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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

FC Porto 29 - 23 Madeira Sad - Mais uma etapa ganha


O FC Porto jogou ontem em casa para a 3ª jornada do campeonato. Esta não é uma frase de introdução, é para muitos uma informação. O nosso Dragãozinho esteve mais despido que o habitual. Normal, dia de semana, horário apertado para quem estuda ou trabalha e porque a seguir havia jogo de Champions. Teve de ser, até porque a Champions do andebol também vai começar...

Assistimos a uns primeiros minutos de mau andebol. Muitas falhas técnicas, poucos golos e pouco acerto de ambos os ataques, sobretudo do nosso. Nos primeiros 5 minutos marcamos um golo apenas. E coleccionamos falhas nada habituais.

Não é de estranhar que tenhamos estado quase sempre em desvantagem no primeiro tempo. A equipa madeirense estava a criar dificuldades com a sua defesa profunda, alternando entre o 5*1 e o 3*2*1. Rui Silva, o nosso novo central, era quase sempre alvo de marcação individual. Conseguíamos discutir o marcador sobretudo através de penetrações individuais dos jogadores de 1ª linha linha e das acções do nosso ponta Hugo Santos. No resto muitas dificuldades. Nem nos livres de 7 metros tínhamos ainda encontrado os niveis habituais de acerto. Ricardo Moreira falhou, António Areia também. Dois especialistas nestes lances. De realçar que o segundo falhou um destes lances pela primeira vez esta época.

Defensivamente também não estávamos ao nosso nivel. Concedemos muitas situações de remate aos 6 metros ao pivot adversário.

Não é de estranhar que, durante quase toda a primeira parte, estivéssemos em situação de desvantagem que já era de 3 golos ao aos 20 minutos (7 - 10).

Ricardo Costa pediu um desconto de tempo para acertar estratégias. Resultou.

Mudou também na baliza. Quintana, que tantas vezes nos salvou e que de certeza o fará no futuro, não estava a ter um dia dos seus. Sem problema, se um não está, temos outro de grande valia. Entrou Laurentino. A recuperação começou pela baliza. um, dois, três ataques parados pelo nosso guardião...

Outro Hugo subiu igualmente de produção. Hugo Santos. Eficácia tremenda. 3 golos seguidos. O últimos deles colocou-nos pela primeira vez em vantagem no marcador (13-12).

O intervalo chegou com as equipas empatadas a 13.

A nossa equipa estava por cima no final do primeiro tempo e entrou na segunda metade da mesma forma. Mostrámo-nos sólidos na defesa e finalmente a fazer sair uma das nossas armas, o contra-ataque.

Dez minutos fantásticos a abrir uma diferença de 5 golos (21 - 16). Destaque para o parcial de 6 - 1 logo a abrir, a colocar o resultado nos 19 - 14.

Conhecemos a valia desta equipa. Sabíamos que após conseguir esta vantagem, muito dificilmente a vitória fugiria. Foi o que aconteceu.

Mantivemos sempre o adversário nos 5 ou 6 golos de diferença. Deu para começar a pensar no primeiro desafio da Liga dos Campeões nos momentos finais.

No final o marcador mostrava um 29 -23. Resultado conseguido com uma boa segunda metade. Não foi o jogo mais conseguido que já tivemos, mas uma época não tem só jogos bem conseguidos. O que há a adestacar é que mesmo abaixo do que já fizemos exibicionalmente, conseguimos vencer. Isso é o que diferencia uma equipa vulgar de uma boa equipa. E nós somos uma boa equipa. Uma equipa que é hepta e que continua bem orientada...

Com a 3ª vitória em outros tantos jogos mantemos obviamente o 1º lugar. Estamos onde queremos antes do começo de uma aventura diferente. No sábado segue-se a recepção ao Tatran Presov na 1ª jornada da fase de grupos. Ajudava um dragãozinho cheio a apoiar a nossa equipa... 




FICHA DE JOGO

FC PORTO-MADEIRA SAD, 29-23
Campeonato Fidelidade Andebol 1, primeira fase, 3.ª jornada
16 de Setembro de 2015
Dragão Caixa, no Porto

Árbitros: Fernando Costa e Diogo Teixeira

FC PORTO: Alfredo Quintana e Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (5), Yoel Morales (3), Gustavo Rodrigues (1), Miguel Martins, Rui Silva (3), Daymaro Salina, Nuno Gonçalves, Ricardo Moreira (3), Alexis Borges (3), Hugo Santos (8), António Areia (1), Nuno Roque (1) e Jordan Pitre (1)
Treinador: Ricardo Costa

MADEIRA SAD: Yusnier Giron e Luís Carvalho (g.r.); Gonçalo Vieira, Francisco Martins, Cláudio Pedroso (3), Daniel Santos (3), Nuno Silva (2) David Pinto (2), Elias Nogueira (4), Marco GIl (2), Nuno Carvalhais (4) e Nelson Pina (3)
Treinador: Paulo Fidalgo

Ao intervalo: 13-13









Por: Paulinho Santos

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Supertaça - FC Porto 24 - 26 ABC - Apenas um percalço


Não começou da melhor maneira a época da nossa equipa de andebol. Sem alarmes desnecessários nesta altura, foi apenas um percalço. Um percalço que custou um título mas há ainda muito para ganhar...

