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domingo, 12 de janeiro de 2014

Liga Zon Sagres, 15ª Jornada; Benfica 2 – 0 FC Porto: Roleta Russa



Roleta russa é um jogo de azar em que os participantes colocam apenas uma bala numa só câmara de um revólver. 

O tambor do revólver é girado e fechado, de modo a que a localização da bala seja desconhecida. Os participantes apontam a arma para a cabeça e atiram, correndo o risco da provável morte caso a bala esteja na câmara engatilhada.



Esta é a definição da wikipedia. Passemos ao Benfica-Porto.

O primeiro participante do jogo de hoje foi Otamendi. Sobrevivemos.

O segundo participante foi….Otamendi ainda antes dos 5 minutos porque temos pressa. Sobrevivemos.
Helton junta-se à festa. Também quero participar.

Não satisfeito pela quebra do monopólio Otamendi arrisca um 3.º disparo. Sem sucesso.

Capitão que é capitão não assobia para o ar. Aos 12 minutos também  tenho direito ao meu disparo. 
PUM! 1-0.

O Porto entra no jogo num esquema pouco habitual. Se já era complicado entender qual o processo, quais as dinâmicas e qual a táctica hoje tivemos uma inovação.

D. Nuno Álvares Pereira entra com a já famosa táctica do quadrado para o jogo.
Fernando é o médio interior direito e Lucho o médio interior esquerdo.



Carlos Eduardo oscila entre médio centro e médio ala direito.
Varela entre extremo direito e médio ofensivo.
Licá é quase sempre extremo esquerdo.

Depois desta descrição fica difícil perceber quem é que estava em superioridade numérica no centro do terreno.

Com esta bela dinâmica ofensiva e com a rigidez do quadrado defensivo o organizador do nosso jogo de azar – D. Nuno Álvares Pereira – vai entregando aos participantes o revólver com a bala lá dentro.

Rodem e disparem!

Jorge Jesus responde ao desafio do opositor e não muda nada. Os mesmos jogadores e outra esperteza. Quem tiver visto, pelo menos, um jogo do Porto 2013/14 contra adversários de qualidade sabe qual o ponto fraco. O principal, pelo menos.

A saída de bola.

Os médios interiores avançam até à linha de meio-campo e são os centrais que iniciam o processo. A partir daí a rede de apoios desaparece e a possibilidade de fazer passes curtos (com ou sem pressão) é inexistente.

Associado a tal brilhantismo está a qualidade individual dos centrais que saem a jogar.

Num dos disparos do Otamendi entre a bola que é chutada e a dupla de médios interiores estão 4 jogadores do Benfica. Uns pressionam e outros preparam-se para apanhar as canas do disparo.

E foi assim que Jesus se fez. Dar a iniciativa de bola, arrumadinhos e pressionantes e esperar que o nosso jogo de azar fosse a sorte deles.
À 5ª tentativa bingo.

Podia ter sido diferente se D. Nuno Álvares Pereira tivesse preparado o jogo pensando no nosso ponto fraco e nas fragilidades do Benfica.

Aos 10 minutos de jogo e quando, por sorte, nenhum dos participantes tinha levado com a bala já se percebera que as laterais do Benfica eram vulneráveis.

Com defesas laterais medianos e reduzido apoio dos companheiros da ala logo no 2.º minuto já Alex Sandro arranja espaço num lance que acaba num remate frouxo do Lucho.

Pouco tempo depois Danilo e Licá com passes simples repetem o perigo com Jackson a chegar atrasado ao cruzamento.

Podia ter sido diferente se D. Nuno Álvares Pereira conseguisse contar quantos disparos os participantes já fizeram desde Agosto até Janeiro.

Se eles insistem em pegar na pistola e vão disparando, jogo após jogo, ferindo de morte as aspirações desportivas do clube e o coração de qualquer portista quem é responsável só pode fazer duas coisas:

 - Responsabilizar os suicidas que não tem qualidade para jogar neste Porto.
 - Perceber se é este Porto que os está a assassinar. 

Este é o caso em que o trailer do filme tinha a história toda lá metida. Ao minuto 10.
Benfica cauteloso, pressionante e veloz. Porto fraco, desorganizado, incapaz.

Foi esta a 1ª parte.

Começa a 2ª parte e são dadas duas sopradelas no balão da motivação. A equipa entra com um bocadinho mais de vontade e consegue empurrar o jogo mais para lá tirando, por escassos minutos, o revolver das mãos dos participantes.




Não terá dado para perceber bem mas deu a ideia de Fernando ter passado de médio interior direito para médio defensivo e de Lucho ter avançado de médio interior esquerdo para médio centro.

Não deu para perceber porque Mangala ainda não tinha participado e porque Helton ainda não estava satisfeito.

Após uma assistência de Licá, Matic cabeceia e Mangala defende. 

O árbitro erra e não marca penalty. Os jogadores do Benfica indignam-se mas não perdem o foco.
Com Mangala a pensar no que se passou e já com Garay pouco indignado e Helton a encarnar Ivica Krajl surge o 2-0.

Logo a seguir, D.Nuno Álvares Pereira tira o extremo de que a equipa foge e recruta o extremo para que a equipa passa a correr para os braços.

Se antes a bola não ia para a Licá agora passa a só se deslocar para Quaresma qual Michael Jordan regressado de umas férias grandes.

Desaparecem Carlos Eduardo e Varela do jogo e fé na Quaresma a ver se Jesus ajuda.

Novo erro grosseiro do árbitro. Interrompendo um lance em que Jackson caminha isolado em direcção a Oblak. A reacção dos prejudicados revela a disparidade do controle emocional de um lado e outro. 

Artur Soares Dias é engolido pela multidão e alguém tem que levar amarelo: Danilo

Lembro que nesta altura ainda não havia razões para uma revolta face à arbitragem.

O roubo vem depois.

A partir daí o Benfica joga como se tivesse um milagre nos braços. 2-0 contra o Porto? Excelente. Podem fechar o tasco.

O Porto porta-se como um embriagado que cambaleia pelo relvado que não dá 3 passos seguidos sem tombar ou empurrar um adversário.

Mesmo assim ainda há tempo para mais um disparo de revolver de Mangala e dois lances na grande área benfiquista (um certo e outro duvidoso) susceptíveis de grande penalidade.

Artur Soares Dias junta-se à festa e aproveita para expulsar Danilo e assobiar para o ar.

Pareceu-me o Benfica mais fraco de Jorge Jesus que defrontamos na Luz.
Mais esperto mas fraco.

A equipa do Porto que se apresentou na Luz é a que tem menos qualidade dos últimos 10 anos. D.Nuno Álvares Pereira não tem culpa disso.

D.Nuno Álvares Pereira é o pior treinador do Porto dos últimos 20 anos. Pinto da Costa terá culpas se nada fizer.




Análises Individuais:

Helton – Numa altura em que renova e no rescaldo da exibição de Fabiano em Alvalade voltou a brindar-nos com uma exibição à Champions.

Danilo – Exibição mediana. Depois do disparo de Lucho e com o Tetraplus deslocado para médio interior direito faz parte da troika que aposta na força da mente para travar Markovic enquanto Rodrigo lhe ataca as costas.
Ficamos sem saber se o comportamento teria sido diferente caso alguém (médio ou defesa) tivesse saltado a Markovic. Se existisse equipa.

