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domingo, 15 de julho de 2012

Futebol, Pré-Época: Évian 0 - 1 FC Porto (Crónica)









Não foi um bom jogo, mas foi um bom teste. O estudo correcto deste jogo poderá ser fundamental para a nossa caminhada.
O Évian tem bons predicados para esta nossa auto-avaliação. É uma equipa que defende à Uruguaia, ou seja, com número e com solidariedade e ataca à boa maneira francesa, rápido e vertical. É uma equipa competitiva e pontuada de alguns bons jogadores.






Defensivamente, de forma genérica, o FC Porto cumpriu os objectivos para este jogo. Existiram falhas individuais, notou-se a fraqueza das adaptações forçadas nas laterais, o desgaste com o decorrer do jogo foi notório e quando se procederam às substituições a coesão defensiva decaiu. Tudo aceitável se se considerar a fase da época, a carga de trabalho e as ausências forçadas do grupo.

Há aspectos que até são bem positivos. A pressão defensiva do FC Porto é boa, a organização nas bolas paradas defensivas tem sido bastante boa, mesmo após as substituições.

Onde o FC Porto revela maior deficiência é no processo ofensivo, mais concretamente, na construção do processo ofensivo. Falta criatividade, falta repentismo, falta assombro no ataque ao adversário e à baliza. A zona interior, o corredor central, destaca-se na pobreza de criação de futebol ofensivo. É uma situação que já não é nova no comando do Vítor Pereira.








Mais que qualquer transferência, mais que qualquer retorno de quem ainda não está a trabalhar com o grupo, a construção de jogo do FC Porto está à espera de uma transferência que só Vítor Pereira pode fazer: passar, em definitivo, James dos flancos para a zona interior. Até lá, a não ser que ainda chegue um jogador para essa função, o FC Porto será intermitente. A intermitência coincidirá com James estar em terrenos interiores (acende) ou no flanco (apaga).





Lucho já não consegue dar à equipa uma capacidade criadora constante e avassaladora naquela posição. É um jogador que não se esconde, mas também não procura o choque, o um para um, o arriscar. É um jogador de passe e cobertura táctica. O FC Porto precisa ali de um dínamo diferente, mais voltaico e mais nervoso.


Breves análises individuais:

Helton - Parou tudo o que lhe chegou. Parou e agarrou.

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