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quinta-feira, 29 de março de 2018

UM REGIME DE EXCEÇÃO

                 

 UM REGIME DE EXCEÇÃO
Já há muito que se conhecem os contornos das operações vouchers, e-mails, e-toupeira e demais “casos” que envolvem figuras gradas do Benfica.
Já há muito que todos vimos assistindo por parte dos “cartilheiros”, clube e comunicação social arregimentada ao Regime, a tentativa de minimizar os impactos, de tentar estupidamente desmontar e desqualificar quem investiga, de lançar cortinas de fumo virtuais tentando desviar as atenções das investigações que decorrem para cenários fictícios e propositadamente criados por quem comanda ou dirige esse Clube.
A intenção e apenas e só que se deixe de falar e comentar tudo aquilo que tem vindo a público e que é extremamente grave.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Chavão histórico




Chavão histórico

Não é por acaso que somos um país retrógrado, assimétrico e centralista. Desde o século XVII que a Inglaterra operou a sua revolução democrática e parlamentar; nós, só em pleno século XX compreendemos o simulacro da democracia. Talvez por isso o regime se tivesse sentido confuso e momentaneamente desbaratado ao ponto de permitir que outras entidades e cidades pudessem ressurgir no panorama social do mérito. Sol de pouca dura. Refeito do susto democrático, o regime voltou a aglutinar-se numa ampla manobra de interesses e teias em prol daqueles que são os desígnios da Capital do Império. Governo, entidades governamentais, associações desportivas, comunicação social, sector da arbitragem, tudo contribui para que o desígnio nacional vá convergir no nacional-benfiquismo, custe o que custar. Tráfico de influências, jogos de corrupção, interesses convergentes de entidades desportivas que levantam o pé quando jogam contra o todo-poderoso benfistão, entidades arbitrais que pedem "almoços-grátis" contra a promessa de, no futuro, serem "árbitros de primeira categoria"... 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

domingo, 16 de abril de 2017

domingo, 4 de dezembro de 2016

Esquizofrenia

#serporto #espiritosanto #ruipedro #fcporto #xistrema #poesia #joker
Esquizofrenia

Veja lá Sr.Doutor,
O estado em que m’encontro,
Que num tempo de desconto
Sinto ódio e amor!?

segunda-feira, 7 de março de 2016

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal



Mais um dia, por igual,
Na esperança deste mundo,
Com’o sporting ser segundo
Em tal véspera de Natal…

Há verdades que eternas
Nunca mudam pelas eras,
E querer em tais quimeras,
Desd’os tempos das cavernas

Em desejos por tal paz
Na harmonia e no amor,
E tod’o homem ter andor
Pr’a dizer que é capaz…

Qu’ele há leis
Na razão do universo!
Qu’a Jesus não o despeço,
Pois ungido foi por Reis!

E na graça dos presentes
Tem-s’a esperança, inaudita!
Qu’este ano não claudica
Na classe dos dirigentes…

Que na harmonia nascitura
Da sanção qu’estava ganha,
Eis que nem a Doyen desdenha
Nesta época de ternura…

E no grosso do valor
A qu’o pleito deu razão,
Só uma “operação coração”
Dá ao seu Natal mais amor…

Pois a coisa estando preta
Numa época tod’a luz,
Tem-se o menino na cruz
Antes d’o anacoreta?

Só o espírito do Natal
Pode dar outro milagre,
E a Jesus, diz quem o sabe,
A promessa d’ano igual…

No andor volve-s’a ‘sp’rança
Doutra época de oferendas,
E assim, com tais prebendas,
Tod’o Tonel ser bonança…

Mas o mundo já mão muda
Na parábola de Barrabás,
Que só Jesus não é capaz
D’acertar em tal taluda!

C’a sentença decidida
Em premissa de vingança;
Não há pr’a humanidade, ‘sp’rança
Se Jesus lá salv’a vida…

Só morrendo nesse acto
Tem o Homem salvação…
Mas o sporting campeão,
Só s’o Natal der o salto…

Pois a época é fatal
Na passagem conhecida:
É Jesus a nossa vida,
E pr’o sporting, Natal!

:-)

Por: Joker

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Esta equipa B...

Num jogo a meio da semana, o FCPorto B recebeu o Braga B, tendo perdido por 3 bolas a 2.

Para este jogo houve uma série de novidades, visto que vários jogadores foram poupados para a final da International Cup sub 21 que o Porto B vai disputar com o Manchester City na próxima sexta feira. Mas a maior novidade foi mesmo o regresso de Mikel aos convocados depois de uma paragem de 10 meses.

No onze inicial registaram-se os regressos de Raul Gudino na baliza, Victor Garcia no lado direito da defesa, Zé António no centro da defesa. Foi ainda novidade um meio campo com Francisco Ramos, Pavlovski e Graça. No ataque Pité voltou a jogar na ala.

Mas vamos ao jogo jogado...

A primeira parte do Porto B foi bastante agradável, sempre a mostrar superioridade sobretudo a meio campo e protegendo bem a defesa. O Braga apenas uma vez incomodou num contra ataque rápido. Já o Porto B apresentou um jogo ligado com bastante fluidez a meio campo.

E foi de facto o meio campo o ponto mais forte da equipa. Francisco Ramos, o médio mais recuado, esteve em todo o lado e fez inúmeras recuperações de bola. Um pouco mais à frente, Pavlovksi (com passes de rotura e passes longos) e Graça (jogo mais apoiado) complementavam-se. O meio campo constituiu assim um bloco coeso que aliou segurança e criatividade.

Com a defesa sem grandes trabalhos, era no ataque que residiam os maiores problemas. A tripla Roniel, Pité e André Silva nunca funcionou. Roniel esteve apagado e demasiado colado à linha, Pité começou bem mas rapidamente se apagou e apenas André Silva tentava levar a água ao moinho quase sempre sozinho.

Desta forma o ataque raramente conseguiu aproveitar a superioridade estabelecida pelo meio campo e foi mesmo um médio a desbloquear o empate. Num grande remate fora da área, Francisco Ramos marca um golaço e coloca justiça no resultado.

Ao intervalo o Porto B vencia assim por 1 bola a 0.

A segunda parte foi uma história diferente. O Braga B entra melhor e à primeira ameaça marca, num grande golo do ex jogador do Porto, Fábio Martins. A equipa portista ainda consegue equilibrar e chega mesmo ao golo por André Silva que aproveita uma bola perdida para marcar.