Otamendi – Pavoroso. Seria praticamente impossível fazer pior do que o que vimos nos primeiros 25 minutos do jogo. Maicon e D.Nuno Álvares Pereira devem ter ficado com as faces ruborizadas. Um pela raiva e o outro pela vergonha.
Na 2ª parte acalmou. Outro parceiro haveria de tomar o palco.

Mangala – O reverso da medalha do colega de sector. Mais seguro e tranquilo na primeira parte quando o suicida do lado fazia das suas.
Na 2ª parte elevou a fasquia do pavor. Penalty ridículo logo seguido de uma paragem cerebral num lance em que costuma ser forte. 
A cereja em cima do bolo foi quando resolve fazer uma rotação de corpo como se estivesse de andarilho e Rodrigo diz bye bye.

Alex Sandro – Não tentou suicidar a equipa e empurrou a equipa ofensivamente quando o Porto jogava com o mínimo de espírito colectivo.
Já não é mau.

Fernando – D. Nuno Alvares Pereira achou que Octoplus tem tentáculos a mais. 
Como bastam 4 para a táctica do quadrado transformou um intransponível médio defensivo num esforçado médio interior.
O Tetraplus afoga-se na primeira parte tamanha a água lançada pelos suicidas.
Quando o barco está à deriva, a cabeça está quente e já há mais esforço que estratégia no relvado emerge. Sem o Tetraplus teríamos sido goleados.

Lucho – Parece morto e não é suicida. Parece que está mal fisicamente e sem ter qualquer velocidade de reacção. Foi um dos participantes no jogo da roleta.
PUM. Morreu e nunca mais se reergueu.
Vê-se que não está a jogar bem e é claro pelo que diz e pela expressão facial que apresenta que não acredita que o navio que comanda está no bom caminho.
Seria difícil confiar no homem que o assassinou. D. Nuno Álvares Pereira.
Precisa de banco para ver se ressuscita.

Carlos Eduardo – Ele e Varela tentaram ser tudo no Porto. Médios, organizadores e assistentes. Foi o melhor jogador do Porto até à entrada de Quaresma. 
A partir daí o melhor foi Tetraplus.
Deu-se ao jogo, tentou fugir à marcação e criar alguma coisa que se visse.
Depois de Quaresma a equipa não o procurou mais e ele já não teve forças para se mostrar.

Varela – Dá a mão a Carlos Eduardo e tenta ser médio e empurrar a equipa para a frente. Não é tão bem sucedido e quando as coisas começam a correr mal desiste de tentar.

Licá – Que os adeptos não confiavam nele já se sabia. Pouco tem feito. 
Que a equipa também não confia já é novidade. Pouco podia fazer.
Ainda assim foi o mais perigoso do suposto trio da frente. Está em todas as jogadas de perigo do Porto. Na troca de bola com Danilo a que Jackson não chega no inicio e no passe/remate que Jackson corta para canto no fim da 1ª parte.
Da forma como Oblak se posiciona desconfio que aquele passe/remate/cruzamento ainda dava golo se Jackson faz que vai mas não vai.
O lance que dá o livre na meia-lua pré disparos de Mangala também nasce em Licá.

Jackson – É um fenomenal ponta de lança que está há ano e meio numa equipa com qualidade ofensiva ao nível de um Marítimo/Nacional.
O Falcao teve Hulk. Jackson tem Licá!
Entregou-se muito mas jogou pouco.
O empurrão ao Maxi do tímido e reservado Jackson revela o descontrole que grassa na equipa.


Quaresma – Pegou na batuta da equipa assim que entrou. A equipa entregou-se nos seus braços porque nunca teve plano A.
Falta pique e ritmo mas no meio de alguma asneira conseguiu isolar Jackson e sacar um penalty a Garay. Nada mau.

Josué – Entrou com o firme propósito de ser expulso. Artur Soares Dias traiu-lhe o sonho ao ter expulsado Danilo antes. Dois era demasiado. Deixa estar o Anderson da Silva.


Paulo Fonseca – Temo ser processado – justificadamente – por algum familiar de D.Nuno Álvares Pereira. 
D.Nuno Álvares Pereira ficou conhecido como um génio da táctica. Alguém que com menos recursos e recorrendo à célebre táctica do quadrado enfrentou e derrotou as tropas Espanholas na Batalha de Aljubarrota. Dai nasce uma Dinastia.
Paulo Fonseca não tem nada de génio. Se génio houvesse ficou agarrado no boné.
É alguém que com mais recursos e recorrendo à célebre táctica do quadrado vai sendo derrotado por qualquer exército minimamente organizado. 
É o estratega do jogo de azar em que nos lançamos desde Agosto.
É o Homem que transforma o Octoplus em Tetra.
É o Homem que transforma o sonho do Tetra em pó.
É o Pai dos bombistas-suicidas que temos em casa.
Por aqui se prepara para morrer uma Dinastia.

Pinto da Costa – É o dono do revólver. Cabe-lhe a ele acabar com este jogo de azar.
Cabe-lhe a ele acabar com a brincadeira.
Em alternativa pode ser ele a disparar. Ainda vamos a Braga, a Alvalade, Choupana, Barreiros, Frankfurt e com sorte ainda temos mais uns 4 jogos com o Benfica de Jesus.
Pode sempre ir rodando e disparando. 




FICHA DE JOGO:

Liga Zon Sagres – 15ª Jornada
Estádio da Luz
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
Árbitros Assistentes: Rui Licínio e João Silva

Benfica: Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Garay (Jardel 83´) e Siqueira; Matic e Enzo Perez; Markovic, Rodrigo (Ruben Amorim 86´) e Gaitan; Lima
Suplentes: Artur, Sílvio, Jardel, Ruben Amorim, Fejsa, Djuricic, Sulejmani

Treinador: Jorge Jesus

FCPorto: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro; Fernando, Lucho (Josué 70´), Carlos Eduardo; Varela, Jackson Martínez, Licá (Quaresma 54´).

Suplentes: Fabiano, Maicon, Defour, Josué, Quaresma,Kelvin e Hilas

Treinador: Paulo Fonseca





Por: Walter Casagrande









segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os preços exorbitantes dos bilhetes de futebol.







Um dos graves problemas que estará na linha da frente para não termos em Portugal estádios de futebol repletos de massa humana, ou no mínimo com uma lotação que prestigie o espectáculo desportivo e se sinta o calor humano de um jogo de futebol, será certamente o preço elevado dos bilhetes que se praticam por parte da maioria dos clubes, mesmo tendo em conta as renovadas condições de receptividade que a maioria dos clubes da 1ª Liga já patenteia e a sua própria legitimidade na aplicação dos preços em causa.




Desde os primórdios da minha actividade enquanto espectador e amante do desporto-rei em Portugal, que constato que o preço dos bilhetes para assistir ao vivo a jogos de futebol se traduz numa política consubstanciada em conceitos conservadores, especulativos e de aproveitamentos de circunstância, pelo menos quando está em jogo a presença de um clube denominado de “grande”, não deixando o clube visitado, embora com todo o direito que lhe assiste, de aproveitar a oportunidade para exercer o direito de vender os bilhetes ao maior preço que lhe é concedido pela tutela, e mesmo assim, por vezes, assistimos a jogos com os estádios cheios de cadeiras vazias.

