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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Realidade paralela



Realidade paralela 

Tem-se a "verdade desportiva"
Na pena de jornalistas, 
Nist'os maiores moralistas 
Na sua associação corporativa!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

sábado, 3 de dezembro de 2016

Fatalidade



FATALIDADE

Olh'a novidade:
Perdeu o benfica!!?
Quem é qu'acredita
Em tal fatalidade?!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Negócios Da China

Sr. 50 Milhões!


Saiu pelos cinquenta?
E com pêlo na venta!
Não foi por metade?
Já tinha uma certa idade!…
O David Luiz é que deu lucro!
A Bola diz que foi pelo quíntuplo!

Que grande negócio!
Da China, a propósito!
Cinquenta milhões!
For’os melões!
O Presidente jurou!
E o negócio salvou!

Mas temos activo!?
130 milhões, mais o Salvio!
O valor total?
Não, o negócio ideal!
Que recusámos no verão!
Pel’o objectivo: campeão!

E agora sem o Sérvio?
Temos lá outro médio!
De posição?
Não!…
Ah, o Manel?
O melhor do plantel!?

Tinha de ter dez vidas!
Por razões conhecidas!
E a equipa B?
E a benfica TV?
Temos soluções internas!
E as contas enfermas?

É, o ROC fugiu!
Alguém o viu?
E assinou o relatório?
Do buraco provisório?
As receitas são vastas!
Auditadas por castas!

Somos um colosso!
Mesmo perdend’o reforço!
Viste o trajecto fúnebre?
O Eusébio tudo une!
E parou a cidade!
E a passagem na edilidade?

E se fosse do Porto?
No Panteão, moço?
Sim, também era unânime?
Não sejas pusilânime!
E se fosse o Eça?
O que fez, uma peça?

E internacionalizações?
Sem golos nas seleções?
E nem foi do benfica!
E nem tinha a mística!
Só escrevia romances!?
E as fintas, outros lances?

E agora a poetisa!
Quem se acha, a Mona Lisa?
Para perto do Eusébio!?
Cruzes, credo!!!
E era a mãe do tripeiro!?
Que Panteão corriqueiro!!!

O que vale é o negócio!
É isso, sócio!!!
Por metade…
É a verdade!

E agor’a naftalina?
É o negócio da China!






Por: Joker

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Campeão D’inverno

Soares "Eusébio" Dias


Depois d’esta enxurrada
De chuva e carpideiras
Fechadas são as torneiras
Para enxugar a enseada

Deste mar de vermelho
Que tudo transbordou
Até ao panteão chegou…
Passando pelo “concelho”!

Uma festa de despedida
Ao seu ícone reservado
Foi o momento ousado
Pr’a levar o Porto de vencida!

A este Porto sem ousadia
Sem chama e sem coragem!
Passando pr’a outra margem
Apenas a letargia!

E agora passamos a ponte
C’o as calças na mão!
Deixando-nos a sensação
Do vazio no horizonte

E até os outros se permitem
Encher de novo o peito!
Ganhando, “levam tud’a eito”!
E já campeões se definem!

E mais, até o mestre da táctica
Ousa afirmar nesse “apogeu”:
Seria campeão europeu!!!
Se não vendesse por política!

É que ganhando um em quatro
Faria melhor lá por fora!
S’os mantivesse na hora!
E jogasse c’os vinte e quatro!

É assim o benfica!
Nestes momentos de glória!
São campeões da memória
E a fanfarronice é que fica!

Daí a minha esperança
D’os ver perder de novo!
Pois noto nisso o seu logro
Querendo com tanta ânsia!

E nestas pequenas conquistas
Sobre o seu eterno rival
Largam a festa, o arraial!
E alargam-se nas suas vistas!

São campeões d’inverno!
Título não oficial…
Não o contabilizem, por tal
Qu’o pecúlio ainda é pequeno!

Pois, muita água vai correr
Na força desses estreitos
Que lá pr’a Maio, os leitos
Se vão por certo, encher!

E vendidas essas searas
Pelo preço das cláusulas!?
Daí virão as causas
Par’as próximas enxurradas!

E depois vistas à mingua
O valor das sementeiras
Vão justificar-se das eiras
Na sua pródiga má-lingua!

Pois já s’adivinhav’o lucro
Exponencial no pasquim!
Fazendo alarde e festim!
Por tal negócio chorudo!

