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domingo, 5 de outubro de 2014

Hóquei em Patins; Camp. Nac. I Divisão - Fase 1: FC Porto 10 vs 1 Candelária - Cocktail de 10 ingredientes


Se falamos de  hóquei em Patins, falamos de uma mistura inebriante, e quando é no Dragão Caixa quem manda é o FC Porto!

Se não há Edo, há Nelson Filipe, se não há Jorge Silva, há Rafa! E foi um FC Porto mandão, consciente do seu valor e da potência que é da modalidade que se apresentou em ringue e ao seu público oficialmente com turbo nas rodas.

Se o golo é o sumo de qualquer modalidade que tenha balizas, o Porto fez um cocktail de 10 ingredientes. 

Com Vítor Hugo e Rafa (este de regresso à casa que o formou) em grande destaque, pois só eles valeram 6 golos, o Candelária pouco mais fez do que apreciar e aprender (como  convidado de honra) com o bom hóquei que viu em ringue.

Tó Neves nesta estreia no campeonato foi de certeza um treinador/barman feliz. Ao intervalo já tinha o cocktail com sete ingredientes, contra zero do adversário, golos de todas as formas e feitios, doces e ácidos. 

Na segunda parte a mistura continuou, embora em ritmo mais lento somando mais 3 e completando o seu shaker, com o candelária a deixar uma pedrinha de gelo para dar mais sabor.

Se como disse antes Rafa e Vitor Hugo marcaram juntos 6 golos, os restantes foram apontados por Pedro Moreira e Caio, com a turma dos Açores a marcar por intermédio de Edgar Pereira.



FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Candelária, 10-1
Campeonato nacional, 1.ª jornada
4 de Outubro de 2014
Dragão Caixa
Assistência: 864 espectadores

Árbitros: Paulo Rainha e Rui Torres (Minho)

FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.), Pedro Moreira (cap.) (2), Hélder Nunes, Ricardo Barreiros e Rafa (3)
Jogaram ainda: Tiago Sousa (g.r.), Caio (2) e Vítor Hugo (3)
Treinador: Tó Neves

CANDELÁRIA: João Ferreira (g.r.), Tiago Resende (cap.), João Guimarães, Alan Fernandes e Pedro Afonso
Jogaram ainda: Edgar Pereira (1) e Bruno Botelho
Treinador: Hugo Gaidão

Ao intervalo: 7-0
Marcadores: Rafa (6m, 7m e 13m), Pedro Moreira (8m e 20m), Vítor Hugo (21m, 28m e 50m), Caio (23m e 50m) e Edgar Pereira (33m)
Disciplina: cartão azul a Alan Fernandes (13m) e Pedro Afonso (18m); cartão vermelho a Pedro Afonso (18m)

Por: Rabah Madjer

domingo, 21 de setembro de 2014

Segunda liga: 8ª Jornada: Beira-Mar 0 - 2 FC Porto B; Equivocos e Kayembé

#FCPortoB #Kayembe


O FC Porto B parte para este jogo com uma “magnifica” assistência de cerca de 700 espectadores (mesmo com bilhetes gratuitos para sócios beira-marenses), tal como o último com o Oriental, reforçado com 7 jogadores do seu plantel principal, com o meio campo já estruturado de maneira condizente com o emblema que ostenta na camisola, abandonando - espera-se - de vez com um trio de médios todos eles de tracção atrás.

Com Campaña a 6, Tiago a 8 e Otávio a deambular pelo meio-campo ofensivo qual vagabundo com liberdade de movimentos procurando empurrar a equipa para a frente fruto da sua velocidade e virtuosismo.

Se o meio-campo parece já com o desenho ideal, o ataque com dois extremos abertos (Ricardo a dar profundidade e Kelvin a procurar com a sua magia movimentos mais interiores). O problema apresenta-se agora no centro do ataque. Ivo Rodrigues não é um ponta de lança, é um extremo de grande qualidade mas nunca um numero 9, e esta equipa sente a falta de um avançado que dê profundidade e seja referência na área, que goste de pisar aquela zona negra entre os centrais. Este plantel tem André Silva (ainda agora estrela no recente campeonato da Europa) e Djim, não se compreendendo - com a lesão de Gonçalo - a opção por Ivo Rodrigues, pese embora a sua valia, no centro do terreno um peixinho fora de água.

No que ao jogo jogado diz respeito, ele começou lento mas por volta dos 15 minutos o FC Porto B face ao ascendente em parte consentido pelos aveirenses meteu mais velocidade e conseguiu criar algumas oportunidades, mormente entre os minutos 14 e 24 com remates de Campaña, Kelvin e Tiago Rodrigues a levar perigo para a baliza Aveirense. 

O Beira-mar apresentou-se em jogo com bloco baixo esperando pela equipa do Porto no seu meio-campo e procurando jogar no erro do adversário, nunca conseguindo em bola corrida acercar-se da área azul e branca com perigo, a não ser em lances de bola parada. 

Acaba a primeira metade do jogo com um futebol pastoso, previsível por parte da equipa Portista (a única mesmo assim preocupada em jogar), com pouca velocidade, muita troca de bola no pé, mas pouco jogo flanqueado e sem variação entre alas a procurar a velocidade (que falta fazia a mota que se viu na bancada ao intervalo), não estranhando o nulo no marcador para ambos os lados.

Para a segunda metade o Beira-mar entra mais forte, mais rápido e com Dieguinho em grande destaque, criando a primeira oportunidade aos 49´- claro está de bola parada – levando perigo à baliza de Ricardo. O FC Porto teimava em jogar aquele futebol de passeio em manhã de domingo, até daria para levar a família a contemplar o colorido das bancadas vazias e a obra de Tomás Taveira.

Aos 57 minutos Luís Castro procede à primeira substituição, em meu entender mais um equivoco dos que Luís Castro começa a ser useiro e vezeiro, sai Opare para a entrada de Fred, com isso desce Ricardo, o melhor extremo, para a posição de lateral direito, e Fred - um jogador de discutível valor para compor este plantel - para a posição de extremo, Djim continua no banco, Ivo amarrado entre os centrais, e o Beira-mar continua a criar perigo…

Aos 75´ nova substituição na equipa Portista, baralha e volta a dar, entra David Bruno para a posição de defesa esquerdo e sobe um já cansado Kayembe para extremo, continua a subtrair Luís Castro cujo objetivo deveria ser empurrar para a frente com homens frescos que tem no banco.

