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sábado, 23 de maio de 2015

As várias formas de se conquistar um título


Desde muito jovem que aprendi a gostar de futebol e mais tarde a compreender as razões pelas quais determinados clubes, com algumas exceções no seu percurso vitorioso, diga-se a propósito para não deixar dúvidas a ninguém, conseguem os seus desígnios ao conquistar certos títulos. As razões a que me refiro prendem-se essencialmente pela forma como essas mesmas equipas se apresentam no início do campeonato, tanto no aspeto desportivo como no financeiro, não só em termos do poder que fazem patenteara na Liga de clubes, mas também no controlo que possam ter na Comissão de Arbitragem, sendo todas estas variáveis preponderantes para a obtenção dos melhores resultados. É claro que ter um excelente plantel e um bom treinador é sempre meio caminho andado para a vitória final, só que na prática não é bem assim, tirando as tais exceções à regra em anos em que o título não deixa qualquer dúvida a ninguém tal é a superioridade demonstrada, pois para se ser campeão em Portugal ou noutro local qualquer, todas as variantes que eu enunciei a juntar a outras que também já aqui neste painel foram objeto da minha apreciação, se conjugam na mesma direção e se equacionam nos mesmos moldes para atingir os pressupostos traçados no início de cada época.

E é aqui que entra o que eu costumo designar por “ciclos vitoriosos dos clubes” a que nos habituamos há já longos anos, onde outrora ou há décadas passadas, o SLB e SCP faziam uma espécie de partilha entre si de títulos conquistados com maior predominância para os lados do estádio da Luz, ficando o FCP naquela altura numa posição de outsider onde mais tarde viria a conquistar a hegemonia do futebol português. Só que estes ciclos, tendem a fazer acreditar nos seus apaniguados adeptos que esta posição dominante é para manter perpetuamente, resultando daqui um estado de alma de puro desânimo, incompreensão e mesmo relutância em aceitar passivamente que outros também o consigam, olhando cada um só para o seu umbigo e interesse pessoal de uma forma egocêntrica, como que a pensar que, “só eu é que tenho o direito de vencer, pois todos os outros pouco me interessa se ganham ou mesmo se desistem de lutar pelos mesmos direitos”.

É por esta razão que num determinado tempo se falou nos famigerados “Apitos Dourados” para justificar os períodos áureos do FCP, e ultimamente se fala nos “Mantos Protetores e Colinhos” quando se refere ao SLB, que cada um à sua boa maneira lá vai contribuindo para um único fim, a conquista de mais um título de campeão nacional a juntar aos já anteriormente alcançados, e que infelizmente a maioria dos adeptos vitoriosos se vangloriam e se manifestam como se nada de anormal se tenha passado nos bastidores, independentemente de os títulos serem ou não justificados ou merecidos, o que só vem provar o declínio e o egoísmo exacerbado das sociedades modernas onde só conta a soma das partes a qualquer preço, e não a forma límpida ou transparente como os títulos são conquistados, que na minha opinião, e não o defendo só agora, só poderão ser bem entendidos e certificados quando se introduzir no sistema todos os meios tecnológicos que hoje em dia já existem para dar uma verdade desportiva ao fenómeno futebolístico, só que ao que transparece pelos meandros do poder, esta mudança de mentalidades e de olhar para o futebol de uma forma sadia e mais transparente, parece não ser do agrado das mesmas pessoas que só se manifestam quando lhes convém.
 
Por: Natachas.

sábado, 2 de maio de 2015

Os pecados mortais do FC Porto desta época


 Com o nosso campeonato a aproximar-se das últimas e decisivas jornadas, e depois do propalado mas pouco emotivo confronto direto entre o SLB e o FC Porto, que poderia ainda trazer à competição algumas dúvidas quanto ao vencedor da Liga 2014/2015, e que na minha ótica foi uma desilusão geral em termos do espectáculo que gerou e da expectativa criada à volta do clássico, não só essencialmente para os legítimos interesses dos apoiantes azuis e brancos, condição que não se veio a verificar e que trairia certamente mais emoções para os últimos jogos que se avizinham, mas também, e por que não dize-lo, para as próprias hostes benfiquistas que se apresentavam com menor pressão sobre o jogo em disputa, podendo assim gerir melhor a sua posição na tabela classificativa, mas que também não se propuseram nas quatro linhas a retirar os dividendos duma eventual vitória que lhes daria quase de imediato o título.

Quanto ao percurso competitivo do FCP em toda a linha neste biénio, se ousarmos fazer uma análise séria e completa sobre a sua performance durante esta época, mesmo considerando que em termos de títulos conquistados a sua produção foi totalmente nula, ainda assim poderemos traçar um quadro ou um cenário com algumas situações positivas, tendo em conta o trajeto que o FCP completou na Liga dos Campeões onde esteve bastante perto de chegar às meias-finais da competição, as muitas e boas exibições que produziu durante um largo período de tempo, e que espero que estas ilações sirvam de aviso e de lição para o próximo ano, mesmo sabendo que durante a época o FCP cometeu alguns pecados mortais que se traduziram na situação por que passa hoje.

