

Reflecti se apontaria o dedo a A ou B por todo este descalabro, no entanto pareceu-me mais produtivo e construtivo ir ao cerne da questão.






Sobre os porquês destes acontecimentos e da evidente perda de competitividade, solidez, coesão, solidariedade e capacidade de superação constante que têm andado sempre lado a lado com o clube ao longo das últimas três décadas.






Não fosse o mágico minuto 92 protagonizado pelo agora “proscrito” Kelvin (ou aconteceu algo grave a nível disciplinar com este atleta que justifique o seu afastamento ou então trata-se de mais uma situação de má gestão desportiva) e o curso dos acontecimentos seria o esperado na época 2012/2013, ao seja o benfica (as letras minúsculas são mesmo propositadas) seria campeão.

Só a persistência, a garra, a capacidade de luta, em ir buscar um último fôlego sabe-se lá onde perante tantas adversidades internas e externas, permitiram ao Vítor Pereira manter a equipa em condições de discutir o título na ponta final da época transacta.

Apesar de ser mal-amado no Dragão por muitos, poucos, alguns, a maioria (não se sabe ao certo pois a volatilidade da opinião da massa adepta é directamente influenciável pelas vitórias), Vítor Pereira teve sempre o mérito de ser fiel aos seus princípios e acima de tudo nunca desistir, nunca perder a fé num desfecho coroado com glória.

Só graças a esta atitude de Vítor Pereira e à sua notável força interior, próprios do ADN dum verdadeiro Dragão, foi possível impedir o título benfiquista em 2012/2013.

Esta época agora terminada para o FC Porto, trouxe novidades em termos duma nova equipa técnica e como é inevitável num clube com necessidade de fazer importantes encaixes financeiros no final de todas as temporadas, caras novas no plantel.

Infelizmente para todas as partes envolvidas e para a Família Portista as coisas não correram bem ao Paulo Fonseca, que certamente terá valor, mas claramente não estava preparado para abraçar um projecto da envergadura do FC Porto.

Paulo Fonseca surpreendeu-me negativamente pela teimosia, falta de ambição, falta de confiança, medo, falta de pulso, desorientação e deficiente capacidade de comunicação (só quem partilhou o balneário com ele poderá afirmar se conseguia comunicar de forma mais assertiva com os seus jogadores).

Paulo Fonseca foi vítima da sua teimosia e do facto de querer rapidamente deixar a sua marca, mudando um sistema de jogo que tinha rendido “apenas” dois títulos nacionais entre outros “troféus secundários”, incluindo um segundo trinco que muito cedo foi possível constatar não acrescentava nada de bom à equipa e causava desnorte no meio campo da equipa.


Conforme prometi não apontarei o dado a A ou B, apenas estou a contextualizar a transição da época 2012/2013 para 2013/2014, agora sim irei ao cerne da questão, resumidamente apresentarei as características que fizeram do FC Porto um clube temido, dominador e vencedor internamente e internacionalmente que se foram perdendo ao longo dos últimos anos.