No entanto, o jogo com o City parece começar a entrar em campo e as poupanças também. Francisco Ramos e Pavlovski, dois dos melhores jogadores na partida saem e a equipa ressente-se. Mikel (acusou naturalmente falta de ritmo) e Leandro não conseguem manter o ritmo dos jogadores que substituem. E mesmo Fred, que já tinha substituído Roniel, também não entra bem na partida.

Tudo somado... o Porto mais fraco e mais encolhido. E a equipa bracarense acredita que pode dar a volta e dá mesmo. Primeiro num erro colossal de Gudino, que oferece a bola a Dolly Menga. Acontece aos melhores... Depois e já a fechar a partida num cabeceamento de Monteiro sem qualquer marcação.

O jogo acaba e fica um amargo de boca, mas as partidas têm de facto 2 partes e o Porto só jogou numa delas... Esperemos que este "sacrifício" valha a taça da International Cup sub 21 na sexta feira.

Análise individual:

Gudino: Fica ligado ao resultado com um erro grave no segundo golo do Braga. Tem no entanto uma defesa incrível num livre directo.

Victor Garcia: Mais ao seu nível habitual. Cortou imensas bolas e demonstrou vontade e garra.

Zé António: Alternou o bom com o mau. Mas a idade já pesa.

Diego Carlos: Bem melhor que em jogos anteriores embora longe da perfeição.

Rafa: Grande primeira parte. Os seus cruzamentos venenosos foram uma arma. Mas terá que ter mais atenção ao posicionamento defensivo.

Francisco Ramos: Melhor em campo. Exibição de luxo do médio portista. Mais recuado no terreno respira melhor e pode aplicar as suas melhores qualidades: posicionamento e recuperação. E claro, grande golo!

Pavlovski: Uma grande primeira parte, com vários passes de luxo. Tem uma visão de jogo acima da média.

Graça: Não desiludiu. No seu estilo de toque curto, foi sempre uma dor de cabeça para o Braga. Ficou a pedir mais minutos a Luis Castro.

Roniel: Inconsequente e apagado.

Pité: Começou bem mas rapidamente se apagou. Parece jogar de pantufas. Tem uma técnica impressionante, mas é essencial que coloque mais agressividade e vontade no seu jogo.

André Silva: Algo isolado, teve que recuar muitas vezes e levar o ataque às costas. Bom golo pleno de oportunidade.


Fred: Entrou apagado, foi melhorando e até marcou um golo que foi anulado.

Mikel: 10 meses depois! Muito bom este regresso do jovem trinco. Acusou ainda falta de ritmo, mas agora tudo será mais fácil.

Leandro: Entrou algo alheado do jogo e na pior fase da equipa.


FICHA DE JOGO

FC PORTO B-SPORTING DE BRAGA B, 2-3
Segunda Liga, 43.ª jornada
5 de Maio de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Rui Rodrigues (Lisboa)
Assistentes: Rui Cidade e Pedro Felisberto

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Víctor García, Diego Carlos, Zé António e Rafa; Graça, Francisco Ramos (cap.), Pité e Pavlovski; Roniel e André Silva
Substituições: Roniel por Frédéric (55m), Pavlovski por Mikel (58m) e Francisco Ramos por Leandro Silva (65m)
Não utilizados: Kadú (g.r.), David Bruno, Igor Lichnovsky e Anderson
Treinador: Luís Castro

SPORTING DE BRAGA B: José Costa (g.r.); Thales, Pedro Monteiro, Gonçalo Silva (cap.) e Núrio; João Gamboa, Nuno Valente e Chidi Osuchukwu; Fábio Martins, Erivaldo e Carlos Fortes
Substituições: Carlos Fortes por Dolly Menga (60m), Nuno Valente por Joca (67m) e Chidi Osuchukwu por Nené (82m)
Não utilizados: André Silva, Pedro Eira, Oto´o e Oti
Treinador: Abel Ferreira

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Francisco Ramos (23m), Fábio Martins (47m), André Silva (57m), Dolly Menga (60m) e Pedro Monteiro (85m)
Disciplina: cartão amarelo a Nuno Valente (30m), João Gamboa (59m), Diego Carlos (63m) e Fábio Martins (72m)



Por: Prodigio

sábado, 14 de março de 2015

Medo


Têm “seis milhões”
Ditos d’adeptos
E muitos mais métodos
Pr’a novas ilusões!

O país é pequeno
Par’os albergar
E ao s’emigrar
Não se dá o pleno!

É a instituição
Maior qu’a cidade!
E a edilidade
Dá-lhes isenção!

Seja por decreto
Ou por protocolo
Tod’o novo pólo…
Se constrói a coberto!

Seja um milhão
Ou cinco milhões
Das contribuições
Não se vê tostão!?

De pública utilidade
É o dito projecto!
Por se ter erecto
Na clandestinidade!!

Mas é importante
E dá muitos votos!
Quem são os ignotos
Que não vêem o gigante?

Até enche arenas!!
Desd’o sul ao norte
E nisto se tem forte
Pr’a vencer, apenas…

E por ser diferente
Tem-se por “glorioso”
Já sem ser famoso
Desd’o antigamente…

Quando então vencia
Também por decreto!
Pois isso er’o certo
Pr’a quem decidia…

Mas hoje, “democrata”
Já disputa a bola!
Mas se não descola…
Mostra-se autocrata!

Quer vencer por meio
Pr’a mostrar valor
Mas é no andor…
Que nos mostra o veio!

E nesta semana
Até ench’o estádio!!
Par’o povo o gáudio!!
Pois o medo…emana!!

São a maioria!!
São a multidão!!
E ser campeão
Só por sinergia…

Pois qu’o já sentem
No fundo do estômago
E é nesse âmago…
Que sabem que mentem!!

Têm-nos à perna
Aos que não desistem!
E só porque resistem
Nessa frente externa

Acham qu’o aparato
Nisso, os assusta!!
Pois só isso ilustra
Um campeão… por rato!!

Podem ser milhões
E ter muitos interesses
E ainda mais benesses…
Mas ser campeões?

Já lhe not’o cheiro
De quem se borrou!!
De quem não ganhou
Mesm’ao ser primeiro!!

E no seu pavor
São fanfarrões!!
Pois que são milhões…
É esse o seu valor?

Mas se não vencem
Como está escrito!?
E no último minuto…
Têm o que merecem?

É grand’o choro
Depois da ajuda!!
– Quem nos acuda!!
Que nisto me morro!!

