segunda-feira, 31 de março de 2014

Basta?

#FCPorto #Portugal #Benfica #Sporting #Ladrões




Se queres um árbitro
D’emblema na lapela
Mas c’o rosto simpático…
Então, cham’o Capela!
 
Se queres um pénalti
No último minuto!
Num movimento apático
Perant’o empate abúlico
 
Chama o Paixão!
O Campomaiorense!
Uma vitória na mão
Nem que sej’à tangente!
 
Mas se queres adornar
Essa vitória tensa…
Chama para apitar
O querido do Proença!
 
Aí está segura…
Nem que seja pelos dentes
Uma vitória madura
Em renovadas frentes!
 
Mas se um árbitro querias
Pr’a mostrar equidistância 
Tiveste no Soares Dias
A prova dessa militância!
 
E dois pénaltis na luz
Que não viu por cegueira
À classificação conduz
O árbitro na jarreteira?
 
Não, isso é só c’o benfica
Qu’escolhe como convém
Quem vai e quem fica
E quem arbitra quem!
 
Por isso o cheiro é agradável
Cheir’a Lisboa em pleno!
O Conselho está imutável
E o povo é sereno!
 
E aquele outro do Estoril
C’o pénaltis fora-da-área
Será qu’apita por ardil
Ou é tão só por tara?
 
E depois da invenção
Do jogo d’Alvalade
Eis de pleno a remissão:
O Proença é que sabe!
 
E até há pénaltis
Fora do campo!
Que na dúvida bates
Mesmo ali ao canto!
 
E está tudo bem
No reino de Lisboa!
A arbitragem é boa
E o Capela também!
 
É qu’ao anular 
Aquele golo no alto!
Por causa do salto!?
E nisto apitar…
 
Vai lembrar ao Cédric
Que pode placar
Quando o vir saltar
Mais alto qu’um metro!
 
São assim as regras
Do nosso futebol!
Aos Capelas, o rol
Destas cega-regas!
 
E assim já está bem
Que vencendo, basta!
O apito a quem
Só pertence à casta!
 
Por isso o burgo
Acorda contente!
O Porto a quente
Nada diz, está mudo!
 
E que se avance
A inventar o jogo
Para quand’o fogo
Que no Dragão se lance?
 
Vamos continuar
A levar por tabela?
Com tod’a Capela
Assim a apitar?
 
Este não é o Porto
A que m’habituei!
Que nisso bem sei
Fosse vivo ou morto
 
Não se renderia!
Vendendo car’a derrota
Mesmo contr’a batota
Que lá foi um dia!
 
E por isso Invicta
Mais do qu’invencível!
É ter do impossível
A sua própria desdita!
 
E nisso avançar
Contr’os nossos receios
Que p’los nossos meios
Só poder ganhar!
 
Porqu’o nosso símbolo
Num Dragão s’adorna
E na cidade se forma
Na têmpora dum golo!
 
E que nesse remate 
Que nem o Capela afasta
Tod’o adorno e arte
Num só golo se BASTA!


Por: Joker

Andebol: FC Porto 20 - 25 ABC

#Andebol #FCPorto #ABC #Portugal

Má segunda parte retira liderança isolada






O FC Porto recebeu ontem a equipa do ABC em jogo a contar para a 4ª jornada da fase final do campeonato nacional. Após este resultado o ABC igualou-nos na classificação. Ambos contam com 40 pontos. 







O nosso treinador entrou com o 7 esperado. Foi um bom início da nossa equipa. Como sempre a nossa equipa defendia em 6*0. O ABC começou num 5*1 a tentar retirar espaço de criação à nossa 1ª linha. 

João Ferraz inaugurou o marcador nos instantes iniciais. Na jogada seguinte Laurentino efectua uma brilhante defesa aos 6 metros e Gilberto aumentoou o marcador.

A equipa estava bem. Laurentino entrou muito bem. Parou remates aos 6 e aos 9 metros. Além disso foi assertivo a lançar os contra-ataques fundamentais no nosso jogo. Assim, sem surpresa chegamos ao fim dos primeiros 5 minutos a vencer por 3 - 1.

