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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Bate Borisov 0-3 FC Porto - Primeiro lugar garantido!



O jogo não se afigurava um passeio. É certo que o adversário era o mais frágil do grupo e ter a passagem garantida à próxima fase poderia retirar alguma pressão à equipa e tornar o caminho para a vitória mais fácil.

Mas quer o estado (já esperado) do relvado, quer a vontade de não sofrer (mais) golos do Bate adivinhava um jogo de paciência tentando fazer vir ao de cima as nossas qualidades individuais e coletivas.

Com poucas mudanças no onze, Marcano, Óliver e Quaresma foram escolhas normais para quem quer privilegiar a posse de bola e não tanto os passes em profundidade, devido ao esperado bloco baixo dos bielorrussos.

Sempre com mais bola e a tentar variar o mais rápido possível o centro de jogo, a 1ª parte foi de persistência, mas receber a bola aos repelões não nos ajudava. Pelo contrário, permitia ao Bate recuperar posições mais rapidamente e condicionar a nossa troca de bola.
Tarefa difícil para os nossos atacantes, que quando tinham a bola em condições decentes eram logo rodeados por 2 ou 3 bielorrussos.

Sem lances de grande perigo de ambos os lados, rapidamente se percebeu que o Bate só iria aparecer perto de Fabiano caso perdêssemos a bola em zonas proibidas, porque o processo de construção deles era quase inexistente.

Pedia-se um pouco mais de intensidade, arriscar um pouco mais na pressão à procura da 2ª bola porque o relvado/parede com bocados de relva não ia melhorar, tínhamos que ser mais proactivos. Manter a defesa atenta e aumentar a rotação no meio-campo, puxando o Casemiro e o Herrera para zonas mais avançadas do terreno.

Acabou por vir ao de cima a nossa qualidade técnica muito, mas muito, superior.

O nosso meio-campo respondeu às necessidades. Com Herrera em clara evidência, mas com um Casemiro cada vez melhor a recuperar bolas (precisa de melhorar no passe curto) e um Óliver sempre pronto a oferecer linhas de passe.

O primeiro golo surge de uma recuperação de bola e é um remate que define o nosso jogo. Prático, eficaz, mas sempre com belo efeito.
A partir desse momento, a estratégia do Bate caiu por terra.
Viraram-se uns para os outros: “E agora? Como é que se ataca?”

O Porto aproveitou este desnorte da equipa do Leste para rapidamente marcar ainda mais território e fazer o segundo golo que acabou definitivamente com o jogo. Toda a gente sabia que o Bate não dava para mais, até os próprios.

O tempo foi passando (sempre com bons pormenores técnicos da nossa parte), até que Tello aproveita o último passe de génio de Herrera para carimbar o resultado final. Mais 3 pontos, um milhão de euros para os cofres e um resultado que acabaria por garantir o excelente 1º lugar no nosso grupo (depois da vitória do Bilbao em Lviv). FC Porto, Chelsea e Bayern, as únicas equipas, para já, que se podem gabar deste feito.

Na Champions League a eficácia é a melhor arma.
Só mostra um nível competitivo muito elevado e experiência internacional. À FC Porto.


Análises individuais:

Fabiano: Um espectador. Ajudou na circulação de bola.

Danilo: Sempre seguro defensivamente e pronto a subir para apoiar o Quaresma, fez mais um jogo de vaivém. Cumpriu.

Indi: Muito seguro nas suas intervenções, é cada vez mais o patrão da defesa.

Marcano: Apenas teve um sobressalto quando fez uma falta perigosa à entrada da área ainda na 1ª parte. Tal como o parceiro do centro da defesa, não mostrou dificuldade para resolver os (poucos) problemas durante o jogo.

Alex: Menos interventivo do que o Danilo no panorama ofensivo, também não comprometeu defensivamente.

Casemiro: Cada vez a jogar melhor, a recuperar mais bolas e com mais confiança. Tem muita precisão nos passes longos para variar o jogo, mas tem que melhorar a assertividade nos passes curtos.

Herrera: MVP. Correu, jogou e fez jogar. Tanto o golo como as duas assistências são geniais (assim como o passe que Brahimi retribuiu antes de Jackson faturar). Fundamental no nosso estilo de jogo. Que continue assim.

Óliver: Sempre com pormenores de craque, ofereceu linhas de passe e tentava conduzir a bola para áreas mais avançadas do terreno. Sabe constantemente o que fazer à bola ainda antes de a receber.

Brahimi: Jogo de luta e persistência, tentando fugir à (super) marcação adversária. Bom passe para o Herrera no lance do 2º golo e saiu para gerir esforço.

Quaresma: Tentou muito, conseguia ganhar quase sempre o 1 para 1, mas o relvado pregava-lhe sempre uma partida na altura que ia tirar o cruzamento. Saiu de jogo quando já estava a baixar de rendimento.

Jackson: Muito lutador, sempre a “bater” nos centrais contrários e a procurar vir buscar jogo atrás. Mais um golo para a sua conta, 5 golos em 5 jogos!


Tello: Entrou para tirar partido da sua velocidade quando o Bate já não estava com marcações tão apertadas e correspondeu. Bela finalização a responder ao passe fabuloso do Herrera.

Ádrian: Toda a gente gostava que ele tivesse marcado hoje, é importante elevar os níveis de confiança a este jogador, que qualidade não falta. Que seja contra o Rio Ave!

Quintero: Com tão poucos minutos de jogo, ainda conseguiu mostrar a imensa qualidade técnica que tem nos pés.



