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terça-feira, 21 de abril de 2015

FC Porto 1 - 0 Académica - Rodar no jogo sem lógica


O futebol português não merece o Futebol Clube do Porto. O prestigio que tem deve-o em grande parte às nossas conquistas e às nossa equipas. Há mais de meio século que somos os únicos que levamos o nome do futebol português ao topo da Europa.

Seria motivo mais que suficiente para ser respeitado. Pena é que neste cantinho à beira-mar os responsáveis por garantir a melhoria desta indústria em Portugal insistem em hostilizar o nosso clube.

O Porto vinha há menos das 72 horas regulamentares de uma exibição grandiosa, daquelas que só o melhor clube português o tem conseguido. Pediu que o jogo entre esta eliminatória fosse adiado. Como bem disse Lopetegui havia datas disponíveis. O clube que nos defrontou aceitava o adiamento. Os gestores desta coisa a que chamam Liga não concordou. Estranho - ou talvez não - quando uma semana antes aceitaram que a final da Taça organizada por este organismo fosse adiada.

Lógica? Nenhuma. Adiem-se finais para o clube do regime (cada vez mais o clube do regime) possa descansar. Mas que os regulamentos não se sigam quando o FC Porto está a ser bem sucedido na Europa como nenhum outro clube português o consegue.

Mas adiante...

Lopetegui tem confiança no plantel. Tinha de mudar bastante, sob pena de comprometer os 2 objectivos que nos restam. Certamente muitos atletas ainda não tinham recuperado do esforço e não teriam um rendimento como habitual. E ainda comprometíamos a luta que teremos na terça-feira em Munique.

Em conversas antes do jogo era notória a dificuldade em haver um consenso qual o melhor 11. Rodar o menos possivel, rodar alguns ou rodar o máximo possivel? Lopetegui escolheu a última. Qualquer que fosse a escolha traria riscos.

O 11 escolhido traria inúmeras surpresas. Restavam Fabiano e Alex Sandro. O primeiro pela especificidade do posto, o segundo pela impossibilidade de atuar em Munique. Danilo também não estará no próximo jogo mas como estava em risco de exclusão caso visse amarelo não foi opção. O nosso técnico está a perceber os riscos de ser o Porto e como tem de se precaver...

As surpresas não acabaram aqui. Alex Sandro foi central. Ricardo provavelmente preparou-se para a batalha que terá (permanece a dúvida se será ele ou Reyes) na lateral direita. Rúben voltou ao posto de sempre, era o 6. Hernâni deu mais um passo na sua adaptação e foi titular.

Com tantas mudança penso que maior parte dos adeptos não esperavam uma grande exibição. Digo até que a tolerância seria bem maior que habitualmente. Que fosse sempre assim...

Taticamente também poderíamos ter dificuldades acrescidas. Não se reparou. Os erros que conseguimos descortinar foram sobretudo individuais.

Não foi uma exibição assombrosa embora o jogo tenha dado a sensação de estar sempre controlado.

De inicio serviu para alguns jogadores brilharem. Hernâni foi o caso mais flagrante. Na primeira oportunidade digna de registo, servido por Aboubakar (tem-se distinguido pelas assistências ultimamente), a contratação mais recente fez o que melhor sabe. Ganhou em velocidade a quem lhe apareceu. Não marcou à primeira, marcou à segunda.

Não se sentia o peso das mudanças. Pelo contrário, sentimo-nos sempre perto de marcar o segundo antes do intervalo. Tudo assente em princípios que os mais utilizados costumam mostrar. Bom posicionamento após uma perda de bola, rápida pressão. Com bola a procura de espaços. Com segurança, mas não hesitando em mudar flanco para fazer dançar o adversário.

Podíamos ter marcado mais. Evandro acertou no poste, José Angel permitiu a defesa da tarde a Cristiano.

A equipa visitante raramente conseguia incomodar neste período.

A segunda parte foi mais do mesmo mas com mais um ou outro susto bem resolvido por Fabiano...

Na cabeça de todos, incluindo adeptos, ansiava-se pelo final do jogo. Não era um dia para ópera. Não era um dia que nos podíamos dar ao luxo de pensar em goal-average. Não por falta de qualidade dos intervenientes mas porque aqui e ali surgiam sinais de nervosismo... Nessa tarde vencer era suficiente e já estávamos a fazer. Era o que precisávamos... Foi o que conseguimos.

Uma última nota. As escolas Dragon Force estiveram presentes no estádio. Toda elas ou quase todas. Isso não foi esquecido por uma claque. Eles são o futuro e foi um primeiro gesto de carinho para todos os jovens que lá estão. Que alguns deles tenham a oportunidade de o voltarem a receber daqui a alguns anos...


Análises individuais:

Fabiano: Um guarda-redes de equipa grande é poucas vezes chamado a intervir no seu papel principal papel, defender remates. E como são tão pouco chamados a defender a concentração tem de estar sempre no máximo, têm de estar preparados para quando surgir o tal remate.

Fabiano teve esse momento. Grande defesa na segunda parte num remate à queima-roupa quando até aí quase só tinha sido chamado para jogar com os pés.

Ricardo: Os olhos estavam colocados nele. Danilo é Danilo e até para ele iria ser difícil. Ricardo vai ter um jogo em que vai ter de estar no máximo. Já estará no ponto em que nos fará esquecer Danilo, nem que seja por 90 minutos?

Foi um ensaio e não propriamente dos mais difíceis. Ainda tentou usar a sua vocação ofensiva mas notou-se sobretudo a preocupação em ser sempre competente defensivamente. Cumpriu.

Em Munique Ricardo não tem de sentir pressão se for ele o escolhido. Tem de jogar o que sabe. E mostrar a garra que sempre mostrou. Já passou por isto. Foi o lateral esquerdo a estrear num jogo dificil. Acabou a festejar. Fará o mesmo...  É um lutador e está pronto para a batalha!

Reyes: Não foi muito posto à prova. É um central elegante que tenta sair a jogar. Registo para perceber que acima disso está a segurança. Minuto final. na dúvida, chutão para a bancada... Fisicamente mais robusto. Bem a dar o corpo para parar um remate de Fernando Alexandre.

Continue a trabalhar. Trabalhar muito.

Alex Sandro: Não é um central e nunca será. Falhou a meio da primeira parte e podia ter sido perigoso. Uma falha que não destrói a missão de sacrifício para que foi designado. Melhorou quando passou para a esquerda.

José Angel: Com pouco trabalho defensivo aventurou-se pelo ataque. Os seus bons cruzamentos já são conhecidos. Os remates em volley foram uma surpresa.

Ruben Neves: Se fosse NBA seria aquele rookie que afundava na cara dos consagrados. Como é futebol mostra que a a qualidade ou se tem ou não. Ele tem muita e quer crescer. Fisicamente já se bate de igual para igual. Tecnicamente dá lições. Tacticamente cada vez mais presente. A cortar, a marcar terreno, a pedir bola para construir.

Campaña: Dizer que joga de pantufas pode ser um elogio ou uma critica. Para Campaña ambas. Joga de pantufas porque tens uns pés com muita qualidade, a bola sai sempre redondinha sem grande esforço(merecia golo aquele livre). Mas naquela zona por vezes é preciso ser-se um lavrador, um cão de fila. É preciso tirar as pantufas e lavrar a terra. Faltou isso...

Evandro: Um dos mais utilizados do 11. Mostrou o motivo. Dinâmico na circulação, bem na ocupação dos espaços. Foi aquele centro campista que a equipa procurava para decidir se era altura para agitar ou acalmar o jogo.

