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sábado, 4 de outubro de 2014

Andebol; 4ª Jornada: FC Porto 26 vs 23 Águas Santas - Invictos

#FCPorto #Andebol


O FC Porto recebeu esta tarde, em jogo referente à 4ª jornada, o sempre dificil Águas Santas no regresso do Andebol a casa. Oficialmente já tínhamos disputado um jogo na condição de visitados mas o torneio de bilhar orgnizado pelo nosso clube transferiu esse jogo para o pavilhão de Grijó. 

Para a abertura da época no nosso Dragãozinho um rival que acabou com o nosso incrivel record de invencibilidade caseira. Também por isso sabíamos que não seria um jogo fácil, até porque alguns jogadores que a época passada defenderam o nosso emblema estão este ano a jogar pela equipa que hoje nos defrontou. Na antevisão do jogo, o próprio Mick Schubert já tinha alertado. Foi dificil como esperado. Mas bem mais agradável. Vencemos e continuamos a nossa senda 100% vitoriosa no campeonato, 4 jogos, outras tantas vitórias. 

Obradovic fez duas alterações em relação ao 7 que iniciou o último jogo. Hugo Santos foi o ponta esquerdo que iniciou o jogo. Na baliza a habitual rotação fez com que Quintana fizesse os primeiros 30 minutos. 

Já conhecíamos o esquema da equipa maiata. A defesa em 5*1 para tentar travar a nossa meia distância. O nosso técnico, inteligentemente, respondeu na mesma moeda. Começamos com uma defesa 5*1 ou 3*2*1 com momentos de marcação individual a Pedro Cruz, o seu melhor marcador. 

Foi um início em grande para os guarda-redes. Quintana estava muito bem sempre que era chamado a intervir. Do outro lado também o guarda-redes brilhava a alto nível com meia dúzia de defesas de grande nível. O marcador demorava a crescer. 

Aos 10 minutos a nossa primeira vantagem, o momentâneo 4 - 3.

Defensivamente mostramos estar já a um bom nivel. Guarda-redes em forma, boa entre-ajuda na defesa e concentração qb. Ofensivamente porém mostramos em alguns momentos algumas lacunas nada habituais. Algumas falhas técnicas escusadas, sobretudo na saída para o contra-ataque. Estranho, é uma das nossas maiores armas. 

A nossa eficácia defensiva permitia-nos ir aumentando a vantagem no marcador. Nem uma exclusão de Gilberto mudou isso. Aliás, com menos 1 não só mantivemos a baliza de Quintana inviolavel como marcamos nós. 

Ao intervalo o marcador registava uma vantagem de 4 golos, 15 - 11. Foi pena o golo sofrido no último minuto a permitir o 11º golo do adversário. 

Para a 2ª parte a habitual troca na baliza, entra Laurentino que deu sequência à grande exibição do seu colega. Mick Schubert já tinha entrado na 1ª parte, assim como Wesley Freitas. De resto apenas as habituais alterações defesa/ataque. 

A 2ª parte foi bem mais intranquila para as nossas cores. Por 3 motivos:

- o primeiro exclusivamente culpa nossa. Algumas falhas técnicas, alguma confusão na preparação da jogadas e algumas falhas na finalização. 
- o segundo exclusivamente por mérito do adversário. São uma boa equipa, das melhores em Portugal. Têm uma boa postura competitiva e nunca desistem.
- o terceiro por algumas falhas de arbitragem. Incrivel a diferença na marcação de jogo passivo. Levantar o braço no ataque da equipa maiata só após o pavilhão já o estar a pedir há muito. E mesmo com o braço levantado nem uma vez apitaram. Era sempre até rematar. Além disso algumas faltas passaram em claro. 

Estes 3 motivos conjugados levaram a uma aproximação gradual do adversário. Só não foi pior porque Morales conseguiu ir mantendo a veia goleadora, pese embora uma ou outra falha na finalização e porque na baliza temos sempre qualidade. Laurentino estava em bom nível. Defendeu aos 6 metros, aos 9. Até 2 livres de 7 metros quase seguidos parou. 

O Águas Santas conseguiu empatar a cerca de 4 minutos do fim. Na altura o marcador mostrava um 23 - 23. Tínhamos de reagir e, como sempre, a nossa equipa pôde contar com o público presente. Quando aperta dizem sempre presente no apoio à equipa. 

