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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Champions League: Shakhtar D. - FC Porto (Antevisão)

#FCPorto #Shakhtar #ChampionsLeague


O primeiro adversário a ser sorteado no grupo do F.C. Porto, e teoricamente o adversário mais cotado do grupo, foi o Shakthar Donetsk. Apesar da valia dos ucranianos, experientes nestas andanças, acabam por ser, na teoria, um dos adversários mais “acessíveis” do pote 2, tendo em conta que se encontravam entre clubes como o Manchester City, Psg ou Dortmund.

Fundado em 1936, o Shakhtar é o actual campeão ucraniano, título que conquistou por 9 vezes, sendo que conta no currículo com um título europeu, a Liga Europa conquistada em 2008/09.

Este será o 3º encontro entre os ucranianos e o F.C. Porto, depois dos encontros de 83/84, na extinta Taça das Taças, e em 2011/12, na fase de grupos da Liga dos Campeões. O histórico está totalmente do lado dos portistas, com 3 vitórias e um empate, e um saldo de 8-4 em golos marcados.

A equipa é orientada pelo romeno Mircea Lucescu há mais de uma década, e composta por uma base de jogadores ucranianos e brasileiros (quase em mesmo número). Esta tendência de aposta no mercado brasileiro é já histórica no clube, que ao longo dos últimos anos tem apostado em planteis com uma grande base de jogadores canarinhos. Esta predominância brasileira nota-se principalmente do meio campo para a frente.

Entre esses brasileiros, destacam-se alguns que foram apontados (uns com mais força que outros) ao nosso clube. Desde Bernard, a grande novela do Verão de 2013, passando por Fernando ou Taison, todos acabaram por preferir o dinheiro ucraniano, sendo que alguns já mostraram o seu arrependimento pela opção. Também Luiz Adriano foi várias vezes apontado ao Dragão, mas este sempre como dado de saída dos ucranianos. Ismaily também é outro dos nomes familiares, pela sua passagem em Portugal (Olhanense e Braga), mas há outros nomes que qualquer adepto de futebol conhece: Srna, o lateral croata que tem uma carreira que fala por si; Wellington Nem ou Douglas Costa, dois desiquilibradores de grande qualidade que terão, certamente, futuro na selecção canarinha.

Na presente época o Shakthar já venceu a Supertaça (2-0 sobre o Dynamo Kiev) e leva 5 vitórias em 5 jornadas do campeonato, o que atesta bem da qualidade destes ucranianos.

Um ponto que pode jogar a favor da nossa equipa é o facto de, devido aos conflitos actuais na Ucrânia, o jogo se disputar em Lviv e não em Donetsk. Lviv fica no extremo Ocidente do país, e torna-se quase num jogo em campo neutro, até porque o encontro será na 2ª jornada do grupo, quando as temperaturas ainda estarão, em teoria, aceitáveis. 


O primeiro encontro entre as duas equipa está então marcado para amanhã dia 30 de Setembro. 

O FC Porto viajou para a Ucrânia com os seguintes jogadores: Fabiano, Andrés Fernández e Ricardo; Danilo, Martins Indi, Marcano, Ricardo, Quintero, Brahimi, Jackson Martínez, Tello, Reyes, Evandro, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver, Rúben Neves e Aboubakar.

Como tal prevemos que se apresente com a seguinte formação: 



Por: Eddie the Head

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Meio campo de Lucho?




#FCPorto #LuchoGonzalez #PauloFonseca

El Comandante Lucho Gonzalez deixou o plantel do F.C. Porto no mercado de Inverno, quando poucos o previam. A justificação pública, tanto do clube – pela voz de Paulo Fonseca - como do jogador, apontam no sentido de se ter tratado de uma oportunidade única nesta fase da carreira do jogador, que assim faz um contrato milionário a apenas 6 meses de terminar o vínculo anterior.





Contudo, na opinião de vários adeptos e mesmo comentadores, a facilidade com que o clube deixou sair Lucho deve-se essencialmente ao seu abaixamento de forma nos últimos tempos, abaixamento esse que tem sido associado à sua idade. A perda de influência do antigo capitão no jogo portista era evidente, e muitos associaram esta saída – sem retorno financeiro directo para o clube – como uma boa resolução tanto para o treinador, como para o jogador, evitando-se assim uma situação de banco para um símbolo do clube.

Mas será verdade que Lucho não tinha mais para oferecer ao jogo portista? E será que o seu rendimento estava abaixo da bitola média da equipa?

Facto: tirando breves momentos em alguns jogos (como a 1ª parte no Dragão contra o Guimarães e a 2ª com o Braga), nunca a equipa do Porto este ano jogou com um 8, um jogador com as características de Lucho. O argentino foi sendo encostado ora à frente (jogando entre a posição 10 e 2º avançado, algo que o desgastava muito mais que a qualquer outro elemento em campo) ora atrás (integrando o famoso duplo pivot, ao lado de Fernando). Com isto chega-se ao óbvio: Lucho praticamente nunca jogou na sua posição esta época. Se a número 10 ainda foi disfarçando, devido à grande cultura tática que tem e, ao contrário da opinião generalizada, à frescura física que apresentou nos primeiros meses da época; no duplo pivot jogou sempre abaixo do seu nível. 

Justificações há muitas: a começar pelo seu decréscimo de forma (por se ter andado a desgastar em demasia quando jogava a 10), passando pela anarquia táctica da equipa que se vem acentuando de mês para mês, para terminar no facto de Lucho nunca ter tido as características que este lugar, neste sistema, pede: um jogador rápido, rotativo e intenso, sendo que para este ponto também contribui muito a sua quebra física.

Respondendo à questão em cima: Lucho tinha mais para oferecer à equipa, mas para isso tinha de ser melhor gerido e a equipa necessitava de jogar de outra forma. E aqui vem a 2ª questão. Não faz sentido adaptar a equipa a apenas um jogador como Lucho, mas a verdade é que Lucho não estava abaixo da bitola. Logo, o problema nunca foi Lucho, mas sim todo sistema táctico que, desde início, emperra no meio campo.

Além destes pontos, há a questão do balneário, sendo Lucho unanimemente reconhecido como grande profissional e uma voz ouvida e respeitada no balneário.

Numa época complicada, onde o título está difícil, fará sentido deixar partir o capitão a meio? Ainda para mais com perspectivas de se perder o outro esteio do meio campo (Fernando), por questões extra futebol?
Desde a saída de Lucho já aconteceram 2 jogos, ambos contra o mesmo adversário, o Marítimo, e em ambos o problema do meio campo não só se manteve, como se acentuou.

No jogo do Dragão, a equipa começou com Fernando, Defour e Carlos Eduardo, solução lógica no momento. Mas os problemas eram os mesmos, sendo que foram claramente acentuados quando, cedo na partida, Fernando se lesionou e deu lugar a Josué, que partilhou o duplo pivot com Defour. O que se viu? Uma equipa sem capacidade de pressionar no meio campo, com saída de bola ainda mais deficiente que o comum e com os 2 médios mais defensivos bem longe de Carlos Eduardo e sem capacidade de chegada à frente.