Será a depressão
Qu’aí possa vir?
E isto ruir
Como Estado-Nação?

Um país doente
Nessa frustração?
Quasi-campeão…
Como antigamente?

E mesmo assim
Lá perder o ceptro!
E só c’um decreto
Poder ganhar, por fim?

Acabar com sistema
Da democracia?
Qu’isto não é via
Pr’a ganhar, por lema!?

Que não há direito
A maioria, perder…
– Milhões ao poder!!!
C’o medo é preconceito…

Por: Joker

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Deixem jogar os miúdos portugueses


Com o período de mercado de transferências já fechado, será tempo de fazermos uma reflexão mais cuidada sobre potenciais aquisições, que por razões de vária ordem, não foram objeto de compra pelos três principais clubes portugueses, tendo em conta alguns bons negócios e alternativas que se podiam perfilar no mercado português.

Começo por afirmar, que na minha opinião e a breve trecho, os nossos clubes portugueses terão que se consciencializar que, quer queiram quer não, não terão outra alternativa senão reforçarem os seus plantéis com jogadores formados nas suas academias, sendo estes de origem portuguesa, ou mesmo provenientes de outros países de outros continentes mas com alguma formação de base realizada em Portugal.

Assim a meu ver, existem preferencialmente nas academias dos três grandes clubes, e não só, a que acrescento aqui a qualidade e o bom trabalho da formação do Guimarães, que ainda há bem pouco tempo foi campeão nos Sub-19, estando já a dar frutos na 1ª equipa o seu projeto desportivo, e principalmente nas equipas B, jogadores de inegável talento e com larga margem de progressão dada a sua juventude e raça, se bem orientados e aproveitados devidamente, como comprova, por exemplo, o caso do Rúben Neves no FCP e o João Mário no SCP, em que só foi preciso dar-lhes a tal oportunidade para eles passarem de uma situação de promessas para uma certeza absoluta, se bem que, e cá está a tal oportunidade, no caso do jogador do FCP se deveu a uma lesão prolongada do Mikel, e também se de uma forma definitiva se entender que a habitual apetência para contratar jogadores fora deste contexto, só enche os bolsos de empresários e dirigentes desportivos.

Nestas circunstâncias, passo a indicar alguns jogadores que militam no campeonato português ou nas equipas B, e que na minha ótica, se lhes derem a tal oportunidade que eles tanto precisam, poderão ser a breve trecho potenciais jogadores para os seus clubes fazerem as necessárias mais-valias nas transações dos seus principais ativos, que como sabemos, por razões económicas e financeiras não se podem negar em concretizar.

FCPorto – Gudiño; Ivo Rodrigues, Gonçalo Paciência, André Silva; Lichenovky, Rafa, Kaembé, Francisco Ramos; Leandro; Vitor Garcia, Otávio e Hernâni, contratado ao Guimarães no período aberto de transferências. 

Benfica - Gonçalo Guedes, João Teixeira, Bruno Gaspar; Rúben Pinto, Helder Costa e Rui Fonte.

Sporting – Paulo Oliveira, ex. Guimarães e Tobias Figueiredo, já a atuar como titular; Nuno Reis; Yuri  Medeiros; Cristian Ponde e Zezinho.

Guimarães – João Afonso, Josué, André André, Hernâni, Bernard; Alex; Tomané.

Braga – Matheus, Aderlan Santos, André Pinto, Danilo, Rafa, Pedro Tiba.

P. Ferreira – Seri; Sérgio Oliveira, já com vínculo para o ano com o FCP.

Rio Ave – Marcelo; Del Valle; Diego Lopes.

Estoril – A. Esiti; Tozé; Sebá. 

Marítimo – Danilo Pereira.

Belenenses – Pelé; Dálcio.

Nacional – Ali Ghazal.

Matéria e talento puro não falta em Portugal, por isso começo pelo princípio que faz título a este meu artigo, apostem e deixem jogar os miúdos portugueses.

Por: Natachas.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Estandarte

#benfica #Árbitros #braga #FCPorto


Naquela pedra
Se fez um Estádio!
E pr’a nosso gáudio
Essa terra medra!

Era depósito
Do velho bafio
E nesse vazio
Se criou propósito!

E um novo clube
S’ergueu na pedreira
Como terra primeira
Nesse piso rude…

Sem a servidão
Do velho passado
Tão acostumado
À “instituição”!

Que há revelia
Da própria edilidade…
Era tanta a bondade
Quand’a recebia…

Que como seu aio
O Braga se via
E o benfica vencia
No Primeiro de Maio!

As coisas mudaram
Na composição!
E a vermelhidão
Do Axa, limparam!

É um novo ar
Que lá se respira
E o Braga aspira
A outro lugar!

Também foi o túnel
Que os alertou!
Que por lá se cavou
O amigo (in)fiel!

E como se lembra
Hoje, esses tempos
Felizes momentos…
O povo tem têmpera!

E vindos que são
De novo, os amigos
Já s’erguem postigos!
Túneis, é que não!

E o povo já clama
P’las mães de esses
Em bocas soezes
Gritadas p’la fama!?

Com’os tempos mudam!
S’há quem o diria
Qu’o benfica perdia…
E que Deus os acudam!

É muita a raiva
Que por lá ficou…
Que quem o adjudicou
Sabia-o de saibra!

É dura a pedra
Do estádio do Braga!
Quem fura é que paga
O túnel e a rega!

Ainda se tentou
Suavizar-se o encontro
Qu’o Marco de pronto
Tão bem ajuizou…

Escondendo as faltas
Fazendo vista grossa…
Qu’ao Estádio nem mossa!
E o benfica de gatas!…

Também se percebe
Era jogo Europeu!
E o grande apogeu
É quando não perde!

Por isso o Jorge
Lá fez prognóstico…
E nem de propósito
A vitória lhe foge!

O Braga Europeu
Mesmo sem o ser
Já dá que fazer…
E o benfica perdeu!

Há novo baluarte
Nos estádios a norte!
Na Pedreira, o forte
Em Braga, o estandarte!

Já à venda na Amazon

Por: Joker


terça-feira, 7 de outubro de 2014

HARAKIRI EM CONSTRUÇÃO

#SCBraga #FCPorto #PrimeiraLiga



Não sei se já é hora para tentar definir o Porto de Lopetegui. Talvez seja demasiado cedo.

O jogo de Braga revelou uma faceta preocupante que está para lá duma falha individual.

