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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Hóquei - Também falhamos na Taça...

 #FCPorto #Benfica #TaçadePortugaldeHóqueiempatins






Foi um final de época para esquecer para as nossas cores. Depois da derrota na final da Liga Europeia, depois de termos tudo para sermos campeões e falharmos em Valongo, ontem perdemos na final da Taça. Há uns 2 meses atrás nada disto era previsível. Mas foi que aconteceu.






Comecemos pelo jogo de ontem, mais precisamente pelo pré-jogo. Há muito para falar. Comecemos por mais um acto de vandalismo ao nosso autocarro. Durante a noite o autocarro foi pintado e vandalizado por adeptos benfiquistas. Imagino que tal acto destes mentecaptos tenha consequências. Ou melhor calcularia que sim noutro país. Para quem já incendiou um autocarro de adeptos, umas pinturas nada significam.

Depois o castigo de João Rodrigues e do treinador Pedro Nunes. Vermelho (bem) mostrado a ambos. Estariam fora da final. Errado. Ambos foram despenalizados porque no mesmo dia o Conselho de Disciplina reuniu de urgência. Nada contra eles se reunirem o mais rápido possivel. Espanta-me é que quando Pedro Moreira viu o vermelho em Barcelos esteve 15 dias à espera que tal conselho se decidisse a reunir. Não jogou até lá. Porquê tanta celeridade para uns e um completo desprezo para outros? Porquê actuações diferentes? Eu sei e certamente vocês também, basta olhar para os nomes dos clubes. Não é por acaso que insisto em chamá-los de regime...

Para terminar com o pré-jogo resta o positivo. Os nossos adeptos. Uma semana depois de uma decepção foram muitos os que se deslocaram a Turquel para lutar por mais um título com a mesma força de sempre. E lá dentro, mais uma vez em grande forma. Quem não pôde ir sentiu-se de certeza bem representado. Temos adeptos enormes e o resto é treta. 

Vamos então ao jogo. Começamos bem, com uma ligeira supremacia inicial que deu frutos. Aos 6 minutos Ricardo Barreiros inaugurou o marcador com uma stickada à entrada da área. Aos 8 minutos Jorge Silva fez o 2- 0 numa recarga a remate de Reinaldo Ventura. Tudo parecia bem encaminhado. Estávamos superiores e já em vantagem no marcador. 

O regime apenas dispunha de penaltis para criar perigo. O 1º falharam mas na 2ºo conseguiram reduzir. Tal como na semana passada Caio viu um azul por protestos logo a seguir ao golo. Não sei o que disse, nem me atrevo a discutir se foi bem ou mal ajuizado. Sabia era quem eram os artistas, logo sabia que não podíamos dizer nada. Caio também o sabia, foi o mesmo árbitro das últimas jornadas... 

Não gosto de estar sempre a bater nestes árbitros, mas o que eles fazem obriga a isso. Caio viu o azul por protestos. Lopez, logo a seguir num tom bem mais axaltado reclamou e insultou. O azul ficou no bolso. Depois do golo do clube deles foi um fartar vilanagem. O intervalo chegou depois de Hélder Nunes sofrer penalti e ainda levar com falta por simulação. Ridiculo. E já que falamos em Lopez, quantas vezes ele caiu sem toque e nunca nada foi assinalado? Porquê atitudes diferentes em situações iguais? Para quem assistiu via TV registo para a cegueira tendenciosa dos comentadores da BolaTv... 

Ao intervalo ganhávamos por 2-1.

A segunda parte foi um descalabro completo. Logo de início algumas falhas defensivas e na saída para o ataque, felizmente sem custos. Eles empataram aos 8 minutos. Remate antes do meio campo que pareceu sofrer um desvio.

Registo para a 10ª falta deles que deveria ter sido marcada logo após o golo do empate. Simulação dentro da área. Mas lá está, para uns é marcado, para outros escapa...  A 10ª falta deles apenas foi marcada quase 4 minutos depois mas Caio falhou o livre directo. 

Nós falhamos, eles não. Na cobrança do livre directo quando fizemos nós a 10ª falta eles marcaram. passamos de um 2 - 0 para um 2 - 3. A dupla de arbitragem ajudou e muito mas está longe de ser a única explicação... Os minutos seguintes mostram isso mesmo.

Faltavam 10 minutos e no hóquei isso é muito tempo. Mas a equipa perdeu a cabeça. Principalmente depois de, logo a seguir o rival ter direito a novo penalti (que concretizaram na recarga). Fiquei com muitas dúvidas.

A equipa estava com os nervos em franja e foi uma sequência de expulsões. Reinaldo foi expulso por protestos, Jorge Silva teve o mesmo destino e Edo igual. Tudo nos espaço de 5 minutos. Até o habitualmente calmo Vitor Hugo levou um azul por protestos. 

Isto é deveras preocupante. Sim, fomos prejudicados. Sim, estávamos a perder. Mas a única reacção que tivemos foi perder a cabeça. Não pode acontecer. 

O jogo terminou 8 - 3. Até a Taça nos escapou.

Importa agora perceber as razões. Perdemos porquê? É algo que nos tem feito pensar aqui no Tribuna. Não queremos ser injustos, até porque não duvidamos da vontade de ganhar de ninguém mas falhamos. E tivemos culpa nisso. Estamos desde a semana passada a tentar dissecar as razões deste fracasso de final de época. Não nos interessa atribuir culpas, interessa sim ver o que falhou e encontrar soluções e mudar o que está mal. É um assunto que iremos abordar com mais calma agora que a época terminou...

Até lá gostaríamos de ver acção do clube, denunciando as péssimas arbitragens que fomos alvo ao longo do ano. Gente como Miguel Guilherme tem sido recorrente a prejudicar-nos. É grave termos tido este tipo em todos os jogos da fase final da época, mesmo que para isso se adie jogos para ele fazer 2 jogos numa jornada, parece que não há outros. Falta vergonha à federação e a este (e outros) intervenientes. Aguentamos calados durante muito tempo. É altura de dizer basta... 


FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Benfica, 3-8
Final da Taça de Portugal
8 de Junho de 2014
Pavilhão do HC Turquel, em Alcobaça

Árbitros: Paulo Rainha (Minho) e Miguel Guilherme (Lisboa)

FC PORTO FIDELIDADE:
 Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Ricardo Barreiros (1), Jorge Silva (1) e Reinaldo Ventura (cap.)
Jogaram ainda: Nélson Filipe (g.r.), Caio, Vítor Hugo, Hélder Nunes e Tiago Losna
Treinador: Tó Neves

BENFICA: Guillem Trabal (g.r.), Valter Neves (cap., 3), Esteban Abalos, Marc Coy e João Rodrigues (3)
Jogaram ainda: Diogo Rafael, Carlos López (1), Miguel Rocha e Guilherme Silva (1)
Treinador: Pedro Nunes

Ao intervalo: 2-1
Marcadores: Ricardo Barreiros (6m), Jorge Silva (9m), Valter Neves (14m, 38m e 41m), João Rodrigues (33m, 44m e 48m), Carlos López (46m), Hélder Nunes (47m) e Guilherme Silva (49m) 


Por: Paulinho Santos




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Taça de Portugal 1/4 Final: FC Porto 2 - 1 Estoril

Passou-se.

foto1





Sim, é isso mesmo. Passou-se por um susto, passou-se por uma primeira parte medonha. Passou-se por um milagre no final dessa parte. Passou-se por uma segunda parte bem melhor e passou-se à próxima eliminatória.






Continuamos sobre tensão. Continuamos sobre uma paz podre. Continuamos a adiar um problema até ele já não ter adiamento.


  
foto1





A primeira parte é um buraco negro. Nem vale a pena alongar muito sobre este período de jogo. As suas causas são evidentes. Para além desta equipa ter uma atitude competitiva digna de uma lesma, há dedo de Paulo Fonseca.






Mais uma vez, a forçar Herrera a jogar demasiado recuado (o meio campo do Estoril punha e dispunha de espaço) e, mais uma vez, Licá titular porque sim. 

Jackson nem se viu e o FC Porto só remata pela primeira vez quase a chegar ao minuto 40! Até lá, já havia um golo na baliza de Fabiano e outro passou ao lado. Salvou-nos Vítor Pereira. Quem? Esse mesmo. Não tivesse vindo buscar o avançado do Estoril, perante tanta macieza de Reyes e companhia, não sei com que números teríamos chegado ao intervalo.



O intervalo que chega pouco depois de um milagre. Herrera vai lá frente, fura o plano táctico e por entre uma boa tabela, ressalto e fífia de Vagner, Quaresma leva um empate para o descanso. Um santo empate.

A segunda parte é outra música. Embora a entrada do Estoril tivesse sido boa, o FC Porto cresceu.

Primeiro, a meio campo. Ou encantado com o que Herrera havia feito antes do intervalo, ou meramente assistindo ao seu plano táctico a ser ultrapassado, o que é certo é que o Mexicano fura o plano inicial de Paulo Fonseca e assume o ataque à área contrária, ao invés de defender a sua.

O FC Porto ganha a maior parte das segundas bolas e o ataque do Estoril deixa de conseguir manter o esférico. O FC Porto sobe no terreno e o Estoril vai encostando atrás. Bastou Herrera jogar três passos à frente, incrível.

Depois foi dar mais um cheirinho de talento nos flancos. Primeiro, com Varela, retirando Licá. Depois com Ghilas e colocando um jogador fresco sobre um Emídio ainda sem andamento.

O FC Porto faz uma segunda parte em crescendo, chegando a encostar o Estoril às cordas.

A três minutos do fim, a eliminatória resolve-se. Alex Sandro mostra o que sabe, quando já praticamente nos havíamos esquecido, e Ghilas, oportuníssimo, factura no segundo poste. Jogo flanqueado a resolver.


FC Porto vs Estoril Praia (LUSA)





Já não havia tempo para mais, nem o Estoril teria capacidade para reagir. Já com a equipa da linha espremida ao máximo, restava aguardar o escoar dos minutos finais.







Boa vitória, que nos abre uma meia-final disputada a duas mãos. Mais dois clássicos.


Ainda assim, pouco mais é que um paliativo.






Análises Individuais:

Fabiano – Uma primeira parte algo trabalhosa. A segunda foi bem mais descansada.

Danilo – Luta árdua frente a Carlitos, nunca deixou que lhe ganhasse vantagem. No ataque, anda francamente desinspirado.

Alex Sandro – Finalmente encontrou-se no ataque. Algo frágil a defender, mas no ataque fez a diferença que levou de vencida a eliminatória.

Reyes – Um jogo para ver e rever. Sebá nem é avançado centro. Nem tem a ratice, nem sabe usar o corpo. Fosse um Luís Leal e era um 31 dos diabos! Tem que largar o cadeirão. Deste lado do Atlântico, um espaço é um latifúndio para o avançado. Péssima primeira parte.

Mangala – Acabou sendo o amparo de Reyes, embora aqui e ali tenha feito asneira. Forte nos lances aéreos ofensivos, incomodou o Estoril.

Defour – Mais um jogo de risco zero. Não assumiu o risco. Nem jogou bem, nem mal. Ainda assim, subiu de rendimento com a segunda parte de Herrera.

Herrera – Acaba por ser a boa nova do jogo. A primeira parte é muito má. Até que surge o minuto 43. Vai para a sua posição e força um golo. Na segunda parte, é muito por ele que o FC Porto ganha a luta a meio campo. Que fique claro. Herrera melhora à medida de que se aproxima da área contrária e piora quando se aproxima da nossa. Continuar a fazer dele um “segundo trinco” é assassinar o seu potencial. O melhor em campo.

Carlos Eduardo – Ainda foi o único que tentou meter alguma lógica naquele meio campo inicial. Saiu lesionado.

Licá – Mais uma vez, incapaz de fazer a diferença. Nem as diagonais, o seu ponto forte, já lhe saem bem. Duas bolas açucaradas desperdiçadas pela linha de fundo. Por onde andas Kelvin? Que mal fizeste tu?

Quaresma – Marcou um golo, aproveitando o ressalto em Vagner. Teve alguns lances de génio, desaproveitados, e muito vácuo pelo meio. Já sabíamos o que ia ser Quaresma. Com outra liderança, poderia ser mais espremido.

Jackson – Mais um jogo onde a equipa andou muito longe de si. E se mais fosse preciso para revelar as nossas dificuldades ofensivas, basta dizer que Jackson passou mais tempo fora da área do Estoril, que dentro dela.


Josué – Não fez um bom jogo, embora tenha deixado bons momentos. Mais uma vez, mostra que só sabe jogar naquela posição. Precisa de ser muito mais intenso, constante e produtivo para ser titular.