A solução seguinte nesse encontro foi a entrada de Quintero para o lugar de Defour, recuando Carlos Eduardo. A equipa acabou por vencer, mas mais por sorte e querer dos jogadores, do que por engenho táctico. O “buraco” do meio campo era evidente, a incapacidade de recuperar bolas gritante. Mas a vitória surgiu, num jogo onde a equipa teve de dar a volta.

O que faz Paulo Fonseca no jogo seguinte? Começa com Defour, Josué e Carlos Eduardo, devido à “lesão” de Fernando e , quando se vê a perder, não perde muito tempo e troca Defour por Quintero, ignorando todos os sinais de alerta do jogo anterior, olhando apenas para o resultado.

Desta vez a vitória não surgiu, nem sequer o empate. Os problemas foram os mesmos, problemas esses que não afectam apenas a defesa, mas também o ataque, porque a capacidade desta equipa recuperar bolas no meio campo é perto de nula.

Portanto, o problema não era seguramente Lucho, sendo que a saída do Capitão agrava ainda mais o estado do meio campo se não houver Fernando, dificultando a transição.

Contudo, não é por ter Lucho que estes problemas estariam resolvidos.

O problema é o treinador, e a solução só pode ser uma: mudança!

Todas estas questões já foram analisadas e discutidas e Paulo Fonseca teve tempo suficiente para repensar a sua ideia de jogo e aplicar as mudanças. Nunca o fez, nem deu sinais de o pretender. O ciclo terminou, apenas se espera a demissão. E num curto espaço de tempo, sob pena de hipotecar o resto da época.

Por último devo referir outro dos aspectos apontados por alguns adeptos para a forma como a saída de Lucho foi facilitada: o facto de a SAD já dar esta época como perdida.

Refiro este ponto, mas não dou grande importância porque me recuso a acreditar que numa época que vai a meio, e com tanto para ganhar, alguém da direcção desista.


Por: Eddie the Head

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Projecto Basquetebol.

Quando, em Julho de 2012, foi anunciado o fim da equipa senior de basquetebol do F.C. Porto, poucos acreditavam que a modalidade pudesse voltar.





Apesar desse fim ter sido transmitido como uma pausa para reestruturar a modalidade no clube, de forma a haver uma aposta mais profunda na formação, a verdade é que quase todos esperavam uma “morte lenta”, não acreditando num regresso a curto prazo, tal como já aconteceu num passado recente com outras modalidades do clube.






A forma como o fim foi comunicado oficialmente, com uma enorme frieza e sem uma palavra que fosse para os adeptos; assim como algumas informações que iam chegando aos adeptos, deixavam entender que os motivos da suspensão iam para lá da instabilidade federativa (motivo, no mínimo, muito discutível para se acabar com uma modalidade com tanta história) e da situação económica da altura, factores adiantados na data como os motivos para o fim da modalidade.

 Contudo, o primeiro sinal de que se poderia estar realmente a pensar a modalidade a longo prazo surgiu quando Moncho Lopez aceitou manter-se no clube, para dirigir todo o basquetebol do clube. Por essa altura deu-se também a inscrição de uma equipa senior Dragon Force na CNB2, equipa essa que seria constituída pelos jogadores da equipa de sub-20, que passariam assim a competir em 2 escalões. Eram ainda sinais ténues e muitos adeptos mantinham-se cépticos e críticos face à opção tomada.

É um facto que a CNB2 era uma competição com equipas de qualidade muito limitada e a evolução dos jovens não seria tão acentuada quanto desejado, mas o simples facto de existir uma equipa senior do F.C. Porto em basket fazia os mais crentes acreditarem no regresso a médio prazo.

No final da época surgiu outro sinal de um trabalho de qualidade na formação, com a conquista do campeonato nacional de sub-20 na casa do grande rival, mostrando que o futuro da modalidade em Portugal pode muito bem ser azul e branco.

Mas foi no virar para a presente época que surgiu o sinal mais importante de que este projecto é mesmo sério: a inscrição da equipa Dragon Force na Proliga (2ª divisão nacional), a que se juntou o regresso de Moncho Lopez ao comando técnico da equipa.

O conceito da equipa manteve-se, sendo formada na sua grande maioria por jovens da formação e portugueses, sendo o único estrangeiro o jovem espanhol de 18 anos Ferrán Ventura. Um bom exemplo da juventude da equipa é o facto de quase todos os jogadores terem no máximo 20 anos, sendo o mais velho ainda um jovem com 24 anos, o regressado André Bessa.

E a verdade é que este início de temporada tem mostrado que o trabalho tem sido bem feito. A equipa segue na liderança da Proliga com 5 vitórias em 5 jogos, sempre com vantagens, no mínimo, confortáveis. Entre esses encontros esteve a vitória esmagadora frente à equipa B do Benfica, no Dragão Caixa, por 84-38, num encontro em que o resultado até foi curto para o basket apresentado pelas duas equipas, e onde ficou demonstrada uma enorme diferença de valores entre os jovens das duas equipas.

No entanto, o grande teste desta equipa, até ao momento, surgiu na Taça de Portugal, no confronto com a Oliveirense, equipa do principal escalão nacional. No encontro disputado no Caixa, os jovens dragões saíram vencedores por 116-110, no fim de 3 prolongamentos, num jogo louco e de uma qualidade enorme. A equipa portista mostrou sempre uma defesa agressiva e um jogo exterior forte. Mesmo com alguns contratempos ao longo do encontro, conseguiu sempre reagir e vencer um jogo daqueles que fazem evoluir jogadores.

Foi uma demonstração de que esta equipa se poderá bater a um nível mais elevado, mesmo sendo ainda um conjunto com muito pouca experiência.





Para que tal possa acontecer, chegando àquilo que se espera ser a etapa final deste projecto (regresso ao principal escalão nacional e consequente retorno do nome F.C. Porto para a equipa) são necessários ainda alguns ajustes ao nível de plantel. Apesar da boa resposta dada no teste mais exigente, falta a esta equipa mais que maturidade.





Em 1º lugar é necessária mais força nas tabelas, um ou 2 jogadores interiores para ajudarem Miguel Queiroz nas batalhas mais duras, alguém que faça o trabalho sujo. É também necessário outro tipo de jogador para jogar mais afastado do cesto. A equipa tem uma enorme capacidade para atirar de longe, mas, por vezes, abusa da tentativa de lançamento de 3 pontos, onde, por exemplo, Ferrán Ventura ou Pedro Bastos são exímios. Um jogador que aposte mais nas penetrações, e que tenha outra capacidade física, seria muito importante e potenciaria ainda mais os atiradores da equipa.

Com estas possíveis adições e talvez mais um ou outro ajuste, esta equipa poderia competir com qualidade no principal escalão do basquetebol nacional que, como se sabe, também já viveu melhores dias. Pensar imediatamente no título será algo arrojado, mas imaginar estes jovens mais maduros , com algumas (poucas) adições de peso e com um treinador de nível mundial no comando a competir na Liga principal é algo animador para qualquer portista amante da modalidade.