O ponto fulcral são AS FALHAS INDIVIDUAIS. O somatório de falhas individuais.

A perda de bola de Rúben Neves em Alvalade. A perda de bola de Oliver em Lviv. A ligeireza e tranquilidade de Maicon em Lviv. A perda de bola de Brahimi no Dragão.

Se recuarmos ao ano transacto percebemos que já vimos este filme.

O ano passado sucederam-se as perdas de bola infantis que varreram toda a defesa. Na altura o azar ou aselhice individual escondiam um problema mais vasto. A organização do meio-campo, a exposição da defesa e a perda da rede de passe no início de construção.

Não é a inexperiência ou a “mania” de craques que estão a proporcionar estes auto-golos indirectos. É o modelo. É o fundamentalismo em construção. O início de construção. O harakiri em construção.

Tirando Maicon todos parecem proibidos de recorrer ao passe longo para transportar a bola da nossa grande área para as imediações da área adversária.

O passe longo não deve ser modelo de equipa que quer dominar. Quanto a isso estou de acordo com Lopetegui.

A confusão está na mensagem que o modelo instala no cérebro dos jogadores. Perante um problema X que o jogo possa causar parece que a resolução não poderá passar por Y.

Se Fabiano recebe a bola de Maicon e vê Zé Luis a aproximar-se todos os seus neurónios deviam estar activados para a resolução do problema. Não estão.

A impossibilidade de utilizar Y = Alivio/Biqueiro/Chutão/Passe Longo está tão presente na consciente e subconsciente dos jogadores que perturba a resolução do problema X .

Um erro como o de Reyes perante o Genk não tem nada a ver com isto.

O erro de Fabiano contra o Everton, o de Oliver, o de Brahimi e o de Maicon não podem ser dissociados dessa ideologia que faz com que em nenhum segundo do jogo os jogadores se esqueçam da ofensividade do jogo. Se aliviarmos assim perdemos a bola. E nós queremos a bola.

Um chutão bem dado pode pôr em causa uma filosofia, prejudicar o crescimento individual do jogador num modelo de posse mas resolve um problema.

Um modelo de jogo por muito valioso que seja cola um conjunto de convicções e conhecimentos a uma realidade que se desconhece.

Num debate, numa corrida, num jogo de cartas ou xadrez podemos pensar previamente na estratégia ideal de abordagem. Estudar essa estratégia e saber aplica-la é um bom método para atingir o sucesso. Chama-se a isso treinar bem.

O problema é que desconhecemos sempre onde vamos colar o nosso modelo. A nossa verdade. Se na corrida o piso está molhado, se num debate o oponente é mais ou menos agressivo, mais ou menos ardiloso, mais ou menos conhecedor.

Vou tentar fazer um outro paralelismo para ver se isto fica mais claro.

Quem lê estas linhas terá estudado qualquer coisa na sua vida. Com Doutoramentos, licenciaturas, ensino básico ou secundário.

Imaginem agora que o senhor doutor, senhor engenheiro ou senhor arquitecto que me está a ler tivesse que repetir HOJE e todos os exames que fizeram nas Escolas, Institutos ou Faculdades. Passariam?

Se a conclusão é contrária será esse um sinal que foram anos perdidos e que hoje não deveriam ser doutores, engenheiros ou arquitectos?

Nada mais errado. O que fica no percurso é o conhecimento. Perdem-se informações apreendidas na altura mas ganha-se uma capacidade de pensar, questionar e resolver problemas interligando o que sabe com a realidade. Não se é capaz de resolver o problema porque se esqueceu a informação. É-se capaz de resolver problemas porque se ganhou conhecimento.

O que me parece transparecer ao ver o jogo do Porto é que a equipa não demonstra conhecimento. Tem uma série de informações e de ensinamentos que são aplicados no treino mas de tanto se centrar no modelo e na vontade de seguir um percurso pré-estabelecido perde a capacidade de pensar, se questionar e de resolver problemas quando a realidade que lhes surge à frente é diferente do esperado ou contrária à sua vontade.

Vários treinadores e várias equipas já apanharam o nosso ponto fraco e estão a massacrar em cima dele.

“O Porto sai em posse e não admite sair de outra forma. Se pressionarmos alto com 5,6 e 7 jogadores a morderem calcanhares, relvado e linha de passe vamos causar problemas.”

Não é por acaso que nas primeiras partes o Porto sofre sempre mais. Sofremos porque a equipa tem a lição bem estudada mas não se questiona nem resolve problemas.

Precisa de ir ao balneário para se adaptar.

Sofremos porque as pilhas do adversário estão carregadas e é na 1ª parte que o fôlego físico permite abafar o Porto como Guimarães, Sporting e Braga demonstraram.

O que pretendo demonstrar com esta ladainha é que o início de construção estudado, planeado e detalhado poderá vir a ser um Harakiri em Construção para toda a época do FCP se continuarmos a jogar contra adversários que nos estudam e CONHECEM auto-limitando a nossa capacidade de resposta.

O tiki-taka da construção será muito mais poderoso se os 6,7 e 8 lobos que invadem o nosso meio-campo tiverem medo que o Porto meta uma bola directa no Tello ou no Aboubakar.

Se fizermos isso uma vez com perigo, da próxima vez que tentarmos construir já lá não estarão 6, 7 ou 8.

A história da 1ª parte é esta. Um Porto sempre perigoso quando ataca mas que por opção própria de inicio de construção ataca pouco. Quem viu Matheus?

Um Braga muito perigoso na transição defensiva porque fere ao máximo o dogma de construção a passe curto e de caracol. As oportunidades de golo do adversário não são construídas. São todas roubadas.

Para além da forma podemos questionar os intervenientes. Se é para jogar com esse risco perante a realidade de pressão que o adversário nos coloca semana após semana então Herrera é dispensável.
Se o início de construção tem que ser assim e só assim então Marcano a 6 é perder uma das linhas de saída. Rúben passa melhor.

Se o Porto tem revelado estes equívocos na abordagem ao jogo, Lopetegui tem mostrado capacidade de leitura ao intervalo.

Neste caso foi à luta. Se o Braga nos deu na cara com uma realidade indesejada vamos torcê-la e ver quem ganha.

A flash interview mostra que Lopetegui sabia o risco que corria quando coloca um meio-campo com Rúben, Oliver e Quintero. Peito aberto e vamos ver se o poder de fogo ofensivo compensa a fragilidade defensiva e na recuperação.