Varela – Entrou para o lugar de Licá e a equipa ganhou o flanco esquerdo. Mano passou a ter mais que fazer e o FC Porto passou a atacar por esse flanco.

Ghilas – Estreia a marcar. Um golo oportuno. Mostrou que é melhor solução partindo de um flanco que fazendo monte com Jackson.



Ficha de jogo:

Competição: Taça de Portugal
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 10.507 espectadores
Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: Bruno Rodrigues e Miguel Aguilar
4º Árbitro: Pedro Miguel Campos

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Reyes, Mangala e Alex Sandro; Defour e Herrera; Ricardo Quaresma (Ghilas, 83), Carlos Eduardo (Josué, 21) e Licá (Varela, 58); Jackson.

Suplentes: Helton, Maicon, Josue, Quintero, Ghilas, Varela e Mikel
Treinador: Paulo Fonseca

ESTORIL: Vagner; Mano, Yohan Tavares, Ruben Fernandes e Tiago Gomes (Emídio Rafael, 52); Gonçalo e Diogo Amado; Carlitos, Balboa (Gerso Fernandes, 65) e Babanco (João Pedro Fernandes, 89); Sebá.

Suplentes: Ricardo Ribeiro, Bruno Miguel, Filipe Gonçalves, Gerso, João Pedro Galvão, Emídio Rafael e Ricardo Vaz
Treinador: Marco Silva


Por: Breogán

domingo, 5 de janeiro de 2014

Taça de Portugal: FC Porto 6 - 0 Atlético

Está feito.

Missão cumprida e serviços mínimos assegurados. É melhor a goleada que a exibição que lhe dá origem. A segunda parte ainda se tragou, bem empurrada pelos golos, já a primeira parte, foi bem mais indigesta.




Nem o fantasma de Alcântara chegou a pairar. O FC Porto mandou no jogo de uma ponta à outra, sem deixar a turma lisboeta levantar garimpa. Para isso, bastou entrar em campo com dois extremos abertos e um meio campo que, embora mais uma vez subjugado ao duplo pivot, rebelde o suficiente para saber libertar-se e estruturar-se. Destaque, neste particular, para Lucho, que assumiu a função 8 e soube distanciar-se de Defour. O jogo fluía por si só, frente a um adversário muito frágil e débil.





O jogo trouxe uma exibição em crescendo do lado portista, fruto do ganho de confiança de algumas unidades menos utilizadas ao longo da partida. Os golos foram libertando os jogadores e derrubando a inábil resistência da turma da Tapadinha.

Boa gestão de Paulo Fonseca, não se precipitando. Deixou que o resultado comandasse a necessidade e assim que se tornou seguro, tratou de tirar quem havia de tirar.

Ganharam-se alguns jogadores e confirmaram-se outros. Há qualidade no plantel, há soluções, basta haver mão. E juízo.




Análises Individuais:

Fabiano – Após um jogo atarefado, este foi bem entediante. Se no encontro anterior brilhou porque o jogo apelou ao seu lado mais forte, já este mostrou a sua debilidade. As saídas as cruzamentos precisam de muito trabalho.

Ricardo – Boa exibição. Bem sei que a oposição foi fraquinha. Não devemos sobrevalorizar, mas também não é motivo para desprezar. Mostrou sentido táctico para a posição e boa vontade na hora de defender. Que a atacar haveria disponibilidade, não havia dúvida. É aqui que pode ter um largo futuro no FC Porto.

Alex Sandro – Lá fez o “favor” de jogar a primeira parte. Coisa chata esta de não ter um “suplente oficial” que lhe faça estes jogos que são mesmo de suplente. Exibição fraca, porque fraca foi a atitude. Merece um puxão de orelhas.

Otamendi – Mostrou vontade e mostrou empenho. Não se furtou a nada, embora nada de relevante tivesse que fazer.

Reyes – Tal como a Otamendi, faltou-lhe trabalho para brilhar. Tem boa técnica e isso vê-se na sua saída de bola. Rápido e competitivo, fica ele e nós à espera da próxima oportunidade.

Defour – Um jogo sólido, temperado com um golo e alguns bons cortes. Tentou ser o mais dinâmico possível. Faltou-lhe maior potência e solidez no passe. Mas isso é a sombra que Fernando deixa na posição.

Lucho – Boa exibição, saindo, o mais possível, do duplo pivot, para jogar onde sabe. Nota-se que está mais confortável nesta posição e até se relaciona melhor com Jackson que quando jogava quase colado a ele.

Josué – Assumiu a sua posição e fez uma exibição positiva. Bem acima das prestações sofríveis dos seus últimos jogos. Foi muito intermitente, passando largos minutos sem assumir o comando ofensivo da equipa. Mas sai de campo com golos oferecidos e boas combinações ofensivas. Revelou muito acerto na cobrança de bolas paradas, o que é uma boa novidade. Precisa de crescer. Primeiro, no aspecto mental. Ser mais competitivo e presente no jogo. Segundo, no aspecto físico. Tem que ganhar motor e peso no choque. Urgente. Infelizmente, perdeu demasiado tempo no passeio entre posições a que foi obrigado desde o início da época.

Varela – Apresentou-se competitivo e assertivo. A oposição era o que era, mas não foi por isso que se desleixou. Foi o melhor em campo. Espero que não se apague no próximo jogo!

Kelvin – Tal como Ricardo, Reyes, Defour e Josué, também ele foi crescendo com o jogo. Nota-se vontade em crescer. Tenta simplificar os seus lances, quando no passado os tentava elaborar cada vez mais. Tenta ser mais efectivo e menos folclórico. Tenta ajudar a defender e não só a atacar. Claro, ainda se entusiasma e ainda se perde. No fundo, até é bom. Não perdeu a traquinice. É um jogador que clama por atenção e minutos. Tem que jogar mais e mais vezes com as primeiras opções.

Jackson – Ficou a seco, mas andou perto. Deu para aquecer os músculos para outra batalha. A primeira parte da equipa foi fraquinha o que não beneficiou o seu jogo.


Danilo – Entrou para o lugar de Alex Sandro em tudo. Assumiu a posição e o desleixo. Duas perdas de bola infantis. Nem correu para recuperar! Cansa.

Herrera – A correr com a bola para a frente, arrasando montanhas e aplanando terreno, mostrou um cheirinho do seu potencial. A passar a bola, mantém um nível calamitoso!

