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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Admirável mundo novo!

#Benfica #Portugal #FCPorto



Não, não é utopia!
Que logo depois do acordo
Se proclame um mundo novo
Admirável, por um dia….

E nesse passado desfeito
Dum sincronismo absoluto!
Se note algo fortuito…
Que não seja falta de jeito!

Pois esse passado magistral
Que tudo perdendo, ganhou!
Ao Mestre o que sobrou
No seu pecado capital?

A soberba que se perpetua
Depois de se ver no poleiro
Quando antes, sorrateiro…
Não tinha essa época por sua!

Só agora depois da “sanção”
Que nesse seu desespero
Se tinha insurgido do degredo…
Veio a terreiro ter “razão”!

A ele ninguém lhe vai tirar
Esse mérito de perder
E tudo pode acontecer
Nesta época por limar!

Pois s’até os de Munique
Tiveram três ano d’espera!
Vencendo a sua guerra
Em tantas finais em despique!

E ele que já leva cinco
Épocas de grande sucesso!
Equipara-se nesse processo
Nesse seu ar tão distinto…

Foi campeão uma vez
Com a ajuda dos túneis!
E nesse gosto, impunes
Pensavam ganhar outros três!

Só qu’o mundo é real
E existe no senso-comum!
S’em quatro ganhou um!
Porquê este festival?

São os membros activos
Da sociedade capital
Que na capa desse “jornal”
Se sentem já produtivos!

É que a Troika ainda ronda
Mas já somos um exemplo
Tomad’a tod’o momento
Se querem envoltos na onda!

Por isso a necessidade
D’antecipar os festejos
Nesses pensamentos-desejos!
Qu’ecoam como uma verdade!

Por isso se vend’o papel
Da travessa da Queimada
Pr’a alimentar a patuscada
Que se celebra no quartel!

E um novo mundo já se gera
Em campanhas eloquentes
Reavivando essas gentes
Nesse passado e era…

Onde só não venceram
Por força desse destino!
Cruel, injusto, assassino
Que num minuto, perderam!

E já depois dos foguetes!
Que lançados na ilha
Por fatalidade, armadilha
Couberam que nem barretes!

Por isso é admirável
Que no começo desta volta
Se faça o discurso à tropa
Por esse percurso impagável!…

E avisando a navegação
O campeonato é a escolha!
E qu’este ano não tolha
O ceptro de campeão!

O que vier por acréscimo
Será sempre de louvar!
Pois este percurso ímpar
Merece outro crédito!

É este o mundo ideal
Na capa d’algumas mentes
Julgando qu’outras gentes
Se vão ficar por igual!

Pois bem podem esperar
Por uma volta no tempo!
Um resultado, um momento
Qu’o universo vai girar!

E outro galo cantará
Na força da convicção!
Qu’o universo em expansão
Regista como alvará!

Por isso podes papaguear
Podes vencer por desejo!
Que sem a força, ensejo!
A palavra é forma d’estar!

Podes armar-te aos cucos
Podes investir com’um galo!
Podes pagar p’lo estalo
E acusar outros de corruptos!

Qu’o universo é pensante
E tudo se conforma na lógica
E nada na tua prosa
O faz desviar um instante!

E no fim podes bem crer
No desenlace merecido!
Nessa derrota perdido
Como um percurso de ser!



Por: Joker

sábado, 24 de agosto de 2013

Propaganda



Num populismo arrogante
A Tv é toda sua
Mostr’o percurso cessante
Numa palestra de rua

Um presidente pato-bravo
Onde as obras são fachadas
Sabe que do êxito, é alvo
Nessas vitórias goradas

Julgando que construindo
Tudo com muito betão
Lá chegaria, fruindo 
O título de campeão!

Enganou-se o construtor
A quem o negócio flui
Da crise não é comprador
E vendas? Só as qu’intui!

Por isso reforça-se e bem
C’um camião de jogadores
É só verificar o vai-vem
Nos empréstimos sedutores!

O Fariña pagou 40 por cento
Do seu passe desportivo
E é tido com incremento
No relatório, em descritivo!

Então se são controlados
Têm que ser transparentes
Nas vendas, são descontados
Tod’os negócios tangentes!

- O Roberto foi resgatado
Então, s’o Saragoça não pagou!?
E logo foi transaccionado
Ao clube qu’o emprestou!?

- Vejam lá s’entendem o axioma
O homem brilhou na La Liga
E o Atlético, pagou essa soma…
Tem alguma coisa que se diga?