O primeiro pecado mortal que o FCP cometeu traduziu-se na forma como Lopetegui iniciou a época, e se por um lado a decisão de trocar constantemente o onze inicial poderia indiciar que havia uma pretensão objetiva de conquistar um grupo de trabalho novo, não deixando ninguém contrariado e ao mesmo tempo proporcionando a todos os elementos do plantel a competição que todos os jogadores necessitam para melhorar os seus índices de rendimento, por outro lado, com aquela tomada de posição veio mais tarde a provar-se que tinha sido uma decisão errada, e que funcionou ao contrário do que se pretendia pois foi nesse período que a equipa perdeu os pontos que agora lhe fazem imensa falta, e quanto a mim, também por Lopetegui naquele momento ainda não ter uma clara visão das reais potencialidades do plantel, e ao mesmo tempo da realidade do nosso futebol indígena em todos os semblantes.

O segundo pecado mortal teve a ver com a derrota que o FCP sofreu no seu próprio estádio, e pelo diferencial de golos que o seu rival de sempre conseguiu concretizar, o que lhe trouxe não só a vantagem dos três pontos conquistados em casa alheia, como também o próprio resultado dificultou em muito uma possível reviravolta na vantagem entre os dois clubes em caso de empate, para além deste resultado ter mexido no estado anímico da equipa, a que se pode juntar a eliminação na taça com o SCP também no seu próprio estádio que também deixou marcas.

Há também a referir um outro pecado mortal que teve a ver mais uma vez com as opções táticas de Lopetegui em duas situações cruciais, não que eu esteja contra a continuidade do treinador, pois continuo a acreditar que no próximo ano estará melhor preparado e acautelado, mas a verdade é que tanto no jogo decisivo na Luz, em que não assistimos a uma vontade extrema de lutar pelo melhor resultado até ao último segundo do jogo, conjugado com o errado esquema tático que na minha ótica deveria ser enquadrado no esquema habitual da equipa, e não mostrar qualquer receio ao adversário jogando o jogo pelo jogo, também no jogo com os alemães do Bayern de Munique, Lopetegui sabendo que não poderia contar com os seus habituais laterais, entendeu quanto a mim mal, povoar o meio campo em detrimento de tapar as alas por onde o Bayern pautou sempre o seu jogo, havendo portanto aqui uma opção errada e reciprocada entre os dois sistemas táticos adotados nos jogos em disputa.
Por: Natachas.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

De colinho em colinho se faz um campeão


Acabei de ler nos vários órgãos da comunicação social uma declaração de José Eduardo Moniz, administrador da SAD do Benfica, abordando a expulsão de André Simões na partida entre o Moreirense e o Benfica, tendo o dirigente encarnado, na sequência dum comentário do jogador nas redes sociais, colocado em causa o comportamento do mesmo quando defrontou o F C Porto, deixando algumas possíveis dúvidas quanto ao empenho do jogador nos encontros com os dragões.

No início, como não estamos assim tão longe da última época carnavalesca, ainda pensei que o mesmo teor da notícia pudesse ter ainda alguns resquícios de qualquer paródia folclórica ou humorística para aqueles lados da segunda circular, mas depois de ler a notícia com mais cuidado percebi que o assunto era mesmo sério, e tinha na minha ótica mais uma vez, como principal missão desviar atenções para outros quadrantes, já que ao contrário do que a pretensa notícia poderia indiciar, e tendo em conta o que realmente aconteceu naquele jogo, o SLB só poderá estar agradecido ao propalado jogador, o tal intitulado de portista pela SAD benfiquista e que tanto preocupa o citado dirigente, pois na prática quem saiu prejudicado neste imbróglio todo, foi como tem acontecido ao longo de toda esta época o FCP, em detrimento do SLB pelas arbitragens habilidosas a seu favor, já que até aquele momento a equipa encarnada estava a ter enormes dificuldades de entrar na área adversária.

A verdade pura e crua que preocupa na realidade o citado dirigente do SLB, é de facto o arquivo ou portefólio de títulos que o FCP patenteou durante os últimos 25 anos, que se cifram em 47 títulos ao nível interno e externo, o que faz do clube azul e branco em Portugal o grande e único travão ou obstáculo de mais conquistas encarnadas, e esta é a principal razão pela qual este senhor e outros tantos que por aí vegetam esgotam o stock de “Gurosan”, já para não falar do que está a ser conjeturado este ano em termos de arbitragens, e iremos ver já no próximo confronto com o Estoril na Luz, se não iremos ter mais uma célebre arbitragem de "Capelinha" para benefício do SLB, ou se, como aconteceu no jogo da primeira volta do campeonato se mantêm todos os jogadores em campo, para além da coincidência ou não, de os dois principais centrais do Estoril estarem de fora por castigo.