No jogo de ontem, disputado em Castelo Branco, o adversário era o ABC. Um nome forte do andebol português. Talvez menos forte que o ano passado mas um adversário de valor em qualquer circunstância. 

O pavilhão estava um forno, o que terá prejudicado o ritmo de ambas as equipas. Apesar da mudança técnica, já vimos nesta pré-época que o ritmo elevado continua a ser uma das caracteristicas da equipa agora orientada por Ricardo Costa. A defesa 6*0 deverá igualmente manter-se. Naturalmente diga-se. A defender aos 6 metros, em teoria, dificultamos a entrada de jogo para a 2ª linha. Não será um convite aos remates de 9 metros mas com a equipa mais alta em Portugal o bloco torna-se mais eficaz. Convém é maior pro-actividade, agressividade e rapidez do que vimos, sobretudo se alternarmos com momentos de maior profundidade como vimos ontem ... Com tempo e trabalho lá chegaremos... 

Os primeiros 30 minutos foram muito equilibrados. As igualdades no marcador eram uma constante. Senão vejamos: a meio da primeira parte, igualdade a 5 golos. A 10 minutos do intervalo igualdade a 6. A 5 minutos do intervalo igualdade a 9 bolas. 

Todavia o resultado não chegou empatado quando as equipas recolheram aos balneários. No último lance antes do apito Miguel Sarmento, um atleta que já defendeu as nossas cores, colocou a equipa bracarense a vencer pela margem minima (11 - 12).

Ricardo Costa mudou de guarda-redes ao intervalo, um hábito que já vem de trás e que é perfeitamente normal quando se tem dois guarda-redes da valia dos nossos. O luso-cubano Quintana era agora a última barreira aos remates da equipa adversária. 

Os primeiros minutos do segundo tempo voltaram a mostrar uma semelhança incrivel no desenrolar do marcador. Apesar de termos sofrido a abrir, um parcial de 3 - 0 deu-nos uma vantagem (15 - 14) ainda antes dos 10 minutos de jogo. 

E foi aí que começamos a ceder embora o espirito e qualidade da equipa nos tenha mantido sempre na disputa do encontro... Até aos 10 minutos finais...

Um par de falhas técnicas no ataque escusadas que possibilitou o contra-golpe forte do adversario a que o técnico portista fez questão de lembrar nas declarações pós-jogo e sobretudo uma nada habitual permissividade defensiva abriu uma distância de 3 golos no marcador a 5 minutos do fim quando o resultado chegou aos 19 - 23. 

Parecia resolvido. Pura ilusão. Mérito nosso que soubemos aproveitar a desqualificação de Nuno Grilo. 

Tínhamos de arriscar. Defesa extremamente profunda e a todo o campo. Resultou.

Ricardo Moreira primeiro, Alex Borges e Hugo Santos depois deixaram-nos a um golo de diferença. Ainda seria possivel?

Faltavam poucos segundos e a posse de bola era da equipa bracarense. Conseguiram não só deixar que o cronómetro corresse como ainda fizeram o golo final por Pedro Seabra.

A Supertaça não veio para nós. Justa ou injustamente não interessa. Adoramos ganhar e ninguém está contente com o desfecho. Mas é passado. Há um campenato para ganhar e a começar já na deslocação curta a Águas Santas, um pavilhão onde já celebramos campeonatos e Supertaças... Temos equipa e temos treinador para termos um ano recheado de alegrias... Vamos à luta!


FICHA DE JOGO

FC PORTO-ABC, 24-26
Supertaça 2014/15
30 de Agosto de 2015
Pavilhão Municipal de Castelo Branco

Árbitros: Gonçalo Aveiro e Hugo Fernandes

FC PORTO: Hugo Laurentino (g.r.); Gilberto Duarte (5), Yoel Morales (1), Daymaro Salina (6), Ricardo Moreira (4), Rui Silva (1) e Hugo Santos (2)
Jogaram ainda: Alfredo Quintana, Miguel Martins, António Areia (1), Jordan Pitre, Alexis Borges (4) e Gustavo Rodrigues
Treinador: Ricardo Costa

ABC: Humberto Gomes (g.r.); Pedro Seabra (5), André Gomes, Carlos Martins, Nuno Grilo (4), Hugo Rocha (1) e Fábio Vidrago (1)
Jogaram ainda: Nuno Rebelo (5), Miguel Sarmento (5), Tomás Albuquerque (3), João Gonçalves (1) e Diogo Branquinho (1)
Treinador: Carlos Resende

Ao intervalo: 11-12


Por: Paulinho Santos

segunda-feira, 2 de março de 2015

FC Porto 3 - 0 Sporting - Muita qualidade


Era (mais) um jogo decisivo. Como serão todos até ao final. As circunstâncias assim o obrigam. Cada teste que surge está a ser superado.

