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quinta-feira, 30 de junho de 2016
domingo, 18 de maio de 2014
Régio Rio Ave!
#RioAve #ViladoConde #Oeiras #Jamor #Benfica #Lampiões
Sou do Rio Ave!
Desde pequenino
Aind’a era menino
Hoje sou esta “trave”!…
E crescido que estou
Também sei apostar
Que quem vai ganhar
É quem menos ganhou!
Que depois de Turim
Já nada satisfaz…
Ainda qu’o eterno loquaz
Diga sempre que sim!
Que estão com moral
E cheios de raça
Pr’a vencerem a taça
De Portugal!
Como s’a outra equipa
O meu eterno Rio Ave!
Não jogasse o que sabe
E vencesse a bendita!
E sou do Rio Ave
Da bela Vila do Conde
Pois ainda que longe
Não me é um enclave!
Pois tem no poeta
O meu vínculo egrégio!
O eterno José Régio
Das palavras, profeta!
E o seu Cântico Negro
Farol da minha vida
Na chegada e partida
Do qu’é ser-se íntegro!
E qu’um dia eu lá vi
Num declamar incandescente
Esse grande Presidente:
“…Sei que não vou por aí!”
Essa era a sua Glória
Caminhar seus próprios passos
C’as suas ironias e cansaços…
Mas sem perder a trajectória!
E só posso ser do Rio Ave!
Esse clube já condenado
Por este país encarnado
Tomado por mero entrave!
Tragam por isso a Taça
E festejem na marginal!
Não no Marquês de Pombal
Símbolo de crime e trapaça!
E junto à casa do poeta
Meditem nessas palavras
Premonitórias e sábias
De quem morre e desperta!
E nesse caminho, por fim
Não saber onde se vai
Não saber por onde se vai…
É saber que não se vai por aí!
Por: Joker
domingo, 9 de março de 2014
O mãozinhas
#FCPorto #SLB #Benfica #Tachos #paineleiros
Diz o Seara, Doutor
Que não há perdão no Porto!
Onde só vivo e morto
Prevalece um treinador!
Que não tendo sucesso
Não pode viver na cidade!
Não morre p’la idade…
Subentende-se pelo nexo!
E ele que fôra professor
Deste vosso “poeta”
Quando já então, pateta
Soltava piadas de cor!
E então como agora
Ergui’as mãos arriba
Nesse semblante d’escriba
Que tudo escreve na hora!
Uma memória de culto
No professor de Direito!
Corri’os livros a eito
Em preleções no seu púlpito!
E confesso que gostava
D’ouvir gralhar o bigodes
Em tantas teses ou odes
Que sobr’o benfica cantava!
Já então era vermelho
Nessa sua paixão primária
Mas a sua queda hilária
Er’o centrismo mais velho!
E ainda qu’o político
Ainda fosse mal conhecido
Como Doutor, era entretido
No seu raciocínio analítico
Tinha outra franca queda
No seu nervoso miúdo
Ao outro sexo, “tesudo”
Mostrava-se com pouca rédea…
É o mãozinhas maroto
Que dando lanço ao charme
No seu aspecto “gendarme”
Bem as tentava no goto!
E hoje perdido o bigode
Quanto élan se perdeu
No qu’ao D. Juan sucedeu
O D. Quixote!
E avança contra moinhos
O Ex-autarca!
E nisto destaca:
Os “assassinos”!
Moinhos, são moinhos
De vento, nessa cabeça!
Qu’ainda tropeça
Em tais pergaminhos!
E tudo acusa
Nesse panfleto!
No Porto, o medo…
Qu’o assusta!
E ninguém pode viver
Na mediocridade!
Pois essa cidade
Não sabe perder!…
E nisto escreve
Tudo o que quer!
Porque enquanto houver
O poder que serve
Vai leccionar
Os seus conceitos!
Tantos Direitos
Por que lutar!
E escreve a eito
No seu pasquim
O seu boletim
De bola no peito!
E marca c’a mão
Tal com’o Vata!
E nisto empata
C’a Leonor Pinhão!
E usa o dedo
Nessa sua tara
Não escreve, dispara!
O bom do Reboredo…
Pode ser qu’o disparo
Atinja o alvo!