Mudando agora um pouco a orientação dos ponteiros do meu artigo, soube-se também que a Câmara Municipal de Lisboa se prepara para conceder ao Benfica a isenção das taxas urbanísticas no projeto de requalificação da área circundante ao Estádio da Luz, no valor de 1,8 milhões de euros, situação que se nos recordarmos bem não é única em termos de perdões fiscais para aquelas bandas, pois já em 2002 em que Manuela Ferreira Leite era Ministra das Finanças, também curiosamente, as acções da SAD encarnada foram aceites como garantia para impugnação da sua dívida fiscal, quando o SLB estava em risco de insolvência por incumprimento de impostos ao fisco.

Por fim, só mais uma referência à multa aplicada após o jogo com o Moreirense ao JJ de 37 euros por ter entrado no terreno de jogo, (repito 37 euros!), que se for avante e tendo em conta os paupérrimos honorários do referido técnico, irá ser necessário fazer uma subscrição de angariação de fundos para liquidar tal importância junto da massa associativa benfiquista ou afim, ou então a partir de agora, iremos ver JJ a entrar em campo quando entender ou for benéfico para a sua equipa.

É por isso e outras razões que eu sempre advoguei que nestas situações de incumprimento disciplinar de treinadores, dirigentes, adeptos ou qualquer outra, na forma e na regra como as coisas se passam, estamos inteiramente no âmbito e na presença de uma autêntica hipocrisia na aplicação das coimas, pois, mesmo que as mesmas se cifrem em quantias muito mais avultadas que não esta, o “crime” vai sempre compensar os infratores, pelo menos aqueles que têm mais capacidade financeira, e é por isso que sempre fui apologista para os casos de iteração disciplinar, se proceda no sentido de retirar aos clubes infratores, para além das coimas previstas no regulamento de disciplina, também pontos à classificação geral, pois só assim se passará a resolver de facto todas estas trapalhadas, e ao mesmo tempo deixarmos definitivamente de agir de uma forma hipócrita e inócua, bem ao estilo do citado dirigente benfiquista se não tiver a memória curta e se quiser ser sério nas apreciações que faz.
 

Por: Natachas.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Será que Quaresma tem emenda?

#FCPorto #Lopetegui #Quaresma



Penso que será perfeitamente pacífico para a maioria das pessoas ligadas ao futebol, concordarem e afirmarem comigo que Quaresma tem uma personalidade muito forte e vincada em parâmetros psicológicos muito complicados que lhe têm trazido muitos problemas na sua já longa carreira, sendo quanto a mim, demasiado débil em termos mentais e comportamentais, o que lhe tem tirado a possibilidade de estar ao mesmo nível futebolístico de CR7, pois em termos técnicos até estará eventualmente a um nível superior, só que a sua contínua teimosia em não querer trabalhar em equipa e optar por um excessivo individualismo, associado a um temperamento intempestivo têm-lhe limitado outros voos.

Quando este ano Lopetegui chegou ao FCP, logo nas primeiras intervenções que proferiu aos órgãos de comunicação social, deu para perceber que estava em marcha uma nova filosofia na gestão e formação do plantel, na aposta num novo modelo ou figurino de jogo bem definido e distribuído por toda a equipa, onde não há lugar a titulares indiscutíveis como acontecia antigamente com algumas individualidades no FCP, e que Quaresma era um dos protagonistas.

Confesso que quando comecei a ver o FCP este ano a jogar, e nomeadamente o próprio Quaresma, fiquei com a nítida sensação de que poderia estar em marcha uma nova etapa para o referido jogador, só que para mal dos seus pecados e muitos dos seus fãs, bastou um único episódio para tudo voltar à estaca zero.

Quando tive conhecimento de que Quaresma tinha sido nomeado capitão de equipa, ainda mais me convenci que tudo estava e correr bem sobre os carris de uma nova etapa positiva na carreira do jogador,  apesar de por outro lado,  tendo em conta o passado do jogador em termos disciplinares e comportamentais, seria sempre um risco esta nova função na sua carreira, pois obriga sempre por parte deste protagonismo uma ação de liderança e de exemplo contínuo perante os seus colegas, que Quaresma sempre teve dificuldade em colocar em prática.