Ghilas – Falhou um golo. Mas mostrou fibra e astúcia no ataque. Está a arrancar. Já devia ter arrancado mais cedo, é um facto. Mais vale tarde que nunca.



Ficha de jogo:

Competição: Taça de Portugal
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 20.117 espectadores
Árbitro: Jorge Tavares (Aveiro)
Assistentes: José Oliveira e Luís Castainça
4º Árbitro: António Costa

FC PORTO: Fabiano; Ricardo, Diego Reyes, Otamendi e Alex Sandro (Danilo,46); Defour e Josué; Varela, Lucho (Herrera, 66) e Kelvin; Jackson (Ghilas, 69).

Suplentes: Sinan Bolat, Danilo, Mangala, Fernando, Herrera, Licá e Ghilas
Treinador: Paulo Fonseca

ATLÉTICO: Filipe Leão; Pedro Caipiro, Fábio Marinheiro, Eridson e Luís Dias; Marco Bicho (Pedro Moreira, 65), Da Silva, Bijou ( Marco Antunes, 65) e Afonso Taira; João Mário (Bernardo, 82) e Bacar.

Suplentes: Jonas, Bernardo, Pedro Moreira, Mauro Antunes, Fábio Oliveira, Hugo Carreira e Rui Varela
Treinador: Neca


Por: Breogán

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ainda a Taça de Portugal (Por Walter Casagrande)



MESMO?


Gostava de conseguir saltar por cima da patética entrega da Taça de Portugal.

Saltar e fazer a chamada gestão das crónicas. Não consigo.

Temos, como diz o Vítor Pereira, mais títulos para ganhar.




Partindo do pressuposto histórico que a Taça da Liga TAMBÉM é para deitar ao gato fiquei entusiasmadíssimo com o plural da palavra título que vislumbra uma candidatura séria a 1 das 2 únicas provas que interessam a clubes armados em grandes.

O que define um clube grande? Lutar por títulos? Não. Estão doidos.

Um clube mesmo grande faz gestão. Um clube mesmo grande quer ter um plantel bem disposto e feliz. Um clube mesmo grande joga com um 11 titular sempre fresco.

No fim da época ficam todos satisfeitos pelas oportunidades que tiveram e pelo facto de estarem todos frescos para darem umas corridas na praia e uns mergulhos no mar. Fazem uma jantarada e abraçam-se todos.

Os passeios de autocarros pela baixa cansam.

Lembro apenas que quando a cúpula dum clube se preocupa apenas com o caviar cauciona e incentiva o povo a não fazer a gestão dos assobios respaldado na capa da “exigência de futebol de qualidade”.

Ontem não nos interessava a Taça da Liga, hoje não nos interessa a Taça de Portugal, Amanhã a Liga Europa é coisa de miúdos, depois de amanhã ser campeão só se for a jogar um futebol de fino recorte e para a semana só a Champions interessará verdadeiramente enquanto não for conseguida a inscrição numa Liga Ibérica onde os nossos activos possam ser colocados na montra, sem gestões.

Um dia destes, perante tanta confusão na cabeça do simples adepto que, qual sobredotado, valoriza em excesso a importância da palavra “Título” o vírus gestionário alastra-se de vez às bancadas.


O jogo é de taça?

“Então vou ao cinema e deixo a gravar na Box. Tenho que gerir o meu orçamento familiar”


Jogamos em Paços de Ferreira para o campeonato?

“Vou gerir o meu orçamento familiar e poupar para a final em Wembley.”


Jogo em Braga às 20.15 para o campeonato?

“Fico em casa. Amanhã é dia de trabalho e quero chegar lá fresco. Para além disso tenho que gerir o gasto em viagens já que este ano ainda tenho que ir a Munique, Madrid, Dortmund e Londres.”


Aposto que lá mais para o fim da época vamos ler uma daquelas entrevistas do Vítor Pereira em que ele confessa um arrependimento.

O do ano passado foi a Flash sobre o Jesus. A deste ano vai ser a gestão de Braga.

Como a culpa não é só do Vítor Pereira e os adeptos confusos parecem dar importância a tudo seria importante sinalizar aquilo que verdadeiramente interessa no início da época.

A gestão da equipa técnica seria uma forma de simplificar as coisas.

Na Liga dos Campeões e no Campeonato ficávamos com o Vítor Pereira.

Na Taça de Portugal avançava o Rui Quinta e na Taça da Liga o Rui Gomes.

Seria uma forma de recompensar o cansaço que o Vítor Pereira sente com os jogos de campeonato. Os diazinhos de férias tinham uma dupla virtude já que ele estaria fresco, bem dormido e repousado para os jogos que dão dinheiro e prestígio que, como sabemos, são os que contam acima de tudo.

Para além disso estimularia a boa convivência da equipa técnica demonstrando ao Rui Quinta que a Estrutura acredita que ele é uma Mais-Valia e o facto de o ter tirado do banco não significa que ele não seja um elemento válido.




Termino com uma reflexão sobre a gestão da palavra.

Quando eu escrevo:

O Porto lutou pela vitória MESMO com a intervenção do Olegário Benquerença significa que estou a dizer que o Olegário Benquerença ou é mau arbitro ou sendo bom teve uma noite menos feliz.
Estou também a dizer que ocorreu uma adversidade externa e, portanto, não controlada por nós e que impediu que o Porto de fazer melhor.



E se o Antero Henrique ou o Pinto da Costa dissessem?

MESMO com o Vítor Pereira no banco o lutou pela conquista da Taça de Portugal.

O que é que se entenderia?

Entender-se-ia que eles estavam a considerar o Vítor Pereira um treinador fraco ou, pelo menos, de qualidade inferior àquela que um clube como o Porto deveria ter se quisesse conquistar a Taça de Portugal.
Seria totalmente inaceitável ouvir esta frase. Quem escolhe hoje não desprestigia a seguir. Se o faz não sabe gerir. E quem não sabe gerir não gere.

Quem gere recursos humanos não precisa de complementar os seus actos com palavras.  O que não pode é destruir a intencionalidade dos seus actos pelo mau uso da palavra.

Se eu dou uma promoção a um funcionário meu chamado Vitorino é natural que ele fique feliz pela progressão na carreira.

Se, a seguir, lhe dou um trabalho importante para executar o Vitorino ficar-me-á grato pela confiança.
Se, após o trabalho realizado digo….

