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terça-feira, 11 de março de 2014

Os Campeões - Parte 2

#FCPorto #História #Campeões #Figuras

Já aqui apresentamos os mais de 300 atletas que se sagraram campeões nacionais pelo FCP.

Vencer o campeonato simboliza uma época completa com momentos bons e momentos maus. Foram, na maioria das vezes, 26, 30, 34 ou 38 jogos de luta e de sacrifício, compensados por uma alegria final incomensurável.

Porém, houve jogadores que conseguiram sagrar-se campeões de forma mais … eficiente! Enquanto a maioria precisaram de muitos jogos e muitos minutos, há uma pequena lista de 48 jogadores que se conseguiu sagrar campeão nacional disputando … 90 ou menos minutos! Note-se que não estão aqui incluídos aqueles que, tendo-se sagrado campeões mais do que uma vez, em determinada época tenham participado somente em alguns minutos (como, por exemplo, Vítor Baía, no seu último título)!

BI CAMPEÕES


Entre estes campeões eficientes, há um selecto grupo de 5 jogadores que elevou os patamares de eficiência. Cinco jogadores conseguiram sagrar-se bi-campeões disputando menos de 180 minutos.















O último jogador a conseguir este feito foi Iturbe – o mini-Messi. Iturbe tem ainda muitos anos de carreira pela frente e é ainda cedo para perceber o seu verdadeiro potencial. Para já, subsiste o facto de se ter sagrado bi-campeão nacional, jogando 114 minutos, distribuídos por 5 jogos, dos quais 45 minutos na última jornada de 2011/12.














Hugo Ventura é ainda hoje uma promessa adiada do futebol português. Ventura fez todos os escalões de formação do FCP, tendo-se sagrado campeão nacional em 2008 e 2009 como “terceiro” guarda-redes do plantel. No total fez 112 minutos em campo, suficientes para ser bi-campeão. Na primeira época, jogou 90 minutos, na última jornada, contra a Naval. Na segunda época, jogou 22 minutos, tendo sido suplente utilizado na penúltima jornada, contra o Trofense. Nessa época fez ainda 2 jogos para a Taça da Liga. Depois disso, coleccionou empréstimos no Algarve e em Lisboa. Hoje, parece confirmar-se que a sua carreira dificilmente confirmará as elevadas expectativas que suscitou na formação.














O único jogador de campo entre os campeões mais eficientes dos eficientes foi Jairo. Jairo foi um avançado brasileiro que chegou ao FCP, em 1978, vindo do Salgueiros. Na primeira época, Jairo fez 20 minutos na última jornada. Porém, jogou ainda 180 minutos, distribuídos por 3 jogos (2 partes e 1 jogo completo) para a Taça de Portugal, tendo mesmo marcado um golo ao Seixal. Na segunda época – 1978/79 – jogou 25 minutos, num jogo contra o Famalicão, em Dezembro, nas Antas. A meio da época, deixou o FCP para jogar nos E. U. da América (Dallas Tornado). Regressaria a Portugal, para jogar, predominantemente, nas divisões secundárias.












Paulo Costinha foi um guarda-redes oriundo da formação do Boavista. Jovem promessa, transferiu-se muito novo, embora já com experiência de sénior, para o Sporting, onde, após algumas épocas pouco convincentes como titular, acabou envolvido na primeira troca “amigável” de jogadores entre o FCP e o Sporting (Bino, Rui Jorge, Costinha e Peixe). No FCP, nunca conseguiu ser titular. Na primeira época conseguiu ser o 4º guarda-redes do plantel, atrás de Rui Correia, Hilário ou Lars Eriksson. Apesar disso, conseguiu jogar 24 minutos na penúltima jornada contra o Salgueiros. Foram os únicos minutos em que jogou durante toda a época de 1997/98. No ano seguinte, Costinha manteve a sua posição na hierarquia…o titular começou por ser o inesquecível Ivica Kralj, até ser substituído por Rui Correia, quando foram identificados os seus problemas visuais. Na segunda metade da época, regressou Vítor Baía, jogando Costinha 10 minutos na última jornada. A esses 10 minutos, acrescem ainda mais 210 minutos em 2 eliminatórias da Taça de Portugal. Para o campeonato nacional, foi suplente utilizado em 2 jogos, jogando 34 minutos suficientes para somar os dois únicos títulos de campeão nacional da sua carreira. No final da segunda época rumou a Espanha, onde também não foi feliz. Acabou a sua carreira no União de Leiria e no Belenenses.















