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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Os 3 F’s, de Penalti! (Por Joker)




Tarzan, o Boi da Selva, sente-se prejudicado
Pensa que três penaltis, são só obra do Diabo
Não existiram, evidentes; foram simulações
O Matic e o Maxi, não mereciam as expulsões!

Foi tudo ganho, limpinho, sem intervenção capilar
O Careca, num jeitinho, só lá esteve para apitar
Num critério largo, conveniente, pr’a Inglês ver
E o Regime, indiferente, tudo pode pr’a vencer!

Com placagens, com rasteiras, com pisadelas
À Inglesa, limpinho, limpinho, sem esparrelas
Sem penaltis, sem expulsões, com obras d’arte
Com Capelas, sem sanções: um mundo à parte!

Para o seu Regime vencer, tudo é possível
Inventa apitos, outras escutas sem combustível
Raivoso que está, naquele jogo das evidências
Finge que dá, um só penalti, pr’as conveniências

De tão indecoroso, este campeonato das encomendas
Escondem o nervoso, nos seus túneis de prebendas
É assim que ganham, em novas falácias mentirosas
Que bem s’amanham, nas suas naftalinas resinosas!

Vai ser um cheiro dos Diabos, quando isto findar
A poeirada, os cheiros bafientos que vão voar
Cachecóis, bandeiras, panos vermelhos, e reservados
Capelões, freiras, padres, evangelhos, e outros prelados!

Tudo a rezar, com a sua bíblia escrita em aramaico
O Jesus no altar, a professar no seu verborraico:
Tudo limpinho, sempre acarditei, neste momento!
Lá vai o Regime: fado, futebol, e o seu sacramento!




Por: Joker

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O teorema do Regime. (Por Joker)




O Regime chegou ao fim
Nessa prova d’endurance
Aguenta-se c’o pasquim
A não revelar a nuance

Do penalti no final
Daquele preciso minuto
Perdiam o doutrinal
Pra continuar o tumulto

Vitimizando-se a rodos
Uma equipa perseguida
Por um árbitro sem modos
Qu’insiste em julgar com medida

A história do fora-de-jogo
Esquecidos os demais confrontos
Dos duplos penaltis do Cagoso
E do avanço de cinco pontos…

A equipa avassaladora
Imparável do Jesus
Acabou na centrifugadora
Sêca, sêca no quebra-luz!

Por isso s’apagaram as luzes
Pois sequinha já estava a louça
Há que poupar para as cruzes
De quatro milhões à queima-roupa!

Nisto o desespero, para mais poupar
Neste seco ano de austeridade
Corta-se a eito, no empatar
Vence-se, com jeito, com autoridade

Naquele apito do Almeida
Salvador, de tão estridente
Um árbitro de boa seiva
O Nuno? Pode ser, certamente!

E como a Europa é um encargo
Neste desígnio nacional
Quer-se começar o embargo
À competição internacional

Pois, apesar das várias frentes
Qu’ostentam com sentido orgulho
Só o Campeão interessa às gentes
Só isso justifica tanto barulho

Apesar da grã-vitória, na Liga Europa
Mijadinha, reza a história
Gloriosa, para a tropa
Triste memória, cantam vitória!!?

E a Liga dos Campeões?…
Em toda’as frentes! Cuspiu o Mestre!
Uma equipa d’alegres fanfarrões
C’os seus repentes, rumo ao desastre…

E esgotado, c’os recursos dos seus pasquins
Vive o Regime, nos cuidados intensivos
Tem-se alegre, na memória dos velhos botequins
Sente-se unânime, nos seus delírios paliativos…





Por: Joker

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O João?…Pode ser!!! (Por Joker)





O João queria ser, queria mais alto ascender
Queria viver na luz, queria servir a causa
A tropa enrubescer, com'uma águia, aprender
Virar Major de grã-cruz, lampião honoris causa

O destino foi-lhe pródigo, deu-lhe mais do que sonhara
Encarreirou n'arbitragem, como uma lança em África
Nascera no Sado, a propósito, ainda bem longe do Sara
Terra da melhor amostragem: paixão, lucílio! Uma fábrica!

Como militar experiente, especialista em minas e armadilhas
Arquitecto dos melhores túneis, de dúbias missões, rastejante 
Fez-se vermelho dirigente, co'um daqueles relatórios às antigas
Anunciante dos melhores bordeis: somos campeões do antigamente!

A prática fez-se a contado, mais sonegando em penaltis e cartões
Contra o clube do norte, tudo valia para impor o seu primado
Queria mostrar-se prendado, digno dos maravedis e condecorações
Nisso se tinha em sorte, dotado a general-de-mão, aclamado!

Favorito do sistema, com todas as notas de curso em alta
Estudioso dos tratados, um militar sabido e operacional
Resolve qualquer problema, pra sua ascensão à ribalta
É o cabo-dos-trabalhos, mete-a-mão com sentido vocacional

Um nome que se recorda, nas conversas d'esquina ou telefone
O João? Pois, pode ser! É um bom-rapaz, militar às direitas!
Um apitador de calhorda, favorito dos registos do microfone
Um nome d'enobrecer, militar de cartaz, d'obras feitas!

E na sua despedida, mais do mesmo, na sua rajada do adeus
Três foras-de-jogo gritantes, duas explusões manifestas
Vista-grossa da sentida, sentido apego pela dor dos seus
Pelos lampiões pujantes, com vitórias escritas e festas

Se até a Liga o adivinhava, no seu site institucional?!
Estava escrito: era o desígnio, o arrebitar desta Nação!
Tudo se conjugava: a equipa maravilha e o seu adicional
Um gabarito o vatícinio, fidedigna imagem da instituição...


O orelhas queria o João, e o velho Major já o promovera
A velhinha cooptação militar, para o capitão ascender
A Árbitro de solução, a protector desta pilhéria
Num saloio sibilar: O João? O João...pode ser!!!





Por: Joker
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