Ainda é demasiado cedo para falar deste projecto como algo acabado. Apesar das reais razões para o afastamento do basket serem demasiado discutíveis, também é verdade que esta era uma modalidade cara no universo do clube (a mais cara das chamadas amadoras) e, ao mesmo tempo, a que mais dificuldades o clube tem tido em obter uma hegemonia como no andebol ou no hóquei. Como tal este recomeçar faz sentido, de forma a ter uma equipa de basquetebol baseada essencialmente na formação, com os consequentes menores custos e com a expectativa de um longo percurso de sucesso desses jovens na equipa principal.


Mas tudo isto só fará realmente sentido se a última etapa se concretizar. 


Por: Eddie the Head

domingo, 20 de outubro de 2013

Taça de Portugal, 3.ª eliminatória: FC Porto 1- 0 Trofense






Na 3ª eliminatória da Taça de Portugal, 1ª ronda para as equipas do principal escalão do futebol português, o F.C. Porto venceu o Trofense por 1-0. O jogo foi mais tranquilo do que o resultado indica, apesar de ter sido disputado a um ritmo demasiado morno.






A equipa portista entrou em campo com algumas novidades.

Na defesa, além da prevista entrada de Fabiano para a baliza, o grande destaque vai para a estreia de Victor Garcia na lateral direita. Também a presença de Danilo à esquerda foi uma novidade, assim como a dupla de centrais, Maicon e Reyes, este último também outra estreia.

No meio campo, Fernando voltou a ocupar uma posição que não tem outro dono, tendo Carlos Eduardo a jogar um pouco à sua frente. Na posição 10, e bem longe desta dupla, voltou a jogar Quintero.

Na frente jogou o trio esperado, com destaque para a primeira titularidade de Ghilas e Ricardo.

O jogo começou morno, mas com domínio total da equipa portista. Quintero e, principalmente, Carlos Eduardo destacavam-se no meio campo tentando verticalizar o jogo mais do que tem sido normal. Ricardo aproveitava bem esse apoio dos médios, mas também os laterais Danilo e Victor Garcia entraram bem na partida. Na frente, Ghilas, apesar do compromisso com a equipa, não disfarçava dificuldades a jogar de costas para a baliza, com a equipa a ressentir-se da falta de Jackson na posição.

Foi através da largura no jogo que surgiram os lances de maior perigo na primeira parte. Primeiro Ghilas surge ligeiramente atrasado para afastar um cruzamento de Danilo e mais tarde o mesmo Danilo surge em boa posição na área do Trofense, permitindo a intervenção a Conrado. Na sequência do lance surge o golo de Varela, num bom remate cruzado após assistência de Carlos Eduardo.

Os lances de perigo continuaram a surgir, principalmente pela ala direita e com Ricardo como principal protagonista, sempre bem servido por Quintero.

O intervalo chegava com 1-0 no marcador, depois de uma primeira parte de domínio total mas sem um elevado número de oportunidades criadas e, acima de tudo, com uma ritmo baixo na partida.

No reatar, Alex Sandro surgiu no lugar de Danilo, numa medida que pode ser entendida como gestão física dos dois brasileiros para o difícil ciclo de jogos que se aproxima.

Mas se o ritmo foi baixo na primeira parte, no segundo tempo foi ainda pior, algo já comum na equipa de Paulo Fonseca. Pior ainda é que as oportunidades de golo escassearam.

 Destaque apenas para 2 remates de Quintero, o primeiro pelo perigo que criou, o segundo pelos assobios que causou, devido ao individualismo do jovem prodígio; e para algumas arrancadas de Ricardo, que manteve a boa exibição ao longo de todo o encontro.

O Trofense teve a sua única oportunidade ao minuto 63, depois de uma infantilidade de Maicon a entregar a bola a Viafara, que quase surpreendeu Fabiano num remate de longa distância.

A partida acabou com o lance de maior perigo da 2ª parte, já com a equipa da Trofa toda balanceada para a frente, depois de Ghilas isolar Fernando num excelente pormenor técnico, com o brasileiro a não conseguir bater Conrado.

Foi um jogo típico de Taça de Portugal, onde a exibição foi cinzenta (apesar de segura), sem grande intensidade e emotividade. Nesse aspecto, não há necessidade de alerta.






No entanto, há problemas que têm sido comuns na equipa e que continuam a ser evidentes, como um baixar de ritmo ao longo do jogo (mesmo num jogo que começa com ritmo baixo, como foi o caso), uma dificuldade grande em construir desde trás  ou uma considerável distância entre os sectores da equipa. Tudo problemas que vêm de trás e voltaram a evidenciar-se.





Aproximam-se jogos decisivos já esta semana, e se a atitude será certamente outra, há velhos problemas a corrigir sob pena de se comprometerem objectivos.



Análises individuais:

Fabiano: Jogou mais com os pés do que com as mãos, tendo resolvido sem problemas todas as solicitações dos colegas;

Victor Garcia: Entrou bem no jogo, a aparecer bem no ataque e sem dar hipóteses na defesa. Com o passar do tempo resguardou-se mais, mas defensivamente nunca comprometeu. Boa estreia de um lateral de futuro;

Danilo: Jogou numa posição que não é a sua mas deu muita largura ao flanco, tendo até preferido essa largura ao jogo interior que tantas vezes adopta. Saiu ao intervalo por gestão física;

Diego Reyes: Boa estreia do mexicano. Resolveu com segurança os poucos problemas que lhe surgiram, tendo ainda mostrado uma boa saída de bola;

Maicon: Ia borrando a pintura na 2ª parte, num daqueles lances que já começam a ser imagem de marca do brasileiro. Tirando esse lance, esteve seguro;

Fernando: Exibição competente naquilo que é a sua função (defender). Não saiu muito de posição, mas arriscou alguns passes desnecessários que não deviam ser da sua responsabilidade;

Carlos Eduardo: O melhor do meio campo. Bem a defender e a atacar, grande disponibilidade física, velocidade e capacidade técnica. Encheu o meio campo, mas pode ainda dar mais. Reclama minutos em jogos mais importantes;

Quintero: Não fez um mau jogo, tendo sido importante na primeira parte, principalmente na forma como encontrou espaço nas laterais. Contudo, de um jogador destes espera-se sempre mais. Teve um ou outro lance onde devia ter sido menos individualista, mas nada de grave;

Ricardo: O melhor em campo. Mostrou no jogo tudo aquilo que tem faltado à equipa neste último ano e maio: explosão a partir da ala, capacidade para ganhar a linha. Faltou-lhe apenas definir melhor alguns lances, mas dadas as opções para a posição já justifica uma chamada ao 11 para jogos mais complicados;

Varela: Começou apático, como tem sido habitual, mas foi-se soltando, tendo sido decisivo ao apontar um bom golo. Precisa de ganhar confiança para ter outra preponderância na equipa;

Ghilas: Demonstrou algumas dificuldades a jogar de costas para a baliza e pareceu algo preso de movimentos, talvez afectado pela lesão sofrida na selecção. O seu melhor lance foi já no final da partida, ao isolar Fernando com um excelente toque de calcanhar;

Alex Sandro: Tentou sempre dar profundidade ao flanco esquerdo, mas esteve menos inspirado que Danilo;

Kelvin: Entrou para animar um jogo morto e ainda conseguiu ter alguns momentos de genialidade, sem contudo ser consequente;

Defour:  Foi o mesmo Defour de sempre, nunca virando a cara à luta mas com alguns problemas posicionais quando a equipa ataca e com dificuldades na progressão com bola.


