Mostrar mensagens com a etiqueta Nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de novembro de 2014

Futebol: Antevisão do jogo com o Nacional

A bonança parece finalmente ter chegado para os lados do Dragão e a confirmação segue-se neste sábado, com o FC Porto a receber o Nacional da Madeira, num jogo a contar para a 9ªjornada da Liga, numa partida onde os comandados de Julen Lopetegui partem naturalmente com claras ambições na conquista dos três pontos, sendo que este encontro antecede mais um jogo europeu para a turma azul e branca.
O Nacional até ao momento está a ter um início algo irregular, tanto a nível de resultados como de exibições. Actualmente ocupa a 12ªposição com 8 pontos – encontra-se em igualdade pontual com o Vitória de Setúbal. Na qualidade de visitante, a equipa madeirense regista três derrotas em outros tantos jogos, contabilizando um saldo negativo de dois golos marcados contra sete sofridos, apresentando inúmeras dificuldades quando actua fora de portas, obrigando ao técnico Manuel Machado a ter procedido algumas alterações no onze, de forma a quebrar essa “malapata” nos jogos fora de portas.  

Para a oitava jornada, o Nacional regressou às vitórias, derrotando a Académica por uma bola a zero, com tento a ser apontado pelo extremo Marco Matias, um dos reforços para esta temporada. Apesar das dificuldades sentidas, realçar que a equipa madeirense mantém os seus conceitos de jogo que no passado já foram importantes no alcançar dos seus objectivos, procurando apresentar um futebol apoiado, com uma zona intermédia a privilegiar a posse e um ataque muito profundo e vertical, sendo de destacar a capacidade do colectivo no momento de transição ofensiva, contando com dois alas bem abertos, mas com capacidades de juntarem-se ao elemento mais avançado do terreno para desta forma criar superioridade em zona de decisão.

Atendendo ao triunfo e essencialmente à boa resposta dada no embate diante da Académica, dificilmente o Nacional irá apresentar mexidas no que ao onze inicial diz respeito. Na baliza, o jovem internacional português Rui Silva roubou o lugar ao então indiscutível Gottardi, ele que aproveitou um mau momento do brasileiro para se impor na baliza alvinegra. 

O polivalente João Aurélio surge no lado direita da defesa, uma posição que executa com qualidade, apesar de considerarmos que poderia acrescentar algo mais jogadores em terrenos mais adiantados. Sobre a esquerda, o brasileiro Marçal garante profundidade ao corredor esquerdo, ele que continua a ser um dos melhores laterais da competição, surgindo no centro da defesa a dupla constituída pelo Zainadine (pode jogar igualmente como lateral direito) e Miguel Rodrigues, uma dupla que ultimamente se tem mostrado sólida. No meio-campo, Ali Ghazal continua a ser o pêndulo da equipa, funcionando como um autêntico “tampão” nos momentos com e sem bola, fazendo bom uso do físico e ainda mostra serenidade no momento de construção ofensiva. 

Por norma, a zona intermédia do Nacional é composta por um médio defensivo e dois médios interiores e assim sendo, na frente do Ali Ghazal, devem surgir o Boubacar e o talentoso Gomaa. O Boubacar é um jogador de trabalho, que garante competências nas coberturas e no jogo aéreo, ele que pode jogar igualmente na posição “6”. Já o médio egípcio, desequilibra quando tem bola, apresentando uma excelente visão de jogo, criatividade e capacidade de ganhar metros a partir da zona central.

Referir que o Gomaa chegou a estar em dúvida para este desafio devido a lesão, contudo, acabou por recuperar a tempo. No sector ofensivo, Marco Matias garante verticalidade ao ataque, sendo que no lado contrário o irrequieto Rondón é um jogador com tendências naturais de aproximação ao ponta de lança, fazendo com que ao longo de um encontro consiga dispor de algumas situações claras de finalização.
Como elemento mais adiantado, face à lesão do coreano Suk, o jovem Lucas João deverá manter um lugar na equipa inicipal.

Quanto ao FC Porto, é certo que no encontro frente ao Arouca o técnico Lopetegui não fez a habitual rotatividade que nos tem habituado – surpreendeu apenas na troca de centrais – mas desta feita, é provável que possa fazer mais mexidas no onze, atendendo que na próxima quarta-feira haverá jogo a contar para a Liga dos Campeões. Perante esse cenário, jogadores como Maicon e Quaresma poderão regressar às escolhas iniciais.  