Ainda me lembro de há uns anos atrás, no tempo do saudoso Estádio das Antas, como sócio do FCP, ter a possibilidade de fazer entrar comigo no estádio uma criança até aos 10 anos de idade sem pagar bilhete, o que fazia as delícias de muitos jovens que não tinham naquele momento condições financeiras para assistirem aos jogos do seu clube de coração ao vivo, mas que num futuro próximo devido às raízes desportivas entretanto adquiridas viriam a ser os potenciais sócios do clube, o que se traduzia para a instituição desportiva em causa como um bom investimento a curto prazo na base da massificação do fenómeno desportivo.

Com o decorrer dos tempos modernos e com as novas regras de segurança e de marcação dos lugares cativos nos atuais recintos desportivos, este tipo de iniciativas deixaram de ter um cunho habitual, se bem que alguns clubes em determinados jogos tenham optado por fazerem campanhas promocionais no sentido de oferecerem um bilhete na compra de outro, ou até darem aos acompanhantes femininos a possibilidade de entrarem de borla, porém, no ano em que o IVA dos bilhetes do futebol subiu de 6 para 23%, a situação ficou ainda mais complicada com a subida do preço dos bilhetes, tendo até o presidente do FCP criticado de viva voz o Governo lembrando que há outras indústrias no país em que o IVA se mantém a uma taxa menor, como é o caso dos bilhetes para cinema onde se exibem filmes pornográficos com o imposto a uma taxa reduzida.

Quando temos estádios que custaram milhões de euros aos clubes e ao erário público e continuam com assistências que muitas vezes não ultrapassam um quarto da sua real lotação, há que fazer alguma coisa no sentido de potenciar o número de espectadores ao vivo, aumentar as receitas dos clubes, e ao mesmo tempo criar um cenário típico de um grande evento desportivo como acontece noutros quadrantes europeus, numa modalidade que em Portugal até consegue mover multidões quase ao estilo das peregrinações a Fátima ou a Meca, bastando para isso que todas as instâncias desportivas se interessem de vez pelo assunto, e trabalhem no sentido de se arranjar soluções para resolverem o assunto a contento de todos os intervenientes.

Penso que, tanto para os clubes como para a FPF, Liga de clubes e o próprio Estado, era importante que se juntassem todos à mesa tentando delinear alternativas credíveis e que por si só, tenham como principal missão a alavanca final para a massificação do futebol em termos de uma maior assistência ao vivo, potenciando em termos de receita os patrimónios dos clubes e dando ao fenómeno desportivo um clima mais colorido e envolvente como acontece em outras ligas, contribuindo assim para um campeonato com mais qualidade e mais competitivo, dentro e fora do nosso país, trazendo e perpetuando em Portugal mais e melhores artistas da bola.

Neste princípio de raciocínio, devem os agentes desportivos que envolvem o futebol compreender o problema pela via mais racional, e se deixarem de princípios conservadores, estatutários e especulativos que só dificultam o acesso aos estádios de futebol, pois, se enveredarem por preços mais baratos e apelativos para um nível de vida mais consentâneo com a crise que atravessamos, certamente que as receitas de bilheteira subirão na mesma proporção desejável com o maior número de espectadores, e todos os agentes desportivos ficarão a ganhar.


Por: Natachas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O melhor jogador português de sempre





Tem andado pelos meandros da comunicação social escrita e televisiva uma votação sobre quem será o melhor jogador português de todos os tempos, tendo para o efeito os média dividido as suas preferências entre três grandes jogadores, dois deles já fora das lides futebolísticas, Eusébio Ferreira da Silva e Luís Figo, e Cristiano Ronaldo ainda em plena atividade.



O curioso de tudo isto é que se tem ouvido por aí juízos de valor de jornalistas especializados e opiniões de pessoas comuns mas ligadas ao desporto rei, que pela sua tenra idade nunca tiveram oportunidade de ver ao vivo pelo menos aquele que muitos definem como o “rei” do futebol português, Eusébio Ferreira da Silva, mas nem por isso enjeitam a oportunidade de fazerem comparações e tomadas de posição sobre o assunto, como se isso fosse assim tão fácil tendo em conta o que era o futebol do tempo de Eusébio e o que é agora no tempo de Cristiano Ronaldo, já que na minha opinião é o mesmo que comparar o saudoso Joaquim Agostinho com o melhor ciclista da atualidade, Rui Costa, pois certamente que a tecnologia hoje ao dispor dos ciclistas e a tipologia de treino de outrora estarão a anos-luz do que agora transparece.

Só por este princípio de raciocínio, mas não só, entendo que não é possível a ninguém de direito avaliar com o devido rigor e uma coerência objetiva e despretensiosa, traçar um perfil de competência ou de qualidade futebolística a nenhum dos três jogadores em equação, pois, na minha humilde opinião são três casos perfeitamente diferentes, em épocas igualmente distintas e em condições de jogo e de treino incomparáveis, o que torna qualquer juízo de valor um ato extemporâneo, desajustado, inimitável e fruto da sociedade atual e consumista onde estamos inseridos, que só servirá para colher dividendos no uso e abuso de chamadas de valor acrescentado com custos associados a empresas do setor, e entreter e pagar as despesas associadas a programas de comunicação social sem qualidade substantiva de conteúdos televisivos, radiofónicos e jornalísticos.

Por: Natachas.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Porto Novo.



Está resolvido. Colocado finalmente um ponto final no lastimável processo que definiu a substituição de Vitor Pereira, o treinador ficou definido e oficializado na passada 2ª feira.







Cresce a expectativa, como sempre nestas circunstâncias. Aguça a curiosidade de percebermos o que será este Porto, as bases em que será construído, a definição do modelo de jogo, quais serão as novas referências, acresce a dificuldade de atravessar a dita Silly Season, que por alguma razão adquiriu esta alcunha.





A aposta é de risco. É de risco porque o rival subiu o nível nos últimos anos e porque tudo indica que assim continuará. É de risco porque Vitor Pereira é sinónimo de MÉRITO e COMPETÊNCIA, era garantia de que havia trabalho de qualidade para sair mais uma vez por cima do rival mais forte que enfrentamos nos últimos tempos.

Estar por esta altura a especular sobre o que poderemos esperar será um arriscado exercício de futurologia. Há muitas incógnitas para serem respondidas, nomeadamente sobre a definição do plantel, que quando estiverem resolvidas nos poderão esclarecer melhor sobre o que poderemos esperar.

Há dois dossiers chave: Fernando e James.

No lugar do primeiro cabe perceber, em primeiro lugar, se fica ou não no clube. Caso o cenário mais provável se confirme, que tipo de jogador iremos procurar para o substituir. Procurará o FC Porto um 6 capaz de jogar sozinho no vértice inferior do 1+2 tradicional à imagem de Fernando, ou será alguém à semelhança de Defour que obrigará, a meu ver, a adoptar um desenho semelhante ao que vimos este ano em 3 dos 4 semifinalistas do principal torneio de futebol a nível de clubes? Poderá Danilo ter a oportunidade que deseja e que a meu ver não será assim tão descabida, dadas as suas características, se houver uma mudança de paradigma na tradicional organização do triângulo do miolo portista? Se Fernando bater as asas, serão duas as mexidas no cérebro da máquina, na principal virtude do FC Porto 12/13. O esteio do miolo do FC Porto há 5 anos é uma questão sensível.

