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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Das arábias…

#SLBenfica #Portugal #benfica #Lampiões #Joker #Jesus



Chega da arábia
O novo patrocínio!
Em ano de declínio
Desta nova águia…

E que bem ostenta
Orgulhoso contrato
Desse Emirato…
Nessa vestimenta!

E que vaidosa
Mostr’a camisola!
Sem jogar à bola
Em festa pomposa!

É a cicerone
Dum grande torneio!
Vem de saco cheio…
D’águia é um clone!

Que não s’aproxima
Dessa outra equipa
O grande benfica!?
Levado à chacina!…

Que no prognóstico
Ainda não sabia
S’a defesa subia
Ou roçav’o anedótico!

Que tem muito jogo
E algum cansaço!..
A defesa é de aço
E o ataque é fogo!

É apenas pré-época
E se perdem quatro
Em seis, está no papo!
Já lá vem a seca…

É inspirador
Que tão pouco Arsenal
Lhes ench’o bornal…
E sem tradutor!

Que lá está o Jesus
O mestre da táctica!
Cinco? É matemática!
É a defesa em cruz!

Os dedos abertos
Nessa mão exposta!
É a sua resposta
Em “ingaleses” verbos!

Que não há perigo…
Que não tenham medo!
Qu’inda é “muita” cedo
Pr’a chegar a Vigo!

Não há jogadores?
Há lugares na Liga!
O Carlos qu’o diga
Quem são os melhores!?

Os que vão a votos!
Qu’os outros não prestam
E as listas que restam
São dos nossos devotos!

Temos garantias
De luta igual!
O “Império do mal”
Chumba nas burocracias!

Que contra corruptos
Somos com’o Costa!
Qu’em cada resposta
Violav’os Estatutos!

E se fosse a Lei
Também vinh’a convir!
Havia que investir
Na sanção qu’eu sei…

Suspendend’os craques
Sem provas formadas!
Apen’as forjadas
Em curiosos destaques…

E a sanção ao Clube
E ao seu Presidente!
Foi tão coerente…
No recurso qu’houve!

Que nele s’insurgiram
Aqueles detractores
Qu’enquanto traidores…
O Presidente demitiram!?

Queriam apreciar
A seu belo prazer
A razão de ser
Do Porto claudicar…

E tomando parte
Da célebre conjura!
A sanção perdura…
Na reunião-baluarte!

Tudo métodos “legais”
A qu’um tribunal
Deu por ilegal
Em recursos plurais!

E até o Boavista
O patinho feio…
Se meteu no meio
Da sanção revista!

E como que surpresos
Vei’o Figueiredo
Promovê-lo do feudo
Dos clubes presos!?

Os mesmos carrascos
Qu’o condenaram
Nist’o sufragaram
Nos recursos fracos!

Quem é esta gente
Que nos toma por parvos?
Qu’esgotados os prazos
Se tem por inocente?

E a decisão
Que vem da Justiça
Que mostr’a cobiça
Nesta “eleição”?!

E que condenados
Se mostrem heróis
Nas páginas dos “boys”
Dos pasquins prensados!

Há corrupção!
Diz o benfiquista
Ex-Maritimista…
E de coração!

Qu’a Olivedesportos
É qu’é a culpada
Desta embrulhada
Com vivos e mortos!

E qu’o seu clube
Perd’a hegemonia
E tod’a alegria!
S’há quem o derrube!

A preocupação…
Já grassa no ar!
C’a Lig’a parar
Nessa decisão…

E sem futebol
Qu’os faça sonhar
Resta-lhes emigrar…
Por falta do espanhol!

E que por eloquência
Nessa lingua erudita
Deseje outra “manita”
Amanhã do Valência!!

(Pois é só riqueza
Como nas arábias!
Que sobrem as lábias
Por falta de franqueza…)


Por: Joker

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Nacionalismo!

#Seleção #Pátris #Ronaldo #Joker #Portugal


Transcende-m’o acto
Essa entrega total
À noção: Portugal!
Em visão ou relato?

E que deprimido
Ou exultante
Nesse jogo errante
Eu esteja vivo?

E em expectativa 
Sofra na perda
Por essa entrega 
Da própria vida?

Como s’o símbolo
Fosse potente 
Pr’a tanta gente
Num jogo “limpo”?

E que se faça 
Dum só exemplo
O nosso templo
De história e raça?

E que na derrota
Tal depressão
Nesta nação
A todos toca?

Nesse motivo
Que de tão central
Põe Portugal
A paliativo?

E só se fala
Desse assunto!?
O centro do mundo
Qu’a todos rala?

A Selecção
Que já não vence!
E a todos pertence
Como nação?

O grande Ronaldo!
O herói moderno
Dum país eterno
Em míngua de saldo?

Um novo cataclismo
Com’o terramoto!?
Do futebol ao voto:
Este nacionalismo?

Por: Joker

sábado, 27 de julho de 2013

O FC Porto aquém e além fronteiras.