Lista de Convocados:

GR: Fabiano e Andrés Fernández 

Defesa: Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Alex Sandro

Médios: Casemiro, Quintero, Herrera, Óliver, Rúben Neves 

Avançados: Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Tello, Adrián López, Aboubakar


Por: Dragão Orgulhoso

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O ARTISTA

#FCPorto #benfica #jesus #joker


Que nunca faz nada
Nunca agrediu!
Qu’o Polícia não viu
Quando deu pancada!?

E agora no Bessa
Nem falou c’o árbitro
Qu’ele é catedrático
E nem dá conversa!

E se foi expulso
Foi por erro de facto
Ond’o bom do Marco
Presumiu o abuso!

Pois a interpelação
Do Jesus ao juiz
Só tinh’o cariz
De boa educação!

Pois queria agraciar
O seu bom trabalho
No momento falho…
Em qu’estav’a apitar!

Pois não vir’a jogada
Ond’o Jara caíra
E por tal não vira
Essa cacetada!

E fôra tão óbvio
De bradar aos céus!
Que Jesus c’os seus
Toma por seu opróbio!

E c’a maior lisura
Só lhe chamou “ladrão”
Sem esconder a mão
Nessa compostura!

Não s’entend’a razão
O juízo do árbitro
Ao ouvir “larápio”
Nessa confusão…

Nada que se conheça
No agir do “Mestre”
Sem acção agreste
Sobre tud’o que mexa!

Tem total presunção
Da maior inocência
Essa “Eminência”
Da boa criação!

E o ónus da prova
É pois invertido
Sobr’o sucedido…
Que é coisa nova!!

“In dubio pro reo”
Diz o Direito Romano
No céu ou neste plano
Em que Jesus nasceu!

Pois o desenlace
Dum novo processo
É o erro confesso
De não dar a outra face!


Por: Joker

sábado, 15 de março de 2014

O vintém

#benfica #mouros #UEFAEuropaLeague #JJ #JorgeJesus #Palhaço



O chiclas lá foi à “city”
Vencer sem resistência
E podendo ser a referência
Acabou por ser um “penny”!

Qu’é o valor atribuido 
Em terras de Sua Majestade
A quem valha a verdade
Não vale mais qu’o sabido!

E sempre nesta reincidência
Qu’é o espelho desse clube
Quando vencem, é saúde!
Quando perdem, é doença!

E quando cheios d’altivez
Mostram os dedos em riste
É este o momento “triste”
Em que perdem outra vez!

Seja ao Machado, ao inglês
O Chiclas tend’a humilhar
Quando s’encontr’a ganhar
Seja aos quatro ou aos três!

Acha-se o centro do mundo
Nas piadas de mau-gosto!
E a justificação no seu rosto
É esse gozo nauseabundo!

E querendo dar baile
Como antes ao Nacional
Desta vez foi Portugal
Que se sentiu no detalhe!

E bem vistos no jogo
Perdemos por silogismo!
Nesse gesto de cinismo
Como momento de nojo!

O “fair-play” é tomado
Como regra absoluta!
Em Portugal, tal conduta
É um gesto aclamado!

Por isso é absolvido
Para mal dos nossos pecados!
E os Portugueses tomados
Por um burgesso convencido!

E em três dedos de desdém
Mais um arrojo latino:
Um cretino é um cretino
Um vintém é um vintém!

1 Penny = 4 vinténs


Por: Joker

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Natal Mouro.



Estava o “leão” em primeiro
Quando, eis que cheg’o Natal!
Ia de mota, matreiro…
Mas espalhou-se na nacional!

Pois queria qu’o Natal
Fosse festa do Islão
E nisso a festa ideal
Tinha a mão de Solimão!

Uma mãozinha marota
Que se usa pelas costas
É a mais pura batota…
Perdendo vê lá se gostas!?

E não contente c’o feito
Lá s’insurgiu no relvado!
“Ó Mota, foste comprado!”
Diz o “leão” de peito-feito!

E caminha pr’a outra sala
Pr’a continuar a refrega
À conferência s’entrega…
É o “Delegado” que fala:

“Queria “parabenizar”
Os outros dois presidentes
Qu’aqui nos vieram roubar
Pontos que nos são “indiferentes”!

Pois sabemos bem, (que)
Não contamos pr’o Totobola
E não interessa a ninguém
S’o Sporting até descola!

Nós só queríamos ser
Os líderes neste Natal!
E nessa prenda, crescer
Como uma criança normal!”

E neste discurso “cortês”
Reclama da “violência”
O qu’em Manel Machadês
Significa: incompetência!

