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sexta-feira, 1 de maio de 2015

MINUTO 93



O pontapé desesperado de Moutinho. A luta incessante em fast forward de Varela. O passe e desmarca de Kelvin. O passe à penalty do Bayern de Liedson. E o golo que valeu um camponato.

Há uma linha que separa esse desespero do minuto 92 com a calma tranquila do minuto 93 Luz.

A bola está nas mãos de Helton que a entrega rapidamente a Alex.

Alex avança furiosamente para o meio-campo adversário e para. Para e faz um passe recuado para Marcano.

Marcano lateraliza para Maicon. Maicon lateraliza para Danilo.

Danilo faz um passe para a frente na direcção de Jackson que tinha vindo cá atrás cansado que estava de pedir que batessem a bola na frente.

Jackson dá a Quaresma. Quaresma recua para Danilo.

Danilo lateraliza para Casemiro e Jorge Sousa apita. Este é o MINUTO 93.

Se eu não soubesse o resultado diria que ou estávamos a perder 3-0 ou estávamos a ganhar 2-0. Jamais pensaria que havia porque correr e tanto para correr atrás.

Como Moutinho, Varela, Liedson, Kelvin e todos os outros correram.

Se o Minuto 93 é dos mais degradantes da história do Porto do Século XXI por representar um baixar de braços quando a luta ainda não está terminada, o minuto 94 e 95, já depois do apito final de Jorge Sousa, ainda acentuou a incredulidade de ver uma equipa com mais vontade de parabenizar o adversário entre abraços e sorrisos rasgados do que de lutar até ao limite das suas forças enquanto era tempo.
Quem tivesse aterrado em Portugal no minuto 93,94 e 95 daquele jogo diria cabalmente que estava encontrado um campeão justo e um vice-campeão que não merece nem se preocupa em merecer estar no lugar mais alto do pódio.

Já sabemos como este campeonato foi enviesado na 1ª volta. E que se um campeão a quem lhe são dados 8 pontos consegue vencer por apenas 3 é capaz de ter tido um empurrãozão.

E o comportamento do Porto do minuto 1 ao 92 no jogo da Luz? Como foi?

O onze de Lopetegui surpreende tudo e todos. O que seria esperado e compreensível era escolher a equipa-tipo com a tactica-tipo no mais importante desafio do ano.

Não se sabe se quis ser cauteloso porque o Benfica costuma ser uma máquina de ataque quando joga em casa ou se quis garantir que o meio-campo do Porto tomaria conta do jogo e, partindo dessa realidade, abalançar-se para a vitória.

Aos 5 minutos de jogo já se tinha percebido que aquele Porto com um 4-3-3 semi-manco com Oliver a extremo não deixava o Benfica jogar. O Benfica com a sua dupla de avançados, com Gaitan, Pizzi e Talisca não entrou para defender ou renunciar ao ataque.

O Porto consegue tomar conta do jogo e o Benfica tem as dificuldades que nenhuma equipa lhe conseguiu colocar em pleno Estádio da Luz.

Jonas e Lima estão para lá do jogo e da bola. Pizzi e Samaris parecem os ucrânianos a tentar defender a Crimeia perante o exército russo do Dragão.

Se foi essa a intenção de Lopetegui foi bem sucedido. O Porto mandou no jogo durante toda a 1ª parte graças à superioridade numérica que Evandro, Rúben, Casemiro e Oliver(quando descaía) garantiam.

Mandar no jogo é um excelente 1º passo para ganhar. Aquele Porto de Lopetegui conseguiu.

Sucede que ninguém anda só com o 1.º passo. Andar implica o 1.º, o 2.º e mais passos sequenciais.

O Porto manda mas engasga. Continua a não ser capaz de ferir de forma grave qualquer defesa bem organizada seja ela do Arouca, do Boavista e do Benfica.

Domina várias vertentes do jogo de posse mas tem um jogo interior mediano e passa tempo trocando a bola entre jogadores sem que haja um movimento vertical que procure agredir o adversário. 

Na 1ª parte os jogadores que mais tentaram passes verticais foram Maicon e Rúben Neves.

Na 1ª parte dos jogadores que mais passes falharam foram Maicon e Rúben Neves.

Quem jogou mal? Quem falha passes ou quem tem medo de falhar passes?

Pode uma equipa estar mais centrada no passe do que na baliza adversária? Exclusivamente no passe?
Enquanto o Porto trocava a bola, rondava a área adversária mas não conseguia ferir a baliza de Júlio César o Benfica assistia sereno na defesa e totalmente impotente no ataque
.
Se eu pensar na 1ª parte do Boavista-Porto vou encontrar mais semelhanças do que diferenças da 1ª parte do Benfica-Porto.
A equipa que joga em casa subjugada e incapaz de trocar 3 passes e a equipa que joga fora sem rasgo nem talento para criar oportunidades de golo.