O campeão mais eficiente de todos os campeões nacionais pelo FCP foi…Valente. Valente era um guarda-redes mediano, que depois de alguns anos invisíveis, fez duas boas épocas no União da Madeira. Foi contratado pelo FCP para suplente de Vítor Baía. Nas duas épocas em que jogou no FCP, fez 13 minutos no campeonato nacional, suficientes para coleccionar os dois únicos títulos da sua carreira. Na primeira temporada, jogou 4 minutos na antepenúltima jornada, tendo repartido o banco com Padrão. Na segunda temporada, jogou 9 minutos na última jornada. Nesta época, monopolizou o lugar no banco, tendo ainda jogado 18 minutos na vitória sobre o Union do Luxembourg para a Liga dos Campeões e 90 minutos (os únicos pelo FCP) contra o Juventude de Évora, para a Taça de Portugal. Manteve-se ainda na primeira divisão por muitos anos, ilustrando bem a sua utilidade como guarda-redes.

CAMPEÕES







































Para além destes, há ainda 43 campeões pelo FCP, com menos de 90 minutos. Entre estes, destaque para o ano passado – 2012/13 – onde, precisamente, 5 jogadores foram campeões nacionais jogando 90 ou menos minutos. Desde logo, Fabiano, que seguiu a regra tácita que permite que o guarda-redes suplente jogue alguns minutos no último jogo do campeonato. Curiosamente, Fabiano jogou 16 minutos num jogo da 8ª jornada, substituindo o lesionado Helton. Porém outras estrelas em ascensão, como Tozé, Sebá ou Quiñonez foram campeões nacionais com uma utilização pouco intensiva. Mais interessante o caso de Liedson, que apesar de ter participado em 6 jogos e da sua intervenção directa no título, não jogou mais de 53 minutos!

Os campeões da eficiência foram Reinaldo e André Vilas Boas – ambos precisaram de um único minuto para integrarem esta lista. A carreira de Reinaldo não foi longa e, certamente, nunca eclipsará a importância do seu pai na história do FCP. André Vilas Boas jogou um minuto na 17ª jornada de uma vitória sobre o Paços de Ferreira. Ao contrário de Reinaldo, a sua carreira é longa, tendo sido passada, predominantemente no Rio Ave. Embora não tenha qualquer parentesco, dificilmente conseguirá eclipsar a importância do treinador seu homófono.

Com 2 (Serginho) e 8 minutos (Toninho Metralha) estes dois brasileiros foram os grandes fracassos dos dois títulos do final da década de 70. Toninho Metralha chegou como importante contratação, vindo do Corínthians. No total, haveria de jogar 8 minutos no campeonato de 1978/79 e 3 jogos para a Taça de Portugal e Taça das Taças na época de 1977/78. Serginho só chegaria para o campeonato de 1978/79, mas o seu sucesso não foi maior, tendo feito carreira com sucesso no Feirense.

Nesta lista, destaca-se uma natural presença de guarda-redes. E, muitos, figuras conhecidas do nosso clube, como Américo, Rui, o pequeno Silvino Pedro ou o internacional Bruno Vale.

Percorrendo esta lista, há muitos jogadores que viveram, nestes reduzidos minutos, os melhores momentos das suas carreiras profissionais. Entre estes, podemos, certamente, incluir o defesa central uruguaio Alejandro Díaz, o médio brasileiro Elias, o médio Carvalho, o médio Ricardo Oliveira ou o extremo José Albano.

