quarta-feira, 24 de abril de 2013

Castro, o último Dragão










Há quem lhe chame o filho do Dragão, quem diga que é o último dos jogadores “à Porto”, uma voz de comando, aquele que come a relva, aquele que se mostra orgulhoso por usar esta camisola mais do que qualquer outra, o último que se rende. No fundo, o último Dragão.





Sinto isso cada vez que vou ao Estádio, sinto o carinho dos adeptos por ele e também uma espécie de pacto de lealdade.

E essa lealdade não foi construída com palavras ocas ou promessas vãs, essa lealdade foi construída por cada jogo que fez, pela atitude que demonstrou e porque em momento algum se achou mais nem melhor que o Símbolo que carrega ao peito.

O miúdo que nasceu para ser capitão fez a sua formação no Porto e chegou à equipa principal. Não encontrou espaço e por isso rodou no Olhanense, duas épocas de grande nível, voltou ao Porto, mas como o espaço ainda estava atulhado, digamos assim, voltou a rodar, desta vez na liga espanhola e no Gijon, mais duas épocas de bom nível. Volta ao Porto esta época e fixa-se, não sem antes ter de provar repetidamente que é melhor que um certo belga... (mas isso são outras histórias).

É por jogadores como o Castro que eu ainda acredito na Formação, não só de jogadores como de homens. Castro como jogador e em certa medida como homem é produto da escola Porto. 

Costumo ouvir aos adeptos dizer que os jogadores vêm e vão mas o clube fica. Atrevo-me a dizer que o clube fica, mas ficaria bem melhor se se continuasse a formar "Castros", porque meus amigos, nas alturas de glória e de festa os virtuosos parecem Gigantes, mas quando o barco começa a afundar, os virtuosos saltam todos borda fora ou apanham boleia de outros barcos... e nessas alturas são os "Castros" que ficam, são os "Castros" que resistem.

Espero que o Castro não seja o último dos Dragões (embora não veja outro assim...) e acima de tudo espero que nenhum iluminado lhe corte as asas.


Por: Prodígio
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