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domingo, 8 de fevereiro de 2015

A múmia

#Joker #benfica #ManuelJosé #FCPorto


Ele está morto
Mas não sabe disso…
E já sumiço
Fala do Porto!

E pr’a brilhar
No seu sarcófago
O seu esófago
É biliar…

Solt’o tremoço
Como eufemismo…
No seu brilhantismo
De quando era moço!

Tem-se em soberba
Sem ter o ceptro
E é descoberto…
Debaixo de terra!

E desempoeirado
Já se tem vivo!
E vai ao arquivo
Do resultado!

Fala do jogo
Como um Faraó
E tem-se em dó
Porque está morto…

Fala em tremoços
Dados p’lo Porto
Porque está morto
Restam-lh’os ossos…

E na sua bílis
Que conservada…
Está encarnada!!
É o seu busílis!!

Não vem de Gizé
Mas está paralítica
A múmia é mítica:
Manuel José!!


Por: Joker

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Uma moda antiga

#Politica #Benfica #FCPorto #Joker #Salazar
 

Vejam como eles se calam
Como que envergonhados!
Mas tão só acostumados…
Pois da vergonha, se ralam?

Semana após semana
De tão evidente abuso
Torna-se prática, uso…
E nisto ninguém reclama!?

A não ser os do costume
Ao verem-se espoliados…
Em tais costumes trocados
Pois no roubar, está a virtude?

Nem os preclaros moralistas
Sempre prontos a pender
Para esse lado do Ser
Encontram provas, tão vistas?

Tudo se passa às claras
Nem é preciso esconder…
O qu’é preciso é vencer
Com duas caras!

Pois se se perder
Se mostr’o hábito
Dum povo estrábico
Por tão mal ver…

Como acreditar
Neste país
De tal cariz
Pr’o elogiar?

Como podemos estranhar
Os nossos governantes
Se somos emigrantes
Pr’a se nos respeitar?

Como podemos querer
Um mundo mais justo
Se é neste custo
Que sabemos vencer?

A prova evidente
À mão ou ao pé!
E juramos que não é
Por ser à tangente?

Se não aceitamos
os nossos erros
Tomados por esmeros…
Nisso nos tornamos!

Um mundo “benfiquista”
feito de impunidade
Em prol dessa realidade
A parecer bem vista?

Se aceitamos que errar
Sempre pr’o mesmo lado
É um estilo adequado
Pr’a assim se governar?

Pois bem merecemos
Esta alienação
Em máscara de nação…
Pois somos pequenos!

Mas por cá no burgo
O nosso clube vence
Mas em tal não convence…
Pois lá vale tudo!

Se até se aceita
C’um banco falido
Seja constituído
Nessa clube, em receita!?

E que lá ostente
Nesse capital
Prova mais que igual
Dum país emergente?

Como acreditar
Que destruindo vidas
Nesse banco, as feridas
Não se possam sarar?

Pois, por mais vergonha
Que lá se conheça
Não há quem o impeça
De lá dispor da soma?

E de ter investido
Nesse mesmo clube
Um capital de molde
A tal ser conhecido?

São oito por cento
Do capital social
Nessa SAD nacional!?
Pois o regime é do centro!

Como se justificar
Qu’um banco dito BOM
Nessa despesa, dê o tom
Pr’a tudo igual continuar?

Não me surpreende
Estas ocorrências
Pois em tais coincidências
O meu país é o de sempre!

Pois assim siga
Semana após semana
Que ninguém reclama!
Desta moda antiga…

Por: Joker


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Liberdade

#FCPorto #Benfica #Liberdade #25deAbril #Portugal 


Quarenta anos após
Celebra-se a Liberdade!
E neste dia a claridade
Dissipa os últimos pós

E o céu já clareia
Depois da negritude
Ond’a poeira em magnitude
Encheu o ar em cadeia!

Nesses anos de silêncio
Ond’a derrota era certa
Há uma porta entreaberta
Por um novo movimento!

E o regime é derrubado
P’la coragem de poucos
Que nisto avançam, loucos!?
Contr’o brigadeiro e blindado!

E o velho sistema caduco
É substituído p’la revolução!
E a democracia é a razão
Pr’a outro sistema e instituto!

E a democracia provém
Como desejo da Nação!
E tudo muda, na canção
Que nos projectou mais além!

E as instituições do passado
Definham nos novos tempos
Não são protegidas, nos termos
Dessa política do Estado (novo)!