Ao ter conhecimento de que Quaresma não fazia parte da equipa inicial no jogo contra o Lille, confesso que fiquei um pouco surpreendido no início, para depois ainda mais me surpreender a entrada do mesmo a cerca de 5 minutos do fim do jogo, podendo até ser que esta decisão de Lopetegui tivesse como principal objetivo testar o próprio jogador, e ao mesmo tempo dar para dentro do grupo um sinal forte de que as suas palavras em termos de não haver titulares indiscutíveis eram verdadeiras e não havia exceções à regra, começando a dar o exemplo por cima e não pelos elementos da equipa com menos hipóteses de jogar que seria sempre mais fácil de concretizar, o que eu compreendo e até acho uma decisão bem pensada para conquistar uma equipa, que deve ter sempre em mente a preservação do coletivo em detrimento do individual.  

Num momento em que já se fala por aí na hipótese de Quaresma sair do FCP, por não se enquadrar no esquema e filosofia de jogo do seu treinador, tendo em conta mais uma vez a sua forma errática de atuar em equipa, e na forma repentina como se dirigiu para o balneário após o apito final do árbitro em Lille sem cumprimentar o treinador, quando como capitão tinha obrigação de se juntar aos seus colegas, agradecendo a presença dos muitos adeptos presentes no estádio, este episódio não é certamente um bom pronuncio e um bom exemplo seguir, e se for para o bem do grupo de trabalho,  decerto que a eventual possibilidade de saída do clube pode até estar em equação por parte de PC e dos seus pares, podendo até com esta decisão voltar o clube a fazer mais um bom encaixe financeiro com a sua venda, pois valor futebolístico não lhe falta e interessados também não, e quem sabe promover à equipa principal mais uma pérola da equipa B em ascensão, Ivo, que já provou que tem uma qualidade acima da média.


Por: Natachas.




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dança de Treinadores.

#FCPorto #Treinadores #benfica #Sporting #Portugal #Futebol #Lopetegui #Jesus





Com o campeonato deste ano terminado e o escalonamento dos três principais candidatos consumado há já algum tempo, é hora de projetar a nova época, e segundo o que se tem lido nos "mentideros" dos vários órgãos da comunicação social, “a procissão ainda vai no adro da igreja”, mesmo assim não resisto a fazer alguns comentários sobre esta matéria.





Sobre o novo campeão, o SLB, penso que este ano foi um merecido vencedor e ponto final parágrafo, no entanto, como cada época tem a sua própria história é hora de projetar a próxima, e tendo em conta os últimos desenvolvimentos que têm aparecido nos escaparates dos jornais da especialidade, parece haver uma forte possibilidade de JJ sair do SLB, pese embora, se essa situação se vier a concretizar, na minha ótica só se deverá ao facto de JJ querer demonstrar a ele próprio e às hostes desportivas que também é capaz de realizar um bom trabalho fora de portas, pois se assim não for entendido e sabendo de antemão o megalómano contrato que celebrou com o SLB, só por estas razões é que correria o risco de mudar de clube.

Quanto ao SCP, e quando nada o fazia prever, Leonardo Jardim não resistiu à proposta megalómana do Mónaco, deixando para trás um projeto que estava a dar os seus frutos, se bem que este ano o clube de Alvalade muito cedo se voltou unicamente para o campeonato, não tendo por isso o mesmo desgaste físico e psicológico dos seus eternos adversários, o que não irá acontecer certamente no próximo ano, e nem o SCP teve capacidade financeira para impedir a saída do seu técnico, nem mesmo argumentos desportivos suficientemente apelativos para continuar a usufruir dos seus préstimos.

Marco Silva foi apresentado como o novo treinador do SCP, no entanto, apesar das duas épocas excelentes que teve ao serviço do Estoril onde conseguiu o acesso à Liga Europa, há sempre o risco de estarmos na presença de outro caso idêntico ao de Paulo Fonseca no FCP, pois, uma coisa é treinar um clube de um nível secundário, e outra coisa é ter capacidade e engenho para conseguir lidar com a pressão intensa dum clube que luta por títulos.

Quanto ao FCP e à escolha que poucos ou mesmo nenhuns alvitravam no nome de Lopetegui, pese embora já estarmos habituados a que por vezes PC nos surpreenda com escolhas desta natureza, arriscando em nomes pouco conhecidos e mesmo sem curriculum ao nível de treinamento de um clube com os pergaminhos do FCP, já que Lopetegui fez grande parte da sua curta carreira de técnico nas seleções jovens espanholas, com títulos europeus conquistados nos sub-19 e sub-21 mas com uma única passagem discreta no Rayo Vallecano, tendo sido mesmo despedido ao décimo jogo, porém, agora um pouco mais a frio e depois de analisar melhor o percurso do novo treinador do FCP, confesso que até poderá ser uma boa opção mesmo sabendo do risco que esta opção possa vir a trazer, o que não significa que qualquer outra opção mais sonante também não pudesse ser assim entendida, pois o futebol e os êxitos associados aos clubes sempre se regeram não só pelo nome dos seus intervenientes, mas fundamentalmente pelas bolas que entram nas balizas adversárias.

