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sábado, 23 de agosto de 2014

Ninguém nos tira o Céu!

#FCPorto #Lille #Ligadoscampeões #Reforços #BluePunisher



Escrevo esta crónica ainda embalado pelo doce sabor da vitória frente ao Lille, num jogo em que o FC Porto controlou as operações desde o início até ao fim, embora, para desgosto de muitos adeptos não tenha praticado um futebol com “nota artística elevada”, nem criado uma “avalanche de oportunidades de golo”.

É bom relembrar a quem quer “nota artística” que o que conta é vencer e conquistar as competições onde entramos, pelo menos numa primeira instância. É evidente que eu também gosto de ver bom futebol, e ainda tenho presente os fantásticos e inesquecíveis jogos do Mundial de Futebol do Brasil 2014, que foram verdadeiros hinos ao desporto rei!

No entanto, não podemos esquecer que o FC Porto está a construir uma equipa, recebeu muitos jogadores novos, e tem uma equipa técnica nova, assim como o peso da responsabilidade do apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões que é tremendo.

O Lille não é propriamente pera doce, lutou pelo título francês na temporada passada, e denota uma boa organização defensiva, e explora ou tenta explorar o erro do adversário não concedendo grandes espaços, é uma daquelas equipas que é difícil de defrontar e requer um jogo de paciência e muita frieza. 

Com as condicionantes e atenuantes mencionadas anteriormente, foi muito positivo aquilo que o FC Porto demonstrou no estádio Pierre Mauroy, e uma vitória na casa de um adversário com a valia do Lille, mesmo que pela margem mínima, havendo ainda um segundo jogo a disputar no nosso reduto, só nos pode deixar satisfeitos.

Por falar em estádio, o mais correto talvez fosse classificar o recinto desportivo onde o jogo decorreu como “pavilhão” Pierre Mauroy, uma vez que tinha cobertura fechada, com a “cobertura da UEFA”!

É curioso constatar que este jogo foi disputado em pleno mês de Agosto, e não se viu qualquer tipo de intempérie antes, durante e depois da sua realização que justificasse o fecho da cobertura, a temperatura exterior rondava os 12 graus centígrados, que não sendo muito agradável no Verão não é nenhuma calamidade! Também não estava a nevar.

Então o porquê de nos “enfiarem aquele barrete”? O Sr. Platini certamente lá saberá o porquê desta decisão que é muito caricata, haveria alguma motivação oculta como por exemplo intimidar uma equipa jovem (média de idades inferior a 23 anos) criando um ambiente infernal, com o “eco” dos cânticos e vozes dos adeptos franceses?

Agora parece que a UEFA anda preocupada com o estado dos relvados onde há competições que organiza, assim como com o conforto do público. No passado este organismo fechou os olhos a autênticos “batatais” e estádios sem as condições necessárias de conforto para os espectadores, em jogos de qualificação para as competições europeias e até em jogos oficiais da Liga Europa e Liga dos Campeões. Isto para nem mencionar os vergonhosos relvados e estádios que a UEFA aprova em fases de qualificação de jogos de seleções para Campeonatos da Europa de futebol.

Não sendo eu um “especialista em coberturas”, julgava que estas serviam apenas para condições climatéricas extremas, que podem colocar em causa a praticabilidade do relvado ou integridade física dos atletas, como por exemplo nevões, chuvas torrenciais e temperaturas extremas (positivas ou negativas).

Enfim “dois pesos e duas medidas”, como vem sendo habitual nas decisões do organismo presidido pelo “intragável” Michel Platini, devo ser eu novamente com teorias da conspiração, o tal que “não pode ver nem pintado o FC Porto”.

E já agora ainda sobre o ódio de estimação que o Sr. Platini nutre pelo FC Porto, a arbitragem deve ter sido muito do agrado do presidente da UEFA, o holandês Bjorn Kuipers assinou uma péssima arbitragem especialmente em termos disciplinares em prejuízo do FC Porto.


Sobre alguns dos lances onde o “juíz holandês” prejudicou o FC Porto, relembro apenas alguns que ainda tenho frescos na minha memória:


Aos 6 minutos mostra um cartão amarelo ao Danilo, num lance de bola dividida que não colocou nem de perto nem de longe a integridade física do adversário, nem sequer cortou uma jogada de perigo;


Aos 28 minutos Jackson Martinez é abusivamente agarrado e puxado dentro da área do Lille por Basa quando o colombiano tentava cabecear a bola. Grande penalidade que não foi assinalada;


Aos 30 minutos Gueye entra a matar de pé em riste sobre o Maicon, tal poderia ter provocado uma lesão grave e o “artista do apito” nem falta assinala;


Perto do final do jogo Casemiro é agredido por Roux, que vê um “simpático” cartão amarelo.