E é assim em grande parte a segunda metade, o Beira-mar a crescer e o FC Porto envergonhado a jogar mais lento, com menos ideias, com um Tiago Rodrigues alheado do jogo e uma equipa técnica que procura remendar com defesas em vez de investir no meio-campo ou ataque.

Aos 87 minutos – o momento do jogo -  fruto de jogada individual de Kayembe extremo, surge o golo, força e explosão a passar por dois adversários e a rematar para a baliza sem hipóteses para Márcio, algo que nunca se viu durante o jogo no Kayembe defesa esquerdo. Um golaço!!

E como quem conta um conta dois, Fred aos 93 excelentemente servido por Kayembe extremo marca outro golaço,  ao surgir isolado frente ao guarda-redes.

Acaba a partida com uma vitória caída do céu, mesmo com o resultado em 2-0. Vitória da eficácia em mais um jogo fraco desta equipa B, em que se começa a perder o hábito de jogar para ganhar, para jogar com medo de não perder. É certo que Luís Castro tem como principal missão fazer evoluir jogadores e cumprir ordens do treinador principal da equipa A. Bem sei que neste projecto o mais importante não é vencer, mas formar, embora vencer formando seja o ideal. E para começo após duas vitórias seguidas e muito pouco futebol, nada melhor que repensar ideias e estratégias, começando por distinguir claramente o que serve e não serve entre tácticas e jogadores (alguns sem categoria óbvia para integrar ou vestir uma camisola do FC Porto . Hoje correu bem e a vitória foi alcançada, mesmo que caída do céu e um tanto imerecida, e amanhã?



Analises individuais:

Ricardo: Na primeira metade nada teve que fazer, na segunda demonstrou que a experiência é um posto, nunca tremeu, pese embora o trabalho que teve, principalmente em lances de bola parada.

Opare: Dieguinho deu-lhe que fazer nomeadamente na segunda metade, alguns erros a defender e algum alheamento do jogo, se a defender cometeu erros de posição, a atacar mal se viu. Muito pouco para o rótulo que traz, ser cliente constante do departamento médico não é virtude.

Reyes: Seguro, o Patrão da defesa, bem a compensar os laterais, viu um amarelo numa situação dessas em que demonstrou grande maturidade a proteger o colega de sector já antes amarelado.

Lich: Algo lento e permissível em lances em velocidade, excessivamente faltoso, tem muito que crescer e evoluir para demonstrar ser - como estrangeiro - uma mais-valia para o campeonato português, mesmo o secundário.

Kayembe: O salvador! É lateral ou extremo? A defender esteve bem e deu poucos espaços, a atacar não deu a profundidade (tirando os últimos minutos já como extremo) que se lhe é reconhecida saber dar. Tem condição física para fazer a posição, é veloz e explosivo, mas tem a escola de extremo, uma decisão táctica de difícil prognóstico. Que não se destrua um bom extremo por um mediano defesa. Razoável jogo do Kayembe defesa, melhor em campo e excelentes minutos do Kayembe extremo.

Campaña: Inteligente, sempre uma fração de segundo adiantado em relação aos adversários e até aos colegas de equipa. Joga fácil e seguro, o mais esclarecido da equipa azul e branca e por consequência o melhor. É o marcador oficial dos lances de bola parada.

Tiago Rodrigues: Lento, pouco intenso em jogo, tem que mostrar mais vontade e garra, senão o seu espelho joga na equipa contrária e chama-se Edu. Abre os olhos!

Otávio: Velocidade e raça, mas pouca clarividência, quando se corre mais do que a equipa tem vontade de correr torna-se complicado, é um F1 em hora de ponta. 

Ivo: É um extremo a jogar a PL. De um extremo não se pode exigir rotinas na posição. É um equívoco técnico do qual será o menos culpado. O seu lugar é na ala, e na ala para onde foge sempre que pode é craque.

Kelvin: Tem magia no corpo e nos pés, se eu me chamasse Kelvin e jogasse no FC porto era um jogador triste e desmotivado, acredito que o mesmo se passe com este Kelvin. Quem é mágico e não está alegre, pese embora os fogachos aqui e ali, nunca conseguirá mostrar ao público todos os truques, o corpo quer mas a cabeça não deixa.

Ricardo Pereira: Pouco em jogo e pouco solicitado como extremo, a garra do costume como lateral, Dieguinho continuou a fazer mossa.


Fred: Marca um golaço!! Não estava a ser  propriamente um jogador esclarecido, não pretendendo ser mauzinho mas tem que provar mais. É bom rapaz, mas ser bom rapaz não chega. Estava no sitio certo na hora certa, Kayembe deu-lhe a oportunidade de brilhar - e brilhou!

David Bruno: Equilibrou a equipa, mas está - como tem sido norma - muito apático sempre que entra em jogo, mais garra miúdo!



FICHA DE JOGO

Beira-Mar-FC Porto B, 0-2
Segunda Liga, oitava jornada
21 de Setembro de 2014
Estádio Municipal de Aveiro

Árbitro: Sérgio Piscarreta (Algarve)
Assistentes: Filipe Pereira e João Ribeiro
Quarto árbitro: Nuno Almeida

BEIRA-MAR: Márcio; Pedro Moreira, Fábio Santos, Alan Henrique e Vítor Vinha: Alan Mota, Edu, Billal e Rafael Assis; Dieguinho e Nádson
Substituições: Pedro Moreira por Anderson (intervalo), Edu por André Sousa (68m) e Nádson por Edivândio (79m)
Não utilizados: Erielto, Baldé, Edema e Diego
Treinador: Jorge Neves

FC PORTO B: Ricardo Nunes; Opare, Igor Lichnovsky, Reyes e Kayembe; Campaña, Tiago Rodrigues e Otávio; Ricardo, Ivo Rodrigues e Kelvin
Substituições: Opare por Frédéric (58m), Kelvin por David Bruno (76m) e Tiago Rodrigues por Leandro (80m)
Não utilizados: Kadú, Francisco Ramos, Graça e Célestin
Treinador: Luís Castro

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Kayembe (87m) e Frédéric (90m+3)

Disciplina: cartão amarelo a Campaña (18m), Billal (25m), Fábio Santos (35m), Opare (38m), Igor Lichnovsky (48m), Dieguinho (53m), Reyes (71m) e Ivo Rodrigues (74m)


Por: Rabah Madjer

terça-feira, 16 de setembro de 2014

aBATE-los!