A juntar a isso algo que não é muito vulgar com algumas duplas. Felizmente esta dupla estava atento à forma demasiado agressiva que Pesqueira costuma colocar nas acções defensivas. Beneficiamos de 2 livres de 7 metros quase seguidos por isso. Ambos bem marcados. Ricardo Moreira marcou ambos e deu-nos uma vantagem de 5 - 2 bem cedo.

Aos 10 minutos mantínhamo-nos na frente por 3 golos (5 - 2).

Tudo estava a correr bem. Contudo a equipa começa a descer de produção. Acumulamos algumas falhas técnicas na saída para o contra-golpe. Honrosa excepção para Gilberto. Era talvez o único que mantinha o nível. Continuava a marcar assiduamente e coleccionava algumas boas assistências. A assistência para Schubert no 8 - 6 foi um exemplo de uma assistência sublime. 

O ABC ia paulatinamente recuperando e aos 20 minutos o marcador mostrava já um empate a 8 golos. 

O jogo entrou então num enorme equilibrio. Bastantes empates no marcador.

Ao intervalo vencíamos por 12 - 11. Estava tudo em aberto mas a nossa entrada em jogo devia ter resultado numa vantagem maior.

Depois do intervalo esperávamos confirmar a vantagem que tínhamos. Nada mais errado! A reentrada em jogo foi catastrófica, surreal até. É dificil explicar o que se passou, talvez nem os nossos jogadores consigam. Mas vamos tentar.

O ABC mudou a sua defesa para um 6*0. Tivemos mais dificuldades é certo. mas não foi por aí.

Aos 2 minutos já perdíamos. Nos primeiros 2 ataques falhamos, duas defesas de Humberto Gomes que começava o jogo da sua vida. No outro lado do campo sofríamos. Assim, aos 2 minutos perdíamos.

Tudo se desmoronou de forma inexplivcavel. Acumulamos falhas técnicas. Quando rematamos paramos sempre em Humberto Gomes. As defesas sucediam-se. Parava remates aos 6 metros, aos 9 metros, das pontas ou em zona frontal. Nem de livre de 7 metros João Ferraz o bateu.

E continuamos sem marcar uns longos, enormes 13 minutos. 13 minutos sem marcar! Quase meia parte!!! Inédito na nossa equipa. Explicações para isso são praticamente impossiveis.

No meio de tanta contrariedade um elogio. Este tem de ser dado aos nossos adeptos. Nunca faltou apoio. Nas piores alturas foi até redobrado. 

Mas voltemoas ao minuto 13, o tal em que marcamos. Quem o fez foi o jogador mais inexperiente em campo, Hugo Santos. Teve de ser o míudo a quebrar a malapata... Depois deste golo o resultado era já de 13 - 18. Eles fizeram um parcial de 7 - 0 até marcarmos.

O golo empolgou o público. Já assistimos a recuperações desta equipa. Sabemos que são uns lutadores. Sabemos que dignificam o emblema que envergam. Têm orgulho nele.

Então surge uma parvoíce. Wilson sofre falta dura de David Tavares. Um árbitro exclui bem o jogador da equipa bracarense. O outro exclui também Wilson. A justificação dada foi que reclamou. Palhaçada...

A equipa foi à luta. Começamos a recuperar, embora Humberto continuasse a fazer o jogo da sua vida... Schubert falhou outro 7 metros por exemplo.

Começamos a encostar. Aos 20 minutos desta etapa complementar o resultado mostrava 17 - 20. Ainda era possivel!

Tiago Rocha, assistido por Gilberto faz de forma magnifica o 18 - 20 logo a seguir. Recebe a bola e de costa marca. Bravo! 2 golos de diferença.

