Mostrar mensagens com a etiqueta Aguas Santas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aguas Santas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

FC Porto 24 - 25 Águas Santas - Após 4 anos, a derrota em casa








O FC Porto recebeu hoje à noite o Águas Santas para a 4ª jornada do campeonato nacional. Teve um mau dia e perdeu, após 4 anos e 60 encontros invictos. Perdeu não só o jogo como a liderança para o rival desta noite. Sem alarmismos, um dia iria acontecer. Foi hoje. Felizmente estamos muito a tempo de rectificar este resultado, foi numa fase numa prematuera da época.





Perante pouco público (o que para outros emblemas é uma boa casa, no nosso Dragãozinho já é pouco) a equipa penta-campeã entrou em campo com o 7 esperado. Não haveria muito por onde escolher, este 7 tem sido sempre o inicial.

Desde cedo se percebeu que não seria fácil, o Águas Santas tem uma boa equipa, vinha motivada e disposta a aproveitar o nosso notório cansaço.

Mesmo assim, entramos bem, com intensidade na nossa defesa 6*0, sempre atentos às tentativas de jogo para os 6 metros e a reagir a tempo a remates da 1ª linha. Aliás, logo no º ataque do encontro realizámos 2 blocos. Outros se seguiriam.

Ofensivamente a equipa entrou cansada e com muito azar. As bolas ao poste iam-se sucedendo. Gilberto Duarte, Schubert, ferraz e Tiago Rocha viram remates seus serem devolvidos pela madeira da baliza durante o 1º tempo. Sem nenhum exagero, no minímo foram uma meia dúzia de remates a terem esse destino.

Aos 5 minutos, uma vanntagem minima por 2-1. João Ferraz mostrava-se bem neste momento, tem estado de mão quente. Evolui a cada jogo e da forma que joga muitas vezes esquecemo-nos da sua juventude. Melhorou muito quer defensiva, quer ofensivamente. 

A equipa maiata apostava em ataques longos embora com rápidas trocas de bola. Foi uma boa estratégia, obrigou-nos a muito trabalho defensivo.  Ofensivamente começava-se a notar o que temíamos, o cansaço. Muitas falhas técnicas devido a erros no passe, lentidão de processos e poucos víamos as já famosas saídas rápidas para o ataque. Era notório que estavam a surgir os efeitos de 4 jogos de alta dificuldade em 9 dias com uma viagem à Dinamarca pelo meio com todas as condicionantes de lesões já conhecidas.

Obradovic começou cedo a rotação da equipa cedo. Além do já habitual Salina, o jovem Belmiro também entrou nestas trocas. É importante que apareçam. Além de manter o nível de jogo proporcionou alguns minutos à intensamente sacrificada 1ª linha. 

A meio da 1ª parte ainda mantinha-mos a vantagem minima (7 - 6). Além do já citado João Ferraz é de destacar também as grandes defesas que Laurentino fez neste período. Apenas a 5 minutos do intervalo nos vimos em desvantagem (na altura 9 - 10).

Ao intervalo ainda um golo atrás, 10 - 11 no marcador.




Os primeiros minutos após o regresso dos balneários não foram os mais felizes. O exemplo das primeiras jogadas do reinício mostra isso mesmo. Uma falha na finalização de Gilberto Duarte. Na resposta eles marcaram após um livre de 7 metros. Bola ao meio e novo ataque nosso. O resultado foi o mesmo: remate de Gilberto para fora. Foi de facto uma noite infeliz do nosso nº 5. Ele que tantas e tantas vitórias já nos deu, o MVP de muitos jogos e campeonatos hoje esteve desastrado no remate...

Obradovic conhece bem o seu atleta e chamou-o ao banco para descansar e reencontrar o seu jogo habitual. Aproveitou e alterou o sistema. Em alguns ataques Salina juntou-se a Tiago Rocha, tendo assim 2 pivots.

Resultou, estávamos melhor ofensivamente. Aos 5 minutos desta etapa complementar chegamos ao empate num contra-ataque finalizado por Ricardo Moreira, após acção defensiva de Tiago Rocha (mais um bom jogo, talento e dedicação em todos os momentos).

Mesmo com a nossa melhoria exibicional o equilibrio continuava. Apenas já depois dos 12 minutos uma vantagem nossa por 18 - 17.