A título de curiosidade foi este mesmo árbitro holandês que apitou o jogo da Supertaça Europeia entre o FC Porto e FC Barcelona a 26 de Agosto de 2011, em que há uma grande penalidade clara sobre o Guarín que não é assinalada (caso o fosse poderia permitir ao FC Porto empatar o jogo).


O Sr. Kuipers é um árbitro do chamado grupo de elite da UEFA, e arbitrou a final da Liga dos Campeões do ano passado. Provavelmente quererá agradar ao “patrão”, porque não acredito que seja tão mau como tem evidenciado sempre que o FC Porto tem a infelicidade de cruzar-se no seu caminho.

Não resultou taparem-nos o céu. Parece que ainda há quem não tenha aprendido a lição, que sempre que nos espezinham, tentam intimidar ou deitar abaixo, isso só reverte a nosso favor, mas continuem assim com essas táticas “lampiónicas” que estão a ir muito bem!

Dado o conjunto de incidências descritas anteriormente, não podemos achar que já está tudo decidido a favor do FC Porto, e já garantimos o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, até porque o adversário também tem valor e pode surpreender. O treinador Julen Lopetegui fez muito bem em manter um discurso realista e com os pés bem assentes no chão, nada está decidido ainda falta um jogo onde tudo pode acontecer e a magra vantagem trazida de França não permite facilitismos.

O segundo jogo da eliminatória a disputar no Estádio do Dragão, garantidamente com o céu bem visível para quem o quiser observar, sem coberturas pois claro, terá de ser preparado e encarado com a máxima cautela e rigor. 

Sabemos que certas “sombras estranhas” na UEFA apenas esperam um deslize da nossa parte para nos colocarem fora de combate. Não facilitemos e não concedamos essa satisfação ao tal personagem que nos guarda um ódio de estimação.

As exibições de “encher o olho” do Rúben Neves já não passam despercebidas pela Europa e até noutros continentes, não é apenas a qualidade deste atleta que impressiona, é também o facto de a ter com tão “tenra idade”, tem apenas 17 anos! Ao vê-lo jogar, diria que joga melhor que muitos veteranos naquela posição! 

Há muitos rumores de mercado a circular no momento em relação ao FC Porto, por exemplo uma possível venda do Quaresma (por mim pode ir), Jackson (há muito tempo acho que deveria ir também), e vindas do Clasie e do Aboubakar. Ainda sobre o Aboubakar há rumores que terá havido problemas com os testes médicos realizados no FC Porto, pelo que a transferência está em risco.



Sabe-se que o Clube está no mercado procurando um médio defensivo e um avançado para dotar o plantel com 2 soluções por posição, conforme o treinador deseja, aguardemos para ver o desfecho quando a janela de transferências de Agosto fechar. Comenta-se que o FC Porto apenas aguarda a confirmação do apuramento para a Liga dos Campeões para confirmar os novos reforços.

Ora seja verdade ou não, venha esse apuramento que começa por reforçar as finanças do clube e venham daí os tais 2 reforços para as posições carenciadas do plantel para a base de trabalho do treinador estar definida e para que o futebol da equipa vá ganhando entrosamento, maturidade, competitividade e solidez.

Segue-se o Paços de Ferreira como adversário na Mata Real, é um jogo sempre difícil, há a curiosidade do reencontro com um dos “nossos coveiros” da época passada, esperemos que o FC Porto consiga trazer mais 3 pontos de preferência jogando bem, mas sabemos que não será fácil, até porque nomearam Manuel Mota um lampião “doente” para arbitrar este jogo.

A Chama do Dragão é Eterna!
FCP Sempre!



Por: BluePunisher






domingo, 6 de julho de 2014

Licá: O puto da serra de Montemuro.


O Homem e o seu percurso:






Nas serranias de Montemuro, a aldeia de Lamelas celebra o nascimento de Luís Carlos. “Batizado” pela madrinha de Licá, o menino que vive a 50 metros do campo de futebol da aldeia não resiste ao bichinho da bola. Já o pai havia sido um jogador no futebol distrital de Viseu e o irmão mais velho chegaria à formação do Boavista. O início de Licá é mais humilde, mas a sua carreira é uma progressão surpreendente.