Ficha de jogo:
Bate Borisov  0-3 FC Porto
UEFA Champions League, Grupo H, 5.ª jornada
Terça-feira, 25 Novembro 2014 - 17:00
Estádio: Borisov Arena

Árbitro:Ovidiu Alin Hațegan (Roménia).
Assistentes: Octavian Sovre e Sebastian Gheorghe; Alexandru Dan Tudor e Sebastian Costantin Coltescu (adicionais).
Quarto Árbitro: Radu Ghinguleac.

Bate Borisov: Chernik, Olekhnovich, Gayduchik, Tubić, Mladenović, Volodko, Yablonski, Karnitski, Gordeychuk, Rodionov, Volodko.
Suplentes: Soroko, Aleksievich (72' Mladenović), Signevich (75' Rodionov), Pavlov, Baga (67' Karnitski), Polyakov, Yakovlev.
Treinador: Aleksandr Yermakovich.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Martins Indi, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Quaresma, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Maicon, Quintero (90' Jackson Martínez), Tello (71' Quaresma), Adrián López (83' Brahimi), Rúben Neves, Vincent Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Herrera (56'), Jackson Martínez (65'), Tello (89').
Disciplina: Marcano (10'), Gayduchik (41'), Olekhnovich (45'), Yablonski (61')



Por: Dragão14

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Pormaiores

#FCPorto #Assobios #vencer #Lopetegui

Aproveitando a boleia da luta constante e importante contra os assobios (no mundo informático são os chamados insultos fáceis), vou tentar demonstrar uma maneira de contornar este obstáculo de tentar apontar erros à nossa equipa sem a prejudicar indiretamente.  


Criticar construtivamente, tentar descortinar alguns pormenores que melhorados se podem tornar “pormaiores.”

O próprio treinador confessa que a equipa tem que crescer em certos aspetos, o que é óbvio e está à vista de todos. Daqueles que cantam e daqueles que não respeitam a frase do mês do nosso clube. “Enquanto se canta, não se assobia”.

Uma frase simples e pragmática, mas transversal a tudo o que se tem passado. Na mouche.

Mas vamos ao que interessa:


1) Melhorar na transição ofensiva quando a outra equipa está a pressionar alto:

É notório que o Fabiano joga curto se os centrais não forem pressionados ou, caso contrário, bate a bola em profundidade para a zona do Jackson.
A verdade é que muitas vezes ao jogador a bola em direção à linha para Maicon/Marcano ou Indi faltam linhas de passe ao central em questão e este ou chuta para a frente fazendo o papel do guarda-redes ou mete o lateral numa situação complicada, visto que afunilando o jogo para um lado do campo na nossa defesa sob pressão o Danilo/Alex muitas vezes não tem tempo para decidir e tem que continuar a saga de passes arriscados ou então e, uma vez mais, chutar para a frente. Esta situação já aconteceu múltiplas vezes nos jogos em que estamos a ter mais dificuldades para sair.

Podemos nos comprometer a tentar sair a jogar sob pressão com passes que exigem máxima precisão e foco? Claro! É para isso que servem os treinos e já se notou que este é um dos pilares de jogo do Lopetegui.

Mas quanto esta situação não se aperfeiçoar (já tivemos a nossa conta de golos sofridos por erros mais que evitáveis) é natural que se ultrapasse esta parte da transição com um passe para a frente em direção ao Jackson. Os jogadores não podem ficar presos na impossibilidade de chutar para a frente e preferirem falhar um passe curto para o meio!
Só que o Fabiano também tem que fazer um pouco de premeditação ou ser aconselhado previamente pelo nosso treinador.
Se cada vez que se passa ao Maicon (quando estamos a pressão do adversário é alta) este executa o tal passe direto, porque não fazer isso o Fabiano 5 segundos antes quando teve todo o tempo do mundo? É que os riscos do passe sair torto quando o central é abafado são muito maiores e além disso coloca a defesa algo desposicionada.

Engane-se quem acha que em Arouca houve melhorias nesta situação. Como já foi descrito na crónica do jogo, o Pedro Emanuel é que não quis pressionar alto.


2) Passe direto efetuado, Jackson luta a bola no ar.
Há que ganhar a 2ª bola, aproximar linhas e fazer subir o bloco!
Muitas vezes vejo o avançado colombiano ganhar a bola no ar só para esta ir parar a um adversário.

Eu sei que a transição direta não é a nossa área de conforto, apesar disso porque não tentar ganhar uns valentes metros no campo em vez de entregar simplesmente a bola à outra equipa?
A rever.


3) Rotatividade. Aqui há que relativizar.
Uma coisa é rodar 1 ou 2 jogadores, outra é rodar meia equipa num jogo da taça contra um dos nossos rivais.
Uma coisa é trocar dois jogadores no ataque, outra é trocar dois na defesa.

O treinador possui um plantel vasto e muito capaz, por isso é normal que mude jogadores em determinadas posições atendendo às dificuldades do adversário e ao que cada jogador pode oferecer. E o Lopetegui parece que já começou a definir um 11 base em que faz alterações pontuais.

Debruço-me agora sobre a rotatividade de táticas.

O nosso modelo supostamente é o 4-3-3 que dentro do campo parece mais um 4-1-1-3-1. Casemiro e Herrera numa linha que atravessa as duas balizas e não as duas bancadas centrais e Quintero/Brahimi mais perto do Jackson.
É este sistema que andamos a melhorar nos treinos, que os jogadores andam a aprender a sentirem-se confortáveis.
Claro que tem que haver plano B e até C.
Pode é dar mau resultado usar qualquer um destes planos quando a tática principal ainda não está refinada. E já deu.