E chor’o lugar perdido
No infantário d’Alvalade
Tanto menino sofrido…
Tanta infantilidade:

Chor’o “leão” Presidente
Chor’o “leão”  Delegado
Chor’o Jardim, “coerente”:
“O árbitro foi o culpado!

Buá, foi-se o primeiro!
E o Natal já não é verde!?”
E tem-se o “leão” costumeiro
Nesse lugar que lhe serve!

O terceiro é garantido
Como prenda natalícia!
Só por ser um bem-nascido:
Um Visconde sem malícia!

E se o terceiro aí vingar
O Visconde ganh’ó título!
E a nobreza vai ganhar
Um Conde de triciclo!

Pois a voz grossa entoa
A imponência e tamanho!
O Bruno, é que não s’assoa…
E solt’a baba e o ranho!

Ainda é um fedelho
Que não contém o choro!
Queria ser o primeiro…
E ter um Natal…mouro!

Alah u' Akbar!



Por: Joker

domingo, 24 de novembro de 2013

Liga portuguesa, 10ª J.: FC Porto 1 - 1 Nacional

Começarei pelo pré-jogo. Classificando o adversário de “besta-negra” e jurando claras melhoras após a paragem competitiva, colocou sobre si próprio e sobre o resultado, um ónus dispensável.




O jogo mostrou algumas mudanças, de facto. A primeira parte do FC Porto é boa. Sendo até mais específico, os primeiros 20 minutos do FC Porto são muito bons. Pressão alta, velocidade de execução e mobilidade no ataque. Mas também há respeito do Nacional perante o emblema portista e campeão nacional. Há aquela tentativa de sobreviver aos primeiros 15 minutos sem sofrer golos. São muitos os golos falhados.





Passa essa fase do jogo e começa o mesmo de sempre. O Nacional vai subindo de rendimento, tornando inócua a posse do FC Porto, a afastar o perigo para mais longe da sua área e a ganhar confiança no contra-ataque.

A primeira parte acaba com um FC Porto dominante, mas já soçobrando às suas fragilidades, que para não ser repetitivo, vou abster-me de as enumerar uma vez mais.

A segunda parte, traz um FC Porto já bem mais amorfo, com crescentes dificuldades em controlar o adversário. Não só isso, mas com dificuldades crescentes em criar perigo. Ainda assim, chega ao golo, num lance construído pelos dois jogadores com melhor rendimento.

Após o golo, Manuel Machado desmultiplica a equipa. Mete um criativo em campo, um ponta-de-lança posicional para incomodar os centrais portistas e já havia trazido Mateus para as diagonais.

O FC Porto degrada-se de segundo em segundo. Esboroando-se, mas mantendo, estatisticamente, um falso domínio no jogo. O Nacional cheira o sangue portista e entusiasma-se. O FC Porto desaparece dos flancos, onde só Danilo estica jogo. Jackson torna-se um elemento isolado no ataque e o meio campo portista já não filtra o ataque nacionalista.

E pronto. Golo do Nacional.

Mesmo ensaiando o 4-4-2 a espaços, o problema não é do sistema. É falta liderança e de qualidade no seu comando.

Se o pré jogo havia sido sofrível, o pós jogo foi desgraçado. Há uma besta-negra que assombra o FC Porto. Muitos jogos do FC Porto. O Nacional está ilibado, pois para quem debita estatística para explicar o desaparecimento do FC Porto do jogo, há uma a que não escapa: nos últimos 6 jogos, ganhamos 2. A liderança de 5 pontos esvai-se.

Uma análise curta, bem sei, mas resultado de saturação. Acontece sempre o mesmo. Sempre.
Iremos chegar a Janeiro para tudo mudar, excepto que atormenta a equipa? Resta ver se quando lá chegarmos algo haverá para lutar.

Vem aí o Austria Viena. A vitória é incondicional.


Análises Individuais:

Helton – Um espectador, embora tenha tido trabalho em alguns lances, sobretudo como libero.

Danilo – Tentou ser tudo no flanco direito, mas não chega para tudo. Tenta esticar tanto o jogo que chega a perigar a sua acção defensiva. Mas se só ele leva a carta a Garcia pelo flanco…e faz uma grande assistência para golo.

Alex Sandro – Voltou a falhar, sobretudo, na hora de defender. No ataque, já pareceu mais solto.

Maicon – Um bom regresso. Não fez uma exibição de encher o olho, mas num sector onde andam ao despique para ver quem faz a maior calinada, alguém que as tente evitar, já é bom. Titular!