Excluí a questão Moutinho, não por a subvalorizar. Substituir o jogador que talvez seja a melhor imagem de marca do futebol do Porto de Vitor Pereira é tarefa hercúlea, apenas porque ao que parece, a saída estará acautelada com Defour, Castro e Herrera, que serão à partida as 3 principais soluções para tentar colmatar esta enorme perda. Moutinho foi o pêndulo, é mais do que a James, à lesão de Moutinho que eu atribuo o abaixamento de forma do Porto em Fevereiro/Março de 2013, numa fase em que era não só o equilíbrio como o principal factor de desequilíbrio no último terço. Tem a palavra Paulo Fonseca na definição do novo meio-campo.

E depois, a questão do desequilibrador. Principal problema do Porto 12/13, o subrendimento de James, a ausência de explosividade, de capacidade de 1x1 e de desequilíbrio no último terço. É fulcral a contratação de um jogador com estas características. Paulo Fonseca utilizava no Paços uma dinâmica em tudo semelhante ao papel que Vitor Pereira definiu para James. O jogador que a desempenhava já cá está, assim como a alternativa natural de James nos últimos 6 meses, Izmaylov. Mas isto não vai chegar. Independentemente de quais sejam os princípios de jogo e as dinâmicas da equipa que Paulo Fonseca pretenda introduzir, a contratação de um desequilibrador para as alas é fundamental. Seja qual for o modelo, qualquer equipa que se queira de topo conta com um jogador assim nas suas fileiras, e nós não podemos voltar a ser excepção. Temos que esticar e flanquear o jogo com qualidade, temos que ser explosivos e rompedores, e para isso temos que ter à disposição do treinador jogadores com essas características, ao contrário do que aconteceu na época que findou. A diferença ficou bem patente na súbita subida do rendimento de Varela, a partir do jogo na Madeira com o Nacional. E que diferença, ter um extremo que realmente desequilibra.


Estará ainda por resolver a aconselhável entrada de uma alternativa a Danilo, bem como quem serão os 4 elementos a compor a zona central da defesa. Espero que o FC Porto consiga resistir ao assédio ao fenómeno francês, sendo quanto a mim aconselhável a venda de Otamendi, central que foi protagonista duma época muito acima do nível das 2 anteriores. Haja mercado.

Jackson também não será uma certeza, dada a fantástica época de estreia que despertou a cobiça de alguns emblemas endinheirados, e cuja idade convidaria o modelo de gestão do Porto a garantir um encaixe significativo. Alex Sandro parece ter "acalmado", mas sabemos como tudo pode mudar de um momento para o outro.

Resta-nos esperar pelo primeiros jogos da pré-época para ficarmos a conhecer este novo Porto. 

Aproveitará o novo treinador a máquina de pressão alta afinadíssima herdada de Vitor Pereira? Fará da posse um pilar do modelo ou privilegiará apenas a mesma, procurando jogar um futebol apoiado e de toque curto? Tentará um futebol mais equilibrado, utilizando uma linha defensiva não tão subida ou será exactamente a mesma equipa a entrar em qualquer campo, seja o Dragão, a luz, ou o Parc des Princes? Começaremos a ver mais solicitação ao jogo aéreo de Jackson, ou continuaremos a assentar o desequilíbrio em movimentos interiores?

Não é difícil classificar a época do Paços de Ferreira. Excelente, espectacular, histórica. Terá sido este imenso sucesso sustentado ou algo esporádico? Será suficiente uma época de excelência para conduzir um treinador sem passado ao mais alto nível ao FC Porto (Mourinho com Robson e Van Gaal, AVB com 8 anos de Mourinho, VP apenas um ano com AVB)? Talvez um forte, ou mesmo o principal indicador desta escolha de Pinto da Costa esteja no adjectivo que quanto a mim melhor caracteriza o campeonato do Paços: transcendente. O que Paulo Fonseca conseguiu sem margem para dúvidas foi uma extraordinária transcendência do grupo de trabalho que liderava.

Espero que Paulo Fonseca não sofra dos problemas de profundidade e qualidade do plantel, principalmente em características fundamentais na frente de ataque, com que teve que lidar Vitor Pereira em 12/13, que impediram o técnico de desenvolver um trabalho ainda mais brilhante. Espero que Paulo Fonseca seja capaz de lidar com a pressão da exigência e do mediatismo do FC Porto e com a pesada herança que lhe caiu em mãos. Espero que Paulo Fonseca tenha mais e melhores condições do que teve o seu antecessor. Espero que Paulo Fonseca se revele capaz de levar este barco a bom Porto. Quem sabe, a que este barco se transcenda.


Por: Tribunal

terça-feira, 14 de maio de 2013

Caderneta de Cromos: Frasco.






O "Cromo" de hoje nasceu em Leça da Palmeira a 16 de Janeiro de 1955, iniciou a sua carreira desportiva no Leixões  e em 1978 ingressaria no FC Porto onde fez uma bonita carreira ganhando tudo que havia para ganhar, tanto a nível nacional como internacional.





António Frasco despedir-se-ia como jogador do FC Porto em 1989.

Desde 2008 que Frasco pertence aos quadros do futebol juvenil, encontrando-se no presente a exercer as funções de adjunto nos Sub 19 do clube.


Como Jogador:

Frasco: O Pelezinho, médio interior direito, franzino, futebol de bola no pé e finta curta, tecnicamente forte, era exímio a esconder a bola, com ela no pé era praticamente impossível ao adversário lha roubar. Frasco era também o jogador mais habilidoso que conheci a cometer faltas, tinha uma matreirice impressionante!!!


Por: Paulo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

benfica B 1 - 1 FC Porto B - Primeiro round deu empate.



No primeiro dos clássicos desta semana, o FC Porto B foi arrancar um empate na 40ª jornada da II Liga. 






Antes do jogo, uma pessoa mais distraída perguntaria quem afinal jogava em casa. Até seria uma pergunta com lógica. Perante umas poucas centenas de adeptos de vermelho, cerca de 200 bravos dos nossos chegaram e sobraram. Só eles se fizeram ouvir e mostraram estar em forma para o que aí vem.





Rui Gomes entrou com a equipa esperada. A defesa foi a mais habitual, Mikel manteve-se ao lado de Seri com Edu mais solto e no ataque Seba e Tozé nas alas e Caballero como ponta de lança.

Nos minutos iniciais fizemos por mostrar ao que íamos. Com a bola tentávamos ser incisivos e quando a perdíamos sabíamos onde e quando pressionar. Por isso o domínio inicial foi nosso, embora sem nunca criar mais do que um par de oportunidades e nada de grandes oprtunidades. Aos 11 minutos um lançamento longo para Tozé rematar de pé esquerdo ao lado e no minuto a seguir remate de longe de Seri foram os lances de maior registo.

Foi um período onde procuramos sobretudo um jogo directo, muitas bolas nas costas para explorar a subida defesa adversária ou saídas com passes a explorar as laterais contrárias. Nem sempre acertámos mas vimos movimentos interessantes dos nossos avançados.

Infelizmente durou pouco. Um quarto de hora que prometia mais e que rapidamente se perdeu. 

O adversário com pequenos ajustes no posicionamento e com uma pressão na nossa 1ª fase de contrução mais acertada rapidamente se recompôs. Teve até uma ligeira supremacia em alguns momentos.