Mas, também há figuras, mais ou menos conhecidas do futebol português. O pequeno Caetano, por exemplo, eterna figura do Tirsense, chegou a ser internacional A. O defesa-direito Rui Óscar, um júnior do FCP, que depois de uns anos de empréstimos, regressou ao FCP, conseguiu, igualmente, ser campeão pelo Boavista. O madeirense Bruno, na sua única experiência fora da Ilha da Madeira, foi campeão pelo FCP, regressando a casa, após um período de empréstimo de um ano, ao Moreirense.

Mas, também há figuras ilustres nesta lista. Entre eles, emergem dois jogadores, cuja passagem pelo FCP ficará sempre ligada a Fernando Gomes: Jacques e Paulinho Cascavel. Dois jogadores que se sagraram melhores marcadores do campeonato nacional.














A passagem de Jacques pelo FCP foi muito bem sucedida na sua primeira época (1981/82), em que se sagrou o melhor marcado do campeonato. Recordemos que no ano anterior, Gomes tinha partido para Espanha e o seu lugar, no centro do ataque, foi ocupado por Mike Walsh. Na época seguinte, Jacques foi contratado ao Braga e, rapidamente, conquistou a titularidade, conseguindo marcar 27 golos. Depois de um começo de época com alguns golos esporádicos, apresentou-se aos adeptos com um hat-trick na segunda mão da super-taça que permitiu a conquista dessa prova. A partir daí, os golos sucederam-se, alcançando, no final da época, 33 golos. No final dessa época, Pedroto regressou e Gomes, com ele. Jacques viu-se relegado para um papel secundário, tendo mesmo sido ultrapassado por Walsh. Em 1983/84, Jacques teve, provavelmente, o último momento de glória no FCP, quando marcou o golo da vitória no jogo, em casa, contra o Shakhtar Donetsk. Foi na sua última época que Jacques se sagrou campeão nacional pelo FCP, jogando 18 minutos, logo na 1ª jornada do campeonato. Curiosa história, esta, de Jacques no FCP! 














Na época de 1984/85, precisamente quando Jacques se ofuscou, o FCP contratou um brasileiro com algum cartel. Sensivelmente, a meio da época, vindo do Fluminense, chegou Paulinho Cascavel. Rapidamente, essa expectativa de parelha com Gomes se dissipou e Cascavel limitou-se a jogar 20 minutos na 25ª jornada e uma parte num jogo dos quartos-de-final da Taça de Portugal. Sem golos e sem glória, rumou a Guimarães onde mostrou toda a sua qualidade. Sagrou-se duas vezes o melhor marcador do campeonato nacional, acabando na lista dos melhores marcadores, nessas três épocas, à frente de Gomes. Não obstante, nesse mesmo período, Gomes somou 2 títulos nacionais e um europeu. Ainda mais interessante, é a forma como Gomes “acelerou” o final da carreira de Cascavel no clube de Lisboa em que se havia radicado. A importância de Paulinho Cascavel para o futebol português não terá sido, certamente, conquistada no Porto, porém, foi no FCP que conquistou o seu único título nacional.


Por: Jorge






sexta-feira, 5 de julho de 2013

Os Campeões!


Vencer o campeonato é o objectivo que comanda cada época.

O início da época marca todos os sonhos e alimenta os adeptos até ao momento em que a classificação final se começa a desenhar.

Outrora, numa distante galáxia, sem internet e sem televisão a cores, cada título do FCP era uma miragem e qualquer sucesso espaçava não menos de 15 anos.

Foi assim entre 1940 e 1955, como foi entre 1959 e 1978.
No total, entre 1934 e 1977, o FCP venceu 5 títulos de campeão nacional… 5 títulos em mais de 40 épocas…que diferença!

