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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O FC Porto e o Fundos de partilha de passes.








O FC Porto tem como aliados na partilha dos passes dos seus atletas desde à anos a esta parte Fundos Económicos, o que não deixa de ser uma forma de gestão, mas que aqui e ali é motivo de conversa e critica de sócios e simpatizantes.






O que eu acho disso?

Bom não sendo um perito e pouco percebendo dessas engenharias financeiras o que me apraz dizer é que sendo o FC Porto um clube de topo a nível mundial, com uma politica de investimento e valorização de jovens oriundos dos mais diversos cantos do mundo (mais vulgarmente da América Latina), sendo conhecido e elogiado pelo modelo de negócio de comprar barato (nem sempre, ver caso Danilo) e vender caro, atrai por inerência Fundos Económicos que vêem nos activos Azuis e Brancos uma fonte de investimento e partilha de risco na compra de percentagens dos passes dos atletas.

Os fundos vêem naturalmente no nosso clube uma maneira de terem lucro a médio prazo e o nosso clube vê nos Fundos aliados poderosos e preciosos no financiamento para a compra dos atletas.

Sendo Portugal um país periférico, ainda por cima sobre grande austeridade, com clubes a falir, bancos a cada vez mais fecharem as portas a empresas, nomeadamente se estas tentam contratualizar empréstimos de alto risco, o FC Porto alia-se a fundos e constitui-se como um caso de sucesso na gestão partilhada e financiamento dos seus recursos.

Podem dizer que os fundos têm demasiado lucro, sim têm, mas que financiador entraria para um negócio sem ter o lucro como principal objectivo?

O futebol sendo um negócio de de risco, onde muitos factores estão envolvidos, investir com um clube no passe de um atleta também não deixa de não ser um risco para os nossos parceiros, basta assim de repente citar nomes como Walter, Orlando Sá, Tomás Costa, Prediguer entre outros e perceber que nem tudo são rosas para os investidores.

Depois existem, claro que sim, os casos excepcionais como João Moutinho e James Rodriguez em que se vê o lucro somado em pouco tempo, sim esse é o lado positivo da partilha e a razão dos financiadores se aliarem ao nosso clube. Quem diz estes diz Hulk e muitos mais que felizmente têm sido vendidos por preços admiráveis para a realidade portuguesa.






Tomando por exemplo o caso especifico de de James Rodriguez e a sua substancial valorização, podemos dizer que a sua percentagem foi vendida quando a valoração da mesma ainda não estava substancialmente em alta, entretanto face ao valor do atleta, o valor do seu passe aumentou e encontra-se agora  contas por alto a sensivelmente 24 milhões de euros, o que faz com que o clube a compre agora o que vendeu anteriormente a  preço substancialmente mais elevado.





Claro que no futuro não o iremos vender por isso, venderemos certamente por muito mais.

E depois a valorização é um risco, o atleta pode valorizar ou desvalorizar, relembro que ele quando chegou não vingou logo, muita gente inclusive pôs a sua real valia em causa e  até ele próprio arranjou alguns problemas, falou demais até via empresário, depois com o seu natural  talento e adaptação acabou por valorizar com toda a naturalidade.

Ora o clube compra agora por menos do que ele efectivamente vale (se comprasse no verão o valor seria muitíssimo superior face aos interessados que previsivelmente aparecerão), creio que isto é evidente. 


Será a solução ideal? 

É uma entre outras, mas a que tem dado frutos e tem permitido partir para investimentos que de outra forma não seriam possíveis, aumentando o patamar e o nível das aquisições, se a isso conseguirmos aliar uma maior assertividade na politica de contratações e nos garantirá sem duvida a manutenção como um caso de sucesso a nível mundial na compra/venda/valorização de atletas, e é esta politica que nos permite manter na linha da frente e não sermos um Sporting qualquer.

Esta é a minha opinião e a leitura que faço deste tipo de negócio, desafio os leitores a apresentarem as suas!



Por: Rabah Madjer

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Taça da Liga: FC Porto 1 - 0 V. Setúbal


Missão cumprida, o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga estabelecido, após triunfo caseiro sobre o Vitória de Setúbal por uma bola a zero, graças ao tento apontado pelo médio João Moutinho, na sequência de uma grande penalidade.