Afinal vai por metade
A pérola do vale da Luz!
O qu’a sementeira produz
Não val’a finalidade!

E s’e depois lá pr’a primavera
Recolherem o habitual
Não venham falar-nos mal
Do tempo qu’era uma quimera!

Ai, se não fossem vendidos…
O Matic e o Daviz Luiz!
O Witsel e o Ramirez!
Quantos campeonatos perdidos!

É o jeito de contabilizar
O que se vende, não o que s’investe
E nisso o qu’o passivo cresce!!!
No “campeão” que tarda em chegar!

Por isso que ganhem esse ceptro
E façam essa festa antecipada!
Que lá pr’a trigésima jornada
O governo aprovará novo decreto:

Qu’os jogos acabem aos noventa
E o campeonato à primeira volta!
O campeão, no inverno s’ostenta!
Proibindo-se a reviravolta!?






Por: Joker

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A Religião Do Povo

Aleluia!


Segundo o Papa Francisco
O inferno já não é um dado!
O pecado, ali mora ao lado!
E ninguém tem a ver com isso!

Já s’admitem outras tendências
Sexuais e d´outras parecenças
Não há quais reticências…
É uma nova igreja em crenças!

O Mundo está em transformação
Já ninguém arde no inferno!
O castigo já não é eterno!
Uma nova idade da razão?

Mas nem tod’o mundo evolui
Há uma aldeia irredutível!
À beira-Tejo, o desnível
Mantém-se no rio que não flui!

Tudo permanece parado, intacto!
Desd’os tempos dos romanos
Quando invadidos, lutámos!
P’lo nosso reino transacto!

Nós lusitanos sem governo
A quem a civilização moldava
Na pax romana, teimava
Apontar ao seu desgoverno!

E avançando no tempo
Por uma doutrina cristã
Aos mouros sacámos terra-chã!
Para se construir o templo!

E nessa doutrina dogmática
Unificámos novo país
Portugueses, ao que se diz
Evoluindo na sua prática!

E depois de longa Monarquia
Enraizada em oito séculos
Republicanos de novos métodos
Tomaram o país que se queria!

E tornado o Estado laico
Quase anti-clerical!
O método do Marquês de Pombal
Revela-se caótico e arcaico!

O povo precisa da fé!
Uns ícones a quem professar
E nessa República, orar…
Era coisa menos do que é!

Por isso o Estado Novo
Fazendo o papel da República
Assume a coisa pública
E cria a religião do povo!

Os três efes vêm substituir
O velho símbolo real
Cristo, tem concorrência igual
E Fátima pode então, surgir!

E como nem só de religião
Vive o santo povo ignaro
Há que edificar o amparo
Na voz que sai da multidão!

E o fado elege-se canção
Nacional, vindo de Lisboa!
Ah, mas que musica tão boa
Que s’ouve perto do panteão!

A Graça até está ali ao lado
E tudo cai no mesmo encanto
Quando eis, que não o espanto!
O Eusébio marca e levant’o estádio!

E tudo se conjuga em milagre
Na pátria do obscurantismo
O último bastião do colonialismo!
Propaga-se em maior vaidade!

E usa um mestiço no feito
Mundial, nos anos sessenta!
O benfica, a selecção ostenta!
O símbolo qu’então traz ao peito!

As quinas, têm-se lá alto!
O terceiro lugar no mundial!
O benfica europeu, natural!
O regime vive sem sobressalto!

E ainda qu’a guerra assole
Este pequeno país de curtas vistas
Mantêm-se nessas conquistas
À espera qu’o tempo melhore!

E os símbolos lá se perpetuam
No burgo, sem os exportar!
O ouro teima em ficar
Nas reservas que se acumulam!

Por isso a Amália era nossa
E o Eusébio era intransferível
A Irmão Lúcia que de tão crível
Mantinha-se em silêncio à força!

E caído o terceiro segredo
O mundo permanece igual!
Parado continua Portugal
Na política qu’é o seu degredo!

E saídos da “revolução”
Dos cravos tomados por armas!
Somamos então novas “reformas”
E o país soma nova razão?

Não, há apenas um abano
E voltamos à estaca zero!
E tudo somado ao Euro
Nos deixa limpos até ao tutano!

