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quinta-feira, 13 de abril de 2017

segunda-feira, 10 de abril de 2017

sexta-feira, 24 de março de 2017

terça-feira, 7 de março de 2017

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ya te fuiste, Lope!


Ya te fuiste, Lope!
Nadie ya, te cree…
Y aquel que no ve
Este tremendo golpe

Como toda la ruina
Duna epoca entera…
Que la parte financera
No es mas que la sina

Qu’el deportivo mostra
Con tal ineptitude!
Donde nos falta salud
Para ganar a l’aposta!

De ser campeones!
Por todo ele pago,
E si, ay un culpado
En estos “dragones”!

Que ya no pelean
Por la pelota!
Y esta derrota…
Que mal nos dean!

Es pues, finito,
Todo esto apoyo!
Y nesse “pollo”
También no me fio…

Todo es perdido,
Grita la afición!
No ay mas dragón
En su olvido….

Todo se pierde
En una derrota…
En el juego de pelota,
El pueblo hierve!

Y ya contesta
Toda la administración,
Que a la selección
Dio su respuesta

Pues no queria
Verlos a jugar,
Para los poupar
Pr’a este dia…

Y el en juego vital
Se quedar en banquillo,
El André “filho”
Por estar muy mal…

Y resolver
Meter Imbulla,
Que como mula,
Lo volvió a ser!

Haciendo falta
Sin necessidade…
Y en la penalidade
Dejando marca!

Y entrado André,
Mejor no hizo!
Pues qu’el hechizo
Salió de su pié!

Y ya nos fuimos
De lo “campeones”!
No hay soluciones…
Porque perdimos!!

Y porque d’España
Nada es bueno,
En el bardo eterno
Que nos enseña:

Ni la hermosa
Qu’el viento trae,
De mal nos cae…
Si para esposa!

Solo para amante
La chica es buena,
Pues se queda amena
Por estar distante!!

Y si por poeta
No queremos Lope,
Que se pong’a trote
Que no es Vega!

Y que se venga
Un otro linguista,
Pues el portista
Ya no s’aguenta!


Por: Joker

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Escorregão?


Depois de ganh’a aposta
Desse jogo na Europa,
Foi o sporting a Arouca
Vencer como mais gosta!

C’o golo aos noventa
E o pénalti perdoado!
E o jogo falseado
Na Tv por quem comenta….

E não viram essa falta
Evidente e escandalosa!
E o árbitro, vista-grossa,
Pois o Naldo é pernalta!

E caindo no terreno
Projectou-se ao avançado…
E na cabeça foi tocado,
Nesse corte quase pleno!

Qu’ele queria ir à bola
Diz o homem na TV!
O adversário é que não vê
Essa cor da camisola…

E na falta bem marcada
Do juiz contr’o Arouca,
É tão só na cor da roupa
Qu’a mesma é ajuizada…

Se foss’ao ao inverso
E o Naldo fosse ceifado,
Pelo corte “debruçado”
Quem ficaria perplexo?

E nessa recta final
Ganhass’o assim o jogo,
Numa falta, cujo logro,
É não dar expulsão igual!!

Pois o vermelho directo
Perante o golo eminente,
Contr’o sporting é diferente…
S’o corte não for erecto!

E se nele “escorregar”,
O defesa por “placagem”,
Toda essa abordagem
Ao lance é de louvar…

Evita-se assim o golo
Num lance que deu falta!?
Ao contrário, mas que lata!!
Este Cosme não é tolo….

Qu’o Jesus sab’o segredo
Daquilo do ano passado…
E o Cosme, preocupado,
Iria “errar” por seu dedo?

Nunca se sab’o que sabe
O mentor desse “colinho”,
E este ano, o desalinho,
É não vencer o d’Alvalade!