Começa na formação de um pequeno clube de Castro Daire: O Crasto. Licá vai fazendo a sua formação, subindo os escalões etários e demonstrando sempre que está à frente dos seus companheiros. É um começo humilde e distante dos grandes centros de formação, mas após o primeiro ano de juniores, o seu talento já não passava incógnito, Licá brilhava demais. Tanto que levava ao colo o pequeno clube e acaba a época como campeão distrital de juniores. Um feito! O Social Lamas (clube já extinto de Lamas de Moledo – Castro Daire), que participava na III divisão nacional, aposta no “puto” do Crasto para a sua linha ofensiva. Voando pelo pelado fora, Licá responde ao desafio e torna-se a vedeta da equipa, ainda com idade de júnior. 

Nem decorrem 6 meses e os interessados vão-se somando. A ascensão de Licá é vertiginosa e, de repente, está em Lyon a fazer testes no campeão francês! Licá é aprovado nos testes e o Lyon mostra-se interessado na sua contratação, mas temendo dar o passo maior que a perna, Licá recusa afastar-se tanto das serranias de Montemuro. Acaba a época no Social Lamas, mas a saída é inevitável. São muitos os clubes da primeira e segunda liga que acorrem a Lamas de Moledo para verem o talento de Castro Daire. A corrida é ganha pela Académica e o conforto da proximidade ao berço está assegurado.




Em Coimbra e perante as exigências do futebol profissional, Licá amarga com a sua condição de promessa vindo da III divisão nacional e paga a factura da sua formação no futebol amador. Mal chega a Coimbra é recolocado, quase de imediato, no satélite Tourizense, na IIB nacional. A época em Touriz confirma as qualidades do talento da Serra de Montemuro, é titularíssimo e soma boas exibições. Retorna à Académica, na temporada seguinte, já com Domingos no comando da Briosa. Domingos aprecia o talento, dá-lhe espaço, mas a concorrência é feroz. Lito e Sougou preenchem os flancos e pouco sobra para Licá. Ainda assim, cumpre 9 jogos na liga (só dois a titular), marca o seu primeiro golo na primeira liga e estreia-se nas selecções nacionais, no escalão de Sub-21.



Na época seguinte, Rogério Gonçalves substitui Domingos no comando técnico da Académica. Licá volta a ser opção, mas uma lesão afasta-o por 3 meses da equipa. Retorna à equipa, já com André Villas-Boas no comando da Briosa e ganha o seu espaço. No entanto, após um ano de escassa utilização e meia época quase perdida por lesão, Licá é emprestado ao Trofense até ao final da temporada. Degrau a degrau, Licá vai subindo a escada dos escalões profissionais. Na segunda liga, Licá ganha o seu espaço e torna-se peça fundamental no Trofense, terminando a temporada a titular e marcando golos. 

Nova época e novo timoneiro em Coimbra, desta vez, Jorge Costa. Com o forte interesse do Trofense em renovar o empréstimo e ainda sem espaço em Coimbra, Licá volta à Trofa. A época teve altos e baixos e, mais uma vez, uma lesão arreliadora atrapalhou, mas o final de temporada forte despertou apetites de quem tem olho aguçado. Licá cumprira o seu último ano de contracto com a Académica e perante o desinteresse na sua renovação, o director desportivo do Estoril não deixa passar a oportunidade de atrair talento para a sua equipa a custo zero.


Marco Silva percebera o potencial do talento de Montemuro. No clube da linha, Licá explode, em especial, quando Marco Silva passa de director desportivo para treinador. A maturação do talento, bem como a orientação técnica dando-lhe as directrizes que faltaram na sua formação, fazem com que acabe a época com 29 jogos a titular na segunda liga e 12 golos marcados. Mais importante, é o jogador eleito revelação da segunda liga e é o jogador mais determinante na subida de divisão com margem confortável do Estoril, uma raridade neste campeonato. Licá estava, agora, de volta ao palco maior do futebol nacional. Subiu a escada toda do futebol nacional. Dos distritais aos grandes palcos, por vezes recuando um degrau, mas é uma subida a pulso.




Surgia agora um novo desafio a Licá. Confirmaria ele, na primeira liga, o que tinha feito pelo Estoril na segunda liga? Estava-mos perante o talento que entusiasmara o Lyon e levava olheiros a Castro Daire? Ou teria sido um fogacho num escalão secundário? Trinta jogos a titular, 6 golos marcados e eleito pela crítica como uma das revelações do campeonato. A resposta é eloquente. O FC Porto, sagaz, não deixa escapar o talento das serranias de Montemuro.


A análise ao Jogador:

Tecnicamente evoluído, Licá é um jogador muito rápido e incisivo. Com um jogo muito vertical, é um extremo ou segundo avançado que garante muito caudal ofensivo. Prefere partir do flanco esquerdo em diagonal, mas é desenvolto em qualquer corredor do ataque.