Só há uma coisa que muda
Neste universo regional
Um clube, assume-se mundial!
E então é um Deus nos acuda!!!

As estruturas mostram-se incrédulas
Não é possível fugir ao destino!
Como pode o clube tão pequenino
Ganhar muito mais que elas?!

É a derrocada do regime
Que nessa pequena viragem
Continua em libertinagem
Apesar d’orçamento firme!

E aproveitando a ocasião
Da morte do último dos santos
Se lembra de cantar novos salmos
Pr’o povo saber do panteão!

É que o significado é solene
Não é o “toma lá dá cá”!
“O Eusébio ao panteão, já!”
É escrito em terminologia funebre!

E é um resuscitar dos mitos!
O país não perdeu identidade
Portugal vive na posterioridade!
Do nosso Senhor dos aflitos!

E eis que chegad’os ao jogo
Tudo serve par’as equéxias!
Nessas eternas prosopopéias
Desta religião do povo!


* O autor insiste em reafirmar que respeita todos os princípios e práticas religiosas, mas há limites para a crença nas velhas práticas, pensa o mesmo de que…Obrigado!






Por: Joker

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Obras De Santa Engrácia

Santa Engrácia


Finalmente, o consenso
No hemiciclo nacional!
Traslada-se por apenso
Ao Panteão de Portugal!

E nem é preciso tempo
A que o nojo respeite!
25 anos ao relento
A qu’um herói se sujeite?

É pois forçad’a espera
A qu’a Aquilino levou!
S’a fadista Severa
Por lá nem se sepultou?

Eram outras épocas
A qu’a ciência votava!
Ou essa arte dos estetas
A que só a pintura chegava!

Hoje tudo é democrático
Na heroicidade dos portugueses
S’até o conteúdo socrático
Lev’os políticos, por vezes!

E aderem à causa nacional
Por força de terem ouvido
O Eusébio marcar, por Portugal
Nesse jogo sofrido…

Ia a caminho da escola
Num Sábado da Covilhã!
Quando ouviu, na bola
A sua alegria mais sã!

O Eusébio marcara por quatro!
E o menino volvia-se benfiquista
E então sonhara, sensato:
Um dia vou ser um sofista!

Mas antes serei Engenheiro
De obra já feita, moderna!
E então serei o primeiro
Ministro da escola fraterna!

Pois quem estuda ao Sábado
Merece ser Mestre, Doutor!
Um ecologista, um sábio!
Filósofo e comentador!

E s’o critério bem serve
Pr’o futebolista excelente
Porque não se vota, por breve
Um espaço pr’o dirigente?

O Panteão bem merece
Por este critério aberto
Que lá repouse, quem serve
Com tamanho projecto!?

E que se vote a omissão
Da “mortis causa”
E que s’abra o Panteão
Por “honoris causa”!

Aos vivos já mortos
Pejados desta sabedoria
Que nos têm absortos
Na sua enorme “mestria”!

E alarguemos as obras
De Santa Ingrácia!
Pr’a sepultar estas “trovas”
Da nossa desgraça!

E que caibam lá todos
Estes “nobres” portugueses
Viv’os ou mortos!
São heróis “burgueses”!

Por isso há consenso
Na classe política!
Tanto tempo, tenso…
Que só o Eusébio agita!

E viva a República
Nesta grande lição!
A actividade lúdica
Também vai ao Panteão!

E na manifestação do povo
Se deposita o orgulho!
Traslada-se de novo….
É encher d’entulho!

E o homem modesto
Serve o momento crítico!
Eusébio, foi lesto
No seu depósito criptíco!

Pois isso ganha votos
Isso ganha ovação!
Pr’a quê esperar por outros?
O Saramago, não?!

E é estender o luto
Pr’a apressar o decreto
Eusébio é um grande trunfo!
E o Panteão, tão perto…






Por: Joker

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Heliocentrismo

Obrigado, Mestre!
Obrigado, Mestre!

Por ti, Zé do Boné!
Qu’em ti também s’adequa
Ganhar o sol e a lua
Ou as pirâmides de Gizé!

Pois também simbolizaste
A nossa força motriz
Devolvendo-nos o cariz
Do Porto que transformaste!

E passando aquela ponte
Já não tínhamos receio
De estar a perder a meio
Do caminho até à “fonte”!