Ainda me recordo perfeitamente como sendo hoje, dos tempos tumultuosos e de difícil afirmação desportiva no panorama nacional do FCP, nos longínquos anos 70 do século passado, em que se dizia e por vezes mesmo confirmado no terreno de jogo, se bem que, e diga-se a propósito, que nem sempre só por culpa própria, do paradigma em curso naquele tempo e da verdade inequívoca deste presságio e prenúncio lógico, quando o clube se inibia quando saia do seu habitat natural, leia-se Estádio da Antas e da sua região privilegiada a norte.



Quando passava a ponte D. Luís sobre o rio Douro a caminho do sul, e mais propriamente em direção à 2ª circular em Lisboa já se sentia em parte derrotado, ou dito de uma outra forma mais natural e percetível para não deixar qualquer dúvida, não conseguia colocar em prática as suas reais capacidades enquanto equipa de futebol que naquela altura já começava a patentear.

A partir da era de JNPC como presidente do clube iniciada no glorioso dia 17 de abril de 1972, e decorrido todo este tempo até aos dias de hoje, o FCP apresenta-se atualmente aos seus cada vez mais simpatizantes, sócios e ao mundo em geral, como um clube de enorme prestígio, temido pelos seus principais adversários aquém e além-mar pela qualidade que demonstra em tudo em que participa, pelo ecletismo desportivo que evidencia e coloca em prática, onde tem hoje o privilégio e a responsabilidade de ter a seu cargo a hegemonia do futebol e das modalidades de pavilhão em Portugal, sendo hoje também considerado por todo o mundo como um clube modelo, por vezes até copiado quanto à forma de gestão desportiva do clube, onde qualquer jogador de qualquer continente tem o desejo e a honra de representar e jogar, pois é sabido que depois de um ciclo aproximadamente de 2 a 3 anos a conquistarem títulos e a dar boa luz ao seu nome, poderão mais tarde darem um novo rumo às suas carreiras e ao mesmo tempo melhorarem os seus contratos desportivos, mesmo sabendo que o clube não tem as mesmas capacidades económicas dos principais colossos do futebol mundial, o que torna esta constatação factual ainda mais valiosa e de difícil concretização.

Por tudo isto, e após encontrar o bom rumo desportivo e consolidando o seu próprio ADN como instituição desportiva de renome mundial, o FCP, e a meu ver com enorme inteligência e mestria desportiva da sua Direção, tem vindo a cimentar a sua já longa e vitoriosa história com processos de gestão ultra modernos, que lhe permitem alargar ainda mais o seu horizonte desportivo enquanto grande clube que é, investindo não só em grandes talentos como também na sua própria imagem, em que o seu carismático e eterno presidente tem sido a sua pedra de toque e a condição sine qua non para a sua evolução, consolidação e perpetuação, quer no panorama nacional como também no panorama estrangeiro, começando degrau a degrau mas com uma evolução bem visível e sustentada, a diminuir a diferença que o separava em termos de sócios e simpatizantes do seu eterno rival do Terreiro do Paço.

Neste enquadramento, parece-me deveras importante salientar alguns projetos de melhoria levados a cabo nestes anos no clube azul e branco, que vêm contribuindo para o atual status quo do melhor clube português da atualidade, sendo esta uma verdade indesmentível e comprovada, mesmo que esta constatação devidamente fundamentada em títulos doa a muita boa gente que por cá esvoaçam ou planam, como sejam o novo Dragão Caixa onde o clube voltou a conseguir reunir toda a família portista num local que poucos acreditariam que fosse possível, o original projeto da parceria com o "Porto Canal" como lançamento do clube em termos de uma nova imagem multimédia no país e no estrangeiro, a inauguração para setembro do Museu do FCP, outro empreendimento que pela sua grandeza e modelo será sui generis em Portugal e de enorme valor cultural, histórico e artístico que certamente ainda mais elevará o nome do clube no panorama nacional e mundial, e ainda a aposta desportiva e comercial nos mercados emergentes de vários países, com predominância no Brasil, Venezuela e Colômbia, onde o FCP tem aqui aproveitado com enorme êxito desportivo, populista e financeiro o grande filão de talentos, e ao mesmo tempo tirando partido de ter nas suas fileiras vários jogadores daquele país, conseguindo com isso bons negócios no campo da merchandising e do scouting de novos talentos em formação, e tudo isto numa constante dinâmica portista já que o tempo não para e os nossos adversários assim o exigem.

Por: Natachas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Bombo da Festa.


O português desde sempre teve necessidade de arranjar uma figura em quem descarregar a sua ira, sempre foi assim desde a Política, ao cinema, passando pelo futebol que é o tema que para aqui nos interessa.






A essa figura dá-se popularmente o nome de “bombo da festa”. Expressão essa que se pode traduzir genericamente por alguém que geralmente sofre a descarga de raiva das pessoas que gravitam no seu grupo, é geralmente uma pessoa muito falada, criticada, e exposta a chacota, por sistema é sempre o culpado de tudo que de mal acontece e poucas vezes vê reconhecidos os seus méritos quando faz por os merecer.





