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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ABERRAÇÃO



E o visado respondeu,
Nesse contraditório!
Motivando o falatório
Nos três pontos qu’escreveu:

“S’a razão é da estrutura
E pois dela é o segredo,
Como se joga pois, a medo
Contr’a própria criatura?

É porque feit’a mudança
O monstro ganhou intelecto,
E o médico qu’estava certo…
Da fórmula, ganhou cagança?

E nisto a aberração
Tomou mais do qu’a vitória,
Ganhou um lugar na história,
Vencendo como vilão!!”

E a história que de terror
Se verteu num conto de riso,
Aos três, pareceu conciso,
Na resposta como relator!

Os pontos foram sapientes
Na fórmula por si ensaiada,
E passa mais um jornada
No cúmulo, por inconsequentes?

É vê-lo a olho nu
Tomando já o fim da história,
Qu’o monstro leva moratória
Pr’a vencer já como guru!

E assim é apreciar
Os cientistas da nossa praça,
Tomarem toda aquela graça
De qu’o monstro não sabe falar!?

E assim seguirem convictos
Que caçam essa (sua) criação!
E o monstro seguir campeão,
É história qu’os leva aflitos!!

Não tenho, pr’a meu desengano,
A dúvida sobr’o desenlace…
Ao monstro não há quem o encalce
Até se volver humano!!

E depois temos que levar,
Qu’o médico já re-transformado!?
Criando novo monstro jogado
No mito qu’ainda vai durar…

Ao Lope já m’abstenho
No mito da sua criatura,
Qu’o jogo ainda s’atura,
Mas se com isso não ganho??

Não sei mais o que criar
Nas pontas desta minha estória,
S’ao monstro não lhe dou a glória,
Que mais posso eu contar???

O mote desta criação,
Não pode fugir ao seu destino!
E o poeta tem-se sem o tino
Se molda outra aberração!!…



Por: Joker

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Galo!

#Galo #Joker #benfica
   
Olha que deu galo
Esta nomeação!?
Não há confusão
De novo, nomea-lo?

De novo, o Capela
A apitar o galo??
Ou quer empata-lo
Ou dar-lhe panela!

É bom cozinheiro
E já faz refogado!
O galo está agarrado
No seu galinheiro!

Que n’outra capoeira
O mesmo Capela
Fizer’a panela
Da mesma maneira…

Ó galo, já foste!
Não te safas desta!
Já pouco te resta…
No canto da hoste!

Eles vão invadir
Pois, tudo ao redor!
E no próprio andor
O galo, a servir!

Vais ser o banquete
Do séquito encarnado!
Que no futebol jogado
Não é mais qu’esse frete!

Que nisso s’entende
Esta nomeação!!
O novo campeão
Do galo, depende…

Pois s’o galo vive
Pr’a contar a história
Do empate ou vitória…
Já arde, Carnide!!…

Não pode dar galo!!
Daí o Capela…
Pois abr’a goela
E canta qu’eu calo!

Por: Joker

sábado, 14 de março de 2015

Medo


Têm “seis milhões”
Ditos d’adeptos
E muitos mais métodos
Pr’a novas ilusões!

O país é pequeno
Par’os albergar
E ao s’emigrar
Não se dá o pleno!

É a instituição
Maior qu’a cidade!
E a edilidade
Dá-lhes isenção!

Seja por decreto
Ou por protocolo
Tod’o novo pólo…
Se constrói a coberto!

Seja um milhão
Ou cinco milhões
Das contribuições
Não se vê tostão!?

De pública utilidade
É o dito projecto!
Por se ter erecto
Na clandestinidade!!

Mas é importante
E dá muitos votos!
Quem são os ignotos
Que não vêem o gigante?

Até enche arenas!!
Desd’o sul ao norte
E nisto se tem forte
Pr’a vencer, apenas…

E por ser diferente
Tem-se por “glorioso”
Já sem ser famoso
Desd’o antigamente…

Quando então vencia
Também por decreto!
Pois isso er’o certo
Pr’a quem decidia…

Mas hoje, “democrata”
Já disputa a bola!
Mas se não descola…
Mostra-se autocrata!