Aos 25 minutos a desvantagem continuava nos 2 golos (19 - 21). Estávamos em vantagem numérica e com a bola. Podíamos ficar a 1 único golo. Depois de tudo ainda era possivel... Infelizmente falhamos. Faltou sorte e alguma maturidade. Nessa jogada mais uma vez a nossa "besta negra" voltou. Tiago Rocha ganha posição aos 6 metros. Quase nunca falha. Nesta jogada permitiu nova defesa de Humberto Gomes.

Pior que não ter marcado foi ter voltado a sofrer. Já não havia tempo...

No final 20 - 25. Uma derrota que tem de ser recuperada já no próximo jogo em casa daqueles seres que mais detestamos. Joga-se muito neste jogo. Vamos lá para ganhar! O jogo é apenas a 18 Abril. Falta muito tempo. Pode ser bem preparado.

Uma palavra para o guarda-redes do ABC. Fez uma excelente exibição. Fez bem mais de uma dezena de defesas na 2ª parte (só sofreu 8 golos). Parabéns a ele. Não terá outra noite assim... Também uma referência para o treinador bracarense. Ganhou. Não precisou de faltar ao respeito a ninguém para o fazer. Um exemplo para muitos... 

 


FICHA DE JOGO:

FC Porto Vitalis-ABC, 20-25
Andebol 1, fase final, 4.ª jornada
30 de Março de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.423 espectadores

Árbitros: Eurico Nicolau e Ivan Caçador

FC PORTO VITALIS: Hugo Laurentino (g.r.), João Ferraz (2), Wilson Davyes (3), Gilberto Duarte (7), Ricardo Moreira (3), Tiago Rocha (1) e Mick Schubert (1)
Jogaram ainda: Pedro Spínola (2), Hugo Santos (1), Alfredo Quintana (g.r.), Hugo Rosário e Miguel Sarmento
Treinador: Ljubomir Obradovic

ABC: Humberto Gomes (g.r.), João Pinto, Pedro Seabra (5), Nuno Grilo (8), Carlos Martins, Ricardo Pesqueira (3) e Fábio Vidrago (3)
Jogaram ainda: Nuno Rebelo (4), Hugo Rocha, Carlos Siqueira (1) e David Tavares (1)
Treinador: Carlos Resende

Ao intervalo: 12-11







Liga Zon Sagres, 25ª Jornada; Nacional 2 - 1 FC Porto

#FCPorto #Portugal #Porquêseafins #Nacional


Porquês e afins

 Porquê que o futebol português é fértil em Capelas?

Como chegam ao topo e mantém-se lá durante anos?

A quem beneficia esta proliferação de Capelas?

Porquê que já não vencemos apesar dos Capelas?

Porquê que o FC Porto parece apostado em vencer pela mediania?

Como é que esta SAD, tão competente, permite este alastrar de mediania, porque não, de mediocridade?


Porquê que já não bastou essa mediania no comando técnico da equipa nos últimos anos e agora até já começa os jogos com esse drama metido no onze inicial?

Como é possível deixar talento no banco e meter jogadores medianos no onze como objectivos ainda por alcançar?
Estão convencidos que por ser Porto, por usarem este símbolo, ganham e ganharão apesar de tudo?

Como é possível não perceber-se os sinais das últimas épocas, onde o APOEL de Chipre nos atira da Champions como equipa do pote 1, onde o Áustria de Viena nos atira para a liga Europa, onde o Braga de Peseiro nos elimina ou ganha taças, onde andamos à justa para vencer o campeonato?

Como é possível este pacto com a mediocridade, onde esta chega ao FC Porto cada vez mais cara, em transferências milionárias e se perpetuam no clube?

Para quando um treinador capaz de potenciar jogadores, de os moldar à equipa, de perceber a suas características e perceber onde podem render e como devem ser utilizados?

Porquê?!

Porquê?!
  
Quanto ao jogo, vou ser muito sucinto. Já nem vale a pena esmiuçar isto.