Por isso é bem apitar,
Por conselho do Conselho,
Qu’o seguro morreu de velho,
E o Naldo só quis “jogar”…


Por: Joker

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Os Fariseus



Com tal facilidade
Se venceu os Hebreus…
Que há Fariseus
Pr’a cuja verdade
Tudo não passou
De parca demonstração
De superioridade!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A aposta



Foi o sporting à Albânia,
Pátria de Enver Hoxha…
Jogar c’uma equipa coxa
Que não é sequer de Tirana!?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Babel


Por tudo se arreia
Neste treinador…
Há alguém pior
Na elite europeia?

E dele se comenta
Pelo Português!?
Que fala, talvez…
Como quem o tenta?!

Fala esse misto,
Dito “Portunhol”!?
Ele qu’é espanhol…
Anda há um ano nisto!?

E se mal venceu
C’o azul-e-branco…
Não foi p’lo esperanto,
Que emudeceu!

Pois da entrevista
Àquele jornal!
Nisso fala mal…
Como linguista!!

Foi indelicado!?
No seu castelhano…
O “nuestro hermano”,
Nisto está marcado!

A torre de Babel,
Está pois no Dragão!
E já ninguém tem mão
Neste seu plantel!

É a espanhola-armada
Em território luso!
Anda tudo confuso
C’a língua falada…

Já ninguém s’entende
Em bom português!
E o basco, das três
É a única que vende…

E da massa crítica
Dos “comentadores”,
Que muitos doutores,
Sabem de fonética!!

E sendo fluentes
Em vários discursos,
Falam como lusos!!
Todos eloquentes!!

E quando em estadia
Pelo mundo fora,
Falam sem demora…
C’o tod’a prosápia!!

Falam Inglês,
Espanhol, Italiano!
Russo e Ucraniano…
Flamengo, Francês…

E mesmo lusitano,
Quando viajante…
É tod’o fluente
Em solo “hermano”!

E quando o catalão
É o solo-destino,
Fala em desatino…
O Inglês-calão!

Só para afirmar
Como condição,
A sua razão…
Ao comunicar!!

É um poliglota,
Um iluminado!
E tem-se versado
Nessa língua-morta!

Fala como escreve,
Em qualquer idioma!
Que nele, o axioma
É tud’o qu’o negue!

A esse “castelhano”
Dito treinador!!
Que sem tradutor
Parece Angolano!?

E sem qualidade
Do meio linguístico,
O futebolístico
Perde intensidade…

Veja-se o Jesus
Qu’em bom português,
Vence outra vez…
No que se deduz!

É nacionalista,
Esta evidência!
Qu’esta eloquência
Nem é derrotista…

E é tudo escrito,
Como reflexão…
Na língua da nação,
Tudo é bem dito!?

Qu’ele no Hotel,
Lá por Barcelona…
Usou o seu idioma?
Não, o de Babel!!

Ah, é emigrante…
E isso muda tudo!
Tem que ir a estudo;
Senão é ignorante?

E por mal falar
A língua de Camões,
É só “reflexões”
Pr’a lha ensinar!?

Qu’eles sapientes,
Falam com fluência…
E na competência,
Mais que dirigentes!

São puros gestores,
Nessas suas críticas!
Mas nas suas prédicas,
São educadores…


Por: Joker

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Monólogos


Sai uma entrevista
Pr’alimentar o ego!
Qu’o adepto é cego
Não vê essa pista…

Do grasso recado
Aos adversários:
Eles são temerários!
No Rascord, está dado!

E tudo reflecte
A sua influência:
É tudo inteligência!
O chiclas promete!

Que com ele contem
Pr’a ser campeão…
Que por exaltação
Já vence o “sportem”!

E ao outro vizinho
Lá lança as farpas;
São suas as etapas,
É dele o caminho!

Pois ninguém decide
Onde ele treina…
E se ele teima,
Quem perde é o Carnide!

Queriam decidir
Que fosse exportado,
Pr’a outro “el dorado”…
Mas decidiu resistir!

E para bancar
O seu vencimento
Com novo aumento…
É preciso emigrar?