Apesar de ainda ser um pouco cedo para se fazer uma análise mais cuidada, já dá para verificar que o FCP se inclina mais para um projeto onde pontifique a aposta em jogadores da sua cantera, ou outros jogadores jovens provenientes de outras paragens mas com potencial para singrarem no clube, a dúvida é se a sua juventude, talento e falta de experiência competitiva se conjuguem num só objetivo para se atingir os fins pretendidos, já que não se vislumbra até à data nenhuma aquisição de qualquer jogador de renome inquestionável ou já com créditos firmados no panorama internacional.

Sendo assim, será interessante para o próximo ano verificar se o SLB vai continuar na senda dos êxitos e se consegue repetir a proeza de conquistar de novo o campeonato, situação que já não acontece há vários anos para aquelas bandas, se o SCP vai ou não ter capacidade para continuar a competir taco-a-taco com os seus dois eternos rivais como já não se via há vários anos, ou se o FCP consegue voltar a ter a hegemonia do futebol português reconquistando o título ao SLB, no entanto, e pelo andar da carruagem, o que transparece para fora dos meandros desportivos é que se desenha uma próxima época com menos qualidade futebolística para um campeonato cada vez menos apetecível, tendo em conta por um lado a saída de alguns jogadores de enorme valia técnica, e por outro lado, o momento conturbado que os clubes atravessam em termos financeiros, situação que se tem vindo a acentuar época após época, embora tanto o FCP como o SLB tenham mesmo assim, conseguido nos últimos anos com orçamentos reduzidos fazer frente aos grandes colossos europeus, demonstrando tal e qual como o Atlético de Madrid fez em Espanha que também é possível continuar a sonhar.



Por: Natachas.

domingo, 27 de abril de 2014

Revolução no FCP à vista? Nem tanto nem tão pouco!


#FCPorto #Futebol Portugal #PintodaCosta





Segundo reza a história do clube, há muitos anos que o FCP não tinha uma época desportiva tão fraca e desprovida de títulos conquistados num só ano, pelo menos desde que JNPC pegou nos cordelinhos do clube, e lhe deu um rumo vitorioso e bem sustentado ano após ano, embora com algumas falhas pontuais no seu percurso mas que no ano seguinte eram logo objecto de retomas bem-sucedidas.





Já por aqui tive oportunidade de tecer alguns comentários sobre as causas, que na minha ótica, estiveram directamente ligadas a esta situação pouco comum no clube azul e branco, e que porventura disso algumas hostes portistas ainda não se conseguiram habituar a esta nova fase negativa de resultados desportivos, que também a meu ver, se não quisermos enveredar por um ciclo negativo mais extenso em termos de anos sem vitórias de peso, tendo em conta o actual plantel do nosso eterno rival, o FCP terá que meter as mãos ao caminho, e mais uma vez fazer uma espécie de reestruturação parcial do clube e principalmente do actual plantel, que desde o início da época sempre me pareceu estar a um nível de qualidade muito abaixo do que seria exigido para um clube com os pergaminhos do FCP.



Depois de este pequeno intróito que serviu para me situar no actual momento do meu clube apraz-me fazer os seguintes comentários:

1. Apesar de ter lido através dos órgãos de comunicação social que existe uma fação ligada ao clube que é apologista de uma autêntica revolução no seio do FCP, tanto ao nível da sua estrutura administrativa como ao nível do seu plantel, eu não me enquadro de todo neste tipo de postura, pois entendo que, com algumas excepções em que o futebol é fértil, quase sempre esta alternativa de reiniciar um projecto de base nunca dá resultados imediatos, e os adeptos quase nunca aceitam.

2. Entendo isso sim, que o clube terá que fazer alguns ajustes no seu plantel se quiser continuar a lutar taco-a-taco com o SLB, dando-lhe mais qualidade e alternativas credíveis para todos os lugares da equipa, e ao mesmo tempo “despachar” algumas pedras que durante a presente época não conseguiram provar a sua valia técnica, apesar de lhes terem sido dadas oportunidades suficientes.

3. Se por um lado, parece ser irrefutável que o clube terá de vender, mais uma vez, alguns dos seus principais activos para fazer face ao equilíbrio financeiro, de onde sairão eventualmente jogadores do grupo, Jakson Martinez; Mangala e Fernando, por outro lado, e aqui já estou completamente de acordo que se faça uma pequena revolução no plantel, pois jogadores como Defour; Licá; Ghilas; Carlos Eduardo; Kelvin e Josué terão forçosamente que rumar a outras paragens, e serem substituídos por outros de melhor craveira técnica, pois não me parece que tenham nível para jogar no FCP, tendo em conta as exigências que o clube se propõe, e que os seus adeptos exigem por direito próprio.

4. De igual modo, também entendo que deve ser dada uma oportunidade a alguns jogadores da equipa B, como Vitor Garcia; Quiño; Tozé; Pedro Moreira; Mikel; Kayembé (um ala de grande qualidade) e Gonçalo Paciência, e que o próximo treinador que for escolhido tenha uma apetência nata para apostar mais na prata da casa.