Na realidade, só quando Danilo e Alex invadiam o meio-campo adversário é que ficava a percepção que era possivel marcar.
Num desses lances Brahimi atrai 3 defesas, dá para Danilo que cruza de imediato. No meio de 2 ressaltos a bola sobra para Jackson que com a baliza mercê atira por cima antes de levar patada de Luisão.

Aplicando o jargão “A haver um vencedor da 1ª parte....” toda a gente sabe quem seria.
Merecíamos? Depende da benevolência do analista.
Quem manda no jogo merece. Quem se engasga com bola não.

Ao intervalo a segurança do “mando” e da boavistização do Benfica não sossegava o portismo. 

Lopetegui sente o mesmo e tenta, mantendo a tactica, um meio-campo com maior verticalidade. Entra Herrera para ocupar a função de 3.º médio anteriormente ocupado por Evandro que desce para o lugar do substituído Rúben Neves.

Os primeiros sinais parecem confirmar a ideia mas o efeito é muito curto. A equipa continua sem conseguir chegar à área e vai perdendo agressividade na luta pela bola e na pressão permitindo que o Benfica consiga fazer mais do que os 3 passes habituais.

Aí, Lopetegui gasta uma substituição de forma desnecessária não mexendo na tactica nem no perfil dos jogadores ao trocar Brahimi por Quaresma.

O declinio de mando não é estagnado por aí e a bola continua longe de Jackson e Quaresma. Se a bola não chega tanto faz quem lá está porque não é aí que está o problema.

Impaciente e com noção do que se estava a perder Lopetegui esgota as substituições em pouco mais de 15 minutos. Mexer muito indicia que o treinador tinha noção que o tempo corria contra nós e era preciso procurar qualquer coisa que nos permitisse dar uma chapada no jogo e relançar o campeonato.

Mexer muito não implica mexer bem. Neste caso Lopetegui experimenta atacar os últimos 30 minutos (com descontos) com a velha fórmula da 2ª volta do campeonato.

Está lá a defesa tipo. Está lá o meio-campo tipo. E no ataque só falta Brahimi que já se via e tem visto que não está em forma.
A realidade é que o Porto-tipo, com a estratégia-tipo foi o pior Porto da Luz.

Tirando os vergonhosos minutos já criticados não se pode dizer que a equipa não quis ganhar o jogo e que é por falta de atitude que saímos da Luz a zero.

O que é verdade é que não conseguiu jogar com a qualidade ofensiva suficiente para sequer beliscar um Benfica que à medida que o jogo avançava percebia, ao contrário do Porto, que quanto mais segura a equipa estivesse atrás mais perto ficaria de ganhar o jogo e matar de vez um campeonato que já não respirava.

Fejsa e André Almeida foram entrando, segurando a equipa atrás e batendo forte nos tornozelos e canelas dos jogadores do Porto.
Aí sim, faltou atitude à Porto. O benfica é hoje em dia uma equipa mais madura, mais manhosa e mais capaz de jogar em todos os tabuleiros. Bate forte, pressiona alto o arbitro quando o jogo está parado e aproveita-se do espirito pouco guerrilheiro e colectivo que o Porto tem quando a partida se joga após as paragens no jogo.

Naquela 2ª parte se Fejsa fosse jogador do Porto teria sido expulso porque nenhum jogador do Benfica ficaria quieto depois de assistir aos pisões e entradas karatecas. Seriam uns 4 ou 5 a rodear o árbitro, o adversário e a criar o clima propicio ao condicionamento arbitral.

Se Jackson fosse jogador do Benfica jamais ficaria sozinho depois de aproveitar um deslize na marcação de uma falta defensiva.
Não basta pressionar alto de forma competente quando o tempo de jogo é útil. O Porto e os seus jogadores não se podem retirar do jogo e da pressão colectiva no tempo de jogo inutil.

Útil ou inutil o tempo de jogo é sempre jogo. O Benfica liderado pelo Luisão sabe disso.

Com o 4-3-3 tipo o Porto perdeu todo o comando que tinha na 1ª parte e continuou sem criar perigo.

Pelo contrário na 2ª parte Helton teve bem mais sustos do que Júlio César e a haver uma equipa que cheirou o golo foi o Benfica.
Esta análise crua e dura permite-nos concluir que Lopetegui tinha razão quando preparou a equipa para jogar daquela forma e não como todos queríamos.

Quando jogamos como queríamos, com uma equipa mais ofensiva, estivemos perto de perder.

Quando jogamos como Lopetegui escolheu, com uma equipa mais defensiva, estivemos mais perto de ganhar.

De uma forma ou de outra a verdade é que o resultado justo do confronto de Domingo foi o empate. Não tivemos a frescura, a competência e a inteligência de tentar todas as estradas para chegar ao golo.

Esta equipa só tem Plano A.