S’é livre o dinheiro
Que vem do Sobrinho,
Pr’a quê o caminho
Que lev’ao estrangeiro?

E s’ele é competente
Cá em Portugal…
Que não há outro igual!
No valor correspondente…

Qu’o facto é ligeiro
Lá nesse “jornal”
Que é quase igual
Ao outro panfleteiro…

Que dando “notícias”
Lá muda de rumo…
E em sinais de fumo,
Nada propícias!

Pois há qu’apostar
Na “formação”,
E o homem-de-mão
Nisso pode ganhar!?

Mas se não vencer
Nas próximas épocas,
Já soam as éclogas
Deste “entardecer”…

Pois há que pensar
Já nesse futuro,
Que só por maduro
Nisso pode lucrar…

Já qu’investir
Milhões vezes nove,
Por metade que cobre
O resto por vir…

Já significa
Essa inversão,
Na política do “campeão”
benfica!!

E mesmo apurado
O saldo das vendas,
Só nas encomendas
O Cavaleiro é um achado!

Pois diz que vendeu
Por quinze milhões
D’euros cifrões!!?
O qu’então escondeu…

Pois ao declarar
A venda do Lima…
Os valores “acima”
São para pagar?

É só coerência
Nessa declaração,
Pois pr’a “Comissão”
Não há coincidência

C’o outro Roberto,
Este declarado…
Por valor inventado
Como sendo certo!

E no relatório,
Virá pois, a cifra!
Mas quem acredita
Em tal acessório?

Ah, e o Jesus
E a sua família…
E a santa homília,
E o anjo na cruz?

E o Máxi Pereira
Que foi coagido?
Qu’ele teria seguido
Não foss’a torneira…

Que tivesse secado
Ali pr’a benfica…
E a terra por rica,
Um deserto gretado…

E não for’a “branca”
Pr’os lados da luz,
Seria Jesus
O génio da lâmpada?

Haveria poder
Pr’a tal desenlace,
S’este disfarce
Se não pudesse esconder?

Ou é um acaso
Este branqueamento?
E tal acontecimento
Num soldado raso?

Tanta confluência
No fim do império,
Que sempre foi sério…
Na sua influência?

Não é d’estranhar
Estas ocorrências,
E em tais referências
A porta de par em par?

E em tanta suspeita
Nada sobressair,
Que possa aludir
Ao fim da colheita?

Pois nada de novo,
Em tais entrevistas…
Que brancas, puristas,
São obras do “polvo”

Que teima em usar
Estes “jornalistas”,
Peças d’artistas
Do bem “educar”

No qu’os “Delgados”
São a magnificência!
Basta-me a paciência
Pr’a ler tais recados…

E assim segu’o jogo
Nesta propaganda…
Pois paga quem manda,
E o resto é monólogo..


Por: Joker

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Galo!

#Galo #Joker #benfica
   
Olha que deu galo
Esta nomeação!?
Não há confusão
De novo, nomea-lo?

De novo, o Capela
A apitar o galo??
Ou quer empata-lo
Ou dar-lhe panela!

É bom cozinheiro
E já faz refogado!
O galo está agarrado
No seu galinheiro!

Que n’outra capoeira
O mesmo Capela
Fizer’a panela
Da mesma maneira…

Ó galo, já foste!
Não te safas desta!
Já pouco te resta…
No canto da hoste!

Eles vão invadir
Pois, tudo ao redor!
E no próprio andor
O galo, a servir!

Vais ser o banquete
Do séquito encarnado!
Que no futebol jogado
Não é mais qu’esse frete!

Que nisso s’entende
Esta nomeação!!
O novo campeão
Do galo, depende…

Pois s’o galo vive
Pr’a contar a história
Do empate ou vitória…
Já arde, Carnide!!…

Não pode dar galo!!
Daí o Capela…
Pois abr’a goela
E canta qu’eu calo!

Por: Joker

terça-feira, 21 de abril de 2015

Invejável!