Otamendi – Estava a fazer um bom jogo. Entrega e loucura, como é seu timbre. Até que borra a pintura e o Nacional aproveita. Acabou o crédito.

Fernando – É o paradigma da equipa. Eis um jogador que muitos jogadores desejariam ter na sua equipa. Porque naquilo em que é bom, poucos fazem melhor que ele. Infelizmente, é cada vez menos um 6 como deveria ser e cada vez mais um jogador de área a área. Quem compensa os laterais? Quem carrega sobre o criativo contrário? Quem leva o meio campo para frente? Não importa!

Herrera – Esteve melhor, mas ainda muito distante do desejado. Não falhou tantos passes, mas também veio muito mais conservador nesse capítulo. Simplesmente, não arriscou quase nada. Verticalizou três jogadas, procurou algumas tabelas, mas tentou sempre manter o seu jogo simples e sem risco. Não critico a opção, acho-a até inteligente. Infelizmente, não estamos numa fase que aguente essa opção.

Lucho – Mete carácter e alma no jogo. Voltou a não ser o criativo que a equipa precisa. Mas dá tudo pela equipa. Tudo. Como se vê na assistência perfeita que faz para Jackson tentar o 2-1 redentor. Imperdoável é o que fez aos 56 minutos. Isolado, bolinha a saltar, à entrada na área e a baliza à sua mercê. Remate ao lado. Inacreditável. Vergonhoso.

Josué – Enquanto jogou pelo meio, mostrou que é ali que tem que jogar. Já sei que Paulo Fonseca nem valoriza isso. Mas é ali. No flanco, não fez nada de jeito.

Varela – Bons primeiros minutos. Quinze minutos onde muito desperdiçou, mas mostrou vontade e velocidade. O resto do jogo é tão fraco, mas tão fraco, que já há qualificativo.

Jackson – Perdeu o duelo com Gottardi no lance final. É justo dizer que lhe faltou classe, nível ou estofo. É justo! Já nem ele consegue fazer a diferença e sucumbe a esta praga de erros e mais erros. Mas jogou muito tempo sozinho, tentou fazer tudo no ataque e marca um bom golo. A equipa distancia-se dele e não foi o abono de família no fim.


Quintero – Entrou para uma posição híbrida. Sendo ele um criativo puro e vindo de lesão, seria previsível que não teria pernas para esse vaivém. Não foi influente no jogo e padeceu do mesmo problema que Josué. Enquanto esteve no centro, fez jogar. Quando caiu no flanco, desapareceu.

Licá – Mais uma entrada sem qualquer aporte qualitativo. Um constante em Licá. Quando o FC Porto precisava de controlo a meio campo, entra um extremo que não é rompedor.

Ricardo – Tarde demais. O extremo que a equipa precisava entra tarde demais. É assim o nosso comando. Só depois de estarmos empatados.


Ficha de Jogo:

FC Porto: Helton, Danilo, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Héctor Herrera (Ricardo Pereira, 87), Fernando, Lucho González, Jackson Martinez, Josué (Juan Quintero, 65), Varela (Licá, 76)

Nacional: Gottardi, Miguel Rodrigues, Nuno Sequeira, Mexer, Zainadine, João Aurélio, Rafa Sousa (Diego Barcelos, 54), Claudemir, Mario Rondón, Djaniny (Mateus, 50), Candeias (Lucas João, 57)

Árbitro: Carlos Xistra

                     

Por: Breogán

sábado, 23 de novembro de 2013

Liga portuguesa, 10ª J.;FC Porto - Nacional (Antevisão)









Depois de mais uma paragem nos campeonatos profissionais, a Liga Zon Sagres está de regresso neste fim de semana! O líder FC Porto recebe neste sábado o Nacional, formação que nesta altura ocupa a quinta posição, contabilizando 14 pontos, tendo como principal objectivo para a temporada, um lugar que possa dar acesso a uma presença nas competições europeias.








No último jogo realizado pelo Nacional, a equipa madeirense cedeu um empate no seu reduto perante o Olhanense a zero golos. O médio egípcio Aly Ghazal será baixa confirmada, em virtude da sua expulsão nesse encontro, ele que tem desempenhado a posição "6" da equipa, se destacando acima de tudo pelo equilíbrio que confere à equipa nos dois momentos de organização. Existem dúvidas em redor do substituto, sendo que o brasileiro Claudemir será certamente uma forte possibilidade, baixando então de uma posição mais interior para médio defensivo, juntando ao jovem Jota, o Rafa...completando desta feita o trio de meio-campo, já que turma orientada pelo prof. Manuel Machado dá privilégio a um sistema táctico, onde é composto por três jogadores sobre a zona intermédia.