Quintero: Começa a tornar-se habitual. Por um lado a sua capacidade técnica deslumbra. Por outro o seu alhemaneto em alguns períodos desilude. Quintero vive neste limbo nos últimos jogos. Ora sai um passe magistral, ora sai uma bola perdida infantilmente e irresponsavelmente. Depende dele que jogador tornar-se. Pode estar no topo. Pode ser aquele tipico sul-americano que tem uns fogachos mas que nunca terá a carreira que o seu talento merece.

Hernâni: Segunda jornada consecutiva a marcar. Tem um pique incrivel. É aguerrido, ficam na retina dois lances em que quase cai mas prossegue a jogada e cria perigo. Talvez por querer mostrar-se nem sempre decidiu bem. Normal... Todavia foi sempre o mais perigoso da equipa e cada vez mais uma opção a ter em conta.

Aboubakar: Hernâni marcou pela segunda vez e ambas foram assistências do camaronês. Tem dificuldades em ser a referência como é Jackson mas mostra um pouco da sua (muita) valia quando é mais visto como um elemento de jogo do que a referência principal.

Marcano: Entrou depois de um lance de perigo academista. Missão: acalmar a defesa e dar tranquilidade. Sucesso: total

Oliver: Depois da tranquilidade na defesa com Marcano, a alta-rotação de Oliver no meio campo. Estávamos a jogar a 50 e passamos a jogar a 70.

Jackson: A defesa estava tranquila, o meio campo subiu de rotação, faltava apenas a qualidade no ataque. Lopetegui não foi de modas e para os 10 minutos lançou o ás de trunfo. Chegou para assustar a equipa visitante. Falhou o golo mais fácil da sua carreira no final e tinha estado perto de marcar antes. Não festejou desta vez. Estará a guardar a veia goleadora para os 2 jogos seguintes... 


Ficha de Jogo:
 
FC Porto 1-0 Académica
Primeira Liga, 29ª jornada
Sábado, 18 Abril 2015 - 18:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 36.117


Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa).
Assistentes: André Campos e Nuno Vicente.
4º Árbitro: João Malheiro Pinto.

FC Porto: Fabiano, Ricardo, Reyes, Alex Sandro, José Ángel, Campaña, Rúben Neves, Evandro, Quintero, Aboubakar, Hernâni.
Suplentes: Helton, Marcano (59' Quintero), Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez (82' Aboubakar), Adrián López, Óliver Torres (65' Campaña).
Treinador: Julen Lopetegui.

Académica: Cristiano, Ricardo Esgaio, Iago, João Real, Oualembo, Fernando Alexandre, Lucas Mineiro, Nuno Piloto, Rui Pedro, Rafael Lopes, Ivanildo.
Suplentes: Lee, Ricardo Nascimento, Magique (67' Lucas Mineiro), Cissé, Diallo (71' Rui Pedro), Ofori, Hugo Seco (82' Ivanildo).
Treinador: José Viterbo.

Ao intervalo: 1-2.
Marcadores: Hernâni (11').
Disciplina: cartão amarelo a Oualembo (19'), Iago (40'), Ricardo Esgaio (57'), Reyes (56'), Ricardo (62').



  Por: Paulinho Santos





terça-feira, 24 de março de 2015

Não pode voltar a acontecer


Uma crónica como a de jogos do passado sábado demoram mais. Por vários motivos.

Primeiro porque esta exibição custou a engolir. Pela segunda vez este ano tivemos oportunidade de apertar este adversário de forma significativa e não o fizemos. Da primeira vez bastava apenas ganhar-lhes e ficávamos na frente. No sábado ficaríamos a 1 ponto. Falhamos em ambas.

Depois porque não queremos ser injustos nas criticas. Como adeptos e sócios temos o direito e o dever de elogiar e criticar sempre que acharmos conveniente. Mas acima de tudo é uma responsabilidade. Nem depois do jogo contra o Basileia éramos os melhores do mundo, nem está tudo mal agora.

Sejamos realistas. No sábado de manhã se perguntassem a qualquer adepto se no final da jornada queria estar a 3 pontos e não a 4 como estava todos aceitaríamos. Mas então porquê toda esta frustração? Porque maior parte de nós dormiu mal nessa noite? Simplesmente porque tivemos tudo para fazer bem mais e não fizemos por culpa nossa. E isso nenhum adepto aceita...

Não está só em causa o empate. Já vimos empates encherem-nos de orgulho e a equipa a ser elogiada. Já aconteceu este ano. Queremos sempre ganhar mas sabemos que numa época nem só vamos conhecer esse resultado.

Surge aqui a primeira questão. Há uma equipa na Champions e outra no campeonato? O empenho é diferente? Vínhamos de 7 vitórias consecutivas. Não se consegue isto se não houver uma equipa empenhada.

Outra questão nos assalta o pensamento. Lopetegui teve culpa? Bem, como qualquer treinador é sempre o responsável. E é verdade que as substituições trouxeram o efeito contrário ao que queríamos. Mas já lá vamos.

Comecemos pela escolha do 11. No jogo anterior Quaresma foi um dos melhores em campo. O Mustang está em grande forma. Tello também estava a jogar bem e tem sido decisivo. Mas e Brahimi? O mago argelino é um craque. Normalmente é titular indiscutível. Todavia não tem tido uma boa sequência de jogos (exceção aos jogos da Champions). Não vamos especular sobre os motivos, não acredito existir mais empenho num e menos noutros. Acredito sim numa má fase. O próprio jogador admitiu andar muito cansado. Terá sido este o primeiro erro de Lopetegui? Não seria de aproveitar a boa forma de Quaresma para descansar Brahimi? Totobola à segunda é mais fácil, mas talvez tivesse sido uma boa opção.

No resto apenas Oliver vs Evandro. Aqui menos discutível. Oliver vem de paragem embora tenha jogado contra o Arouca e Evandro tem jogado bem.

Entramos em campo nervosos. Entendo isso. Tinha visto minutos antes o jogo em Vila do Conde. Eu também estava nervoso.

Nunca fomos o que fomos durante os últimos tempos. Falhamos mais do que o normal. Controlamos menos que o normal.

Mesmo assim foi uma primeira parte de domínio nosso. O golo de Tello (mais um!) dava-nos uma vantagem merecida ao intervalo.

O que aconteceu depois do intervalo é mais dificil de explicar.

Ainda estávamos nos primeiros minutos e a primeira machadada. Sai Casemiro.

Li no dia seguinte num jornal que se tratou de problemas físicos. A confirmar-se o treinador está ilibado por natureza. Não se confirmando foi uma opção estranha que só nos enfraqueceu.

Não está em causa o valor do Ruben que entrou. Mais ano menos ano será o titular. Só não é já porque há Casemiro e porque o próprio ainda está em fase de adaptação e crescimento futebolístico. A alteração causa estranheza pelo que se via. Casemiro não estava a fazer um grande jogo e estava amarelado é certo. Mas o nosso mal não estava aí.

Custa entender o que se pretendeu. Herrera dava sinais evidentes de cansaço já aí. Evandro não estava a conseguir ligar os sectores como o fez antes. Custa entender a saída e os seus benefícios.

E como estava o jogo, Casemiro sendo forçado a sair porque não Marcano lá? Mais físico e mais "tampão" numa fase que fisicamente começávamos a mostrar dificuldades? Havia Indi no banco que é sempre uma garantia.