Foi um FC Porto q.b., na qual o técnico Vítor Pereira aproveitou para rodar o onze, promovendo a entrada de jogadores como Fabiano, Maicon (regresso após lesão), Abdoulaye, Castro, Kelvin ou Sebá. Acabou por ser uma gestão natural, até porque se avizinha um jogo de grau dificuldade elevado no próximo domingo (embate na Luz frente ao Benfica), poupando desta feita alguns titulares.





Foi um FC Porto, com processos de jogo bem delineados, isto é, muita posse, defesa bem subida, chegando em diversos momentos junto do último terço contrário, faltando por vezes maior velocidade e retirar a bola das confusões, de forma a dar dinâmica às situações de ataque, e desequilibrar a defesa vitoriana que se apresentou no Dragão bem organizada em termos defensivos, dando pouca margem à nossa equipa nos seus últimos metros, contudo é justo realçar, que o guardião Kieszek acabou por ser o elemento em maior evidência no Vitória de Setúbal, rubricando defesas de grande qualidade, impedido de forma clara que o resultado ganhasse outros contornos.

O Vitória de Setúbal apresentou o sistema expectável, com o treinador José Mota, a dispor a equipa num 4-3-3, mas com natural preocupações defensivas, tentando ser forte nas transições ofensivas, onde numa ou noutra situação conseguiu sair a jogar e criar algum embaraço junto da baliza defendida por Fabiano. 

Quanto ao onze apresentado, José Mota registou mudanças algo surpreendentes, ainda para mais que em caso de triunfo garantiria o apuramento para as meias-finais. 

Apesar de uma boa entrada do FC Porto nos primeiros 15 minutos, claramente o segundo tempo foi bem mais conseguido, criando diversas situações de golo, tendo um verdadeiro obstáculo entre os postes sadinos. Mas acima de tudo, foi um desafio que valeu pelos três pontos, e consequente passagem às meias-finais da prova, tendo como próximo adversário, o Rio Ave.


ANÁLISES INDIVIDUAIS:


FABIANO - sempre que teve trabalho pela frente, mostrou segurança.

DANILO - não esteve tanto em foco no apoio ao ataque como no último encontro para a Liga, mas está a subir de rendimento.

MAICON - regresso após lesão do central brasileiro, pautando-se pela segurança que nos tem habituado. Saiu ao intervalo, certamente por precaução. 

ABDOULAYE - está um senhor central! Muito seguro com a bola nos pés, sempre sereno nos momentos de marcação, seja no lado esquerdo ou na direita do centro da defesa, mostrou uma solidez bem interessante.

MANGALA - excelente exibição! Iniciou a partida como lateral esquerdo, jogando no segundo tempo na posição de central. Está em muito boa forma, tem lugar garantido na Luz.

FERNANDO - saiu ao intervalo e atendendo aos próximos jogos que se avizinham, acabou por ser uma gestão normal. 

CASTRO - a raça e entrega do costume, esteve bastante activo na zona central do terreno, faltando-lhe aproximar-se nas zonas de finalização.

JOÃO MOUTINHO - um dos melhores em campo! Joga e faz jogar como poucos, também merece destaque pelo único golo na partida.

DEFOUR - alternou entre o lado esquerdo e direito do ataque, faltando ser mais objectivo e eficaz em determinadas situações.

SEBÁ - uma das surpresas do onze, acabou por realizar uma exibição bem conseguida. Perdulário na finalização, sem dúvida merecia ter marcado. É um jogador com potencial interessante!

KELVIN - continua a ser demasiado irregular nas suas acções. Exagera nos momentos com a bola, não soltando a mesma quando necessário. Tem que melhorar e de que maneira!

ALEX SANDRO - deu demasiado espaço nas suas costas, algo pouco habitual neste jogador. Alguns bons apontamentos ofensivos.

LUCHO - a classe do costume, a bola passava inevitavelmente pelos seus pés. Recuperou inúmeras bolas, dando início a lances de construção de ataque.

VARELA - colocado pelo início no centro do ataque, mas tanto aí como na ala, esteve discreto.




Ficha de Jogo:


FC Porto 1-0 Vitória Setúbal
Taça da Liga, 3ª fase, grupo A, 3.ª jornada
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 12.808 espectadores.