Ficha do Jogo:

FC Porto-Trofense, 1-0
Taça de Portugal, 3.ª eliminatória
19 de Outubro de 2013
Estádio do Dragão

Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)
Assistentes: Filipe Ramalho e Luís Cabral

FC PORTO: Fabiano; Vitor Garcia, Maicon (cap.), Reyes e Danilo; Fernando, Carlos Eduardo e Quintero; Ricardo, Varela e Ghilas
Substituições: Danilo por Alex Sandro (46m), Varela por Kelvin (61m) e Quintero por Defour (71m)
Não utilizados: Bolat, Mangala, Lucho e Jackson Martínez
Treinador: Paulo Fonseca

TROFENSE: Conrado; Tiago Mesquita, Luiz Alberto, Dennis e Zouain; Tiago (cap.), Hélder Sousa e Marcelo; Jairo Padilla, Preciado e Jhoan Viafara
Substituições: Jairo Padilla por Mateus Fonseca (64m), Preciado por Rateira (81m) e Jhoan Viafara por Rua (88m)
Não utilizados: Diogo Freire, Márcio, André Viana e Neves
Treinador: Porfírio Amorim

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Varela (25m)
Disciplina: Cartão amarelo a Maicon (74m), Zouain (74m), Tiago (76m), Hélder Sousa (77m)



Por: Eddie the Head

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Moutinho e o problema do meio campo.





O insuficiente jogo pelas alas foi sempre um dos grandes problemas do F.C. Porto de Vitor Pereira, nomeadamente na sua segunda época no clube. A falta de extremos de qualidade levou a que, muitas vezes, o antigo treinador optasse por médios adaptados à posição. Se James era uma adaptação já habitual e que fazia todo o sentido, dada a sua excelente interpretação da posição hibrida entre a ala e o número 10, já a adaptação de Defour e até (ainda que pouco habitual) Castro deixavam a equipa completamente manca e pouco capaz de criar desequilíbrios no último terço do terreno.



Resumidamente, este era, talvez, o principal problema do F.C. Porto 2012/2013.

Com o virar de página no ciclo de Vítor Pereira no Dragão, seria esse, portanto, um dos pontos a aperfeiçoar. James também deixou o clube e para a posição chegaram Licá, Ricardo e ainda os adaptáveis Josué e Quintero. Jogadores que, no entanto, estão longe de suprir totalmente as necessidades para a posição. 

Se Licá é mais avançado que extremo, Ricardo ainda é um menino com qualidade para ser útil mas longe de ser um desequilibrador. Josué tem sido testado na posição, mas não consegue dar largura ao jogo e pouco aparece por terrenos centrais, enquanto Quintero, para já, tem jogado essencialmente na sua posição de origem, a número 10.

Identificado o principal problema da época passada e, não sendo o mesmo corrigido no mercado de transferências, surge um outro problema para a nova época: a saída de João Moutinho.

O internacional português, indiscutivelmente um dos melhores números 8 da actualidade, saiu bem cedo no mercado de Verão, o que o impediu de se cruzar com Paulo Fonseca, dando assim tempo de sobra ao novo técnico para preparar a nova época sem o motor da equipa.

Defour assumia-se desde início como a opção natural ao português, mas Herrera também foi contratado com esse propósito. Além do mexicano, o meio-campo foi retocado com outras opções como Carlos Eduardo, Quintero e Josué, dando outro leque de escolhas a Paulo Fonseca.

E foi pelo meio-campo que Paulo Fonseca começou a mexer na equipa, este que era o sector mais importante do futebol da época anterior.

O triângulo inverteu-se, passando a equipa agora a jogar com 2+1 em vez do 1+2 tradicional do clube. Defour assumiu a posição ao lado de Fernando, tendo mais liberdade que o brasileiro para assumir o jogo ofensivo. No vértice ofensivo, Lucho assumiu o lugar, longe do local onde se sente mais confortável.

E é por aqui que muitos dos problemas da equipa têm surgido até ao momento. Com a dupla Defour/Fernando, perde-se capacidade de chegada à frente, porque o belga tem provado ser um jogador que se sente mais confortável atrás, não criando movimentos de ruptura sem bola e não é um jogador de progredir muito com bola. À frente, Lucho está constantemente longe desta dupla, mais perto do ponta de lança (Jackson). Sem um médio com boa chegada à frente, a distância acentua-se e o futebol portista fica partido. 

Isto leva a concluir que Defour é mais uma opção a Fernando que uma opção a Moutinho.

Se Defour não tem capacidade para substituir o internacional português, não faltam no plantel jogadores com características para, neste sistema, jogarem na sua posição. 





Lucho é o primeiro nome dessa lista. O capitão é um 8 puro e sente-se muito mais confortável nessa posição do que a pisar terrenos tão adiantados como os que tem pisado, na posição 10. Traz ao jogo a capacidade defensiva de Defour, melhor capacidade de pressão e incomparavelmente melhor jogo sem e com bola, diminuindo o fosso entre os 2 médios mais recuados e o número 10. Em grande parte dos jogos do campeonato pode jogar nesta posição deixando a posição 10 para Quintero.




Depois há Herrera. O internacional mexicano foi o reforço mais caro da época e dá outra dimensão física ao jogo da equipa. Consegue progredir muito bem com bola entre linhas e tem qualidade de passe, caindo também bem nas alas e seria uma óptima solução para acabar com o fosso existente no meio campo. Defensivamente é um óptimo recuperador de bolas. Está cada vez mais adaptado à equipa e vai ganhando protagonismo, podendo ser também uma boa solução nos jogos mais complicados com Lucho a fazer a posição mais adiantada do meio campo.

Por fim existe Carlos Eduardo. Veio rotulado mais como número 10 do que 8, mas a verdade é que tem jogado preferencialmente mais recuado em campo e tem mostrado argumentos. Tecnicamente é muito dotado, sendo forte fisicamente e rápido. Quando parte de trás torna-se muito difícil de parar. Defensivamente está a registar grandes melhorias, sendo a equipa B importante neste processo. Neste momento está tapado pelos outros médios, mas poderá ser uma boa surpresa.

Também Josué já foi testado na posição de Moutinho, mas, mais que Defour, mostra problemas no jogo sem bola. Tem um raio de acção demasiado curto para a posição e, apesar dos seus bons pés, a equipa ressente-se tanto ofensiva como defensivamente.

Resolver o problema do substituto de Moutinho não resolve por si o problema do meio campo, mas é um caminho. Isto, aliado a um ligeiro recuar do número 10 da equipa fará a equipa ter linhas mais próximas.