 Começamos com a dupla de centrais possível, Licá a extremo e com o mesmo meio campo que no jogo anterior. Começo por este último ponto, jogo totalmente diferente, onde teríamos menos espaço a meio campo e a solução é a mesma. Mesmo sabendo o abafo que o meio campo portista levou na segunda parte do jogo anterior e como foi necessário recorrer a jogadores criativos para ressuscitar o jogo a meio campo.

O FC Porto entra bem, mas rapidamente perde o controlo do jogo e sai a perder para o intervalo, felizmente só por um.

Vem o intervalo e Luís Castro decide que 45 minutos para o caixote de lixo são suficientes. Como ainda há (havia…) um objectivo a perseguir e como o próprio diz, e bem, este plantel tem valor, descobre sentado ao seu lado o que escasseou na primeira parte: TALENTO!

Nacional vs FC Porto (REUTERS) 





Marcamos logo. Mas o Nacional já havia perdido o respeito e como a réstia de mediocridade ainda estava em campo, logo sofremos o empate. O azar persegue, mas fazemos por o merecer!






Mantivemos o controlo do jogo, faltou sorte, sobrou capela e assim se chegou ao minuto 94 como epifania de uma época onde 15 pontos nos separam da liderança e Quaresma tenta resolver à chapada o que não resolveu em campo.

Recebemos agora o Sevilha. A nossa margem de erro é zero. Qualquer devaneio no escalonamento da equipa é a morte do artista. Chega de mediania, o FC Porto sempre se fez de talento e ousadia.



Análises Individuais:

Fabiano – Um jogo azedo. Pouco podia fazer e sofre dois golos. Precisa de trabalhar as saídas com urgência.


Danilo – Trucidado por Candeias. Defensivamente foi um desastre, com uma agressividade digna de um jogador da regional. Ofensivamente, errático no passe. Para quando um treinador que o saiba potenciar?!

Alex Sandro – É quase uma fotocópia de Danilo. Quantos lances de perigo do Nacional, no final da primeira parte, nasceram no seu flanco? Perdi a conta. Só esteve um pouco melhor no aspecto ofensivo.

Abdoulaye – Um buraco. Não sabe marcar. É central do mais mediano que já passou no FC Porto, só sabe jogar em bloco baixo e mesmo assim é um susto permanente. É radioactivo. Só usar em último caso.

Reyes – No meio deste naufrágio defensivo, foi o náufrago. Lá se salvou. Com os dedos mirrados e morrendo de sede, chegou a terra firme.

Fernando – Tentou ser o meio campo. Não pode jogar por três. Fez o que pôde.

Defour – Estava a jogar mal? Não. Estava a jogar bem? Não. Defour é isto e não será mais que isto. O FC Porto precisava de talento e entre ele e Herrera, sempre espero mais génio de Herrera que do insonso Defour.

Herrera – Vai ser um bom jogador. Um dia. Se tiver quem puxe por ele. Mas hoje é um jogador mediano. É um rico exemplo do que se transformou o FC Porto. Com bons jogadores, tão bons ou melhores que este e muito menos crus que este Herrera, o FC Porto gasta um balúrdio num jogador que um dia poderá ser. Fez coisas boas, muitas borradas e pronto.


Licá – Afirmei eu há pouco tempo que este treinador do FC Porto sabia para que servia Licá. Engano meu. Titular? Brincamos?!

Quaresma – Não decidiu e saltou-lhe a tampa. A equipa não funciona e a frustração toma conta de si. Não tem controlo, é uma bomba relógio. Mais uma pergunta: para quando retirar-lhe a marcação das bolas paradas? Que mais é preciso? Nem falo do penalti, que pode acontecer a qualquer um!

Jackson – Tal como a defesa só foi Reyes, o meio campo só foi Fernando, o ataque só foi Jackson. Lutou, marcou um golo de craque e tentou salvar a equipa. Desceu ao meio campo e até a defender ajudou. Esta equipa é muito curta para ele.


Quintero – Entra em grande e em meio minuto torna ridícula a opção inicial de Luís Castro. Depois, tentou lutar e dar classe à equipa, mas a urgência toldava a procura do seu talento. Desapareceu aos poucos.