Árbitro: João Capela (Lisboa).
Assistentes: Tiago Rocha e Pedro Felisberto.

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Maicon, Abdoulaye e Mangala; Fernando (cap.), Castro e João Moutinho; Kelvin, Sebá e Defour.
Substituições: Maicon por Alex Sandro (intervalo), Fernando por Lucho (intervalo) e Defour por Varela (60m).
Não utilizados: Kadú, Quiño, Otamendi e Tozé.
Treinador: Vítor Pereira.

VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Amoreirinha, Jorge Luiz e Nélson Pedroso; Bruno Turco, Bruno Amaro (cap.) e Bruno Gallo; Jorginho, Pedro Santos e Bruninho.
Substituições: Bruno Gallo por Meyong (52m), Nélson Pedroso por Cristiano (52m) e Jorginho por Paulo Tavares (73m).
Não utilizados: Caleb, Miguel Pedro, Frederico Venâncio e Ney Santos.
Treinador: José Mota.

Ao intervalo: 1-0.
Marcador: João Moutinho (44m, pen.).
Cartões amarelos: Kelvin (31m), Mangala (37m), Cristiano (63m), Pedro Santos (83m), Pedro Queirós (85m) e Paulo Tavares (90m+3).



Por: Dragão Orgulhoso

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Taça da Liga: Estoril Praia 2 - 2 FC Porto (Crónica de Breogán)


Tudo aconteceu e não perdemos.





Hoje quase tudo aconteceu e, ainda assim, não perdemos. É obra. Mas mais que isso, temos tudo na mão para seguir em frente. Incrível!
Mas fica dado o aviso às portas de Janeiro. Cabe perceber por onde esta equipa treme e treme bem! E actuar.





Quem lê estas crónicas já sabe bem a “tabuada”. 

Primeiro, sem James, mesmo que atado ao flanco, não há criatividade no jogo interior. É uma coisa nula, inexistente, uma total abstracção. O FC Porto tem uma cratera imensa entre Jackson e o seu meio campo e limita-se ao chuto para a frente na zona central.

Segundo, já se experimentaram todos os extremos e mais alguns e nenhum deles é melhor que um 10 a fugir do flanco, como James é. O que por si só é significativo, chocante e alarmante. Assim, não temos criatividade no jogo interior e o jogo flanqueado vive de momentos de inspiração individuais, esparsos e muitas vezes só sustentado pelos laterais, em vez de ser um processo sistematizado e dinâmico da equipa.

Terceiro, quando falha Jackson o nosso jogo esboroa-se. Fica em pó. Menos que pó, até! É que Jackson não é só o matador da equipa. É muito mais que isso. Tenta ser o médio criativo que não o serve e que não existe a tempo inteiro, o extremo que não lhe faz chegar bolas nem que arrasta marcações. É o primeiro recuperador de bolas da equipa e aquele que abre espaços para finalizar, àqueles que raramente chegam lá à frente.

Hoje aconteceu tudo ao mesmo tempo e não perdemos. Incrível!

Mas aconteceu mais que isso. Tivemos jogadores a jogar com peneiras e com erros individuais que resultam de total falta de empenho na partida. Para cúmulo, um técnico que, perante a calamidade, ainda baralhou mais a equipa, ao ponto de esta ser incapaz de desatar o seu próprio nó. Só quando volta ao plano racional é que a equipa respirou e reagiu.

Tudo isto aconteceu. Tudo. E não perdemos. Incrível!

Sem Maicon e James lesionados, o FC Porto apresentou o seu melhor onze. Mangala assume a dupla de centrais com Otamendi e Kelvin entra para o flanco, com Atsu a despedir-se a caminho da CAN.





O FC Porto entra forte, aproveitando a expectativa e o recuo do meio campo do Estoril. Aos 8 minutos, Jackson cabeceia com perigo para as mãos do guarda redes do Estoril, após canto cobrado por Moutinho. Aos 10 minutos de jogo, já o Estoril equilibrava a partida. O meio campo do clube da linha assentava o seu jogo e aproveitava a total apatia de Fernando para ganhar metros. O FC Porto, ainda por cima sem James, não conseguia fazer chegar jogo ao seu avançado. Sem ameaçar o meio campo defensivo do Estoril, mais este avança no terreno e começa a esticar a sua acção em apoio aos laterais. 