O de ontem não era fácil. Não é uma equipa candidata ao título a que visitou o Dragão. Mas é uma equipa que ainda não tinha perdido nos 4 jogos que fizeram com o top-4 do campeonato. Contavam duas vitórias e 2 empates.

O Dragão encheu. Os adeptos acreditam e ontem mostraram-no. Sabem das dificuldades e contra o quê e contra quem lutamos. Mas a vontade de ganhar é cada vez maior. O Dragão é sempre um estádio lindo. Quando está repleto mais ainda.

Não houve grandes surpresas no onze de Lopetegui. Evandro, na ausência de Oliver é o substituto natural. O jogador com o perfil mais aproximado do menino que tem encantado. Podemos jogar como sempre jogamos.

Há sempre a dúvida dos extremos. Quem entrará de inicio? Também aqui Lopetegui acertou em cheio na escolha. Um hábito. No Bessa Hernâni e Quaresma. Ambos mostraram que foi uma escolha acertada. Ontem quem acompanharia Brahimi? Tello obviamente...

Todas as galas têm o seu ritmo próprio. Muitas vezes o início é o mais dificil.

Ontem era noite de gala e aconteceu o mesmo. Os primeiros minutos foram os mais complicados.

Talvez complicado não seja o adjectivo adequado. Porque o adversário nunca foi complicado. Mérito nosso. Foram sim os mais equilibrados. Nunca deixamos de estar com o jogo controlado. Mas ainda havia aquele nervoso miudinho que nos levou a falhar alguns passes. No inicio das jogadas pode ser perigoso. Maicon fez um assim, Marcano e Alex Sandro igual.

Calma! Não há porque haver nervosismo. Somos melhores, preparámo-nos melhor e queremos mais vencer.

Paulatinamente o nervosismo inicial foi passando.

O Porto começava a jogar onde queria, no meio campo ofensivo. Não surgiu uma placa de aluga-se ou vende-se no nosso meio campo. Se surgisse também ninguém notaria...

Herrera deu o primeiro aviso. Se entrasse era um golaço.

Já falamos aqui em galas. Esta semana aconteceu a gala dos Óscares. Tello e Jackson devem ser apreciadores da 7ª arte e resolveram homenagear movimentos do cinema.

Jackson dá numa mistura de Bruce Lee e da Academia de ballet Bolshoi. Tudo perfeito. Dominio de peito e, sempre equilibrado calcanhar elevado para Tello que ficou isolado. "Run Tello, run". O espanhol correu tanto como a personagem de Tom Hanks. As semelhanças ficam por aí. O nosso jogador não precisa que o mandem parar e largar a bola. Ele sabe quando e como o fazer. Correu à Speddy Gonzalez e soube ser mortífero como um sniper.

Golo!

Até ao intervalo mais do mesmo. Porto por cima e leão a parecer um gatinho inofensivo e tímido.

Recomeça o jogo e a nossa equipa melhor ainda. Pressão alta com o adversário a perder a bola logo na primeira fase de construção com os defesas. Jogo a toda a largura e a fazer movimentar o adversário. Muita posse mas sem descurar a profundidade.

Tello estava endiabrado e logo no recomeço assiste Jackson em zona frontal da área. Grande oportunidade. Jackson ainda rematou mas um defesa cortou para canto.

Jackson agradeceu o passe da melhor forma. Tello deixou-o isolado, Jackson ia deixar o nosso extremo isolado pela segunda vez. Bola nas costas de novo e Tello arranca de novo a toda a velocidade. Deve haver gente que foi multada que ia mais devagar...

Take 2 desta luta particular Tello / Rui Patricio. Novamente o nosso jogador saiu vitorioso. Golo!

Pelo que se via no relvado apenas uma dúvida resistia. Quantos seriam?

Lopetegui não baixa a guarda nem deixa que os jogadores o façam. sai Brahimi em noite desinspirada e entra Quaresma. Cédric, já amarelado, pensa que terá o nosso treinador contra ele. Nada, respondo eu. Apenas quer vencer e tu podias ser um dos elos mais fracos... Só não terminou em adeus porque o árbitro não quis...

Não foi só em termos ofensivos que o nosso técnico estava atento. Evandro, grande exibição mas a começar a mostrar um ou outro sinal de fadiga saiu. Entra Ruben Neves. Manter a consistência defensiva também era fundamental.

Já perto do final a cereja em cima do bolo. Herrera lança Tello para mais um sprint. Exactamente o mesmo estilo de jogada. Bola nas costas da defensiva contrária entre o defesa e o lateral para a entrada de Tello.

Take 3 da disputa particular entre Tello e Rui Patricio. 3ª vez que Tello batia o guardião contrário. KO.

Referimos que os 3 golos surgem de forma similar. Uma palavra para Bruno de Carvalho. Foi importante no jogo de ontem. O presidente que na época passada disse que os adversários tinham de dar mais luta. Obrigado pelo aviso. O presidente que quando lhe falaram de reforçar o sector defensivo da sua equipa falou em Tobias (e foi buscar Everton que não jogava há meses). Obrigado pelo Tobias. O presidente que no inicio da semana castigou Jefferson. Obrigado pelo Jonathan. Um visionário este homem.