Como adversário mais fraco do grupo calhou-nos em sorte o Bate Borisov, campeão da Bielorrússia.um adversário festejado por muitos Portistas como se de uma vitória se tratasse, visto que era juntamente com a Roma, a fava do pote 4, os únicos adversários que nos podiam sair depois de saírem todas as outras bolas de sorteio.


O Bate, como é conhecido, é uma equipa modesta fundada apenas em 1973, a equipa Bielorrussa apesar da sua curta história de vida conta com vários títulos de Campeã do seu país, sendo que venceu a competição nas últimas oito épocas. Tem na sua posse também o feito de ser a primeira equipa do país e entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Embora não sendo um adversário para desmerecer respeito, podemos dizer que é uma das equipas mais fracas desta edição da Liga dos campeões, que marca presença apenas pela quarta vez na fase de grupos da Champions League. Conta curiosamente como curriculum apenas duas vitórias nesta competição, uma sobre o que na época acabaria por vencer o troféu (Bayern Munique) e outra sobre o nosso adversário direto nesta pré eliminatória de acesso, o Lille.

Para chegar a esta fase de grupos o bate defrontou na anterior pré-eliminatória o Slovan Bratislava a quem venceu em casa por 3-0 e empatou em Bratislava na segunda mão por 1-1 num jogo curiosamente apitado pelo português Olegário Benquerença, arbitro de nossa má memória.

O Bate treinado por Aleksandr Yermakovich, joga preferencialmente num 4-3-3 e viu sair para o campeonato francês e para o Mets a sua maior figura, o médio ofensivo Krivets. Sendo reforçada entre outros com o médio ucraniano Andriy Yakovlev, e com os defesas Khagush e Tubic.

O seu onze é normalmente constituído por, Chernik na baliza, protegido por um quarteto defensivo formado por Anri Khagush, Egor Filipenko, Olekhnovich e Polyakov, no meio campo Dmitry Likhtarovich, Aleksandr Volodko e Yakovlev e na frente de ataque tem a sua principal figura Vitaliy Rodionov que se faz acompanhar por norma por Ilya Aleksievich e Gordeichuk.


Embora sendo uma equipa acessível a partindo como principal favorito o FC Porto comandado por Lopetegui não pode facilitar, 

Se nada de última hora acontecer o FC Porto - com a volta de Alex Sandro à lista de 18  convocados (Fabiano, Andrés Fernández, Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Adrián, Rúben Neves e Aboubakar) deverá alinhar com um onze parecido com o da figura seguinte, note-se que a minha preferência recai num Rúben Neves a jogar na posição 6 (onde tem feito o trajecto dele e onde deu cartas para integrar o plantel) e Casemiro mais avançado na posição 8,


Amanhã é para GANHAR!

  Por: Rabah Madjer

domingo, 14 de setembro de 2014

Andebol, 2.ª jornada: FC PORTO 33 - 21 BELENENSES - Andebol com sabor a Samba

#Andebol #FCPorto #Belenenses



Está cumprida a segunda jornada para a nossa equipa de Andebol, com a vitória por uns expressivos 33 - 21, sobre Belenenses.

Vindo de uma série de jogos em pouco tempo, com a eliminatória da Champions de permeio e a deslocação a Lisboa a meio da semana para jogar com o Passos Manuel, o FC Porto entrou em campo (desta vez o jogo realizou-se em Grijó, casa em prestada, em virtude de o Dragãozinho estar a ser palco da Taça do Mundo de bilhar às três tabelas, competição já sem atletas Portistas em prova - Daniel Sanchez foi eliminado nos quartos de final) com a firme determinação de resolver cedo a partida também de forma a "enganar" o desgaste acumulado dos últimos dias.

Missão cumprida, fruto dessa entrada forte o FC Porto cedo chegou à liderança no marcador saindo para o intervalo a vencer por 18-10.

Na segunda metade do encontro Obradovic como tanto gosta, procedeu à rotação ente "titulares" e "suplentes", gerindo a partida a seu belo prazer, fazendo do contra-ataque uma arma letal.

Golo atrás de golo até ao resultado final de 33-21.

Com Laurentino e o quiçá o futuro internacional Português de ascendência Cubana Quintana em bom plano, destaque sobretudo para os reforços, nomeadamente Yoel Morales e Edgar Landim, com quatro e três golos respectivamente, mas sobretudo para Wesley Freitas, um jogador  "meio desconhecido" dos adeptos Portistas, mas que neste jogo ao apontar sete golos de todas as maneiras e feitios, com gestos técnicos de elevada beleza, em que destacamos uma finalização "aérea" de grande espectáculo e se constituiu como a figura do jogo.





FICHA DE JOGO

FC PORTO-BELENENSES, 33-21
Andebol 1, 2.ª jornada
13 de Setembro de 2014
Pavilhão Municipal Dr. Manuel Santos, em Grijó, VIla Nova de Gaia

Árbitros: Mário Coutinho e Ramiro Silva

FC PORTO: Alfredo Quintana (g.r.), Gilberto Duarte (1), Yoel Morales (4), Daymaro Salina (3), Ricardo Moreira (7), Nuno Roque (1) e Mick Schubert (2)
Jogaram ainda: Hugo Laurentino (g.r.), Miguel Martins (3), Edgar Landim (3), Wesley Freitas (7), Nuno Gonçalves (1), Hugo Santos (1) e Alexis Hernandez
Treinador: Ljubomir Obradovic

BELENENSES: Vasco Ribeiro (g.r.), Vasco Pinto (4), Carlos Siqueira (3), Filipe Pinho (2), Ruben Pereira (1), Pedro Pinto e João Pinto (6)
Jogaram ainda: Henrique Carlota (g.r.), David Ferreira, Bruno Ferreira (1), Rui Silva, Tiago Silva (2), João Valadas, André Alves, João Carvalho e Felisberto Landim (2)
Treinador: Pedro Alvarez

Ao intervalo: 18-10


Por: Rabah Madjer

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Eu vi, eu vi!