O FC Porto tinha posse de bola, mas limitava-se a trocar a mesma em frente dos centrais e a fazer lançamentos directos para a linha ofensiva. O Estoril com total domínio da situação a meio campo, avança para a “fase 2” do seu plano. Abre a linha de ataque, engatilha os extremos e começa a lançar bolas em profundidade para as costas da linha defensiva portista. 

E aqui o problema não é ter uma linha defensiva demasiado alta, embora contribua para o mesmo, mas sim, ter uma linha de meio campo demasiado baixa. Quase estavam sobrepostas, às vezes. O Estoril, primeiro, empurra a linha de meio campo do FC Porto para trás e, depois, aproveita o bloco defensivo alto do FC Porto para lançar raides atrás de raides. Ameaçou, primeiro, e cumpriu, depois. Aos 13 minutos, o Estoril marca em contra-ataque, mas o lance é bem anulado. Aos 15 minutos, Carlitos ganha uma falta inexistente à entrada da área, em sequência de mais um contra-ataque. Na transformação do livre, Steven Vitória não dá hipóteses a Helton e dá vantagem aos canários.

Injusto? Não. Merecido, até!

Aos 21 minutos, Licá volta a ameaçar em lance vistoso, mas o corpo de Alex Sandro evita o pior. Sempre em contra-ataque e sempre por sufoco da linha média do FC Porto.

É com o Estoril a ameaçar o 2-0 que o FC Porto é bafejado pela sorte. Aos 32 minutos de jogo, em mais um despejo para área, Jackson ganha a frente a Steven Vitória e aproveita a má saída do guarda redes do Estoril para fazer o empate. Só o poder alquímico de Jackson para transformar mais um lance de “futebol calhau” num golo que soube a ouro e caído do céu!

O Estoril sente o golo e perde a sua capacidade de sair para o contra-ataque. O FC Porto não melhora, mas pelo menos o golo de Jackson impôs o respeito e deixou a equipa menos pressionada pelo resultado.

Nova oportunidade só aos 40 minutos. E de bola parada, claro. Danilo cobra um livre a 30 metros da baliza, mas faz a bola a passar a rasar a trave da baliza do Estoril. Aos 43 minutos, Moutinho ensaia um remate na passada, mas o seu intento sai frouxo e é defendido.

Chega-se ao intervalo com um empate no marcador. 

No banco as soluções não abundam e ideias escasseiam.

Do intervalo vêm más notícias. Jackson sai por lesão o que causa um embaraço táctico de difícil resolução. A passagem de Varela para avançado centro é inatacável. Tirando a possibilidade de algum central com alma de avançado centro, Varela é o extremo que melhor características físicas tem para a posição. O que se estranha é a opção pela entrada de Defour. Se a ideia era soltar mais Danilo, estava condenada à partida. Jamais Danilo conseguiria carrilar jogo pelo flanco com a constante ameaça de um velocista a correr pelo seu flanco abaixo. O Estoril, ainda por cima, tinha logo três à escolha! O que resultou foi um meio campo ainda mais coxo, com Defour e Lucho a dividirem a olho responsabilidades no jogo interior e no flanco direito.

Se o jogo do FC Porto já era engasgado, com a ausência de Jackson e este embaraço táctico, deu um nó cego. Kelvin ainda tenta fazer uma gracinha na abertura do encontro, mas o jogo vira de vez para o lado Estorilista. Ao minuto 53, Luís Leal deixa dois sérios avisos e seguidos. Salva Helton.

O Estoril aperta o sufoco do meio campo defensivo do FC Porto e chega à vantagem num lance que tem tanto de caricato como de displicente. Bola bombeada para a área portista e, de frente para a bola e sem pressão alguma, Otamendi corta a bola com o braço na área. Surreal. Steven Vitória aproveita para recolocar o Estoril em vantagem no marcador.

Ainda demorou 5 minutos até chegar a reacção de Vítor Pereira. Apercebe-se, finalmente, do sarilho táctico que criou e resolve desfazer o que havia sido mal feito. Tira Fernando, completamente abstraído do jogo, e coloca Atsu no flanco. Recua Defour para 6 e volta a dar à equipa a sua configuração normal. É verdade que Atsu não trouxe nada ao jogo. Mais uma contribuição nula. Mas a sua entrada permitiu à equipa fluir no seu esquema táctico habitual e explanar de forma mais conveniente o seu jogo.