  

Análises Individuais:

Helton – Uma exibição à medida do que precisávamos. Transmite a todos os jogadores, adeptos e sócios a segurança e tranquilidade necessária para jogos deste nivel.
No minuto 94 e 95 abandonou a tranquilidade e serenidade para dar azo à alegria e ao humor junto do seu compatriota Júlio César o que é perfeitamente compreensivel. Todo o mundo portista fica com vontade de rir, brincar e saltar dois minutos após perder um campeonato.

Danilo – Na 1ª parte há uma diferença entre o Porto engasgado e o Porto que quando ataca parece que pode chegar. Essa diferença dá-se quando Danilo sprinta, se desmarca ou faz o passa e vai.
O ataque sem que os laterais se envolvam não chega a ser ataque.
Na 2ª parte não consegue subir tanto e a equipa ressente-se por ficar sem soluções para cumprir o Plano A.

Maicon – Teve uma distracção indesculpável num lançamento lateral que ia isolando Gaitan na 1ª parte. No resto do jogo foi seguro e agressivo não dando hipóteses ao ataque benfiquista.
É responsável por muita bola perdida em chutão à jogador de raguebi para o meio-campo adversário mas depois de mais de 30 segundos a trocar bolas inofensivas fico sem moral para criticar quem tenta fazer um passe que aproxime a equipa de Júlio César.

Marcano – Tem estado intratável nos duelos, na atenção e na agressividade. O seu perfil discreto desvia as atenções da grande 2ª volta que tem feito.
Tivesse Marcano um penteado à David Luiz e o seu rendimento não passaria incógnito como hoje se vê.
No Domingo esteve como de costume. Muito bem.
Alex Sandro – Na 1ª parte foi outra vez ele o único a transportar a bola de um lado ou outro. O Porto deve ser a equipa no Mundo que mais depende dos seus laterais para conseguir atacar bem. Esta realidade devia pôr os cabelos em pé à SAD que já vendeu um e não conseguiu renovar com outro e a Lopetegui que nem Plano A passará a ter com a ausência dos laterais determinantes.
Na 2ª parte desce de rendimento porque a estrutura de meio-campo lhe dá menos liberdade para subir.

Casemiro -  O único jogador que joga à Porto naquele sentido de WILD WILD WEST das décadas de 80 e 90. Mete medo a toda a gente e não tem medo de nada nem de ninguém.
Entra duro, combate muito e lavra todo o seu território dando descanso aos centrais e tempo aos seus companheiros de meio-campo para construir.
O grande problema é que para o resto da equipa nunca há urgência de tempo. As bolas roubadas por Casemiro são desaproveitadas pela paciência ofensiva da equipa.

Rúben Neves – Há uma diferença entre a exibição da 1ª parte de Alvalade e a exibição da 1ª parte da Luz. Em Alvalade vi um menino perdido sem saber para onde ir, o que fazer e como fazer. A equipa foi passada a ferro e Rúben não sabia onde se meter.
Na Luz vi um homem com pé de chumbo na disputa bela posse de bola, com agressividade a rodos e sem medos. Foi pela proactividade defensiva de Rúben que o Porto esteve muitissimo bem na pressão pós-perda.
Essa proactividade defensiva foi complementada pela proactividade ofensiva. Tentou desmarcar os avançados e teve mais baliza do que bola na sua cabeça.
Desentendeu-se com a equipa por causa dessa disparidade de pensamento e falhou muitos passes ao ponto de chegarmos ao intervalo a pedir a sua saída.
Passaram 15 minutos e julgo que os que pediam a saída perceberam que Rúben estava a ser mais importante do que errático.

Evandro – Continua a fazer tudo bem. O problema de Evandro não está na qualidade do que faz mas na quantidade de vezes que tenta fazer.
Defensivamente faz o que é preciso mas ofensivamente não se dá e não se compromete como a equipa precisa que faça.
Ele passa bem, arranca bem, sabe desviar a bola dos adversários, sabe proteger a bola e sabe posicionar-se.
Precisa de ir além do saber. Fazer mais. Arriscar mais. Deixar de sentir que é um jogador do Estoril a jogar no Porto ou um suplente a jogar a titular.
É jogador do Porto e tem qualidade para poder ser (ou pelo menos lutar) pela titularidade.

Oliver -  O que a equipa ganha em controle de jogo, capacidade e linhas de passe, Oliver perde em rendimento individual.
Ficamos neste limbo sem saber se o que ganhamos colectivamente não é desperdiçado ao castrar o rendimento individual de um jogador tão importante para o colectivo.
Oliver não jogou mal porque não o sabe fazer mas não conseguiu ser protagonista nem a falso extremo nem quando regressou à sua posição natural.

