Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia.. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Confiança cega

#FCPORTO #PauloFonseca #PintodaCosta


Tenho uma confiança cega
Qu’este barco não s’entrega
E ond’os ratos possam urdir
Acabarão por fugir…

Pois o exemplo sobressai
Nesse homem do leme
Que navegando, se teme
Nos longos anos que vai!

Mas o marinheiro descrente
Por uma viagem incerta
Já s’amotina na coberta!
Quer o imediato presente!

Pr’o despedir na insensatez
De ter mudado o sistema
Quando outrora, o tema
Era a falta d’ intrepidez!

Pois bem vencendo ‘aventura
Não se bastava na arte
Faltando arrojo, combate!
Que na conquista s’atura!

E mudado o comando
Por uma visão mais ousada
A tripulação está formada
Num pretenso bando!

É o desconcerto, o arreio 
A desventura, o grotesco
O insucesso, o burlesco!
C’o processo a meio…

E o timoneiro faz prova
Perant’o declarado motim
Qu’a guerra se vence no fim
Em coragem e manobra!

Pois claudicar é render-se
A essas hostes totalitárias
Que nessas provas “catilinárias”
Podem já ler-se!

É o fim de ciclo, de “nobre gente”
É a derrocada de tal insígnia
É o homem velho, a ignomínia 
É o dealbar do dirigente!…

E os escrivães Serpas
Velhos do Restelo!
Folgam em sê-lo
Sem as descobertas!

Por isso a nau vai navegar
D’encontro à glória!
Fazendo a história
Que s’irá contar!

E mesmo no rochedo 
Em que nos encontramos 
Náufragos não estamos!
E não temos medo!

Não nos intimida
O Adamastor!
Pois além da dor
Está a nossa vida!

E bem o sabemos
Qu’os ratos vão sair
Quand’a comporta abrir
Para os novos remos!

E ainda que suspeite
Qu’o imediato é inseguro
O timoneiro é duro!
A rendição não é aceite!

Por isso é navegar
Por essa europa acima
Até ao Reno, qu’o clima
Vai melhorar!

E tomaremos Francoforte
Como lança de mudança
Até ond’a vista alcança
Será tudo norte!

Pois no caminho pr’o sul
Somaremos sete pontos!
E no tempo dos descontos
Sobrevirá o azul!

Só precisamos d’entrega
No combate a tempo inteiro!
Que na liderança do timoneiro…
Há confiança cega!
Confiança cega!


Por: Joker

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dolo ou consequência?

#Sporting #FCPorto #Portugal #TaçadaLiga #Palhaçada


Levo saudade e tempo
Desd’o estudo do Direito
Onde tod’a causa e efeito
Só no nexo causa assento!

E na destrinça desse acto
Juridicamente lavrado 
Só o momento declarado
Tem relevância por facto!

Nesses estados de espírito
Em vários níveis d’intenção
Conscientes ou por inação 
Se tinham por juízo crítico!

E na conduta do ser
Nesse querer psicológico!
Eram o corolário lógico
Qu’essa sanção possa ter!

Pois todos podemos agir
Fora dos contornos da lei!
E se por um momento tentei
O meu acto corrigir?

Com que intenção sou julgado
Nesse acto intencional
Se por um momento infinitesimal 
Sou nesse facto ilibado?

Imagine-se que queria
Executar esse crime!
Mas o momento define
Não a intenção com que agia?

E que não sabendo a lei
Ajo sem ter consciência
E nesse acto, por coincidência 
O dano é maior do que sei?

Isto é só um relance
Do complexo jogo da vida
Ond’a lei é investida
Pra determinar o seu alcance!

Por isso gosto d’ouvir
Tantas certezas jurídicas!
Em tantas cabeças curtidas
Que nessa razão a convir

Os deixou sem tento na língua
Porque a decisão final
Desmontou a acusação formal
Na sanção que corre tinta!

E tod’a comunicação-social
Os chama ao comentário 
Querendo só um corolário:
A impunidade (desse clube) é real?

