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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Rio Ave - FC Porto ( Antevisão)







Após a goleada sobre o Beira-Mar por 4-0, o FC Porto desloca-se este sábado  em jogo a contar para a  5ª jornada, a Vila do Conde e ao estádio dos Arcos para defrontar o Rio Ave local que se encontra na 13ª posição e que vem de uma derrota por números expressivos no terreno do SC Braga.






O jogo será ser transmitido pela Sporttv 1 às 20:30h : ( transmissão do jogo aqui).


Antevisão:

Num terreno sempre difícil, geralmente bastante ventoso, o FC Porto assume-se claramente como favorito à vitória neste jogo.

Com Fernando recuperado e Lucho de volta aos treinos após regresso do seu país natal onde se deslocou pelos motivos sobejamente conhecidos, Vítor Pereira conta com todos os habituais titulares para este jogo.

Depois da boa conta de si que o 11 que defrontou a turma de Aveiro deu, persistem duas dúvidas na equipa a apresentar inicialmente, apostará V. Pereira na mesma equipa que iniciou o jogo do Dragão ou efectuará alguma alteração?

Ora bem em meu entender e olhando a factos passados, creio existirá uma alteração na equipa, que passará pela troca de James por Lucho no centro do terreno, dando Atsu lugar a James na faixa esquerda do ataque Azul e Branco.

Estando Fernando a sair de lesão, portanto sem ritmo competitivo, aposto na manutenção de Defour na posição 6, ele que tão boa conta de si vem dando e que se constitui até uma agradável surpresa na posição.

Quanto ao Rio Ave que tem como novidade principal para esta temporada a alteração no comando técnico técnica, o carismático Carlos Brito deu lugar ao ambicioso Nuno Espírito Santo, e em relação à época passada teve como principais baixas as perdas de Atsu e kelvin, que estavam como se sabe emprestados pelo nosso clube, sendo a equipa reforçada por alguns jovens brasileiros que se apresentam como boas promessas. Mantendo-se como ambição para a temporada uma classificação na primeira metade da tabela classificativa.

A turma dos Arcos deverá apresentar-se num 4-1-2-1-2, e apostará por certo no mesmo 11 que iniciou o jogo com o Braga, com a troca de Nivaldo ( Castigado) pelo Peruano Rodriguez.

Assim na baliza jogará o Esloveno Oblak, um dos bons valores do campeonato português apesar da sua juventude, na defesa Lionn na direita e Edimar na eaquerda ocuparão as laterais, a defesa que completar-se-à no centro com o já citado Rodriguez e Marcelo.

Será o regresso do Peruano ao 11 depois de uma época praticamente em branco motivada por sucessivas lesões que culminaram com a sua dispensa do Sporting.

No meio-campo como pivot mais defensivo jogará Tarantini e como médios centro Wires e Diogo Lopes.

Como médio mais ofensivo teremos Filipe Augusto ( um jovem com bastante potencial, internacional sub21 Brasileiro).

No ataque o experiente Braga fará dupla com Ismael (um jovem promissor) numa dupla de ataque sem posições definidas e aberta no terreno de jogo.

Prognosticamos tal como dissemos de início um jogo complicado, com o Rio Ave a procurar defender bem e a sair em rápidos contra-ataques, mas nada que um FC Porto competente e ambicioso não consiga vencer.


 Antevisão do Treinador:

"É preciso provar que somos mais fortes"

Vítor Pereira antecipou esta quinta-feira a visita ao Rio Ave, onde diz ser preciso mostrar "qualidade" e "concentração" e mostrar que o FC Porto é mais forte, porque "é bom estar na frente", mas o objectivo é "aumentar a vantagem para os rivais".

Há a ideia generalizada que esta equipa pode ser melhor do que no ano passado, o que acha?

As épocas têm características diferentes, um grupo diferente, mais jovem, com mais irreverência, alegria, mas eu também pretendo fundamentalmente que seja um grupo adulto na forma como aborda todos os jogos. A mensagem clara que queremos passar aos adversário é que o FC Porto deste ano quer ser um FC Porto competente, sério, adulto na abordagem de todos os jogos.