“MESMO tendo sido o Vitorino a fazer o trabalho X quase que conseguíamos fazê-lo no prazo.”
….Arrebento com o que tentei conquistar com a promoção. O Vitorino não ficará feliz e perceberá que é o patinho feio da empresa.





O Vítor Pereira disse isto:

Todos ambicionamos títulos e eu não sou diferente mas fomos eliminados por uma boa equipa. MESMO com as alterações que fiz, batemo-nos de igual para igual com o Braga. Os jogadores estão de parabéns.”

Acompanhado por isto:

Saímos daqui reforçados na união, no espírito de grupo, na confiança que quis transmitir a todo o plantel.”

Será que o James pensa que se tivessem jogado o Lucho, o Moutinho e o Jackson o Porto poderia ainda estar na Taça?

E o Moutinho? Gostava de ir ao Jamor? Pensará ele que se o Porto tivesse jogado com a equipa de Domingo poderia lá chegar?

E o Castro e o Kleber? Sentirão eles a confiança do seu treinador reforçada quando, após a derrota, afirma que MESMO com as alterações feitas o Porto bateu-se de igual para igual com o Braga.

Quando um treinador ou jogador do meu clube diz:

Mesmo com o arbitro X, com o estado do relvado Y ou com a exibição do guarda-redes Z batemo-nos de igual para igual está-se sempre a referir a uma adversidade externa não controlável por quem partilha o nosso lado da trincheira.

Um treinador do meu clube não pode dizer:

MESMO com as alterações que fiz lutamos de igual para igual porque a adversidade é interna e a opção é dele.

Se ele próprio acha que as alterações que fez diminuem a capacidade competitiva da sua equipa só tem dois caminhos:

1- Afirma, peremptória e coerentemente, que aquela competição não é uma prioridade para o clube como já foi feito para a Taça da Liga.

Ou:

2- Reconhece que fez Merda da grossa porque está no lugar em que está para agir em prol da maximização das hipóteses de sucesso do clube.

Não é suposto que a adversidade seja interna. Não é aceitável que em nome da gestão da felicidade dos recursos humanos do clube se diminua o objectivo primeiro e último do trabalho de um treinador: Ganhar.

Ainda que o objectivo de união e felicidade do grupo fosse prioritário é crucial ter tento na língua. Uma palavra pode arruinar com a meticulosa gestão semanal.


Foi mesmo gestão? Ou foi só burrice?



 Por: Walter Casagrande

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sem dentes. (Por Breogán)




Há aquela piada parola do miúdo fanfarrão que, achando que sabe mais do que realmente sabe, vira-se para a mãe e tenta exibir as suas acrobacias de bicicleta. Primeiro, é sem os pés nos pedais. Depois, é sem as mãos no guiador. Por fim, é sem dentes na boca.




O percurso do FC Porto na Taça de Portugal é um decalque dessa fanfarronice. A abordagem à terceira “acrobacia”, perante um obstáculo complicado e nervoso por perder todas as frentes de uma assentada, está para lá da fanfarronice, na verdade. Todos o sabemos, mesmo quem diz não saber. É que mesmo com o Olarápio em noite de gala e mesmo com um Braga em dificuldades para furar o nosso bloco defensivo (de tão defensivo que ele era), a nossa abordagem ao jogo não é especulativa (ainda assim, seria com um substrato de lógica), mas totalmente imaginativa, irreal e desconexa das dificuldades que este jogo apresentava.




Um grupo bem gerido precisa de rotação. Um grupo bem gerido exige essa envolvência. Rotação não é revolução, refundação e, muito menos, alucinação. Rotação é mexer de forma conservadora na estrutura e na rotina da equipa

Rotação é dar oportunidades a alguns (poucos) jogadores dentro da estrutura e rotina habitual da equipa. Isso é rotação. Argumentar que uma revolução é rotação, porque são todos jogadores do FC Porto, porque, se assim não fosse, o plantel seriam onze jogadores e poucos mais, ou pior, porque até são internacionais, é desprezar a alma mater do futebol. O futebol é um jogo colectivo, vive da dinâmica entre os indivíduos que constituem a equipa e das rotinas que estabelecem entre si. Revolucionar é arrasar com tudo isso. Refundar uma equipa é começar do zero. Frente a um Braga que joga tudo, então, é alucinante.

O jogo, tal como já foi descrito, começa com um onze inicial atípico. Fabiano na baliza. Mangala retorna a defesa esquerdo, para permitir a entrada de Abdoulaye para o centro da defesa e Miguel Lopes entra para o flanco direito. No meio campo, Fernando permanece na equipa, mas, à sua frente, Vítor Pereira coloca Defour e Castro. Na linha ofensiva, restou James que ganha a companhia de Atsu e Kléber. Tanta mudança. Uma equipa de “suplentes” e não uma equipa em rotação.





O FC Porto entra bem, sobretudo, se atendermos às escolhas de Vítor Pereira. Ainda assim, apesar de ser quem tem mais posse de bola, é o Braga que mostra os dentes, com Éder a avisara Abdoulaye para a noite difícil que iria ter. A pressão dos médios do FC Porto tolhe a saída de bola do Braga, o que a juntar ao nervosismo bracarense faz com que o FC Porto domine o primeiro quarto de hora do jogo. Aos 12 minutos de jogo, o FC Porto alcança a liderança no marcador. Miguel Lopes avança pelo seu corredor e é travado na zona da quina da grande área. James bate o livre com critério e Mangala, aproveitando a deficiente marcação, cabeceia para fora do alcance de Quim. O mais difícil estava feito.



O FC Porto apertou mais a malha no seu meio campo e dispensou o ataque. Só James leva o FC Porto para a frente e Castro, de quando em vez. Se o Braga já estava nervoso, mais ficou com a desvantagem e revelava dificuldades em flanquear o jogo. Ainda assim, aos poucos foi ganhando controlo do jogo a meio campo. Rúben Amorim deixa o primeiro aviso, aos 24 minutos, e Éder volta a ameaçar, por duas vezes. É por esta altura que o Olarápio começa o seu trabalho de gala.

O FC Porto não conseguia progressão alguma por Atsu, o seu meio campo recuava cada vez mais e Kléber, cada vez mais isolado, perdia a luta por todas as bolas que pingavam na frente. É um imenso mar de minutos que intervalam o golo do FC Porto e o próximo momento de perigo Portista. Aos 43 minutos, Defour com um remate de longe faz a bola passar próxima do poste de Quim. Antes do apito final, o Braga volta a ameaçar por Mossoró.