Seguiu-se o nosso meljhor período. Não ficamos pela vantagem miníma. Boas acções defensivas e o acerto de Schubert, 1º de livre de 7 metros e depois de contra-ataque (finalmente saíam) deu-nos uma vantagem de 3 golos.

Contudo desperdiçamos esta segurança na última metade deste 2º tempo. A 10 minutos do fim era apenas 1 golo de vantagem (22-21). 

Continuamos a falhar muito no nosso ataque. Nos 5 minutos seguintes, apenas 1 golo nosso e um empate a 23 golos. valeu-nos Quintana que com excelente defesas nos mantinha na luta pelo resultado.

O caso do jogo surgiu já nos 3 minutos finais. Um livre de 7 metros mal marcado, muito mal marcado, não havia motivo para tal deu-mos uma desvantagem de 2 golos. A arbitragem que até então tinha sido muito boa, borrou a pintura. 

Tínhamos já pouco tempo mas como sempre fomos à luta. Tiago Rocha marcou e era agora apenas um golo de diferença. Não podíamos falhar na defesa agora. Não marcaram, Quintana mais uma vez defendeu. 

Faltava um minuto e a bola era nossa, dependia do nosso ataque. Desconto de tempo pedido pelo nosso técnico. Ricardo Moreira a guarda-redes avançado para o último ataque.

Neste último ataque, conseguimos uma boa troca de bola, conseguimos criar uma boa situação de remate. Infelizmente neste aspecto falhámos, Schubert permitiu a defesa do guarda-redes. Acontece, tem de levantar a cabeça agora e continuar a trabalhar no duro. Notou-se o seu desânimo. É normal, nós todos ficamos tristes. Não tem é de achar que é o único culpado. Ganhamos juntos, perdemos juntos. Todos, público incluído.

Uma nota final de apreço para João Ferraz. Terminou o jogo com dores num pé, claramente em dificuldades. Não foi impedimento para não ir agradecer de perto o apoio dos que foram ao Dragãozinho. É de facto um ambiente à Porto. 

Segue-se novo jogo fora para a Champions. Continua o ciclo dificil. Agora com uma das melhores equipas europeias, o Kielce que na época passada ficaram em 3º na Champions. Mais um teste enorme neste ciclo terrível de jogos. Sem medo, vamos a eles, eles é que são os candidatos, nós nada temos a perder...

Para terminar, uma certeza. No próximo jogo em casa lá estaremos a apoiar como sempre esta equipa. Ainda com mais força, é agora que temos de nos unir ainda mais no apoio. 


Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (1), Wilson Davyes (5), Tiago Rocha (4), Mick Schubert (2), Ricardo Moreira (4) e João Ferraz (6). 
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Nuno Carvalhais, Belmiro Alves (1) e Daymaro Salina (1).





domingo, 17 de março de 2013

Águas Santas 29 - 35 FC Porto - Entrada em grande




O FC Porto visitou e derrotou o Águas Santas por 6 golos, mantendo assim a caminhada 100% vitoriosa nesta fase final e o comando no campeonato. 







Com muito público portista nas bancadas do pavilhão maiato, o conjunto de Obradovic fez por merecer o intenso apoio desde os primeiros segundos. Foi uma entrada em grande estilo. Logo aos 30 segundos Pedro Spínola fez o tento inaugural e dava uma vantagem que nunca mais perderíamos até ao apito final.





Com uma defesa concentrada e muito pressionante, com saídas muito bem conseguidas para o contra-golpe e uma boa capacidade de finalização nestes primeiros minutos, cedo a vantagem dos tetracampeões se tornou substancial. Depois do já referido golo de Spínola, Gilberto e Tiago Rocha por duas vezes também o conseguiram. Um parcial de 4- 0 a abrir e um resultado de 6 - 1 no final dos primeiros 5 minutos. Excelente inicio.

A defesa em 5 - 1 do conjunto visitado não conseguia parar o nosso elevado ritmo e o guarda redes mostrava-se impotente para travar os fortes remates da nossa 1ª  linha. No lado oposto do campo assistimos a uma realidade totalmente diferente. Os atletas portistas nunca proporcionaram situações de fácil remate e quando o permitiam a eficácia de Laurentino foi altíssma.

Era impossivel, até para atletas da qualidade dos nossos, que tivéssemos os 60 minutos com tal superioridade. O que era dificil, embora não impossivel, era manter sempre esta diferença de 5 golos no marcador. E se não era impossivel, os nossos fizeram-no. 