Segue-se nova dura batalha. Sexta-feira um jogo muito complicado em Braga. Temos de continuar a vencer.

Análise individual:

Fabiano: Noite muito tranquila. Não efectuou uma defesa. Não teve de o fazer. Cruzamentos para a sua área também quase não aconteceram. Apenas podemos falar da forma como saiu a jogar. Preferencialmente curto como queremos. Se não dá, pontapé longo. É mais fácil dizer que avaliar correctamente. Fabiano esteve sempre correcto.

Danilo: Diz-se que estava limitado. Acredito. Mas acrescento que mesmo limitado fisicamente é de uma segurança extrema. Nani não se viu, Capel igual. Um luxo este lateral. Sem estar a 100% mete no bolso o jogador adversário mais perigoso. Voltou a sair tocado, agora com uma contusão na coxa.

Maicon: Falhou um passe no inicio. Esta é toda a critica que Maicon tem. Elogios são bastantes mais. Cortes in-extremis de categoria e com atenção. Pelo ar imbativel, mesmo com Slimani. Nada passou. Tem a confiança do técnico e a jogar assim terá sempre.

Marcano: Forma uma boa dupla com Maicon. Jogadores diferentes que se complementam bem. Tal como o companheiro de sector falhou um passe no inicio. Tal como o companheiro secou todo e qualquer perigo depois disso. Quase marcava de cabeça no final do jogo.

Alex Sandro: Fez uma das suas melhores exibições esta época. Também errou o seu passe. Mas esteve seguro defensivamente, nunca deixando Carrillo embalar nem receber a bola em condições. Nunca descurou o ataque e quer Brahimi quer Quaresma foram sempre bem apoiados. Parece estar a subir de forma e essa é uma excelente notícia.

Casemiro: Tem melhorado muito. Ontem foi um verdadeiro muro. Sempre bem posicionado, sempre a saber quando ir à bola e quando ficar. Quando vai à bola é para a ganhar. Foi inteligente até nas faltas que fez. Um exemplo disso é uma falta na 1ª parte a travar um raro contra-ataque. Se não a fizesse era uma jogada perigosa. Assim tudo tranquilo.

Herrera: Termina os jogos esgotado. Só isso é motivo de elogios. Um jogador profissional que dá sempre tudo. Antigamente chamava-se a isto um jogador com raça, um jogador à Porto. O mexicano é mais do que isso. Pressionou muito e bem. Recuperou bolas. Teve bons pormenores técnicos, até toques de calcanhar a iludir adversários. Esteve bem a distribuir jogo, procurando sempre dar a largura que queremos. Terminou com mais uma assistência para golo. Fundamental.

Evandro: Uma das maiores ovações da noite foi para ele. Justa diga-se. Formou uma boa dupla com Herrera, nunca deixou o meio campo do Sporting jogar. Foram inúmeras as bolas que Adrien, William carvalho e restantes jogadores recuados perderam. Não foi por acaso. Mesmo no período mais equilibrado da partida esteve bem. Tranquilidade e segurança com bola. Uma boa opção para os futuros embates.

Tello: marcar 3 golos num clássico não é para todos. Tello conseguiu por uma mistura de factores. Porque tem uma velocidade estonteante. Porque é muito bom neste estilo de movimentos e sabe quase sempre arrancar na altura certa. Porque ontem foi certeiro na finalização. Este último critério nem sempre se tem visto. Pessoalmente acho que mais por ansiedade que falta de qualidade.

Ontem Tello foi o finalizador mas não apenas isso. Foi um municiador de ataques. Deu um golo feito a Jackson por exemplo. Cruzou mais que qualquer outro.

Está ambientado à equipa e tem sido fundamental ultimamente. No bessa desbloqueou o jogo com 2 passes para golo. Ontem marcou todos.

Brahimi: Do mago argelino pode esperar-se sempre qualquer coisa. Pode estar apagado e num minuto resolve. Já aconteceu no passado. Ontem não foi o caso. Um par de fintas, um remate fraco e pouca objectividade com bola.

Parece em défice fisico quando comparado com os colegas.

Jackson: Já muitas vezes foi dito mas nunca é demais afirmá-lo. É um craque! O mesmo calcanhar que já serviu para marcar a Patricio, ontem assistiu Tello. Ele marca regularmente (ontem falhou), ele assisté, ele dá jogo aos companheiros, ele pressiona, ele está sempre presente. para ser uma exibição perfeita apenas faltou o golo. Em tudo o resto nota máxima.

A forma como domina uma bola deveria ser caso de estudo dos jovens aspirantes a avançados. Bola que lhe chegue tem sequência.


Quaresma: Tem feito bons jogos o nosso cigano. Ontem foi mais um desses. Entrou e deu profundidade à equipa. Foi no 1*1 quando a situação o pedia, passou quando era a melhor opção. Este Quaresma de ultimamente é o melhor Quaresma que temos oportunidade de ter. É mais importante para a equipa que alguma vez foi. Simplesmente porque o talento está ao serviço da equipa.