E o cronista calvo
Num registo raro…
Seja um matador
Nesse seu acerto!
Atingindo no peito
Tod’o seu amor!
E s’enamore
Por uma tripeira!
Uma bandoleira
Que também o adore
E vivam felizes
Na cidade invicta!
Até qu’um dia, a dita
Por sua raízes
Lhe dê caçada
Por ser pinga-amores!
Passando horrores
Nas mãos dessa amada
Fazendo lá jus
Ao seu belo escrito!
Que no Porto, ao aflito…
Nem o Bom Jesus!
Por: Joker
quarta-feira, 5 de março de 2014
A rendição
#FCPorto #MarcoSilva #PauloFonseca #Luiscastro
…E quando navegando
S’atracou a Portus Cale
Log’o “berço” nesse vale
Se insurgiu, empatando!…
E mais poderia vencer
Depois da derrota consumada!
Porqu’o espírito dessa armada
S’habituar’a perder!
E ainda qu’alguns guerreiros
Tomassem do castelo, a muralha!
No desenlace da batalha
Já nos sentíamos terceiros!
Porque esse líder-imediato
Que já navegara sem arte
Como tomaria o baluarte
C’o esse plano, sem tacto?
Sem a mutação das reservas
Sem uma cavalaria ordeira
Sem uma artilharia certeira!?
Apenas em razias às cegas!?
E mesmo na surpresa do ataque
Tomados dois torreões!
Eis que com dois esquadrões
Nos arrebatam o saque!?
E investindo por certo
Em contra-golpes enérgicos
Os nossos infantes, coléricos
Recuaram pelo recto!
E depois duma vitória segura
Quase o desbaratamento!
Porque aquele movimento
Fôra sol de pouca dura!
É nesse empate sagrado
C’oa derrota em mente
Recuámos à tangente
Depois do castelo tomado!?
E chegados a bom Porto
C’oa tropa dizimada
Não nos restava mais nada
Senão um imediato já morto!
Pois ainda que vivo de corpo
A sua alma já se entregara
Qu’em nova derrota somara
O seu comportamento absorto!
É não restando condições
A essa tropa e comando
C’o este imediato mandando
Avançou-se em conversações
Pois qu’o exército em xeque
Por uma jornada incauta
O comandante-argonauta
O imediato despede!
Resta saber o resultado
Desta política de gestão
Onde um treinador tem razão
Até se sentir apoiado!
Pois a derrota da esquadra
Não só no imediato se tem!
E a esse comando convém
Outra política e armada!
E não se conhecendo a dimensão
Desse rombo na estrutura
O que aí vem, só perdura
Ou restabelece outra lição?
E acreditando na nossa gene
Como um incremento de vitória
Da derrota não rez’a história
Fazendo fraca a forte gente!
Por isso, eu acredito!
Nos males que nos ensinam
Como pedras que s’alinham
Edificando o nosso mito!
Agora na luta de Castro
Com’um regresso à origem!
Usando a nossa linhagem
Nessa defesa do mastro?
Só há futuro e condição
No reencontro dos valores
Que nos fizeram armadores
E nos sete mares, o campeão!
Por: Joker
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Experiência
#FCPorto #benfica Sporting #Portugal
O qu’é a experiência
Na vida como no futebol?
Co-nhe-cimento! Qu’em espanhol
Diz-se ciência!
Muitas pessoas falam:
Experiência!
O qu’é a experiência?
É a ciência qu’exalam!
É dentro disso “par(a)tantos”
Quanto mais experientes
Estejamos as gentes!
Mais conhecimento tamos!
E melhor também estamos!
Neste caso do treinador
E de qualquer jogador
Que no benfica aprendamos!
Porque esta escola
É sobretudo experiência
Em turco, sapiência!
É producto da bola!
Que não existindo
Tinha de ser inventado!
Por Jesus, o letrado
Que nos vai instruindo!
Depois da “sanção”
Que diz ter aceite
Na conferência, o deleite!
Que experiente lição!
E prontos, já tamos
Com maior conhecimento!
Pelo experiente momento
A qu’então assistamos!
E neste belo exemplo
De conduta, saber!
O país está a crescer
Das pontas par’o centro!