Quer vencer por meio
Pr’a mostrar valor
Mas é no andor…
Que nos mostra o veio!

E nesta semana
Até ench’o estádio!!
Par’o povo o gáudio!!
Pois o medo…emana!!

São a maioria!!
São a multidão!!
E ser campeão
Só por sinergia…

Pois qu’o já sentem
No fundo do estômago
E é nesse âmago…
Que sabem que mentem!!

Têm-nos à perna
Aos que não desistem!
E só porque resistem
Nessa frente externa

Acham qu’o aparato
Nisso, os assusta!!
Pois só isso ilustra
Um campeão… por rato!!

Podem ser milhões
E ter muitos interesses
E ainda mais benesses…
Mas ser campeões?

Já lhe not’o cheiro
De quem se borrou!!
De quem não ganhou
Mesm’ao ser primeiro!!

E no seu pavor
São fanfarrões!!
Pois que são milhões…
É esse o seu valor?

Mas se não vencem
Como está escrito!?
E no último minuto…
Têm o que merecem?

É grand’o choro
Depois da ajuda!!
– Quem nos acuda!!
Que nisto me morro!!

Será a depressão
Qu’aí possa vir?
E isto ruir
Como Estado-Nação?

Um país doente
Nessa frustração?
Quasi-campeão…
Como antigamente?

E mesmo assim
Lá perder o ceptro!
E só c’um decreto
Poder ganhar, por fim?

Acabar com sistema
Da democracia?
Qu’isto não é via
Pr’a ganhar, por lema!?

Que não há direito
A maioria, perder…
– Milhões ao poder!!!
C’o medo é preconceito…

Por: Joker

quinta-feira, 5 de março de 2015

Poema da auto-estrada

#Joker #FCPorto #Tello

 
Nada o iria parar…
Ao espanhol na sua moto!
Er’o Tello, pela foto
Recolhida no radar!!

Ia de cabelos ao vento
O espanhol, n’auto-estrada
Qu’ele veloz, ela parada
Se perdia a vez do tempo…

E os polícias de serviço
(não os amigos do Inspector)
Avançaram ao infractor…
Pr’a registar o seu sumiço!

Er’o Jonathan e o Tobias
Que galgavam já a estrada!
Qu’eles lentos, ela parada
Era um ver-se-te-avias!!?

E a viagem tomou léguas
Na singela perseguição
C’os polícias, o “ladrão”
A rodar sem grandes tréguas…

Em arranques, em gincanas
Lá entraram na cidade…
Qu’aos polícias, a velocidade
Já os deixara de pantanas…

E entrado n’Alameda
Sem os polícias de serviço
O espanhol deu ao Patrício
Três fogachos de labareda!!

Já chegados ao destino
Nessa praça do Dragão
Deram assim voz de prisão!?
C’o espanhol fazia o pino!!

E em novo arranque partiu
O espanhol sem se quedar
Nessa moto, a qu’o radar
Pensa um dia qu’o lá viu….

Pois a foto desfocada
Nunca provou o delito!!
(Er’o Tello, estava escrito…
Nessa prova acelerada!!)

Com’um rasgão na paisagem
Corta essa moto, afiada
Em plena auto-estrada…
Pronta pr’a nova viagem!

É um saltinh’a Braga
Como seguinte trajecto
E Lisboa estará (mais) perto
Pois é tud’a mesma estrada!…
Por: Joker

segunda-feira, 2 de março de 2015

Presunção

#Joker #benfica


Não há culpa sem presunção
Qu’os factos descortinam…
E s’isso alguns afirmam
A prova sai por confissão!!

Porqu’o culpado se sente
Visado pelo genérico
E d’abstração, o hipotético
Ger’a certeza ausente!

Qu’a desculpa s’esvai
Na boca do culpado
Que não visado!?
Já se descai…

Pois que lançada
A pública suspeita…
A verdade espreita
Por tão desbocada!!

Queri’o confesso
Dizer-se inocente!?
E nisso já mente
Pois não há processo!!

E quem se desculpa
Do que não pratica
Para si, reivindica
A matéria da culpa!!

Como se na multidão
Onde se lanç’o aviso
Viesse d’improviso
O culpado dizer não!!