Brahimi – Jogo após jogo Brahimi vai pondo pedras em cima de tudo o que mostrou no arranque da época.
Para Brahimi passar uma bola de primeira a um colega é como ter um Ferrari na garagem e andar de Fiat Uno. Um desperdicio.
Para Brahimi aliviar uma bola quando está sobre pressão na sua grande área é como roubar a carteira dos pais. Uma indignidade.
Na cabeça do argelino actuar como um verdadeiro e responsável jogador profissional de futebol é um desperdicio e uma indignidade.
Fintemos contra o desperdicio e driblemos contra a indignidade.

Jackson -  Mais um jogo inglório em que é um avançado que se tem que encolher até ao meio-campo porque os médios jamais se conseguem esticar para o ataque.
A equipa é ligada mas em contra-mão ao verdadeiro sentido de condução. O da baliza.
Teve oportunidades de aproximar a equipa da vitória mas não conseguiu ser eficaz. Notei falta de frescura que o impediu de estar a pelo menos 80% das suas capacidades.


Herrera – Entrou com o espirito, o compromisso e a velocidade de pernas necessária. Essa entrada foi um balão que esvaziou tão rápido que nem chegou a encher.
Quanto pior a equipa jogava mais discernimento era preciso para voltar a coloca-la nos carris. Herrera não foi jogador para isso o que não é de admirar.

Quaresma – Entrou mal no jogo e não conseguiu fazer melhor que Brahimi. Tem como atenuante ter entrado para uma equipa em perda de rendimento e de frescura que não conseguia chegar junta mais à frente.

Hernâni – Tentou mexer-se e mexer com o jogo mas não conseguiu mais do que um ou dois pormenores técnicos de qualidade e de que um ou dois sprints consequentes.
A atenuante de Quaresma serve também para si. Quando a equipa tentou tapar os pés despatou-se até à cintura.



Ficha do Jogo:

Benfica-FC Porto, 0-0 Primeira Liga,
30ª jornada Domingo, 26 Abril 2015 - 17:00
Estádio: Luz, Lisboa
Assistência: 63.534

Árbitro:
Jorge Sousa (Porto).
Assistentes: Bertino Miranda e Álvaro Mesquita.
4º Árbitro: Manuel Oliveira.

BENFICA: Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Eliseu, Pizzi, Samaris, Talisca, Gaitán, Jonas, Lima. 
Suplentes: Paulo Lopes, Lisandro López, Fejsa (64' Talisca), Rúben Amorim, Derley, Ola John (90+2' Jonas), André Almeida (81' Pizzi). 
Treinador: Jorge Jesus.

FC PORTO: Helton, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Rúben Neves, Evandro, Óliver Torres, Jackson Martínez, Brahimi. 
Suplentes: Fabiano, Martins Indi, Quaresma (55' Brahimi), Herrera (46' Rúben Neves), Hernâni (64' Evandro), Ricardo, Aboubakar. Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-0.  
Disciplina: cartão amarelo a Eliseu (19'), Gaitán (24'), Danilo (47'), Quaresma (59'), Jackson Martínez (61'), Marcano (72'), Fejsa (77'), Maicon (90').



 Por: Walter Casagrande

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Anatomia do Falseamento

#Benfica #Sporting #FCPorto #BluePunisher

Perante os “amargos de boca” e intensa “azia” que as arbitragens nos jogos do FC Porto têm causado “entre muros”, especialmente desde o “célebre” jogo em Guimarães ante ao Vitória local, é impossível ficar indiferente a este tema.



Se ao comum dos adeptos custa aceitar este estado de coisas, também não deixa de causar espanto e indignação o silêncio dos dirigentes Portistas, como que num estado de conformismo difícil de compreender.

Temo que os dirigentes do Clube possam estar de alguma forma de “mãos atadas”, condicionados por algo ou alguém e prefiram não fazer deste tema um “cavalo de batalha”, limitando-se a fazer referências e uma ou outra arbitragem lesiva para os interesses do Clube e verdade desportiva da competição onde ocorreu.

Só assim poderá compreender-se este “silêncio ensurdecedor” dos dirigentes da FC Porto SAD. Dá a impressão que lhes foi imposta por algum fator externo desconhecido uma espécie de “lei da rolha”. Daí que praticamente nem se vejam ou ouçam reações perante os tenebrosos roubos de que o FC Porto tem sido alvo num “campo inclinado perto de si”!

É uma teoria da conspiração sim senhor, mas vocês já me conhecem, eu sempre achei e acho que nada acontece por acaso e há muito que desconhecemos, muitas variáveis que permanecem ocultas e são parte de um complexo mecanismo de controlo, de manobras de bastidores e movimentações diversas.

O ano passado ouvi o António Oliveira ex-treinador do FC Porto afirmar num programa desportivo televisivo que para os credores do sporting era mais vantajoso que aquele clube fosse à Liga dos Campeões por qualificação direta, do que por exemplo o FC Porto. E porquê? Simplesmente porque esses credores teriam maiores possibilidades de assim reaver algum do dinheiro devido!