Mais uma vez relativizar. Uma coisa é ter diferentes táticas no reportório, outra é colocar jogadores em posições que não lhes são familiares só para jogar numa determinada maneira. Não quero pensar que Óliver a médio esquerdo e Quintero a médio direito, como aconteceu no jogo da taça, é um plano para longo-prazo.

 Não sou apologista que se mude a tática conforme o adversário. Prefiro que eles mudem por nossa causa, é bom sinal.
  
Vou citar o meu colega Walter Casagrande:

“Não é Ruben, Maicon, Oliver ou Brahimi que têm a palavra. É Lopetegui.”


Temos agora uma série de 3 jogos complicados, é importante continuar no rumo das vitórias já contra o Nacional. É preciso acrescentar confiança ao nosso talento.
De preferência com um apoio incondicional do estádio.
Vão ver que dessa maneira se torna muito mais fácil melhorar em todos os aspetos.


Porto!

Por: Dragão 14

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Primeira Liga, 5ª Jornada: FC Porto 0 - 0 Boavista FC; STCP e outras coisas...

 #FCPorto #Boavista



O que vai contar para a história é o resultado final, mas é importante referir que este Porto até a jogar com 9 é superior ao Boavista. 
82-18% de posse de bola com 10 é ridículo.

Tudo o que não seja jogar com 11 condiciona o nosso plano de jogo.
Condiciona a nossa pressão alta, condiciona a forma como criamos desequilíbrios, condiciona a nossa ocupação de espaços.
Não impede. Condiciona.

O que significa que nós íamos continuar a criar oportunidades. Só que como o número das mesmas ia diminuir, a nossa eficácia tinha que subir numa relação inversamente proporcional com as chances criadas. Fica penoso contar o número de oportunidades criadas pré ou pós condicionamento.

Antes do jogo reinava a impaciência para o jogo poder começar.
Chuva? Isso é para meninos, dizíamos nós antes do jogo.
Queríamos era ver a bola rolar, para vermos o Porto cumprir, pelo menos, os requisitos mínimos e ganhar ao Boavista.
Pena que o relvado na única jogada em que interferiu com o normal funcionamento do jogo foi para nos negar o 1-0...

Começa o jogo com o Porto sempre na mó de cima.  
O momento alto antes do condicionamento foi claramente o lance em que o relvado impede ao Brahimi de festejar o golo que já tinha marcado mentalmente.
Mas as aproximações à área axadrezada eram constantes e adivinhava-se o golo a qualquer instante.

Até que chega o momento em que o árbitro vê um momento para brilhar.
Falta junto à linha lateral, com alguma impetuosidade, mas amarelo todos os dias.
Mas o árbitro, que nem o auxiliar em Guimarães que assinala o penalty ao Jackson (eufórico a abanar a bandeira), vai a trotear para o Maicon sem dúvidas nenhumas e exibe o cartão vermelho. A janela de oportunidade era esta. Tinha que a aproveitar.


Curioso que noutro relvado a equipa da casa estava a perder 1-0 e o jogador fulcral deles agride um atleta adversário e nem falta é assinalada. Siga a marinha.

O Boavista não dá problemas de maior, por isso continuamos com o mesmo plano de jogo, com o Rúben a vir buscar mais atrás e Marcano (grande jogo!) como único central no papel.

Continuávamos a criar perigo e eles a tentar fazer desesperadamente qualquer coisa com a bola. Não dava, tinham que jogar para o 0-0. Aguentar 75 minutos um Porto condicionado. 

Chega o intervalo. Evandro sai, Casemiro entra.
Dar mais liberdade ao Rúben e baixar o Casemiro. 

Não compreendo... Já se viu que Ruben, Casemiro e Herrera não conseguem jogar simultaneamente, perde-se aquela zona mais avançada do meio campo que o Evandro ocupa tão bem. Se é para tirar o Evandro metia o Quintero, nunca o Casemiro. Se eles não incomodam para quê tirar o Ruben de companhia do Marcano? Não gostei.

Eu nem tinha tirado o Evandro, é jogador para que quando tivéssemos que arriscar mais, baixar um pouco no terreno para não descompensar totalmente a equipa e era uma substituição poupada.

O Porto continua a viver de lateralizações de jogo, sempre procurando o talento do Tello e do Brahimi. Continuamos a criar boas oportunidades de golo, mas o resultado continua 0-0. Se desse para ganhar apenas 5-0 ao Bate Borisov e aproveitar um golo daquele jogo para este domingo chuvoso..

Sai Tello, entra Quaresma. Compreendo.

O espanhol estava a perder muitas bolas, já não conseguia ligar bem o jogo com o lateral e o Quaresma podia dar algo de novo à equipa, frescura no último terça e qualidade nos cruzamentos. 
Faltava era alguém para fazer companhia ao Jackson. 
Já não precisávamos do Herrera,  visto que agora eram só bolas nas laterais e cruzamentos para a área, até porque a bola queimava nos pés dos jogadores do Boavista e tudo o que era 2ª bola para nós era como mel. 

O Aboubakar tinha que entrar neste jogo, quer fosse para dar luta nas bolas aéreas ou para libertar mais o Jackson da marcação. 
É verdade que parece muita gente no ataque a jogar com 10, mas quando o nosso adversário não quer passar do meio campo..