Sobressair da turba
O próprio ladrão!!
Dizendo que não!?
Não roubou a verba!!

Quem falou em verba?
Diz a inquirição..
E nova negação
A culpa exacerba!!

Tem-se muito esperto
O ladrão da vila
E se disto refila…
Sente-se encoberto!!

É qu’a confissão
Não vale a pena!!
C’a culpa é pequena
E há outro…ladrão!

É em concomitância
Qu’a culpa é formada
Jornada após jornada
Em franca alternância…

Rouba-s’à vez
Um ladrão e outro!
C’o crime está morto
No futebol português!

Desde qu’o processo
Se arquivou na escuta!
Não há árbitro ou puta
Que se tenha confesso!

“Tempos dourados”
Que não voltam mais…
“Todos são iguais”
Mesmo desbocados!!?

Por: Joker

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Anatomia dum grito

#Joker #Benfica #FCPorto

  
Já foi divulgado
O tal relatório
Que d’acusatório
Teve um só culpado!

Qu’o outro inocente
Pagou alguns euros
Pelos demais erros
Por reincidente!!?

E nist’o grito
“Escutado” no campo
É que causa espanto
No qu’está lá escrito:

“Marc’a falta…
Ó Filho da P***!”
É grav’a conduta
No jogo d’o empata…

E ainda sabendo
Que vinha massacre
Na segunda parte…
O grito é estupendo!!

Que nisto foi forte
E escutado a léguas
E fora das regras
Ouviu-se a norte…

E até o Jorge
Que pouco escuta…
Do “Filho da P***”
Escutou-o ao longe…

“Foi muito feio
O que lá foi dito…”
Por isso esse grito
Resultou em cheio!!

Pois foi o único
Que deu encarnado!!
O qu’é bem jogado
Num campeonato púdico…

Pois tal não s’ouve
Nunca em qualquer campo
E daí esse espanto!!
No bem que nos soube…

Se fosse expulso
Um jogador contrário
P’lo mesmo vocabulário…
Qual o grito de recurso?

O que diri’o papagaio
Vindo da Televisão
Nessa sua (re)criação
De programa sem ensaio?

Inventaria o sistema
Depois do vangloriar?
Quando estav’a preparar
O programa por antena?

Lembraria as conquistas
Do seu adversário
Já não como corolário
De vitórias nunca vistas?

Ou por lá chamaria
O papagaio de recurso
Pr’a gritar por esse abuso
Nas vitórias qu’ele queria?

Há pois, uma conclusão
N’anatomia deste grito
O benfica está aflito
E já grita sem razão…

Ao voarem os papagaios
Tem-se a casa em alvoroço!
Não s’é um “glorioso”
Sem se grasnar estes ensaios…

Eles estão preocupados
Pois o roubo é descarado!
E s’o benfica é roubado
Já lá ficam depenados…

Pois que s’aproxima
Esse jogo fatídico
E s’o Porto elev’o grito
Baix’a voz de quem “opina”…

Por: Joker

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

d’Exportação


#FCPorto #Sucesso #Joker


Eu sou viajante
E posso atestar
Que fácil é jogar
Num campo distante

E chegar lá fora
Impondo o seu jogo!
Que niss’o arrojo
Por lá não tem hora!

Em campo estrangeiro
Somamos derrotas!
Fazemos as contas
Não só ao dinheiro!

E se lá vencemos
É fruto da sorte!
Do café do norte
Q’isso bebemos!

Os outros lá vão
Jogando também
Mas a sorte é mãe
Do outro, alemão!

Se fosse suíço
Era competência
Na pura cadência
Do nosso enguiço!

E nisto a Europa
Fica grande demais
Com erros fatais (a)
Que ninguém importa!

Pois que roubados
Ao norte ou ao sul
Do verde ao azul…
Não existem culpados!

Pois que só a raça
Pode combater
O que nos faz perder
Na trova que passa…

E já conhecida
A nossa condição
Porque uma diz não
E a outra é vencida?

Razão do sistema
Que nos faz lutar
Querendo ganhar
A vida, sem pena!

Qu’habituados
A esse sofrer
Parar é morrer…
Apitos Dourados???

O que diz o francês
Sobr’a excelência?
É só coincidência
Desta outra vez?