O certo é que começou aí o crescimento da equipa adversária. Por questões fisicas e táticas eles ganharam o meio campo. E o jogo mudou...

Bastou uma dezena de minutos e eles empataram. Gravíssimo erro de Alex Sandro que parecia estar a dormir e deixou o adversário ter espaço para encostar.

A resposta de Lopetegui foi um erro colossal. Perdemos o meio campo, mostrávamos fragilidades físicas nesse setor e qual a opção de Lopetegui? Quintero.

A saída de Evandro nem é estranha. Pessoalmente Herrera dava maiores sinais de falta de capacidade física. Um lance ficou na retina. Perda de bola e o mexicano tentou descer no terreno como sempre o faz bem. Tentar ele tentou. Como tenta sempre. Mas viu-se que não o conseguia.

Loptegui escolheu Evandro. Ok, também estava a falhar.

Poderia ser uma tentativa de recuperar o dominio, de sufocar e não deixar o adversário ter bola. Não foi essa opção. Acrescente-se Quintero.

Que o colombiano decide um jogo num só lance já sabemos. Mas para o poder fazer é preciso ter uma equipa que lhe consiga dar bolas para tal. Um meio campo ainda mais frágil não era a solução. Não teve muitas e quando as teve também nada conseguiu.

Só não sofremos o segundo por manifesta falta de competência do avançado da equipa insular.

A última opção foi tardia. Talvez tão tardia como o tempo de jogo. Sai um irreconhecível Brahimi para entrar Quaresma. Esta substituição foi a única com efeitos. O nosso 7 agitou o jogo, conseguiu levar a bola para a área adversária.

Já era tarde. 1 - 1.

Foi um soco em cheio.

O regime tem um calendário muito acessível. Não andam a jogar nada. Isso ainda me permite acreditar muito neste título. Nunca será um título em circunstâncias normais, assistimos a muito este ano para poder ser considerado normal. Seremos campeões desde que não voltemos a jogar como na Madeira.

Análise individual:

Helton: Muito seguro quer entre quer fora dos postes. A equipa ganha tranquilidade sempre que recorre a ele para jogar com os pés. No mais importante num guardião, as defesas foi também competente. A defesa a um livre directo pouco antes do golo sofrido é brilhante.

Danilo: Regressou à competição após o susto da Champions. Não foi dos melhores jogos de Danilo como não foi de ninguém. Defensivamente sempre controlou Christian. Ofensivamente Christian sempre o seguiu, pelo que não foi tão influente como normalmente. Mesmo assim ainda atirou ao poste após combinação com Tello.

Maicon: Dos melhores na Madeira. Tem voltado nos últimos tempos ao melhor que conhecemos dele. Autoritário pelo ar, eficaz pelo chão. Bom timing na antecipação e sem cerimónias no corte. Atento e sempre bem posicionado, ainda evitou males maiores e apagou alguns fogos causados pelos companheiros. Tal como Danilo também atirou aos ferros. Maicon foi de livre e bateu na trave.

Marcano: Teve uma falha de marcação que quase dava o segundo golo à equipa madeirense. 1 erro em 90 minutos de serenidade e autoridade. É o patrão da defesa neste momento.

Alex Sandro: Tal como nós adeptos também dormiu mal de certeza. Tem enormes culpas no golo sofrido. A forma como deixou o adversário antecipar-se para encostar é inadmissivel e não pode acontecer. Erro muito grave e muito penalizador. Na primeira parte ainda se mostrou ofensivamente.

Casemiro:  Não foi dos seus melhores jogos mas até foi um dos que mais visivel foi a sua importância para a equipa. Está a tomar gosto aos livres e voltou a tentá-lo. Saiu provavelmente com queixas fisicas e a equipa começou aí a descarrilar.

Herrera: Não foi nem de perto nem longe o jogo ideal para o mexicano. Menos eficaz nos momentos de transição do que é hábito. Nunca desiste e isso é de louvar mas o corpo já não respondia. Está visivelmente cansado.

Evandro: O brasileiro nem sempre dá nas vistas mas é importante na forma como liga a equipa. Não esteve bem e isso viu-se.

Tello: Mais uma vez decisivo. O jogo não lhe correu de feição, teve alguns maus dominios e não soube dar sequência a muitas jogadas. Mesmo assim é dos poucos com nota positiva, marcou um belo golo.

Brahimi: Criou mais perigo à nossa baliza do que à baliza do adversário. Isto chegaria para ter uma noção do que foi o seu jogo e é o actual momento deste grande jogador. Perdeu uma bola infantilmente que Maicon resolveu. No 1*1 raramente passou o adversário mas insistia sempre na jogada individual. Precisa de voltar a ser mais prático. Saiu de campo tarde demais.

Aboubakar: Quase marcava num remate de primeira. Foi das poucas acções positivas. Tentou ser Jackson na forma como entrava na construção de jogo e não o consegue, tens outras caracteristicas. A equipa pediu-lhe que fosse Jackson e desaproveitou o que de bom o nosso avançado tem.

 
Ruben Neves: Entrou para um meio campo em declinio e sozinho não o conseguiu segurar. Também falhou mais no passe do que habitual.

Quintero: Parece fora de forma. Culpa sua. Nunca se espera que corra como Oliver ou Herrera mas espera-se maior comprometimento com as necessidades da equipa. Que o seu enorme talento não seja desperdiçado. Mas depende mais dele do que do resto.

Quaresma: Fez mais em poucos minutos que a maioria no jogo todo. Entrou muito bem e está em boa forma. O defesa esquerda nacionalista agradeceu não ter levado mais tempo com Quaresma.  

Ficha do Jogo:
Nacional-FC Porto, 1-1
Primeira Liga, 26ª jornada
Sábado, 21 Março 2015 - 20:15
Estádio: Madeira
Assistência: -


Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)
Assistentes: Bruno Rodrigues e Alexandre Freitas
4º Árbitro: Iancu Vasilica

NACIONAL: Gottardi, João Aurélio, Rui Correia, Zainadine, Sequeira, Aly Ghazal, Christian, Gomaa, Luís Aurélio, Lucas João, Willyan.
Suplentes: Rui Silva, Camacho (45' Willyan), Fofana, Campos, Edgar Abreu, Wagner (57' Christian), Francisco Soares (75' Lucas João).
Treinador: Manuel Machado.

FC PORTO: Helton, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Evandro, Tello, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Martins Indi, Quaresma (73' Brahimi), Quintero (65' Evandro), Óliver Torres, Rúben Neves (53' Casemiro), Gonçalo Paciência.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Tello (45'), Wagner (62').
Disciplina: Cartão amarelo a Casemiro (27'), Danilo (68'), Gottardi (90+3').


Por: Paulinho Santos



domingo, 20 de julho de 2014

Genk 1 - 3 FC Porto - Um bom primeiro passo

#FCPorto #Sami #Pré-época #Tello #Adrián #Bélgica

Fotografia © Fábio Poço / Global Imagens
Estamos na pré-época. Altura do ano em que se testa jogadores, que as pernas ainda estão presas e cansadas, altura do ano em que ainda se tenta assimilar novos conceitos e movimentações. Ganhar é sempre agradável mas não é o mais importante. 

Este foi apenas o primeiro desafio com uma equipa de primeira divisão. Todas as análises que possam existir carecem obviamente de uma confirmação, até porque ainda veremos muitas entradas e algumas saídas. Faltam alguns mundialistas, algumas novas contratações ainda não treinaram. Outros vão sair. Por isso nesta altura, nenhum bom jogo é motivo para nos colocarmos em bicos de pés nem nenhum erro é grave o suficiente para se colocar o quer que seja em causa. 