E outras surgem por mérito
Manietadas por décadas!
Superam provas e metas…
Ressentem o tempo pretérito!…

Qu’as mentalidades são vivas
Depois de mort’a política!
Que nist’o rancor e a crítica
São programas e alternativas!

E tudo é feito no burgo
Pr’a se desmistificar a vitória
Da liberdade e da glória
Noutra cidade e clube!

Qu’aí não cheg’o mérito
Que tudo é torpe e corrupto!
Não há ética nem escrúpulo…
Ofende-se o tempo pretérito!

E novas vagas de “justiça”
Pretendem (des)classificar o escudo
Qu’o clube ostenta c’o orgulho
Só por inveja e cobiça!

Nos tempos aureos de Salazar
Seria certa a condenação!
O Porto ser campeão?
Só por sorte ou azar!

Mas a liberdade dissipa
Este pó que acumulado!
E o céu brilha azulado
Por mais que se grite “benfica”!

E podem fazer a cosmética
Desses tempos da Legião
Que na liberdade, o Dragão
É o maior símbolo e poética!

Por: Joker

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Admirável mundo novo!

#Benfica #Portugal #FCPorto



Não, não é utopia!
Que logo depois do acordo
Se proclame um mundo novo
Admirável, por um dia….

E nesse passado desfeito
Dum sincronismo absoluto!
Se note algo fortuito…
Que não seja falta de jeito!

Pois esse passado magistral
Que tudo perdendo, ganhou!
Ao Mestre o que sobrou
No seu pecado capital?

A soberba que se perpetua
Depois de se ver no poleiro
Quando antes, sorrateiro…
Não tinha essa época por sua!

Só agora depois da “sanção”
Que nesse seu desespero
Se tinha insurgido do degredo…
Veio a terreiro ter “razão”!

A ele ninguém lhe vai tirar
Esse mérito de perder
E tudo pode acontecer
Nesta época por limar!

Pois s’até os de Munique
Tiveram três ano d’espera!
Vencendo a sua guerra
Em tantas finais em despique!

E ele que já leva cinco
Épocas de grande sucesso!
Equipara-se nesse processo
Nesse seu ar tão distinto…

Foi campeão uma vez
Com a ajuda dos túneis!
E nesse gosto, impunes
Pensavam ganhar outros três!

Só qu’o mundo é real
E existe no senso-comum!
S’em quatro ganhou um!
Porquê este festival?

São os membros activos
Da sociedade capital
Que na capa desse “jornal”
Se sentem já produtivos!

É que a Troika ainda ronda
Mas já somos um exemplo
Tomad’a tod’o momento
Se querem envoltos na onda!

Por isso a necessidade
D’antecipar os festejos
Nesses pensamentos-desejos!
Qu’ecoam como uma verdade!

Por isso se vend’o papel
Da travessa da Queimada
Pr’a alimentar a patuscada
Que se celebra no quartel!

E um novo mundo já se gera
Em campanhas eloquentes
Reavivando essas gentes
Nesse passado e era…

Onde só não venceram
Por força desse destino!
Cruel, injusto, assassino
Que num minuto, perderam!

E já depois dos foguetes!
Que lançados na ilha
Por fatalidade, armadilha
Couberam que nem barretes!

Por isso é admirável
Que no começo desta volta
Se faça o discurso à tropa
Por esse percurso impagável!…

E avisando a navegação
O campeonato é a escolha!
E qu’este ano não tolha
O ceptro de campeão!

O que vier por acréscimo
Será sempre de louvar!
Pois este percurso ímpar
Merece outro crédito!

É este o mundo ideal
Na capa d’algumas mentes
Julgando qu’outras gentes
Se vão ficar por igual!

Pois bem podem esperar
Por uma volta no tempo!
Um resultado, um momento
Qu’o universo vai girar!

E outro galo cantará
Na força da convicção!
Qu’o universo em expansão
Regista como alvará!

Por isso podes papaguear
Podes vencer por desejo!
Que sem a força, ensejo!
A palavra é forma d’estar!

Podes armar-te aos cucos
Podes investir com’um galo!
Podes pagar p’lo estalo
E acusar outros de corruptos!

Qu’o universo é pensante
E tudo se conforma na lógica
E nada na tua prosa
O faz desviar um instante!

E no fim podes bem crer
No desenlace merecido!
Nessa derrota perdido
Como um percurso de ser!



Por: Joker
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