O que exprim’o suíço
Sobre o nosso domínio?
Que nem do país vizinho
Veio este serviço!!

E se vingar lá fora
É a nossa sorte
Pois por lá o “forte”
Nunca se demora…

Exportemos o clube
Como antes o vinho
Pois antes sozinho
Qu’o país que lhe coube!


Por: Joker

Conversa n’a Catedral


#Sporting #FCPorto #BrunodeCarvalho #Benfica #Joker


Conversa n'a Catedral

- Bruno, tens que entender
 Qu’a base deste projecto
É dar ao sporting, aspecto
Que pode ainda vencer…

Fazemos uma Santa Aliança
E alternamos à condição
Um e outro, campeão…
Em cada ano há festança!!

E nisto torno-m’o Papa
E tu o meu acólito!
No que há de mais insólito
O sporting fica no mapa!!!

E voltas de nov’a ser
O clube da elite!
Qu’o regime tem “clubite”
Pr’a não se deixar perder…

E criando este “clube”
Na união de Lisboa
Tod’a disputa é à toa…
Qu’o vencedor já se soube!!

Hein, que te parece?
Esta gestão repartida
Tem-se há muito conseguida
No qu’ao benfica se tece!!

Não vês a eficiência
Desta época em curso?
Tod’o árbitro tem-se em uso
Nessa maior competência!?

Tu sabes que sempre quis
Ser presidente d’algo
Foi o benfica o alvo
Nessa escolha que não fiz!!

Foi o qu’estava à mão
Nesse vazio do Azevedo…
E eu sócio, fui sem medo
Tomar o clube do chão…

Pois não podia cair
Mais do qu’estava caído
Nas Finanças, protegido
Pelas Acções para rir!!

E lá deixei o Alverca
Clube qu’era entreposto…
Que de lá saído o meu rosto
Desapareceu pela certa!!

Vê-me pois, a precisão
Deste ex-gestor de pneus!
Tod’os negócios por seus
Dão mais valia ao milhão!

Olha pois os resultados
Desses bancos nacionais
De cujas falências, por tais
Foram por mim…penalizados!!

Queres ainda outro exemplo
De qu’um clube já falido
Tenh’o empréstimo garantido
No “novo banco”… ao tempo!?

Tenho que falar c’o motorista
Pr’a te valeres da razão?
Não queres ser campeão
Sem a alternância portista?

Dá-me a resposta depois
Ao Nélio qu’é bom moço!
E traz-te ao pequeno-almoço
Aqui a casa, só os dois!!…


II


- Se tivesses facebook
Podia dar-te a resposta
Qu’a Doyen não é aposta
Tomada a sério no clube…

E desde que destruíste
Uns estúdios de televisão!
Não pode haver União…
Que na tua televisão se visse!

Pois somos clubes distintos
E dirigentes opostos!
Qu’eu tenho muito mais “gostos”
Que tu “Twitteres” por vistos!

E se processo os adeptos
Que lá não gostam de mim!
Se tu não fazes assim
É porque há razão em tais reptos…

E eu sei que por ti falam
Os papagaios na sombra
Qu’a polidez é redoma
No bruto qu’ali pois calam!!

O que propões é corrupto
E n’este clube quem esconde
Nem que sej’a um Visconde
Condenado por peculato

É expulso da direcção!
Pois isso nos compromete
O crime a quem o compete
Isto é…ao Cristóvão!!

E se for vice-presidente
Não há nexo de culpa!
Quanto muito, uma multa
Ao clube, p’lo dirigente…

Nisto há muita diferença
Nos métodos e na intenção!!
E não existe corrupção
No pagamento em avença!!

Por isso aos intocáveis
Eu grito esta mudança!!
O sporting tem confiança
Nos seus métodos fiáveis!

Por isso é tão credível
No futebol como nas finanças!
Não há nisto alianças
No seu sucesso temível!!!

E ainda qu’as ameaças
Me tenham no seu olhar!
Eu nunca irei parar…
De ganhar taças e taças!…



Por: Joker

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

BASILEIA

#Joker #FCPorto


Lá nascia o clube
De rosto europeu
A qu’esse jogo deu
O desenlace fúnebre…

Perdemos a taça
Estando lá tão perto…
C’o saudoso Zé Beto
Perdido na raça!