Apenas vemos sinais. Hoje esses sinais foram positivos e já vimos características que Lopetegui tenta implementar. 

Comecemos por aí. A identidade do FC Porto 2014/15 começa a formar-se. Uma equipa dominadora, que gosta de ter bola, que se sente bem a circulá-la. O passe curto reina mas a profundidade e a largura no jogo não é esquecida. Equipa subida no terreno, defesa na linha do meio campo e vários jogadores a envolverem-se nos movimentos ofensivos. Sem bola, pressão alta e intensa, "asfixiar" o adversário imediatamente.

Para o onze inicial algumas curiosidades. O quarteto defensivo transitou da época passada. No meio campo Josué foi o médio mais recuado, sinal da importância que é dada a uma boa circulação desde as primeiras linhas. Os reforços começaram a ver-se mais na frente. Óliver acompanhava Carlos Eduardo no meio campo. No ataque as alas estavam entregues a Quaresma e ao rápido Tello. Adrián Lopez começou como avançado ao contrário do jogo anterior onde esteve numa ala.

A pressão alta que Lopetegui exige trouxe frutos logo no início do jogo. Defesa central adversário com a bola, médio imediatamente em cima. Neste caso o médio foi Carlos Eduardo. Recuperou a bola e tabelou com Adrián antes de ganhar espaço para o remate. Quaresma na recarga marcou. 

Nos primeiros 15/20 minutos cada vez que um defesa adversário tinha a bola adivinhava-se perigo para a sua baliza. Isto porque durante este início ainda todos conseguiam ter fôlego, a pressão era feita em bloco. Um dos melhores sinais na 1ª parte. Como é óbvio ainda não há entrosamento nem pernas que permitam pressionar assim todo o tempo. Vimos neste período algum espaço entre os médios ofensivos e o defensivo. Normal nesta fase. 

Um dos perigos de uma equipa que tenta jogar a bola e sair sempre que possível a jogar é uma possível perda por um mau passe ou outro erro individual. Reyes errou. Passe lateralizado mal executado que deixou o avançado contrário frente a Fabiano. Nada de demasiado alarmante, apenas um sinal que ainda há muito trabalho para fazer. 

Também uma nota para o adiantamento da linha defensiva. No 1º tempo (muito melhores na etapa complementar) os laterais permitiram a entrada dos adversários com bolas nas suas costas. 

À medida que o tempo passava, o ritmo diminuía. Víamos entrega (que bom esta atitude!), noção do que fazer e como fazer mas também cansaço e falta de conhecimento das movimentações de alguns jogadores. O intervalo chegou em boa altura!

As habituais trocas ao intervalo aconteceram. Lopetegui optou por Ruben Neves, Herrera e Ricardo. Kelvin e Sami entraram pouco depois. 

O Porto estava a começar a ser mais consistente na troca de bola e na ocupação dos espaços com estas entradas. O bloco estava mais junto, a trocar melhor a bola e a defender melhor.

Não tardou até que nos colocássemos novamente em vantagem. Um lance em que intervieram 2 jogadores que tinham iniciado no banco. Canto de Ruben Neves e Sami com um bom movimento a cabecear colocado. Bom golo. As bolas paradas parecem estar a ser bem trabalhadas.

Foi uma 2ª parte muito satisfatória. Tirando um lance que surgiu por outro erro individual a baliza de Fabiano raramente viu perigo. No baliza adversária o contrário. Boas movimentações, boas aberturas, velocidade e objectividade qb.

Um lance que exemplifica tudo isso foi o golo final. Recuperação de bola e Ricardo arranca pela esquerda. À entrada da área passe para Sami na zona central. Boa recepção e ainda fora da área remate seco, rasteiro e colocado. Um bom golo deste reforço, o 2º da conta pessoal, a culminar uma bela exibição!

Foi um teste positivo que fechou esta fase do estágio em Horst. Colectivamente a mostrar muito trabalho efectuado. Individualmente com belas exibições. O próximo será na próxima semana no jogo de apresentação aos sócios. Veremos se os sinais positivos dados até agora têm continuidade. Temos razões para acreditar que sim.

Gostaria de terminar esta parte da crónica com quem já mostrou estar em boa forma. Os nossos adeptos. Hoje fizeram-se ouvir quase todo o jogo. Para continuar também. A nossa parte começa agora... 




Análises individuais:

Fabiano: É um bom guarda-redes mas percebe-se que ainda não está totalmente confortável. Entre os postes seguro como sempre. Também ele está a adaptar-se a uma nova realidade e precisa de treinar como e quando ocupar aqueles metros á sua frente. O jogo de pés está melhor mas ainda precisa de mais. 

Danilo: Mais seguro defensivamente que o lateral contrário. O nosso lateral é como um motor a diesel. Demora mais tempo a chegar ao topo mas é de uma fiabilidade tremenda. 

Maicon: Bom jogo. Na 1ª parte sofreu com a insegurança de Reyes mas tentou sempre orientar e socorrer o companheiro. Na 2ª parte foi imperial. Inteligente na maioria das abordagens aos lances. Em situações de aperto não tem receio de jogar feio e aliviar. Se estiver bem fisicamente poderemos ter o "velho" Maicon, aquele que comanda uma defesa de volta.

Reyes: Defensivamente cumpriu mas revelou muita ingenuidade ao tentar sair a jogar. Em sua defesa convém referir que jogou pelo lado esquerdo da defesa, lugar que não deve ser o seu devido a Indi e talvez Marcano, dois canhotos. No lado direito sente-se bem melhor.

Alex Sandro: Na 1ª parte alarmou pela quantidade de bolas que deixou entrar nas suas costas. A fechar no meio um ou outro erro. Na 2ª parte melhorou. Já sabemos o que vale podemos estar tranquilos, apenas se nota que ainda precisa de mais treino...

Josué: Surpreendeu a sua colocação como 6. Seguro no passe, ficou na retina alguns passes longos a abrir o jogo nas laterais. Defensivamente teve dificuldades em preencher uma área tão grande.

Carlos Eduardo: Entrou a todo o gás. Logo numa das primeiras jogadas a pressionar o central. Repetiu passado uns minutos e na consequência da sua recuperação de bola surgiu o 1º golo. Saiu ao intervalo mas pode estar satisfeito, cumpriu e mostrou disponibilidade e capacidade de sacrificio. Tecnicamente já sabemos que é bom. 

Óliver: Não engana. A bola é sempre bem tratada. Recebe e entrega com qualidade. Ainda tentou o remate mas não teve sucesso hoje. Sempre em movimento como o jogo pedido por Lopetegui pede. 

Quaresma: Solidário, objectivo, talentoso. Se era para jogar simples jogava simples. Se a jogada pedia que avançasse ele era o que acontecia. Marcou e construiu algumas jogadas, com destaque para uma assistência para remate de Óliver. 

Tello: Rápido. Se arranca cria perigo. Tem boa técnica e sabe construir. Assistiu Carlos Eduardo após boa arrancada pela esquerda. Ainda se está a adaptar e a conhecer os colegas mas pode ser muito importante. 

Adrián: Ainda está numa fase inicial da sua preparação, mais atrasado que os companheiros. Nota-se. para quem o conhece sabe que está ali um avançado talentoso. Seja pelo meio ou por um flanco. Nem sempre acertou mas mostrou pormenores. Esteve na jogada do golo inaugural e teve um bom cabeceamento. 