  • Passamos duma defesa de “betão” a uma preocupante e por vezes patética perda de solidez defensiva – Vemos os defesas a cometerem erros (muitas vezes os mesmos) de forma repetida que há uns anos atrás eram impensáveis. Será apenas falta de qualidade? Falta de treino? Fruto de fragilidade psicológica? Algo ainda mais bizarro é a permeabilidade dos nossos defesas ser tal que até contra equipas claramente inferiores que lutam para não descer de divisão “permitir” a criação de várias oportunidades de golo.
  • Uma das maiores armas do FC Porto era uma defesa sólida que dava sempre garantias, fosse contra quem fosse, a chamada “defesa de betão”, que já não vemos há muitos anos.
  • Éramos exímios no aproveitamento de lances de bola parada e transitamos para um declínio dramático do aproveitamento de lances de bola parada – Já repararam como marcamos mal os cantos, como os livres são batidos quase sempre de forma inconsequente? Será que estes lances não são treinados, ou simplesmente os executantes não têm qualidade e não há milagres?
  • Para quem teve especialistas no passado neste tipo de lances que colocavam em sentido os adversários, causando-lhes pânico, estamos mesmo muito aquém, diria a anos-luz do que já fomos. Ter esta arma não diria secreta mas fulcral num futebol moderno onde a eficácia é cada vez mais importante, e lances de bola parada ajudam a “penetrar em muralhas adversárias bem montadas” é um imperativo para vencer jogos.
  • Reflictam sobre o número de pontos que muitas vezes perdemos em jogos com posses de bola por vezes a rondar acima dos 70%, com dezenas de remates à baliza, mais de uma dezena de pontapés de canto, livres directos, e no final ficamos com a sensação que produzimos um caudal ofensivo mais do que suficiente para vencer e por margem alargada.
  • Tínhamos jogadores à Porto, guerreiros sempre disponíveis para dar tudo em campo e passamos a ter “burgueses” com uma inaceitável falta de atitude e de respeito para com o clube e os seus associados – Não posso aceitar que um jogador que perde uma bola fique a olhar e não corra para a tentar recuperar, que não lute, que não dispute cada bola com convicção, sempre com a baliza adversária na mira, que simplesmente passe ao lado dos jogos. Não se trata de fazer um mau jogo, pois isso pode acontecer até aos melhores. É uma atitude (ou falta dela) repetida ao longo da época.
  • Em relação a este tópico será a SAD e o novo treinador a fazer a “triagem” dos que interessam ou não manter para 2014/2015, é bom que percebam que a margem de erro depois desta época miserável é nula, sob pena de permitirem aos de “carnide” um ciclo de vitórias infernal, que aliado ao poder que têm e exercem nos órgãos de decisão podem atirar o nosso amado Clube para uma travessia no deserto.
  • Possuíamos avançados de eleição que não falhavam nos momentos decisivos, passamos a ter avançados extremamente perdulários, amorfos e passivos que só parecem estar em campo para fazer número – Bem desesperamos com a falta de motivação, crença, desejo de vencer de certos atacantes que temos no plantel. Claramente esta situação tem de mudar rapidamente, estamos habituados a ter atacantes letais, ao estilo “sniper” com elevada eficácia, daqueles que causam pesadelos aos adversários nas vésperas de jogos.
  • Se há alguém no plantel contrariado porque queria ir para aqui e para ali é favor de pedir para sair, e a SAD desde que veja satisfeita as necessidades financeiras exigíveis nessa situação, trate dessa saída.
  • Forte identidade regional e plena comunhão com a causa do FC Porto (combater o asfixiante centralismo Lisboeta) alterada para uma perda de identidade devido a uma mistura de várias nacionalidades – É talvez o mais difícil de contrariar no futebol moderno pós lei Bosman, no entanto é fundamental e exigível ter mais jogadores Portugueses no onze inicial e de preferência formados no clube. Não será utópico pedir isto, especialmente quando observamos que temos melhores valores nas camadas jovens do clube ou equipa B, que certos jogadores estrangeiros que vieram ocupar essa vaga.


Independentemente de estar já uma nova equipa técnica a trabalhar para a nova época 2014/2015 os tópicos anteriores merecem profunda reflexão e atenção, pois passou muito por aí o declínio competitivo do FC Porto a nível interno e externo nos últimos três anos, particularmente sentido de forma dramática na época que acabou ontem.

Aguardo as saídas e entradas no plantel para 2014/2015, e desejo profundamente que as lacunas conhecidas e amplificadas com o doloroso impacto dos sucessivos insucessos que acumulamos este ano sejam colmatadas, de forma a termos um plantel equilibrado com grande qualidade e oferecendo várias opções ao treinador.





Por: BluePunisher  

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Querer!

#FCPorto #Espanha #Portugal #Espanha #Porto #Madrid #Barcelona #Joker


E a conferência mostrou
Mais qu’um treinador!
(Que sem tradutor
No seu castelhano vingou!)

Mostrou-nos um processo
Feito em segredo!
Um Presidente sem medo!
Um projecto pr’o sucesso!

Foi o que senti
Nessa conferência
Numa total ausência
Do qu’este ano vivi!

Este desgoverno
Sem Rei nem Roque
Sem líder ou sorte
Treinador ou subalterno!

E que neste projecto
Que s’adivinha
Da Espanha vizinha
Assume novo contexto:

Um homem de pulso
Que não gagueja!
E sabe ao qu’almeja
Neste histórico uso!

Pois sabe do Porto
Esse seu legado!
Um clube dotado
Na vida e no desporto!