5. Quanto à escolha do perfil do próximo treinador, confesso que me encontro dividido entre a opção de um treinador com créditos firmados, português ou mesmo estrangeiro, ou que até já tenha passado pelo clube, mesmo sabendo que esta será uma opção mais onerosa, ou uma outra muito mais acessível em termos económicos e financeiros, mais óbvia do ponto de vista do mediatismo do mercado nacional e de quem mais se fala no momento, refiro-me obviamente a Marco Silva, mas que também pode ser entendida como uma opção de risco, e a roçar os mesmos pressupostos negativos que resultaram na vinda de Paulo Fonseca para o clube, pois treinar uma equipa como o FCP, com a pressão sempre presente diariamnente não é uma tarefa fácil.



Por: Natachas.

domingo, 1 de setembro de 2013

O milagre de Jesus e seus pares






Como tudo na vida ou na sociedade onde todos estamos inseridos, também o futebol por vezes nos pode surpreender com factos ou episódios que poucos julgavam já ser possíveis de realizar, e será também por estas razões que a modalidade de eleição em Portugal, o futebol, é tão popular, carismática e ao mesmo tempo amada ou odiada de acordo com as circunstâncias ou vontades de cada um de nós.



No último jogo no estádio da Luz entre o Benfica e o Gil Vicente, a poucos minutos do final da partida e já nos descontos, o presidente LFV e o treinador JJ passaram num ápice de uma situação de puro inferno e de descontentamento da sua massa adepta com consequências imprevisíveis para ambos e não só, para outra completamente oposta desta e a roçar o autêntico paraíso desportivo, pese embora no meio de tamanha euforia, se tenha presenciado algumas atitudes infelizes e impróprias de alguns jogadores perante os seus próprios adeptos no final do jogo, ficando assim mais uma vez devidamente demonstrado que no futebol o que realmente conta, não é a qualidade dos jogadores, as más ou boas exibições das equipas ou qualquer outro fator de circunstância, mas sim, os resultados alcançados e se a bola entra ou não nas balizas adversárias, mesmo que esse desiderato seja alcançado no último lance do desafio, ou se foi objeto de qualquer lance furtuito com a ajuda da barriga ou das costas, ou mesmo através de um lance irregular. 

O curioso destes acontecimentos é que na época passada o SLB perdeu o campeonato precisamente ao minuto 92 no estádio do Dragão, e independentemente se o perdeu por mérito do adversário ou por demérito próprio, o que ficará para a história do futebol é que na época 2012 / 2013 foi o FCP o legítimo campeão, pois com o tempo ninguém se lembrará que a duas jornadas do fim estava a 4 pontos de distância do clube azul e branco, tentando atirar para canto as responsabilidades a quem de direito, que deveriam de ser assumidas pela má gestão desportiva em termos de resultados alcançados, assim como, também certamente que poucas pessoas acreditariam que a 2 minutos do final do encontro o SLB conseguisse dar a volta ao marcador.

Ora, o que todos nós ficamos sem saber são as verdadeiras consequências na eventualidade de o SLB no jogo referenciado, tivesse perdido três ou mesmo dois pontos em disputa, provavelmente cairiam algumas cabeças, falar-se-ia mais uma vez do famigerado Apito Dourado, dos propalados árbitros do costume e os órgãos de comunicação social esfregariam as mãos de contentes por terem matéria que chegasse para horas infinitas de escrita jornalística e de vários programas televisivos, através de debates da especialidade e a maior parte das vezes com comentadores que de futebol pouco ou nada sabem, pois alguns até têm o desplante de dizer em público que não tiveram oportunidade de ver os jogos, mas não enjeitam a oportunidade de se pronunciarem em abstrato sobre os mesmos, como se fosse a mesma coisa ou ainda estivéssemos na época dos famosos relatos radiofónicos, sendo que neste todo não estou a incluir no grupo o único programa televisivo de qualidade que se denomina de “Grande Área” e é transmitido às terças-feiras na RTP Informação.

Por tudo isto, julgo então poder dizer que no Estádio da Luz teve lugar um milagre realizado por alguns apóstolos, (leia-se jogadores), abençoados por um ser endeusado que tem andado oculto, (leia-se LFV), e  liderados por um certo Moisés já desacreditado e em direção ao seu próximo êxodo, (leia-se JJ), ficando todos nós também à espera do que nos reservarão os próximos episódios desta cruzada no curto prazo de tempo.

Por: Natachas.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O caso Bruma e a eventual opção FCP






Já por aqui tive oportunidade de referir que tenho pelo SCP um enorme respeito e mesmo um certo carinho, devido à forma como este clube sempre soube estar no desporto com elevação e respeito por todos os clubes e instituições desportivas, e esta é um ideia que gostaria de deixar aqui muito clara para que não haja dúvidas quanto a esta matéria.