Ghilas – Está no golo. Só isso basta. Meio minuto e ridícula a opção inicial de Luís Castro. Mas vamos assentar uma coisa. Ali é um “Derlei”. Jogador que lhe meta mais de três bolas na linha devia encher 50 completas em todos os treinos da semana. A bola para Ghilas deve ser sempre metida no espaço interior, para ele atacar vindo do flanco. Insistir fazer do Ghilas um Quaresma é burrice.

Carlos Eduardo – Entrou tarde. É o melhor 8 da equipa e hoje mostrou-o. Em forma, então, nem dá hipóteses!


Ficha de Jogo:

Nacional: Gottardi; Zainadine, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Aly Ghazal, Gomaa e João Aurélio; Candeias (87, Diego Barcellos), Rondón (75, Reginaldo) e Djaniny (55, Lucas João).
Suplentes: Ricardo Batista, Sequeira, Claudemir, Jota, Reginaldo, Diego Barcellos e Lucas João.
Treinador: Manuel Machado


FC Porto: Fabiano, Danilo, Reyes, Abdoulaye (77, Carlos Eduardo), Alex Sandro, Fernando, Defour (46, Quintero), Herrera, Lica (46, Ghilas), Quaresma e Jackson.
Suplentes: Kadu, Carlos Eduardo, Josué, Quintero, Ricardo, Kelvin e Ghilas.
Treinador: Luis Castro


Árbitro: João Capela


Por: Breogán

domingo, 30 de março de 2014

Segunda Liga, 36.ª jornada: FC PORTO B 2 - 1 UNIÃO DA MADEIRA

#FCPorto #FCPortoB #Madeira #União #SegundaLigadeFutebol

O Porto B recebeu e venceu, nesta tarde de Domingo, o União da Madeira por duas bolas a uma.





No Porto destaque para a ausência do capitão Pedro Moreira (a cumprir castigo), que foi substituído por Leandro no onze inicial.






O jogo começou com uma oportunidade clara de golo para o Porto. Na sequência de um canto, Mikel aproveita um ressalto para rematar com muito perigo para uma grande defesa de Trigueira.

A partir desse lance o jogo cai num completo marasmo. As equipas jogam um futebol lento e sem ideias. No Porto, Gonçalo e Ivo estavam isolados no ataque e só Kayembe e Quino com uma série de arrancadas mexiam com o futebol azul e branco.

Até ao intervalo nada se altera, mesmo assim é o Porto que tem as melhores oportunidades num remate de Leandro e num cabeceamento de Mikel.

A segunda parte começa com um Porto mais mexido, a explorar mais os flancos. Num desses lances, Ivo entra na área e só é travado em falta.

Penalti que Tozé converte com frieza, colocando assim o Porto em vantagem.

O Porto melhora nesta fase, mais velocidade e mais objectividade. O pequeno médio criativo Tozé finalmente pega no jogo e o Porto cresce.

Apesar disso, é a União que acaba por marcar. Num lançamento longo que parecia inofensivo, Stefanovic não sai dos postes e compromete. Num lance em que os centrais também não ficam bem na fotografia.

No entanto, o golo da União não apaga o bom momento do Porto no jogo e pouco depois num lance algo confuso na área da União, Tozé aparece oportuno a finalizar.

O Porto voltava assim à vantagem. A partir do golo portista a lentidão volta ao jogo, que se arrasta até final.

No fundo, um jogo algo desinteressante, marcado pela lentidão de ambas as equipas. A vitória do Porto aceita-se dado que foi a equipa com mais oportunidades de golo.



Análise individual:

Stefanovic: Mau jogo. Fica ligado ao golo da União por não ter saído dos postes. Jogou quase sempre mal com os pés.

Victor: Regular na primeira parte, libertou-se na segunda para apoiar muito mais o ataque.

Zé António: Alguns cortes importantes. Não está bem no golo da União ao deixar um jogador isolar-se nas suas costas.