A 2ª parte foi uma monotonia do Porto tentar jogar futebol e do Boavista tentar não jogar futebol. 

Os dias em que lutamos contra estas adversidades não vão acabar, resta saber como lutar contra elas.
E hoje o Lopetegui podia ter tentado quebrar a monotonia de forma diferente. Claro que não era seguro que a bola entrava, mas as possibilidades disso acontecer poderiam ter sido maiores.



Destaques individuais:

Andrés Fernandez - Tivesse jogado o Fabiano e o "outcome" era igual. Espectador. No fim da 1ª parte teve um pequeno calafrio, a rever.

Danilo - Deu a habitual profundidade, mas teve que se conter quando os médios se balanceavam para a frente no momento da transição atacante.

Marcano - Grande exibição na estreia. Deu a segurança necessária à defesa para jogarmos virados para o ataque sem muitas atenções redobradas na defesa.

Maicon - A fazer uma exibição normal até ao lance do cartão amarelo. Vermelho, desculpem. Falta desnecessária mesmo assim.

José Angel - Cada vez melhor. Cruza sempre com critério, dá muita profundidade à equipa e defensivamente é muito seguro. Precisa de aprender com o Alex aquela finta curta para ganhar o 1vs1 a atacar.

Ruben - Antes do condicionamento, quase marcava um golaço. Tentou sempre dar critério à nossa saída de bola e foi desaparecendo na 2ª parte quando o nosso jogo raramente passava pela parte mais ofensiva do meio campo.

Herrera - Gostei até ao ponto na 2ª parte em que começou a falhar tudo o que era passe. Deveria ter saído para entrar o Aboubakar e não o Adrían.
Deu muita à equipa, lutou muito e foi mais um para virar o flanco de jogo para tentar criar desequilíbrios nas alas. Bom passe para o falhanço do Tello.

Evandro - Mais em foco antes do condicionamento como é óbvio. Para mim não deveria ter saído, jogador muito útil que sabe compreende os momentos do jogo.
Menos tracção a trás que o Casemiro, mas não era isso que o jogo estava a pedir.

Brahimi - Muito interventivo, mas sempre com 3 ou mais jogadores em cima dele. Tem uma técnica descomunal e tentou desequilibrar sempre que conseguiu. 
O motor já estava a dar as últimas a partir dos 75 minutos, mas se há alguém que de um momento para o outro faz com em vez de chuva caia um golo do céu, esse alguém é ele.

Tello - Tentou desequilibrar, sempre a dar largura à equipa mas não fez um jogo muito conseguido. Algo trapalhão e a perder muitas bolas ainda teve nos pés a oportunidade do jogo. Dias melhores chegarão. 

Jackson - Outro lutador. Quase que marcava em pelo menos 3 ocasiões (2 cantos e remate de pé esquerdo), esteve à espera do amigo dos Camarões que acabou por não vir.


Casemiro - Cumpriu. Recuperou algumas bolas e tentou ser o 1º homem a construir jogo. Mas gostei mais do Ruben no seu papel na 1ª parte.

Quaresma - Entrou muito aplaudido, mas não fez mais do que o Tello.

Adrian - Não teve influência, mas também o jogo não pedia um jogador 




Ficha do Jogo:

Primeira Liga, 5ª Jornada, 
Domingo, 21 de Setembro de 2014
Estádio do Dragão
Assistência: 31,209

Árbitro: Jorge Ferreira (Braga)
Assistentes: Inácio Pereira e Jorge Oliveira
Quarto Árbitro: Hugo Pacheco

FC Porto: Andrés Fernández, Danilo, Maicon, Mercano e José Angel; Rúben Neves, Herrera (Adrián, 82) e Evandro (Casemiro, 45); Brahimi, Jackson e Tello (Quaresma, 74).
Suplentes não utilizados: Fabiano; Martins Indi, Quintero e Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui

Boavista F.C.: Mica; João Dias, Luís Rocha, Philipe Sampaio e Carlos Santos (Brito, 27); Tengarrinha, Anderson Carvalho e Miguel Cid (Wei Shihao, 63); Beckeles, Zé Manel (Yoro Ly,89) e Anderson Correia.
Suplentes não utilizados: mamadou ba, Fary, Diego Lima e Idris.
Treinador: Petit

Disciplina: Cartões amarelos: Mica, Lucas Rocha, Carlos Santos, Tengarrinha, MiguelCid, Zé Manel e Wei Shiao para a equipa do Boavista.
Cartão vermelho: Maicon do FC Porto



Por: Dragão 14

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Assobios com pipocas a acompanhar

#FCPorto #Dragão14 #Assobios #Pipoqueiros #Adeptos 

É com grande desgosto que falo disto, mas é apenas mais uma coisa que envolve o nosso clube, cada vez mais presente num estádio que todas (ou quase todas) as pessoas que entram lá consideram como uma 2ª casa.



Vamos nos situar no Porto-Lille da última terça-feira. Um dos jogos mais importantes da época como todos sabiam, sejam eles portistas ou não.
Toda a gente sabia.
Toda a comunicação social sabia.
Não é por acaso que andam extremamente preocupados com o que gastamos ou deixamos de gastar (curioso que quem gastou mais, para já, não foi o nosso clube). Não é por acaso que a nossa exibição em Paços foi tão criticada e acabamos por ser o clube dos três principais favoritos a ter a vitória mais tranquila.