Passando agora diretamente ao conteúdo específico do meu artigo, todos sabemos que o SCP no que concerne à qualidade da sua escola de formação, talvez esteja em Portugal uns furos acima dos seus rivais, quase se podendo dizer que estará na mesma linha e na mesma razão direta que confere ao FCP a hegemonia do futebol português, pese embora, algumas tentativas desenfreadas e frustradas do SLB para tentar contrariar esta inegável constatação.

Serve este propósito, para relembrar que o SCP, com a exceção de Nani, nunca soube tirar partido dos talentos que consegue formar na sua Academia, pois se anteriormente esta constatação se inseria em más políticas de gestão por parte das suas direções anteriores que nunca souberam rentabilizar os seus ativos, agora, por razões que têm a ver com a débil situação económica, também não estará em condições de o fazer só por sua livre vontade, pois não tem músculo financeiro e os clubes compradores de talentos estarão atentos a isso e havidos de fazerem bons negócios e baratos.

Neste raciocínio, entendo que o SCP teria muito a ganhar se retomasse as relações institucionais com o FCP, mesmo e sempre partindo do pressuposto da veracidade dos acontecimentos entre os dois clubes, e eu como portista assumido só tenho a lamentar o episódio com o administrador da SAD azul e branca, Adelino Caldeira, se bem que, ninguém como ser humano estará imune a errar e ao mesmo tempo tentar remediar qualquer situação menos conseguida.

Assim, como parece ser público, o SCP está com enormes problemas para tentar segurar Bruma, e pelos últimos comentários do seu empresário Pini Zahavi, a situação a cada dia que passa está a tornar-se insustentável e de difícil resolução, tendo em conta os valores que estarão em jogo e que o clube leonino não estará em condições financeiras para cobrir as exigências do jogador, e é neste particular que eu entendo que o SCP para não ficar mais uma vez prejudicado, só teria a ganhar se reatasse as relações com o FCP, e de igual forma como aconteceu com os casos de Moutinho, Izmailov e Miguel Lopes, se entendesse com o FCP cedendo Bruma por uma quantia que satisfaça ambas as partes, e ao mesmo tempo, poder ter a opção de incluir no seu plantel alguns jogadores do FCP excedentários, mas de inegável valor, que lhe resolveriam alguns problemas no seu plantel, e não se sujeitar a ter de perder mais um ativo sem as devidas mais-valias financeiras pela via jurídica, devido a interpretações dúbias e de jurisprudência na elaboração do contrato do seu jogador.

Por: Natachas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Qual será o melhor lugar para Danilo?




Se bem me lembro como diria Vitorino Nemésio, desde os tempos remotos de Bosingwa, que a equipa do FCP não possui nas suas fileiras um lateral direito com a qualidade ou um nível de jogo que nos satisfaça plenamente a nós, portistas assumidos e amantes do nosso clube e do bom futebol ofensivo. Bosingwa, com os atributos futebolísticos que lhe eram reconhecidos por vários quadrantes desportivos, dava ao flanco direito uma força e uma profundidade de jogo ofensivo, que fazia o deleite dos seus sócios e simpatizantes, e por outro lado, dificultava o sistema defensivo dos seus adversários.







Volvidos alguns anos após a era de Bosingwa, o FCP através do seu eficiente gabinete de prospeção que tão bons resultados tem alcançado, e de que é disso exemplo marcante Hulk, que se apresentou no clube como talvez o mais paradigmático, mediático e elucidativo exemplo desta minha afirmação, pois certamente poucos acreditavam que fosse possível descobrir um talento daquela qualidade no país do sol nascente, apareceu na posição de lateral direito Fucile, que pecou por nunca conseguir esquecer Bosingwa, apesar da sua polivalência como lateral, tanto à direita como à esquerda, o que pode ser sempre passível de falta de adaptação ou consolidação ao lugar, pese embora a espaços nos ter brindado com algumas boas exibições, mas sem nunca fazer esquecer o seu antecessor, e o mesmo ou em parte se passou com Sapunaru.





Posteriormente a este ciclo aparece em cena Danilo, que veio rotulado para o FCP como uma das maiores promessas do futebol brasileiro, jogador que passou pelos vários escalões das seleções tendo mesmo sido por várias vezes internacional pela principal seleção do seu país. Quando chegou ao FCP foi destacado como o jogador mais caro do plantel e para assegurar os serviços de Danilo, o FC Porto teve que desembolsar um total de 17,8 milhões de euros, verba muito acima do que seria desejável para um jogador naquela posição do terreno, e como tem sido apanágio ou prática no clube devido à sua juventude e falta de adaptação ao futebol europeu, não agarrou de imediato a titularidade na equipa, fruto também de uma lesão que o afetou de início durante um espaço de tempo. 