Os restantes 25 minutos deste primeiro tempo foram um agradável espetaculo de andebol. Até ao intervalo a cada golo maiato os nosso respondiam na mesma moeda. Quando por qualquer motivo não marcávamos num ataque, na jogada seguinte também não o sofríamos. E nesse aspecto, se toda a defesa esteve sólida um nome se destacou, Laurentino. No total fez 3 defesas a livres de 7 metros (duas neste primeiro tempo). Além disso defendeu remates de 1ª linha e até remates isolado. Está em grande forma e continua a mostrá-lo semana após semana.

Ao intervalo o marcador mostrava o resultado de 18 - 12 para o nosso emblema. Grande 1ª parte.

Os primeiros minutos da etapa complementar foram uma cópia fiel do inicio do jogo. Uma enorme entrada, desta vez com um parcial de 3 - 0. Desta vez os marcadores iniciais foram Wilson (grande jogo, sempre muito activo), Elias (voluntarioso e abnegado como sempre, de reter um sprinte até à defensiva para recuperar a bola, embora com uma ou outra falha na finalização) e Ricardo Moreira (a precisão de sempre, seja na conclusão dos contra ataques ou na marcação de 7 metros).

Sentia-se que estava ganho e não era engano. E talvez por isso tivemos uns períodos de desconcentração, não muitos felizmente e que nunca colocaram em causa a nossa superioridade e nem sequer permitiu uma recuperação no marcador. Concedemos alguns golos à 2ª linha maiata e no ataque um par de falhas técnicas. Nada de grave, a festa na bancada podia continuar.

O resultado final de 6 golos mostra isso mesmo. Uma vitória tranquila.

A arbitragem não foi das piores, embora a tolerância e a demora em levantar o braço para jogo passivo no ataque do Águas Santas tenha sido evitável. 

No próximo fim de semana, segue-se a recepção ao Sporting. Sábado, às 17h30 vamos encher o Dragão Caixa para ajudar nesta caminhada rumo ao inédito penta. Estes atletas merecem-no e já faltam poucas batalhas até ao objectivo.

Equipa e marcadores:

Treinador: Obradovic

Sete inicial: Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (6), Wilson Davyes (7), Tiago Rocha (4), Elias Nogueira (4), Ricardo Moreira (4) e Pedro Spínola (5). 
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), João Ferraz, Filipe Mota (5) e Daymaro Salina



Por: Paulinho Santos

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Andebol: FC Porto - Águas Santas (Antevisão)








Com a primeira fase a caminhar passos largos para o seu final, o FC Porto terá este sabado mais um jogo pela frente, recebendo o Águas Santas, num jogo a contar para a 19ªjornada (o encontro da 18ª ronda frente ao Belenenses foi adiado para Fevereiro). 






Os dragões ocupam de forma isolada a liderança da prova, contando com 49 pontos (16 vitórias e uma derrota) e a equipa maiata encontra-se no quinto lugar, somando dez triunfos, um empate e seis desaires. 

Depois de duas derrotas consecutivas, o Águas regressou aos triunfos no último fim de semana, vencendo o ABC em casa deste, levando a melhor por 27-23, dando um passo importante de forma alcançar um lugar nos seis primeiros e com isto entrar no grupo A.

O Águas Santas possui um conjunto de bons jogadores, mantendo o núcleo duro comparativamente ao ano passado, a principal novidade acabou por ser a entrada do Bosko Bjelanovic, um jogador que esteve vários anos ao serviço do FC Porto rumando depois ao Sporting, e que na época passada representava o Madeira SAD. E foi precisamente, o primeira linha Bosko a ser um dos jogadores em principal evidência no jogo diante do ABC, apontando nove golos, acabando por ser decisivo num reduto extremamente complicado para qualquer equipa. 

No FC Porto, o lateral Hugo Rosário e o pivot Tiago Rocha encontram-se em dúvida para este jogo, estiveram ausentes por lesão no embate frente ao Avanca.

Estas duas equipas já se defrontaram numa ocasião esta temporada, onde a equipa azul e branca, ultrapassou o Águas Santas por 35-26 (ao intervalo o marcador já registava uma vantagem de dez golos favorável ao FC Porto), destacando-se o ponta Ricardo Moreira (sete golos), e ainda Tiago Rochaautor de seis tentos, enquanto no Águas o lateral Eduardo Salgado com nove golos foi o melhor marcador da partida.


Por: Dragão Orgulhoso
>