Senti-lhe clareza
E força nas palavras
Sem rodeios ou amarras
Saiu-se com destreza!

Mas o que m’impressionou
Foi a maior lucidez
Do Presidente, à vez
Na força que nos injectou!

Essa saúde de ferro
Que transparece!
E qu’o Porto agradece
Sem temor ou erro!

Pois revela a boa-forma
Na sua força intrínseca
Para mudar, da época
A nossa retoma!

E não tenho dúvidas
Que Pinto da Costa
Elevará a aposta
Pr’as novas corridas!

Estou em crer qu’o ciclo
Qu’esta equipa potencia
Nos perpetuará a alegria
Neste novo século!

Pois enquanto outros
Acabam o seu projecto
Neste ano “bissexto”
Nos seus maiores louros

Outros estão na forja
Da renovação!
E nessa continuação
A vitória s’alforja!

Pois mais qu’o técnico
Creio no vigor!
Do Presidente maior!
No dirigente único!

Ainda bem qu’a política
Deste amado clube
Se conspurca no Youtube
Como prova mais cínica

Pois quem bem resiste
A tanta ofensiva
Tem na força, a vida
E luta e não desiste!

E mesmo sabendo
Qu’o homem é finito!
A sua obra é o mito
Dum clube sem medo!

Podem pois, esperar
Pela resposta vindoura
Contr’a palavra opressora
Qu’o seu mérito quer apagar

Pois vão ter muito a viver
Na senda da sua vivacidade
Um homem em “tenra idade”
Que não sabe envelhecer!

E podem grasnar vitórias
Qu’as mesmas serão efémeras…
As nossas serão eternas
Em muitas eliminatórias!

Eu creio no que ali senti
Apesar d’algum receio
Do não saber deste meio
Ao treinador qu’estava ali

Mas vi na voz do dirigente
A segurança do querer!
E nisto sei, vou vencer!!!
Pois quem quer, nunca mente!

 Por: Joker

domingo, 27 de abril de 2014

Revolução no FCP à vista? Nem tanto nem tão pouco!


#FCPorto #Futebol Portugal #PintodaCosta





Segundo reza a história do clube, há muitos anos que o FCP não tinha uma época desportiva tão fraca e desprovida de títulos conquistados num só ano, pelo menos desde que JNPC pegou nos cordelinhos do clube, e lhe deu um rumo vitorioso e bem sustentado ano após ano, embora com algumas falhas pontuais no seu percurso mas que no ano seguinte eram logo objecto de retomas bem-sucedidas.





Já por aqui tive oportunidade de tecer alguns comentários sobre as causas, que na minha ótica, estiveram directamente ligadas a esta situação pouco comum no clube azul e branco, e que porventura disso algumas hostes portistas ainda não se conseguiram habituar a esta nova fase negativa de resultados desportivos, que também a meu ver, se não quisermos enveredar por um ciclo negativo mais extenso em termos de anos sem vitórias de peso, tendo em conta o actual plantel do nosso eterno rival, o FCP terá que meter as mãos ao caminho, e mais uma vez fazer uma espécie de reestruturação parcial do clube e principalmente do actual plantel, que desde o início da época sempre me pareceu estar a um nível de qualidade muito abaixo do que seria exigido para um clube com os pergaminhos do FCP.



Depois de este pequeno intróito que serviu para me situar no actual momento do meu clube apraz-me fazer os seguintes comentários:

1. Apesar de ter lido através dos órgãos de comunicação social que existe uma fação ligada ao clube que é apologista de uma autêntica revolução no seio do FCP, tanto ao nível da sua estrutura administrativa como ao nível do seu plantel, eu não me enquadro de todo neste tipo de postura, pois entendo que, com algumas excepções em que o futebol é fértil, quase sempre esta alternativa de reiniciar um projecto de base nunca dá resultados imediatos, e os adeptos quase nunca aceitam.

2. Entendo isso sim, que o clube terá que fazer alguns ajustes no seu plantel se quiser continuar a lutar taco-a-taco com o SLB, dando-lhe mais qualidade e alternativas credíveis para todos os lugares da equipa, e ao mesmo tempo “despachar” algumas pedras que durante a presente época não conseguiram provar a sua valia técnica, apesar de lhes terem sido dadas oportunidades suficientes.