Agora imaginem com os interesses e milhões que o futebol profissional movimenta, mesmo num país de pequena dimensão e pouca influência internacional como o nosso, as negociatas, jogadas de bastidores, pressões, tráficos de influência, pagamento de favores e até acordos secretos que devem existir.

Curiosamente após o António Oliveira ter proferido tal afirmação o semblante dos restantes comentadores do programa e até do pivô do mesmo era de sintonia e até de aceitação do que tinha sido dito como “a ordem natural das coisas”. Ninguém rebateu, comentou, acrescentou algo, foi dito, e foi deixado conforme foi dito.

Um clube detestável por razões mais do que conhecidas e sentidas na pele durante décadas pelos seus adversários como é o clube do regime (eu gosto de chamá-lo assim), que está falido há muitos anos a esta parte e mesmo assim consegue todos os anos investir dezenas de milhões de euros na formação de plantéis não terá de ter acesso a algo que desconhecemos para continuar a funcionar?

Funcionando num constante “fio da navalha financeiro” quantos esquemas tipo “BES” ou “dinheiro Angolano fresco” ou outros que desconhecemos teve ao seu dispor para poder competir e não perder terreno para os seus adversários diretos?

Isto para além das escandalosas ajudas estatais de que há registo como aceitar para pagamento de dívidas fiscais ações que nem estavam cotadas em bolsa, benefícios da Câmara Municipal de Lisboa em negócios pouco “transparentes” (ai se fosse o FC Porto em cenário semelhante!).

Não é difícil conjeturar que perante tais “injeções de capital” vindo nem se sabe bem de onde, esses “investidores de ocasião” exigirem ou quererem pelo menos algum tipo de garantia sobre o seu investimento, e que melhor garantia se o “polvo que controla o sistema” assegura que tudo será feito para o clube do regime ser campeão?

Com uma garantia desse género beneficiando de todas as vantagens inerentes, os tais investidores de “ocasião” sabendo como as coisas funcionam e sobre a real influência que o clube do regime tem sobre as arbitragens e instâncias desportivas, tomam tal garantia como um dado adquirido.

E consequentemente toca a “inclinar campos” porque há “compromissos a cumprir” e com os “credores não se brinca”! Podem achar que este é um exercício de ficção, mas observem bem o mundo ao vosso redor, e reflitam se o que acontece no futebol português é normal.

Porquê é que depois do famigerado processo “apito dourado” a balança desequilibrou-se completamente e o “normal e esperado” passou a ser “levar o clube do regime ao colo” valendo tudo!
É um padrão comum de há uns anos a esta parte, são protegidos de forma muito “competente” pelas arbitragens, órgãos disciplinares (atentem nos ridículos castigos quando os há ao treinador e alguns jogadores deles) e desportivos, para nem mencionar pelo poder político que nunca deixou de ser um seu forte aliado.

Para criar uma densa cortina de fumo propícia a esta “nova era de verdade desportiva” cozinhou-se o tal fraudulento processo “apito dourado”, deixaram-se escapar para a praça pública determinadas escutas, escutas essas que são recuperadas e colocadas no ar exaustivamente em fases estratégicas, para quase que forçar a criação duma “convicção nacional coletiva de culpa” sobre o FC Porto e o seu Presidente.

Ora é “fruta e café e chocolates”, repetidos até à exaustão, por “acidente” o presidente da “instituição” (clube do regime) também é protagonistas nessas escutas escolhendo árbitros com o Major, ameaçando fazer as coisas “pelo outro lado” se as suas vontades não forem satisfeitas.
Mas essas escutas com um protagonista de tal “virtuosismo moral” e “credibilidade” não têm nenhum interesse nem significam “algo em particular”, quanto mais serem suspeitas ao ponto de merecerem no mínimo uma investigação criminal. Não, não e não, o “principal suspeito”, ou se preferirem usando uma expressão do grande clássico do cinema Casablanca “o suspeito do costume” está a Norte, tudo o resto não interessa, o alvo está bem definido o resto são “efeitos colaterais”.

Entretanto enquanto é feita uma campanha de maldizer, escárnio, mentira, de assassinato da imagem pública de uma pessoa (Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa de seu nome), este heroicamente mantém-se no exercício das suas funções ignorando “todos os vermes que participam em tal putrefacta cabala” e tem ganho todos os processos que contra si pendiam em tribunal resultantes de toda este plano maquiavélico.

Ainda houve um conhecido jornalista de nossa praça que apesar de defender o Presidente do FC Porto (talvez com receio que por mais ninguém o fazer o Clube corria riscos reais de punição) no âmbito de todo o processo “apito dourado”, opinou que dadas as circunstâncias o Presidente deveria renunciar ao seu cargo no Clube para estar em condições de “melhor poder preparar a sua defesa”! Miguel de Sousa Tavares de seu nome o tal jornalista para quem não sabe. Que “anjinho” ó Miguel, isso era mesmo o que “eles” queriam!