Mais uma vez a tónica é posta na ofensividade.  Correr todos os riscos.

O Braga, como todos os adversários que nos causaram problemas na 1ª parte, perde o fulgor físico gasto na pressão e o Porto tem mais tempo e espaço para sair.

Como os intérpretes são mais técnicos sai melhor.
Como o poder de fogo ainda é melhor continua a criar perigo à frente.
Como a segurança defensiva é muito menor o Braga consegue criar perigo a construir e sem roubar. Como o eixo central fica mais exposto até de chutão para a frente nasce oportunidade de golo.
Estes ingredientes tornam o jogo numa roleta-russa. O Porto sai-se bem da roda. Alex rouba um golo atrás e Quintero faz magia à frente.

O 3-1 parece próximo mas o 2-2 nunca fica distante. É neste limbo que o jogo avança o que dá emoção ao Estádio e nervos a todo o mundo.

O resultado final dá razão a Lopetegui. O Porto voltou a torcer a realidade sem se a obrigar a adaptar a ela.
Tenho a certeza que no próximo jogo Marco Silva vai ter a mesma abordagem que teve no jogo de Alvalade. À Rui Vitória. À Sérgio Conceição.
Eles não jogam sempre assim. Jogam sempre assim porque jogam connosco.
Sabem com o que contam deste lado e desenham sozinhos a realidade.
Cabe-nos a nós voltar a tentar torcê-la ou mostrar conhecimento.
Não é Rúben, Maicon, Oliver ou Brahimi que têm a palavra. É Lopetegui .


Análises Individuais:

Fabiano – Exibição na bitola habitual. Entre os postes continua a dar a segurança exigível para um guarda-redes de equipa grande. Fora dos postes permanece seguro sem demonstrar a tremideira que se temia nos cruzamentos/cantos.
Com os pés é peixe fora de água. Duvida de si e faz com que todos tenhamos legitimidade para duvidar.
No global tem feito um arranque de época acima do aceitável. Justifica a titularidade.

Danilo – Liderança em campo. É comum o diálogo entre jogadores no relvado. Uma das expressões mais ouvidas é a “FAZ O TEU!”. Preocupa-te em executar bem o teu trabalho e é meio caminho andado.
Danilo é líder porque está para além do “FAZ O TEU”. É notório que Danilo percorre os terrenos que aquele jogo, aquelas forças e fraquezas que a equipa revela exigem.
Se estamos menos fortes no meio-campo Danilo vai lá ser mais um a pressionar. Se o ala ataca demais Danilo sobe menos porque alguém tem que cuidar.
Se as dificuldades de construção atrás são grandes é ele que assume a responsabilidade.
Está feito Zanetti. É capaz de fazer tudo, preocupa-se com tudo e é um farol na equipa.

Alex Sandro – Deu o tiro de partida para o harakiri da construção. O brasileiro nem sequer tem a desculpa da pressão porque o passe/assistência que faz para o ataque bracarense foi livre, leve e solto.
A partir do erro tentou reerguer-se e com a ajuda de Marcano foi impedindo que Pardo causasse maiores estragos.
Na 2ª parte tem uma intervenção decisiva quando Maicon não ataca a bola e fica a olhar para o balão.
Ofensivamente colaborou sem ser decisivo. A atitude perante o jogo é a contrária ao do colega do sector. Preocupa-se só com o dele e às vezes nem isso.

Maicon – O defesa central que treme, erra e volta a tremer parece estar de volta. Não transmitiu segurança atrás nem tem a sensibilidade para jogar diferente quando percebe que não está num dia bom.  Se Alex não o salva na 2ª parte a sentença poderia ser pesada.
Como este foi um jogo em que vários jogadores tocaram o céu e o inferno tem como mérito a participação no 1.º golo.

Martins Indi – Alguns sinais preocupantes. Na grande maioria das vezes em que dividiu uma bola de cabeça com o adversário perde. Como neste jogo tentou mais do que habitual notou-se.
No lance do golo bracarense o erro maior não é dele mas podia ter evitado a fuga de Zé Luis se mantivesse os 2 pés no chão. Um defesa quando sai de carrinho é como um guarda-redes quando sai a uma bola aéreo. Ou é para ganhar ou mais vale ficar quieto.
A tudo isto somou a habitual luta subterrânea. Fá-lo no limite do risco dentro ou fora da grande área o que expõe a sua equipa à equipa de arbitragem.

Marcano – 3 jogadores sobressaíram na 1ª parte: Danilo, Tello e Marcano.
Começa a médio-centro para ir tombando para o lado onde o fogo era maior. Nessa altura impediu que Alex Sandro fosse ficando mal na fotografia e que o Braga criasse perigo em construção.
Se defensivamente cumpriu e apagou fogos, na construção foi básico e pouco interveniente.
A forma como o Porto quis construir com demasiado apetite ofensivo e sem qualquer noção do perigo tornou-o irrelevante quando na realidade era dos poucos que não errava e equilibrava defensivamente.

Herrera – Mau jogo. Como mais de metade da 1ª parte foi passada no meio-campo defensivo Herrera não teve possibilidade de demonstrar aquilo em que é forte. Fôlego, intensidade, poder na 2ª bola em campo de ataque.
A criação do jogo ofensivo do Porto foi feito de forma paciente e a passo. Quem pisava o grande círculo nessa fase era o mexicano. Os lobos bracarenses mordiam todo o meio-campo.
Herrera de costas é sofrível. A rapidez de execução perante lobos não é o seu ponto forte.
Se é para jogar assim com longos períodos de tempo a serem passados perto da nossa baliza o mexicano é prescindível.

Oliver  - Ao contrário do habitual não assumiu o jogo como deveria na 1ª parte. Seria expectável que o médio com melhor qualidade de passe e maior capacidade de ter bola acudisse ao pânico verificado no inicio de construção.
Nesse período Oliver não teve a inteligência de se juntar a Herrera e Marcano e manteve-se demasiado colado aos triângulos com o lateral e o Extremo. Tanto que saíram dos seus pés, quando a bola passava do meio-campo, as principais combinações com Tello que incendiavam a defesa bracarense.
Na 2ª parte foi obrigado a jogar de forma mais central e mostrou que a forma como a equipa joga e se expõe exige Oliver em campo.

Brahimi – Demasiado disponível para o jogo. O argelino procura a bola esteja ela onde estiver. Como na grande maioria a bola está no meio-campo defensivo Brahimi recebe a bola demasiado atrás, fica a quilómetros da baliza adversária mas joga da mesma maneira.