#Joker #Champions #FCPorto

Uma dor reflexa
De teor físico
E do estado anímico…
Em forma convexa!

Toda nos consome
Desd’a mão ao ombro
Pelo desassombro
De qu’alguém nos “come”!

Sente-se na ponta
Mas do cotovelo!!
E não ha como retê-lo
Nessa grande montra!!!

“Vai esse corrupto
Jogar à Alemanha!?
Que grand’a façanha
Do clube do fruto!!”

“Se até no Dragão
Tiveram a sorte
Do clube mais forte
Estar em recessão!!”

“Cheio de lesionados
E sem internacionais!!
E com os capitais
Quase decuplicados!?…”

“É uma injustiça
Pois o Jackson fez falta!!
E o Neuer nem empata
A progressão à baliza!!”

“E aqueles centrais?
Nem na segunda Liga!!
Não há quem lhes diga
Que são tão banais?…”

“S’até o Quaresma
Lhes roubou o passe?!
Em pressão? Que classe!??
E a trivela à mesma??”

“E lançar o Colombiano
Em lance corrido?
C’o Boateng “comido”
No dealbar do pano?”

” Vindo de lesão?
Jogando infiltrado!?
E fintar pr’o lado
O Neuer no chão???”

“E marcando golo?
Três ao Alemão??
Sem ser o campeão
Da Liga do Colo?”

“Isto não bate certo!
É grand’a cabala!!
E s’o Porto embala
Por aqui mais perto?…”

“S’até já se gravou
Esse grande hino!!
E s’há um desafino???
E s’isto não acabou???”

“Já foi o Belém…
C’o “bela” exibição!
Mas s’em dia “não”
O árbitro apita bem?!”..

“E se hoje ganha?
O que já lá vem?
E no Domingo, quem
É qu’os apanha?”

“Quem apag’a Luz?
Quem deslig’a rega?
Quem a cruz carrega
Do próprio Jesus???”


Por: Joker

sábado, 7 de março de 2015

Poema da Auto-Estrada II

#benfica #Joker #FC Porto



E pois em nova arrancada
Pôs-se Tello na Pedreira
Qu’é um estádio de primeira
Cuja estrada está fechada!?

E para lá ter passado
Tev’o Tello qu’assapar!
Qu’ela não queria entrar
Nesse jogo atropelado!!

Mas por força da tracção
Nessa moto equipada
Foi a estrada, contornada
Num arranque e torção…

Estava o caminho já limpo
Desses pinos d’encarnado
Que barravam o traçado
Nessa estrada, em labirinto!

E o Tello não rogado
Lá passou bem junt’a Braga
Para mais uma jornada
Qu’o levará a outro lado…

E ainda qu’a polícia
Esteja em estado d’alerta
Essa via foi aberta!
É o título da notícia!!

E até nos ecos d’Espanha
Já se escuta o aviso!!
Qu’o Tello rasg’o piso
Nas estradas de montanha!!

É qu’a polícia atenta
Já anda à caça da multa!!
E s’o Tello catapulta…
Já lhe caçam a licença!!

Qu’à entrada de Lisboa
Já se monta a barreira!!
Pois é grand’a ribanceira
E se por lá a moto, voa?



Vai o Tello n’auto-estrada
No picanço ao papagaio…
O qu’ele grasna até Maio:
“Esta moto foi roubada!!”

 Por: Joker

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O crime (quase) perfeito

#Joker #Benfica #Sporting #FCPorto


Era galego, Diogo
E emigrara bem cedo…
Lisboa, o seu “degredo”
Onde se queria lá morto…

Nessa corda do verdugo
Por sentença judicial!
A última de Portugal
Ao nascido em Lugo!

No capricho da ciência
O rosto do assassino…
A sua cara de menino
Ficou exposta à audiência…

Nesse frasco de formol
Ficou a réstia do tempo
Em cuja cabeça, o exemplo
É o rosto dum espanhol…

O assassino do Aqueduto
“Legou” a sua cabeça
À prova da subtileza
A qu’a ciência deu fruto!?