O Rio Ave tem oscilado entre uma vitória em Alvalade e uma goleada em Braga…

Esta oscilação provavelmente tem a ver com o formar de uma equipa nova, com o transmitir de ideias novas do seu treinador. O Rio Ave no seu melhor pode criar grandes dificuldades, porque é bem organizado defensivamente e a sair em transições rápidas, o que pode criar problemas a qualquer equipa. A outra face do Rio Ave foi evidenciada neste jogo com o Braga, com algumas dificuldades ainda, sob condições de desvantagem, que eu acredito ser fruto do processo de assimilação de ideias novas.

A posição em que jogou James é uma dor de cabeça na preparação deste jogo?

James é um jogador com qualidade a jogar mais por fora ou mais por dento. O que ele tem da parte do seu treinador é liberdade que lhe permita potenciar todas as suas qualidades de decisão e técnicas, que são muitas. Não pode ter liberdade total porque isso é a desorganização. Eu quero uma equipa competente, virada para o golo, com bom jogo, com bom toque, mas um jogo também equilibrado. O James acrescenta-nos sempre essa qualidade.

Está satisfeito com a resposta que a equipa deu após saída de Hulk?

Nós não temos como propósito fazer esquecer Hulk, temos como propósito apresentar qualidade, ganhar jogos. Não quero ver uma equipa de oscilações, uma equipa que não percebe a importância de um jogo como este, que é um jogo de importância fundamental para nós, porque antecede um para a Liga dos Campeões e outro que é um clássico. O Rio Ave é um jogo que determina os outros dois. Eles sabem isso e conto com jogadores habituados a uma competição interna muita grande, sabem que quem entrar menos concentrado corre o risco de perder o comboio. Se olharmos à nossa média de idades, muto baixa, podem ser jovens, mas têm de se adultos. É preciso entrar com mentalidade certa, preciso ter confiança no nosso trabalho e perceber que estes jogos ganham-se com níveis de concentração e trabalho muito altos.

Vamos entrar na 5.ª jornada e já há polémica com as arbitragens…

Eu entendo perfeitamente que é preciso um clima de tranquilidade para se trabalhar. Eu, pessoalmente, quando me sentir prejudicado vou fazer o reparo que entender fazer. Não vou ser um anjinho. Todas as semanas sou criticado, mesmo quando ganho, tenho de saber viver com isto. O problema dos outros não é meu, mas quando me sentir prejudicado vou fazer o reparo.

Faz distinção entre os árbitros internacionais e os não internacionais?

Não, é uma falsa questão, é como os treinadores experientes e os não experientes. Isso a mim não me diz rigorosamente nada.

Maicon dizia que há adversários que tentam atacar o FC Porto fora do campo, porque dentro não conseguem, referindo-se ao Benfica…

Sem abordar concretamente essa questão, porque não quero fazer comparações, quero é a minha equipa forte. Mais do que dizer temos de provar que somos mais competentes e que somos mais fortes. É preciso chegar ao Rio Ave e provar que somos mais fortes.

Após quatro jornadas já é líder isolado…

Queremos estar na frente, mas queremos mais ainda aumentar a vantagem para os nossos adversários. É bom estar na frente, mas melhor ainda é aumentar a vantagem que temos para os nossos adversários.


Lista de Convocados:

Helton, Fabiano, Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson, James, Kléber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Atsu e Otamendi e Defour

Por: Rabah Madjer

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vitor Pereira ou a vitória da capacidade de evoluir.





Depois de um ano sofrível, onde em grande parte da época a equipa se arrastava com medo de si própria e amarrada a fantasmas do passado, muito por culpa também de alguns "senadores" que povoavam o plantel do FC Porto, alguns mais interessados no seu próprio ego que em jogar futebol, Álvaro Pereira foi um caso paradigmático, Rolando pelo que se percebe agora outro, só para dar dois exemplos, a SAD Azul e Branca aos poucos foi criando as condições necessárias para uma silenciosa e competente limpeza de balneário, ora vendendo as "ervas daninhas", ora chamando a terreiro líderes, dentro e fora de campo ( Lucho e Paulinho são exemplo), e qual o resultado ou que leituras podemos tirar?



Ora bem como efeito prático imediato, (e aí também temos que agradecer à inépcia e à incapacidade do supra-sumo da táctica de nome Jorge Jesus, que com as suas patetices deixou caminho aberto para o ultrapassar e  embalar da nossa equipa), fomos campeões, acto de gestão a valer pontos, face à contestação a SAD arriscou, manteve o factor de controvérsia, criou-lhe condições e ele nos momentos decisivos soube aguentar e  foi campeão.