Ruben Neves: Jogador de 17 anos com inteligência de um veterano. Exímio na ocupação dos espaços, transmitiu muita segurança. Nunca esteve mal posicionado. Jogou simples e foi eficaz. Um grande jogo a mostrar porque foi opção de Lopetegui em todos os desafios até agora. Embora tenha idade de júnior de 1º ano tem talento para bem mais que a nossa equipa sub-19. Não seria uma boa aposta para mostrar aquilo que se quer como lema? Não há 3 equipas (sub 19, B e principal) mas sim uma equipa única. Que melhor maneira de ter um júnior a evoluir regularmente numa competição profissional?

Herrera: Bom jogo, a mostrar mais uma vez que está adaptado. As suas arrancadas criaram duas situações de perigo, uma pela esquerda, outra a abrir para Danilo na direita. Tem características únicas que podem ser de extrema utilidade. 

Ricardo: Entrou determinado. Jogou na sua posição natural mas notou-se o trabalho que fez enquamto lateral. Recuperou algumas bolas foi solidário com o lateral do seu lado. Uma dessas recuperações deu origem ao 3º golo, numa jogada em que assistiu Sami.

Kelvin: Sempre que faz uma boa jogada os adeptos do Porto sorriem. Lopetegui hoje sorriu quando depois da finta soube perceber que era aconselhavel travar e procurar apoio. 

Sami: Temos tido diversas contratações de renome. Sami não foi uma delas. Contudo neste 1º teste emitido para Portugal foi o MVP. Está a conquistar o seu espaço. Hoje fez um jogaço! Pouco mais de meia hora em campo. Fez 2 golos, esteve perto de marcar noutras tantas. Pressionou e trabalhou muito. 

Evandro: Raramente falha um passe e entendeu-se bem com Herrera. 

Lichnovsky: Divide as culpas com Fabiano num lance que levou perigo à nossa baliza. Foi a única falha. Tem feito uma boa pré-época e pode ser uma agradável surpresa. 


Por: Paulinho Santos



segunda-feira, 12 de maio de 2014

Oliveirense 2 - 3 FC Porto - Vitória fundamental

 #Hóqueiempatins #FCPorto #Desporto #Portugal


O FC Porto deslocou-se esta tarde ao pavilhão da Oliveirense numa das primeiras finais até ao fim. Venceu e continua na liderança em igualdade com o regime e o Valongo. Faltam 3 jornadas em que as 3 equipas ainda vão jogar entre si. Faltam-nos esses 3 jogos, é para vencer todos...

Tó Neves voltou a fazer entrar o 5 mais habitual, ao contrário do que fez a meio da semana contra o Mealhada.


A nossa equipa entrou consciente da importância deste jogo. Os nossos adversários já tinham jogado e ambos tinham ganho. Nós tínhamos de vencer. O adversário era difícil e está na luta por um lugar na Liga Europeia.

Foi com esse pensamento que se iniciou o jogo. Um bom inicio da nossa equipa. Concentração, sem permitir que o perigoso ataque da Oliveirense criasse perigo. Essa coesão defensiva era meio caminho para ganhar, sabíamos que marcaríamos.

As primeiras grandes ocasiões foram nossas. Um rápido contra-ataque conduzido por Jorge Silva quase dava golo a Barreiros, que não chegou ao passe por milímetros.


Não entrou à primeira, entrou logo depois. Apenas 4 minutos de jogo. Reinaldo arranja espaço em zona central. Era de longe mas para o nosso capitão ali é perto. Remate forte como é hábito. Jorge Siva consegue desviar e marca. GOLO! Excelente forma de começar o jogo.

O ataque da Oliveirense é perigoso e tentava criar perigo. Tó Silva e Gonçalo Alves tentaram igualar mas Edo respondeu com a classe habitual.

Esses 2 lances não atemorizaram a nossa equipa. Continuávamos superiores e a dominar. A esses 2 lances nós respondemos ainda com mais perigo. Barreiros atirou ao ferro, Reinaldo estava endiabrado e obrigou o guarda-redes adversário a dar o seu melhor para parar mais um "tiro" do nosso capitão. A vantagem começava era a ser escassa pelo que se estava a ver.

Aos 11 minutos uma maior justiça no marcador. Contra-ataque rápido, com Reinaldo a conduzir pelo lado esquerdo do campo. Na altura certa passe interior para pedro Moreira que acompanhava a jogada. O passe foi feito com tal precisão para a frente da baliza que Pedro Moreira marcou facilmente. 2 - 0 sensivelmente a meio da 1ª parte. Tudo estava a correr bem.

Pouco após o golo, cartão azul para um jogador da Oliveirense. Estavam claramente nervosos.

Em situação de power play, tínhamos oportunidade de ainda aumentar mais a vantagem. Foi o que procuramos desde o 1º segundo da exclusão. Barreiros foi o primeiro a disparar. Não entrou dessa vez mas entrou logo na seguinte. Bom posicionamento defensivo de Reinaldo a parar o ataque adversário. Após a intercepção podíamos sair rápido para o ataque, eram 3 para 2. Jorge Silva arrasta o seu marcador e Reinaldo faz uma troca de bola rápida com Pedro Moreira. Numa questão de segundos estava à frente do guarda-redes. Atira forte e cruzado. GOOOLO! 3 -0. Resultado excelente para a nossa equipa.

Podíamos assumir uma postura mais cautelosa. Nada de riscos desnecessários. Foi o que fizemos.

Inteligentes na posse de bola, com ataques longos e certeza no passe. Defesa sempre bem posicionada, sem conceder chances para o temido contra-ataque deles.

A verdade é que ainda sofremos um golo pouco depois. Uma jogada individual de Gonçalo Alves que não deixou hipótese a Edo. 

Este golo entusiasmou uma das equipas. Não foi a nossa obviamente, sofrer um golo não é motivo para entusiasmo. Não foi a Oliveirense curiosamente, continuavam em grandes dificuldades. Entusiasmou a equipa de arbitragem.

Nos 6 minutos antes do intervalo, e quando Tó Neves já tinha concluído a habitual rotação, passamos de 3 faltas para 9. A 3 minutos tínhamos 4, as últimas 5 vieram com intervalos de 30 segundos. Não satisfeitos ainda mostraram azul a Edo Bosch no último minuto. Um claro exagero. Foi assim que chegamos ao intervalo.

Assim começamos a 2ª parte perto da 10ª falta e com menos um jogador. Mas a vencer por 3 - 1...

Tínhamos de ter cuidado com as faltas e conseguir passar quase 2 minutos. Foi o que fizemos. Inteligência e maturidade da nossa equipa. Continuamos calculistas. A fechar a defesa e a tentar esticar os ataques. A Oliveirense apostava sobretudo na velocidade para sair para o ataque mas não ia tendo sucesso.

Aos 8 minutos a Oliveirense ainda reduz um pouco contra o que estava a ser o jogo.

O resultado estava a ficar apertado. Conseguimos escapar à 10ª falta até esta altura mas logo a seguir ela foi marcada. Mal marcada convém realçar. Reinaldo não cometeu nenhuma infração, não fez falta nenhuma. O árbitro mais perto do lance nada assinalou, foi o árbitro mais distante que a apitou.

