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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A Zinco!

 #Benfica #Sporting #Gatinhos #nabos

 
E o leão lá s’atrasou
Nesse seu jogo fulcral!
E não jogou nada mal
Pois perdendo, até ganhou!

Os amigos são pr’a isso
Pr’a s’ajudarem nos apertos!
Sem desculpas, com concertos
Ajudam-se no qu’é preciso!

Pois que largad’as chapas
Da cobertura de zinco!
Por lá ficaram mais cinco
Numa postura de gatas!

É qu’o sporting é conviva
Gosta d’enfeitar o espectáculo
Contr’o benfica é um saco
Para s’encher na liga!

Se a ocasião surgisse
Por esse estádio a norte
Er’o armagedón, a morte!
Na impugnação que se visse!

Pois, a chapa do dragão
Não sendo feita de zinco
Nessa razão, com afinco
Recorreriam em acção!

Estariam em risco de vida
E o clube anfitrião
Seria alvo de sanção
Numa decisão “reflectida”!


E não enveredando
Por essa troika decisória
Num comunicado com história
Queixar-se-iam chorando:

“Somos leões d’Alvalade
Bichos de grande porte!
E não jogamos a sorte
Num jogo de tod’a verdade!

Pois corremos o risco
Das chapas serem pesadas
E caírem desgovernadas
Sobr’o nosso jogo pisco!”

E aí ficar-se a perceber
Qu’o Jardim é talhado
A esse jogo inventado
Qu’o levasse a surpreender

A sua própria equipa
Que não sabendo o porquê
Se veria na benfica-TV
Como num jogo de tripla!?

Só pr’a enganar os “rivais”
Nesse dérbi “eterno”…
Por um comentário tão terno
Na boca de tais animais!

Que já voando bem alto
Festejam no estádio da lã
A conquista do amanhã!
Sem temor ou sobressalto!

Mas ainda corre muita água
Por debaixo das pontes!
E no fim tais horizontes
Por vezes, se perdem com mágoa!

Por isso festejem a vida
Nesse momento “solene”
Que nesse estádio se teme!?
Em cada chapa corroída…
 

 Por: Joker

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Voando sobre um ninho de cucos!

#FCPorto #Benfica #Sporting #Lampiões #Estádiodaluzacair

Era tão forte a ventania
Que se jogava no clássico!
Nesse estádio do jurássico
Construído num só dia!

Que lá voaram da cobertura
Os ninhos ditos da águia
Vitória, nome de lábia
Numa lã que pouco dura

Qu’o estádio ficou repleto
Duma camada de vidro
Cheio, mas não convencido
Qu’ali pousav’o dejecto!?

E ainda afirmou o locutor
Qu’o motivo do atraso
Er’o lixo que por arrasto
Pr’a ali voara sem cor!

Ou antes em cor de lã
Qu’em farripos lá caía
Nesse relvado que crescia
Com’o orvalho da manhã!

E no espectáculo acessório
O atraso foi consumado!
O crime foi do telhado!
Que se desfez do promontório…

E depois de constatado
Qu’os ninhos era dos cucos
Que lá se criaram caducos
O jogo foi cancelado!

Pois não se previa tal sorte
Que num estádio de vanguarda
Fosse essa ave danada
Qu’a procriara em consorte!

Pois o cuco tomou a bicha
Essa águia, dita Vitória
E acasalando em glória
Gerou ninhos como lixa!

Qu’ao menor abanão
Nesse ventania ciclónica
Largou como peste bubónica
Tod’o estádio em confusão!

E tontos com tal efeito
Quer o sporting e o anfitrião
Decidiram qu’o leão
Não se adaptaria a esse leito!

Pois os ninhos estavam pejados
De pequenos mamelucos!
Que juntando águias com cucos
Dão uns animais encarnados!

E nesta algazarra de cor
De cucos, leões e águias 
Outras aves raras, hilárias
Descobriram algo melhor!

Que evitaram uma tragédia
Pior qu’a do terramoto!
Deixando a céu aberto, o esgoto
Que se formara por comédia!

E ordeiros, os espectadores
Extasiados no espectáculo
Deixaram o receptáculo 
Com comichões e ardores!

É que a lã era traiçoeira
Feita de matéria avulsa
A qu’o cuco só por tusa
Amontoara nessa beira…

Pois tudo lhe servia ao ninho:
Campeonatos do Calabote
Taças da sua consorte…
Que velhas, juntou em montinho….

E debicando a velharia
O cuco fez desse estádio
O que não fez o Octávio!
Quand’o Porto treinou um dia!

Destruiu a cobertura
Desse estádio da Somague!
A qu’o Mário Dias, compadre
Construiu sem soldadura!

Só com pré-fabricados!
Esse estádio todo potência!
Enorme, uma referência
Que se desfaz aos bocados…



Por: Joker
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