Como tantas vezes no passado, mais uma vez estes nossos atletas não falharam. Voltaram ao nível que lhes conhecemos. A partir daí só deu Porto. Na defesa e no ataque. Gilberto, até então apagado, solta um dos seus tiros e coloca-nos de novo em vantagem. 

Era altura de defender. Tudo concentrado. Caminhos fechados e numa tentativa desesperada de encontrar um caminho para a nossa baliza surge um passe falhado. Bola recuperada e aqui está a nossa arma preferencial. Contra-ataque vertiginoso. Passe para Alexis que marcou o 25 - 23.

Faltavam 2 minutos e o nosso trabalho na defesa deu outra vez frutos. Eles dispuseram de 2 ataques e falharam ambos. Estava ganho. Alexis ainda marcou quando as bancadas já suspiravam de alívio pelo jogo ganho! 

26 - 23. Dificil mas justo. Venham as próximas batalhas.

Numa nota diferente, permitam-me agora um comentário. Um dos maiores orgulho que tenho como portista é que sei que somos adeptos que nos entregamos de coração a esta causa. Temos muitos casos destes. O André era um desses guerreiros. Um Portista tremendo sempre presente no nosso Dragãozinho em defesa do nosso emblema que partiu demasiado. Esta vitória hoje foi para ti!  


FICHA DE JOGO

FC PORTO-ÁGUAS SANTAS, 26-23
Andebol 1, 4.ª jornada
4 de Outubro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.022 espectadores

Árbitros: Eurico Nicolau e Ivan Caçador

FC PORTO: Alfredo Quintana (g.r.), Gilberto Duarte (4), Yoel Morales (6), Daymaro Salina (2), Ricardo Moreira (1), Nuno Roque (2) e Hugo Santos (2)
Jogaram ainda: Hugo Laurentino (g.r.), Wesley Freitas (1), Edgar Landim (2), Mick Schubert (2) e Alexis Hernandez (4)
Treinador: Ljubomir Obradovic

ÁGUAS SANTAS: Telmo Ferreira (g.r.), Jorge Sousa (2), Pedro Cruz (8), Belmiro Alves (3), Juan Couto (2), Mário Oliveira (1) e Hugo Rosário (3)
Jogaram ainda: João Baltazar (1), José Barbosa (1), João Ferreira (1) e Pedro Peneda (1)
Treinador: Paulo Faria

Ao intervalo: 15-11

Por: Paulinho Santos






sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Andebol; 4ª Jornada: FC Porto vs Águas Santas (Antevisão)


#Andebol #Águas-santas #FCPorto


Os hexacampeões nacionais prosseguem invictos no campeonato, sendo que neste sábado a partir das 18 horasrecebe o Águas Santas em jogo a contar para a quarta jornada. A equipa do Águas Santas ocupa de momento a sexta posição fruto de três vitórias, um empate e uma derrota. O jogo será transmitido pelo Porto Canal

A turma liderada por Paulo Faria na ronda anterior recebeu e bateu o Madeira SAD por 26-24, num encontro onde como não podia deixar de ser esteve em grande foco o primeira linha Pedro Cruz, autor de sete golos. Pedro Cruz, que após a saída do Nuno Roque para o FC Porto, voltou a assumir as rédeas na posição de central, ficando na lateral esquerda o ex-portista Hugo Rosário e na direita o Pedro Peneda, jogador que curiosamente até é destro, mas vem ocupando essa posição.

A nível ofensivo, o Águas é uma equipa que depende e muito das acções individuais do Pedro Cruz, tanto numa fase de ataque organizado como de finalização propriamente dita, como tal, anulando o camisola 9, tudo ficará mais fácil para os dragões, que tem apresentando uma consistência muito forte na defesa e qualidade no ataque. No FC Porto, existirá a dúvida de utilização ou não do lateral João Ferraz, ele que devido a problemas físicos não tem saído do banco nestes últimos encontros, aproveitando para mostrar serviço o cubano Yoel Morales, jogador que regressou esta época após empréstimos a Avanca e Madeira SAD.



Por: Dragão Orgulhoso

sábado, 5 de outubro de 2013

Andebol: FC Porto 24 - 23 ABC - Resultado importante









O FC Porto recebeu e venceu hoje à tarde o ABC mantendo-se assim na liderança. Foi um jogo difícil, sofrido e por vezes sofrível, mas que soubemos sair por cima frente a uma boa equipa e bem orientada pelo sempre aplaudido Carlos Resende.