E legada à descoberta
O propósito criminoso
No intuito que doloso
É o crime, coisa certa…

Ficamos pois, a aguardar
Que “roladas as cabeças”
Se tenham tantas certezas
Com’o benfica ir ganhar!!

E ter-se nesse propósito
Mumificar as cabeças
Que neste momento, ilesas
Vão balançar no patíbulo!

Existem crimes perfeitos
Na cabeça qu’os engendra
Como Diogo Alves, por lenda
Deu exemplos de tais feitos..

Ao funcionar em quadrilha
Andava na rota do fado
Roubava por tod’o lado
A sua fama de cabecilha!

Mas “só” pecou por excesso
Quand’o crime foi grotesco
E na agudeza do gesto
Foi o galego então preso!!

Só ao fim desse delito
Foi o galego a ferros
E do Limoeiro, os berros
Nã’o confessaram no dito!

Era um homem com dureza
E não lhe saiu a confissão
Pois em tal vida d’acção
Actuava com “nobreza”!

Se roubava ou matava
Era por força da vida…
E a sentença foi lida
Sem perceber qu’escapava!

Não à morte por decreto
Mas sim a outro desterro
Pois o roubar não é erro…
Só o matar não está certo!!

E da justiça portuguesa
Foi o galego, exemplo!
Tem-se a prova desse tempo
Na sua própria cabeça!!

E duas centenas volvidas
D’anos sobre essa data
Tod’a jurisprudência é farta
Noutras sentenças conhecidas…

Que roubar não é errado!
Depende com que intenção
Não s’é sequer um ladrão
Se se roubar com cuidado…

E se roubares p’la causa
Podes ainda ser honrado!
Um novo herói aclamado
Cuja cabeça… se salva!!

Por: Joker

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Lágrimas de Petróleo!

#Benfica #Joker



São lágrimas, são lágrimas
O que se vê em Milão?
Um jogador da formação!!!
Vendido por artes mágicas?…

Queimou etapas
Lá por Itália!
E com parafernália
Sabe das tácticas!

Qu’a formação
Sabe educar
Para bem jogar
Lá no Milão!

Conhece do jogo
A temporização
E a sua colocação
É produto novo!

Não precisa nascer
Por mais dez vidas!
Qu’as vidas crescidas
Nascem com saber!

Se nascesse cá
Isto é no “Seixal”
Era tudo igual…
Toma-lá-dá-cá!

Por isso é d’exportar
A “nossa” produção
E comprar ao Milão
Producto-de-acabar!

Que tendo jogado
Apenas três jogos
Se vislumbram modos
Doutro resultado!

É um novo Pirlo
Outro Ancelotti!
Ou será um Totti
C’um travo de Pippo?

É o novo desígnio
Um predestinado!
Qu’até foi comprado
Por valor tão mínimo!

Que foi bem abaixo
Do valor proibido
Do orçamento ido
Sem empréstimos, acho…

Tudo c’o dinheiro
Da “venda” do Enzo
Que ficou em suspenso
Na porta do galinheiro…

Pois queria engrossar
O projecto Lim!
Qu’é assim-assim…
Mas dá pr’a abonar!

E sendo “necessário”
Em contra-vontade
Se sabe a verdade
Na voz do empresário…

Mas aquela pré-época
Feita d’entulho
Meteu ao barulho
A verdade céptica!

Qu’havia de comprar
Nem que fosse à pressa
Toda uma remessa
Que pudesse entrar…

Na equipa maravilha
Onde despontav’o Jara
Como prova necessária
Pr’a uma apostilha!

E assim se fez
Como um ultimato!
O Jesus num salto
Contratando à vez!

Que só lá ficou
Como uma pendência
Essa referência…
Qu’o dinheiro não chegou!

Mas ainda assim
Virou-s’o bico-ao-prego
“E sem margem pr’a erro”
Fez-se novo “all-in”!