O FC Porto vai para o intervalo com vantagem no marcador. Duas oportunidades, uma de bola parada e outro num remate fora da área. Um futebol mínimo que só se sustentou pelas dificuldades que o Braga tinha em encontrar o seu jogo. Nem uma equipa de contra-ataque o FC Porto conseguiu ser.

A segunda parte começa com a mesma toada que finalizou a primeira parte. O Braga por cima e o FC Porto a tentar aguentar. O Braga ronda a baliza do FC Porto mas não consegue uma oportunidade de perigo. 




Já o FC Porto, nem a linha de meio campo parece conseguir vencer. Até que, ao minuto 56, Fernando brinca onde não deve e comete penalti sobre Viana. Se condicionado, ou não, por este lance, o certo é, dois minutos depois, o FC Porto mergulha ainda mais na sua insanidade táctica. Fernando sai e cede o seu lugar a Lucho e Danilo entra para o lugar de Miguel Lopes, já amarelado. Fernando não estava a fazer uma exibição ao seu nível, mas era a âncora do meio campo. Vítor Pereira volta a substituir o seu 6 e logo num jogo preso por arames, com uma equipa de recurso em campo e frente a um Braga que jogava a época! 




Demasiado louco para ser verdade.

As melhoras do Braga no meio campo são imediatas, até porque Peseiro percebe a fragilidade criada por Vítor Pereira e mete Ruben Micael no jogo. A circulação de bola do Braga melhora e o Olarápio começa o seu festival. São dois torpedos no frágil equilíbrio táctico do FC Porto: o dedo de Vítor Pereira e a cascata de amarelos do Olarápio.

Aos 66 minutos, há um golo bem anulado ao Braga e, aos 70 minutos (!!!), Kléber remata ao lado em boa posição. A primeira oportunidade do FC Porto na segunda parte!

Logo depois, o desastre. Castro, já sem forças para o arranque de Mossoró, faz falta e é expulso. Uma oportunidade destas não podia escapar ao Olarápio. Acaba expulso o jogador que Vítor Pereira deveria ter substituído, como conhecedor dos desmandos do Olarápio e do estilo de jogo do seu jogador. Mas Vítor Pereira optou pelo seu 6. Como sempre.

O FC Porto já revelava dificuldades crescentes de controlo do jogo a meio campo após a substituição de Fernando, com a expulsão de Castro e a inacção de Vítor Pereira para reequilibrar a meio campo, o Braga toma total controlo do jogo nesse sector. Até que, de desastre em desastre, o inacreditável acontece. Aos 73 minutos de jogo, livre para Viana cobrar e lançar para área. Lucho faz um primeiro desvio e Danilo, sem pressão alguma e de calcanhar, introduz a bola na própria baliza. Inacreditável e inaceitável.

O empate no jogo não traz qualquer resposta do banco do FC Porto. Nada. Como tal, o absurdo continua. Mais cinco minutos a assistir a um FC Porto sem meio campo, jogando em Braga uma eliminatória. Até que, aos 79 minutos, o Braga usa o seu flanco esquerdo e cavalga sobre a defesa do FC Porto. Éder recebe na área, ganha sobre Abdoulaye e não dá hipóteses a Fabiano. 

Reviravolta conseguida à custa das inépcias alheias e do empurrão do Olarápio.

Vítor Pereira, finalmente, acorda! Pudera. Lá se lembra que, afinal, tem Moutinho no banco. A injecção de talento a meio campo faz com que a equipa suba de produção e consiga fazer nos 10 minutos finais aquilo que não conseguiu fazer nos restantes 80 minutos: criar PERIGO!





É bem verdade que também houve mais coração, mas é impensável colocar uma equipa com um meio campo tão limitado na saída para o ataque a enfrentar uma eliminatória frente ao Braga a jogar em sua casa. Cinco minutos depois de Moutinho entrar, Defour isola Lucho, que só com Quim pela frente, falha uma oportunidade de ouro! Cinco minutos depois, é Kléber que, melhor servido e com o meio campo mais próximo de si, remata para golo, mas a bola ressalta no braço esquerdo de Quim e foge da linha de golo. Douglão completa o corte perante a ameaça de James.





Pouco depois, o FC Porto é eliminado da taça de Portugal.

O que mais custa não é perder a prova, nem que tenha sido frente ao Braga. É a sucessão de asneiras.

Como é que ainda é possível haver quem pense que é possível fazer a gestão de plantel tendo por base revoluções no onze inicial?! Como é possível?! Até frente ao Santa Eulália a acrobacia ia saindo cara!

Outra vez a substituição do 6 quando a outra equipa carrega? Outra vez?!

E depois da expulsão? Não se faz nada? DEZ minutos para reagir?

Vítor Pereira sai de Braga sem dentes. Achava ele que era mais acrobata do que é, realmente. 

Ao Vítor Pereira só se pede uma coisa. Mantenha os pés nos pedais e as mãos no guiador. Se isso fizer, já é muito bom. Seja conservador, pois não nasceu para ser arrojado.

Bem sei que, com a tal gestão tão conservadora e com este plantel, parece que Deus dá nozes a quem não tem dentes, como diz o povo. Mas é um engano. Para quem não sabe equilibrar-se na bicicleta com o mínimo de pontos de apoio, mais vale conservar os dentes para roer algumas nozes.



Este Braga esteve à nossa mercê. Bastava um pouco mais de juízo e golpe de asa. Pés nos pedais e mãos no guiador!!!

Uma pergunta final: quem ganhamos hoje para nós? Atsu? Abdoulaye? Miguel Lopes? Kléber? Castro? Nenhum? 

Claro que é nenhum. É sempre esse o resultado destas revoluções. Mas não se aprende!

Por fim, após uma eliminação e da forma como foi, orgulho é uma palavra impronunciável, na conferência de imprensa final. Para isso, mais vale não mostrar os dentes nas conferências de imprensa. Faça como da outra vez e diga que está cansado.


Análises Individuais:

Fabiano – Tinha que jogar. Precisa de jogar. Revelou as dificuldades habituais. Reposições e sair dos postes são aspectos a rever com urgência. Nos golos, nada podia fazer. Sobretudo, no primeiro!

Miguel Lopes – Do meio campo para a frente, fez um jogo razoável. Do meio campo para trás, foi patética a sua oposição. Sobranceiro e pouco autoritário. Jogo muito fraco. Mais um.