Pergunta o “jornalista”
Ao comentador de serviço
O médico dá conta disso
No seu comentário trocista:

O Porto recebe os árbitros
E só ganha com fruta!
Esta decisão só ilustra 
Qu’o Porto mantém os hábitos!

E perguntado ao causídico 
Ex-comentador de serviço
O Dolo não é preciso
Nesse atraso jurídico?

Sim, foram três minutos fatais
Em que perdemos a meia
O que no último minuto, norteia
Todos os minutos a mais!

E há uma intenção declarada
Em atrasar a partida!
Qu’em dois minutos, a vida!
Se pode dar por finada!

Por isso o tempo é precioso
E não sendo apenas dinheiro
Tem um valor por inteiro
Em cada minuto “doloso”!

E é fácil de se provar
Essa intenção da marosca:
O árbitro fez vista grossa
Quando devia apitar!

Pois essa lesão do Fernando
Não se veio a comprovar!
O Jogador não saiu a coxear
Quando s’ausentou do campo!?

E mesmo que tenha sido
Substituído na primeira parte
Isso foi engenho e arte!
Para o resto do sucedido!

E aqui se prova o nexo
Desta real causalidade!
Só o sporting fala verdade
E o Porto vive no complexo!

Pois ainda que vença muito
Não passa dum clube d’aldeia
Pois o dolo é uma coisa feia
Se praticado ao minuto!

Por isso esta consequência
De terem que pagar a multa
Por este atraso, é nula!
Qu’o direito é uma ciência!

E todos sabemos qu’existe
Duas justiças no país!
No sul tem outro cariz
No norte é coisa de chiste!

E ainda qu’a decisão 
Se tenha tomado em Lisboa
Por unanimidade, é boa!?
Teve no norte o condão!

Pois o seu Presidente
Ainda que sem voto decisório
Teve um acto persecutório
Contr’o clube inocente!

Então lá perguntou
Em qu’é que dois minutos
Tivera a ver com os muitos
Golos qu’o clube não marcou?

E ainda que lá jogara
Contr’o clube da segunda!
Porquê uma volta d’honra
S’o jogo ainda não acabara?

Há dolo, há dolo sim senhor!
Nesse festejo antecipado!
O crime por facto provado:
Usurpação, senhor doutor!
Toma!



Por: Joker

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Em terra de cego…

#FCPorto #Benfica #Sporting 



Em terra de tantos cegos
Onde só um pode ser Rei
Vi-o ontem, pelo que sei
Ladeado por três servos 

Nesse painel colorido
Onde o verde e o vermelho
É a cor do evangelho 
Nesse seu tom mais garrido!

Pois o reizinho dos viscondes
Foi convidado a entrar
Para lá papaguear
Sobre minutos e descontos!

E na certeza da sentença
Que se sente prejudicado
Mesmo sem ser anunciado!
Acha-se injustiçado, sem crença!

E é aplaudido no decreto 
Que na sua certeza, diz ter!
Pois o dolo, por seu saber
É coisa de fácil acerto!

E nessa prova produzida
Assente na defesa do outro
Vê esse dedo maroto
Nessa lesão conhecida…

E sendo do clube impoluto
Que age sempre dentro da lei
Tem na certeza de Rei!
Qu’o Porto é o corrupto!

Ainda qu’a prova do dolo
Seja de difícil expressão
Tem-se na convicção
Que só esse atraso deu golo!

E perdida a partida
Nesse último minuto!
O outrora penalti oculto
Assumiu hoje nova vida!

Já não foi o “intensómetro”
A justificação da derrota!
Mas o atraso, a manobra
Contabilizados ao milímetro!

Pois nesse grande pormenor
De ter jogado em casa
Contr’o adversário qu’assaca
O seu estilo perdedor

E não ter conseguido
Vencer como mandam as regras!
Inventa outras refregas
Por esse encontro perdido!

E nisto é aplaudido
Por uma marioneta verde!
Que vê no Porto, a sede
No seu gesto irreflectido

Falando de conspirações
Da velha tese do sistema!
Que nem o Dias da Cunha
Bradava em tais convicções

Que invocando a estatística
Como sua especialidade
Nos mede por cada verdade
Que diz, uma mera probabilistica!