Este d’encarnado
Que ofusc’a vista!
E não se tem na lista
Do crédito mal-parado!

Por isso até o Manha
Lá ganhou “vergonha”
E demitido, ainda sonha
Vender da cobra, a banha…

E ir pr’a TV
Contar tod’a “verdade”
Por “solidariedade”
Com o que se lê!

E ali dizer
Na Tv benfica
Qu’esta terra é rica!
E há qu’enriquecer!

Qu’a aposta é certa
Mesmo sem o BES!
E qu’o petróleo a mil pés
É a grande descoberta!

Está debaixo do estádio
Na Segunda Circular
E que vai BOMBAR!!!
É o seu presságio!

Só não sab’a quem
Cab’a exploração!
E s’a concessão
É por vinte ou cem!

Ele preconiza
Pois, a divisão
Entr’o clube e ‘agremiação
Fundando uma só divisa!

Sporting Clube de Benfica
Marca internacional!
O mais maior de Portugal
E patrocinador da LIGA!


Por: Joker

domingo, 31 de agosto de 2014

Os Andrades

#FCPorto #Andrades #Blogues #Bluegosfera #clubecastelhano #Fóruns #FCP #OPorto #Joker


Veio-me à memória, há dias, essa figura quase mitológica, representativa dum passado quase “obscuro” do meu clube de sempre, numa identidade perdedora, jocosa, tristonha, em face de todo um percurso de vida associativa desde a sua criação até ao dealbar da democracia em Portugal, nos anos setenta, e à inversão do seu triste fatalismo desportivo sob a égide dessa figura ímpar da liderança do F.C.P., Jorge Nuno Pinto da Costa, no percurso dos anos oitenta.

E veio-me à memória, porquê? Porque passados mais de trinta anos sob a inversão desses acontecimentos que me levavam ao choro compulsivo em cada derrota do meu F.C.P. – por cada jogo presenciado a sul, na província do meu nascimento – nova prova de que essa memória, desse passado soturno de “portismo” se encontra vivo, na pena e alma de alguns portistas escreventes nesta “bluegosfera” se tornou patente a partir da leitura de um artigo num blogue azul-e-branco, e se evidenciou, uma vez mais, essa linha dura do “cinzentismo” de outrora, na crítica presente.

Não que essa crítica seja de agora, pois que desde que me conheço nestas andanças da “bluegosfera” que os sei, sempre, nessa linha demarcada do criticismo, aceso, contra esta gestão do F.C.P. Nada de novo, portanto. O que me fez ressaltar na evidência, foi a acutilância, a precisão da crítica, a forma velada da mesma, num estilo encarniçado contra aquilo que nesta senda, se propõe como “reforma” do F.C.P., em face da época desastrada do ano transacto.

A acusação frontal contra esta orientação hispânica, assumida na sua óptica, como proposta única do treinador, e assumindo que o mesmo por outorga de carta branca sem precedentes na liderança desportiva, os leva a recear o nascimento dum novo clube, sem resquícios da sua origem portuguesa, com o subsequente nascimento dum novo clube castelhano: O Futbol Club del Oporto!

Demagogias à parte, importa realçar que esta conduta, na pena dos pensadores desse blogue, ou pelo menos de alguns, não é nova. Diria mesmo que a crítica é uma constante, num blogue de indiscutível qualidade, e crítica essa que perpassa a sua própria existência quando noutros locais, a mensagem já era em tudo igual à presente. “Os Andrades” como os classifico e como alguns se auto-classificam, já o eram e sempre o foram, nessa forma de estar e pensar o F.C.P. A obra de Pinto da Costa ainda que devidamente registada é, na sua óptica, insuficiente ou enviesada. Não há bela sem senão, costuma dizer o povo e com razão, mas neste caso, não é sequer a “bela” que está em causa, senão o próprio conceito.