Mangala – Disputa com James o melhor em campo. Não se aventurou no ataque, mas Atsu foi uma inexistência, o que não o ajudava. Defensivamente, este seguríssimo e não deu um palmo de terreno a Alan.

Abdoulaye – Os primeiros 10 minutos frente a Éder bastaram para revelar todas as suas limitações. Não é um talento e se não fosse a sua excepcional constituição física não seria central sequer a considerar. Foi fazendo o que podia, com alguns bom cortes e algumas asneiras, sobretudo, nas saídas de bola. Não teve talento para Éder no segundo golo.

Otamendi – Fez um bom jogo e com cortes de bom nível. Ainda dobrou Abdoulaye e cortou muita bola pelo ar. Deveria estar melhor posicionado no segundo golo. A bola passou e deixou Abdoulaye para Éder na área. Fatal.

Fernando – Uma exibição pobre para o seu nível, o que o penalti que comete atesta. Ainda assim, estava a ser determinante no bloqueio da circulação de bola do Braga. Mossoró com ele não brincou e quando Fernando sai é que o Braga cresce no jogo. Mas fazer entender a Vítor Pereira que ali não pode mexer?!

Defour – Uma exibição cinzenta. Não foi dominante como devia, mas deu alguns toques de qualidade à equipa. Não melhorou quando recuou, após a saída de Fernando. Na verdade, num meio campo não estruturado e hiper defensivo é difícil fazer melhor.

Castro – Surpreendeu pela qualidade que deu ao jogo. Teve saídas de bola muito boas e não se escondeu do jogo. O problema do Castro é querer demais ser um jogador à Porto. Corre a todas as bolas, a todos os adversários e a todas as jogadas. Lá vem a jogada, mais para o final do jogo, em que precisa de ter pernas e já não aguenta. O Olarápio só precisou de meia desculpa, o resto foi trabalho dele. Não merecia a expulsão pelo bom jogo que estava a fazer.

James – Lá tentou ser meia equipa a atacar. Mais uma assistência e muita disponibilidade para atacar e defender. Infelizmente, não passa todo o tempo no seu lugar, o que o retira de muitos lances onde poderia fazer a diferença. O melhor em campo.

Atsu – Não ganhou um lance. Nada. Tecnicamente, então, fez uma exibição medonha. Dribles mal calculados, recepções falhadas e passes transviados. Muito mau, mesmo. A razão pela qual era o abono de família em Vila do Conde e, no FC Porto, não consegue engrenar dois jogos seguidos a bom nível é difícil de explicar.

Kléber – Não tem culpa do meio campo escolhido por Vítor Pereira. Não tem culpa de ter ficado esquecido na frente de ataque o jogo quase todo. Não tem culpa que Atsu não desse uma para a caixa e que James lá andasse, uma vez mais, entre flanco e centro. Mas tem culpa de tudo o resto. É um corpo estranho à equipa. Estranho e amorfo. Não cria nada do pouco que lhe chega, pelo contrário, mata quase tudo o que de muito pouco lhe chega. Salvo o remate a fechar o jogo, sai do mesmo sem NADA para apresentar.


Lucho – Entrou mal no jogo e não soube segurar as pontas. Deixou-se envolver pela luta a meio campo, em vez de ser um farol para a equipa. Perde um golo feito, onde só tinha que desviar de Quim. Nem isso Lucho conseguiu!

Danilo – Patético e anedótico. Um jogador da sua craveira meter um autogolo daqueles é absurdo. Não há desculpa possível. É dormir na parada. Está na hora de começar a jogar o que sabe e a render o que deve. Já não há mais folga para um Danilo a milhas do que tem que jogar.

Moutinho – Entrou e a equipa melhorou. Óbvio. Tão óbvio, que escapou por 10 minutos a quem essa evidência deveria ser cristalina como água pura.




Ficha do Jogo:

SC Braga 2-1 FC Porto
Taça de Portugal, oitavos-de-final
30 de Novembro de 2012.
Estádio Municipal de Braga.

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria).
Assistentes: Bertino Miranda e Luís Marcelino.
Quarto Árbitro: Vasco Santos.

SC BRAGA: Quim; Salino, Douglão, Nuno André Coelho e Ismaily; Custódio e Hugo Viana; Alan (cap.), Mossoró e Ruben Amorim; Éder.
Substituições: Ruben Amorim por Ruben Micael (61m), Mossoró por Paulo César (88m).
Não utilizados: Beto, Hélder Barbosa, Elderson, Djamal e Carlão.
Treinador: José Peseiro.

FC PORTO: Fabiano; Miguel Lopes, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Fernando (cap.), Castro e Defour; James, Kleber e Atsu.
Substituições: Miguel Lopes por Danilo (59m), Fernando por Lucho (59m) e Atsu por João Moutinho (81m).
Não utilizados: Kadú, Jackson, Varela e Alex Sandro.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Mangala (13m), Danilo (74m, p.b.), Éder (80m).
Cartão amarelo: Castro (18m e 72m), Miguel Lopes (20m), Otamendi (64m), Custódio (65m), Mossoró (68m), Lucho (74m), Ruben Micael (75m), Kleber (86m), Mangala (90m)
Cartão vermelho: Castro (72m).


Analise do Treinador:

Vítor Pereira:

«Fiquei desiludido com o resultado, mas fizemos a gestão que tínhamos de fazer. Assumo a gestão da equipa, quis jogar com o entusiasmo destes jogadores e foi isso que vi hoje claramente. Não foi possível outro resultado. A vida é assim. É seguir em frente. Há pormenores em determinados momentos que definem os jogos e este ficou definido na expulsão.»

Sobre o jogo com o PSG: 

«Vamos a Paris com o objetivo de vencer e de ficar em primeiro lugar no grupo. O objetivo é ganhar. Este clube vive de vitorias e é sempre no sentido da vitória que trabalhamos. Hoje não foi possível, mas vamos seguir em frente e continuar a acreditar no trabalho.»



Por: Breogán

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Taça de Portugal: Nacional - FC Porto (Antevisão)






Antes de mais um compromisso europeu que terá pela frente, o FC Porto desloca-se à Madeira para defrontar neste sábado o Nacional em jogo a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, opondo duas equipas do mesmo escalão. 