A “verdadeira” revolução iniciou-se em 1978!



Foram dois títulos que mudaram a história do futebol português!
E, embora, a transformação tenha sido lenta, tem sido, indubitavelmente, notável.
Aliás, no final da década de 70, os “honestos” jornais desportivos de Lisboa, decompunham os títulos da forma ao lado.

Hoje, é, realmente estranho, imaginar que há 30 anos, o FCP tinha apenas 7 títulos.

E, mesmo, depois de conquistar a Europa e o Mundo na década de 80, os títulos nacionais do FCP não atingiam a dezena.

Não é porém sobre os títulos do FCP que propomos a viagem de hoje, mas antes sobre os jogadores campeões do FCP. Pouco interessam os títulos pessoais de cada jogador (e houve alguns que os conquistaram ao serviço de outros clubes), mas, exclusivamente, os títulos nacionais conquistados pelos jogadores do FCP.

Uma lista que até à década de 60, não ultrapassava os 59 nomes, hoje – antes de concluída a época de 2012/13, atinge os 328 nomes. São 328 campeões distribuídos por 26 títulos.




A minha proposta é um olhar sobre alguns destes elementos, não do ponto de vista biográfico, mas pelos olhos do adepto: um olhar emocional.

VÍTOR BAÍA 












Para melhor se perceber a transformação a que se assistiu no futebol português, nada como Vítor Manuel Martins Baía. No total, são 10 títulos nacionais, intercalados por duas épocas em Espanha, que o teriam tornado no jogador com mais títulos nacionais em Portugal. Na ausência desses dois títulos do penta e dos dois títulos finais do tetra em função da falta de vontade em os colecionar, embora com uma participação menos efectiva, Vítor Baía ficou como o segundo jogador com mais títulos de campeão nacional.

OS MAIS CAMPEÕES
















Nesta lista dos que mais vezes se sagraram campeões, dificilmente, um verdadeiro adepto portista ficaria surpreendido. Nos 4 primeiros nomes, estão 3 grandes capitães do clube, 3 figuras incontornáveis da nossa história, que para sempre recordaremos com orgulho. Faltará, talvez, Fernando Gomes, “vítima” neste ranking de um surgimento, ligeiramente, antecipado…













Porém, alguma atenção sobre o 3º nome da lista: José Orlando Vinha Rocha Semedo. Hoje, identifica-mo lo no banco da equipa B, com a mesma presença serena.

Semedo foi um dos mais polivalentes jogadores que passaram pelo FCP. No meio-campo fazia qualquer lugar, defensivo ou ofensivo, e a defesa lateral também chegou a ajudar. Semedo era um médio tecnicista, sempre elogiado pela sua cultura táctica, porém com uma velocidade que exasperava os sócios e que, cedo, o transformou num dos patinhos feios dos adeptos.

Pois bem, a todos os sócios fãs incondicionais de Semedo…conquistou 8 títulos nacionais… 

AINDA MAIS ALGUNS CAMPEÕES




Descendo um pouco mais a lista, encontramos muitos nomes conhecidos e o primeiro ainda em actividade: Helton. Mas antes de Helton, recordemos o grande Jaime Magalhães e como ele merecia mais alguns títulos. Era um jogador fantástico, capaz de jogadas excelentes na ala direita, cujo reconhecimento terá ficado aquém do que a sua qualidade mereceria. Na nossa recordação ficará para sempre, aquele trio João Pinto-Frasco-Jaime Magalhães…












Uma outra referência a um outro grande jogador: Rui Barros. Rui Barros, um penta campeão, tem ainda outro recorde invulgar: foi campeão em 6 das 7 épocas que jogou no FCP. Notável…












Helton compartilha, hoje, um recorde idêntico. Porém, com 5 ou mais títulos, há um jogador (e só um) que consegue fazer melhor: Luis Oscar González foi campeão em todas as épocas ao serviço do FCP.