Não há beleza que resista a tão fortes critérios…

Esta estirpe de portistas acha-se acima de quaisquer considerandos, nem que seja o singelo respeito por uma instituição dos quais se dizem sócios ou simpatizantes. Alegam, quiçá, que acima da instituição não está ninguém e que nessa óptica a crítica ao Presidente é natural. Seria porventura, se o nome da instituição não fosse manchado nessa menção crítica e sistematicamente “bota-abaixista”. Aliás, nem sequer é de suspeitar que o teor acusatório resulte desta forma, porque se bem me lembro, um dos intervenientes desse “reflectir o portismo” não me tivesse, uma franca vez, num fórum por mim criado e sustentado em prol de uma renovada forma de “pensar” o F.C.P., enviado a seguinte pérola: “Mesmo trajado de azul-e-branco, um mouro é sempre um mouro!”…

Digamos que para esta casta, o Porto é um exclusivo seu, da sua demarcada forma de pensar e sentir, dando-se ao luxo, inclusive, não se seguindo o seu rumo programático, de o destituírem como símbolo de outros. Esta veia elitista de um determinado portismo acha-se acima de outros “pensares” que não sejam os seus. Já o eram antes de o ser. Sempre o foram! Para eles, o F.C.P. é uma reserva moral dos seus ancestrais pensamentos nesse passado “obscurantista”, perdedor e manietado. “Orgulhosamente sós”, sustentam a bandeira do “Andradismo”, como se tratasse de um puritanismo clubístico! Nisso em nada me surpreende que se sustentem na defesa dos valores da liberdade, na liberdade de dizerem o que bem lhes apraz, para nisso menosprezarem os outros, directamente, ou indirectamente, na forma como os seus valores projectados no clube, são ridicularizados.

Quem tem o Porto por seu exclusivo, quem vê nos outros os “mouros” do seu descontentamento, tão só em função do seu local de nascimento – isto de quem é filho de imigrantes não muito longínquos – não é de admirar que veja nesta política de “renascimento” portista, uma ofensa aos seus valores “integristas”, pejados dum nacionalismo bacoco e desusado. Quem vê na contratação de alguns espanhóis – quando antes o pendor nas escolhas foi de argentinos ou brasileiros – e nisso conclui que o Porto se transformou num clube castelhano, também porque o seu treinador quer maior protagonismo directivo, ou está de má fé ou é um “Andrade” empedernido…


“Os Andrades”

Não há nada que surpreenda
Neste discurso de sempre
Está tudo mal, pr’a tal gente
Qu’ao Porto propõe emenda:

Que seja um clube exclusivo
Um clube de cavalheiros!
Que sejam eles, os primeiros
A dirigi-lo, sem passivo…

Que por lá têm doutores
Filósofos e jornalistas!
Gente das maiores vistas:
Engenheiros e tradutores!

Também não faltam gestores
Nesse universo “reflectivo”
Que liquidariam o passivo
Sem sequer vender Jogadores!

São os únicos de tal gente
Uma estirpe de sangue azul!
Nele não há “mouros” do sul
Que lhes conspurquem a mente!

E constatado o integrismo
Da natureza sanguínea
Só Portugueses, na linha
Pr’a nova ordem de Portismo!

Tudo gente da região
Mesmo d’apelido estrangeiro!?
Do Alto Douro vinhateiro…
Mais qu’isso é uma invasão!

E se vieram espanhóis
É só pra limpar as retretes
Das suas “coquettes”
Que são urinóis….



Por: Joker

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dar à língua

#benfica #Boavista #vergonha #multa #portugal #joker

O que conta é a “intenção”…

Por tal quantia módica
Se faz a nobre Justiça
Pagando pouco p’la “rixa”
Ou nada, pr’a não ser anedótica!

Cento e cinquenta euros
O preço da reincidência!?
Este ano sem consequência…
Ainda sobra pr’a uns pêros!

Foi a medida da pena
Avaliada em função (do)
Mais milhão menos milhão…
Por isso é tão pequena!?