Ruben Neves: Entrou para o lugar de Evandro. Tem caracteristicas diferentes, logo o meio campo foi diferente. Joga mais próximo de Casemiro e dá sempre segurança. Tem detalhes deliciosos. Dois ficaram-me na retina. Uma bola no adversário e Ruben sempre à espreita. Na altura certa, carrinho a desarmar. Se tiverem oportunidade revejam o lance com os olhos nele. Segurou, aguentou e no momento certo desarmou. Outra com bola. Pressionado e simulação de corpo. Resultado: caminho livre para dar sequência à jogada.

Indi: Voltou ao relvado. Voltou para um lugar e função diferente, lateral direito. O jogo estava ganho mas Indi entrou como se estivesse 0 - 0. Concentrado, sem dar hipóteses aos extremos e ainda tentou apoiar o ataque.


Ficha de jogo:

FC Porto-sporting, 3-0
Primeira Liga, 23ª jornada
Domingo, 1 Março 2015 - 19:15
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 43.111 espectadores


Árbitro: Artur Soares Dias (Porto).
Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio.
Quarto Árbitro: Luís Ferreira.

FC Porto: Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Evandro, Tello, Jackson Martínez, Brahimi. 
Suplentes: Helton, Martins Indi (84' Danilo), Rúben Neves (71' Evandro), Quintero, Quaresma (58' Brahimi), Hernâni, Gonçalo Paciência.
Treinador: Julen Lopetegui.

Sporting: Rui Patrício, Cédric, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Jonathan Silva, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Carrillo, Montero, Nani.
Suplentes: Marcelo Boeck, André Martins (80' Carrillo), Slimani (61' Montero), Diego Capel (60' Adrien Silva), Miguel Lopes, Tanaka, Rosell.
Treinador: Marco Silva.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Tello (31', 58' e 83').
Disciplina: cartão amarelo a Jonathan Silva (54'), Danilo (62'), Nani (62'), Cédric (65'), Alex Sandro (90').




Por: Paulinho Santos










 


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Chega!


 Chega do andor semanal!

Ontem, mais uma vez, um jogo do campeonato português ficou decidido depois da intervenção dos senhores do apito. O árbitro Jorge Ferreira, qual Messi ou Ronaldo, decidiu a partida sozinho. O regime perdia por 1 - 0. Salvio, conhecedor do colinho semanal, tenta sacr um penalti. Foi demasiado mal simulado para poder ser apitado. "Mas calma Salvio. Amarelo não levas e pela tentativa ainda dou canto". "Canto?" perguntou-se toda a gente honesta. Sim canto. Não vai a bem vai a mal. Deu-lhes golo. Jogada primorosa de Jorge Ferreira.

1 - 1 no marcador. Podia não ser suficiente, o regime não anda a jogar nada. Vou expulsar um, o primeiro que proteste. Vai já este, o André Simões. Vermelho direto. 

Desde o amarelo por simulação transformado em golo à expulsão, um par de minutos. 

Não é uma situação virgem. Isto tem acontecido com frequência. Como bem frisou ontem um jogador do Moreirense, na 1ª volta já tinha acontecido o mesmo. Vamos relembrar a história. O Moreirense ganha por 1 - 0. O regime joga com 11 quando devia jogar com 10, Enzo não foi expulso. A verdade é que deviam estar a perder e com menos 1 jogador. O que aconteceu foi que ficaram com 11 e o adversário ficou com 10. Deu para dar a volta. 

Sobre Enzo não é uma surpresa para ninguém. Uma nota curiosa. Esta semana tem sido muito criticado em Espanha pela sua agressividade em campo, por já ter visto 5 amarelos em 7 jogos do campeonato. Aqui era um anjo...

Chega de nada fazermos nem nada dizermos!

Os adeptos estão fartos. Fale-se com qualquer adepto de futebol, seja qual for o clube que apoiem e todos são unânimes. O regime tem sido beneficiado quase todas as semanas. Inclusive os próprios adeptos do clube rival, aqueles que têm espinha e cérebro, também o admitem. 

Deixemos os outros de lado, foquemo-nos nos nossos adeptos. Em qualquer conversa ocasional sobre o assunto é comentado. A "bluegosfera" tem dezenas de posts a falar e a denunciar a situação. Em todos a mesma revolta. Damos uma vista de olhos pelas páginas oficiais do clube nas diversas redes sociais e em todos o pedido dos adeptos para que o clube reaja.No estádio, uma das nossas claques recuperou a tarja do andor para protestar. 

Aqueles adeptos que são reconhecidos pelo público e que têm tempo de antena em diversos meios de comunicação social fazem o mesmo. Denunciam, mostram a pouca vergonha que tem sido este campeonato. Seja no nosso canal (vênia a Bernardino Barros) ou noutros, todos referem o mesmo.

Por todo o lado insatisfação. Uma insatisfação crescente, uma insatisfação que atingiu o ponto de revolta. 