Entre os postes, o brasileiro Gottardi está de pedra e cal. Guardião bem constituído a nível físico, revela segurança dentro, bem como fora dos postes, sendo para nós, um dos melhores guarda-redes deste campeonato. No quarteto defensivo, o único lugar que tem sofrido rotatividade, tem sido no lado direito da defesa, no entanto, o moçambicano Zainadine ganhou o lugar ao polivalente João Aurélio e dificilmente sairá do onze inicial nesta fase.

Quanto ao trio formado pelo Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal, terão os seus lugares em segurança. Destacar neste sector defensivo, o lateral Marçal, um jogador que chegou ao clube em 2012 oriundo do Torreense, e desde então tem sido indiscutível na esquerda - não dando qualquer possibilidades de entrada na equipa do reforço Sequeira - numa posição diria "histórica" por parte do Nacional, uma vez que já deu a conhecer ao futebol português excelentes jogadores.

Também há que realçar o central Miguel Rodrigues! Apresenta bom sentido posicional, boa leitura de desarme e antecipação...características que fazem valer a pena estar de olho. Atendendo ao que vem rendendo semana após semana, dificilmente ficará por muito tempo na Choupana.

No sector ofensivo, poderão existir algumas mexidas. No jogo contra o Olhanense, Rondon e Candeias foram os eleitos para alas, jogando mais adiantado o Djaniny. O angolano Mateus está totalmente recuperado dos problemas físicos e atendendo aos poucos golos da equipa, será sempre um jogador a ser considerado pelo seu técnico. Neste caso: não seria de estranhar, caso o treinador prescinda de Djaniny e apostar num trio de velocistas para a frente de ataque.

Nos tricampeões nacionais, registar o regresso à competição por parte do colombiano Quintero, num jogo, onde acima de tudo são exigidos três pontos, de forma a continuar na liderança isolada da Liga. O castigado Mangala não joga, entrando o Maicon para o onze, tendo como parceria, o argentino Otamendi.


Por: Dragão Orgulhoso

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Taça de Portugal: Nacional - FC Porto (Antevisão)






Antes de mais um compromisso europeu que terá pela frente, o FC Porto desloca-se à Madeira para defrontar neste sábado o Nacional em jogo a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, opondo duas equipas do mesmo escalão. 





Para chegar a esta fase os azuis e brancos derrotaram na ronda anterior o Santa Eulália por uma bola a zero, enquanto a turma madeirense levou a melhor no seu reduto sobre o Sp. Espinho por 4-0, curiosamente um encontro que marcou o regresso do técnico português Manuel Machado aos comandos da equipa, substituindo o Pedro Caixinha que saiu devido aos maus resultados.

Tendo em conta que a meio da semana vários jogadores estiveram ausentes (selecção), alguns deles com pouco tempo de repouso para este desafio, existe a dúvida qual o onze a ser utilizado pelo técnico Vítor Pereira, sendo certo que o brasileiro Fabiano terá certamente oportunidade de ser o eleito para a baliza. Quanto aos jogadores de campo poderá existir uma outra modificação no onze, mas derivado ao adversário que os dragões têm pela frente e num passado recente ter-se dado mal com muitas alterações, o onze base que tem sido utilizado nestes últimos jogos deverá manter-se.

O Nacional tem feito um campeonato bastante discreto até ao momento, no entanto possui qualidade e capacidade para mais. 

Com a vinda do Manuel Machado a equipa ainda não está certamente no "ponto", mas já se notam algumas melhorias no jogo jogado. Atendendo à forma como os madeirenses se têm exibido ultimamente também não é de crer que o técnico proceda a muitas mexidas. A sucederem praticamente deverá passar apenas pela troca de guarda-redes (saindo Vladan do onze e entrando Gottardi). Obrigatoriamente Moreno terá que sair do onze (vai cumprir um jogo de castigo).

O técnico da turma madeirense por norma vai variando a sua equipa num 4-3-1-2 e 4-2-3-1, numa defesa composta por João Aurélio, Manuel da Costa, Mexer e Marçal, povoando o meio-campo com um pivot e dois médios interiores, neste caso Moreno (como estará ausente Claudemir pode recuar no terreno e assim entra Mihelic) e os indiscutíveis Claudemir e Revson (atenção a este jogador), colocando Diego Barcellos nas costas da dupla de avançados, que tem três candidatos para dois lugares, casos de Keita, Rondon e Mateus (entrou muito bem no encontro frente ao Guimarães).