Deste problema do meio-campo surgem os principais problemas da equipa: maior dificuldade em pressionar alto, dificuldade em controlar os jogos em posse e também enormes dificuldades a sair a jogar desde trás. Tudo pontos fortes da equipa de Vítor Pereira que, neste momento, são carências da equipa. E tudo parte (não só, mas essencialmente) do meio campo.

Só depois de resolvido este problema a equipa e o treinador poderão olhar de frente para o problema da época passada: falta de criatividade e largura na frente de ataque.


Por: Eddie the Head

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

FC Porto: O Plantel!







Findo mais um período de transferências no futebol europeu, com o encerramento do mercado nacional no passado dia 2 de Setembro, é altura de analisar o plantel do F.C. Porto que irá atacar o tetra campeonato.






Foram contratados 9 jogadores para o plantel (Reyes, Ricardo, Josué, Carlos Eduardo, Licá, Herrera, Ghilas, Quintero e Bolat) e resgatado um emprestado (Fucile).

Do lado das saídas, o grande destaque vai para as vendas de João Moutinho e James Rodriguez por 70M de euros, às quais se juntam os empréstimos de Abdoulaye e Castro e as vendas de Atsu ao Chelsea, assim como o regresso de Liedson ao Brasil. Também Djalma, Iturbe e Tiago Rodrigues saíram por empréstimo e Sereno, Ventura e Bracalli rescindiram contrato, mas estes não faziam parte do plantel da época que passou.

Num primeiro olhar verifica-se que algumas das principais lacunas foram supridas.

Na baliza, Helton continua dono e senhor do lugar, enquanto Fabiano dá garantias a partir do banco. A novidade é Bolat, um turco que veio com o objectivo de ocupar a baliza portista quando Helton deixar o clube, mas até agora ainda não teve oportunidades.

A reintegração de Fucile resolveu o problema das laterais, dando à equipa um jogador fiável nos 2 flancos que, quando focado, rende igualmente bem de ambos os lados. Em caso de necessidade, também Mangala faz bem o corredor esquerdo, enquanto na B há jogadores que aparentam estar à altura em caso de necessidade, com destaque para Victor Garcia na lateral direita. E há ainda Ricardo, extremo que tem sido adaptado a lateral direito e tem condições para se tornar num defesa direito de extrema qualidade.

O nível dos centrais do plantel mantém-se alto, podendo até dizer-se que neste sector a equipa subiu um patamar, com a saída do quarto central e a entrada, para o seu lugar, do central mais caro da história do clube – Diego Reyes. Mangala e Otamendi partem naturalmente à frente, mas pode-se questionar se não será demasiada a qualidade para a posição, dado que o quarto central (Reyes) poderá ter poucas oportunidades. A equipa B poderá ser um bom suporte na adaptação do mexicano.

O meio campo sofreu algumas alterações significativas. Com a saída do motor da equipa (João Moutinho), Paulo Fonseca inverteu o triângulo e, neste momento, há ainda muitas dúvidas quanto ao posicionamento de certos jogadores. Fernando mantém-se como o único trinco puro do plantel (algo já recorrente no clube), mas esta época parece ter ainda mais liberdade para atacar. Herrera aparece, em teoria, como o substituto de Moutinho (papel, até agora, cumprido por Defour), sendo contudo um jogador diferente: mais vertical e mais físico, parece ser um médio que progride bem com a bola. A grande novidade, no entanto, surge com o reaparecimento da posição 10 no clube. Josué e Quintero são os 2 grandes candidatos ao lugar, mas neste momento quem joga na posição é Lucho Gonzalez. O capitão parece sentir-se mais confortável quando joga mais atrás e tenderá a ser aí que El Comandante vai assumir o seu lugar. Também Carlos Eduardo é um 10, sendo que o jovem brasileiro pode também jogar na posição 8. Salta no entanto à vista uma maior qualidade para este sector , que permitirá encarar os diferentes jogos de forme diferente, consoante o adversário, e também uma melhor gestão dos jogadores. Nota também para a saída de Castro, um jogador muito importante no balneário e também muito útil a saltar do banco em jogos mais mornos.

Nas alas mantem-se a grande lacuna do plantel. Varela continua a ser o melhor extremo do plantel e Licá parece ser uma importante adição: é um jogador dinâmico, que faz muito bem os movimentos interiores e tem uma interessante capacidade técnica. Não é, contudo, o extremo que a equipa necessitava para pegar de estaca. Josué e Quintero (mais o segundo) podem aparecer numa das alas para fazer o papel que já foi de James Rodriguez, mas isso implicará perder qualidade no jogo exterior da equipa. Ricardo aparece como um jovem já com alguma maturidade e que poderá ser importante, dada a sua velocidade, para dar profundidade ao jogo portista. Kelvin continua algo imaturo e pouco consistente, mas pode ser novamente um joker no plantel. A grande incógnita é Izmailov. O russo em condições normais lutaria pela titularidade da equipa, mas o seu estado físico e até psicológico é sempre um dilema; se apto, seria um jogador a ter um conta por ser o extremo do plantel que melhor alterna os movimentos interiores e exteriores, é um ala que tem excelente visão de jogo e capacidade técnica, mas ao mesmo tempo consegue dar largura ao jogo, explorando a linha melhor que Josué ou Quintero.

Ghilas surge como a novidade no centro de ataque, apresentando-se como uma verdadeira alternativa a Jackson ou até candidatam-se a uma possível dupla com o colombiano. O seu estilo batalhador, com grande velocidade e faro pelo golo pode combinar bem com a grande qualidade que Jackson tem a jogar de costas para a baliza. Também Licá pode fazer a posição e na equipa B há várias soluções em caso de necessidade, com o destaque mediático a recair no reintegrado (e esperemos renascido) Kleber.

Analisando de forma geral, chega-se à conclusão que o plantel apresenta mais soluções de qualidade, com destaque para o meio campo, mas também no ataque, onde se alia quantidade a qualidade. Lacunas como a falta de um lateral suplente ou a falta de outro ponta de lança foram colmatadas, assim como uma certa ausência de criatividade no meio campo, que agora abunda.

Ficou, no entanto, a faltar um médio que seja realmente um suplente à altura de Fernando e acima de tudo um extremo que entrasse de caras no onze, daqueles que ganham jogos sozinhos. Bernard falhou e a vaga ficou aberta, deixando um certo sabor amargo.

Acaba portanto por ser um plantel algo desequilibrado, mas isso nem é novidade se olharmos para o que têm sido os planteis portistas dos últimos anos. Isso não invalidade que seja excelente em qualidade e mesmo em quantidade (mais que o normal, neste ponto) , que nos dá garantias para uma época que esperamos excelente.


Por: Eddie the Head


domingo, 18 de agosto de 2013

FC Porto B 2 - 1 Trofense: Ao ritmo de Carlos Eduardo







Na 2ª jornada da II Liga, a equipa B do F.C. Porto voltou a contar com reforços da equipa principal, novamente com bons resultados. Desta vez, a Carlos Eduardo e Tiago Rodrigues juntou-se Kelvin.