E, por último, não é por acaso que para eles parecia que quem estava a discutir a eliminatória era o FC Quaresma e não o FC Porto.

Mas com este treinador não há abébias. Se ele pudesse dizer aos jornalistas “preocupa-te com o teu clube que joga amanhã (hipoteticamente falando)” não tenho dúvidas que ele diria. Mas já se sabe, dois pesos, duas medidas. Se ele dissesse isso apanhava a soma dos dias (semanas?) de castigo que o treinador dos outros já merecia por toda a panóplia de confusões em que já esteve envolvido.

Eles só querem arranjar conflito, enfraquecer-nos porque sabem que estamos fortes!

Mais um motivo para ter orgulho do clube que apoiamos! Porque esta mesquinhice jornaleira, esta azia constante na televisão só nos faz ficar mais fortes, mais unidos por um objetivo comum que é sempre o mesmo, GANHAR. TRIUNFAR. CONQUISTAR.

Nós temos que cerrar fileiras e apoiar com todas as forças a nossa equipa.
Os dividendos tiram-se no final.
Espera, será que é mesmo assim em todo o estádio?

Flashback para o melhor período do Lille. A nossa saída com bola não estava a resultar, estávamos a ser pressionados pela defesa. Parem o relógio, vamos analisar com o público se pode comportar e as consequências nos jogadores.

  1)      Público assobia por não estarmos a conseguir sair com bola. Jogadores percebem isso, ficam um pouco mais nervosos e suscetíveis a cometer mais erros. Ou será que ouvirem os assobios ganham poderes mágicos e, por exemplo, o Maicon decide fintar toda a gente, sentar o Enyeama e finalizar de calcanhar? Bolas esta é difícil.


  2)      Público aplaude os jogadores do Porto quando têm a bola e apupa o Lille quando estão em posse. Os nossos jogadores ganham confiança, percebem que o público está com eles e conseguem aos poucos crescer no jogo sempre com a batuta do treinador que, na onda dos incentivos da bancada, vai dando instruções para o relvado de modo a corrigir alguns erros. Os aplausos não vêm com a opção do Lionel Maicon.
  
Façam a vossa escolha que eu já fiz a minha desde que me ensinaram o que significa ser adepto do Porto.
  
Vamos passar para o momento em que se ouviu a segunda sinfonia de assobios.
O treinador decide que para o lugar do Casemiro vai entrar o Ricardo Pereira, não o Ricardo Quaresma.

O coro de pardais levanta-se indignado, queria ver trivelas e não um rapaz esforçado que ia dar tudo para não descompensar a equipa depois da saída do único médio de características mais defensivas. E só não foi mais sonoro porque alguns deles engasgaram-se em pipocas quando viram o Ricardo tirar o colete.

Mas o que é isto?
O FC Porto é maior que qualquer treinador e do que qualquer treinador! Os jogadores passam e os adeptos ficam! Pelo menos os verdadeiros!

Qual é a diferença entre a comunicação social verde e vermelha que referi anteriormente e estes “portistas” que em vez de aplaudir a saída do Casemiro (que grande jogo!) e a entrada do sempre útil e talentoso Ricardo, começam a assobiar a escolha do nosso treinador?

A intencionalidade de ferir o FC Porto (e não o FC Quaresma) é igual entre o que se sucedeu na 3ª substituição e, por exemplo, a crónica pós-jogo do Maisfutebol.

 Mas vamos passar do específico para o genérico.
Afinal o que pretendem os pardais com o assobio?

Eles dizem do alto do seu ramo: “Se calhar, se assobiar eles perceberão que não estão a jogar nada e a situação pode mudar. Eu não paguei o bilhete para ver passes na defesa, mas sim futebol espetáculo 90 minutos sem parar.”
A 1ª frase é o que todos dizem, a 2ª é o que eles verdadeiramente querem dizer.

Se consideram o Dragão a vossa segunda casa, também assobiam na primeira quando o jantar não sai tão bom ou têm que fazer tarefas domésticas? Voltamos à primária e ao porquê de não se poder riscar nas mesas da escola.

Querem que eu dê uma alternativa aos pardais?

Usem essa vontade que têm para assobiar quando se justifica, nos momentos em que o adversário está em posse e depois festejem a nossa recuperação de bola como se tratasse de um lance de perigo.
Assobiem a equipa de arbitragem!

Não querem fazer isto? Ok, então não façam nada. Roam as unhas, pintem a manta no vosso lugar, mas deixem a interação com o relvado para quem está lá para AJUDAR A EQUIPA.
Assobiar para a frente é pior que assobiar para o lado!
  
Engraçado que nas redes sociais toda a gente fica apaixonada pelas molduras humanas na casa do Dortmund e Liverpool, mas parte da nossa massa associativa faz exatamente o contrário do que tanto aprecia nesses estádios, quando têm a hipótese de ser protagonistas (sim, eu quando ouço o Lopetegui a dizer que NÓS queremos ser protagonistas penso sempre em jogadores + adeptos).
  
Espero seriamente que esta tendência se perca e que os pardais continuem a ir ao Dragão de corpo e alma e não a pensarem se vão pedir pipocas tamanho médio ou grande.

Não vejo mal nenhum em ir ao bar pedir as pipocas. Desde que não sejam para acompanhar os assobios.

Porto!


Por: Dragão 14

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Fresh Start

#FCPorto #Resgate #plantel #Lopetegui #Mescado 

O que é que o Porto deste ano e o do ano passado têm em comum?
Vocês podem responder: “Maicon, Danilo, Alex, Fabiano, Quaresma, etc..”