Felizmente o Presidente do FC Porto soube resistir, ainda resiste e está aí “para as curvas”, manteve-se ao “leme” no Clube, não deixou o clube ficar à deriva, num vazio, num “limbo”.

Passada a tempestade deste famigerado processo judicial e desportivo com as sucessivas absolvições nas acusações que sobre si pendiam, só os mal-intencionados e os facciosos “ressuscitam a supra dita temática” para que no “tribunal popular” sejam dadas as “sentenças dos seus sonhos”.

Culpado! Culpado! Culpado! E porquê? Porque sim! Porque nos faz frente, porque sempre nos fez frente! Porque é uma real ameaça ao “nosso reinado”! A justiça não funciona em Portugal que chatice! Não é necessário provar nada! Está tudo nas escutas, só um “tonto” não vê!

Enquanto este “folclore perdura”, vamos assistindo às arbitragens “cirúrgicas” que com uma precisão arrepiante vão garantindo uma folga pontual ao clube do regime. São-nos sonegadas grandes penalidades claras, são-nos invalidados golos limpos por foras de jogo inexistentes, são mostrados cartões sem sentido aos nossos jogadores, faltas são marcadas ao contrário, cantos não são marcados, enfim um leque de “habilidades” só ao alcance de “artistas de grande gabarito e em grande estima pela “instituição”.

Como esta é uma situação que não acabará de um dia para outro resta-nos ser “Porto” e ressuscitar o espírito guerreiro que outrora tão bem nos caracterizou e nos catapultou para grandes conquistas contra tudo e contra todos.

Para tal, temos de olhar para “dentro da nossa casa” e perceber o que temos feito mal, corrigir esses erros e não os repetir, isto é fundamental. Também é fundamental ganhar um grande domínio emocional, saber resistir às provocações e ter nervos “de aço”, venham essas provocações por arbitragens “habilidosas” ou até mesmo de adversários.

É importante melhorar a política de comunicação do Clube, temos um canal televisivo que poderá ser utilizado com criatividade, credibilidade e pertinência para desmascarar e desmontar certas “tendências e hábitos”, sem embarcar no entanto em populismos e demagogias baratas como outros canais clubísticos da capital fazem.

Já todos sabemos que o FC Porto dado o “terreno minado que tem de pisar” é forçado a jogar muito mais do que os adversários diretos para conseguir ser campeão, sempre foi assim e tão cedo isso não mudará, mas foi isso que nos fez “da massa que somos constituídos”.

Somos guerreiros sem medo prontos para enfrentar as dificuldades e obstáculos e fazer destes uma motivação extra, buscar energias sem saber onde para vencer!

Deixemo-nos de colocar-nos a “jeito” dando quase em todos os jogos do campeonato até ao momento “45 minutos de avanço” aos adversários, para tal o treinador tem de aprender rapidamente o que funciona ou não na equipa, e os jogadores têm de entrar em campo motivados e determinados desde o primeiro minuto e buscar incessantemente o golo cedo, não ficando à espera que as coisas “acabem por acontecer” dada a nossa natural superioridade e maior talento.

No imediato o que podemos começar a fazer é mudar a abordagem nos jogos nacionais, entrando para resolver cedo e não ficando à espera que as coisas tendencialmente se resolvam a nosso favor pela nossa maior valia. O treinador também terá de perceber e aprender rapidamente pelo que já teve oportunidade de observar, o que funciona melhor e serve melhor os objetivos da equipa.

Insistir em soluções que não funcionam (seja rotatividade que quebra rotinas de jogo e de equipa ou em certos elementos no meio campo que não rendem o que devem e podem quando jogam em conjunto) é um atalho para novas perdas de pontos.

Não se iludam, será muito difícil recuperar os quatro pontos de atraso que temos para o clube do regime, não porque nos falte valor, soluções ou não acredite no valor desta equipa, mas porque o “sistema vigente” fará os impossíveis para preservar “as distâncias” e evitar a ultrapassagem por que todos ansiamos.

Vemos todos com revolta e ao mesmo tempo com previsibilidade como nos momentos de aflição, lá vem a expulsão, penalti ou golo irregular “do costume” para impedir a perda de pontos ou minimizá-las de forma a manter o clube do regime em condições de disputar as competições com estatuto de favorito.

E assim vamos assistindo a uma espécie de campeonato contra 10, dos penaltis a pedido, dos golos irregulares, com um sentimento de revolta e impotência, nem os dirigentes do nosso Clube parecem saber bem como lidar com a situação, dá a impressão que até eles estão resignados.