E o jogo conta-se em grande parte através de um desses “reforços”: Carlos Eduardo foi claramente o melhor em campo e o jogo ofensivo portista passou todo pelos seus pés. O brasileiro foi quase sempre o mais recuado dos 3 médios portistas, com Mikel (outra novidade no 11, substituindo Herrera) a seu lado, mas maioritariamente ligeiramente adiantado. Tiago Rodrigues assumiu a posição 10 do meio campo. A defesa manteve-se inalterada e na frente Kelvin entrou para o lugar de Ricardo.

Foi então no meio campo que esteve a chave para mais uma vitória, meio campo esse que se vai ajustando ao da equipa principal, se bem que com ligeiras diferenças. 

No primeiro tempo, todo jogo foi pautado por Carlos Eduardo, que construiu de trás, desde a defesa, mas também já no meio campo ofensivo. Foi num desses lances que surgiu o 1-0: boa recuperação do número 20, à entrada da área do Trofense, e excelente assistência para Tozé que é travado em falta pelo guardião visitante. Penalti claro assinalado, mas ficou por mostrar o cartão vermelho. Na conversão, o mesmo Tozé não perdoou.

Toda a primeira parte se manteve num ritmo relativamente morno, mas sempre com o jogo controlado pelos portistas e sempre com Carlos Eduardo a ameaçar, com destaque para um fantástico passe para Kelvin que, isolado, permitiu a defesa a Conrado.

No reatar o Trofense entrou com outra atitude e cedo chegou à igualdade. A uma perda de bola na saída para o ataque portista, o Trofense respondeu com um ataque rápido onde toda a defesa foi apanhada desprevenida e onde se notou a falta de um 6 puro que não saia de posição. 

Os minutos seguintes foram de pressão dos visitantes e ficou novamente claro que jogar sem um trinco fixo pode causar muitos embaraços. Por sorte o golo não aconteceu nesse período.

Com o reaparecer de Carlos Eduardo no jogo e as entradas de Ivo e Tomás, primeiro, e Vion, pouco depois, o jogo da equipa B portista ganhou novamente agressividade.

Nesse período Tiago Ferreira falhou isolado, depois de boa combinação entre Carlos Eduardo e Kelvin e Vion e novamente Tiago tiveram cabeceamentos ao poste da baliza dos homens da Trofa. Entre esses lances, contudo, também o Trofense esteve perto do golo por 2 vezes, com Kadu a negar o mesmo em ambas as ocasiões.

No entanto a equipa portista nunca desistiu e foi premiada no último minuto. Jogada de insistência de Tiago Ferreira na área adversária, com a bola a sobrar para Victor Garcia que rapidamente a cruzou para Vion encostar. Estava feito o 2-1 e garantida nova vitória na II Liga.

Com 6 pontos em 2 jornadas, as perspectivas são boas e a integração de jogadores da equipa principal parece para durar. No entanto há arestas a limar, nomeadamente a questão do meio campo defensivo.




Análises individuais:

Kadu: Demasiado inseguro na 1ª parte, teve boas intervenções no final do encontro. Sem culpas no golo sofrido;

Victor Garcia: Tem sido uma boa surpresa nestes primeiros jogos, forte fisicamente, é muito difícil de bater na defesa e dá profundidade ao flanco. Decisivo no 2-1, com um bom cruzamento para Vion;

Zé António: O patrão da defesa esteve seguro no 1º tempo, mas é um dos culpados pelo golo do Trofense, ao deixar-se antecipar por João Jesus;

Tiago Ferreira: Muito mal defensivamente, cometeu um conjunto de erros que por sorte não tiveram males maiores. Também ele está ligado ao golo sofrido, estando mal posicionado. Redimiu-se ofensivamente, ao ser decisivo para o 2-1;

Quiñones: Mau jogo quer na defesa quer no ataque. Continua a ter erros posicionais básicos e ofensivamente teve um dia mau, parecendo até algo apático. Foi também apanhado desprevenido no golo do Trofense.

Mikel: Teve funções diferentes das habituais e ressentiu-se um pouco disso. Carlos Eduardo este quase sempre atrás dele sendo um corpo estranho para o trinco, que é daqueles que gosta de jogar sozinho. Não comprometeu e até teve algumas saídas de bola interessantes tendo, contudo, falhado na definição;

Carlos Eduardo: Claramente o MVP. Todo o jogo passou por ele, a construir de trás ou à frente, a assistir e até a defender mostrou agressividade. Contudo, nunca será um 6, e se mostra que sabe defender, não sabe no entanto ocupar a posição de um trinco puro;

Tiago Rodrigues: O mais apagado do meio campo. Não é um 10 mas é aí que tem jogado e ressente-se disso. Contudo, mostra também falta de agressividade e dá-se muito pouco ao jogo, escondendo-se demasiado;

Tozé: É um 10 que tem jogado na ala, onde pode beneficiar algumas das suas características, mas anda sempre mais longe do jogo. Mesmo assim, tal como os craques, voltou a ser decisivo ao ganhar e converter o penalti do 1-0;

Kelvin: Muito irrequieto no primeiro tempo, criou muitos desequilíbrios que acabaram por não ter consequências. Por vezes agarrou-se em demasia à bola, mas foi importante para manter a defesa adversária em sentido;

Caballero: O pior em campo. É certo que andou sempre pouco acompanhado na frente, mas quando a bola lhe chegou pouco fez. Saiu tarde;

Ivo: Boa entrada, assumindo a posição 10 e mostrando pormenores de grande qualidade. Mexeu com o jogo;

Tomás: Ajudou a segurar o meio campo e trouxe critério na saída de bola;

Vion: No pouco tempo que esteve em campo fez muito mais que Caballero em grande parte do jogo. Não se limitou a ficar à espera que a bola fosse ter com ele, caindo nos flancos ou vindo mais atrás buscá-la. Foi premiado com o golo da vitória ao cair do pano.


Ficha do Jogo:

FC Porto B-Trofense, 2-1
Segunda Liga, 2.ª jornada
17 de Agosto de 2013
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
Assistentes: Pedro Garcia, Paulo Ramos
4.º árbitro: Pedro Felisberto

FC PORTO B: Kadú; Victor Garcia, José António, Tiago Ferreira (cap.) e Quiño; Mikel, Tiago Rodrigues e Carlos Eduardo; Tozé, Caballero e Kelvin
Substituições: Ivo Rodrigues por Tiago Rodrigues (71m), Tomás Podstawski por Mikel (71m) e Vion por Caballero (79m)
Não utilizados: André Caio, Bruno Silva, Leandro e André Silva
Treinador: Luís Castro

TROFENSE: Conrado; Mesquita, Luiz Alberto, Márcio e Zouain; Neves, Tiago (cap.) e Hélder Sousa; Rateira, Fonseca e Jesus.
Substituições: Jhoan Viafara por Jesus (64m), André Viana por Neves (73m) e Dennis por Fonseca (88m)
Não utilizados: Ricardo, Preciado, Paulo Monteiro e Henry Rua
Treinador: Luís Diogo

Ao intervalo:1-0
Marcadores: Tozé (20m, g.p.), Jesus (49m) e Vion (90m+5).
Cartões amarelos: Conrado (19m), Kelvin (43m), Hélder Sousa (45m), Zouain (75m), Jhoan Viafara (85m) e Dennis (90m+2)



Por: Eddie the Head

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Novo ciclo, mesma ideia?