O meio campo do Estoril já acusa desgaste físico e o treinador vê-se forçado a mexer. O FC Porto aproveita para crescer no jogo. Aos 70 minutos, Lucho centra com critério e Moutinho, no segundo poste, desvia para a baliza, mas o guarda redes do Estoril defende para canto. Aos 74 minutos, Lucho e Danilo não atiram à baliza em boa posição. Aos 80 minutos, Alex Sandro cruza com qualidade, mas Lucho desperdiça atirando de cabeça ao lado. É o melhor período do FC Porto no jogo. Apesar de todas as vicissitudes, a equipa luta.




O prémio viria aos 85 minutos com um golaço de Moutinho! Do meio da rua, Moutinho enche o pé e premeia a alma da equipa. Do mal, o menos. O jogo termina pouco depois com um 2-2 retemperante.

O que fica deste jogo é um sério aviso à direcção da SAD e ao técnico. 

À direcção da SAD fica o recado de que as carências do plantel são evidentes e indisfarçáveis. 

A Vítor Pereira, se não consegue ajudar, ao menos que não (….).


Análises Individuais:

Helton – Valeu pelas duas defesas ao minuto 53 sobre Luís Leal. Se alguma daquelas duas bolas entrasse era o fim do jogo.

Danilo – Bom jogo ofensivo e algo titubeante a defender. Passou por dificuldades frente aos velocistas do clube da linha, mas é normal que assim fosse. A linha média portista em nada facilitou a vida aos seus defesas.

Alex Sandro – Boa recta final de partida que disfarça o mau arranque de jogo que teve. Viu-se que vinha de férias. Não foi o dínamo que costuma ser.

Mangala – O melhor do sector recuado. Autoritário e soberano, mesmo perante a velocidade de Luís Leal. Mais um bom jogo do Francês.

Otamendi – Tanta borrada parece impossível. Passou o jogo a dar balda atrás de balda. O penalti é só a cereja em cima do bolo. Um verdadeiro desastre. Nunca se entendeu com Luís Leal e a forma como se deixa antecipar na área aos 53 minutos por Luís Leal fazer a recarga ao seu próprio remate é inacreditável. O pior em campo e por longa margem.

Fernando – O único que fez Otamendi esforçar-se por ser o pior em campo. De que me lembre, foi o pior jogo que fez a 6. Recuou tanto para a linha dos centrais que mais parecia um libero que um 6. Muito errático no passe e sem vontade alguma de dar cobertura aos laterais. Parecia apostado em não correr mais que um metro e a gastar todas as suas energias a discutir com os árbitros.

Moutinho – Massacrado por um Fernando que se recusou a fazer o seu papel e por um Lucho incapaz de levar a equipa para frente. Tentou acorrer a tudo, como sempre, e até tentou ajudar Atsu a flanquear! Foi muito importante no período de maior acerto do FC Porto. Levou a equipa ao colo e marcou um golaço.

Lucho – Lucho já não é um grande médio ofensivo. Já não é um criativo de mão cheia. Já não desequilibra em todos os jogos, já não é plenamente mortífero ao pé da área. É cada vez mais um ser pensante que gere o futebol da equipa desde cá detrás. Nunca foi um 10, nem nos seus tempos áureos, muito menos é hoje. O FC Porto precisa de repensar o seu meio campo e a dinâmica que consegue gerar no jogo interior. Temos, cada vez, mais tracção atrás (Moutinho) e menos tracção à frente (Lucho). O que facilita muito a vida de quem defende.

Kelvin – Não fez um bom jogo, mas teve detalhes interessantes. Tem que mostrar o que sabe nos lances em que pode ganhar vantagem para equipa e não em todos os lances que disputa. Misturar mais o seu futebol. Centrar mais e melhor, passar mais e melhor e não abusar constantemente da finta. Tem talento.

Varela – A extremo foi mais que sofrível, com tantos passes errados que meteu dó. A avançado centro valeu pelo esforço e ganhou uma boa desculpa para continuar a não sair do sofrível.