Era velho o centralismo
Que construía as pontes
Para, aproximando os montes
Decretar o seu heroísmo!

E nisto, essa paisagem
Que gravitava no país
Er’a a razão, a raíz
De ser de Lisboa, a pajem!

O mundo era imperial
O universo geocêntrico!
E não fôra por Copérnico
Lisboa era o espaço-sideral!

Mas os livres-pensadores
Mesmo sob o jugo da morte
Têm da verdade, a sorte
Qu’os faz viver percursores!

E ousando ir mais além
Ousam contestar o sistema!
Qu’aí só existia em teorema!?
Dispondo-se a provar qu’o “amén”

É sofismo de quem renuncia
A viver em total liberdade
Tomando em suas mãos a verdade
Ousando afirmá-la um dia!

E mesmo perant’os inquisidores
Ousam provar qu’o mérito!
Não é um adquirido direito
E serve apenas aos melhores!

E ousando atravessar o rio!
Pedroto, afirma-se libertário
Vencendo torna-s’o alvo primário
Do sistema vivente do bafio!

Por isso é perseguido à vez
Por mil rostos encapuzados
Perdid’os privilégios doados
Procuram destruí-lo no que fez!…

E o homem morre antes do tempo
De ver singrar a sua obra-prima!
O tempo tudo apazigua e afirma:
É a terra que faz o movimento!

E desmistificado o sofisma
Toda a cadeia se faz ruir
Um novo mundo se faz surgir
Nessa liberdade sem cisma!

E recomposto o universo
Na sua tese verdadeira
O mestre da tese certeira
É relembrado no momento certo!

Pois choram a morte da pantera
Dos tempos em que viveu, cinzentos
Que não tendo culpa desses tempos
Marcou a ouro essa era!

E fazendo gáudio desses feitos
Do homem simples e genuíno
Querem fazer dele o seu hino
Pr’a nos subjugarem em defeitos!

E querendo honrar o seu nome
Procuram relembrá-lo nacional
Esquecendo-se qu’o benfica, por sinal
Foi a quem beneficiou em maior renome!

E nesta homenagem extensiva
Assente numa histeria populista
Tudo é capitalizado à vista
Pr’a ser usado em expectativa!

Querem vencer a todo o custo
Mesmo pelas piores razões!
O qu’interessa nas acções
Sem gratificação ou “tusto”?

O qu’interessa é montar o circo
Pr’a se demonstrar “grandiosidade”
E nisso mostrar a unicidade
Deste “universo” firme e hirto!

Mas tudo não passa duma fábula
O universo tem natureza quântica
E o qu’o da Silva diz é semântica!
O mestre o demonstrou sem cábula!

O universo benfiquista é fátuo
Vive de pressupostos errados!
Têm valores mal calculados:
O universo não tem chão ou tecto!

Por isso é tudo bazófias
De se acharem muitos milhões
Se tudo se reconduz aos fotões
O que dizem não passa de anedotas!

E o mestre já o provara!
Quando atravessou o Douro!
O sol então brilhava mouro
E a terra ainda era fixa e chata!

E o sol tornou-se cadente!
E nada voltou ao seu “sitio”!
O benfica acabou, é mito!
Brilhand’o astro pr’a tod’a gente!


Obrigado, José Maria Pedroto!






Por: Joker

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

África Minha

Eus%C3%A9bio+-+1966+-+o+choro+de+eus%C3%A9bio


Vivi em África momentos
Com’os que Karen escreveu
Conheço o sol e o breu
E o silêncio dos tempos…

Que nesse terra s’escuta
No compasso dos sons
Que proliferam, quais dons!
Por essa terra acústica

E nesse perfume audível
Que sufraguei em tais tempos
Tenh’os sentidos, tão lentos
Por lá me ter, invisível

E transportado à génese
Da criação em tal terra
Sei a razão que s’encerra
Ao africano, por tese

E nessa correlação
Entr’a terra e o homem
É a humildade, o “nomem” 
Na sua justa lição!

Pois o homem é parte
Desse legado, do todo:
A terra, a água, o ar, o fogo!
Outro elemento, por arte!

Pois da sua recomposição
A soma afigura-se maior
Não send’o centro, o melhor
É a sua criação!

E nisso se projecta o ser
Em que africano se sente
E se genial, não mente:
É-o por outro poder!