A mesma ginga, a mesma revienga e a mesma dança.

Quem tem cabeça de atacante não deve ter bola quando coloca as botas na zona de defesa.
Foi pressionado ali, perdeu a bola e mais um golo sofrido por laxismo/fundamentalismo no inicio de construção.
No ataque continua a ser um foco de perigo. Com mais ou menos egoísmo ou mais ou menos cansaço é um dos símbolos do Porto de Lopetegui.
Será importante que pés, cabeça e tronco contactem a bola perto da baliza correcta.

Jackson - Parece o pai da miudagem toda. Ele é o Pai e Danilo o irmão mais velho que toma conta da inconsciente criançada. Teve uma primeira parte apagada porque a bola esteve sempre longe do seu campo de acção.
Na 2ª parte percebeu que em modo de roleta-russa tinha que dar vários passos atrás e foi fundamental na transição defensiva para além de valiosíssimo na combinação com os talentos ofensivos da equipa.

Tello  – A luz da equipa. Quando a sonolência do tiki-taka transportava os colegas para um estado comatoso e à mercê dos lobos bracarenses havia alguém que espetava um foco nos olhos dos companheiros e os obrigava a mexer.
Com uma desmarcação, um sprint ou uma arrancada Tello metia a 6ª velocidade à frente quando os companheiros jogavam em 2ª até ao meio-campo. A diferença de ritmo e predisposição para a corrida era tal que jogadas houve em que Tello é obrigado a fazer compassos de espera. No ataque.
Claro que não define bem, claro que decide muitas vezes mal mas é um jogador que activa a equipa, que a  impede de hibernar e a obriga a fugir do passe pastoso para o ataque e perigoso para a defesa.
Na 2ª parte teve mais e melhor companhia na vertente ofensiva e embora mantivesse a bitola notou-se menos. Começa a conquistar o titulo de imprescindível.


Rocket Neves – Entrou numa fase muito perigosa do jogo. Lopetegui decidiu ao intervalo que 1-1 não seria o resultado final e Rúben teve o papel de tentar equilibrar atrás o que parecia impossível. A qualidade de passe que sempre revelou quando jogou na sua posição esteve lá. Os lances cerebrais e geniais que pincelam as suas actuações a 6 também.
O que se viu de melhor face às performances anteriores foi a agressividade na disputa de bola.

Quintero – Quando Quintero joga a 10 Lopetegui estica a corda e transforma o jogo numa troca de socos. Por felicidade foi este boxeur que acertou em cheio no adversário.
Quintero é o jogador do plantel que eu escolheria para ter a bola no último terço. Não é egoísta, tem visão de jogo, qualidade suprema de passe e capacidade de remate. Dá tudo isto à equipa mas rouba capacidade de reacção à perda de bola.
A cueca que faz a um adversário em inicio de construção revela o modo roleta russa do jogo de Domingo.

Evandro – No meu entendimento entrou tarde. Pesos pluma no meio-campo e jogo partido quando se ganha por 2-1 não é um bom negócio.
Cumpriu o seu papel de estabilizador da equipa.



Ficha de jogo:

7ª Jornada: FC Porto 2 - 1 SC Braga
Competição: Primeira Liga
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 37.103

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Paulo Soares e André Campos
4º Árbitro: Luís Ferreira

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro; Iván Marcano (Rúben Neves, 45), Héctor Herrera (Quintero, 45), Óliver Torres; Brahimi (Evandro, 77), Tello e Jackson Martínez. 
Suplentes não utilizados: Andrés Fernández, Quaresma, Ádrian López e Aboubakar.
Treinador: J. Lopetegui

SP. BRAGA: Matheus; Baiano, Aderlan Santos, André Pinto, Tiago Gomes; Danilo, Rúben Micael( Pedro Santos, 72), Pedro Tiba (Alan, 86); Rafa, Pardo e Zé Luís (Éder, 79). 
Suplentes não utilizados: Kritciuk, Sasso, Custódio, Salvador Agra.
Treinador: S. Conceição

Golos: Martins Indi (25),  Quintero (59) para o FC Porto e  Zé Luís (32) para o SC Braga

Discuplina: Cartões Amarelos, M. Indi, Alex Sandro, Marcano e Óliver para o FC Porto, Baiano e Tiba para o SC Braga.
  

Por: Walter Casagrande

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Fecho do Mercado de Transferências

#FCPorto #Benfica #Sporting #Portugal #Mercado







Com o mercado de transferências praticamente fechado para os clubes portugueses, se bem que ainda haja uma janela de transferências aberta por explorar, será tempo de fazer um breve balanço no sentido de avaliar pela positiva ou negativa, as diversas transações realizadas pelos três clubes que continuam a lutar pelo título de campeão nacional.





No que diz respeito ao SCP, e quando se julgava que o clube de Alvalade iria tentar fazer bons negócios de ocasião, vendendo alguns dos seus talentos da Academia ou outros ativos da equipa principal, por força do seu estado financeiro debilitado, fomos surpreendidos com uma outra politica de gestão desportiva, centrando-se até a aposta mais no reforço do seu plantel com as entradas de Heldon e Shikabala, que me parecem ser boas opções em termos de reforços da equipa, não descurando também a oportunidade para fazerem alguns ajustes no seu plantel, com jogadores que não se conseguiram impor no clube, como será o caso de Jéffren.

Já ali ao lado da 2ª Circular, o SLB viu-se privado do seu jogador nuclear do meio campo, Matic, que foi vendido por metade da cláusula de rescisão, o que deve surpreender e entristecer muitos benfiquistas, pois a equipa nunca mais será a mesma e pode trazer alguns problemas naquele meio campo até ao final da época, para além da forte possibilidade de ainda poder sair Garay, se bem que, por outro lado, o SLB tenha realizado bons negócios com a venda de Rodrigo e André Gomes, com a vantagem em termos desportivos de poderem continuar no clube até ao fim desta temporada, apesar de que a verba de 15 milhões de euros do segundo ainda irá dar muito que falar, mesmo estando na presença de um jogador talentoso que prevejo que ainda iremos falar bastante sobre ele, mas que o seu atual estatuto de jogador poucas vezes convocado para os jogos da primeira equipa, cause alguma estranheza e dúvidas quanto à forma como foi negociado.