Que tudo concêntrico
Na capital do co-nhe-cimento
Em experiência por dentro
Num percurso idêntico
Cresçam nesta ciência
Neste culto de vitória!
Que por experiência, ou glória!
Que melhor referência?
E o saber é bem pago
Como o é a cultura!
4 milhões, e perdura….
A falar como um parvo!?
Em que mundo vivemos
Onde esta experiência
É tomada como ciência
No conhecimento que vemos?
E tudo isto é tolerável
Num país de promessas
Onde conferências como estas
São a imagem condestável!?
E sem a bolinha vermelha
Par’a educação destas massas
Que julgando qu’as nossas taças
A esta imagem s’assemelha!?
Pensando que por “experientes”
Neste “saber e saudade”
Têm total liberalidade
Pr’a se dizerem docentes!
Conhecimento, diz ele!
É a experiência da vida
Que na proposição invertida
É o qu’a vida fez dele!
Por isso se faz convencido
Qu’o “conhecimento” é tudo
Que sem a experiência, contudo
Não se saberia…vencido!
Por: Joker
terça-feira, 21 de maio de 2013
UEFA, 2003 (Por Joker)
Há dez anos em Sevilha
Nessa cidade Andaluza
Uma Taça qu'inda brilha
Nesta triste terra lusa!
A única do seu género
A existir neste canto
Ganha sem exagero
Em epopeia, espanto!
Uma vitória sublime
Com três obras d'arte
Um russo toque define
Um brasileiro destaque:
Derlei, o Ninja
Audaz, mortal
Com golpes, lincha
O Celta brutal!
Uma vitória
Tomada a ferros
Nesta memória
Os gritos, berros!
Uma experiência
Continuada
Em mais vivência
Noutra Jornada!
No ano seguinte
Os campeões
Da Europa, o requinte
Desses Dragões!
Ano memorável
Nesse campeonato
Só Lucílio, afável
Nos roubou no acto!
O caneco perdido
Naquela expulsão
No cartão a pedido
Ao grande Capitão!
Mas a UEFA é montra
Da real validade
Do qu'o burgo afronta
Em inveja e saudade!
Nesta data, a UEFA
Uma Taça única
Em dez anos se tropeça
Em conquistas à crónica!
Deco, Derlei, Alenitchev
Jorge Costa, Carvalho, Baía
Costiva, Capucho, Maniche
Valente, Ferreira, Costinha!
Um Mourinho por líder
Um caminho desbravado
Noutro festejo, sem nível
Havia de vencer, amuado...
Por: Joker
terça-feira, 9 de abril de 2013
O último dos Moicanos (Por Joker)
Um massacre , um vendaval
No assalto ao Arsenal
Mortos, feridos, assobiados
Uma tribo, sem aliados!
Investem, num suicídio (?)
Contra o poder Instituído,
Assaltando a fortaleza
Nessa maior incerteza
Por azar, nesse conflito
Aos postes, contr’o atrito!
Que neles resultam em reveses,
Onde noutros, oferendam os Deuses!
E mesmo quase derrotados
Nessa luta, extenuados
Da tribo insurge um guerreiro
Inverossímil, quase embusteiro
Que os leva à vitória da vida
Numa oportunidade esquecida,
Que coloca de novo em causa
Esse caminho da pausa
Há esperanças renovadas
Num menino desbravadas
Treme o poder, as hordas
Num ensandecer, calhordas
Estava declarada, a conquista do Oeste
Já se antevia a saga, lavrada nessa peste
Qu’a propaganda transmitia
Sob a forma de (má) poesia
Eram os caminhos de Jesus
Evangelizadores da cruz
Qu’avançavam nessa terras
Recebendo oferendas, às cegas
E só uma tribo se interpõe
Nessa conquista assegurada
De cabelos em altas cristas
Peles azuis e brancas, às riscas!
E basta um percalço d’infantaria
Basta que uma bombarda esguia
Um pequeno resvalar do galope
Para aquela tropa entrar em choque
E aí, no campo da montanha
Ond’a artilharia, estranha
Os bravos no seu bradar
Não os deixarão escapar
E quando tudo parecera perdido
Nessa guerra, um sucedido
Desencadeou outros caminhos arcanos
No grito do Último dos Moicanos!
Por: Joker
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