3. Se por um lado, parece ser irrefutável que o clube terá de vender, mais uma vez, alguns dos seus principais activos para fazer face ao equilíbrio financeiro, de onde sairão eventualmente jogadores do grupo, Jakson Martinez; Mangala e Fernando, por outro lado, e aqui já estou completamente de acordo que se faça uma pequena revolução no plantel, pois jogadores como Defour; Licá; Ghilas; Carlos Eduardo; Kelvin e Josué terão forçosamente que rumar a outras paragens, e serem substituídos por outros de melhor craveira técnica, pois não me parece que tenham nível para jogar no FCP, tendo em conta as exigências que o clube se propõe, e que os seus adeptos exigem por direito próprio.

4. De igual modo, também entendo que deve ser dada uma oportunidade a alguns jogadores da equipa B, como Vitor Garcia; Quiño; Tozé; Pedro Moreira; Mikel; Kayembé (um ala de grande qualidade) e Gonçalo Paciência, e que o próximo treinador que for escolhido tenha uma apetência nata para apostar mais na prata da casa.

5. Quanto à escolha do perfil do próximo treinador, confesso que me encontro dividido entre a opção de um treinador com créditos firmados, português ou mesmo estrangeiro, ou que até já tenha passado pelo clube, mesmo sabendo que esta será uma opção mais onerosa, ou uma outra muito mais acessível em termos económicos e financeiros, mais óbvia do ponto de vista do mediatismo do mercado nacional e de quem mais se fala no momento, refiro-me obviamente a Marco Silva, mas que também pode ser entendida como uma opção de risco, e a roçar os mesmos pressupostos negativos que resultaram na vinda de Paulo Fonseca para o clube, pois treinar uma equipa como o FCP, com a pressão sempre presente diariamnente não é uma tarefa fácil.



Por: Natachas.

domingo, 9 de março de 2014

O mãozinhas

#FCPorto #SLB #Benfica #Tachos #paineleiros


Diz o Seara, Doutor
Que não há perdão no Porto!
Onde só vivo e morto
Prevalece um treinador!

Que não tendo sucesso
Não pode viver na cidade!
Não morre p’la idade…
Subentende-se pelo nexo!

E ele que fôra professor
Deste vosso “poeta”
Quando já então, pateta
Soltava piadas de cor!

E então como agora
Ergui’as mãos arriba
Nesse semblante d’escriba
Que tudo escreve na hora!

Uma memória de culto
No professor de Direito!
Corri’os livros a eito
Em preleções no seu púlpito!

E confesso que gostava
D’ouvir gralhar o bigodes
Em tantas teses ou odes
Que sobr’o benfica cantava!

Já então era vermelho
Nessa sua paixão primária
Mas a sua queda hilária 
Er’o centrismo mais velho!

E ainda qu’o político
Ainda fosse mal conhecido
Como Doutor, era entretido
No seu raciocínio analítico

Tinha outra franca queda
No seu nervoso miúdo
Ao outro sexo, “tesudo”
Mostrava-se com pouca rédea…

É o mãozinhas maroto
Que dando lanço ao charme
No seu aspecto “gendarme”
Bem as tentava no goto!

E hoje perdido o bigode
Quanto élan se perdeu
No qu’ao D. Juan sucedeu
O D. Quixote!

E avança contra moinhos
O Ex-autarca!
E nisto destaca:
Os “assassinos”!

Moinhos, são moinhos
De vento, nessa cabeça!
Qu’ainda tropeça
Em tais pergaminhos!

E tudo acusa
Nesse panfleto!
No Porto, o medo…
Qu’o assusta!

E ninguém pode viver
Na mediocridade!
Pois essa cidade
Não sabe perder!…

E nisto escreve
Tudo o que quer!
Porque enquanto houver
O poder que serve

Vai leccionar
Os seus conceitos!
Tantos Direitos
Por que lutar!

E escreve a eito
No seu pasquim
O seu boletim
De bola no peito!

E marca c’a mão
Tal com’o Vata!
E nisto empata
C’a Leonor Pinhão!

E usa o dedo
Nessa sua tara
Não escreve, dispara!
O bom do Reboredo…

Pode ser qu’o disparo
Atinja o alvo!
E o cronista calvo
Num registo raro…

Seja um matador
Nesse seu acerto!
Atingindo no peito
Tod’o seu amor!