Livre directo para a Oliveirense. Ia ser Poka contra Edo. O nosso guarda-redes esperou o máximo de tempo possível até se fazer a um lado. Quando o fez foi para desarmar o adversário. Fantástico Edo, como habitual...

A 15 minutos do fim a 10ª falta da Oliveirense. Ia ser Reinaldo a tentar marcar. Escolha lógica. Especialista nestes lances, estava a jogar muito bem e não treme nestas alturas. O remate foi forte e colocado mas não foi golo, o guarda-redes deles defendeu.

Sofremos até ao fim. A Oliveirense teve as suas chances. Nós também as tivemos. Mas o marcador (que chegou a falhar) não ia sofrer mais alterações. O objectivo foi conseguido, ganhamos.

No próximo fim-de-semana um dos jogos do ano. No próximo dia 17 maio (sábado), pelas 15h00 iremos encher o nosso Dragãozinho na recepção ao regime. Uma verdadeira final. Ganhando continuamos na luta e a depender de nós para sermos campeões. Temos de conseguir. Queremos e merecemos ser campeões...


Nós, adeptos, também temos de fazer a nossa parte. O Dragãozinho tem de encher. Tem de ter aquele ambiente que só nós conseguimos.



FICHA DE JOGO


Oliveirense-FC Porto Fidelidade, 2-3
Campeonato Nacional, 27.ª jornada
11 de Maio de 2014
Pavilhão Dr. Salvador Machado, em Oliveira de Azeméis

Árbitros: Rui Torres e Paulo Rainha (Minho)

OLIVEIRENSE: Diogo Almeida (g.r.),Tó Silva (1), Diogo Silva (cap.), André Azevedo e Gonçalo Alves (1)
Jogaram ainda: Ruben Pereira e Daniel Oliveira
Treinador: João Araújo

FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira (1), Ricardo Barreiros, Jorge Silva (1) e Reinaldo Ventura (cap., 1)
Jogaram ainda: Nélson Filipe (g.r.), Caio, Hélder Nunes, Vítor Hugo e Tiago Losna
Treinador: Tó Neves

Ao intervalo: 1-3
Marcadores: Jorge Silva (4m), Pedro Moreira (10m), Reinaldo Ventura (13m), Gonçalo Alves (15m) e Tó Silva (33m)


Disciplina: Cartão azul para Tó Silva (12m) e Edo Bosch (25m)



 Por: Paulinho Santos



quinta-feira, 8 de maio de 2014

FC Porto 11 - 2 Mealhada - Fácil e tranquilo

 #Hóqueiempatins #FCPorto #Desporto #Portugal



De regresso ao campeonato, o FC Porto recebeu e goleou ontem a frágil equipa do Mealhada. Outro resultado não seria de esperar perante um adversário que terá dificuldades para se manter na 1ª Divisão. Com este resultado mantevem-se o equilibrio com 3 equipas empatadas no 1º lugar quando faltam 4 jornadas para o fim da competição.




Tó Neves remodelou por completo o 5 inicial. Todos os titulares dos jogos em Barcelona começaram no banco, incluindo o guarda-redes. Uma revolução óbvia. O jogo seria fácil tal a diferença entre as equipas, haveria jogadores cansados deviso aos jogos da Liga Europeia e as verdadeiras finais estão ai à porta. 

A história deste jogo quase que se poderá resumir ao avolumar do resultado, tal as facilidades.

Basta referir que ainda nem 30 segundos de jogo estavam decorridos quando marcamos o primeiro. Jogada de Vitor Hugo que junto à tabela final por trás da baliza assiste Hélder Nunes para o nosso jovem craque inaugurar o marcador. 1- 0 com 20 e poucos segundos. Demasiado fácil...

Antes dos 5 minutos penalti sobre Tiago Losna que Caio não desperdiçou com um bom remate ao ângulo superior. 2 - 0. O mesmo Caio ainda teria outra oportunidade num novo penalti mas atirou ao poste. 

O jogo estava mais que decidido quando ainda nem 5 minutos se tinham jogado. Tranquilidade absoluta nos poucos adeptos que ontem se deslocaram ao Dragãozinho. A única dúvida era por quantos ganharíamos.

Mais uns minutos e o MVP de ontem fzia o seu primeiro golo. Contra-ataque rápido conduzido por Losna e Vitor Hugo a marcar. A reacção do marcador foi curiosa e mostra o espírito colectivo do nosso jogador. A sua primeira reacção foi "pedir desculpa" a Losna pelo desvio. Pessoalmente penso que a bola de Losna não entraria e na dúvida Vitor Hugo desviou. Bem. 

Ainda antes do meio da 1ª parte Hélder Nunes bisou. Jogada individual, a entrar facilmente na área e a rematar sem hipótese. A bola ainda bateu na trave e entrou. Finalização fantástica...

Já com grande parte dos habituais titulares em campo (barreiros não jogou nem minuto, foi a excepção), surge o 5 - 0. Faltavam 10 minutos para o intervalo quando Pedro Moreira, numa recarga a remate do Rei marca facilmente.

Até ao intervalo "apenas" marcaríamos mais um. Nesta altura o Mealhada já tinha reduzido num belo golo que não deu hipótese a Nelson Filipe. O último golo portista neste primeiro tempo foi do inevitável Vitor Hugo. Um golo tipico dele. No interior da área após um passe para o seu espaço. 

O 6 - 1 ao intervalo diz bem de como o jogo estava fácil. Nem foi preciso acelerar muito. 

A 2ª parte iniciou-se da mesma forma que o primeiro tempo, com um golo nosso. Marcou Pedro Moreira em mais uma recarga a remate de Reinaldo Ventura. O nosso melhor marcador não podia ficar em branco e marcou logo a seguir. Golo de Jorge Silva após jogada de Pedro Moreira. 8 - 1 com 2 minutos da segunda parte.

O jogo desenrolava-se calmamente e nem o Porto tinha interesse em aumentar o ritmo nem o Mealhada conseguia dar luta. Passaram-se largos minutos sem golos e quase sem motivos de interesse. A única incidência foi mesmo o azul a Reinaldo por protestos.

O único que não estava satisfeito ainda era Vitor Hugo. Depois do 2º golo do adversário e quando faltavam pouco mais de 5 minutos para o fim resolveu dar um brilho maior ao jogo. Já tinha 2 golos, marcou mais 3... Os 3 à avançado, dentro da área. Todos diferentes mas todos habituais. O 1º em mais um desvio após passe interior. O 2º numa jogada de insistência após combinação com Jorge Silva. Os mesmos intervenientes 11 - 2 final. Passe de Jorge Silva e golo fácil de Vitor Hugo.

Apito final. Jogo tranquilo. Não haverá mais assim até ao fim do campeonato. A deslocação ao pavilhão da Oliveirense no próximo fim-de-semana promete ser bem mais complicado. Temos de vencer para continuarmos no topo. 



FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Mealhada, 11-2
Campeonato Nacional, 26.ª jornada
7 de Maio de 2014
Dragão Caixa, no Porto


Árbitros: Rui Torres e Paulo Rainha (Minho)


FC PORTO: Nélson Filipe (g.r.), Hélder Nunes, Caio, Vítor Hugo e Tiago Losna.
Jogaram ainda: Pedro Moreira, Reinaldo Ventura (cap.) e Jorge Silva
Treinador: Tó Neves

MEALHADA: Tiago Sousa (g.r.), Filipe Almeida, Daniel Homem, João Pereira e Filipe Vaz
Jogaram ainda: Gonçalo Louzada (cap.), David Ribeiro, Alexandre Santos e Pedro Coelho
Treinador: Vasco Vaz

Ao intervalo: 6-1
Marcadores: Hélder Nunes (1m e 11m), Caio (4m, pen.), Vítor Hugo (8m, 22m, 44m, 45m e 48m), Pedro Moreira (15m e 26m), Pedro Coelho (20m), Jorge Silva (27m) e Filipe Almeida (43m)

Disciplina: cartão azul a Reinaldo Ventura (33m)



 Por: Paulinho Santos


domingo, 4 de maio de 2014

FC Porto 1 - 3 Barcelona - Ainda não foi este ano

#FCPorto #Barcelona #Portugal #Espanha #Catalunha 







O FC Porto discutiu hoje de manhã o título da Liga Europeia de Hóquei. O jogo decorreu no palau Blaugrana, casa do nosso adversário da final, o Barcelona. Eles eram favoritos, jogavam em casa e têm dominado o hóquei patinado europeu nas últimas décadas. Nós estaríamos mais uma vez na final, a 11ª da nossa história e que vencemos pela última vez no longíquo ano de 1990. Sonhávamos recuperar algo que já merecemos, o título de Campeões Europeus. Ainda não foi este ano...






Tal como aconteceu ontem, Tó Neves apostou no 5 esperado. Sem surpresas, é o 5 que o nossso treinador costuma apostar para iniciar as partidas.

Continuando nas semelhanças com o jogo das meias-finais, o jogo também fica marcado pelo estudo mútuo das equipas nos minutos iniciais. Conscientes da dificuldade do jogo nenhuma das equipas se expôs ao risco e nenhuma estava disposta a ceder o controlo ao adversário. Assim foram uns minutos iniciais mornos, com o perigo a ser raro em ambas as balizas. Os primeiros 5 minutos registaram apenas um lance de relativo perigo para cada lado, mesmo o adversário tentando rematar mais.

Estava um jogo muito equilibrado, pese embora as estatégias diferentes escolhidas por cada uma das equipas. O conjunto espanhol a tentar circular mais a bola, ataques mais longos mas a encontrar dificuldades para alvejar a baliza de Edo Bosch. Nós com uma defesa compenetrada e segura para depois jogar mais directo no ataque, recorrendo mais vezes a situações de 1*1. 

Até meio da primeira parte foi assim que se manteve este encontro. Tó neves tinha já iniciado a habitual rotação dos jogadores de campo com Vitor Hugo e Caio a renderem Reinaldo Ventura e Jorge Silva.

As verdadeiras oportunidades eram escassas. Vitor Hugo ia conseguindo inaugurar o marcador num gesto igual a um dos golos da partida da véspera. Aproveitar um passe frontal para desviar. Ontem resultou, hoje saiu uns milimetros ao lado. Dispusemos ainda de um par de contra-ataques em que conseguimos rematar. Contudo um saiu ao lado e outro o guardião adversário defendeu bem.

Suspeitava-se que um golo só poderia surgir num lance individual ou numa jogada fortuita. Foi a 2ª opção e infelizmente a sorte bafejou a equipa catalã. A 7 minutos do inervalo, um remate de muito longe, quase um bombear a bola para a área de tão fraco saiu. Caio tentou desviar e traiu Edo Bosch. Azar, muito azar.

Tó Neves pediu um desconto de tempo e pediu serenidade à equipa. Faltava muito para jogar, não era altura para arriscar. Defender bem, sair rápido em contra-ataque sempre que possivel. Se não for, rodar a bola com tranquilidade. Sempre que possivel tentar o remate de longa distância. Foram estas as directrizes do nosso técnico.

Até ao intervalo o resultado não mudou. Recolhemos aos balneários a perder pela margem minima.

Recomeço do jogo e notou-se logo uma diferença. O ritmo. O Porto entrou muito ra´pido e estava a começar a estar por cima no jogo.

Aos 2 minutos deste 2º tempo a 10ª falta da equipa adversário. Livre directo. Seria Hélder Nunes a entrar e tentar marcar, ele que ontem tinha tido sucesso num lance destes. Vamos lá Hélder! O nosso jovem craque parte para a bola, finta para a esquerda e corta para a direita sem nunca perder a distância da baliza e assim ganhar ângulo. O guarda redes foi iludido pela mudança de direcção, Hélder Nunes tinha a baliza com ângulo para marcar. Atira e GOLO! Mais uma vez Hélder Nunes a corresponder. Está a fazer uma excelente época e afirma-se a cada dia como um dos melhores jogadores portugueses. Um craques destes com apenas 20 anos... 

Voltava tudo à estaca 0. Tudo igual num jogo muito equilibrado.

O equilibrio verificava-se até nas faltas. Logo após o livre directo de Hélder Nunes, nós atingimos igualmente a 10ª falta. na marcação Edo brilhou uma vez mais, defendeu o lance. Muito bem o nosso guardião. 

O jogo mostrava algumas mudanças estratégicas do nosso lado. Os ataques eram agora mais pausados e de maior duração. Continuávamos bem defensivamente. Uma defsa um pouco mais atrás do que é normal na maioria dos jogos, menos expostos e a fechar bem as linhas de passe. Alguns cortes foram excepcionais, como por exemplo um de Caio em plena área quando o adversário já pensava em rematar. 

Estávamos a caminhar para os 10 minutos e era altura de voltar a rodar a equipa. Caio e Hélder Nunes já estavam em campo. 

O Porto criava as maiores oportunidades e até se mostrava superior. Ricardo Barreiros quase marcava depois de se isolar. 

Infelizmente tudo desabou. Por culpa nossa. Excepcionais até então na defesa cometemos erros graves que saiem caro a este nível. 

Estavam decorridos 14 minutos e uma inacreditavel desatenção colectiva deixou um jogador adversário sem marcação. Ainda estava a uns metros da nossa baliza, mas tinha de ter marcação. O remate entrou no ângulo superior esquerdo da baliza de Edo. Frustrante, recuperamos no marcador, estávamos mais perigosos na altura e um erro destes deita tudo a perder.

A equipa tentou reagir e dar mais velocidade ao jogo. Hélder Nunes sofreu falta para azul que não foi assinalada e teve de voltar ao banco. 

Estávamos nós mais uma vez a tentar recuperar no marcador e a tentar encetar mais um ataque à baliza adversário quando, aos 19 minutos, acontece novo erro clamoroso. Pedro Moreira era o jogador mais recuado, os companheiros esperavam um passe. Ele tentou fintar e foi desrmado, que deixou o jogador do Barcelona isolado para marcar o 1 - 3. Uma infantilidade!

Nunca mais voltamos ao jogo. Até ao fim até foi o adversário a dispor da melhor ocasião em mais um livre directo a punir a nossa 15ª falta. 

Apito final. Tristeza imensa. Ainda não foi este ano. Perdemos novamente na final. 

Agora foco nos outros objectivos, sobretudo campeonato. Não pode fugir, tem de ser nosso. Todos os jogos serão uma batalha tremenda que temos de superar. Todos, sem excepção. A começar já na recepção ao Mealhada na próxima 4ª feira. O jogo é às 21h.



FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-FC Barcelona, 1-3
Liga Europeia, final
4 de Maio de 2014
Palau Blaugrana, em Barcelona

Árbitros: Franco Ferrari e Alessandro Eccelsi (Itália)


FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Reinaldo Ventura, Ricardo Barreiros e Jorge Silva
Jogaram ainda: Caio, Vítor Hugo e Hélder Nunes
Treinador: Tó Neves

FC BARCELONA: Egurrola (g.r.), Marc Gual, Matías Pascual, Pablo Álvarez e Sergi Panadero
Jogaram ainda: Reinaldo Garcia, Marc Torra e Xavier Barroso
Treinador: Ricard Muñoz

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Reinaldo Garcia (18m), Hélder Nunes (28m), Xavier Barroso (39m)  e Marc Torra (44m)




 Por: Paulinho Santos




domingo, 20 de abril de 2014

Andebol: benfica 25 - 26 FC Porto - Mágicos segundos finais

#Andebol #benfica #FCPorto #GilbertoDuarte #Desporto #Portugal





O FC Porto deslocou-se este sábado ao pavilhão daquele clube que adoramos vencer em jogo a contar para a 5ª jornada da fase final do campeonato. Continuamos em boa posição para um inédito hexa. Estamos a um ponto do Sporting e temos menos um jogo jogado. Faltam 5 finais. Dependemos de nós. O rival de hoje praticamente disse adeus ao título.





O nosso clube teve uma pausa na competição na semana anterior devido à final da Taça de Portugal. A forma encontrada de manter o ritmo foi um torneio em Espanha. 

Sem baixas, Obradovic entrou com em campo com o 7 inicial mais habitual. O esquema defensivo também sem surpresa, o habitual 6*0. Os coisinhos também sem baixas e com uma defesa 6*0.

Tal como se previa foi um início equilibrado. Sem grandes diferenças no marcador. Ao fim dos primeiros 10 minutos uma vantagem tangencial para o nosso emblema (3 - 4). Destaque nesta fase para Schubert, o autor dos nossos 2 primeiros golos. O primeiro do seu posto especifico, o 2º na conclusão de um contra-ataque.

Curiosamente foi após a nossa 1ª exclusão que nos conseguimos superiorizar à equipa adversária. Essa exclusão, pouco depois dos 10 minutos foi para Tiago Rocha. Ainda se mantinha o mesmo resultado com um golo de vantagem nosso. Eles podiam empatar mas Laurentino defendeu e conseguimos arrancar um ataque rápido que Gilberto concluiu. Em desvantagem numérica conseguimos pela primeira vez mais que um golo de diferença. mais importante ainda, não sofremos qualquer golo durante os 2 minutos de desvantagem numérica. Excelente defesa!

Foi o nosso melhor período no 1º tempo. Conseguimos um novo contra-ataque para Spínola concluir. Schubert ainda aumentou mais a vantagem com a sua já habitual rosca. Em poucos minutos conseguimos um fosso de 4 golos (5 - 9). A base deste disparar no marcador foi sobretudo a acção defensiva. Conseguimos limitar as situações de remate, eles iam somando falhas técnicas. Em consequência desso sucesso defensivo conseguimos colocar em uso uma das nossas maiores armas, a saída rápida para o ataque.

Aos 20 minutos o marcador mostrava um 6 - 9. 

Isto depois de nova exclusão (Ferraz) onde voltamos a não sofrer. Aliás, nesta altura apenas nós tínhamos exclusões. Quem via um José Costa do outro lado a agarrar, empurrar, bater como o fez não podia deixar de achar estranho este facto.

João Ferraz foi expulso logo a seguir. Convém realçar que Ferraz não teve a mínima intenção de tocar. Mas a verdade é que tocou mesmo na cara de Semedo que ficou maltratado e acabou por sair de campo. As melhoras para ele. 

A equipa sentiu esta expulsão. Até porque antes dos 2 minutos terem terminado já Wilson tinha recebido nova exclusão por igual tempo. 

O resultado ao intervalo era apenas uma vantagem de 1 golo para a nossa equipa. 10 - 11. Estava tudo em aberto para o 2º tempo.

Obradovic fez a troca habitual de guarda-redes ao intervalo. Entrou Quintana que, logo nos primeiros segundos defendeu um livre de 7 metros. O equilíbrio continuou a ser nota dominante. Eles ainda passaram para a frente antes dos 5 minutos mas a vantagem mínima para o nosso lado continuava a ser o resultado ao fim dos 10 minutos (16 - 17).

Tivemos uma excelente oportunidade para voltarmos a ganhar uma vantagem mais confortável. Ganhávamos por 18 - 19. No espaço de poucos segundos o adversário teve duas exclusões. Íamos ter quase 2 minutos com mais 2 jogadores. Não aproveitamos. Não sofremos (mau era) mas não marcamos nenhum golo. E tivemos oportunidades para isso. Falhamos dois remates aos 6 metros. O primeiro por Spínola, o 2º por Schubert.

Pior que isso, sofremos quando eles voltaram a ter os 7 jogadores e passamos para trás no marcador (20 - 19). Obradovic resolve voltar a fazer entrar Laurentino, hoje estava mais inspirado. Resultou, logo na 1ª jogada defendeu um remate de Dario aos 6 metros.

As exclusões começaram a ser uma constante para o nosso lado. Ricardo Moreira foi excluído, logo a seguir nova exclusão por um jogador ter entrado antes do tempo. 

A 10 minutos do fim, pela 1ª vez estivemos a perder por 2 golos (22 - 20).

Continuava o ritmo das exclusões. Raro era o momento em que não estivéssemos com menos 1 em campo. Mesmo assim chegamos aos 5 minutos já empatados a 23.

Tudo se ia decidir nos minutos finais. Não tivemos golos nos primeiros 2 minutos e meio. Quando surgiu esse golo foi para nós. Spínola a entrar aos 6 metros e a marcar. 

Não é surpresa mas no ataque seguinte nova exclusão, desta vez para Rosário. Livre de 7 metros que Quintana não conseguiu suster. Novo empate e nem 2 minutos faltavam. O rival tinha vantagem numérica e fez pressão a todo o campo. 

Nesse ataque tentamos arranjar o melhor espaço e tempo para marcar. Já perto do limite de jogo passivo perdemos a bola e eles saíram em contra-ataque e marcaram.

Faltava menos de 30 segundos e tínhamos de marcar, estávamos a 1. Obradovic faz entrar Alexis como guarda-redes avançado. Wilson joga com o pivot e Tiago Rocha a rodar sobre José Costa e a marcar. GOLO! A 3/4 segundos do fim conseguimos empatar. Muito bem Tiago Rocha.

Faltavam poucos segundos e o treinador adversário utiliza a mesma estratégia de Obradovic. Coloca um guarda-redes avançado. Tiago Rocha tinha sido excluído depois de marcar por atrasar a reposição de jogo.

Ainda tínhamos uns segundos. Íamos defender com tudo... 

A bola no meio campo. José Costa falha o 1º passe logo na saída. Gilberto está atento e intercepta a bola. A baliza está deserta era só marcar. GOOOOOOLO! Fantástico. Ganhamos! Mágico! Excelente Gilberto, a atenção dele deu-nos a vitória. Do nosso lado merecidos festejos. Do outro uma azia do tamanho do mundo. Também merecida.

Surreal. A 10 segundos do fim perdíamos por 1. Conseguimos ganhar. Não há minuto 92 no andebol mas os jogos duram mesmo 60 minutos... E todos os segundos contam...



Equipa e marcadores:

Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (6), Wilson Davyes, Tiago Rocha (5), João Ferraz, Ricardo Moreira (3) e Mick Schubert (4). Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), Alexis Hernández, Pedro Spínola (6), Hugo Rosário (2).




Por: Paulinho Santos













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