Éramos inexperientes
Mas quase vencíamos!
O que merecíamos!!
Mais do qu’a Juventus…

Preparámos terreno
Pr’a daí a três
Vencermos de vez!!
Esse rosto eterno…

Já ninguém nos tira
Pois, esse semblante!!
De sermos um gigante
Na ponta da biqueira!!

Nasceu em Basileia
Esse nosso destino!!
Era eu menino…
Mas de memória cheia!!

E ontem revivi
Depois de mil vitórias
Pois, novas memórias
No jogo que vi!!

Apesar do erro
E da equipa jovem
Sei que lá se movem
Com’o “mãos de ferro”!

Sempre audazes
Dominando a partida
Dada por perdida
Pelos “nossos sequazes”!!

Pois nas entrevistas
Pediam “criatividade”…
Ali naquela cidade
Que nos deu mais vistas!?

Esquecendo o feito
Do jogo adversário
Que não é um primário
No combate a peito!

Qu’o diga o Real
O Chelsea, o Liverpool
Todo um vasto rol
Que lá passaram mal…

Mas o que ressalta
Na imprensa portuguesa
É essa maior subtileza:
A vitória que nos falta!?

Quem os leia nesse dia
Após o jogo ocorrido
Fica meio convencido
Qu’a derrota a merecia…

Quiçá, até o perdemos
Nessa decisão pendente
Ond’o árbitro tem-se gente
Pr’a mudar do jogo, os termos!!

E que mais é necessário
Para vencer uma partida?
Tanto ataque, tanta subida
E só um pénalti por corolário!?

Que mais se pode fazer ´
Contr’o sistema
Se do jogo o tema
Não foi vencer?

Como s’esse controle
O grasso domínio
Fosse isso o mínimo
Num jogo de futebol…

Eu sei que lhes dói
O nosso sucesso…
E o reembolso
Que tanto lhes mói!!

Vão ser mais milhões
E prestígio a rodos!
Qu’isso são maus modos
Pr’a nossas “estações”!

Que tão condoídas
Nos seus comentários
Tiveram plenários
De virgens ofendidas!!

Qu’estava amuado
O nosso treinador…
Que pr’a ser o melhor
Há qu’estar do seu lado!??

Eles não entendem
A nossa epopeia…
Que desde Basileia
Nunca mais aprendem?

O nosso destino
É pois, vencer!!
Não há como entender?
É tão cristalino!!

Contra tudo
E contra todos!!
Querem bons modos
E o Porto por mudo?

É uma eliminatória
Qu’ainda vai meia…
Mas…Basileia!
É mais qu’uma vitória!


Por: Joker

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sagres

#Joker #Sagres #sporting #Patrício

Sagres é nome d’escola
E mais de cerveja…
Que Deus a proteja
Qu’o mundo é uma bola!!

(Pois sendo holandesa
Lá no seu fabrico…
Por cá tem-se em mito
De ser portuguesa!?)

E não é d’estranhar
Como patrocínio…
Já qu’o seu domínio
Se quis propagar!

À célebre bancada
Do clube da Luz…
Qu’a isso conduz
A base encarnada!

E nisso s’entende
Essa propaganda
Que na TV demanda
Mas não surpreende…

E na selecção
Vê-mos a sua sigla
Patrocinando a Liga
E a agremiação!!

Tod’o seu stock
De minis e médias!?
Que nestas comédias
Não vai a Super-Bock?

Pois por seu humor
Pretendeu ter graça!
E já venceu a taça
Do cabo Bojador!!

E desafiou
Esse seu mostrengo
Ao chamar-lhe frango
O qu’o esturricou!!

Ao passar o estreito
Já venceu a Sagres…
Desbravand’os mares
Pr’o clube do peito!!

Mas por ter vergonha
Já se retratou!!
Mas o que navegou
A Fernando Noronha!?

Tod’a costa é sua
Nesse patrocínio!
E já vem o declínio
Pr’a praça de Lisboa?

Qu’a desfaçatez
Mesmo tendo graça
Não lhe sobr’a praça
Por ser Português!!