Olhando a capa do Jornal "O Jogo" de hoje, e dando de barato que o que lá vem é verdade, ponho-me a pensar sobre os valores morais reinantes nesta sociedade Portuguesa de hoje em dia.








O que tenho como um país livre, democrático, por vezes aos meus olhos não passa de uma ditadura,  tamanha a hipocrisia intelectual que reina aos olhos de quem quer ver, onde nos branqueiam o que vemos, chamando-nos descaradamente de palhaços. E onde em termos desportivos vai manobrando uma equipa de Regime que tudo pode, tudo faz. 






Eu e mais pessoas via TV vimos o treinador da equipa benfiquista a agredir em pelo estádio do Vitória de Guimarães um agente da autoridade, e quem estava lá, quem se envolveu, não relatou um crime, não viu e aparentemente passa incólume por querer pôr uns óculos de Penafiel em quem sem querer e de longe até viu.  

Todos crescemos a ouvir (bem) que a sinceridade, a honra, a verdade, são valores a preservar e depois quotidianamente, vemos de quem deve dar o exemplo, sejam políticos, figuras públicas das mais diversas áreas, desportistas, dirigentes desportivos, etc., a violentar valores cívicos aos nossos olhos e aos olhos de quem os segue e admira de uma forma vergonhosa, do mais absurda possível.

Este caso das agressões do treinador do Benfica, Jorge Jesus, a um agente de autoridade, vulgo Polícia,  é das coisas mais imbecis, mais pateta e sem sentido que se possam ou devam passar numa sociedade evoluída e democrática, em que todos têm por obrigação ter a consciência das funções de cada um .

Como é possível que alguém, com idade e inteligência por menor que seja o seu QI querer imiscuir-se no trabalho do agente da autoridade que está ali pago pelo bolso dos contribuintes portugueses precisamente para o defender e proteger de qualquer ataque dito selvagem? Como é que de repente o sujeito que merece honras de protecção vira ele próprio por não ter dois dedos de testa agressor da autoridade, não apenas agredindo mas pondo em causa o trabalho e a sua presença ali?

Já tanta coisa foi dita, re-dita, escrita, mostrada e factualmente demonstrada que pouco há para dizer. Mas quando penso que o caso será pelo menos julgado com base no que toda a gente viu, de forma mais ou menos honesta (que nisto metendo regime já toda a gente sabe que a honestidade é uma coisa difícil...), até com pedidos de desculpa e arrependimento, eis que mais podres se vão descobrindo.

Desta feita por energúmenos, uns vestidos de preto com a função de arbitrar o jogo ou relatar o que de estranho se tenha passado enquanto todos os elementos não tivessem recolhido aos balneários, mais  uns senhores, entre os quais um de camisola amarela amplamente filmado também pelas câmaras de televisão, de nome Emídio Fidalgo (que passeou e tentou serenar (?) os ânimos durante o crime perpetrado pelo treinador do benfica) nada escrevem sobre a gravidade do que se passou no relvado minhoto!!!

Como é possível, e não acredito em ingenuidade, que as pessoas envolvidas e obrigadas a relatar os factos, sabendo que só não viu o que se passou em pleno relvado, a invasão de campo, as agressões do treinado do benfica a um agente de autoridade, nada tenham escrito e descriminado em relatório de jogo?

Como é possível? Viverei eu num país de nome Portugal, integro mesmo que falido ou andarei de olhos em bico numa qualquer Coreia do Norte onde a verdade é agressivamente lavada?

Será este país uma democracia ou ainda viveremos num REGIME?



Por: Rabah Madjer


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lobo com pele de Cordeiro!




Na vida, e quem diz na vida diz na comunicação social, sempre nos fomos deparando com variados tipos de situações e de pessoas. Algumas que basta as vermos pela primeira vez e conseguimos logo pela "pinta" tirar-lhes o perfil. Quem não se lembra de um tal de Ricardo Costa por exemplo, que cumpriu a sua tarefa exemplarmente que passará impune, mesmo que isso vá custar ao estado ou aos contribuintes portugueses  milhares de euros de indemnização e assumir das dividas do Boavista?




Mas falemos hoje de outro personagem, do Sr.Lobo, um senhor que com pele de Cordeiro resolveu aparecer em cena, como um Cordeiro rico com direito a Tribuna Presidencial lá para os lados do Estoril. O Sr Cordeiro, perdão Lobo, é um "animal" que até à poucos dias nunca ninguém tinha ouvido falar, não na espécie, mas neste em particular.

Só que como nas histórias, um dia o Sr Cordeiro qual personagem da banda desenhada com uma voz do dono decidiu aparecer e falar, o Sr Cordeiro não à policia nem a qualquer organismo defensor dos animais decidiu dizer-se vítima de maus tratos. Ninguém o tosquiou, mas o Sr Cordeiro diz-se agredido ao murro pelas costas. E assim nasceu  a personagem.

O Sr Cordeiro decidiu ser vítima mas que reparássemos também que é um "animal" moderno, que tem direito a dizer o que lhe apetece que não uns simples méees mées, este Cordeiro é racista, desbocado, e fala barato.Ao contrário do sitio onde apareceu (Estoril) este "animal" no seu passado "animalesco" deu provas de ser um bicho muito mal educado, além de racista.

Diz o "animal":



Até os animais antes de se expressarem deviam ter cautelas para que numa qualquer Arca de Noé, os seus podres não lhes caiam em cima de forma a os comprometerem perante a sociedade em que habitam, e deveriam por dignidade ter aprendido regras de boa educação e convívio com o próximo. 

Este "animal" diz ele que levou um murro, eu diria que esse murro a ser verdadeiro teve outro mérito, é que tornou claro que pessoas destas não têm lugar em cargos desportivos de relevo país (este animal é presidente da Associação de futebol de Lisboa), como com comportamentos como o revelado na sua rede social, devem ser proibidos de frequentar qualquer recinto onde se pratique desporto, tal a sua ira, xenofobia e racismo demonstradas.

Este Sr Animal Lobo está a mais no futebol Português, e o mínimo exigível após lhe cair a máscara seria perder o direito ao exercício a todos os cargos que possui, já que a vergonha, se a tiver, o acompanhará para sempre na figura da imagem das suas declarações, ou seja em vez de Lobo, será para sempre Urso!!