Na tendenciosa, parcial e manipuladora comunicação nacional está sempre tudo bem quando o clube do regime vai à frente, não podemos esperar outro tipo de comportamento. A nossa resposta tem de ser dada em campo primeiro, aliada a outro tipo de estratégia de comunicação que os responsáveis do Clube têm de rapidamente delinear para rebater as campanhas de que somos alvo e a “mentira reinante da falsa verdade desportiva”.

A finalizar uma nota, nesta jornada europeia os árbitros não só tiveram coragem de marcar dois penaltis a nosso favor (esperem sentados por isto em Portugal!) como ainda marcaram um penalti contra o clube do regime! A Europa do futebol não participa na “santa aliança” destinada a levar a “instituição” às glórias do passado.  Como é possível? Deve ser culpa do Porto e do seu Presidente certamente!

A Chama do Dragão é Eterna!
FCP Sempre!


Por: BluePunisher






sábado, 3 de maio de 2014

Hóquei em Patins: FC Porto 6 - 3 Vendrell - Estamos na Final!

#FCPorto #Vendrell #Barcelona #Finalfour #Hóqueiempatins #RollerHóquei #Espanha #Portugal






O nosso FC Porto conseguiu mais uma vez o apuramento para a final da Liga Europeia ao derrotar a equipa espanhola do Vendrell no Palau Blaugrana, casa do Barcelona. Esta equipa era aliás, a única alteração em relação à final-four do ano passado. Nem por isso um desconhecido, venceram a Taça Cers. 




Esperava-se dificuldades obviamente. Eram as meias finais da Champions.

Tó Neves não reservou nenhuma grande novidade no 5 inicial. Era a mesma equipa que iniciou o jogo na Corunha e a mais habitual este ano. Uma equipa de luxo e com um banco de luxo.

Foi um início de jogo cauteloso de ambas as partes. Nada de riscos desnecessários. Poucos lances de perigo e os primeiros remates eram sobretudo de longe. Normal nestes grandes jogos, uma primeira fase de estudo com os 2 ataques a entrarem em jogo passivo com frequência.

Com o passar do tempo o Porto ia tomando conta do jogo. Reinaldo começava a dar uns "safanões" no ritmo de jogo. Jorge Silva igual, a imprimir velocidade ao jogo. Estes foram os primeiros protagonistas.

Estávamos com 9 minutos de jogo. Reinaldo Ventura arranca e sofre falta já perto da área. Na marcação Pedro Moreira remata rápido. O guarda-redes defnde mas Jorge Silva está lá para a recarga. O nosso atacante roda e faz a recarga. GOLO! Muito bem Jorge Silva, muito atento...

O mesmo Jorge Silva ia repetindo a jogada com mais uma recarga a quase resultar poucos minutos depois.

Tó Neves ia começando a rodar a equipa. Sai Reinaldo e entra Caio. Mudam os jogadores mas o domínio mantém-se. lances de perigo para Edo não eram assim tão frequentes, o maior perigo era sempre criado pelo Porto.

O nosso 38 continuava em campo e num grande dia. Bisou aos 13 minutos. Jogada rápida de contra-ataque conduzida por Pedro Moreira a passar para Jorge Silva na direita que já ia embalado. Quando assim é não há muito a fazer. Golo! 2 - 0 era já uma boa vantagem.

Pouco depois um cartão azul para o adversário. Tínhamos 2 minutos em power play. Hélder Nunes já estava em campo para aproveitar essa vantagem. Contudo, e embora tenha pedido remates para aproveitar estarmos com mais 1 jogador, não tivemos resultados.

A 6 minutos do intervalo nova excelente oportunidade para a nossa equipa. Caio sofre penalti claro. Infelizmente o remate do mesmo Caio foi defendido.

Estávamos mais perto do 3 - 0 que o Vendrell de reduzir o marcador. Vitor Hugo preferiu o remate quando tinha Reinaldo em boa posição. Normal num avançado que anda a marcar, quer sempre marcar mais e tem confiança para isso.

Um pouco contra a corrente de jogo eles reduzem. Um contra-ataque de 3 toques. Bola longa peça tabela, passe para a área e um remate com sorte a entrar na baliza de Edo. Faltavam 3 minutos.

Este golo fortuito podia mexer um pouco com a nossa equipa. Era importante manter a vantagem até ao intervalo.

Não só mantivemos como aumentamos a vantagem a 30 segundos do intervalo. Remate de Hélder e desvio de Vitor Hugo para o golo... Tal como dissemos, avançado que está com confiança. ia acabar por acertar. O golo veio na altura ideal.

Chega o intervalo e vencíamos por 3 - 1. Podíamos estar a 25 minutos de nova final europeia...

Recomeço do jogo. Voltamos a entrar concentrado, a rodar a bola e com ataques longos. Defensivamente cautelosos, sem nos expormos a novo contra-ataque

O Vendrell nada tinha a perder e ia arriscar. Criou mais dificuldades neste primeiros minutos. 