Perante pouco menos de meia casa, o FC Porto entrou em campo com o 7 esperado. Não há opções de igual experiência no banco neste momento, pelo que as alterações serão muito pontuais.

Entramos a jogar mal. Algumas falhas técnicas, pouca precisão no passe, fraca eficácia de remate. Felizmente temos na baliza um excelente Laurentino (grandes defesas) e uma defesa que foi tendo algumas boas intervenções (entre algumas desatenções), com destaque para mais meia dúzia de blocos. Foi sobretudo isto que nos foi mantendo na disputa pelo resultado. 

Uma alteração na nossa rotação. Hoje, sobretudo nos primeiros minutos, Ferraz não defendia, rodava com Salina. Um defendia, o outro atacava.

Estivemos regularmente atrás no marcador durante a 1ª parte. Aos 10 minutos perdíamos por 4 - 5. Aos 15 minutos por 6 - 8. Não havia forma de chegar a eles. Muitas precipitações ofensivas e a permitir rápidos contra-ataques.

Com o resultado em 6 - 9 com pouco mais de 10 minutos para o intervalo, Obradovic utiliza um desconto de tempo, era preciso mudar, era necessário muito mais caso quiséssemos vencer. 

Resultou em pleno essa pequena reunião. Em 5 minutos já estávamos empatados. Mais rapidez, mais concentração, mais garra, mais (boa) agressividade. Enfim, mais Porto. Destaque nestes minutos terá de ir para Mick Schubert. Fantásticos pormenores, grandes golos. Desde uma recepção em corrida apenas com uma mão para posterior finalização, até um golo em rosca muito bem executado. 

Não relaxamos com o empate. Éramos agora um dragão esfomeado. Vimos de tudo. Defesa de Laurentino, intercepções de Salina, contra-ataques rápidos, boas entradas aos 6 metros da 1ª linha e um ponta endiabrado...

Assim, em 10 minutos finais passamos de um resultado de 6 - 9 aos 20 minutos para um 15 - 11 ao intervalo. Fantástico. 9 golos em 10 minutos. Um parcial de 9 - 2. Minutos finais a honrar o Penta...


O regresso dos balneários voltou a ser penoso. Muitas razões para isso. Talvez cansaço, afinal apenas Sarmento, uns minutos de Rosário e o já referido Salina iam jogando. Talvez desconcentração. Tivemos algumas falhas na organização ofensiva e mostramos fraca eficácia de remate (falhamos até isolados). E de certeza, um critério arbitral demasiado diferente para as duas equipas. A exclusão de 2 minutos de Wilson, as diferenças de critério para o jogo passivo, a total permissividade para a agressividade bracarense em contraste com uma rigidez na nossa defensiva. Esta dupla conseguiu errar mais que as duas restantes equipas juntas, num jogo em que ambas erraram mais que o normal.

O diferença no resultado com que chegamos ao intervalo esfumou-se. Aliás esfumou-se numa altura em que estávamos em vantagem numérica. Um pouco difícil de entender, a melhorar...
Ainda por cima quando a equipa bracarense teve 3 golos seguidos exactamente iguais, através de entrada aos 6 metros pelo central ou lateral do lado esquerdo da nossa defensiva.

Após o empate voltamos, com muita alma, a ter uma vantagem de 2 golos. Mas uma exclusão nossa, uma defesa pressionante do ABC, falhas técnicas nada habituais (até aos 50 minutos tivemos 17, o tão certeiro Quintana errou 3 passes para a saída de contra-ataque por exemplo) resultou em novo empate à passagem dos 15 minutos.

Era tempo de assentar ideias. Faltavam agora 8 minutos. Obradovic faz reentrar Ricardo Moreira. Era altura da experiência. Regressa também Laurentino.

Lutamos muito, é inquestionável. Nem sempre acertamos. Aliás, falhamos muito ofensivamente. Gilberto falhou isolado, Ferraz igualmente. Há dias assim. Ambos jogaram bem (Gilberto foi até dos melhores marcadores) mas na altura decisiva estava difícil de acertar.

Fomos empurrados para trás. Foi permitido tudo à equipa bracarense. Agarrões, empurrões, valeu tudo. 