Qu’isto me trás saudades
Das suspensões por duas semanas
Por gritar faltas “urbanas”
Num português d’outras localidades!

A diferença está na língua
Que s’usa pra se prevaricar
Se for o “benfiquês” a falar
É atenuante porque não “xinga”!

Pois é uma língua rica
Nascida lá pr’a Amadora
Usada desde Linda-a-pastora
A tod’a extensão de benfica!

Por isso tem carga simbólica
Confundem-na c’o regime
Que dizia que era crime
Não usá-la como língua apostólica!

E hoje passados muitos anos
Desd’o fulgor desses tempos
Ainda existem “templos”
Qu’a usam com’os tiranos!

É uma questão interpretativa
Pois se chamares “ladrão”
C’o sotaque dum qualquer “dragão”
É caso pr’a sanção abusiva…

Mas s’usares desse calão
Pr’a chamares “ladrão” ao árbitro
O termo soa a “catedrático”
Não tem sequer qualificação!

E s’usares dos punhos
Para falar o mesmo dialecto
É português correcto
Mas na expressão de “grunhos”!

É tudo por técnica jurídica
Que se chega a esta “sanção”
O Jesus tem bom coração
A língua é que é fatídica!…

Tá bem vamos “acarditar”
Qu’a pena visa a prevenção
A plena reabilitação (e)
Qu’o verbo saberá conjugar!…

“Ladrão, mil vezes ladrão”!
Diz o Jesus ao juiz…
O recurso não está no que diz
Mas apenas na sua “intenção”!


Por: Joker

Humano, demasiado humano

#FCPorto  #TVs #TVI #Assobiadores #Quaresma #Joker #Brahimi

Pequeno "grande" Jogador

Perceb’a azia
Afinal é humano!
Sentir qu’este ano
S’acabou a alegria…

Sentimento humano
Como diria Nietzsche
Que é uma chatice
Sem “guito” Angolano…

Qu’a coisa está preta
Sem dinheiro do Lim
E c’o Enzo, por fim…
Seja levado à certa!

E a azia tanto fluiu
Nesse jogo do Porto
Qu’em pleno Agosto
A chuva caiu!?

Está tudo trocado
O tempo, a equipa…
Que s’antecipa
Um verão molhado!

Uma carga d’água
Para lavar as ruas
Renovar as luas (e)
Essa grande mágoa!

Qu’o país viveu
Na noite pretérita
Com’a última réstia
Qu’a esperança lhes deu…

E que bem visionados
Nesses comentários:
Tristes fados “Hilários”
Foram cantarolados!

Que azia danada
Grassava na SIC
Ond’o Rita disse
Da vitória, pois nada…

Ah, qu’era esperada…
O Lille era de segunda
O qu’em França abunda…
E que previa “goleada”!

Sempre gostava de ver
O seu grémio de clube
Fazer melhor c’o Lille
Ou sequer vencer!

Pois qu’os qu’assobiam
Estão mal habituados
No Dragão estão trocados
E já se substituíam!!!

Adeptos do Porto?
“Assobiadores, pipoqueiros!”
São sempr’os primeiros
A picar o ponto!?

S’algo corre mal
Não sabem apoiar!
É pr’a assobiar?
Outro ano igual?

E fazer do Quaresma
O seu maior silvo
P’lo jogo consecutivo
No banco à mesma?

Que estatuto tem
Mais do qu’a equipa
S’o objectivo dita
O resultado além?

E s’assim não fosse
Não bast’o treinador
Decidir que jogador
É melhor pr’a hoste?

São muitas emoções
Uma amálgama confusa
No que Nietzsche usa
Pr’as suas definições:

Que não bast’o óptimo
Por desiderato
Qu’o projecto inato
Tem valor utópico!

E na cacofonia
Que por lá s’emana
Pass’a caravana
P’la sua Filosofia!

Qu’o mesquinho tem medo
E o medíocre o hábito
Que por sentido táctico
Tenh’a vaidade no dedo…


Por: Joker
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