E o homem feito pantera
Na sua força e agilidade
Espanta essa humanidade
Desde esta terra austera

É um africano europeu
Projectado no império!
E voa a outro hemisfério
Por um regime que não é seu!

Colonial e segregacionista
Permite-lhe a ele negro!
Ser o seu rosto coevo
Por sua amostra benquista!

E eleva-se a esse mundo
Como o símbolo nacional
Do benfiquismo mundial!
Um africano oriundo…

E vive a sua glória
Nessa maior humildade
O que pr’a ele é a verdade:
Sem o futebol qu’outra história?

E nessa sabedoria
Tenta o caminhar por justo
Pr’a novos mundos, a custo
Mas é tido em alforria!

É o símbolo do regime
Antes de ser da nação!
E aqui se toma a benção
Do que Salazar define!

E já depois dessa glória
Sugado na sua força
É largado nessa “roça”
Pr’o trabalho sem compulsória!

E esquecido pl’o povo
Na sua quasi-pobreza
É resgatado, com firmeza
Por um presidente novo

Que tem nisso o seu proveito
Na sua gestão ruinosa
Eusébio, é a sua obra
Não o Mantorras, desfeito…

E nisso há que enaltece-lo
Por ter libertado um herói
Porque a pátria se constrói
Nas memórias do apelo!

E hoje, depois de morto
Outro resgate s’opera
O regime ainda prospera
Num africano oposto!

E tem sede no panteão
Dos maiores heróis da pátria!
Sem lamúrias ou idolatria
Por sentimento e razão!

E sendo futebolista
Nunca tentou ser perfeito!
Nessa humildade, o defeito
Para o retrato d’artista!

Pois, o africano é fidedigno
Tem-se quase por transparente
E foi num retrato comovente
Que d’Eusébio, se fez um hino!






Por: Joker

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Pantera Negra.



Morreu a pantera negra
Esse “felino” africano!
O homem qu’hoje sossega
É um ícone sobre-humano!

Arrebatado por dois regimes
Para sua prova existencial!
Teve nos seus pés sublimes
A equiparação “imperial”!

Pois nascido moçambicano
Negro, pobre e sem esperança
Foi o maior rosto lusitano
Até ond’a vista alcança!

Foi Eusébio, Portugal!
A sua lenda africana
A qu’o regime paternal
Tomou pr’a sua hosana!

E impedido de vingar
Por outras terras e salários!
Foi obrigado a ficar…
Pelos ditames totalitários!

Pois o seu clube er’o estado
Nas cores d’agremiação!
Sendo apenas dispensado
Quando já não servia à situação!

E então foi vê-lo arrastar-se
Pelos fardos secundários!
Não fosse a instituição cuidar-se
Dos seus joelhos refractários!

E tod’a esta rábula
Teria maior desenlace?
Se fosse o sporting a tábua
Pr’o seu ingresso na classe?

Teria uma história igual
De desprezo e resgate?
Um ícone de Portugal
Depois d’a indigência que baste?

E este choro compulsivo
Melodramático e histérico!?
É verdadeiramente sentido
Ou tem um propósito homérico?

Querem resuscitar o semblante
Do Portugal do outrora?
No morto que foi um gigante
Deste país que só chora!?

Porque não agraciamos os vivos
Dando o valor de quem é?
Que só morrendo são queridos:
São árvores, morrem de pé!?

Uma hipocrisia colectiva
Neste país monopolista
Onde até ao defunto se priva
Uma cerimónia intimista!

Choramos baba e ranho
Por esse herói tão discreto
Qu’este luto tamanho
Também visou o intelecto!

O Nóbel da Literatura
Não teve três, mas só dois!
O luto não serve a cultura:
É o futebol, e ó “despois”?

E o herói que mesmo morto
É maior qu’a Nação!
Vai servindo d’entreposto
Par’o preparo do Dragão!

É qu’o que interessa é o jogo
Que se prepara, ardente…
Servind’o óbito de fogo
Nas tentações de tanta gente!

E se respeitam o homem
Mais qu’o jogador ou a lenda!
De parcimónia se tomem
E não o usem na “contenda”!

Pois tudo não passa dum jogo
No descampado da vida
Ond’o homem, no seu arrojo
A deve levar por vencida…

E tenho a plena certeza
Qu’a pantera a venceu
No seu jogo, a proeza:
Viveu como morreu!