Tiago Ferreira: Um jogo regular.

Quino: Dinamizou o ataque na primeira parte com várias arrancadas. Foi mais um extremo que um lateral.

Mikel: Uma perda de bola podia ter saído cara, mas no restante jogo esteve bem e ia marcando por 2 vezes.

Leandro: Algo apagado do jogo. Não se mostra o médio capaz de ligar a equipa.

Tozé: Melhor em campo. Apagado na primeira metade, subiu e muito de produção na segunda, pegando no jogo. 2 golos decisivos.

Ivo: Sem ter feito um jogo fulgurante, acaba por estar em todos os golos, sofrendo o penalti e mais tarde participando na jogada do segundo golo. A acabar o jogo assistiu Gonçalo de calcanhar.

Kayembe: Dos melhores na primeira metade. Raçudo, forte e a romper pelas alas. Mas baixou de rendimento e acabou substituído.

Gonçalo: Passou ao lado do jogo. Foi também sempre mal servido. De destaque um passe delicioso de calcanhar e no final do jogo um remate muito perigoso.


Fred: Entrou bem em jogo, começa a pedir mais minutos o jovem extremo.

Tomás: Entrou para congelar o jogo.

Pavlovski: Entrou a 10 segundos do fim.



FICHA DE JOGO

FC PORTO B-UNIÃO DA MADEIRA, 2-1
Segunda Liga, 36.ª jornada
30 de Março de 2014
Estádio de Pedroso, Vila Nova de Gaia

Árbitro: Rui Piteira Rodrigues (Lisboa)
Árbitros assistentes: Vítor Cruz e Hugo Ribeiro
Quarto árbitro: Bruno Trindade

FC PORTO B: Stefanovic; Víctor García, Zé António, Tiago Ferreira e Quiño; Mikel, Leandro e Tozé (cap.); Kayembe, Ivo e Gonçalo Paciência
Substituições: Kayembe por Frederic (80m), Leandro por Tomás Podstawski (83m) e Tozé por Pavlovski (90+3m)
Não utilizados: Matos; David Bruno, Bruno Silva e Bruno Costa
Treinador: José Guilherme

UNIÃO DA MADEIRA: Trigueira; Calico, Zarabi, Roberto e Gil Barros; Toni (cap.), Babo e David Azin; Tacón, Santiago Silva e Miguel Fidalgo
Substituições: Toni por Choco (74m)
Não utilizados: Zé Manel, Ginho, Carlos Manuel e Hugo Morais
Treinador: Rui Mâncio

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Tozé (48m e 62m) e Miguel Fidalgo (57m)
Disciplina: cartão amarelo a Calico (47m), Roberto (59m), Zé António (80m), Tomás Podstawski (86m), Ivo (90+1m) e David Azin (90+1m)



FC Porto 1 - 2 Liceo da Corunha - Resta ir ganhar à Corunha

#FCPorto #LiceodaCorunha #Corunha #Galicia #Galiza #Espanha





O FC Porto recebeu ontem à noite o Liceo em jogo a contar para os quartos-de-final da Liga Europeia. Na 1ª mão perdemos. Na 2ª mão temos que ir ganhar à Galiza para passar à final four e continuar na luta pelo ceptro de Campeão Europeu.





Tó Neves não podia contar com o nosso melhor marcador este ano, Jorge Silva. O ainda júnior João Almeida foi chamado ao banco. Isto já tinha acontecido na semana passada para o campeonato, na altura por lesão de Pedro Moreira.

Sabíamos como era o jogo dos espanhóis. Agressivo qb, não iam expôr-se ao risco. Por isso o jogo foi, desde inicio muito disputado, muito táctico, com os espanhóis pacientemente à espera de uma brecha. Quando ela surgia aceleravam o jogo de forma instantânea. 

Mesmo assim as oportunidades iam surgindo. Para ambos os lados. Destaque para os guarda-redes. Edo Bosch esteve sempre sublime durante o 1º tempo. O guardião adversário estava pela mesma bitola.