De fabrico holandês…
Mas de chancela real
E tod’o Portugal
Se tem mini, de vez…

A voz do Restelo
Lá tinha razão…
Para quê a Expansão?
Pr’o país…perdê-lo?


Por: Joker

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

“Codrilhice”

#Joker #Benfica #Sporting #FCPorto
   

Zangam-s’as comadres
Na bairro das Telheiras
E gritam, “codrilheiras”
As suas únicas verdades:

Que querem o domínio
Do futebol português!!
Cada um por sua vez…
E ao Porto, o declínio!

Na adulteração
Desses resultados
Que intercalados…
Dariam campeão!!

Mas o que se lê
Pois, dessa denúncia
É uma vaga notícia…
De que se não se crê!!

Qu’o “Presidente sem medo”
Já esteja demente
Tão novo, o dirigente
Pr’a apontar o dedo!!?

E logo ao benfica
E ao seu presidente?!
É inconsequente
Não passa de trica!?

E a gravidade
Do que se lhe aponta
Na resposta pronta:
É a insanidade?

Todas as conversas
Das ditas comadres
Já não são verdades
Mesmo se confessas?!

E o que ressalta
Dos ditos “jornais”:
Pecados capitais?
Só mesm’os do Papa!!

Pois é o enfoque
Desses “desportivos”
Que de tão permissivos…
Acusam o toque!!

E da gravidade
Do que então é dito
Não passam do mito…
Quanto mais da verdade?

O que lhes interessa
A corrupção?
Ou a adulteração
Do jogo à cabeça?

Ou as ameaças
À sua vida e família
Como se fosse quezília
Por causa de faixas?

Porque não interessa
Levantar poeira
Qu’isto é só “asneira”
Escrita sem cabeça!!

A corrupção
Aí denunciada
Vai ser investigada
Por procuração?

Ou vai-se tomar
As afirmações públicas
Como coisas lúdicas
Para se “informar”?

A D. Morgado
Vai montar processo?
Investigar, por conexo
Este novo caso?

Ou não vai dar relevo
Como fez “A Bola”
Tomando por tola
A declaração “sem medo”?

No qu’é que se fica
Depois do que foi escrito?
É dito por não dito
Ou ganh’o benfica?



Por: Joker

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Chiuu!!

 #Benfica #FCPorto #Joker


É bom ter um compadre
Nos negócios da EPUL
Qu’o planeamento a sul
Se fechado, logo s’abre!

Recomprand’o doado
À instituição desportiva
Para edificação selectiva
É o terreno alargado?

E revelando-se ilegal
A ampliação comercial
A Câmara Municipal
Já a tomou por integral…

É que nessa votação
Decidiu a maioria
O PS, quem diria?…
P’lo voto do perdão!?

É est’a moralidade
Par’o qu’aí possa vir
E se possa construir
Nos limites da “cidade”?

É est’a política do Costa
Pois importa isentar
Quem mais pode pagar
Mas em cujo apoio s’aposta?

Não há taxas d’urbanismo
Ali no complexo da Luz
Pois qu’a construção traduz
Tod’um centro d’ecletismo!

É ver as instalações
Daquela dita TV
E bem saber-se o porquê
De tão pródigas transmissões!

Pois sem licenciamento
Nem fiscalização que se visse
É natural que transmitisse
Pois está isent’o pagamento!!!

E aquela Restauração
De tão boas iguarias
Não pagam taxas, nem guias
Pois são da “instituição”!

Qu’isto não há compadrio
Na política e futebol
Pois o Costa tem-se em prol
Do que não teve o Rio!

E há uma diferença de grau
Nesta política da capital
Que não serv’a Portugal
Só a Lisboa ou Macau…

E o que são dois milhões
No orçamento da Câmara
Se nem é uma “derrama”
E só por causa de fracções?

E a gente qu’afecta
Essa taxa no todo?
São seis de grosso modo
Milhões, nessa colecta??

É bom pois, isentar
O clube do regime…
Quem manda é quem define
Como e quando se pagar!

E s’o benfica é que manda
Porque há-d’o mesmo pagar?
Se nisso pode poupar
E construir nesta banda?