Neste momento Danilo parece que começa a criar raízes para ser titular indiscutível na equipa a lateral direito, mesmo tendo em conta que o seu homólogo do lugar no início da época, Miguel Lopes, nos tenha presenciado com boas exibições tendo mesmo sido objeto de opção para a seleção nacional, no entanto,  está de malas feitas para ir para o SCP por troca direta com Izmailov, o que pode originar o retorno de Fucile ao plantel do FCP, jogador também de créditos firmados e com a vantagem de poder jogar em ambos os flancos.

No entanto, tendo em vista as características intrínsecas do jogador e a sua própria vontade em jogar noutro lugar que não seja o de lateral direito, Danilo, na minha ótica, merecia por parte de Vitor Pereira uma oportunidade a meio campo, pois parece bem visível que a qualidade de passe, a técnica nata de um típico jogador brasileiro e o alto valor da sua transação, valerá sempre a pena correr o risco associado a esta possibilidade, todavia, também deve ser aqui entendido o papel difícil de Vitor Pereira, dado que na eventualidade da utilização de Danilo no meio campo da equipa do FCP, o seu treinador teria em mão um problema para discernir qual o jogador que deveria substituir para entrar Danilo, que tendo em conta a boa prestação do atual meio campo, em que não haverá dúvidas sobre a titularidade de Fernando e de João Moutinho, só vejo como única solução a substituição de Lucho por Danilo, com o inconveniente de estarmos a falar do capitão de equipa e do que ele representa dentro e fora do campo, o que mesmo assim não invalida uma experiência de Danilo em dois ou três jogos na posição de médio para retirar todas as dúvidas adjacentes a esta alternativa.


Por: Natachas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

AS INCONGRUÊNCIAS DAS ARBITRAGENS E DOS CLUBES







Por razões que poderão ter a ver com o próprio comportamento humano, na sua componente ou génese emotiva, social, mediática, intelectual, na intransigente justificação aguerrida e por vezes demasiado doentia, da proteção que tentamos sempre criar à nossa volta por cada uma das cores desportivas que defendemos, talvez esteja por aqui a matéria de facto que por vezes desencadeia conflitos desavindos, tomadas de posição totalmente antagónicas e algumas imperfeições na análise ou no juízo de valor, que tentamos demonstrar no confronto e no desenvolvimento de ideias a favor dos nossos clubes.




Um dos graves problemas que nos confrontamos é que quase sempre, não conseguimos saber despir a camisola do nosso clube ou instituição desportiva, nem que para isso tenhamos que evocar pontos de vista esfarrapados, fazer análises ambíguas sem substrato valorativo, ou mesmo saber discernir corretamente com a isenção que se impunha, situações iguais entre clubes diferentes, principalmente quando o nosso está na berlinda pela negativa, resultando daqui a interrogação legítima se de facto ambos os antagonistas estarão na presença das mesmas imagens.

Quer queiramos quer não, o futebol como fenómeno desportivo que é estará sempre sujeito a todas estas peripécias, todavia, entendo que para bem da própria modalidade, todos os seus agentes desportivos, dirigentes, treinadores, jogadores e a própria comunicação social, deveriam enveredar por uma conduta desportiva o mais isenta possível, por um lado denunciando o que lhes alvitre que não estará conforme com os seus legítimos interesses ou pontos de vista, no caso de um determinado clube ser prejudicado por erros grosseiros de arbitragem, mas também, de igual modo, não se deviam colocar numa posição autista nos casos em que são beneficiados nos resultados obtidos com os mesmos erros dos protagonistas do apito, pois não só ganhavam uma melhor imagem de marca no seio da família futebolística, como também, conquistavam o respeito e o direito próprio para denunciar com total naturalidade e legitimidade qualquer caso análogo a esta problemática. 

Por outro lado, porventura, se fizermos um exercício de cálculo ou um levantamento exaustivo e isento de todos os casos grosseiros da arbitragem, talvez tivéssemos como resultado final uma contabilidade ou divisão aproximada de perdas e ganhos de pontos entre todos os clubes, mesmo sabendo de antemão, que ficarão só para memória futura os resultados finais dos jogos em detrimento dos resultados morais ou legítimos dos mesmos, o que traz ao futebol como modalidade rainha no nosso país e ao desporto em geral a sua parte de imprevisibilidade e espetacularidade que se lhe confere. 

Se assim não o entenderem, convidava todos os leitores deste painel a tentarem por si, fazerem com a isenção que este levantamento de situações exige, sabendo despir a tal camisola que nos é bem quista, e depois se certificarem no final de cada ano futebolístico se tal corresponde à verdade ou não, antes de se pronunciarem ou fazerem juízos de valor antecipados a favor ou contra qualquer causa clubista.


Por: Natachas.

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