Ao fim de pouco mais de duas semanas de trabalho e 2 jogos particulares, começam-se a formar as primeiras impressões do F.C. Porto versão 2013/2014.






Sendo certo que ainda é cedo para conclusões definitivas, há já algumas ideias a retirar do modelo que Paulo Fonseca pretende implementar na sua equipa, quer seja pelos jogos efectuados, quer seja pelo trabalho efectuado pelo treinador nos seus anteriores clubes, ou até pelas palavras usadas pelo mesmo para se definir.






E a primeira ideia que passa é que esta equipa se baseará no mesmo conceito, na mesma ideia de jogo, do que a treinada por Vítor Pereira: pressão alta, privilégio da posse de bola e ataque organizado e maior foco no jogo interior.

Contudo isto não quer dizer que ambos os treinadores pensem de forma exactamente igual ou que as suas equipas se comportem da mesma forma. A ideia base será a mesma, mas algumas diferenças serão notórias certamente.

Começando por um dos pontos onde a equipa da época passada era menos forte, a profundidade. Pelo que já tivemos oportunidade de observar, a equipa este ano terá um jogo mais profundo, maior verticalidade, seja no meio-campo ou no ataque. No sector intermédio temos visto um jogador (que tem sido maioritariamente Lucho) a jogar mais entre linhas, no papel de número 10, algo já comum em Paulo Fonseca que no Paços de Ferreira usava Vitor ou Josué nesse papel. Este posicionamento mais avançado de um dos médios é já, por si só, uma novidade relativamente ao esquema de Vítor Pereira, que optava sempre por um trinco e 2 médios interiores. E o facto de esse jogador aparecer maioritariamente entre as linhas adversárias dá uma maior verticalidade ao meio campo portista.

No que toca ao ataque, Paulo Fonseca tem utilizado extremos mais verticais, se o termo de comparação for a equipa de Vítor Pereira ou até o Paços de Ferreira do actual treinador portista. Varela, Kelvin, Iturbe, Izmailov ou Licá não são extremos à moda antiga mas são, sem dúvida, jogadores mais verticais que James Rodriguez ou até Defour, muito utilizados nas alas com Vítor Pereira. A sua presença em campo dá, por si, outra profundidade ao jogo portista, pois grande parte destes jogadores são fortes no um para um e sabem também movimentar-se sem bola, abrindo as defesas adversárias. Ainda há muito trabalho para Paulo Fonseca aprofundar nestes lugares específicos, mas os sinais são de um jogo com outra largura. Contudo, Quintero ainda não começou a treinar e há a incógnita se será usado na ala como James Rodriguez ou como médio ofensivo.

Estas pequenas alterações poderão ter implicações importantes no jogo portista. Parece claro que teremos uma equipa que irá arriscar mais, de forma a aproveitar esta profundidade, o que tornará a busca pelo golo mais activa durante os jogos. Com Vítor Pereira a equipa abusava do jogo passivo, mesmo em momentos do jogo em que o resultado ainda não era favorável.

Esta maior agressividade ofensiva que se espera deverá ter consequências na quantidade de bola que a equipa terá. Arriscando mais, haverá mais probabilidade de se perder a bola com outra facilidade.

Contudo, o novo técnico portista sempre foi fã de uma pressão alta, tal como Vítor Pereira gostava e tão bem a implementou na sua equipa. Pelo que já se viu nestes jogos, a equipa continua com as linhas bem adiantadas e pressionante logo na 1ª fase de construção adversária. Ainda é cedo para conclusões, mas parece que o tónico de “recuperar a bola o mais rápido e mais à frente possível” se irá manter.

A continuidade na aposta nesta pressão aquando da perda de bola, a juntar a uma maior agressividade ofensiva poderá gerar momentos de algum desequilíbrio e também um maior desgaste da equipa, sendo portanto importante encontrar um equilíbrio entre os momentos de posse de bola passiva e os momentos em que a equipa deve atacar de forma mais agressiva a baliza adversária.

Como tal, pessoalmente espero uma equipa mais agressiva nessa procura pelo golo em comparação à equipa de Vítor Pereira, dado ser um dos principais pontos negativos do antigo treinador, mas também acredito serem importantes os momentos de descansar com bola, sob pena de termos uma equipa que “rebente” cedo fisicamente na época.

A ideia de jogo de Paulo Fonseca é, em teoria, a mesma de Vítor Pereira. Na prática há alterações óbvias, mas aparentemente existe um processo de continuidade ou até de aperfeiçoamento do modelo existente.

Algo a confirmar nos próximos meses.



Por: Eddie the Head

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Perseverante.








Há uns meses atrás, aquando da eliminação da nossa equipa da Liga dos Campeões, questionei neste mesmo espaço se Vítor Pereira incorporava o ADN portista, nomeadamente a capacidade para nunca desistir.





Não podia, pois, deixar de me despedir do treinador sem lhe reconhecer essa capacidade.

Se houve treinador, nos últimos anos, que provou no nosso clube nunca desistir, nunca virar a cara a luta perante qualquer adversidade, esse treinador foi Vítor Pereira.

Foi graças à sua perseverança, à perseverança da sua equipa técnica e jogadores, que chegamos a este título.

Se na época passada a equipa fez uma recuperação considerada difícil, mas possível, este ano poucos acreditavam que o título fugisse ao nosso rival, campeão anunciado por vários meios de comunicação social, inclusive.

No entanto, dos poucos que acreditavam que este título não estava entregue, faziam parte todos os elementos do plantel portista. Isso mesmo ficou provado nos jogos entre as deslocações à Madeira (empate com o Marítimo e vitória ao Nacional), principalmente neste último jogo onde a equipa entrou com uma vontade enorme e vimos declarações de grande crença no fim do encontro, isto quando os jogadores do Benfica já tinham festejada o título uma semana antes, também na Madeira.

Apesar disto, para o título ser possível, teve de haver demérito do rival directo, ao perder 4 pontos de vantagem em apenas 2 jogos. Com isto, muitos dizem que o campeonato nos caiu no colo. Mas a verdade é que, para nos cair no colo, foi preciso nunca desistir para que quando surgisse a oportunidade estarmos lá.

E é essa capacidade que distingue Vitor Pereira. Este é o espirito que esperamos ver sempre no nosso clube. De todas as coisas boas que vejo em Vítor Pereira, esta é a sua principal característica, a sua perseverança e a capacidade de a expandir pelo seu grupo. E é graças a ela que hoje somos Tri Campeões.

Resta-nos desejar toda a sorte para a carreira de Vítor Pereira.

Este fim de ligação era necessário, devido a algum desgaste da sua imagem na massa associativa e também a alguns problemas relacionados com a parte táctica e motivacional do jogo, problemas esses já muito discutidos neste local, ao longo destas duas épocas.