- E logo aproveitámos o Pizzi!
Fomos espertos com’o catano!
Num contrato de leasing
Só o emprestámos um ano!

- Pois tinha muita concorrência
Estamos servidos de pontas
É tudo da mesma ascendência
Na Sérvia temos boas contas!

- O Nemanja só sai por cinquenta
Por isso trouxemos mais um
Nunca se sabe o que s’inventa
Num novo negócio à Atum!

- Está tudo bem esclarecido
O Cardoso está integrado
Eu próprio estou convencido
Qu’o Jesus o tem perdoado!

- Pois temos qu’o apoiar
Ele era o herói há um mês
Não há qu’errar no jogar
Temos equipa nos Bês!

- Tanto medo d’errar
Ainda coloc’o Rui Costa
No banco, é qu’está a dar
Com’o Sporting (a)mostra!

- Pois tudo lhe passa p’la mão
Os dossiers, e transacções
Mas a sua melhor função
É ser Director sem funções!

- Temos objectivos sonantes
O campeonato e a Taça
Dos grupos, é como antes
Que seis jogos se faça!

A Taça é qu’é imperiosa
Pois nem lá vi o Cardoso
Queremo-la como nossa
Ergue-la com’um glorioso!

- Isto é, na tribuna d’honra
Festejando a rodos!
Não tendo ninguém em conta
Nos nossos vitoriosos modos!

E assim se faz propaganda
No reino do clube d’águia
Na sua TV, ele manda
E este ciclo não s’apaga!

Compara-se c’oa Baviera
Nessa derrota total
Por isso, esta nova era
É sua desforra igual!

E assim se cobram 9 euros
Nessa Tv do benfica
Se no futebol, soma erros
Na publicidade é RICA!



Por: Joker

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Correio do Manha.


Quer um tal correio
Fazer crer a ceguetas
Que tudo fizemos, de permeio
Usando notícias, e tretas
Por cinco milhões anuais
Comprar Jesus e apóstolos
Mais prémios integrais
Livres d’encargos e impostos…

Notícias desse pasquim
De mentiras e desgraças
Cujo móbil e maior fim
É mais vender as trapaças
A este povo ignaro
Condescendente, absorto
Que tem na escrita d’escarro
A emergência, o socorro!…

Como s’um Jornal de lixo
Pudesse educar, informar
Um povo levado ao nicho
Da insuficiência de estar
Em cujas páginas mancha
A sangue e vísceras, papel
Uma violência que cansa
Na “literatura” de cordel

Nas redacções de manhosos
De grossos e delgados
D’artigos engenhosos
Em prol dos encarnados
Numa cortina informativa
De Jornais e Televisão
Onde a verdade concisa
Se extrai da sua própria mão…

Um atestado de estupidez
Uma certidão do insólito
Uma tiragem da mudez
Qu’invade o nosso opróbrio
Um reflexo desta cultura
Laxista, caduca, tacanha
Neste espírito que perdura
Em Portugal, como façanha!

Uma prova de maledicência
De mesquinhez, de inveja
Um rasgo de incoerência
Em simples notícias, que seja
Um registo obituário
Obtidos por resenha
Uma capa do mostruário
Desse Correio do Manha!



Por: Joker

domingo, 28 de abril de 2013

O Bacharel (Por Joker)




Afinal, teve Bom Mais
Ainda vai a a Bacharel
Um aluno, neste papel
Vê o futuro por sinais!

Estudioso aplicado
Sabe das leis do jogo
Só as aplica, no todo
Se não apitar o encarnado!
Fora disso, é à inglesa

Deixa correr o marfim
Estuda o jogo, sem fim
Decidindo à portuguesa!

Isto é, não julgando
Tudo permitindo no campo
Penaltis, agressões, um espanto!
Um tratado em Esperanto!

E nisto, a boa avaliação
Só podia vir de Coimbra
Cidade do Conhecimento, ainda…
Na qual aprendeu a lição!

Aí o critério foi diferente
Marcou logo, sem hesitar
Expulsando, nesse apitar
Quem d’azul era gente!

Um aluno tão congruente
Merece esse destaque
Bom Mais, d’almanaque!
Bom futuro, certamente!

Vai figurar no quadro d’honra
Em destaque no camarote
Vai ombrear c’o Calabote
Em dedicação e arromba!

Um frangueiro assalariado
Desse seu orelhas mentor
Depois d’árbitro, vai a redactor
Do velho Pravda, comó Delgado!




Por: Joker
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