Mas soubemos jogar com isso. Cerramos os dentes na defesa. Fomos enormes. Tal como tantas vezes no passado, o espírito desta equipa foi fundamental. Uma enorme solidariedade nas trocas defensivas, um Laurentino ágil e eficaz, um Daymaro lutador e com mais uma recuperação num momento decisivo, e porque não assumir alguma sorte (uma bola ao poste a 30 segundos do fim). 

Nos tais 8 minutos finais apenas marcamos uma vez, depois de um contra-ataque concluído por Ricardo Moreira. Foi pouco. mas não sofremos nenhum, eles ficaram a 0. Brilhante!

O apito final foi um alívio. Tínhamos vencido. 24 para nós, menos um para eles. Foi um jogo menos conseguido, mas vencemos e continuamos em 1º. Já sabíamos que as lesões iam atrapalhar, já sabíamos que a Liga dos Campeões ia trazer sobrecarga de jogos (amanhã faremos o nosso 4º jogo esta semana), já sabíamos que todos nos querem derrotar. Era isto que queríamos, é assim que crescemos. É duro mas vale muito a pena, só assim melhoraremos cada vez mais. Queremos chegar ao topo e para isso teremos de sofrer, faz parte. 

Amanhã nova batalha. Novamente no Dragãozinho, enfrentamos o Madeira SAD. Vamos lá!


Equipa e marcadores:

Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (7), Wilson Davyes (2), Tiago Rocha (2), Mick Schubert (7), Ricardo Moreira (3) e João Ferraz (1). Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Belmiro Alves, Daymaro Salina, Hugo Rosário e Miguel Sarmento (2).


Por: Paulinho Santos

sábado, 4 de maio de 2013

Andebol: FC Porto 26 - 25 Águas Santas - Fantástico! Gigantes!








O FC Porto recebeu e venceu o aguerrido Águas Santas num jogo impróprio para cardíacos na 7ª jornada desta fase final do campeonato nacional. Continua no comando do campeonato quando faltam apenas 3 jogos. 






O nosso clube entrou em campo com uma alteração em relação ao último jogo. E que alteração! Tiago Rocha, lesionado, não pôde dar o seu contributo à equipa. De resto, João Ferraz começou novamente o jogo, tal como Sérgio Rola.

Foi um início de jogo complicado. Ofensivamente cometemos alguns erros pouco habituais, como o fraco aproveitamento da 1ª linha e devido à ausência referida muitas dificuldades em encontrar boas situações para a 2ª linha. Além disso algumas saídas para o ataque resultaram em falhas técnicas. Valia-nos a forma como defendíamos. Tino teve um par de intervenções, Quintana defendeu um livre de 7 metros.

Com tudo isto, aos 10 minutos de jogo já estávamos em desvantagem no marcador (4 - 6).

Calma, nada de preocupante, ainda faltava muito tempo e sabemos da valia da nossa equipa. Mas o jogo continuava complicado, Daymaro teve duas suspensões muito cedo (já lá vamos) e obrigou Obradovic a improvisar. Apostou, bem, numa suposta 1ª linha de 4 elementos em que 1 entrava muitas vezes aos 6 metros. Era a solução, utilizar a movimentação dos nossos centrais e laterais para desiquilibrar. 

A juntar a tudo isso, começava-se a notar uma incrivel falta de critério nas suspensões de 2 minutos. Como referimos Daymaro teve as duas suspensões. Ok, vamos aceitar que acertaram e que foi correcto. No lado contrário, nada, mesmo em situações piores.

Foi com todas essas condicionantes que fomos à luta. Paulatinamente íamos recuperando. Aos 17 minutos finalmente conseguimos restabelecer a igualdade e uns minutos depois conseguimos finalmente uma vantagem no marcador.

Contudo, não conseguimos descolar. Era dificil, até porque um dos árbitros marcou um golo. Obviamente não foi ele o marcador oficial, mas se não tocasse na bola, aquela jogada tinha terminado e a bola seria nossa. Passo a explicar. Remate aos 9 metros, Tino defende, a bola ia sair pela linha final, toca no árbitro e ressalta para o ponta do àguas Santas que aproveitou o brinde. Sim, foi inadvertido, mas nem assim deixaram de ter influência.

Ao intervalo tudo igual. O marcador mostrava um empate a 13 golos.

Se na 1ª parte vacilamos, pior fizemos no reatar do encontro. Logo de inicio sofremos 3 golos sem resposta. Mais uma vez teríamos de ir atrás do prejuizo. Talvez tenhamos entrado desconcentrados, algo que nos podia ter saído caro.