E s’enamore
Por uma tripeira!
Uma bandoleira
Que também o adore

E vivam felizes
Na cidade invicta!
Até qu’um dia, a dita
Por sua raízes

Lhe dê caçada
Por ser pinga-amores!
Passando horrores
Nas mãos dessa amada

Fazendo lá jus
Ao seu belo escrito!
Que no Porto, ao aflito…
Nem o Bom Jesus!



Por: Joker

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Trova Do Esquecimento…

General?

Uma vergonha, este Porto!
Nascido um nado-morto!
Sem espírito, sem sorte…
Tão desgarrado na morte!

Três anos de mau futebol
Onde só a vitória disfarça
O que outrora, na raça
Vencíamos de sol a sol!

E hoje, aburguesados
Limitamo-nos a vencer…
E lá por fora a perder
Os troféus endinheirados!

E o prestígio que se vai
Aos olhos dos tubarões?
E se vendemos, milhões?!
Neste jogo que nos trai?

Uma selecção forçada
De jogadores do plantel
Onde só o jogo a tropel
Evolui a cada jornada!?

E a escolha do gestor
Dum plantel tão caro?
Era assim caso tão raro
Escolher um treinador?

Batemos no fundo da escala
Desd’os tempos do Quinito!?
Eis aqui este meu grito:
O treinador não embala!?

Tem um discurso modesto
Uma linguagem soturna
E nessa imagem imatura
Põe-se a jeito quanto ao resto

Não revela autoridade
Nem um discurso seguro
O jogo é triste, e auguro
Uma época “d’igualdade”!

Ond’os viscondes embalam
P’lo inesperado!
Um presente envenenado
Que campeões, não se calam!?

E como isto é possível?
Cansámo-nos de ganhar?
E no futebol, bem jogar
É pedir muito, por incrível?

E s’até o Áustria de Viena
Dá quatro no Zénite?
E somos nós da élite?
Que clube é este em cena?

E podendo vencer
Passando à próxima fase
Eis, o triste desenlace
Da réstia do nosso poder….

E um clube goleado
Passar com apenas seis
E outro com dez, sem anéis
Sentir-se quase laureado!

E sendo cabeça de série
Nem esse desiderato obtermos
Na Liga Europa perdermos
Será bem o que se quer!

E o que esperar do futuro?
Uma revolução?
O Paulo como Napoleão?
O exército caído de maduro?…






Por: Joker

sábado, 15 de junho de 2013

A fórmula.




Um perfil demarcado
Num modelo de jogo
Um jovem no mercado
Para treinador do Porto

Privilegiando a posse
Nesse rigor táctico
A beleza do recorte
No jogo programático

Eficaz, aglutinador
Dinâmico, desconcertante
Um outro denominador
Para este Porto reinante

Esfaimado de vitórias
Onde a derrota é tabu
Projectad’a outras Glórias
Europeias, sem guru!

Alicerçado na estrutura
Dum clube como nenhum
Ond’a conquista é cultura
E o treinador, só mais um!

Sem vedetismos de maior
Numa humilde atitude
Escolhe-se o treinador
Com igual similitude

Não vencedores antecipados
Garganeiros, arrogantes
Novos ricos, aprumados
De vitórias minguantes

Aposta-se em jovens promessas
Sem receios de renome
Sem mais cautelas ou pressas
De ver fugir outro nome

Blindado por muitos milhões
No terror da deserção
O homem das frustrações
É no Benfica, a opção

Sem ele não há destino
Sem ele não há esperança
Ele é o centro, o ensino
Dessa aposta que já cansa…

Só um ousa inovar
O Presidente “caduco”
Que não tratou de renovar
Neste caminho, o percurso

Apostando na mudança
Apesar de vencedor
Porque conhece a cobrança
Desse público sofredor

Que agastado saiu
Ainda que tod’ele invicto
Desse Dragão, onde viu
Um Porto algo circunscrito

Sem rasgo de criatividade
Sem velocidade nas alas
Não deixando saudade
Esse jogo das palas

Um novo conceito s’exige
Mais audaz, entusiasta
Ao Fonseca, outro kitsch
Ped’o público, que lhe basta!

E mudando continua
O planeta a rodar
Nem o Sol, ou a Lua
Mud’a fórmula, sem mudar!…


Por: Joker
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