Eu respondo: Nada.

Começando pela maneira como encaramos a época. Toda a gente sabe (e admite…) que desaproveitamos totalmente o momento K e o “boost” que isso nos poderia trazer para continuarmos com a nossa hegemonia.

Entramos no início do campeonato  com alguma confiança em excesso como quem diz “Isto chega para ganhar o campeonato” e…


… Correu mal, muito mal e as razões já foram esmiuçadas.


A diferença para este ano é gritante, quer em termos anímicos quer em termos do próprio plantel.

Nota-se que a confiança que vai crescendo no plantel não é individual e egocêntrica, mas sim colectiva, o treinador vai insistindo na frase “Queremos ser protagonistas” e ele sabe que os jogadores só trabalhando numa perfeita simbiose é que isso acontece. E os próprios atletas que estavam cá no ano passado sentem-se muito mais libertos e com um plantel que lhes transmite outro tipo de confiança (terem concorrência também é importante, o Alex no jogo contra o WBA parecia outro!).



O treinador para já ainda é incógnita (assim como era o Paulo Fonseca), mas quem for minimamente atento repara num discurso muito mais fluido, directo, conciso e numa diversidade de treinos que agrada a qualquer adepto. Aliás as declarações dos jogadores vão todas no sentido que se trabalha muito mais este ano e que o foco é só no resgate.
Trabalho, trabalho, trabalho.

Mas a qualidade também tem que existir e este ano ela é inegável!

Passar de um plantel a remendos, com soluções que não traziam nada de novo em relação ao 11 base (até o pioravam) para um conjunto de jogadores em que custa definir a equipa titular da defesa para a frente (exceptuando Jackson e Herrera) porque a qualidade abunda é espectacular. Daquelas dor de cabeças que todos os treinadores gostam de ter.

Mas ainda há alguns casos onde uma pequena dose de aspirina (lesão ou castigo) podem comprometer o bom funcionamento do nosso futebol.

Nomeadamente a situação de mais um médio de características “defensivas” (e já explico as aspas) e de um segundo ponta-de-lança que consiga fazer sombra ao Jackson.


   1)    Clasie.


Parece óbvio que o alvo definido pelo Porto é o médio do Feyenoord. E enganem-se as pessoas que pensam que ele não tem estatura para desempenhar a posição.
A descrição que mais gostei dele até agora foi a de “Moutinho mais agressivo”. E, de facto, o jogador já internacional A holandês consegue aliar a sua excelente qualidade de passe e visão de jogo a um muito bom sentido de posicionamento e capacidade de desarme. É raçudo e ganha daqueles lances em perseguição a um jogador adversário que toda a gente gosta de aplaudir e que fomos muitos anos associando ao nosso Fernando.

Não é tão defensivo como o agora jogador do Manchester City, mas também não tem características meramente de construção como o Casemiro que me parece cada vez mais que deveria actuar em terrenos mais avançados (como alternativa ao Herrera).
Daí as aspas que utilizei há pouco.

No futebol como conhecemos associa-se muito à posição 6 a um jogador de características puramente defensivas, de destruição de transições das equipas contrários.

Lopetegui não quer nada disso. O nosso 6 vai ter muita bola no pé, até porque os nossos centrais não são nada famosos no processo e construção ofensiva (vamos ver o Indi, no Mundial gostei da capacidade de passe dele).
  

   2)    Segundo avançado.


Jiménez já foi. Não tínhamos capacidade financeira para discutir o jogador com o Atlético de Madrid. Ainda bem, porque o mexicano não é a última Coca-Cola no deserto.

No meio de tantos jogadores apontados, confesso que pouco conheço de cada um deles. Confio que a SAD vai fazer a escolha acertada e parece certo que vão trazer um jogador que possa ir evoluindo calmamente no plantel para no próximo ano (com a possível saída do Jackson) tomar conta da nossa posição 9.


É importante ir ganhando os jogos iniciais (nem que seja por uma margem curta) para se ir ganhando confianças nos processos de jogo e os jogadores irem aumentado de rendimento atrás do desenvolvimento colectivo.

Dois dos jogos mais importantes da época estão a chegar, importante que nós, adeptos, percebamos que o apoio nesta altura é fundamental!

Resgate é a palavra de ordem, nada que está para trás conta e é determinante termos um FRESH START.


Rumo ao 28º!


Por: Dragão 14

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Balanço das primeiras três jornadas:




Qualquer balanço que faça destas primeiras três jornadas tem sempre um ponto (muito) positivo a mais do que qualquer outro balanço realizado após a 7ª, 15ª ou até no final do campeonato: Hulk.

Isto é mais que incontestável, é algo visível até para adeptos de críquete, corfebol ou dos nossos rivais. Uns percebem mais que outros do que falo, mas não encaremos isso como um problema, mas sim como uma vantagem a nosso favor.

Saiu uma das pedras basilares da nossa equipa, mas sempre jogou e deu o seu importante contributo em três jornadas. Melhor que não dar em nenhuma.






O treinador vai ter que saber solucionar o problema. O mais sensato e, provavelmente, o que será feito, é apostar no Atsu e ir introduzindo o Iturbe aos poucos (mas que vá jogando de vez em quando, por favor). Sinceramente, neste momento a nível de desequilíbrios na linha confio mais no pequeno grande talento argentino do que no Varela. O português está meio amorfo, sem paixão no seu jogo e quando entra, não aquece nem arrefece.