E o que faz quem tem a obrigação de defender o clube, aqueles que foram escolhidos pelos sócios para dirigirem o clube e nos representarem? Pouco ou nada. Uma contestação ocasional. Não chega. Não está a ter resultado, o andor continua firme. 

Porquê? Porque é que quem tem a obrigação de defender o clube são aqueles que menos parecem revoltados com tudo isto? 
 
Chega de pedirem respeito!

Não sei se todos os árbitros aderiram, mas esta semana alguns árbitros entrarão em campo com uma camisola branca apenas com a palavra respeito. Surge em consequência de um cada vez maior número de casos em que os árbitros se sentem ameaçados. 

Cosme Machado por exemplo aderiu. A ironia, o tipo que arbitrou o Braga - Porto para a Taça da Liga vem pedir que o respeitem. 

Eu entendo. Eu exijo que toda a gente me respeite. Por um motivo simples. Dou-me ao respeito e sou um tipo honesto. Não falto ao respeito a ninguém que não mereça. Nem deixo que o façam.

Também me acontece uma situação curiosa. Não tenho que andar a pedir que me respeitem, acontece naturalmente. 

Querem ser respeitados? Respeitem e façam por serem respeitados. Não me peçam para respeitar quem todas as semanas anda a roubar uma das grandes paixões da minha vida. Não respeito. Não são merecedores disso.

Sou uma pessoa pacifica. Não quero violência. Recrimino quem a usar. Denuncio-a se vir gestos desses. Não defendo esse caminho. Defendo sim a responsabilização de tudo. Roubaram? Têm de ser punidos. Como? Pelas classificações, pelo denunciar dos ladrões que são. Nada disso tem acontecido. O chefe deles anda calado. Um dos directores da APAF deu uma entrevista a uma rádio a elogiar a arbitragens deste ano. 

Nenhum deles tem vergonha. Mudem-se os intervenientes. Se nada fizerem vai chegar o dia em que as coisas vão descambar... E não se vão poder queixar, nada fizeram para que isso não acontecesse, pelo contrário...

Chega dos pseudo-portistas com agenda!

Sempre foi comentado que Vitor Baía tem como objetivo mais ou menos próximo ser um dirigente de importância do Futebol Clube do Porto. O próprio já deu a entender essa ambição. 

Atualmente é comentador. E que diz ele sobre o que todos temos visto?

Disse esse senhor que feitas as contas os erros são equilibrados, ninguém está a ser beneficiado nem prejudicado. Mais, acrescenta que falar disso é para tapar actos de má gestão.

COMO? Vitor Baía acha que está tudo bem, está tudo normal? 

Eu vejo duas opções. Se acha que está tudo normal, na mesma situação nada iria fazer. Se não acha que tem sido normal, colocou os seus interesses pessoais e a sua ambição antes de defender o clube. Seja uma ou outra, como sócio, serei sempre contra a entrada deste senhor numa direção do meu clube.

Fui um fâ do guarda-redes. Dos grandes defensores de Vitor Baía. Agradeço-lhe o trabalho e os títulos para que contribuiu. Vibrei com as suas defesas. Foi um dos melhores guardiões da história do Porto, é merecido estar no 11 ideal do nosso museu. Eu próprio votei nele. 

Mas quem, na altura de defender o clube o ataca não será nunca uma hipótese para dirigente, nem hoje nem nunca. 


 Por: Paulinho Santos

sábado, 14 de fevereiro de 2015

FC Porto 1 - 0 Vitória - Muito Porto para resultado tão escasso



Vigésima primeira jornada. A primeira das finais deste ciclo importante de jogos. Respiramos bem e para o continuarmos a fazer só um objectivo serve. Os 3 pontos. Neste e nos jogos seguintes.

Lopetegui, bem, já tinha avisado na antevisão. Nada mais importa senão este jogo até o árbitro apitar no fim dos 90 minutos. Os jogadores perceberam bem a mensagem. Em campo ia entrar um 11 muito parecido ao da ultima jornada, apenas uma alteração. 


Já muito se discutiu o estilo de jogo deste Porto. Tikitaka? Nem por sombras, nem é isso que se pretende. Desse estilo apenas fomos buscar o que de melhor esse estilo tem. Não, não me refiro à posse de bola. Isso é consequência de algo feito antes. A principal qualidade é a defesa que nem deixa o adversário organizar-se. O adversário recuperou a bola? Então, pressão neles. Saber fazê-lo de forma competente é extremamente dificil. Não é pressionar um a um, não é pressionar só quem tem a bola. É ter um bloco que atrapalha quem tem bola e não dá espaço nem tempo a quem a tenta receber. 



Essa característica este Porto versão 2014/15 tem ou tenta ter. 



Essa característica deu-nos uma entrada em grande. A equipa adversária tinha um handicap. Estava privada do jogador que melhor sabe lidar com isso. Arrisco dizer que mesmo com ele em campo, víamos o mesmo de ontem nos primeiros 45 minutos. Um Porto mandão, um Porto protagonista como o nosso técnico gosta de dizer.


Fabiano foi um espectador. Danilo e Alex Sandro viam-se mais no último terço do campo a criar desiquilibrios que na defesa. O adversário não consegiua sair do seu meio campo. Perigo só numa baliza, a deles.