Já agora e a talho de foice não esqueçamos outro caso mais grave em que num recinto publico os canais de televisão nos mostraram uma "distinta" figura a agredir um Agente de Autoridade, assunto que em breve daremos realce.



Por: Rabah Madjer

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Продато Бенфика!


Hoje dia de jogo com cariz quase decisivo para a Selecção  Nacional Portuguesa de futebol, que joga como todos sabemos contra a Sérvia*, selecção de múltiplos talentos a desfilarem (ou sentarem o rabo em alguns casos) por esses bancos de suplentes dos campos de futebol nacionais.

Foi com agrado que em dia de tão importante jogo contra a turma dos Balcãs, constatei que os nossos diários desportivos conhecem tão bem o adversário e as suas vedetas (?), dando-lhes o destaque  óbvio e merecido nas suas primeiras páginas.



Paulo Bento e os seus comandados têm, lendo os jornais de hoje, desde as capas às páginas interiores muito para dissecarem. O trabalho de casa e o destaque afinal foi dado pelo Jornal "A Bola" e pelo seu concorrente, mas amigo na vermelhice, "Record".

Só nos resta desejar obviamente toda a sorte do Mundo para a turma das Quinas neste desafio com a Sérvia. 


*Obviamente que não enlouqueci e o jogo de Portugal é com a Irlanda do Norte, embora os títulos dos Pasquins do Sul se preocupem nas suas capas com nem sei bem o quê, como escrevi em Sérvio: Vendidos ao benfica.



Por: Rabah Madjer

quarta-feira, 27 de março de 2013

As discrepâncias de Paulo Bento.


Na discussão que Paulo Bento durante a última semana travou com o nosso Presidente, além de se mostrar bastante desagradável para um Senhor com história feita no Mundo do Futebol, sim no Mundo mesmo como é o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, Paulo Bento mostrou-se também confuso, como confuso é o jogo da Selecção dele ou do patrão (empresário) dele.

Não é minha intenção rebuscar de novo todo o lamentável dialogo e a falsa troca de argumentos lançado pelo Sr. Paulo Bento, ele que já é pessoa para saber que se deve meter exclusivamente nos assuntos de ordem técnico/tácticos em vez de querer também ser director de informação da equipa que dirige.

Felizmente para todos nós Portistas Paulo Bento cada vez se afasta mais de espectro de um dia vir a treinar o nosso clube (salvé), mas vai deixando a imagem de alguém mesquinho e ressabiado, sabe-se lá porquê.

Nota-se no entanto o mesmo jeito com as palavras como se nota a treinar a selecção, as discrepâncias e as incongruências são as mesmas e termino estas breves palavras com duas citações do Sr. Paulo Bento com uns míseros dias de diferença uma da outra. Obviamente que nós sabemos que a falta de jeito deriva de uma hipocrisia só ao alcance de alguns e com o intuito de tirar como se costuma dizer "a água de cima do seu capote".

Até sempre Paulo Bento e que nunca treines o meu clube é o que mais desejo, não por estas palavras (saber ser hipócrita não é para todos), mas pela notória falta de jeito para a "Arte e ofício" de treinador de futebol.


E então diz Paulo Bento:

Ainda apertado antes do primeiro jogo:

"O Moutinho é que decide se joga ou não"




Depois de uma pobre vitória contra um fraco adversário e contra 10 jogadores:

"O João jogou porque quem faz o 11 da seleção nacional sou eu e mais ninguém."


Por: Rabah Madjer

segunda-feira, 25 de março de 2013

Jackson Martinez contamos contigo!




Diz o ditado que no melhor pano cai a nódoa. 


No caso de Jackson Martinez infelizmente o ditado fez jus num dos momentos decisivos da época. Chegado este ano ao reino do Dragão Jackson cedo se assumiu com um futebolista de fina água  um digno sucessor de Falcao e na linha dos grandes pontas-de-lança que envergaram a camisola do FC porto.







Jackson cedo se ambientou a um continente diferente e a um futebol forçosamente diferente daquele a que estava habituado a jogar, apesar disso os jogos sucediam-se e Jackson mais não parecia que um veterano com longos anos de Azul e branco vestido, os golos surgiam em catadupa, alguns de uma beleza que rapidamente fizeram o seu nome e os seus gestos técnicos percorrerem meia Europa.





Chegada a fase decisiva da época e sobre Jackson cai a nuvem negra que por vezes cai sobre os melhores, infelizmente com três penaltis falhados, dois deles que hipoteticamente nos custaram vitórias e nos deixaram a não depender exclusivamente de nós para chegarmos de novo ao título.

Jackson já provou ser um super jogador, um homem de fortes convicções e confiança. Ele que esta época tem jogado os jogos praticamente todos, sem descanso, sem paragens e com inúmeras viagens inter-continentais para estar também ao serviço da sua selecção  o que também faz dele um super atleta, mas também nos demonstra que é preciso ter cuidado com os exageros, que a competição sem pausa lhe pode causar em dano sobretudo nesta fase da época em que tanto dele vamos precisar.

Não é hora de fazer balanços sobre a utilização em excesso ou não de Jackson (o treinador e ele próprio mais que ninguém saberão de que forma foi feita a gestão e em que condições ele se apresentará no derradeiro terço da época, altura de todas as alegrias ou tristezas) é altura sim de pedirmos uma dose de esforço e alegria extra, de mentalidade positiva e de confiança extremada.

É um Super Jackson que esperamos para o fim de época, um jogador com a alegria dos primeiros jogos e mimado para render o que dele precisamos, ele merece por tudo que fez que o fim seja como no melhor dos filmes, ou seja feliz, e nós merecemos festejar junto com Jackson Martinez mais um campeonato para o nosso clube.





Por: Rabah Madjer

quinta-feira, 7 de março de 2013

Fernando: Filetes de polvo com arroz do mesmo.








Já era tradição sempre que saía uma convocatória da seleção do Brasil depararmo-nos com atletas do FC Porto presentes, ora Hulk, ora Danilo, ora Alex Sandro ou até os três em simultâneo. Hulk saiu do FC Porto rumo os rublos da Rússia e quase no mesmo espaço de tempo Mano Menezes foi corrido da seleção dizem eles por maus resultados obtidos.