Antevisão de Vítor Pereira em www.fcporto.pt:

"A Taça é claramente um objectivo para nós"








O encontro no terreno do Nacional (sábado, 20h15, quarta eliminatória da Taça) encerra vários obstáculos: para além da valia do adversário e do difícil terreno da Choupana, os Dragões mal tiveram tempo de o preparar, devido aos jogos das selecções. Porém, Vítor Pereira assume a competição como um dos objectivos da época e sublinha que os portistas terão de ser "competitivos".







Ainda faz algum sentido fazer uma análise do jogo com o Nacional à luz do que aconteceu na eliminatória anterior, frente ao Santa Eulália [vitória azul e branca por 1-0, frente a um adversário da III Divisão], ou os madeirenses são um adversário que coloca de imediato o FC Porto em alerta?

Faz sentido para voltar a atribuir mérito à equipa do Santa Eulália. Também reconheci que fiz demasiadas adaptações e mexidas, que descaracterizaram o nosso jogo. Em termos competitivos, não vejo qualquer “transfer”. Vamos jogar com uma equipa da Primeira Liga e, a meu ver, a classificação do Nacional não reflecte a sua qualidade individual e colectiva. Tive oportunidade de ver o último jogo deles em Guimarães e é uma equipa muito perigosa nas transições, com jogadores muito rápidos na frente. A Choupana transporta-nos para um contexto que é complicado para qualquer equipa. Independentemente disso, sabemos o que queremos. Para ganhar temos de ser competitivos e estar ao nosso melhor nível, porque o resultado não terá retrocesso. É preciso ganhar para seguir em frente e a Taça de Portugal é claramente um objectivo para nós.

Este calendário misto, com jogos das selecções pelo meio, prejudica o FC Porto face ao Nacional?

Quem quer preparar um jogo tem de ter os jogadores presentes. Às vezes, quando os atletas chegam dois ou três dias antes de um encontro, ainda é possível fazer alguma coisa. Neste caso, com tantas viagens e minutos nas pernas, não vai ser possível trabalhar, a não ser do ponto de vista teórico.

Vai ser obrigado a mexidas profundas na equipa?

Vou ter de fazer a gestão da melhor forma, depois de perceber como os jogadores chegarão e quais estão em melhores condições para garantir a passagem da eliminatória. O facto de termos muitos internacionais traz-nos coisas positivas, mas também nos coloca este tipo de dificuldades.

O James e o Jackson, que chegam hoje ao Porto, já não contam?

Uma resposta obrigava-me a divulgar a convocatória e a equipa. Não tenho conhecimento do estado de cada jogador e ainda não fiz a convocatória. Ainda tenho mais um dia para pensar.

A Taça de Portugal passou a ser um objectivo mais forte depois do que aconteceu na época passada frente à Académica (derrota por 3-0, também na quarta eliminatória)?

Admitimos que não estivemos ao nosso nível e pagámos caro a factura. Não é um jogo para esquecer mas sim para recordar, de forma a não cometermos os mesmos erros. A abordagem mental não foi a que se exigia e saltámos fora da Taça. Normalmente, reflectimos sobre os erros e as condições que nos levaram a comete-los. Frente ao Nacional, se tivéssemos a mesma abordagem mental, seria um descalabro. Não nos podemos dar ao luxo de não ter uma abordagem competitiva, de sacrifício. Este jogo vai exigir união e espírito de equipa, mas são esses os predicados que a equipa tem apresentado este ano.

Tendo em conta esse passado, o não apuramento para a próxima eliminatória terá de ser classificado como um desastre?

Este clube é ganhador. Nem empates nos satisfazem – mesmo quando nos permitem a passagem a uma próxima fase, como em Kiev –, quanto mais a eliminação de uma competição como a Taça. Partimos para o jogo com o Nacional com a convicção de que vai ser complicado. As condições não foram as ideais para o preparar, pelo que as dificuldades aumentam.



Lista de convocados :

Guarda - Redes - Helton e Fabiano
Defesas - Danilo, Miguel Lopes, Rolando, Eliaquim Mangala, Abdoulaye e Otamendi
Médios - Lucho González, Castro, João Moutinho e Steven Defour
Avançados - Iturbe, Jackson Martinez, James Rodriguez, Kléber, Varela e Christian Atsu


Por: Dragão Orgulhoso
>