Nova época começou e este ano o que temos?

Um treinador quiçá motivado pela apoio e confiança nele depositada, já com maior grau de coragem e mostrando outra capacidade, tanto a nível de discurso como na forma que coloca a equipa em campo.

Já não tem medo de arriscar, pese embora ainda não seja aquele treinador maduro, já com facilidade e nem precisamos de muita boa vontade para repararmos nesse factor, percebemos que a este nível de liderança também há evolução notória.

Os discursos para a comunicação Social já fluem, já não "tremelicam", indicador de uma maior à vontade, e de uma consciência que agora sim já é dono do lugar que ocupa por pleno direito e mérito, o fantasma da pessoa que o precedeu no cargo parece totalmente afastado e também aí se sente uma maior tranquilidade quando fala, já procura ser ele e não imitar o passado recente.

Apesar de ainda se sentir por parte de sócios e simpatizantes pelo nosso clube alguma duvida no ar, Vítor Pereira nas opções técnicas e tácticas vai actuando de modo lógico, encaixando as peças no seu sítio certo, exactamente o que pedimos e o que se pede a um bom treinador seja ele novato ou credenciado, não inventar.

Corolário lógico é a aposta de vários jovens no plantel, talvez tenha sido nos últimos anos ( quiçá também impulsionado pela almofada de segurança que as equipas B dão), o treinador que mais jovens mete no plantel principal, Kelvin, Atsu, Iturbe são exemplos da coragem de fazer um plantel com talento e jovem, coisas que outros treinadores mais bem amados e com maior "marketing" não tiveram a coragem de fazer ou em apostar.

Com os equilíbrios conseguidos na equipa, com a maturação de Maicon (maturação essa também da responsabilidade do treinador e dos seu ensinamentos) que possibilitou termos de novo um patrão defensivo, equilibrando o sector e tornando a nossa defesa compacta e pouco batida pelos adversários.

Face a real valia de Fabiano comprovada no estágio de pré-época, seguida da opção de dispensar um Bracalli que não correspondeu minimamente à aposta em si feita mas que seria o número dois do plantel, revela coragem de tomar decisões.

Aposta em James a 10 ( outra das "exigências" dos adeptos) e que sempre que os jogos têm permitido é 
feita.As substituições que não raras vezes têm sido decisivas para o desfecho final dos jogos.






Um meio-campo alicerçado no PATRÃO Lucho que tem permitido por exemplo o crescimento tranquilo e silencioso de Defour, um ataque onde Jackson Martinez é aposta e dá cartas. Apostas correctas e que têm sido a base de toda a melhoria sentida desde a época passada.






Ou seja em todos os sectores da equipa existem melhores (e mais capazes) soluções face ao plantel passado.

São muitos os dados que levam a ver que a evolução, a maturação e o crescimento do treinador Vítor Pereira é factual. A humildade, a capacidade de trabalho, o espírito de sacrifício, juntando à consciência que teria que aprender, evoluir, para chegar a patamares maior consenso, tornam o treinador campeão hoje um treinador diferente, para melhor, do que era a época passada.

O resultado está lentamente a vir ao de cima, quer em futebol jogado (muito mais atractivo), que na forma como se apresenta aos jornalistas, e também e não menos importante, no silenciar lento mas consistente das criticas e dos críticos que lhe apontavam o dedo à mínima falha.

O processo de aprendizagem é contínuo, o caminho parece ser o mais certo, a caminhada parece segura, esperamos que a caminhada prossiga, que de uma vez por todas silencie as vozes criticas que ainda teimam em pairar nas bancadas a cada substituição, em cada opção que ainda é posta em causa muitas das vezes injustamente.

Quem sabe o nosso clube depois do sucesso e fama além fronteiras a potenciar jogadores, também não ganha a fama e proveito em formar jogadores, como em tudo no desporto podes ser que também neste patamar consigamos atingir a vanguarda.

Boa sorte Vítor, o caminho faz-se caminhando, a opção parece ser a mais correcta, a evolução parece-me digna de registo! Não pares!


Por: Rabah Madjer
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