Nem sei porque se vota
Estas leis por gerais
Não somos todos iguais!!?
No valor da nossa quota!

Se fosse eu a construir
Fora do plano-director
Já tinh’o inspector
À porta pr’obstruir!

Mas como é o benfica
Assobia-se pr’o ar
Não há forma de lhe pagar
O bem que nos EDIFICA!!!


Por: Joker

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Matar ou morrer?


I

Lá foi a instituição
Jogar a Alvalade
Aquilo que sabe…
Pois futebol, não!!

Jogando pr’o empate
Chutou três bolas!!?
E já fora d’horas
Logrou um remate!!!

Marcou o Jardel
Em desespero!
Jogando no erro
Da equip’a granel!

Por lançamento
Ou chuto pr’o ar!
O benfica é impar
No seu rudimento!

Que já no Dragão
Tiveram a sorte
Vencendo sem norte
O jogo d’então…

E nestes sinais
D’equipa banal
Not’o ritual
Em festejos iguais!!?

Aos da Madeira
Que já “campeões”
Saltaram, foliões
C’a vitória “caseira”!…

II

E pr’a lamentar
Vieram as claques
Tomar em destaques
O verbo “Matar”!?

Nessa apologia
Do assassinato!?
Lembraram o acto
Desse triste dia…

Também nesse clássico
Morreu um inocente
Aos olhos da gente
Num momento trágico!

E dessa memória
Se incit’a violência
Com total indulgência
Por essa “vitória”!

Lembrou-nos “A Bola”
A Sorte Grande
Escondendo a flagrante
Vergonha por fábula!

Se foss’a norte
Essa apologia
“A Bola” quereria
“Vingar-se” da morte…

Mas como são Diabos
Tal está integrado
Faz parte do estado
Pr’a que são criados…

E nisso a notícia
Não pode valer
Fazendo por ser
Caso de Polícia?

E qu’autoridade
Existe no Estado
S’o crime é recordado
Com esta “saudade”?

Violando-se a vida
Desonrando-se os mortos?
São estes os modos
Pr’a uma partida?

E qu’outra chegada
Se pode esperar
Se não se respeitar
A vida ceifada?

Não pode valer
Tudo por um jogo!!
Maquiavel é um logro…
Qu’o fim não é vencer!!

Pois acima da refrega
Exist’a consciência
Cuja maior referência
É a vida, por regra!!!

Os meios são éticos
Na paz ou na guerra!!
Qu’a morte não cerra
Os feitos, por épicos!

Que mesmo perdendo
Se pode vencer!!
E nisso ascender
Ao Olimpo, merecendo…

Qu’a maior covardia
Não é a rendição!
É a condição
Da ignomínia!!

E nisso a morte
Pode ser honrosa!
Mais qu’a presunçosa
Vida de má sorte…

Por isso vencer
Não é o maior sucesso
E qu’o seu inverso
Signifique perder…

Pois se para vencer
Tiver que me desonrar
Prefiro não ganhar!…
A ver o outro morrer!


Por: Joker

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A múmia

#Joker #benfica #ManuelJosé #FCPorto


Ele está morto
Mas não sabe disso…
E já sumiço
Fala do Porto!

E pr’a brilhar
No seu sarcófago
O seu esófago
É biliar…

Solt’o tremoço
Como eufemismo…
No seu brilhantismo
De quando era moço!

Tem-se em soberba
Sem ter o ceptro
E é descoberto…
Debaixo de terra!

E desempoeirado
Já se tem vivo!
E vai ao arquivo
Do resultado!

Fala do jogo
Como um Faraó
E tem-se em dó
Porque está morto…

Fala em tremoços
Dados p’lo Porto
Porque está morto
Restam-lh’os ossos…

E na sua bílis
Que conservada…
Está encarnada!!
É o seu busílis!!

Não vem de Gizé
Mas está paralítica
A múmia é mítica:
Manuel José!!


Por: Joker

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Anábase

#Joker
Ciro, o Jovem
Governador da Lídia
Queri’a Pérsia
Pr’o dia d’ontem…

Irmão de Rei
E favorito!
Tem-se proscrito
Por força da Lei…

Mas reivindica
O direito ao trono
Concebend’o plano
Em qual s’aplica

E nisto recria
Um grande exército
Em cujo mérito
O grego é guia…

É o espartano
De capa ao vento
O seu portento
A ganhar o trono!