Aos 5 minutos cartão azul para Pedro Moreira. Algo forçado, mas ok. No livre directo atiraram ao lado. Previa-se que carregassem muito nestes 2 minutos.

Em ringue tínhamos Caio, Hélder Nunes e Barreiros. Era fundamental aguentar. Mas hoje nada nos parava. Com menos 1 em campo, passe para Hélder Nunes que a recebe ainda antes do meio campo. Mas tinha espaço para arrancar. Foi o que fez. Já não o paravam. À entrada da área remate e GOLO! GOLO! Brilhante o nosso jovem, como sempre. Um golo importantíssimo e a surgir na melhor altura. O festejo foi revelador. Festeja a mostrar o símbolo que enverga. Como que a dizer "escusam de se preocupar, NÓS vamos à final".

Estavam decorridos apenas 7 minutos deste 2º tempo mas após esta prova de superioridade não podia fugir.

Mais certezas tivemos ainda no minuto a seguir. Movimento na diagonal de Caio, stick atrás e GOLO! 5 - 1. Fantástico! 

Com 4 golos de vantagem podíamos gerir mais tranquilamente. Foi o que fizemos. A vitória nunca esteve em causa. Os minutos iam passando e o Vendrell nem sequer ia conseguindo ter grandes oportunidades. Defensivamente estivemos soberbos. Mais recuados e cautelosos mas era o que se exigia nesta fase. Uma prova de maturidade da nossa equipa. Ofensivamente algumas chances para marcar. O que não era o mais importante. interessava era manter a bola o máximo de tempo, rodar com tranquilidade e segurança...

A 3 minutos do fim a upla de arbitragem resolve despertar o jogo. Azul para Hélder Nunes. Injustificado, o nosso atleta não simulou nada como foi marcado. No livre directo a equipa espanhola reduz para 5 - 2. Sem alarme.

No minuto seguinte penalti contra nós. Corte com o patim de Reinaldo. Bem marcado. Eles voltam a marcar. 5 - 3 em poucos segundos. Era preciso não existir desleixos.

Convém dizer que apenas marcaram de bola parada e um dos lances nem sequer existiu. Eles pouco ou nada fizeram para de repente estarem "apenas" a 2 golos. Mas foi o que aconteceu, um alertar para amanhã, concentração durante os 50 minutos.

Voltamos a mostrar porque somos superior. A bola esteve quase sempre longe da baliza de Edo. Caio conseguiu isolar-se e esteve perto de marcar. 

Faltavam 50 segundos e o Vendrell comete a 10ª falta. Hélder Nunes para cobrar. Parte para a bola, finta para a direita para deslocar o guarda-redes e muda de direcção. Remate e Golo! Estava feito. Se dúvidas existissem este golo de Hélder Nunes dava a certeza da vitória.

Final. VAMOS À FINAL!

A final disputa-se amanhã às 11 horas de Portugal. Vamos defrontar o Barcelona que derrotou os coisinhos. 

Pinto da Costa disse uma vez uma frase que está presente no nosso Museu: "As finais não são para jogar, são para ganhar". Amanhã ao final da manhã vamos seguir o lema do Presidente. É para ganhar! Não interessa quem está do outro lado. Não interessa que seja no campo deles. É para ganhar! Vamos a eles! 5 em campo, algumas dezenas dos nossos nas bancadas e muitos, muitos a sofrer via TV. Todos com a nossa equipa para vencer a Liga Europeia. 

FORÇA PORTO!




FICHA DE JOGO

FC PORTO-VENDRELL, 6-3
Liga Europeia, final-four, meia-final
3 de Maio de 2014
Palau Blaugrana, Barcelona, Espanha

Árbitros: Franco Ferrari e Matteo Galoppi (Itália)


FC PORTO: Edo Bosch (g.r.); Ricardo Barreiros, Pedro Moreira, Jorge Silva (2) e Reinaldo Ventura (cap.)
Jogaram ainda: Caio (1), Hélder Nunes (2), Vítor Hugo (1) e Tiago Losna
Treinador: Tó Neves


VENDRELL: Xavier Puigbí (g.r.); Eloi Albesa (cap., 1), Jordi Creus, Sergi Miras (1) e Lluis Ferrer
Jogaram ainda: Jordi Ferrer (1), Carlos Cortijo e Angel Rodriguez
Treinador: Guillem Cabestany


Ao intervalo: 3-1
Marcadores: Jorge Silva (9m e 13m), Jordi Ferrer (23m), Vítor Hugo (25m), Hélder Nunes (32m e 50m), Caio (33m), Eloi Albesa (48m) e Sergi Miras (48m)
Disciplina: cartão azul a Jordi Creus (14m), Pedro Moreira (30m) e Hélder Nunes (48m)




 Por: Paulinho Santos











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