Foram tantos, tantos lances. Jackson esteve perto do golo em mais que uma ocasião, Herrera teve chances, Quaresma teve chances, Danilo teve chances, Brahimi também.


Foram uns primeiros 45 minutos com futebol entusiasmante. Dominio absoluto. Muita bola. Jogo interior competente, médios muito activos com Herrera e Oliver a pautar o jogo, cada um no seu estilo. Extremos a conseguirem espaço para também criar jogo e até surgir no apoio ao avançado. 


Muito jogo, pouco aproveitamento. A cada lance bem construído, ineficácia e ingenuidade a finalizar. Golos só 1. De Brahimi. Não foi a primeira vez que marcou legalmente a este adversário mas foi a primeira vez que contou. Um lance que mostra muito do qu falamos antes. Oliver recebe a bola na área, bem pelo meio do terreno. Boa recepção, espera pelo apoio e encontra Brahimi na altura certa a surgir pela esquerda. passe bem medido e finalização eficaz. Simples, bonito, eficaz. Estava aberto o marcador.


O intervalo chegou e apenas dois amargos de boca. Apenas um golo, quando podia e devia ser 4 ou 5. Alex Sandro, um dos 3 jogadores em risco de exclusão já tinha visto amarelo.


Depois do recomeço do jogo, bastou um minuto para o Guimarães fazer o que não havia feito até então. Chegar com perigo à nossa área. 


Eles subiram as suas linhas. A isso juntaram dureza. Não aquela dureza de futebol que se gosta. Também a tiveram. Mas aqui e ali ultrapassaram bastante essa linha que separa virilidade de quem quer ganhar, de bater forte e feio. 


Raramente assustaram Fabiano. Não tiveram verdadeiros lances de golo. Mas bastou para equilibrar o jogo.



Lopetegui gritava e dava indicações. Queria a equipa mais subida. Queria a mesma pressão. Queria Herrera a explorar espaços e não tão atrás. 


O certo é que a equipa não o conseguiu. Então vamos reorganizar, temos de estar por cima.



Sai o mexicano, entra Ruben. Não foi uma substituição defensiva. Foi uma substituição de quem quer dominar a cada lance. Oliver joga uns metros mais à frente do que antes. Ruben mais atrás. Casemiro na mesma função de sempre. 



Resultou. Casemiro estava atento. Soube perceber o jogo. Dobrou bem, posiciou-se bem. Na sua área de acção varria. Ruben foi importante nisso. 


Estava recuperado o ascendente na zona intermediária. E nem à patada o perdemos. 



Retive um lance em particular. Cafu, esse mestre da entrada a pés juntos, estava nas suas 7 quintas. Já devia ter sido amarelado antes. Não o foi. Podia esticar-se. Esticou-se demasiado. O árbitro deixou. A entrada a pés juntos sobre Casemiro merecia vermelho. Por bem menos Maicon foi expulso contra o Boavista. E numa noite bem diferente, com um terreno bem mais complicado. Pelos vistos mudaram o critério...



Se tínhamos recuperado o meio campo, vamos dar velocidade ao ataque e explorar o espaço que podia surgir. Tello lá dentro e Hernâni no fim. Mais uma vez bem. 



Estivemos bem mais perto do segundo do que eles do primeiro. Mesmo sem a exuberância da primeira parte. 



Apito final. Vencemos. Era o mais importante. Vencemos com mérito. Bom jogo. 



Ainda temos muitas de vencer muitas batalhas para vencer a guerra. Uma de cada vez. Segue-se uma batalha diferente. Basileia, na primeira mão dos oitavos da Champions. O objectivo é voltar às 8 melhores equipas da Europa. 



Um aspecto a melhorar. Não é de ontem, mas algo em que temos evoluído pouco. Pode parecer apenas um pormenor mas esse detalhe pode dar vitórias. Os lances de bola parada ofensiva. Tivemos 6 cantos, mais de uma dezena de livres, até um dentro da grande área. É verdade que conseguimos rematar 3 vezes e um dos lances até foi bem trabalhado. Mas a enorme maioria dos cantos, lançamentos e dos livres laterais não estão a sair bem. Ora falha o cruzamento, ora falha o passe, ora o lance parece mal ensaiado. Há ideias trabalhadas, nota-se isso. Mas falta saber colocá-las em prática. 






 Análise individuais: 



Fabiano: Poucas vezes foi chamado a parar verdadeiro perigo. A equipa vimaranense rematou uma meia dúzia de vezes mas quase sempre de longe e fraco. Quando foi preciso esteve seguro.



Danilo: Acabou o jogo e foi assistido após um lance com Casemiro. Sem qualquer problema defensivo com quem aparecia na sua zona, destacou-se ofensivamente. Esteve perto do golo em duas ocasiões, ambas finalizadas ao lado, após diagonais. Iniciou a jogada do golo. Viu um amarelo e não pode jogar no Bessa.