 Fomos novamente à luta e conseguimos novo empate aos 7 minutos deste 2º tempo. 

Mais uma vez não conseguimos descolar, mesmo com vantagens momentânes de 2 golos. A meio desta parte continuávamos com empates sucessivos. O jogo continuava muito renhido e nós continuávamos a ter falhas. Gilberto, por exemplo, é o MVP do campeonato mas hoje pouco acertou. Acontece aos melhores e este é indiscutivelmente dos melhores.

Aproximava-se os minutos decisivos e Obradovic deu instruções em alguns ataques para uma marcação individual ao nº 9 do Águas, Pedro Cruz. Resultou, muito do perigo surgia dali. No ataque Pedro Spínola ia começando a mostrar que estava nos seus dias, embora continuássemos com remates falhados e algumas falhas técnicas nada habituais.

O que já se tinha passado na 1ª parte relativamente ao critério estava ainda mais evidente. Dou 2 exemplos. O tempo de ataque permitido ao adversário era enorme, nada de assinala jogo passivo (e como as bancadas do Dragãozinho pediam jogo passivo nestas situações). Numa situação de inferioridade numérica o Águas conseguiu num ataque apenas gastar 1 minuto sem que nada fosse assinalado. Pelo contrário contra nós, continuava o critério largo (tão na moda). Num contra-ataque, Pedro Spinola isola-se, é tocado e cai. O árbitro assinala a falta mas nada de exclusão. 

Mas voltemos ao andebol jogado que é bem mais bonito. E o jogo estava espectacular, muita alma, muita raça dos nossos e muita, muita qualidade. Destaco aqui uma jogada no nosso guarda-redes Quintana. Um jogador adversário remata aos 6 metros, Quintana defende em leque, recarga novamente aos 6 metros com Quintana ainda no chão pela anterior defesa e consegue ir buscá-la com a mão esquerda. Brilhante!!! Este ano temos visto como os guarda redes podem ser decisivos e esta jogada foi mais um exemplo.

A 4 minutos do final ainda perdíamos por 1 (22 -23). O Dragãozinho, como sempre, apoia a equipa e acredita. Nada de frustrações, apenas apoio, muito e bom apoio.

Wilson, em suspensão, quase no limite do jogo passivo marcou e empatou. Ataque do adversário e também no limite do jogo passivo (o tal critério largo), através do pivot nova vantagem do Águas Santas. Faltavam nesta altura 3 minutos. ataque do Porto, dificuldade em encontrar boa situação de remate para os especialistas e Daymaro a rodopiar e a ir para o remate. Golo, grande golo do nosso pivot. Novo empate a pouco mais de 2 minutos para o fim. Ia ser sofrer até ao fim...

No ataque seguinte, após uma quase intercepção de Gilberto, remate e nova brilhante defesa de Quintana. Ataque organizado e Obradovic aproveita para pedir desconto de tempo para planear os 90 segundos restantes.

Bola em nossa posse, troca de bola consistente e Gilberto Duarte descobre o momentâneo pivot Filipe Mota para finalização precisa aos 6 metros, com cerca de 50 segundos para jogar. Era altura de defender e falhamos. Golo do Águas Santas a 20 segundos do fim.

O pavilhão estava ao rubro, tinhamos a bola e íamos tentar o golo da vitória. Numa jogada inteiramente construida pela 1ª linha, troca de bola entre Gilberto e Wilson, este a entregar para Pedro Spínola que com um grande remate em apoio, quando faltavam apenas 2 segundos para o final a marcar o golo decisivo. Grandes!!! É um orgulho e um prazer enorme apoiar esta equipa. Acreditaram sempre, lutaram com tudo e mais uma vez a 2 segundos do final foram recompensados. Quem não se lembrou do golo ao regime nesta altura?

Na próxima jornada deslocação muito complicada ao reduto do Sporting. Estamos perto do penta e um bom resultado lá deixa-nos ainda mais perto. Vamos a eles Campeões, acreditamos em vocês.


Equipa do FC Porto:

Equipa Inicial:  Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (3), Wilson Davyes (4), Daymaro Salina (2), Elias Nogueira (4), Sérgio Rola (3) e João Ferraz. 
Jogaram ainda:  Alfredo Quintana (g.r.), Filipe Mota (3), Pedro Spínola (6), Ricardo Moreira (1) e Hugo Rosário.
Treinador: Obradovic.



Por: Paulinho Santos





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