Quanto ao que transparece no FCP, a oportunidade de negócio com o Quaresma foi uma boa opção, todavia, por outro lado o facto de terem saído Lucho que, apesar da sua idade ainda era bastante importante na equipa e no que ele representava como capitão, e Otamendi que me surpreendeu a sua saída, não que o FCP não tenha no momento substitutos à altura para aquele lugar, mas por se tratar de um valor inferior a metade da cláusula de rescisão do jogador, contrariando aqui um pouco as indicações emanadas da SAD portista, que curiosamente também o SLB comungava do mesmo princípio de raciocínio em termos de os clubes interessados terem de bater as cláusulas em vigor, o que não se veio a confirmar, demonstrando aqui mais uma vez que esta treta das cláusulas que os ativos dos clubes patenteiam nos seus contratos é uma pura demagogia e uma farsa, e só servem para fazerem manchetes de jornais da especialidade e enganar meninos. 

Em conclusão geral, e num exercício de puro raciocínio teórico, acho que o SCP foi o clube dos denominados de “grandes” que conseguiu os melhores resultados neste período de transferências, não que seja o principal candidato ao título, por ainda ter muitas lacunas para preencher com qualidade em certos lugares, como se constatou na Luz com a falta de William Carvalho, mas pela melhoria geral em termos de mais alternativas para a equipa, estando o SLB numa segunda linha pelas razões acima apresentadas e também pela qualidade e quantidade do valor do seu plantel, que no meu entender é este ano o principal candidato ao título, ficando o FCP numa posição inferior aos seus tradicionais rivais neste período de mercado aberto, pois não só debilitou a sua equipa em duas áreas do terreno, como também acho que desde o princípio da época como já o disse aqui anteriormente, lá bem no fundo, a sua SAD compreendeu que após três campeonatos seguidos, seria bastante difícil conseguir o tetra campeonato perante a forte oposição e aposta do SLB, e por isso não se tenha reforçado como é seu apanágio na época em curso devidamente, e com a qualidade que estamos habituados, apostando mais no mercado interno onde ainda abundam alguns talentos que precisam de algum tempo para se afirmarem, e também por ser um mercado mais barato e de fácil e rápida integração na equipa.

Por: Natachas.

domingo, 28 de abril de 2013

FC Porto 29 - 19 ABC - Líderes isolados




O FC Porto recebeu e venceu o ABC na 6ª jornada da 2ª fase do Campeonato Nacional. Em virtude do resultado dos nossos rivais em Águas Santas assumimos a liderança isolados. 





Com uma alteração no 7 inicial em relação ao verificado no último jogo - entrada de João Ferraz e saída de Spínola - e a manutenção de Sérgio Rola a ponta direito a nossa equipa entrou em grande estilo neste encontro. Mesmo com a lesão sofrida nos primeiros minutos por Elias António a forçar a mais uma mexida prematura, o domínio foi notório desde os instantes iniciais.





Com um excelente aproveitamento de uma das nossas maiores armas como é o caso do contra-ataque, uma defesa solidária e beneficiando da elevada percentagem de defesas de Hugo Laurentino o fosso entre os tetracampeões e a equipa bracarense foi imediato. Aos 10 minutos a vantagem era já de 4 golos (6 - 2). Aos 15 minutos, era 8 de diferença (10 - 2). Aos 20 minutos de 9 (12- 3)

Destaque nesta fase para os nossos pontas. Quer Sérgio Rola, quer Jacob tiveram um papel importante para este avolumar. no marcador. Ambos foram bastante solicitados e corresponderam, não só nas conclusões de ataques rápidos mas também em ataques planeados. Quase metade dos golos até esta altura surgiram desta zona do terreno (Elias com 1, Jacob 2 e Rola 3). É reconfortante vermos que jogue quem jogar, todos dão garantias. Uma palavra também para o nosso guardião Hugo Laurentino. É uma referência habitual neste espaço, mas ele assim nos "obriga" a jogar assim. Esteve brilhante, parou tudo, até 2 livres de 7 metros (ainda viria a defender um 3 ainda na 1ª parte, 100% eficácia). 

Após estes 20 minutos de grande nível que nos garantiu uma vantagem tão confortavel assistimos a alguns momentos de equilíbrio  Ofensivamente ainda conseguíamos arranjar boas jogadas de finalização, sobretudo através de Hugo Rosário e Spinola, defensivamente já não estávamos tão eficazes. Se nos 20 minutos anteriores tínhamos a incrível marca de 3 golos sofridos, nos 10 minutos antes do intervalo sofremos 5.  É normal alguns períodos assim, mesmo numa equipa tão competitiva como esta e na verdade a aproximação foi muito ténue para haver sequer uma dúvida sobre o vencedor.

Ao intervalo o resultado era de 16 - 8. 

A 2ª parte começou com uma boa noticia. Elias António recuperou e iniciou a jogar. 

Tal como aconteceu no 1º tempo os primeiros minutos mostraram a superioridade portista. E se na etapa anterior foi Laurentino a brilhar, Quintana fez-lo neste inicio. Sobretudo nos remates a 6 metros esteve imperial. Foi importante a sua acção, pois mesmo com alguns ataques falhados, voltamos a distanciar-nos no marcador. À passagem dos 10 minutos desta 2ª parte atingimos pela 1ª vez uma vantagem na casa das dezenas (21 -11).

E com diferença a 20 minutos do fim tivemos um ou outro momento de desconcentração. Cometemos algumas falhas técnicas e permitimos alguns golos fáceis à equipa bracarense. Tivemos o mérito de saber reagir a esta fase com calma e atitude. A diferença nunca baixou dos 7 - 8 golos e conseguimos nos momentos finais colocá-la novamente em 2 dígitos  já com os nossos benjamins em campo. Estes elementos mais novos têm sido integrados duma forma excelente por Obradovic e têm sabido merecer os minutos que o técnico lhe tem dado. Será importante esta rotação para estas últimas batalhas.

Arbitragem em bom nível, os eventuais erros são de meros detalhes.

Com a derrota daquele clube de vermelho estamos cada vez mais em melhor de conseguir o inédito penta. Para a semana recebemos o Águas Santas. Uma vitória será mais um passo importantante antes da dificil deslocação ao campo do Sporting.


Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte, Wilson Davyes (2), Tiago Rocha (2), Elias Nogueira (2), Sérgio Rola (6) e João Ferraz (4)
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Nuno Carvalhais, João Ramos (2), Filipe Mota (1), Belmiro Alves, Pedro Spínola (4), Daymaro Salina (4) e Hugo Rosário (2)


Por: Paulinho Santos



sábado, 13 de abril de 2013

Taça da Liga, FINAL: FC Porto - SC Braga (Antevisão)






Second take. Depois de uma grande vitória obtida no campeonato frente ao Braga no Dragão por 3-1, o FC Porto volta a defrontar a equipa bracarense, agora para a final da Taça da Liga a realizar-se no próximo sábado no Municipal de Coimbra na segunda presença dos dragões no jogo decisivo desta competição, enquanto o Braga estreia-se como finalista procurando tal como o FC Porto vencer pela primeira vez este troféu.





Para embate em Coimbra são várias as ausências devido a lesão e o principal problema reside no centro da defesa, mas aos poucos o técnico José Peseiro vai contando com os regressos dos jogadores que compõem este sector e no último desafio Nuno André Coelho fez dupla com Aderlan Santos (atravessa um excelente momento) e no banco encontrava-se o alemão Haas. Na baliza, o veterano Quim será o dono das redes.

Nas laterais, Leandro Salino não joga mais esta época devido a lesão (poderá já ter acordo com o Olympiacos) e assim  Baiano será dono e senhor do lugar, jogando sobre o lado esquerdo o Elderson. O meio-campo conta com Custódio mais posicional e "amarrado" ao trabalho táctico, enquanto Hugo Viana apesar do apoio conferido é um jogador com outros argumentos técnicos e possuidor igualmente de uma capacidade de passe acima da média.

Em termos de desequilíbrios muito este Braga está dependente das acções individuais de Mossoró que é muito influente em zonas interiores e fortíssimo nas transições. Curiosamente no Dragão foi o elemento mais avançado no terreno, uma posição que não lhe é de forma alguma favorável. No tridente da frente  Carlão deverá regressar às escolhas iniciais, acompanhado nas alas pelo inevitável Alan e ainda por João Pedro.

O FC Porto chega a esta final, depois de ter estado numa primeira instância inserido no grupo A levando a melhor sobre Vitória de Setúbal, Nacional e Estoril, derrotando nas meias-finais o Rio Ave por quatro golos sem resposta. Mangala e Ismaylov regressam às opções, depois de cumprirem um jogo de suspensão.


Por: Dragão Orgulhoso

quinta-feira, 21 de março de 2013

FC Porto 8 - 2 HC Braga - Venham os oitavos








Num jogo com um Dragão Caixa bastante despido de público, o FC Porto venceu confortavelmente o Braga, apurando-se assim para os oitavos de final Da Taça de Portugal. Nesta fase a nossa equipa receberá o Sporting, provavelmente a 24 de Abril.




Como já vem sendo habitual na recepção aos adversários, o FC Porto entrou a dominar, tentando uma circulação de bola que lhe permitisse encontrar boas situações para finalizar. Ao invés, o Braga tentava fechar-se e sair rápido no contra golpe.

Foi um inicio morno, jogado a um ritmo não muito rápido. Talvez por isso as situações flagrantes eram raras e na maioria das vezes eram nossas. O Braga conseguiu sair rápido algumas vezes com perigo, chegando a criar duas situações de vantagem numérica em contra-ataque. 

Apenas aos 9 minutos a situação mudou. Se o Braga jogava fechado, o tiro exterior era uma solução. Foi o que fez Pedro Moreira com sucesso. 

O golo inaugural teve o condão de libertar a nossa equipa e os lances de perigo eram agora mais frequentes. Nos momentos seguintes ao golo inaugural atiramos ao poste e tivemos no minimo uma situação de penalti que não foi assinalado. A dupla de arbitragem entendeu que foi simulação. Defensivamente também acertamos nas marcações e a baliza de Nelson Filipe raramente era atacada.

Contudo apenas ao minuto 16 faríamos o segundo. Numa jogada rápida Vitor Hugo ultrapassou o veterano Guilherme Silva com mestria e fez o seu 1º golo da noite. O 3º surgiu de penalti, convertido pelo inevitável Reinaldo Ventura, um especialista neste tipo de lances.

Ao intervalo o resultado era 3 a 0. 

A etapa complementar começou da melhor forma possivel. Bastaram 10 segundos e Caio (muito activo e a rematar com frequência) aumentava a vantagem. Reinicio espetacular. Reinaldo (à 2ª tentativa) e novamente de penalti voltou a facturar um par de minutos depois.




Estava ganho e talvez um certo relaxamento prejudicou o nosso jogo. Continuávamos a atacar muito mas agora nem sempre da melhor forma e assistimos a alguns remates forçados. O Braga aproveitou e reduziu a desvantagem. Primeiro numa infelicidade de Nelson Filipe, depois num desvio em frente à baliza. Bem Tó Neves neste período a solicitar um desconto de tempo para reorganizar o nosso jogo.

Esse desconto de tempo resultou embora não totalmente. Defensivamente o adversário deixou de criar perigo mas no ataque a capacidade de finalização continuava desaparecida. Surgiu apenas num novo penalti, desta vez convertido por Ricardo Barreiro (novamente na 2ª tentativa). 

Faltavam apenas 2 minutos quando o benjamim Helder Nunes num bom remate fez o marcador funcionar de novo. No último minuto Vitor Huga a finalizar bem um penalti colocou o placar no 8 - 2 com que chegaríamos ao fim.

Um nota positiva para a equipa do Braga que melhorou muito desde a sua anterior visita e tentou criar problemas à nossa equipa.

A arbitragem foi um contínuo erro num jogo tremendamente fácil de arbitrar. Com queixas para ambos os conjuntos. Se nós não tivemos algumas faltas, incluindo penaltis ( a 1ª falta do Braga foi apenas aos 20 minutos!!!) a nosso favor assinaladas, o Braga pode queixar-se do excesso de zelo da dupla que mandou repetir os penaltis por falha de Guilherme Silva. Este depois de uma repetição, simulou uma lesão para ser substituido e levou o único azul do jogo. 

Segue-se novamente o campeonato com a visita ao pavilhão do Gulpilhares. Prevê-se uma vitória tranquila frente ao último classificado, que passa por uma grave crise financeira e tem jogado com os júniores.

Equipa e marcadores:

Treinador: Tó Neves
5 inicial: Nélson Filipe (gr), Pedro Moreira (1), Reinaldo Ventura (2), Ricardo Barreiros (1) e Jorge Silva
Jogaram ainda: Caio (1), Tiago Losna, Vítor Hugo (2) e Hélder Nunes (1)


Por: Paulinho Santos
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