Maicon: O Vitória foi um adversário macio, não criando grandes problemas à nossa zona defensiva. Não permitiu espaços, esteve seguro nas dobras e imperial no ar. Quase marcava de cabeça na 2ª parte. Um reparo. Jogou longo e nem sempre com acerto quando tal não o justificava.



Marcano: Titular em detrimento de Indi pela segunda vez consecutiva. Não foi posto à prova mas teve um corte defeituoso nos descontos que permitiu um remate (sem perigo) já no fim do jogo. Boa visão de jogo a assistir Maicon num lance que deixou o companheiro muito perto de marcar.



Alex Sandro: Tal como Danilo destacou-se pelas acções ofensivas, funcionando muitas vezes como um 2º extremo. Combinou bem com Brahimi.



Casemiro: Gradualmente tem vindo a melhorar no que diz respeito ao posicionamento de 6. Ontem foi um desses casos. Serviu sempre como um tampão às investidas de Bernard, não lhe dando tempo nem espaço para pensar. Muito se fala da sua virilidade mas ontem foi o principal alvo dos adversários. Entradas a pés juntos, saltos com os braços abertos, rasteiras, pequenos e grandes toques. Sofreu de tudo um pouco. 



Herrera: Excelente primeira parte. Deu profundidade, criou espaços, soube surgir na área e cair entre linhas. Foi um dos principais responsáveis pelos muitos lances de perigo na primeira parte, em que interveio na maioria deles. Na segunda parte baixou de produção. Tentou segurar enquanto Lopetegui lhe pedia para avançar e criar desiquilibrios. 



Oliver: Tem a bola e sabemos que dificilmente não dá sequência ao lance. Xavi do Barcelona uma vez disse que a sua função era encontrar espaços. Oliver deve pensar o mesmo. Se der para jogar curto e em progressão fá-lo. Tem demasiada gente naquele lado do campo, vira o flanco. A isso acrescenta uma característica que encanta qualquer treinador. Não pára um segundo. Quem tem o privilégio de poder assistir em casa ou fora a um jogo da nossa equipa lanço um repto. Durante 5 minutos sigam-no a ele. Não irão perder nada do jogo, onde a bola está ele está perto. 



Quaresma: Não é o Harry Potter que decide sozinho como foi em tempos. Não é uma crítica, pelo contrário. Este Quaresma é hoje bem mais importante que apenas esses lances. Também os sabe ter se for preciso, mas primeiro é útil à equipa. Deixou de ter um par de lances mágicos por jogo e uma dezena de perdas de bola para ter apenas um lance mágico mas nas restantes dá mais sequência aos lances. 



Brahimi: Foi dele o golo do triunfo. Teve mais uns lances à Brahimi, daqueles em que "dá um nó" ao rim do defesa mas também ao cérebro. Todavia, ainda não é o Brahimi que encanta. Esse precisa de mais uns jogos e de voltar a ser mais prático. Mesmo assim, um dos melhores.



Jackson: Surpresa, não marcou. Teve oportunidades para isso mas não resultou. Teve uma má decisão quando num lance de 3*2 rematou quando Brahimi e até Quaresma davam linha de passe em melhor posição. Uma má decisão que não belisca a sua importância. É um craque e o porto seguro da equipa. Domina como ninguém, nunca se esconde do jogo e mesmo quando não é ele que finaliza sabe abrir espaços para os colegas arrastando marcações. 




Rúben: Substitui Herrera mas não entrou com as mesmas funções. A Herrera Lopetegui gritava para que o mexicano fosse mais incisivo no ataque. O nosso míudo maravilha entrou para dar estabilidade quando parecia que a podíamos perder. Como sempre esteve bem. 



Tello: Entrou bem mas nem sempre deu sequência. Ainda assim foi o principal responsavel pelos lances de maior aperto para a defesa adversária no fim da partida. 



Hêrnani: Estreou-se com a mais bela camisola do mundo no mais belo estádio do mundo. Entrou  e logo depois quase marcava. Pode vir a ser importante no futuro da equipa. Depende dele. Ontem os adeptos mostraram-lhe que acreditam no seu valor. 

Ficha do jogo: 

FC Porto 1-0 Vitória de Guimarães
Sexta-feira, 13 Fevereiro 2015 - 20:30
Competição: Primeira Liga 21.ª jornada
Estádio: Dragão, Porto (TV: SportTV)
Assistência: 26.108
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)
Assistentes: Paulo Ramos e Luís Ramos
4º Árbitro: Vasco Santos

FC Porto: Fabiano; Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro; Casemiro, Herrera (Rúben Neves 65') , Óliver Torres; Quaresma (87' Hernâni), Jackson Martínez (c), Brahimi (Tello 65').
Suplentes não utilizados: Helton, Martins Indi, Quintero,   Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui

V. Guimarães: Assis; Bruno Gaspar, Josué (c), João Afonso, Breno, Bouba Saré (Nassim 74'), Cafú, Bernard, Sami (Gui 59´), Alex (Tomané 82´), Jonatan Álvez.
Suplentes não utilizados: Douglas, Moreno, Otávio, Valente.
Treinador: Rui Vitória

Por: Paulinho Santos
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