Aos 5 minutos cartão azul para Bargalló. A nossa 1ª grande oportunidade. Reinaldo entra para a cobrança mas permite a defesa do guarda-redes. Íamos ter os 2 minutos em superioridade numérica e pese embora algum perigo, sobretudo num remate de Hélder Nunes, não aproveitamos essa vantagem. Aliás o Liceo também conseguiu chegar à baliza de Edo e criar perigo.

O jogo continuou sempre igual com o marcador a 0. Rápido, agressivo mas demasiado fechado...

O 1º golo da partida surgiu apenas a 4 minutos do intervalo. Remate de Reinaldo ventura, o guarda-redes espanhol defende para a frente e Vitor Hugo (ontem a jogar de inicio) a finalizar à boca da baliza, bem ao seu estilo. 1 - 0. Podia ter caído para qualquer lado e felizmente fomos nós a marcar.

Foi com esta vantagem magra que chegamos ao intervalo.

O 1 - 0 não era um resultado que que justificasse um assumir de risco dos espanhóis. Nada disso. A prioridade era a consistência defensiva. E temos de admitir, neste campo foram superiores a nós...

Oportunidades foram várias. Bolas ao poste foram algumas para ambos os lados, defesas dos guarda-redes às dúzias (numa delas Edo teve de sair por breves momentos, para ser assistido após defender com a máscara).

De realçar nesta 2ª parte mais um azul para a equipa visitante. Mais uma vez falhamos. Losna foi o responsavel por converter, arriscou uma picadinha mas passou por cima. tem sido uma pecha na nossa equipa, as bolas paradas. Se formos ver atrás nas crónicas que fomos fazendo ao longo deste ano verificamos isso mesmo. Nos jogos mais complicados falhamos sempre mais em livres directos ou penaltis. 

Felizmente para nós na baliza temos um enorme guardião. Na altura da nossa 10ª falta e consequente livre ele esteve à altura, manteve-nos em vantagem...

Estávamos já nos 10 minutos finais e a magra vantagem continuava. Menos mal...

Contudo tudo mudou neste período. O Liceo marcou por duas vezes. Ambas da mesma forma. Saída rápida, passagem por trás da baliza e finalização dentro da área, na cara de Edo... Devíamos estar preparados, sobretudo quando do outro lado está Bargalló.

No final uma derrota por 2 - 1. 

Mau resultado. Daqui a duas semanas (12 Abril) temos de ir lá ganhar. Não será fácil, mas não é impossivel. Acreditamos que é possivel...

Uma última nota para a arbitragem italiana. Foram algo permissivos com a dureza espanhola, deixaram passar em claro um par de faltas... Quando eles passaram largos minutos com 9 faltas (foi assim que terminaram o jogo) isso tem a sua importância. No resto, foi uma boa arbitragem.


FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Liceo da Corunha, 1-2
Liga Europeia, quartos-de-final, primeira mão
29 de Março de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.313 espectadores

Árbitros: Alessandro Eccelsi e Alessandro Da Prato (Itália)

FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.), Hélder Nunes, Caio, Ricardo Barreiros e Vítor Hugo
Jogaram ainda: Reinaldo Ventura (cap.), Pedro Moreira , Nélson Filipe (g.r.) e Tiago Losna
Treinador: Tó Neves

LICEO DA CORUNHA: Xavi Malián (g.r.), Josep Lamas, Juan José López, Eduard Lamas e Jordi Bargalló (cap.)
Jogaram ainda: Toni Pérez e Cesar Carballera
Treinador: Carlos Gil

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Vítor Hugo (21m), Toni Pérez (41m) e Josep Lamas (46m)
Disciplina: cartão azul a Jordi Bargalló (5m) e Eduard Lamas (33m)



 Por: Paulinho Santos

sábado, 29 de março de 2014

Novela Mexicana

#Sporting #FCPorto #brunodeCarvalho #PintodaCosta #Portugal



Estaba Brunito llorando
Que le robaban la casa
Cuando de nuevo se pasa
Tod’un episodio lucrando!
 