Nós sofríamos de um mal na zona central do terreno. O meio campo era pouco agressivo e quando o éramos isso acontecia em lances individuais e não através de força colectiva. Seri e Edu tinham dificuldades para construir e cada vez mais o nosso jogo era cada vez mais defesa - ataque sem intervenção do meio campo. Quando tentamos estabilizar e pensar jogo, inúmeras vezes perdíamos cedo a bola.

Jogadas de perigo, mesmo que relativo foram muito poucas. Nossa apenas no inicio e uma já perto do intervalo num bom remate de Tozé. O adversário/inimigo também pouco o conseguiu e apenas de lances de bola parada com cruzamentos para a área. Num destes podiam ter marcado mas Tiago Ferreira evitou o golo.

Assim, sem surpresa, o resultado era um aborrecido nulo ao intervalo.



O reinício foi o pior possivel. Eles marcaram.

Foi uma jogada com deméritos nossos. Espaço suficiente a permitir a entrada de um adversário sobre a nossa lateral esquerda, que cruzou atrasado e rasteiro.  Aqui mais falha. O marcador do golo conseguiu ter tempo e espaço, para em zona frontal já dentro da grande área, bater Stefanovic

No minuto a seguir nova oportunidade deles. Isolado, sem qualquer marcação, o avançado deles permitiu uma grande defesa ao nosso guardião. 

Conclusão destes dois lances. Fraca capacidade defensiva no centro do terreno e debilidades nos laterais. A rever, até porque já não é a 1ª vez.

Em desvantagem, os nossos Dragõezinhos fizeram o que é esperado numa equipa do FC Porto. Arregaçaram as mangas, foram atrás do resultado. Nem sempre com o acerto desejado, mas são jovens e é a altura de termos tolerância com quem ainda está em formação. Fica o registo daquilo que foi positivo, a atitude.

Caballero, 2 minutos do golo deles, deu o 1º sinal através de uma jogada individual. Estava dado o aviso. Aos 56 minutos, novo lance de Caballero anulado por um fora de jogo inexistente. Edu também perdeu um golo, rematando muito ao lado já à entrada da pequena área adversária.

Começa então o jogo de bancos. Sai Seri e entra Fábio Martins. No papel, uma substituição com lógica. Tozé para 10 e Fábio a alargar o jogo. Edu recua e apoia Mikel.

Aos 63 minutos, nova substituição acertada. O mister Rui Gomes mexe de forma decisiva na equipa, tira o desispiriado Seba e entra Vion. Resultou em cheio. Logo na 1ª jogada, criou uma jogada de perigo que foi desaproveitada. Uns minutos depois, nova arrancada pela direita a deixar o adversário para trás e a centrar onde Edu, depois de ressalto, consegue marcar. GOOLLLO. 

Bom período da nossa equipa e, mais importante, com resultados visiveis. 

Após o golo, a equipa tentou ser mais segura, reagrupou linhas, arriscou menos e com mais certezas. Conseguiu-o em parte. Defensivamente não tivemos problemas de maior. Ofensivamente não tiramos partido de termos 2 homens frescos no ataque.

Até ao fim do jogo, poucos lances de verdadeiro perigo. Uma ou outra arrancada de Vion, Tozé ia tentando organizar, Caballero muito mexido a tentar criar espaço para si e para os colegas. 

Empate final aceita-se embora a vencer teríamos de ser nós pela reacção ao golo.

Arbitragem caseirinha. Ficam muitas dúvidas em alguns lances, um deles um fora de jogo tirado a Caballero (que em chapéu colocou a bola na baliza) e num lance com Tozé na grande-área adversária.


Duas notas finais: 

- uma besta lampiónica rasgou a nossa bandeira no intervalo. Nada que não esperássemos vindo deles, é mais um caso de ignorância e estupidez. Há 2 anos, o clube destas bestas indignaram-se por a bandeira deles não ser hasteada no estádio. Hoje rasgaram a nossa. Este clube de virgens ofendidas cada vez dá mais gosto de derrotar... No sábado, dentro de campo, responderemos. 

- a transmissão da televisão do regime. Repetições só quando lhes convinha e mal. No lance já referido do fora de jogo de Caballero param a imagem no momento em que o nosso jogador se adianta. Mas aí a bola já estava no ar. Estejamos atentos para o ano com situações similares...


Análises individuais:

Stefanovic: Muito bem entre os postes, ainda revela falhas na saída a cruzamentes. Teve uma saída em falso que podia ter custado caro. Redimiu-se com uma grande defesa quando o adversário estava isolado.

David Bruno: Tinha pela frente Miguel Rosa. Ganhou e perdeu lances. Ainda tentou algumas subidas com critério mas sem resultados práticos. 

Zé António: Valeu-se da experiência e do posicionamento para anular um tenrinho Deyverson. Sem problemas de maior, tentou liderar o sector defensivo.

Tiago Ferreira: Boa exibição do central. Atento, teve cortes decisivos e evitou um golo. Tentou sair a jogar no período mais complicado. Seria uma das hipóteses para melhor em campo, todavia é penalizado pela forma como sofremos o golo.  

Victor Luís: Tal como o seu colega da direita ganhou e perdeu lances frente a Ivan Cavaleiro. Teve lances em que mostrou dificuldades em fechar no meio, mas não comprometeu. O golo surgiu pelo seu flanco. Ofensivamente não esteve nos seus dias. Tentou subir, apoiar Tozé, mas o seu pé esquerdo não estava calibrado, os cruzamentos nunca deram em nada.

Mikel: Amarelado desde muito cedo (5 minutos) aguentou bem. Tem melhorado no posicionamento e até na forma como inicia ataques. Ainda peca na forma como aborda alguns lances. Mesmo amarelado, teve entradas à queima. Correu bem, um segundo depois e arriscava-se. 

Seri: Um dos bons jogadores da nossa formação, mas que hoje não esteve feliz. Começou ao lado de Mikel e tentou levar alguns ataques para a frente. Não resultou e teve uma perda de bola infantil no nosso meio-campo.

Edu: Valeu pelo golo. Má 1ª parte, melhorou imenso após o golo, altura em que tentou combinar com Tozé e servir Caballero. Precisa de ganhar intensidade a pressionar.

Seba: Começou bem, logo nos instantes iniciais arrancou um amarelo ao defesa. Depois eclipsou-se. Uma arrancada com sucesso no meio de muitas que nada deram.

Tozé: Tentou agitar o jogo. Sempre que a bola lhe chegava, procurava ser objectivo. Foi o mais rematador da equipa e o que mais perigo criou em toda a partida. 

Caballero: Tem boa técnica, revelou mobilidade e sentido prático. Não foi muito servido, mas quando o foi criou perigo. Marcou de chapéu a Mika que foi invalidado e mais um par de boas desmarcações. 


Fábio Martins: Começou na esquerda, esteve uns minutos na direita e terminou em zonas mais centrais. Em nenhuma posição brilhou embora tenha segurado bem a bola e defendido com acerto.

Vion: Foi decisiva a sua entrada. O golo resultou de uma jogada sua, já antes tinha tido outra. Sempre muito abnegado tentou empurrar a equipa para a frente. 

Ricardinho: Entrou aos 90 minutos.


Equipa e marcadores:

FC Porto: Stefanovic; David Bruno, Zé António, Tiago Ferreira, Victor Luís; Mikel, Michael Seri (Fábio Martins 60´), Edú; Sebá (Vion 66´), Mauro Caballero, Tozé (Ricardinho 90´).