4 E 5 TÍTULOS DE CAMPEÃO






















Nesta lista, aparece o primeiro campeão pré-1980: Fernando Mendes Soares Gomes.












Gomes foi o ídolo de uma geração. Goleador insaciável, era muito mais do que um predador de área, era, igualmente, um tecnicista, capaz de marcar de pontapé de bicicleta numa final da Taça de Portugal ou no jogo decisivo do título de 85/86 contra o Covilhã. Este era o Gomes, que tremia nos penalties, mas que vibrava com cada vitória do seu/nosso FCP.












Ainda sobre os primeiros campeões da década de 70: Lima Pereira e Frasco. Tão diferentes. Lima Pereira era um defesa central duro, seguindo um estilo antigo em que quando passava a bola não passava o jogador. Eficaz, quanto baste, não terá sido, certamente, dos melhores jogadores que vestiram a camisola do FCP, mas dificilmente alguém terá sido mais empenhado.

O Frasquinho era diferente…um virtuoso com a bola, que tinha sempre tempo para dar mais uma voltinha sobre si…trade-mark para sempre imortalizado no início do “calcanhar”…












Alguma atenção ainda sobre dois nomes: Lisandro Lopez e Grzegorz Mielcarski…mais dois que conseguiram ser campeões em todos os anos em que vestiram a camisola do FCP!

Nesta parte da lista, aparecem, igualmente, os primeiros pernas-de-pau…jogadores que qualquer portista ainda hoje se questionará como foi possível que tenham vestido aquela camisola sagrada…

OS PRIMEIROS TRI-CAMPEÕES

Se foi possível que alguns pernas-de-pau tenham chegado a colecionar 4 títulos de campeão, há 6 heróis que conseguiram ser tricampeões no final da década de 30.












Do expoente máximo daquela geração – o madeirense Pinga – já muito foi escrito, contado e cantado; Soares dos Reis, legítimo sucessor de Siska haverá de ser caracterizado na história dos guarda-redes. Outros, como Carlos Nunes, um extremo-esquerdo goleador, Armando Lopes Carneiro, um extremo-direito virtuoso, irmão de um outro campeão de Portugal (António Lopes Carneiro), Carlos Pereira, médio, e António Santos, um polivalente do ataque que oscilava entre interior e ponta-de-lança…ficaram quase esquecidos pelo tempo.






































DOIS TÍTULOS

Com dois títulos temos vários representantes da década de 50:



















Hernâni, verdadeira estrela da companhia; Virgílio o “Leão de Génova”, Miguel Arcanjo o esteio da defesa; a inteligência no meio campo com Pedroto e Monteiro da Costa; Carlos Duarte e Perdigão representando a magia de África; Pinho e Acúrcio, dois guarda-redes; Gastão, um médio brasileiro, tecnicista, organizador, frio e cerebral; e António Teixeira, que tem uma história engraçada no FCP.












Desde logo, tinha dois problemas: em primeiro lugar, a sua origem; depois, os adeptos “culpavam”-no por “empurrar” Monteiro da Costa (um homem da casa) para outras posições. Com o tempo, ganhou importância na equipa e transformou-se no herói silencioso, um dos mais importantes membros das equipas campeã na década de 50.



UM TÍTULO

Com um título temos 157 jogadores.

Destes, há alguns que merecem uma referência especial.












Em primeiro lugar, Waldemar Mota. Primeiro craque do FCP, internacional por Portugal, atleta olímpico e autor do primeiro “hat-trick” pela selecção nacional.












Jaburu, um ponta-de-lança ainda hoje recordado por muitos, que teve a sua melhor época no FCP. Um goleador, figura-chave no título de 1955/56, acabou por não conseguir ultrapassar os problemas que teve fora do relvado e que impediram um maior sucesso.