A substituí-lo na seleção nada mais que o nosso (des) conhecido Luiz Felipe Scolari, o brasileiro que  liderou a seleção Portuguesa por uns bons pares de anos pago a peso de ouro e sem resultados que justificassem tanto tempo de permanência por estas bandas.

Com as convocatórias de Scolari imediatamente deixaram para nossa (não) surpresa de aparecer nomes de jogadores do FC Porto, que estranhamente, ou não, até à data sempre tinham como falamos introdutoriamente visto os seus nomes presentes na convocatória, se a ausência de Danilo acaba por não estranhar (afinal nem aos adeptos do FC Porto ele tem convencido totalmente), já a de Alex Sandro um jogador de TOP e que se vinha afirmando tanto a defesa como até a médio esquerdo no Escrete Canarinho não deixa de estranhar.

Mas é em Fernando e na sua não presença nas sucessivas convocatórias que nos vamos centrar.

Fernando é visto indubitavelmente face ao curriculum e à sua experiência como um dos melhores médios defensivos a jogar na Europa, não de hoje mas já de algum tempo a esta parte, apelidado em Portugal de Polvo em virtude da sua forma de jogar e de por vezes dar ideia de ter várias pernas, vários tentáculos, que amarram os adversários das equipas contrárias, desmultiplicando-se no meio-campo defensivo Azul-e-Branco com uma classe e competência como seria capaz de dizer nunca vista por estes lados, sendo uma peça na equipa de fulcral importância e um dos segredos das ultimas conquistas, foi assim com Jesualdo, continua assim com Vítor Pereira.

Como faço habitualmente ao dar uma vista de olhos nos jornais nas últimas semanas um tema não me tem passado despercebido, o “affair” Fernando e a seleção.






Se aquando da nomeação do senhor Brasileiro para líder da seleção do seu país estranhei, ou talvez não, vários jogadores brasileiros ligados ao FC Porto com redobradas esperanças por terem sido alvo de contacto por parte de Scolari. Vimos inclusive um Fernando de ânimo renovado, falando quase como uma certeza que a sua chamada ao Escrete Canarinho estaria próxima.






Ora esta semana o tema subiu de tom, primeiro deparo-me no Jornal “O jogo” com declarações (já proferidas em tempos idos aliás, mas que pensava estarem estrategicamente pelo menos postas de lado) aos meios de comunicação sociais do seu país a dizer algo como:

“Quero um campeonato mais competitivo”, diz ainda mais Fernando quando segundo ele lhe perguntavam da razão da ausência das convocatórias da seleção, “…é por causa do futebol Português não ser visto no Brasil, como o inglês, Espanhol ou Italiano”.

Ora neste caso a justificação não me parece a razão das suas não convocatórias e por uma razão simples:
O senhor que está a frente da seleção do seu país é o mesmo que diz conhecer o futebol português de fio-a-pavio. Que conhece (caso contrário andou simplesmente a brincar com o dinheiro dos portugueses) Fernando como poucos no seu país, logo se a responsabilidade de escolher os atletas para a seleção é exclusivamente dele desta justificação estamos conversados.

Ontem mesmo já com a pulga atrás da orelha e já a “cismar” com este assunto li que deixou de novo de fora das suas escolhas Fernando para acredito grande tristeza deste.

Mas Scolari tenta já decompor um pouco do que será o seu estilo de jogo e aí ainda mais confuso ou cismático fiquei.

Então diz Scolari:

“Tem que haver mudanças no posicionamento” mas sobretudo isto “Quero um médio de proteção para não deixar mano a mano os atacantes com os meus defesas centrais”.

Ora é evidente que ele sabe onde está esse médio, a experiência e a classe para o lugar, quem encaixa nas características pretendidas, tão evidente que como já escrevi em cima ele conversou com ele conforme deixou escapar Fernando, ora se Mano não gostava de Filetes de Polvo e ignorava por sistema esse molusco tão do agrado dos Portugueses e dos Portistas particularmente, já Scolari pelos vistos gosta do arroz do mesmo.



Todos nós estamos lembrados dos cozinhados de Scolari e do que ele pensava e achava do Porto, o comportamento que tinha para os jogadores do FC Porto (excepto Bruno Vale…) e o que lhe custavam as deslocações ao Norte, o que nós não somos é ingénuos e parece-me (a mim) que nem as declarações de Fernando são ingénuas, como tal parece haver ali "espírito santo de orelha", nem as do Selecionador Brasileiro com o intuito de num momento crucial desestabilizar o jogador e por inerência a equipa quando esta está em duas frentes que ditarão o sucesso ou o insucesso da época.




A não convocatória de Alex a mim me parece motivada por contas antigas com o nosso clube, estou alias para ver se ele voltará à seleção enquanto jogar de Azul e Branco do Porto vestido, ou se não virá proximamente também ele a servir-se das declarações de Fernando para justificar uma vontade de saída.

E depois de Fernando? Com quem conversará o sr. Scolari? Com Maicon?

Fernando deixo-te um recado embora saiba que não terei o prazer de me leres nestas linhas, joga e fala com os pés e deixa a politica para outros, confia no teu clube e em quem o dirige, não ligues a conselhos de quem só nos quer mal.

Se Mano não gostava de filetes de polvo nós gostamos e ainda queremos como acompanhamento um arrozinho do mesmo que sabemos ser tão do agrado do Sr. Scolari.




Por: Rabah Madjer

segunda-feira, 4 de março de 2013

FC Porto e o Tiki Taka Tripeiro.









Decorrido mais um fim-de-semana futebolístico que tem infelizmente como principal novidade o nosso empate em casa do 10º classificado na tabela classificativa da Primeira Liga, como à umas semanas atrás tínhamos empatado igualmente em nossa casa com o 14º neste caso o Olhanense e por consequência o baixar ao segundo posto na tabela classificativa






Centremo-nos precisamente nestes percalços mediante equipas medianas do nosso campeonato, equipas que geralmente como virou moda dizer, estacionam os seus autocarros perto da sua área e rezam a Deus para que num contragolpe, numa transição rápida consigam um golo milagreiro.

O FC Porto de Vítor Pereira tem-se caracterizado esta época por um modelo de jogo bem definido, um modelo que esteve em laboratório praticamente um ano e que agora aparece aos olhos dos adeptos já sustentado, é um futebol de posse e toque curto que vou apelidar de Tiki taka Tripeiro.