E o que dizer do anão
Que pendurado no assento
Concorda c’o argumento
Da derrota como condenação?

Esquecend’o regulamento
Vertido nas competições!
Em qu’o estádio sem condições
Sem tecto em dia-de-vento

Podia decretar derrota
Para a equipa anfitriã
Que por soltura da lã
S’adiara o jogo em mora!?

Mas andam de mãos dadas
Os grandes da capital
Que juntos, nesse painel
Seguem as mesmas coordenadas!

Por isso é de sentenciar
Esse clube do norte
Por esse atraso de morte
Qu’os levou a bem pactuar!

E tão lindos às parelhas
Juntamente com o pivot 
Não fazem qualquer complot 
Nem balem com’as ovelhas!

Por isso é ouvi-los balir
A sua derrota no campo!
Por esses minutos, nem tanto…
Que tanto faz chorar como rir!

E s’o ridículo pagasse imposto
A esta incidência nacional!
O Bruno crescia em capital
Por cada semana de desgosto!

O que no clube dos viscondes
Falidos, mas com pergaminho!
Caía como um “levezinho”
Em cada “Montero” aos montes!

E contentes na sua verdade
Estas pessoas “tituladas”
Choram as penas forçadas
Que sabem por razoabilidade!

Pois onde já se viu
Derrotar-se por três minutos
Um atraso como tantos fortuitos
Num jogo que não lhes serviu?

Só vindo dos calimeros
Esta tese desse dolo
Como medida de consolo
Por jogar com tantos “Monteros”?

E que culpa tem disso o Porto
Que nada jogando, venceu?
Que dentro do campo, sucedeu
Como vencedor por desporto?

É por estas vitimizações
Por estes espectáculos tristes
Qu’os calimeros são fixes
Pr’a pajens destas encenações!

Que servindo bem ao vizinho
Lhes montam a teia, o cerco
Prometendo-lhes novo concerto
E na Liga novo arranjinho!

Pois o presidente é confiável
Festeja em casa ou fora!
Sorri muito e não cora
Em cada vitória prestável!

E ladeando o orelhas
A Liga não é o sistema!
E se sorri não é esquema
Confidenciando-se em parelhas!

Por isso eu ainda acredito
Que neste reino, o rei
Decrete a sentença e a lei
Medindo o sucesso ao minuto!

E que nisso o Bruno afine
Essa voz grossa, com precisão!
Ganhando sem ter razão
Por cada minuto que cisme!

Pois só assim pode vencer
Em parceria c’o vermelho!
Tomando a vez do Conselho
E nessa decisão, reverter

O destino daquele jogo
Que findo, na volta d’honra
Se tenham revisto na afronta
De já o festejarem…com dolo


Por: Joker

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Castro.



Só os melhores devem jogar
Independentemente de quem são
A sua origem, ou o lugar
Proveniência, ou posição

E mesmo sendo da “cantera”
Isso não determina de per si
Qu’a escolha não seja sincera
E o corte não incida em si

Não foi por falta d’oportunidade
Qu’o Castro não provou
Ser o jogador de verdade
Qu’esse Porto criou

Sinceramente, só raça
Pouco mais acrescenta
Está bem pro Kassimpassa
E na Turquia, aumenta

Neste meio-campo do Porto
Onde poderia jogar?
Mais-valias que outro?
Quem sairia, pra entrar?

Vejo mais qualidade no Tiago
Que s’aprestav’a sair
Se ficar, tenho-o por salvo
E este negócio curtir!

Isto só prov’a permanência
Do Fernando no plantel
Contando qu’essa referência
Bem se mantenha, fiel!

E o Castro regressará
No dia qu’o Fernando sair
E por certo, demonstrará
Ser o novo seis que há-de vir!

Um Castro é baluarte
De pedras e altaneiro
Não chega a Zigurate  (mas)
Serv’o propósito guerreiro!

Por isso, não é mais um revés
Que lhe abala o espírito
Manter-se-á de través 
Como Dragão ínclito!