Golos: Edú (68´)


Por: Paulinho Santos

segunda-feira, 8 de abril de 2013

FC Porto 3 - 1 SC Braga: V7P6 (Crónica de Breogán)


V7P6






A epidemia alastra. Mais um jogo e razia completa de extremos. Todos dizimados do onze inicial. No entanto, há progressos. Já identificou a estirpe do vírus gripal: V7P6. As letras V e P são, obviamente, a homenagem ao criador deste “Influenza” táctico do 4-3-3 sem extremos. Os números remetem para os minutos necessários para que a sintomatologia gripal abandone o paciente. Felizmente, a recuperação é espectacular e raramente deixa sequelas.






E este jogo foi isto. Enquanto o V7P6 incomodou o hospedeiro, até Peseiro batia palmas. Quando o hospedeiro se libertou do V7P6, foi de virada até ao 3-1.

Comecemos pelo Braga, esse clube que parece que luta pela Champions, mas que vem ao Dragão de autopullman, daqueles bem grandes, com um dístico laranja de “veículo longo” colado atrás. Peseiro mete a equipa atrás no Dragão, aliás, o mais atrás possível.

Se os outros o fazem e, às vezes, dão-se bem, porque não ele? Primeiro, porque tem plantel para mais que isso e, segundo, tem obrigação para mais que isso. Mas o que interessa é travar o FC Porto. Custe o que custar. Após o empate do Paços de Ferreira na Madeira, um ponto do Dragão já faz Peseiro feliz. Além disso, já é público o incómodo que este FC Porto tem com equipas tão fechadas e com gente capaz de contra-atacar. Peseiro requenta a fórmula e serve-a à sua maneira.

Do lado azul e branco, é o mesmo de sempre. Já nem vale a pena esmiuçar o que já nem dá para esmiuçar. Sem extremos, sem 10, tudo num molhinho e Jackson a lutar contra toda a defesa do Braga. De uma ponta à outra da defesa bracarense e ainda a descer para vir buscar jogo. V7P6!

 Para este jogo, Vítor Pereira volta às suas opções habituais. A baliza volta para Helton e na defesa o quarteto habitual. Com uma excepção, a suspensão de Mangala abre as portas da titularidade a Maicon. No meio campo, o trio da preferência e no ataque o surto gripal do costume. James a “extremo”, Defour a “”extremo”” (as duplas aspas não são gralha) e Jackson contra todos.

Era uma final para ganhar, em casa e já sabendo o resultado da véspera. Nem isso afastou o V7P6 e o resultado foi o expectável.

O FC Porto entra dominador, mais por consentimento bracarense, que por méritos próprios. É sem surpresa que o primeiro lance de perigo do FC Porto seja uma demonstração de toda a sintomatologia gripal que afecta o ataque do FC Porto. Aos 9 minutos, Moutinho segue com a bola no seu meio campo. Ainda antes de cruzar a linha de meio campo, já procura lá na frente o único farol ofensivo da equipa. Sem demora, faz o passe longo para Jackson, que recebe a bola fora da grande área, acossado pela dupla de centrais bracarenses e sem apoio por perto. O Cha-cha-cha já conhece a obstrução ofensiva que o surto de V7P6 costuma causar e vai à luta. Recebe com classe, roda sobre Nuno André Coelho e remata cruzado fora da área. A bola sai rente ao poste de Quim.

Novo lance de perigo, só aos 15 minutos. Moutinho descai no flanco e cruza tenso ao segundo poste.autopullman acender os quatro piscas. Mas o influenza táctico não permitia à equipa libertar-se e aproveitaria o Braga para espevitar o ataque.

Lucho aparece nas costas do lateral do Braga e sem deixar cair a bola, remata de primeira e cruzado, para uma defesa apertada de Quim. Bastava uma mudança de flanco rápida para o






Ao minuto 19, o Braga deixa o aviso e Otamendi é o carteiro. Balão de Quim para a frente e Otamendi, sem pressão alguma, falha o corte de cabeça. Ainda assim, é dono e senhor do lance, mas tenta um atraso de cabeça para Helton quase desde a linha do meio campo! Escusado será dizer que o “passe” sai curto. Aproveita João Pedro, que galopa para a área portista, mas de tão feliz e contente por tão choruda lotaria, falha na cara de Helton, em plena grande área e com a baliza à mercê.






Nesse mesmo minuto, Alan ensaia um remate em arco fora da área, que sai à figura de Helton. Estava o ensaio completo. Segue-se a acção.

Até que chega o minuto 22. Mossoró avança sobre a defesa portista, mas os centrais do FC Porto não se incomodam. Em pezinhos de lã, como é típico em Mossoró, já a jogada estava na área portista, mas para a defesa azul e branca, mais parecia que nem tinha passado o meio campo. Mossoró dá em Alan e este devolve a Mossoró para penetrar na área. Mossoró percebe a triangulação proposta por Alan e devolve logo a bola. Com espaço, em posição privilegiada e já com remate ensaiado, restava o golo. E foi golo, com a defesa do FC Porto a assistir na primeira fila e de boca aberta.

Peseiro nem queria acreditar. Afinal a táctica à Olhanense resulta! Decide, então aprimorar. Em vez de aproveitar a desorientação portista, junta um atrelado ao autopullman. Ainda assim, e por mais diabólico que possa parecer, à meia hora de jogo, o Braga hiperrecuado tinha mais remates à baliza que o FC Porto. 

Só enfatiza a carga viral a que este FC Porto é sujeito, mesmo jogando em sua casa!

O FC Porto arrasta-se no jogo. Nem pela direita e nem pela esquerda. Não havia quem assumisse o drible ou um pique até à linha de fundo. Nada. Pelo centro, a Olhanense toda vestida de Braga.

Só uma pedrada no charco é que nos faria voltar a este jogo. E veio pelo suspeito do costume. Um dos poucos jogadores do plantel que podem ganhar um jogo num momento de inspiração. O “extremo” preferido do V7P6. Aos 37 minutos, farto de estar submerso no “seu” flanco, James vem ao centro respirar. Já tinha vindo aos 31 minutos, mas tal como Alan, a primeira vez foi para ensaiar e Quim defendeu. Desta vez, e após bom passe de Danilo, roda sobre Custódio para onde é perigoso e em zona central (a 10!) desfere um remate, ainda fora da área e indefensável para Quim. É uma onda de entusiasmo que varre o estádio. Os jogadores respiram fundo, o público empolga-se e Vítor Pereira exorciza os seus fantasmas sentados na bancada atrás do banco do FC Porto.




O golo é uma bóia de talento. Os jogadores e o público agarram-se a ela com tanta força que o FC Porto parte para o seu melhor período no jogo. Pura força anímica a sobrepor-se às maleitas virais que afectam a equipa. Logo dois minutos depois do golo, Danilo cruza com critério e encontra James ao segundo poste, para cabecear ligeiramente ao lado. O Dragão desperta, sente-se a sua força e os quatro piscas do autopullman. Mais dois minutos, e Jackson tem um lance de arte e força. Grandiosa recepção de peito, rotação primorosa, aguenta a dupla marcação e acossado, remata cruzado a passar rente ao poste de Quim. Merecia golo! Puro talento e músculo em mais uma demonstração de tenacidade em jogar fora da área. Que jogador!



O intervalo chega pouco depois, não sem antes Maicon lesionar-se e ameaçar não voltar do intervalo.