Por: Joker

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cuspo



Então cuspiste, que querias?
Não ser suspenso, em sumário?
S’aos polícias tu batias…
Não vês que foste perdulário?

Pr’a próxima arreia, não cuspas!
Atira-te à autoridade!
Aos socos, agarrões, sem escusas!
Isso, sim, dá-te notoriedade!

Não cuspas, estás de azul e branco!
Se cuspires, traja outra cor
Não vês qu’esse cuspo causa espanto!?
De vermelho até parece suor!

Por isso a diferença s’aceita
Condenando um, absolvendo outro
Na luz, já não sobr’a receita
E o Porto tem de sobra, o ouro!

E a Justiça tem que ser eficaz
E tu és um bandido à solta!
Se jogas nas quinas, rapaz
É por redundância e sobra!

Tens que ser condenado
Rápida e eficazmente!
Um exemplo deste campeonato
A fazer lembrar o antigamente!

E não te queixes da igualdade
Olha que Jesus é profeta!
Como condenar a deidade
Neste campeonato de letra?

A Justiça de Deus é divina
E pode fazê-la c’as próprias mãos
Os exemplos vindos de cima
Comprovam a igualdade, irmãos!

E se noutros assuntos reincide
Sempre se salva, imaculado
Jesus da justiça prescinde
Que no precedente, está julgado!

O Cuspo é coisa de nojo!
Um crime de lesa-majestade!
Querias cometer tal arrojo
E seres julgado, mais tarde?

Lá pr’o verão, também querias?
O que no teu crime, é adiamento!
Pleitear por essas vias…
É razão maior pr’o agravamento!!!




Por: Joker

sábado, 5 de outubro de 2013

O Papado!



Foi o Orelhas, deslumbrado
Visitar a cidade da luz!
O seu percurso dourado
Sonha c’a final, Jasus!?

E não contente c’o sonho
Investe p’la cidade ousado
Tem o seu Deus por patrono
E Saint-Germain é renegado!

E de peito cheio, no Parque
À vista dos seus seguidores
Faz a sua reza, com arte…
A missa, não mostr’os louvores!

E nisto o franco Santo ordena-se
Convertendo todos, um a um
E nesse belo latim, confessa-se:
Lignum tortum haud unquam rectum!

E nisto, cai o Santo do altar
E toda a liturgia s’objecta
Como continuar a pagar…
Quatro milhões ao profeta?

Só pr’a anunciar o dilúvio?
Questiona-se o Il Osservatore!?
Mais vale pagar ao Vitrúvio
Pr’a nos construir algo melhor…

E todo a Cúria abana
Nos Paços da Travessa Queimada
Até o Delgado reclama
Que não passa mais uma jornada!

E logo o Monsenhor Manhoso
Nos põe água na fervura
O dilúvio não é pantanoso
Ainda sobra espaço e altura!

E quase perdidos na fé
De lá atingirem o Nirvana
Jesus, que não o de Nazaré
Na Grécia, vê a salvação eterna!

Afinal, está lá o Roberto!
O Milagreiro do fundo!
O pescador do mar aberto
É a nova ‘sperança do mundo!

E d’alento na sede episcopal
Jesus, tem-se em renovada fé
O Papa, tev’a sua besta infernal
Mas,  sabe-se irresoluto e crê:

Qu’a vida tem a sua própria volta
E não há acção sem consequência
A fé, se colocada à prova
Torneia-se na sua maior referência

Por isso, que continuem a rezar
Na fé dos autos dos pasquins
O caminho, não visa esse altar
E a luz não vem dos querubins!

S’o desejo é ascender aos céus
A fé é sustentada no labor
Bazófias, servem os “fariseus”
Qu’o jogo é obra do criador!




Por: Joker

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Presidente-Honorário.


Isto não há Direito!?
Condenaram o Azevedo!
A 10 anos, a eito?
O Presidente sem medo?

Cortou c'Olivedesportos!
Aplaudido bem de pé
Nas Assembleias a votos!
O percutor do banzé!

S'a vontade era geral
O homem não podia ganhar?
Intermediário, sem mal!?
Nas transações a dobrar?

Era levado em ombros!
E só perdeu pr'o Jardel!
Mais uns aninhos, e escombros
Encontrariam na Babel!