O porto seguro da equipa deixou de ser o incrível. Basicamente, vamos viver da criatividade, talento e ao mesmo tempo rigor tático e posicional do trio James/Moutinho/Lucho e esperar que o Jackson vá continuando a mostrar serviço quando for chamado à receção.

Podemos abanar um pouco, mas acredito que não vamos cair. Estamos recheados de momentos em que saíram jogadores fulcrais, considerados insubstituíveis e continuamos no topo, lá em cima onde moram os campeões. Em Janeiro, com as chamadas do Iturbe e do Atsu às respetivas seleções provavelmente iremos contratar alguém já com créditos firmados e eu suspiro que estes créditos sejam no futebol europeu…
Ao contrário de outros, temos um plantel equilibrado com duplas soluções para cada posição e não precisamos de adaptações desnecessárias.
  
Posto isto, é tempo de falar do que já se passou. Dos 7 pontos conquistados. Apesar do percalço inicial, continuamos na frente da prova. O que não invalida o mau empate em Barcelos. Cada jogo vai ser uma batalha e se os jogos decisivos são entre as equipas mais capazes, perder pontos em terrenos secundários não ajuda em nada as nossas contas.

É óbvio que os jogos fora são sempre mais complicados, quer devido ao possível relvado, quer à maior luta que as equipas “pequenas” costumam dar. Talvez seja por isso que o jogo em que o resultado agradou mais foi mesmo o 4-0 à 2ª jornada contra o Guimarães.






Que ninguém duvide que podíamos estar já com 9 pontos. Perdemos 2 pontos em Barcelos parte por culpa própria, demos quase 45 minutos de avanço ao adversário e quando entramos no jogo sofremos um rombo tático (este causado pelo treinador, que deve ter percebido que a descompensação que se cria ao tirar o Fernando não compensa ao risco, ainda para mais aos 55 minutos…) e as decisões dentro da área não caíram para o nosso lado, como a placagem ao Kléber.




Não deixar de referir também a excelente exibição do guarda-redes gilista, considerado para já por todos os meios desportivos o mais valioso na sua posição, ainda não sofrendo qualquer golo nas três jornadas já decorridas (O problema para o Gil é que esta nulidade se repete no ataque).


Na 2ª jornada correu tudo bem. Podíamos ter marcado mais golos num jogo controlado do 1º ao último minuto. Deu até para o Jackson se estrear a marcar no campeonato à Panenka e o Hulk acabar em grande no Dragão. Puxou a culatra atrás e o Ricardo já só a foi buscar ao fundo da baliza. Quem não tem já saudades?

Pouca história num jogo que serviu para retomar o trilho das vitórias.

Destaque para a boa entrada do James, que parecia outro, completamente diferente de Barcelos. E isto veio se a comprovar em Olhão.


36 Minutos da 3ª jornada, Olhanense vs F.C.Porto. Entra James, saem Atsu. Vitor Pereira resolve dar a linha toda ao Alex Sandro (que cumpre quase na perfeição), remetendo o James a fazer as diagonais para o meio que tanto gosta e sabe fazer. 1-1, 1-2, 1-3. Só não participou diretamente no 3º golo (mais um do nosso incrível), mas se a vitória é de alguém, tem que ser dele. Saltar do banco e mudar o jogo 180 graus!
Podíamos ter saído do jogo com um resultado mais confortável, ficaram os três pontos e um enganador 2-3. 



Sofremos no fim desnecessariamente. O treinador disse e bem que isto não pode acontecer mais. A rever.
No geral estamos onde interessa, no topo do campeonato. É legítimo dizer que quer nós quer o nosso principal adversário estamos mais fragilizados após o fecho do mercado não em Portugal, mas na Rússia veja-se lá bem.

Vamos ver como reage a equipa à perda do jogador mais decisivo nos últimos anos no nosso clube. Pensar jogo a jogo, pois é importante não repetir Barcelos.

É triunfar rumo ao Tri, que apesar da saída do Incrível, engane-se quem pensar que a equipa mais forte de Portugal ainda não mora na cidade Invicta.


Por: Dragão 14

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Expectativas para a equipa B do FC Porto



Quando pensamos numa equipa B, ou seja, secundária o que nos vem logo à cabeça capaz de a descrever é trabalho. Muito trabalho.



Qualquer jogador que sonhe jogar na equipa principal do Porto e ser uma estrela como muitos outros já foram ou ainda são tem que dar nas vistas, apresentando níveis exibicionais altos e merecer a aposta do treinador da equipa principal como uma mais-valia para o futuro do clube.

Exige-se esforço e dedicação, nesta fase tudo menos resultados. A maior parte dos jogadores está na difícil transição de júnior para sénior, onde os adversários não se importam de levar um encosto de ombro ou de entrar mais durinho. A nível físico talvez até seja mais violenta a 2ª liga do que a 1ª. 

Portanto, o que se quer é crescimento e evolução quer a nível técnico, quer a nível táctico dos jogadores para poderem ser incorporados na equipa principal em caso de necessidade.

Não foi por acaso que nenhuma equipa B conseguiu 3 pontos na 1ª jornada da Liga Orangina.

Baliza:


A baliza está entregue ao Stefanovic que sempre demonstrou ter boas qualidades de liderança no Santa Clara.  É um excelente guarda-redes que assegura o futuro do nosso clube nesta posição.
Como “back-up” temos o Elói, um guarda-redes de talento, seguro dentro e fora dos postes, com todas as capacidades para um dia vir a ser grande no duro mundo do futebol.