A segunda parte começa com a confirmação da lesão de Maicon. Abdoulaye é chamado para ocupar a vaga ao lado de Otamendi. Fora esta substituição forçada, Vítor Pereira decide manter tudo na mesma, desperdiçando o entusiasmo que a equipa demonstrou no final da primeira parte.

O Braga aproveita o intervalo para respirar e confia na manutenção do status quo do lado portista. Feita a vontade ao Braga, não admira pois que sejam os visitantes a entrarem melhor na segunda parte. Sem criarem perigo, mas tendo um conjunto de situações de aproximação à baliza portista.

Vítor Pereira percebe, então, que o FC Porto ameaça uma segunda parte com dificuldades acrescidas na criação de jogo ofensivo. James e Lucho estão em quebra física evidente e o meio campo descola, em definitivo, de Jackson. Reage, aos 62 minutos, tirando Defour e colocando Atsu. É um alívio colossal em toda a sintomatologia gripal. Pelo menos há alguém que corre por um flanco abaixo e Alex Sandro já tem um “limpa-neves” à sua frente, mesmo que não seja um “limpa-neves” bestial.

O FC Porto melhora quase instantaneamente. Aos 66 minutos, livre cobrado por Moutinho e Otamendi cabeceia à trave. Volta o entusiasmo, é palpável. Três minutos depois, Atsu ganha a linha de fundo, mas, no último momento, Santos antecipa-se a Jackson e corta o lance. Cinco minutos depois, lançamento lateral longo, com Jackson a ganhar nas alturas e a dar para a zona da marca de penalti. James remata com estilo, mas a bola desvia em Santos para canto. O FC Porto mantém a pressão e do canto volta a criar perigo. O canto é bem cobrado, mas a defesa do Braga alivia. Alex Sandro apanha a sobra na em zona frontal à grande área e de primeira, remata de pé direito à barra de Quim. A bola ainda ressalta em Quim, mas, caprichosamente, fica à mercê do guarda-redes bracarense.

Peseiro já havia trocado Mossoró por Carlão. Se a mobilidade de Mossoró havia feito a cabeça em água aos defesas portistas, o corpanzil de Carlão era bem mais fácil domar. Com a defesa mais estável, a equipa (e o público) pedia a Vítor Pereira luz verde em todas as faixas do ataque.

Até que chega o minuto 76, e o V7P6 é irradicado. Sai Lucho esgotado e sem nada mais para dar à equipa e entra Kelvin. O FC Porto abre-se no ataque e o autopullman bracarense passa rapidamente a carrinho de mão. Kelvin nem entra muito assertivo, mas tal como Atsu, só a possibilidade de haver mais alguém capaz de ganhar a linha de fundo já atemoriza a defesa bracarense.

O Braga recua, tentando manter o seu precioso ponto. Por sua vez, o FC Porto ataca em busca da vitória. James, mesmo já no último esforço, pega na batuta da equipa e começa a distribuir jogo pelos três corredores.







Até que, ao minuto 83, a redenção! James cai no flanco esquerdo e tenta servir a diagonal de Jackson. Nuno André Colho corta, mas desta vez há mais gente por próximo. Kelvin havia ganho o espaço nas costas de Jackson, fica com a sobra e de fora da área, remata para o fundo da baliza de Quim.





Vantagem portista e o ânimo é contagiante. O Braga perde-se e aproveita o FC Porto. A pressão ofensiva do FC Porto resulta em mais um canto, ao minuto 86. James cobra longo mas procurando Kelvin ao segundo poste. O extremo (este sem aspas!) remata de primeira, sem deixar a bola cair e concretiza o seu segundo golo na partida. A bola ainda desvia em Santos, mas o mérito é todo de menino. Estava feita a virada numa equipa que respirava saúde futebolística , sem rasto do vírus influenza V7P6.

Até final, fica a nota para o desespero de Peseiro. Duas substituições tardias, tentando levar a equipa para a frente quando esta já estava derrotada. Também um sublinhado final para a brincadeirinha de Helton. Tão típico e tão desnecessário.

Foi bom voltar a ver um FC Porto sem V7P6. Segundo Vítor Pereira, podia ter corrido bem, como podia ter corrido mal. É verdade, mas as probabilidades não são nada semelhantes.

Permitam-me a inconfidência. Até a lesão de Maicon ajudou. Algo me diz que se Vítor Pereira tivesse ainda uma substituição por fazer após o 2-1, James saía do jogo mais rapidamente do jogo, do que um foguetão da NASA a rasgar os céus. Assim, a equipa manteve-se activa e encostou o Braga atrás até ao fim.

E agora? Vamos voltar ao mesmo?




Análises Individuais:


Helton – Defesa importantíssima, na primeira parte, no lance de João Pedro. Brincadeirinha ao cair do pano. De resto, um espectador que nada podia fazer no golo bracarense.

Danilo – Tem uma grande mancha, que é o golo do Braga. Deu espaço a Alan que dá para construir uma moradia. Muito mal nessa marcação. No resto, confirmou o que de bom vinha fazendo nos últimos dois jogos. Seguro a defender e preciso a atacar.

Alex Sandro – Voltou a misturar o bom com passes perdidos. Mostrou-se mais agressivo e com melhor capacidade física para o jogo. Na primeira parte, foi importante para manter uma dinâmica basal no flanco esquerdo.

Otamendi – A primeira meia hora de jogo é um hino épico ao absurdo. Depois disso, foi montanha russa à Otamendi. Grande corte, grande disparate. Grande corte, grande disparate. Logo ele, que já parecia já estar mais consistente. Faltou-lhe uma ponta de sorte no cabeceamento à trave. Divide com Maicon o prémio de mais babado a ver o golo do Braga.

Maicon – Ainda assim, em abono da verdade, Maicon ganha o prémio. Nem pegou em Alan, nem acompanhou Mossoró. Duplo babado. Não se sentiu cómodo com a viscosidade de Mossoró na marcação. Nem ele, nem Otamendi.

Fernando – Jogo sóbrio e muito competente. Na primeira parte, foi quem mais lutou para manter o meio campo do Braga bem afastado dos seus ciclistas da linha ofensiva. Viana nem se viu no jogo e até foi Fernando quem mais apareceu com perigo no ataque. Na segunda parte, segura quase sozinho o meio campo. É o melhor desempenho da noite.

Moutinho – Nota-se que tem uma certa limitação física e que isso limita o seu desempenho, sobretudo no aspecto ofensivo. Ainda assim, foi um jogador muito importante na luta a meio campo.

Lucho – Procurou aparecer o maior número possível de vezes na área contrária. Mas nunca foi a muleta que Jackson precisava. Brilhou mais por libertar James para zonas interiores que pela sua própria dinâmica. Sai esgotado e sem mais nada para dar à equipa. Deveria ter saído mais cedo.

DefourQuem faz o que pode, a mais não é obrigado. Tenho a certeza que no dia em que o puserem à baliza vai atirar-se a todas as bolas, se as defende ou não é outra questão. Defour é assim. Vai a tudo, se depois rende o que a equipa precisa, isso é outro assunto. Até admito que Defour é bastante plástico e rende o suficiente em muitas posições. Mas só um ataque viral de V7P6 pode explicar o uso recorrente de um 8 defensivo a “”extremo””.