E como bom filho
Nesse dia irá voltar
E entrará no trilho
Pr’a finalmente…jogar!



Por: Joker

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Conduto.



Um sempre pronto conduto
Pra forrear esse estômago
Sempre esfomeado, de curto
Nessas vitórias do ego!

Nesses relatos, a emoção
Nunca escondida, sincera
Por um emblema, a razão
Que no “jornalista”  impera!

Sempre o benfica, no auge
Nos decibéis de gritaria
E na Tv pública, o ultraje
Por todos pago, perdia…

Agora sim, a confluência
Entre o prazer e o trabalho
Que na Tv, a benificiência
Só dá no canal do cangalho!

Agora bem pode gritar!
Gerir reuniões de pré-época
Pois, quem o está a pagar
Pretende o mesmo, na certa!

Só falta o lampião de Paredes
Para se compor o ramalhete
Pondo a TV, nessas redes
Como pivot, mas sem frete!

Gerindo a coisa a quatro
Eles, o Moniz e o Orelhas
Mais o Jasus, literato
Fazem canal de parelhas!

Com seriedade e isenção
Transmitindo o benfica
Com a pistola na mão
Caso o Colaço, resista!

Vai ser sempre a ganhar
Agora de Salvo-Conduto
Com ele agora, a narrar
Jogo na luz é Impoluto!

Faltas na área, aonde?
Golos em fora-de-jogo?
O Árbitro onde s’esconde?
Quinze vitórias sem logro!

E tudo gritado com peito
P’lo “jornalista” isento
Nesse canal, o maior feito
É ser jornalista por dentro!

Mas tudo está na paz do Senhor
Só o ponta-de-lança da Liga
Acha qu’o assunto é amador
E interessa descobrir a intriga

Qu’impede o clube de ser ressarcido
Dos milhões a que tem direito
Não pagos a contado, sortido
Ao benfica, o clube perfeito!

Pois só ele gere as audiências
Merecendo ganhar a quota de leão
Gerindo a Liga, essas ocorrências
Nos frutos do benfica, campeão!

Ainda bem, que existem definições
Os condutos revelam-se finalmente
Limpam-se os espaços, nessas estações
Por todos pago! Por serviço decente!!!



Por: Joker

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Kelvin (Por Joker)





A temperatura estava ao ponto
Em boa ebulição termo-dinâmica
A constituição em boa mecânica
Grand'envolvência, par'o confronto!
 
Nem tinham faltado as bazófias
Do grande mestre do xadrez
Bem secundando, em altivez
Pelos campeões das facécias:
 
Os papagaios falantes
O presidente orelhudo
As Tv's do ruído...
Escribas comediantes!
 
Se até já se brindava!?
Com estátuas reservadas!?
Comemorações planeadas
Em tod'o país s'exultava!!?
 
O PIB, finalmente, crescia!!
A temperatura subia
A energia descia
Enriquecia, o Mexia!!!
 
Mas o país é unitário
Apesar de centralista
E o mérito joga-se à vista
Nesse Dragão libertário!
 
Favas contadas, já certas
O campeonato, o triplete
O Jesus em alta, joguete
Em mãos ávidas, desertas...
 
E a temperatura subiu
Em labaredas azuis
Depois do brinde, concluis
Isto é mais do que se viu!
 
Fatal destino de quem
Zomba sem condição
Festeja sem ter mão
E morre às mãos do além!
 
Pois só por justiça divina
Se permite tal desfecho
Um golpe fatal, no queixo
Nessa "vitória" rapina!
 
Que num estoicismo final
Não desistindo, presente
Persiste no sonho, latente
Frente ao destino Capital!
 
Não festejando, por certo
O campeonato em aberto
Paços, o destino incerto 
De quem só vence, desperto!
 
Mas a temperatura mudou
Um novo clima se respira
Sem naftalina, ou mentira
A estátua limpa, gritou:
 
Fui governante, o Delfim
D'El Rei D.José, seu sabujo
Não mereço, contudo, estar sujo
Ergam uma estátua...ao Kelvin!!!



 
Por: Joker
>