Este FC Porto apresenta um ADN muito próprio em Portugal, é uma equipa que gosta de ter bola, que não joga rápido mas procura com o seu modelo desorganizar os adversários fazendo-os correr atrás da bola, que procura sempre várias linhas de passe geralmente curto e que joga com as linhas muito próximas umas das outras, procurando após uma perda de bola ter a segurança de uma rápida recuperação e consequente nova construção, não querendo nunca ser apanhada desposicionada. Não é um modelo de futebol rápido mas é um modelo desgastante para quem tem que correr atrás da bola e um modelo seguro na fase de transição Ataque-Defesa.

Partindo da base táctica do 4:3:3 este FC Porto tem um modelo muito próprio de jogo, Vítor Pereira no seu modo de ver o jogo “despreza” os extremos puros, o extremo que estica o jogo e dá profundidade até a linha de fundo, optando por falsos extremos que no ultimo terço do terreno fletem para o centro procurando o futebol apoiado e a partir daí com toque e tabela ganhar espaço para desfeitear o adversário. Com esta derivação Vítor Pereira a meu ver procura sobretudo entrar na muralha adversária confundindo-a e ganhando ao centro superioridade numérica de modo a alimentar o ponta de lança, geralmente servido no pé.





James é esse extremo, Ismaylov idem e até Varela deixou de ser um flanqueador nato para procurar também ele zonas interiores do terreno. Andando um pouco para trás no tempo percebemos que os extremos flanqueadores que existem no plantel ou estão muito verdes ainda (Atsu e kelvin) ou aos poucos foram emprestados ou até dispensados, socorro-me dos nomes de Djalma e Iturbe, jogadores com características de flanqueadores (mais Djalma) e desbloqueadores que Vítor Pereira achou excedentários na sua visão e estilo de jogo coletivo, não por serem maus jogadores, mas por não se encaixarem no ideal táctico preconizado.



Neste Porto já vimos pelo contrário na função de falso extremo jogadores como Defour ou até Lucho e Moutinho ocasionalmente, o que sustenta em teoria este modelo de jogo tão característico.

É um modelo de jogo que entrando o primeiro golo cedo, é um regalo para a vista e para o futebol, é um futebol de domínio absoluto de vertentes estatísticas do futebol, como o tempo de posse de bola por exemplo que tende em ser arrebatador.

O problema é que como em quase tudo na vida nunca há bela sem senão e neste caso as equipas do campeonato já criaram muitas delas “vacinas” para este estilo de futebol, descendo o seu bloco defensivo e fechando os espaços ao centro.

Como o nosso futebol não é um futebol onde impere a velocidade e o desequilíbrio individual, antes a força do coletivo muito bem estruturado, com blocos baixos como costumam jogar equipas menores do nosso campeonato mesmo nos seus estádios, como foi agora o caso do Sporting, tinha sido antes do Olhanense e antes mesmo com Rio Ave, geram-se com isso dificuldades acrescidas ao nosso futebol caracterizado  em trocas sucessivas de bola e com passes quase no pé, curtos.

Partindo do princípio que quatro terços dos nossos jogos são jogados contra equipas que optam por estratégias defensivas, com blocos baixos e na frente fé em deus e num velocista que lá metem, eu estou em crer que não conseguindo chegar ao golo cedo este tipo de futebol pode e tem jogado muitas vezes contra nós.

É um futebol que em exagero e com o resultado em empate ou até derrota, consome demasiado tempo, joga contra nós no relógio e nessas situações já não raramente vimos com o aproximar do fim a nossa equipa a buscar situações de passe direto mas já sem grande critério.






Eu gosto deste futebol, mas creio que para resultar a equipa precisa de menos régua e esquadro mas de mais improvisação. Precisa no centro do terreno de alguém que acresça imprevisibilidade e criatividade como tão bem tem explicado o Breogán nas suas análises aos jogos (a última das quais uma lição de ler futebol e que deve ser lida e relida AQUI), precisamos de alguém que faça funcionar os flancos, precisa sobretudo de esticar o seu jogo à linha.






Estamos a promover demasiado o toque e menos o cruzamento da linha de fundo para as costas da defesa contrária, se em tempos se podia entender esse futebol em Portugal pelo falta quase genética de verdadeiros avançados centro, hoje em dia com Jackson temos uma solução a roçar o ótimo para desenvolver um futebol de ataque variado e com variadas solicitações.

Hulk dava isso a esta equipa, mesmo não estando o modelo devidamente consolidado, não raramente procurava a linha para cruzar, com a vantagem de nos dar também soluções de criatividade e imprevisibilidade que só por si resolviam jogos ou deixavam as defesas contrárias mais contraídas e assustadas.

Hoje em dia não temos Hulk, mas temos James (!), um James com uma capacidade de passe, criatividade e visão de jogo como mais ninguém no plantel consegue dar e aqui volto a citar Breogán quando diz que não é só de Moutinho que se sente falta”. 

Diz Breogán: 

"Ontem, não foi só Moutinho que faltou. Faltou também um 10 e extremos capazes de alimentar o ataque. Dir-me-ão que isso tem faltado quase sempre esta época! Não podia estar mais de acordo, só que agora para além disso, faltou Moutinho, o nosso 8 com melhor qualidade de passe e dá à equipa maior verticalidade"

É nessas características que a meu ver a equipa tem que apostar de forma declarada no centro do terreno, um James criativo e solto e não um James partindo amarrado de uma linha. Um James mais Alenichev imprevisível e menos Lucho de futebol regra e esquadro.

Juntando a este futebol as variáveis fantasia, verticalidade e profundidade creio que contra estas equipas que só pensam em defender e depois fé em Deus no ataque, resolvíamos grandes bloqueios ofensivos que temos padecido.





Por último e quanto ao campeonato, resta dizer que até ao fim nos restam 9 finais com algumas saídas complicadas nomeadamente à Madeira nomeadamente para defrontar o benfica C onde geralmente ao adversário é prestada vassalagem e contra nós costumam-se esfolar, e ao Nacional num terreno que nunca é fácil e com umas condições climatéricas sempre meio estranhas, não menosprezando os outros adversários e fazendo um pouco de futurologia creio que será nestes campos e depois no nosso estádio aquando da visita do Benfica que se resolverá o campeonato e onde só a vitória nos interessará. 