Felizmente qu'o Vilarinho
Bebera bem nesse dia
Uma inspiração no vinho
Presidente, quem diria?

Uma pena, a destruição
Dessa grande equipa
O Minto, a contratação!
Tahar, o grande califa!

E o coveiro do Amaral?
A grande aposta do Vale
Se era para enterrar
A comissão é pra quem sabe!?

10 anos, um tempo injusto
Sem provas de falcatruas!?
O homem devia ter um busto
Em estátua, por tod'as ruas!

Que pairam lá por Carnide
Bem perto do clube de cricket 
Onde fez a escolha do NIB
Que logo lhe pagou o ticket!

Viajando a terras de Sua Majestade
Como cidadão de primeira classe
Esperando a passagem da tempestade
Para regressar c'outra face!

O problema é que que se deu mal
Não c'o aquele clima cinzento
Mas com a petição sazonal
Qu'o havia de trazer por dentro!

É que o benfica tem muita força
É o mais maior do mundo
E se tens que alguém que te ouça
Confessa-te, és já um defunto!

Pois meteste-te com a Instituição
E na forma maior de Presidente
Não sabes qu'acabas na prisão
Se não tiveres escola antecedente?

Ah, só a conheceste a posteriori?
Pois, na dúvida pergunta à Morgado
Qu'o Crime praticado a priori
Não conta, é amnistiado!

Mesmo que arrombes o barracão!
Ou assaltes o camião!
Não, não és nunca ladrão!
Isso não serv'a Instituição!

Por isso foste condenado!
Por mal escolheres o momento
Hoje podias estar condecorado
E não veres o benfica, dentro!

Mesmo que seja na box
Paga em módica quantia
12 Jogos em casa, e a Fox!?
Vão dar-te a maior alegria!

Porqu'o benfica rompeu
E tu foste o visionário!
Devias estar isento, meu!?
Como assinante-honorário!



Por: Joker

terça-feira, 25 de junho de 2013

O ponta-de-lança!



Diz-se equidistante
Um Presidente de todos
Nessa Liga litigante
Intercede, pelos jogos

Que gosta de manipular
Como naquele resultado final
Invertendo o placar
No seu site institucional

O resultado empatado
Mostrava-se bem alterado
C’o triunfo encarnado
O seu desejo consumado?

Queria limpar o passado
Na votação da assembleia
Promovendo o condenado
À primeira, à boleia!

Sem definições financeiras
Compromissos de raiz
Largand’o Boavista, nas eiras
Para sobressair de cariz

Esquecendo-se do processo
Votado à revelia
Por desejo encarnado
Na reunião d’aleivosia

Quase tomando d’assalto
A sede da Federação
Decidiram o processo, por alto
Descendo o Boavista, de escalão

Na sede de Recurso do Costa
O peão-de-brega do regime
Suspendendo, sem resposta
O Presidente do clube sublime

Por suspeita de corrupção
Não provada judicialmente
Tomada a “justiça” na sua mão
Levou o Boavista à tangente

Pelo meio deu o campeonato
Ao seu clube arregimentado
Supendendo jogadores, no acto
Em claro benefício encarnado

E agora vem este ponta-de-lança
Proclamar a reabilitação
Do Boavista, co’uma esperança
Pr´o seu clube ser o campeão!

E se a coisa não vai por aí
Vai ao centro de poder
Interceder c’o seu jeito de Siri
Os direitos (televisivos) são o seu querer!

Não tanto por si ou outros emblemas
O seu interesse é bem claro
Quer o benfica sem problemas
Nesses direitos, o dinheiro é raro!

Pois a aposta foi muito alta
Pr’o clube das postas de pescada
E a parada vai ficar bem cara
Correndo o risco de ficar sem nada!

Por isso o ponta-de-lança
Anda a a ver se marca golos
É a sua última esperança
Do clube gerido por tolos!

Queriam monopolizar o mercado
Definir o seu e dos outros
Os outros recebiam o trocado
Eles recebiam os (L)ouros!

Agora têm a benfica TV
Para transmitir com “verdade”
Na luz vai ser o que se vê!
O exemplo maior da “liberdade”!

Nem o Colaço lá vai faltar
Nos seus comentários aziados
Se o benfica não voltar a ganhar
Contam c’os movimentos armados!