Jackson – Atiram-lhe calhaus e devolve ouro. A equipa não lhe dá bolas, atira calhaus. O que vale é que o rapaz é tão bom jogador, que até assim marca. Para o serviço que tem, até mete pena o avançado centro que é!


Defour – Entrada absurdamente patética. Falhou passes de palmatória em transições em catadupa! Depois corre como um desvairado para trás, ao menos isso, mas não apaga a borrada. Atenua, quanto muito. A 6, tal a apatia de Fernando, fez um pouco melhor.

Atsu – Mais um jogo em que não ganhou um lance. Nada de proveitoso saiu do seu flanco. Nem uma finta conseguiu meter. Valeu abrir caminho para Alex Sandro e devolver a equipa à sua estrutura habitual.

Sebá – Voltou a mostrar que o seu valor não tem qualquer correspondência com o preço que o Cruzeiro lhe colou.


FICHA DE JOGO:



Estoril-FC Porto, 2-2

Taça da Liga, grupo A, segunda jornada

30 de Dezembro de 2012

Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril
Assistência: 3.287 espectadores

Árbitro: Paulo Batista (Portalegre)
Assistentes: Inácio Pereira e João Loureiro Dias
Quarto árbitro: Manuel Oliveira

ESTORIL: Mário Matos; Anderson, Bruno Miguel, Steven Vitória e Tiago Gomes; Gonçalo, João Coimbra (cap.) e Evandro; Carlitos, Luís Leal e Licá
Substituições: João Coimbra por Elizeu (69m), Luís Leal por Carlos Eduardo (85m) e Evandro por Pedro Henrique (90m)
Não utilizados: Vagner, Bruno Nascimento, Jefferson e Dieguinho
Treinador: Marco Silva

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Kelvin, Jackson e Varela
Substituições: Jackson por Defour (46m), Fernando por Atsu (67m) e Kelvin por Sebá (79m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Castro e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Steven Vitória, Jackson  e Moutinho.
Cartões amarelos: Danilo (14m), João Coimbra (21m), Lucho (26m), Steven Vitória (58m) e João Moutinho (90m+2)



Análise do treinador Vítor Pereira:


«Foi um jogo complicado, com uma boa equipa, bem organizada, com bons jogadores, competitivo, em que tivemos que ir buscá-lo ao nosso caráter como equipa. A qualidade neste relvado não é possível, são ressaltos e mais ressaltos. Não estou totalmente satisfeito porque queríamos a vitória, mas muito satisfeito com o comportamento da equipa e com o resultado, dependemos só de nos próprios para seguir em frente.»

Quando questionado sobre as dificuldades que o F Porto voltou a ter na Amoreira (na Liga também esteve a perder e venceu por 2-1, o treinador respondeu assim: «Quero ver uma equipa que chegue aqui e tenha facilidades. Em primeiro lugar porque o Estoril tem mérito na forma como está organizado. E depois porque é um terreno que têm que lá andar para perceberem como está. Uma equipa que queira jogar a um toque, dois toques, com ritmo, não consegue.»

O técnico mostra-se de resto confiante quanto ao apuramento na Taça da Liga na última jornada, frente ao V. Setúbal: «Em nossa casa julgo que temos argumentos e qualidade para definirmos a qualificação. O Setúbal é uma boa equipa, mas acredito que podemos conseguir a qualificação.»

Vítor Pereira optou por colocar em campo o seu melhor onze e explica a opção, quando lhe perguntam se isso revela uma maior aposta na Taça da Liga, em relação às outras épocas: «Fundamentalmente porque quero que a equipa tenha ritmo para os jogos que aí vêm. A paragem quebra um bocadinho o ritmo, naturalmente. Depois, porque saindo da Taça de Portugal não ficamos satisfeitos e queremos seguir nesta Taça da Liga e, se possível, vencer.»

A quebra de ritmo, diz por fim, é um «mal» da época: «Acontece em todas as equipas. É uma paragem que no nosso país é tradição, mas não há duvida nenhuma que quebra. E não é só isso. Os jogadores chegam três dias antes para preparar o jogo, é sempre um bocadinho complicado readquirir o nível que tinhamos antes da paragem. Mas penso que tambném veio na altura certa para podermos descansar um bocadinho e estar junto das famílias.»







Por: Breogán
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