Es un actor d’excelencia!
Un mexicano de cepa
Un D. Juan de tanta letra
Merece tener esta audiencia!
 
Et llora a rodos los suyos 
Puntos que se han perdido!
Y nisto esta convencido
Foram los árbitros, los judios!
 
Y intenta, pues, procesarlos 
Mantendo una campaña acesa
Com’un Torquemada ya pensa:
Hay, pues, que recuperarlos!
 
Y cria um movimiento Basta!
Para intimidar los del silbado
Que nesse juego robado 
Nada pasó y todo pasa!
 
Y Brunito volv’a filmar
Outra encena de la novela 
En otra TV y otra tela
Dice qu’esta pr’a se quedar!
 
Y en tantas cenas grabadas
Brunito ya es un galán!
Cuando sea grande, un Tarzan
Para las cenas apimentadas!
 
Porque filmar con un mono
No debe ser fácil en las novelas
Como resistir a las sequelas 
Y mantenerse un leo en el trono?
 
Y un actor tan versátil
Que tiene formación académica 
Graba toda la prueba cénica
Con una facilidad volátil!
 
Por eso es impresionante 
Un registo tan frecuente 
Que solo un actor-presidente
Pode somar com’un Dante!
 
Y su queda es tanta
Que tanto le da pr’a tragédia
Como otrora pr’a comédia 
Que su registro como encanta!?
 
Y sus ultimas encenas 
Son un obra artistica!
La culpa es del benfica
Que tenga el 2º apenas!
 
Y el Oporto en 30 años
Solo ganó con fruta!
Al sporting la buena conduta
Solo provoco daños!
 
Y se Pereira Cristóvão
Corrompió los juízes!
Ellos fueron infelices (porque)
No hube consumacíon!
 
Por eso como Visconde
Tengo derechos adquiridos 
Y en todos estos años volvidos
Ya merezco ser un Conde!
 
Por eso la Liga
Esta desvirtuada!
Y si no ganamos nada
Es porque hubo intriga!
 
Mas para el año que viene
El sporting ya va contar!
Asi mismo sin gastar!!!
(Porque nada tiene…)
 
Fin
(del primeiro capítulo)

Por: Joker

sexta-feira, 28 de março de 2014

Ramadão

#FCPorto #Benfica #Arbitragem #Portugal #Taça




Vinham confiantes, soberbos
No valor do seu plantel
Toda uma esquadra “infiel”
Em gritarias e berros!
 
Que tinham muito poder
Na sua gestão das guerras
Várias frentes, várias terras
Pr’a conquistar com saber!
 
E chegados nesse encanto
Em Portucale acamparam!
Por isso a Allah rezaram
Nesse sagrado manto!
 
Queriam um Marco, um sinal
Uma orientação divina
Uma arbitragem cristalina 
Qu’os deixasse na final!
 
E Allah compreensivo
Por essa horda suplicante 
Bem enviou um aspirante
A ir a Meca ou ao castigo!
 
Pois sentind’as vagas cristãs
Que desenfreadas volviam
Que nisto já se benziam!?
Soldados, Califas e Imãs!
 
E aí a soberba amainou
Depois do choque da luta!
Ah, foi uma bela disputa…
A guerra ainda não acabou!
 
E salvos no gongo da sorte
O Imã de cabelo branco
Suou as estopinhas d’espanto
Ao ver de tão perto a morte!
 
E no regresso à Mesquita
A fé estava vacilante!
O Imã no seu turbante
Já se questiona da conquista…
 
Será que vai suceder
Tudo com’o ano passado?
Que c’o tudo quase conquistado
No final só restou o haver?
 
O Imã faz o chamamento
É hora pois, d’ir rezar!
A horda volt’a titubear
Virá por lá outro advento?
 
E reza-se com mais convicção 
A devoção é total e séria!?
A época quer-se de total glória
E não qu’acabe no Ramadão!…



Por: Joker
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