Para chegar a esta fase os azuis e brancos derrotaram na ronda anterior o Santa Eulália por uma bola a zero, enquanto a turma madeirense levou a melhor no seu reduto sobre o Sp. Espinho por 4-0, curiosamente um encontro que marcou o regresso do técnico português Manuel Machado aos comandos da equipa, substituindo o Pedro Caixinha que saiu devido aos maus resultados.

Tendo em conta que a meio da semana vários jogadores estiveram ausentes (selecção), alguns deles com pouco tempo de repouso para este desafio, existe a dúvida qual o onze a ser utilizado pelo técnico Vítor Pereira, sendo certo que o brasileiro Fabiano terá certamente oportunidade de ser o eleito para a baliza. Quanto aos jogadores de campo poderá existir uma outra modificação no onze, mas derivado ao adversário que os dragões têm pela frente e num passado recente ter-se dado mal com muitas alterações, o onze base que tem sido utilizado nestes últimos jogos deverá manter-se.

O Nacional tem feito um campeonato bastante discreto até ao momento, no entanto possui qualidade e capacidade para mais. 

Com a vinda do Manuel Machado a equipa ainda não está certamente no "ponto", mas já se notam algumas melhorias no jogo jogado. Atendendo à forma como os madeirenses se têm exibido ultimamente também não é de crer que o técnico proceda a muitas mexidas. A sucederem praticamente deverá passar apenas pela troca de guarda-redes (saindo Vladan do onze e entrando Gottardi). Obrigatoriamente Moreno terá que sair do onze (vai cumprir um jogo de castigo).

O técnico da turma madeirense por norma vai variando a sua equipa num 4-3-1-2 e 4-2-3-1, numa defesa composta por João Aurélio, Manuel da Costa, Mexer e Marçal, povoando o meio-campo com um pivot e dois médios interiores, neste caso Moreno (como estará ausente Claudemir pode recuar no terreno e assim entra Mihelic) e os indiscutíveis Claudemir e Revson (atenção a este jogador), colocando Diego Barcellos nas costas da dupla de avançados, que tem três candidatos para dois lugares, casos de Keita, Rondon e Mateus (entrou muito bem no encontro frente ao Guimarães).

Antevisão de Vítor Pereira em www.fcporto.pt:

"A Taça é claramente um objectivo para nós"








O encontro no terreno do Nacional (sábado, 20h15, quarta eliminatória da Taça) encerra vários obstáculos: para além da valia do adversário e do difícil terreno da Choupana, os Dragões mal tiveram tempo de o preparar, devido aos jogos das selecções. Porém, Vítor Pereira assume a competição como um dos objectivos da época e sublinha que os portistas terão de ser "competitivos".







Ainda faz algum sentido fazer uma análise do jogo com o Nacional à luz do que aconteceu na eliminatória anterior, frente ao Santa Eulália [vitória azul e branca por 1-0, frente a um adversário da III Divisão], ou os madeirenses são um adversário que coloca de imediato o FC Porto em alerta?

Faz sentido para voltar a atribuir mérito à equipa do Santa Eulália. Também reconheci que fiz demasiadas adaptações e mexidas, que descaracterizaram o nosso jogo. Em termos competitivos, não vejo qualquer “transfer”. Vamos jogar com uma equipa da Primeira Liga e, a meu ver, a classificação do Nacional não reflecte a sua qualidade individual e colectiva. Tive oportunidade de ver o último jogo deles em Guimarães e é uma equipa muito perigosa nas transições, com jogadores muito rápidos na frente. A Choupana transporta-nos para um contexto que é complicado para qualquer equipa. Independentemente disso, sabemos o que queremos. Para ganhar temos de ser competitivos e estar ao nosso melhor nível, porque o resultado não terá retrocesso. É preciso ganhar para seguir em frente e a Taça de Portugal é claramente um objectivo para nós.

Este calendário misto, com jogos das selecções pelo meio, prejudica o FC Porto face ao Nacional?

Quem quer preparar um jogo tem de ter os jogadores presentes. Às vezes, quando os atletas chegam dois ou três dias antes de um encontro, ainda é possível fazer alguma coisa. Neste caso, com tantas viagens e minutos nas pernas, não vai ser possível trabalhar, a não ser do ponto de vista teórico.

Vai ser obrigado a mexidas profundas na equipa?

Vou ter de fazer a gestão da melhor forma, depois de perceber como os jogadores chegarão e quais estão em melhores condições para garantir a passagem da eliminatória. O facto de termos muitos internacionais traz-nos coisas positivas, mas também nos coloca este tipo de dificuldades.

O James e o Jackson, que chegam hoje ao Porto, já não contam?

Uma resposta obrigava-me a divulgar a convocatória e a equipa. Não tenho conhecimento do estado de cada jogador e ainda não fiz a convocatória. Ainda tenho mais um dia para pensar.

A Taça de Portugal passou a ser um objectivo mais forte depois do que aconteceu na época passada frente à Académica (derrota por 3-0, também na quarta eliminatória)?

Admitimos que não estivemos ao nosso nível e pagámos caro a factura. Não é um jogo para esquecer mas sim para recordar, de forma a não cometermos os mesmos erros. A abordagem mental não foi a que se exigia e saltámos fora da Taça. Normalmente, reflectimos sobre os erros e as condições que nos levaram a comete-los. Frente ao Nacional, se tivéssemos a mesma abordagem mental, seria um descalabro. Não nos podemos dar ao luxo de não ter uma abordagem competitiva, de sacrifício. Este jogo vai exigir união e espírito de equipa, mas são esses os predicados que a equipa tem apresentado este ano.

Tendo em conta esse passado, o não apuramento para a próxima eliminatória terá de ser classificado como um desastre?

Este clube é ganhador. Nem empates nos satisfazem – mesmo quando nos permitem a passagem a uma próxima fase, como em Kiev –, quanto mais a eliminação de uma competição como a Taça. Partimos para o jogo com o Nacional com a convicção de que vai ser complicado. As condições não foram as ideais para o preparar, pelo que as dificuldades aumentam.



Lista de convocados :

Guarda - Redes - Helton e Fabiano
Defesas - Danilo, Miguel Lopes, Rolando, Eliaquim Mangala, Abdoulaye e Otamendi
Médios - Lucho González, Castro, João Moutinho e Steven Defour
Avançados - Iturbe, Jackson Martinez, James Rodriguez, Kléber, Varela e Christian Atsu


Por: Dragão Orgulhoso
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