Fico apenas com um receio, depois desta ligação ter terminado: a forma como muitos adeptos portistas olham para o ex-treinador, não lhe reconhecendo quase nenhum mérito e desvalorizando estas duas épocas, faz com que o trabalho do sucessor seja ainda mais difícil. Por muito que Vítor Pereira não agrade, se um campeonato com 6 empates e 24 vitórias se deve apenas à falta de competitividade da nossa Liga, o que será exigido, a nível interno, a Paulo Fonseca?


Por: Eddie th Head

domingo, 12 de maio de 2013

Segunda Liga: FC Porto B 1 - 1 Braga B (Crónica)


Penúltima jornada da II Liga e mais um jogo sem vencer para a equipa B do F.C. Porto, o 7º consecutivo.




Numa fase em que está quase tudo decidido nesta II Liga, este era um jogo para cumprir calendário.
Na equipa do F.C. Porto o grande destaque vai para a estreia de Elói na baliza. Nota também para o regresso de Mbola ao onze. Na frente, Tozé e Vion actuaram nas alas, dadas as ausências do herói Kelvin e Sebá.



FC PortoA equipa portista entrou forte e nos primeiros minutos criou vários lances perigosos, com destaque para um contra ataque de Dellatorre, que tenta decidir sozinho mas falha na finalização.

Poucos minutos depois é Edu quem tem um cabeceamento perigoso, com a bola a passar ao lado.

A equipa foi baixando o ritmo e o Braga tornava-se perigoso. Sem Kelvin e Sebá, faltava largura à equipa, pois Tozé é um jogador mais de zonas interiores e Vion é demasiado vertical e sem ser lançado em velocidade raramente consegue criar perigo. Elói ainda conseguiu  adiar o golo Bracarense, mas aos 26 minutos Emidio Rafael faz o 1-0 num remate ainda desviado por Edu. Um golo de um campeão, convém frisar!

A equipa portista já tinha perdido o domínio do encontro nesta fase, estando algo partida no meio campo. Além da falta de largura, Tozé estava demasiado apagado e raramente aparecia em zonas interiores para tentar ligar a equipa. Só Seri, a espaços, conseguia conduzir a equipa para a frente, jogando muito bem entre Mikel e Edu. Nesta fase Braga criou alguns lances de perigo, sendo que Elói esteve à altura.

Foi já aos 45 minutos que o Porto chegou à igualdade. Vion conseguiu finalmente ganhar a linha no lado direito e cruzou para Edu, que em jogada de insistência tem um remate de raiva.

Encontro empatado ao intervalo, que chegou logo de seguida.



No reatar o F.C. Porto voltou a entrar bem, com a equipa mais ligada no meio campo, tendo com isto outro envolvimento colectivo que servia como base para um melhor aparecimento de Vion no jogo. Para isto muito contribuiu o maior aparecimento de Tozé em zonas centrais, deixando o flanco esquerdo algo coxo, mas elevando o nível de jogo da equipa.

Dellatorre também aparecia mais em jogo nesta fase e aos 58 minutos esteve perto do golo, após bom lance individual, depois de passe de Tozé.

Aos 71 minutos Mikel deu lugar a Sérgio Oliveira, descendo Seri para a posição de trinco e assumindo o jovem português o jogo a meio campo. Três minutos depois foi a vez de Dellatorre e Vion darem lugar a Caballero e Fábio Martins.

A equipa perdeu algum fulgor nos minutos seguintes, sentindo falta de Seri, que estava a fazer a ligação atacante e agora encontrava-se mais preso à posição 6. No entanto, com o passar dos minutos o costa-marfinense voltou a soltar-se, e o jogo portista melhorou novamente.

Aos 82 minutos, grande remate de Edu, na sequência de um livre de Sérgio Oliveira, naquele que foi o último lance de real perigo da equipa portista.

Os visitantes ainda voltaram a criar perigo aos 84 minutos, num lance onde o Porto se expôs demais a um contra ataque depois de um canto. Elói resolveu muito bem a e questão com uma excelente leitura do lance.

A equipa B portista acaba a época em clara baixa de forma, numa fase em que pouco há para lutar, mas um dos principais objectivos das B sempre foi a formação.

A última jornada, na Figueira da Foz, poderá ser para dar oportunidade aos menos utilizados, já que está na altura de preparar a próxima época, onde será necessária uma limpeza de alguns jogadores menos aptos para este nível.


Análises individuais:

Elói: Bom jogo na estreia. Evitou o golo dos bracarenses em pelo menos três ocasiões e mostrou sempre muita segurança;

David: Não teve problemas de maior a defender, apesar do golo ter nascido do seu lado. Bem no apoio ao ataque no início do 2º tempo;

Mbola: Bom início de jogo, sempre muito agressivo a defender e a incorporar-se no ataque. Foi desaparecendo do jogo a na 2ª parte pouco participou ofensivamente, também devido ao jogo ter virado à direita;

Tiago Ferreira: Jogo tranquilo, com uma ou outra desatenção mas sem problemas de maior;

Zé António: Mais agressivo que Tiago, também não teve problemas com os atacantes bracarenses;

Mikel: Andou algo perdido em campo. Um jogador com boas características físicas, estagnou a sua evolução táctica há algum tempo. De positivo o facto de ter permitido maior liberdade a Seri enquanto esteve em campo;

Seri: O melhor em campo. Sempre muito dinâmico, tentou unir o meio campo portista na 1ª parte. Quando desceu para a posição 6 manteve o rigor defensivo e ainda se conseguiu soltar para apoiar o ataque nos momentos finais;

Edu: Alternou muito entre o bom e o mau. Está ligado ao golo de Rafa por infelicidade, mas não tem culpa no mesmo. Várias vezes muito lento a decidir, não é um jogador com características para jogar na posição 10. Bem a aparecer para o 1-0 e nos primeiros minutos da 2ª parte;

Tozé: Má primeira parte, demasiado preso ao lado esquerdo do ataque. Soltou-se para o 2º tempo e apareceu em zonas centrais, onde pautou o jogo portista no seu melhor momento. Devia jogar mais vezes como 10;

Vion: Para jogar a extremo depende muito do rendimento da equipa. Não é um jogador para criar desequilíbrios por si só, devido às dificuldades técnicas que tem, jogando mal de costas para a baliza. Necessita de ser lançado em velocidade. Teve dificuldades na 1ª parte por isso mesmo. No início do 2º tempo, apoiado por Edu e David, apareceu mais vezes e criou alum perigo;

Dellatorre: Outro jogador que variou muito o rendimento do 1º para o 2º tempo. Apareceu melhor no reatar, mas ficou longe do seu melhor;

Sérgio Oliveira: Entrou apostado em resolver na meia distância ou nas bolas paradas, mas esteve infeliz nos dois aspectos;

Caballero: Destaque apenas para um remate com algum perigo aos 88 minutos, à entrada da área bracarense;

Fábio Martins: Alguns bons momentos na ala direita, mas sem tempo para ser factor no jogo.


Por: Eddie the Head


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