Defesa:

A defesa parece ser para já o ponto menos forte da nossa equipa. Como disse acima é normal. A intensidade nos jogos já não é a dos juniores e qualquer erro pode comprometer. Os níveis de concentração têm que estar sempre elevados e isso é algo que jovens como o Tiago Ferreira, o David, o Mbola e o Victor Luis têm que interiorizar. Não podem ser tão macios na abordagem aos lances e não ter medo de meter o pé. 
Há hábitos que necessitam de ser criados.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Futebol: O que nos trouxe a pré-época do FC Porto




Ponto prévio: Uma coisa é certa: A jogar contra o Valadares ou contra o Valencia, a qualidade desta equipa quer em termo de opções (nas alas é uma coisa brutal), quer em termo de empenho e liderança (já cá volto) é inabalável.





Não preciso de relembrar que o plantel do nosso Porto está longe de estar completo devido à presença do nosso trio brasileiro (que em princípio vai ser titular, isto num mundo onde o Hulk não sai – o que convenhamos é difícil de se realizar) nos Jogos Olímpicos.

E não é tão cedo que o nosso treinador pode jogar com as cartas todas do baralho. Na semana entre a Supertaça e a 1ª jornada da Liga existe um comício de selecções para particulares e veja-se bem, até estágios (preparação para amigáveis sem valor internacional algum?). 




James e Jackson, o mesmo trio brasileiro já citado, Otamendi, Defour, Atsu (sim já é uma grande perda para o plantel), Janko, Álvaro Pereira e a quadra portuguesa composta por Moutinho, Rolando, Varela e Miguel Lopes vão estar indisponíveis, pelo menos, para a preparação da difícil deslocação a Barcelos, lugar da nossa única derrota para o campeonato no ano passado. Se chegarem a tempo do jogo, não vão estar certamente nas melhores condições físicas. Ora, isto não soa nada bem.


Falemos do que já passou. Pré-época. 

Ponto por ponto, posição por posição. 

Alguma coisa ainda por definir, mas uma já é certa: Estamos muitíssimo bem servidos e a nível de talento estamos no patamar dos melhores clubes a nível mundial. Normal para uns, estranho para outros e mentira para alguns jornais até.

Na posição de guarda-redes: temos mais talento, talvez estará mesmo encontrado o sucessor do Helton. Com a correcta evolução mais fora do que dentro dos postes, acredito muito no Fabiano. O Bracalli apesar de parecer trabalhador e esforçado nunca mostrou aquilo que se viu no ex-Olhanense e se espera continuar a observar. Reflexos excelentes, boa comunicação e capacidade de liderar a defesa que joga à sua frente.
Terá a responsabilidade de substituir um dos melhores guarda-redes de sempre do nosso clube, mas também o Helton teve essa tarefa e todos sabemos como se saiu. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Retrospectiva do ano de basquetebol 2011/12








Ganhámos Taça de Portugal, Taça da Liga e a Supertaça. Estaria a ser incoerente se dissesse que estas conquistas igualam o valor do campeonato. Não igualam, disfarçam.

Ficamos em 1º na fase regular do campeonato, o que nos deu a vantagem do possível 5º jogo se realizar em nossa casa, o que se veio a cumprir.
Infelizmente, muito infelizmente meus amigos, falhamos o Bi. Mais do que isso perdemos o troféu para o nosso pior rival. 






Primeiramente, referir que chegámos à final com menos ritmo que o adversário. O CAB desistiu, nós ficámos sem competir e os outros com um sorriso de orelha a orelha – e eles têm-nas grandes, atenção.

Em 5 jogos, perder 2 em casa é fatal. É a morte do artista, não há volta a dar. Mas uma coisa é facto: Eles, individualmente, são melhores. 
Isto pode ser explicado e compreendido com a disparidade de orçamentos. O deles é de, aproximadamente, 2.5 milhões de euros; por contrapartida o nosso é de 0.5 milhões. 5, CINCO, vezes maior. Explica muita coisa.

Explica porque é que eles conseguem ter o Betinho, o Scott e o Doliboa na mesma equipa. Explica porque é que nós temos o Reggie (que é esforçado e bom atleta, mas não faz a diferença como o Ted Scott), enquanto no ano passado tínhamos a máquina que era o Ogirri. Quanto ao Rob, apesar de não ser o Terrell, eu gosto dele e foi dos nossos melhores nesta finalíssima.

Mas sabem o que não explica? A nossa garra, a nossa força e o nosso carácter!
Quem estava à espera de ganharmos de forma tão categórica no pavilhão da Luz quando eles já queriam fazer a festa? Os nossos atletas são enormes, a nossa instituição diferente para melhor e do pouco pão que eles comem, não aproveitam nenhum, nem para futuras construções. Deitam tudo a perder, apesar de ganharem. 

Vou falar mais especificamente do último jogo, porque como sabem foi o mais emotivo dos 5 e foi aqui que se decidiu tudo. No Caixa, neste pavilhão reluzente de adeptos fervorosos a torcer pela sua equipa, tentando levá-los ao caminho da vitória. Com espírito e cultura de basquetebol, sabem o que estão a ver, o que está mal e o que está bem. Comercialmente falando, os antros estão no Sul. Aqui, no Norte, apoia-se do primeiro ao último segundo, estejamos a ganhar ou a perder.

Aplaude-se o brio, a coragem, enfim, o espectáculo!

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