O príncipe persa
Tem no mercenário
O vector primário
Par’a que vença!

E lá avança
À Babilónia
Desd’a Jónia
Reclamand’a herança!

Cem mil guerreiros
São asiáticos…
Mas os emblemáticos
São os estrangeiros!

Mas Artaxerxes
O Grande-Rei
Do Império é a Grei
Dos seus alicerces!

E esper’a vaga
Do “invasor”
C’o exército maior
Junt’a Cunaxa!

Dá-se o embate
Junt’ao Eufrates
E Artaxerxes…
Ganh’o combate!

É morto Ciro
E empalado…
C’o grego armado
Por mau agoiro!

Pois vencedora
A falange grega
Na luta cega
Sai perdedora…

Ao desobedecer
Ao desejo de Ciro
Em cujo martírio
Se fez ceder

Por atacar
A parte frontal
Em número desigual
Sem s’apoiar…

Pois que sabia
Qu’era surpresa
Da força grega
Qu’os venceria!

Essa falange
Eram os “Dez mil”
De força febril
Em máscara d’esfinge!

Grandes guerreiros
Como Leónidas!
Que das Termópilas
Eram herdeiros!

Abandonados
À sua sorte
No campo de morte
Foram cercados…

Mas por respeito
O Imperador
Não tev’o ardor
Pr’a novo pleito!

E esses guerreiros
Como perdidos
Foram seguidos
Por tais carreiros…

Pois qu’ao retirar
Em terra estranha
Só uma façanha
Os levaria ao mar…

Ao ponto Euxino
Ao mundo grego
A qu’este degredo
Tinha destino!

Ao retroceder
Tinham as montanhas
Grandes entranhas
Pr’a se morrer…

C’o um Império
Na sua peugada
E uma terra escarpada
Por cemitério….

Tribos aguerridas
No seu encalço
Tomam do aço
As suas vidas!

Em graves refregas
Nesse terreno
Contr’o inverno…
As vitórias, gregas!

E sem os comandantes
Atraiçoados…
Outros são dados
Como gigantes!

Tudo vencendo
À sua passagem
A que só a coragem
Não foi cedendo!

Persas e Medos
Curdos, Arménios…
Aldeias, impérios
Planicies, rochedos…

Contr’o desconhecido…
Relatou Xenofonte
Não há reino ou monte
Qu’os tenha vencido!

A que só a união
Desses grandes soldados
Não os teve derrotados
À força da situação…

É pois da História
Que levamos exemplo
Que val’a tod’o tempo
Pr’o rosto da Vitória!

Que sendo Deusa grega
Nos serv’a nós, humanos
Não há pretensos planos
Qu’a vença p’la cega…

Por isso há que pensar
Na “guerra” e na “paz”
A que só a coragem jaz
Como modo d’a apoiar!

Sem os dois ingredientes
É pois a morte, certa!
Qu’a moira está deserta
Por novos “combatentes”!

E no mundo d’agora
O que vemos em reflexo
A qu’o futebol por nexo
Se mostre por desforra?

Que nunca se desiste
Em grave desespero
Qu’esse é grave erro
A quem a tudo resiste!

E sendo nossa prática
A tudo resistir!
Não vamos desistir
Por convicção ou táctica!

Pois aquela acusação
A qu’o catalogavam
(Que só os espanhóis calçavam…)
É pura invenção!

Pois essa lista tem
Uma verdadeira falange!
Que vejo ir bem longe
Vencendo quem lá vem!

E escarpando montes
Montanhas e Impérios…
Os escribas serão sérios
Ao ver novos horizontes!

Também perdi a esperança
A espaços, no caminho
Mas não estava sozinho
Até ond’a vista alcança…

E mesmo tortuoso
O caminho de regresso
Será esse sucesso
A génese do colosso!

Pois como Alexandre
Que denotou a fraqueza
Desse Império Persa…
Se fará o Grande!

Assim será o Porto
Em nova cronologia
C’o Império já ruía
Por já saber-se morto…



Por: Joker
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