Seninho é o (primeiro) herói de Manchester. Era um velocista com técnica, que ficou imortalizado com os 2 golos que marcou em Manchester. Aliás, foi graças a esses 2 golos que conseguiu uma transferência para o New York Cosmos (equipa de Pelé, Beckenbauer, etc.).












António Sousa foi um médio excelente. Jogando, preferencialmente pelo lado esquerdo, tinha um pontapé forte e colocado. Foi campeão da Europa, do Mundo, vencedor da Super-Taça Europeia (onde marcou), finalista da Taça das Taças (onde, também, marcou), mas campeão nacional uma única vez, em função … das suas más opções profissionais.












Cláudio Ibrahim Vaz Leal tem uma representação do seu pé no Maracanã. Mas, todos os portistas recordam, não só as subidas pelo seu flanco esquerdo, mas os poderosos pontapés laterais, que quando não resultavam em golo, originavam, pelo menos um ressalto perigoso, tal a violência com que era chutada a bola.












Yuran e Kulkov marcaram um campeonato. A sua importância transcendeu o seu contributo em campo. Bom, talvez não o de Kulkov, que era um médio defensivo (originalmente, defesa central), tecnicista, com boa visão de jogo, pulmão e excelente sentido posicional. Yuran era um avançado com um bom pé-esquerdo, mas com dificuldades na concretização…com o volume de ataque do FCP de Robson, outros avançados teriam, por ventura, atingido a meia centena de golos…












Pedro Mendes esteve uma época no FCP. A sua “troca” no pós-Gelsenkirchen terá sido dos maiores erros que o FCP cometeu. Embora nunca tenha sido um titular indiscutível, o seu profissionalismo e entrega, e, porque não, qualidade, deixaram saudades.












Carlos Alberto era um artista com a bola. Um miúdo que poderia ter sido dos melhores, não conseguiu manter-se dentro do rumo certo do profissionalismo. Ficará para sempre ligado a Gelsenkirchen, mas só foi campeão uma vez.












Cissokho era um defesa esquerdo que subia bem no terreno e não defendia mal. Será, talvez, o negócio com maior rentabilidade na história do futebol. Desportivamente, depois de muita procura, permitiu preencher uma lacuna – defesa-esquerdo – que se arrastava há longos anos.

Muitos campeões, muitos nomes que preenchem o imaginário de qualquer portista.
Mas este tema, não se esgota aqui.
Em breve, retomaremos esta temática, com mais recordações de campeões.


Por: Jorge

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Símbolos à Simplício: Futebol Clube de Paços de Gaiolo


Símbolos à Simplício


Em 1922, o símbolo actual do FC Porto é aprovado em assembleia-geral. Autoria de Simplício, antigo jogador do clube, é um marco na era moderna do FC Porto.

O símbolo do FC Porto, às custas das vitórias do clube, tornou-se fonte de inspiração. Muitos são os clubes dentro e fora de portas que, de uma forma ou de outra, usam um símbolo à Simplício e assim, homenageiam, não só o autor original do símbolo Portista, mas sobretudo, a grandeza do FC Porto.

Começa hoje uma viagem a esses outros símbolos. No fundo, uma viagem à influência inspiradora do FC Porto. Para a mesma, contamos com a ajuda dos nossos leitores. Há sempre um clube que nos escapa.




Nome: Futebol Clube de Paços de Gaiolo
Fundação: 1975
Localização: Paços de Gaiolo, Marco de Canavezes
Associação: Associação de Futebol do Porto
Divisão actual: AF Porto, 2ª divisão, série 2
Web: http://fcpacosdegaiolo.no.comunidades.net


Começamos com o FC Paços Gaiolo porque o Douro é um bom porto de partida. E se é no Douro que começamos, nada melhor que o rabelo para navegar. É de vela desfraldada ao vento e com as pipas do nosso Porto que iniciamos viagem. Um símbolo à Simplício.
Relembramos, contamos com a tua ajuda para descobrir o próximo.


Por: Breogán
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