E o dinheiro que vai jorrar?
Nas subscrições e na publicidade?
O Gigante vai finalmente acordar!
Milhões serão a sua (Alta) Fidelidade!

E nisto o ponta-de-lança vasculha
Nervoso, p’lo golinho da ordem
De cabeça, no seu jeito trafulha
Pois sente que, no desconto(s) se F****!



Por: Joker

terça-feira, 4 de junho de 2013

CAMPEÕES!!!! (Por Joker)



É por demais nas derrotas
Muito mais que nas vitórias
Que s’arregimentam tropas
Para edificar outras histórias

Um campeão é abnegado
Confrontado c’o infortúnio
Mantém-se sempre soldado
Não deserta, é um púnico!

Aníbal passou os Alpes
Depois de chorar desfeitas
Levando corpos e escalpes
Deixando Roma em maleitas

E é nos momentos sagrados
Onde o azar nos derrota
Que vivos, somos levados
A outra contenda, à desforra

Firmes, no nosso posto
C’o inimigo exultante
Disso tomamos o gosto
Pra outro passo brilhante

Honramos os adversários
Nas derrotas e vitórias
Não somos refractários
Iguais aos d’outras memórias

Aceitamos o desfecho
Nessa decisão ingrata
Deus é mestre do gesto
Que dá vida e, depois mata

O importante é manter
As fileiras com moral
Pois vencer e perder
Pra quem luta, é natural

É no gesto, no trato
N’atitude, na decisão
Que se forja o novo facto
Em respeito e gratidão

E ninguém vence sempre
Ninguém vence o tempo todo
E nas derrotas s’aprende
Que pra vencer, só o denodo

A garra e a determinação
Cri’o hábito, a cultura
De perder com educação
Ou ganhar em compostura!



Por: Joker

domingo, 2 de junho de 2013

Para-ty, com amor…




Gosto muito de ti
Que até m’esqueço
Que vencer, paraty
Foi só o começo…

Declaro-me 
Publicamente!
Separo-me
Do dirigente…

Neste amor
doentio…
A nota d’observador
Um brio!

A “cabeça” do Luisão
No gesto do campeonato!
Num encosto dessa mão
O amor consumado no acto!

E aquela expulsão no Bessa?
C’o Deco levado na torna
Julgado numa sentença
Pr’a aproveitar a retoma? (Olhó PIB!?)

E apitar o seu clube
Em jornadas consecutivas?
Naquelas escutas do youtube
Não aparecem sugeridas?

Ah, pois era o escolhido
Para a meia-final
Da Taça, o sugerido
Do clube da capital!

Até as notas elevaram
Pr’a não o deixarem cair
Na segunda, não deixaram!
O Paraty era pra servir!

Aí não houve indícios
Daquele crime dourado
Do Porto, sobram artifícios
Neste Paraty, lembrado!?

São os piores lampiões
Aqueles vindos da Invicta
Que só podem ter razões
Pr’alimentar a Vindicta!?

E lá estava ele no palco
Nacional, trajado
Queria ver o mesmo saldo
Num outro resultado!?

Por isso lá invectivou
O Jesus, nesse desenlace
A Tv lá o apanhou!
Apesar do seu disfarce!

O Bagulho é que não viu
Nas escolhas, o proveito
E à Morgado sugeriu
O João “pode ser”, escorreito!

Aquele é que ia apitar
Não o já prometido
Nesse paraty, findar
O campeonato sofrido!

Tudo rosas no processo
O Porto, o “el dorado”
E o paraty possesso
Trajado de encarnado?

O amor não é criminoso
Manifesta-se a descuido
Um árbitro tão cuidadoso
Apanhado e não instruído?

Ah, pois razões ponderadas
No processo arregimentado
Acusações não provadas?
Não é coisa da Morgado!?

E adeptos todos o são
Nessa paixão pela bola
Porquê esta acusação
S’o homem nem é d’Angola?

E o Paraty é careca
Não cabeludo à farta
Se fosse tomado da breca
Apitaria na cloaca?

Não, era apenas o prometido
Mas apenas por estima
Não fazendo qualquer sentido
Esta suspeição “pequenina”!…

Ama muito com amor
Tanto que solta o grito
Ó Jesus, vai-te estupor!
Grit’ó árbitro, no apito!


Por: Joker
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