É, hoje, um jogador maduro e conhecedor do seu papel colectivo na equipa. Venceu essa meta com o seu crescimento no Estoril. Até aí, Licá jogava muito sozinho, habituado que estava ver o seu talento a fazer a diferença nos escalões secundários do futebol nacional. O seu empenho no momento defensivo e sua leitura táctica do jogo forma aprimoradas, tornando-o num jogador mais competitivo.




A chegada ao FC Porto apresenta mais um desafio. Licá tornou-se um jogador muito fiável e de uma constância exibicional assinalável. Mais ponderado e lúcido no seu jogo, Licá não pode perder o medo de arriscar e “partir para cima” para ser uma opção séria no FC Porto. É nesse equilíbrio entre o jogador selvagem que galgava os pelados dos distritais e o jogador mais sóbrio que se tornou no Estoril que Licá encontrará o seu espaço no FC Porto. No fundo, manter o olho no trabalho, mas nunca perder o medo de arriscar. Uma coisa é certa, dedicação e humildade estão garantidas. Ingredientes básicos num plantel que tudo pretende ganhar.






Por: Breogán

domingo, 9 de setembro de 2012

Não será o Braga o real vencedor do mercado de transferências?




Se fizermos uma análise aprimorada sobre a forma como o Braga tem vindo a subir na hierarquia dos clubes portugueses, facilmente chegamos à conclusão que o seu modelo de gestão tem sido um êxito e sempre em evolução, pautado não só no panorama interno em termos desportivos e financeiros, como também na imagem que tem deixado além-fronteiras. 


Se quisermos ir até um pouco mais longe, podemos também associar e relacionar esta indiscutível evolução do clube do Minho com o que aconteceu nos já longos anos da década de 70 do século passado, com o clube com o melhor palmarés em Portugal da atualidade, o FCP, também ele atravessou no vazio um largo período de conquista de títulos, pese embora, já ter na altura alguns títulos conquistados em anos findos, o que de facto ainda não aconteceu com o Braga, todavia, todos os índices ou parâmetros que o têm caracterizado nos últimos anos, espelham bem que o futuro lhe será favorável aproximando-se a passos largos do FCP e SLB, da mesma forma e em sentido inverso, que também a grande velocidade se tem distanciado do SCP, dando já azo a se poder esmiuçar a ideia de que neste momento já é a terceira força desportiva em Portugal em termos puramente futebolísticos, não o sendo como será obvio em termos de palmarés e de ecletismo no momento. 



Outro facto que me parece relevante e que abona em favor do Braga, é a forma sábia e bem gerida como nos últimos anos a sua SAD tem reforçado o seu plantel, aproveitando algumas sobras dos três históricos denominados de “grandes”, e fazendo ao mesmo tempo excelentes negócios, à sua medida é certo, mas muito ao jeito do FCP quando começou a emergir no mercado de transferências, sendo ele hoje catalogado como o melhor clube do mundo a realizar negócios de mais-valias com os seus jogadores, que segundo informações que pude apurar já vão para além dos 500 milhões de euros ganhos em 10 anos. 

Se bem me lembro, como diria a contento o saudoso Vitorino Nemésio, há bem poucos anos atrás através do seu atual presidente, o SLB afirmou que tinha como principal objetivo ter na sua principal equipa o esqueleto da seleção nacional, só que por vezes a diferença que vai do querer ao do fazer ainda vai uma enorme distância, estando neste momento o clube da Luz numa situação precisamente contrária às pretensões do seu presidente, e por outro lado, o clube mais emblemático da cidade dos arcebispos, o Sporting Clube de Braga, parece que aos poucos se prepara a passos largos para concretizar esse desiderato, conseguindo já na última convocatória da seleção 6 jogadores do seu plantel, mais um sinal inequívoco da sua evolução e gestão desportiva de excelência para um clube com um orçamento e uma massa associativa muito aquém dos seus rivais da atualidade.

Por: Natachas.

sábado, 8 de setembro de 2012

O mercado e a sua bizarra duração




Esta semana, no Fórum de Treinadores de Elite da UEFA, Vítor Pereira criticou a data de fecho do mercado, e disse querer abordar esse mesmo tema no encontro. Mais tarde percebeu que tal discussão não era possível, talvez por não ser do interesse da mesma UEFA.

O treinador do FC Porto questiona, além da data de fecho do mercado, o facto de alguns campeonatos (russo, francês, turco,…) continuarem com o mercado aberto, mesmo depois do fecho do mesmo no resto da Europa.