James – Lá foi para a sua cruz. Tentou sempre corresponder e fugir dela sempre que podia. Numa dessas fugas, inspira-se e dá o empate e alento à equipa. Volta a desaparecer no início da segunda parte e quando ameaça quebrar fisicamente, leve um novo sopro de alento. Passa para a sua zona de conforto e, tal foi a alegria, que está na base da reviravolta do marcador. Um 10 a 10 é outra coisa.

Jackson – É um jogador brutal. Aquele lance no final da primeira parte é enorme. Pena é que não tenhamos jogo para alimentar este talento. Mais um jogo de total sofrimento, excepto os últimos 15 minutos.


Abdoulaye – Enquanto Mossoró esteve em campo, até parecia que trocava as pernas. Mal entrou Carlão, algo mais palpável e menos escorregadio, acalmou e acertou a marcação.

Atsu – Esticou jogo pelo seu flanco. Umas vezes bem, outras nem por isso. Uma coisa é certa, Baiano deixou de aparecer na frente e Alex Sandro subiu mais vezes pelo seu corredor. O FC Porto abriu com a sua entrada.

KelvinAcaba por ser o “Joker”da partida. Entrou temerário, mas foi acalmando. Tem mérito nos golos. No primeiro, soube fazer o movimento interior e aproveitar as costas da diagonal de Jackson. No fundo, apareceu na área (ou perto dela), em vez de ficar agarrado ao seu flanco. No segundo, não inventou. Sem espaço para receber, bola vem, bola vai. O Kelvin que chegou do Brasil iria tentar dominar aquela bola e fintar todos até à linha de golo.




Ficha do Jogo:


FC Porto-SC Braga, 3-1
Liga portuguesa, 25.ª jornada
8 de Abril de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.210 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Pedro Vilaça

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Defour
Substituições: Maicon por Abdoulaye (ao intervalo), Defour por Atsu (62m) e Lucho por Kelvin (76m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Castro e Liedson
Treinador: Vítor Pereira

SC BRAGA: Quim; Baiano, Santos, Nuno André Coelho e Elderson; Custódio, Hugo Viana e Mauro; João Pedro, Mossoró e Alan (cap.)
Substituições: Mossoró por Carlão (68m), Hugo Viana por Rúben Micael (86m) e João Pedro por Hélder Barbosa (90m)
Não utilizados: Kritciuk, Haas, Rúben Amorim e Zé Luís
Treinador: José Peseiro

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Alan (22m), James (37m) e Kelvin (83m e 86m)
Cartão amarelo: Quim (67m)




Análise dos Intervenientes:

Vítor Pereira: 

«Demonstração de capacidade»

Estava difícil rentabilizar a posse de bola, depois apostou em Kelvin e ganhou…

Apostei fundamentalmente na equipa, que foi igual a si própria, mesmo perante um adversário que se organizou bem defensivamente e tinha as coisas bem preparadas. O Braga apresentou um bloco muito compacto, que é difícil de contrariar, mas não perdemos a identidade. Fomos serenos, mesmo em desvantagem. Tivemos sempre serenidade para circular a bola e procurar o melhor espaço, sem precipitações, de forma a conseguir uma ou outra situação de ruptura para chegar ao golo. O que devo valorizar é o comportamento colectivo da equipa, sem desmerecer esse apontamento individual do Kelvin, que é um miúdo com qualidade, que entrou bem e foi feliz. Quem não toma decisões lá dentro acerta sempre: se por acaso o Kelvin não tivesse sido feliz e tivesse tocado poucas vezes na bola, estaríamos aqui a comentar que a entrada não tinha sido bem pensada. As coisas aconteceram não por meu mérito, mas por mérito do Kelvin, que tem dois apontamentos de qualidade, tal como o James teve um na primeira parte.

O início da segunda parte, com o Abdoulaye a entrar para o lugar do lesionado Maicon, foi difícil…

Defrontámos um Braga bem organizado, com qualidade individual e colectiva para sair em transição. Não é fácil entrar assim num jogo, a procurar contrariar uma equipa que, logo que ganha a bola, quer sair rapidamente em transição. Penso que o Abdoulaye fez o seu papel com qualidade, quando acalmou. Esteve ao nível dele, porque é um jogador com qualidade e temos quatro centrais que mantêm o nível muito alto. Ele também está de parabéns.

Acha que o adversário na luta pelo título ainda vai tropeçar?

Temos de fazer o nosso trabalho. Sabemos o que queremos, temos de nos focar no próximo jogo, quando o campeonato regressar. Hoje o Braga foi um rival difícil mas demonstrámos que estamos vivos. Demonstrámos força e qualidade individual e colectiva. Estou satisfeito e estamos prontos para fazer o nosso trabalho.

Pensa que é um jogo que vai marcar este campeonato, pela qualidade do adversário e atitude demonstrada pelo FC Porto?

Não sei responder. O que posso referir é que gostei muito da qualidade do jogo e da serenidade num momento destes. É natural que os próprios adeptos fiquem ansiosos, quando os golos não surgem cedo. Aproveitámos os 90 minutos para construir o resultado, mesmo partindo em desvantagem face ao golo do Braga. Estamos prontos para fazer o nosso trabalho e lutar pela revalidação do título.

Uma exibição como estas será suficiente para vencer o Braga na final da Taça da Liga, no sábado, ou será preciso algo diferente?

Não vou fugir ao habitual. Estou aqui para falar do jogo que acabámos de disputar e estarei na próxima conferência de imprensa para abordar o encontro da Taça da Liga. Cada jogo tem a sua história. O Braga provou que tem argumentos fortes, é uma equipa contra a qual não podemos baixar a guarda e que nos obriga a estar concentrados durante os 90 minutos. Hoje fomos fortes, conseguimos um bom resultado e uma exibição que me agrada.


Kelvin: 

«Tenho de crescer muito»

«Estou a trabalhar forte, à espera da hora certa. Agradeço a quem me apoia. Do banco via que a equipa precisava de atacar,o treinador disse para fazer o meu jogo. Pode ser que isto me dê mais tempo, o treinador é que decide. Tenho de crescer muito, estou a evoluir, preciso de força física e de melhorar a parte técnica».

José Peseiro: 

«Pensei que íamos empatar...»

«A estratégia na primeira parte era controlar a potencialidade do FC Porto, com mais transição, queríamos ter mais bola mas não conseguimos.

O FC Porto não teve melhores oportunidades do que nós. Na segunda parte queríamos ser um pouco mais agressivos, mais profundos, mas o FC Porto foi forte.

Foram dois remates de fora da área, mas valem todos.

Perdemos dois jogos nos últimos minutos, em casa e aqui.
Naquele momento em que o Kelvin marcou pensava que podíamos pelo menos empatar. Gostamos de dominar mais, mas o FC Porto é forte.

Mossoró fez trabalho tremendo, estava desgastado, tentámos dar um pouco mais de referência. Fê-lo bem, mas quando entendi que era momento de arriscar, saiu.

Paços? A pressão é a mesma. Sempre foi assim. Suportamos bem essa pressão. Vamos fazer tudo para ganhar os nossos jogos e esperar que eles não o consigam».

Alan: 

«Somos guerreiros!»

«Fizemos um bom jogo apesar da derrota. O FC Porto é muito forte em casa. Errámos, contra o FC Porto isso não pode acontecer. Não foram só erros defensivos, foi toda a equipa. Na primeira parte podíamos ter feito um golo, não fizemos. A luta com o Paços de Ferreira vai ser complicada, mas somos guerreiros e vamos conseguir».




Por: Breogán

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