No FC Porto tradicionalmente existiu sempre essa tal figura, o Bombo da Festa, dos meus tempos de jovem lembro-me entre outros de Semedo, de Bandeirinha, figuras que eram merecedoras da confiança de todos os treinadores que sucessivamente passaram pelo FC Porto (Sir Bobby Robson chegou a dispensar Bandeirinha, mas este com trabalho e perseverança conseguiu durante os treinos o convencer que era um elemento válido para o plantel) mas que ao longo das carreiras foram sempre de uma forma ou outra sujeitos a uma crítica comprovadamente injusta do famoso Tribunal das Antas.

Essa figura “decorativa” nem sempre vivia isolada, a escolha recaía preferencialmente sobre dois atletas (não fosse o primeiro alvo por um qualquer motivo não jogar e deixar desse modo a crítica dos adeptos órfã).

No presente as atenções e o coro de assobios viram-se tanto para Varela como para Danilo (a quem já demos a nossa atenção publicando a biografia LER AQUI).

Varela que por mais que trabalhe quer no capítulo defensivo ou ofensivo, quer marque golos de levantar qualquer estádio do mundo ou não, devido à sua inconstância não há forma de convencer tão exigente tribunal.





Mas centremos-nos no caso Danilo, a crítica é manifestamente injusta e despropositada na sua maioria das vezes, em minha opinião obviamente. Danilo vê-se confrontado involuntariamente na mente dos adeptos e com um peso extra em seus ombros derivado do preço da sua contratação (os 19M € pesam e de que maneira), sendo que por vezes a expectativa depositada é a de um Maradona que face ao valor do passe tem obrigação de fintar a equipa adversária inteira e ainda voltar atrás tornar a fintar e depois marcar um golo de bicicleta.




Ora a realidade mostra uma obrigação e um compromisso de Danilo face ao jogo da equipa completamente diferentes, deixando o foco e o brilho para outros colegas.

Face à maior propensão atacante do seu colega e compatriota Alex Sandro, Danilo tem como principal missão nas tarefas coletivas fechar o seu flanco e impedir que a transição Defesa-Ataque do adversário apanhe a nossa equipa em contra-pé.

A Danilo um pouco à imagem do papel desempenhado por Sapunaru no Porto de André Villas-Boas compete-lhe um papel mais defensivo e a bem da verdade que adversário tem causado mossa pelo lado direito da defesa azul e branca?

Isco do Málaga não se viu e no último jogo Bebé foi fogo-de-vista, aquele tipo de malabarista que brinca com o fogo mas que não queima ninguém, andou por ali a tentar ludibriar Danilo mas sempre de forma inconsequente (nem uma única vez criou perigo ou qualquer mossa na defensiva azul e branca).

Acresce que na equipa Danilo tem como companheiro de flanco James Rodriguez que pouco ou nada ajuda nas tarefas defensivas e em situação de ataque tem ordem para organizar e fazer a diferença partindo do flanco para o centro e vagabundear por toda a frente de ataque, deixando as tarefas de “linha” entregues a Danilo, sem fazer as compensações aquando da perca de bola no momento de mudar para a transição defensiva.

Outra das coisas que se apontam a Danilo é o facto de errar muitas vezes no momento do cruzamento, saindo muitas vezes este gesto técnico mal feito, relembro apenas um nome que para mim é o melhor Português de sempre na posição e o único da história do nosso burgo que teve como honra representar a seleção do resto do mundo por duas vezes, quando esta não era somente um grupo de amigos mas uma seleção no verdadeiro sentido da palavra aonde só os melhores tinham acesso, João Pinto de seu nome,  jogador intemporal que era “um Danilo” a cruzar como devem lembrar a grande maioria dos nossos leitores.

Por todos estes fatores penso que a crítica a Danilo é maioritariamente porque sim mas na prática  totalmente infundada perante o desempenho evidenciado pelo atleta no capítulo que corresponde ao seu trabalho em prole do coletivo azul e branco, a defesa.

Danilo é uma peça de xadrez na equipa, se ao seu compatriota do lado oposto compete esticar o jogo da equipa, a Danilo compete em primeira instância proteger a equipa e precaver ou ajudar nas tarefas defensivas, capitulo esse que tem desempenhado na perfeição conforme é fácil de comprovar, o que numa equipa que faz da posse de bola uma referência e que joga com um bloco defensivo bem subido se torna numa tarefa de grande importância.




Com isto não quer dizer que Danilo não tenha capacidade ou dever de esticar também ele o jogo pelo seu flanco, que tem, é um jogador com pedigree e daqueles que não enganam, tanto é que faz o vai-e-vem sempre que pode, mas não nos podemos esquecer que em primeiro lugar estão os interesses da equipa e é nesse foco que Danilo em primeira instância se concentra, o que contribui e muito para sermos das defesas orgulhosamente menos batidas do campeonato e que os adversários do FC Porto procurem atacar preferencialmente pela ala esquerda da nossa defesa.



É baseado neste meu pensamento, ou convicção que me leva a crer que temos no plantel aquele que a curto prazo se constituirá como uma das referencias a jogar na Europa na posição de Defesa Direito.



Por: Rabah Madjer

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