Mas quem serão, no fundo, os principais beneficiados desta data tardia para o fecho do mercado? 
E porque razão fecha o mercado mais tarde em alguns países do mesmo continente?




Começando pelos intervenientes do jogo, não serão certamente os jogadores nem os treinadores os mais beneficiados com isto. Os primeiros porque vivem até muito tarde dias de incerteza e angústia, que os impedem de estar totalmente focados no clube que representam, e porque muitos acabam por se transferir com os campeonatos já em andamento, atrasando a integração nos novos clubes. Os treinadores sofrem por tabela, não tendo os jogadores 100% focados no início da época e recebendo reforços já com a mesma em andamento.




Serão então os agentes os mais beneficiados? Será isto do interesse da UEFA?

Será certamente uma opinião partilhada por muitos (por grande parte certamente), a de que este largo período de transferências corresponde a um maior número de transferências e, consequentemente, a um aumento de circulação de dinheiro no mercado futebolístico.

Mas será isto verdade? Não será esta uma visão demasiado simplista? É impossível dizer ao certo, mas olhando para o que tem sido o mercado de transferências, percebe-se que não é pelo facto do mesmo fechar um mês mais cedo que haverá uma diferença significativa no número de transferências. Basta atentar aos últimos dias (principalmente o último) deste mercado para se perceber que foi aí que o mercado mais mexeu, que movimentou mais dinheiro. Nesses últimos dias, a título de exemplo, Tottenham e Manchester City reforçaram-se com 8 jogadores. 

Também no último dia de inscrição na Champions, o Zenit desembolsou 100 milhões de euros em Portugal.

Ora, isto mostra que os clubes estão cada vez mais a deixar os grandes negócios para perto do fecho do mercado, para com isso ganharem poder negocial. Ou seja, se o mercado fechasse a 31 de Julho, a lógica seria a mesma. Haveria menos um mês para se transferir jogadores, mas os meses mais parados (que, hoje em dia, vão praticamente de Maio a Agosto) passariam a ser meses de destaque para o mercado. E com isto evitava-se que o mercado coincidisse com o início de grande parte dos campeonatos europeus (não todos).
Esta lógica, todavia, teria de se aplicar a todos os mercados europeus. Já actualmente não faz qualquer sentido que clubes que disputam a mesma competição (Liga dos Campeões ou Liga Europa) e que competem no mesmo continente, tenham deadlines diferentes. Isto torna-se extramente injusto para quem se vê obrigado a vender para lá do limite de transferências do seu país, como foi o caso do nosso clube com Hulk. 

Este é um assunto que me causa grande estranheza, porque é difícil ver alguém que beneficie desta situação. Se realmente a UEFA tem como objectivo pôr mais dinheiro a mexer, convém que rectifique esta situação, pois a possibilidade de contratar substitutos para todas as vendas vai fazer aumentar o número de transacções.


Por: Eddie the Head

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Algum clube terá a ousadia de investir em Hulk?








O FC Porto em teoria tem a oportunidade de ficar com um almofada de conforto financeira na ordem dos 100 milhões de euros, desde que a venda de Hulk seja oficializada por uma verba que lhe permita alcançar tão alta fasquia. 








Acontece que ninguém bem informado e formado desportivamente acreditará nestes números, tendo em conta as dificuldades financeiras patenteadas pela maioria dos clubes europeus, todavia parece que o PC ainda acredita na possibilidade de o vender por aquela verba, ou o mais aproximado daquele valor, esperando que o mercado pratique mais uma daquelas loucuras que por vezes acontecem nos clubes milionários, e que o FCP tão bem sabe aproveitar com proveitos financeiros. 


Jornal "O Jogo"


Segundo a última demonstração financeira, o FC Porto terá ainda a receber um total de 40,2 milhões de euros, mercê de pagamentos em falta pelas vendas de Falcão e Rúben Micael (28,6 milhões de euros do Atlético Madrid), Bruno Alves (6 milhões do Zenit), Lisandro López e Cissokho (1,6 milhões do Lyon), Vieirinha (1,1 milhões do PAOK, da Grécia) e Lucho González (500 mil euros do Marselha). A estes valores acrescem os 11 milhões de euros da saída de Fredy Guarín para o Inter de Itália, que ainda não foram contabilizados, e ainda, as verbas que eventualmente irá encaixar com as vendas dos passes de Sapunaru, Fucile, Bellushi, Ukra, Rolando e Álvaro Pereira, sendo que só nestes dois últimos casos deverão estar em jogo qualquer coisa à volta dos 25 milhões de euros.

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