É nessas 9 finais que temos que estar focados, pensando em nós próprios em primeira instância, não contando com o ovo no dito da galinha porque este ano ou muito me engano ou o adversário de uma forma ou de outra (tenho mais receio da “de outra”) irá conseguir levar os seus adversários de vencida até porque considero terem um calendário teoricamente mais fácil.


Por: Rabah Madjer

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Bombo da Festa.


O português desde sempre teve necessidade de arranjar uma figura em quem descarregar a sua ira, sempre foi assim desde a Política, ao cinema, passando pelo futebol que é o tema que para aqui nos interessa.






A essa figura dá-se popularmente o nome de “bombo da festa”. Expressão essa que se pode traduzir genericamente por alguém que geralmente sofre a descarga de raiva das pessoas que gravitam no seu grupo, é geralmente uma pessoa muito falada, criticada, e exposta a chacota, por sistema é sempre o culpado de tudo que de mal acontece e poucas vezes vê reconhecidos os seus méritos quando faz por os merecer.





No FC Porto tradicionalmente existiu sempre essa tal figura, o Bombo da Festa, dos meus tempos de jovem lembro-me entre outros de Semedo, de Bandeirinha, figuras que eram merecedoras da confiança de todos os treinadores que sucessivamente passaram pelo FC Porto (Sir Bobby Robson chegou a dispensar Bandeirinha, mas este com trabalho e perseverança conseguiu durante os treinos o convencer que era um elemento válido para o plantel) mas que ao longo das carreiras foram sempre de uma forma ou outra sujeitos a uma crítica comprovadamente injusta do famoso Tribunal das Antas.

Essa figura “decorativa” nem sempre vivia isolada, a escolha recaía preferencialmente sobre dois atletas (não fosse o primeiro alvo por um qualquer motivo não jogar e deixar desse modo a crítica dos adeptos órfã).

No presente as atenções e o coro de assobios viram-se tanto para Varela como para Danilo (a quem já demos a nossa atenção publicando a biografia LER AQUI).

Varela que por mais que trabalhe quer no capítulo defensivo ou ofensivo, quer marque golos de levantar qualquer estádio do mundo ou não, devido à sua inconstância não há forma de convencer tão exigente tribunal.





Mas centremos-nos no caso Danilo, a crítica é manifestamente injusta e despropositada na sua maioria das vezes, em minha opinião obviamente. Danilo vê-se confrontado involuntariamente na mente dos adeptos e com um peso extra em seus ombros derivado do preço da sua contratação (os 19M € pesam e de que maneira), sendo que por vezes a expectativa depositada é a de um Maradona que face ao valor do passe tem obrigação de fintar a equipa adversária inteira e ainda voltar atrás tornar a fintar e depois marcar um golo de bicicleta.




Ora a realidade mostra uma obrigação e um compromisso de Danilo face ao jogo da equipa completamente diferentes, deixando o foco e o brilho para outros colegas.

Face à maior propensão atacante do seu colega e compatriota Alex Sandro, Danilo tem como principal missão nas tarefas coletivas fechar o seu flanco e impedir que a transição Defesa-Ataque do adversário apanhe a nossa equipa em contra-pé.

A Danilo um pouco à imagem do papel desempenhado por Sapunaru no Porto de André Villas-Boas compete-lhe um papel mais defensivo e a bem da verdade que adversário tem causado mossa pelo lado direito da defesa azul e branca?

Isco do Málaga não se viu e no último jogo Bebé foi fogo-de-vista, aquele tipo de malabarista que brinca com o fogo mas que não queima ninguém, andou por ali a tentar ludibriar Danilo mas sempre de forma inconsequente (nem uma única vez criou perigo ou qualquer mossa na defensiva azul e branca).

Acresce que na equipa Danilo tem como companheiro de flanco James Rodriguez que pouco ou nada ajuda nas tarefas defensivas e em situação de ataque tem ordem para organizar e fazer a diferença partindo do flanco para o centro e vagabundear por toda a frente de ataque, deixando as tarefas de “linha” entregues a Danilo, sem fazer as compensações aquando da perca de bola no momento de mudar para a transição defensiva.

Outra das coisas que se apontam a Danilo é o facto de errar muitas vezes no momento do cruzamento, saindo muitas vezes este gesto técnico mal feito, relembro apenas um nome que para mim é o melhor Português de sempre na posição e o único da história do nosso burgo que teve como honra representar a seleção do resto do mundo por duas vezes, quando esta não era somente um grupo de amigos mas uma seleção no verdadeiro sentido da palavra aonde só os melhores tinham acesso, João Pinto de seu nome,  jogador intemporal que era “um Danilo” a cruzar como devem lembrar a grande maioria dos nossos leitores.

Por todos estes fatores penso que a crítica a Danilo é maioritariamente porque sim mas na prática  totalmente infundada perante o desempenho evidenciado pelo atleta no capítulo que corresponde ao seu trabalho em prole do coletivo azul e branco, a defesa.

Danilo é uma peça de xadrez na equipa, se ao seu compatriota do lado oposto compete esticar o jogo da equipa, a Danilo compete em primeira instância proteger a equipa e precaver ou ajudar nas tarefas defensivas, capitulo esse que tem desempenhado na perfeição conforme é fácil de comprovar, o que numa equipa que faz da posse de bola uma referência e que joga com um bloco defensivo bem subido se torna numa tarefa de grande importância.




Com isto não quer dizer que Danilo não tenha capacidade ou dever de esticar também ele o jogo pelo seu flanco, que tem, é um jogador com pedigree e daqueles que não enganam, tanto é que faz o vai-e-vem sempre que pode, mas não nos podemos esquecer que em primeiro lugar estão os interesses da equipa e é nesse foco que Danilo em primeira instância se concentra, o que contribui e muito para sermos das defesas orgulhosamente menos batidas do campeonato e que os adversários do FC Porto procurem atacar preferencialmente pela ala esquerda da nossa defesa.



É baseado neste meu pensamento, ou convicção que me leva a crer que temos no plantel aquele que a curto prazo se constituirá como uma das referencias a jogar na Europa na posição de Defesa Direito.



Por: Rabah Madjer

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